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Bolsas da Europa caem “à grande e à francesa”. PSI fechou a cair com BCP a liderar perdas

22 October 2026 at 17:47

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 1,46% para 9.237,82 pontos, numa sessão de vendas generalizadas nos mercados acionistas europeus. Entre as cotadas portuguesas, o BCP destacou-se como o título mais penalizado ao cair 4,81% para 1,068 euros, seguido pela Mota-Engil, que perdeu 4,32% para 4,474 euros, e pela Ibersol, que desvalorizou 3,62% para 10,12 euros. No sentido inverso, apenas a Jerónimo Martins conseguiu escapar à tendência de queda, registando uma subida de 0,60% para 18,42 euros.

No resto da Europa, o pessimismo foi a tónica dominante. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,05%, enquanto o EuroStoxx 50, que agrupa as principais cotadas da zona euro, fechou com uma perda de 1,94% para 6.087,01 pontos. O FTSE 100 de Londres recuou 0,26% para 10.725,03 pontos, o CAC 40 de Paris caiu 1,39% para 7.811,26 pontos e o DAX de Frankfurt desvalorizou 1,07% para 25.371,75 pontos. As quedas mais acentuadas registaram-se no FTSE MIB de Milão, com uma descida de 2,54% para 48.383,66 pontos, e no IBEX 35 de Madrid, que recuou 2,12% para 18.913,50 pontos.

No comentário de fecho de mercados, o Millennium Investment Banking sublinhou que as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, numa sessão em que o Governo francês esteve sob intensa pressão devido ao debate orçamental destinado a reduzir significativamente o défice público.

“A banca é muito pressionada pela conjuntura numa das maiores economias europeias, que arrastou o BCP para uma queda de 4,8%, a mais acentuada do PSI.  Adicionalmente, a subida dos preços do petróleo e as desconfianças sobre se os avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers trarão o retorno desejado, numa altura em que os custos de financiamento sobem, castigam os setores cíclicos. Já os defensivos, como o de Alimentação, Farmacêutico e o de Bens Pessoais, registaram ganhos apelativos”, referem os analistas.

A MTrader destacou ainda o alargamento do diferencial entre as obrigações francesas e alemãs a 10 anos, o que demonstra a crescente preocupação dos investidores com as contas públicas gaulesas.

Num comentário com o sugestivo título “Correção à grande e à francesa”, os analistas do BCP escrevem que “os mercados de ações viveram uma sessão muito negativa, arrastados pela instabilidade política e social crescente em França, que faz disparar os juros da dívida pública do país a 10 anos de maturidade para os 5,1%, alargando o spread face às yields alemãs para os 1,74 pontos percentuais, o patamar mais elevado desde 2011”.

No mercado de dívida pública, a sessão foi marcada por movimentos divergentes. Os juros da dívida alemã a 10 anos, considerada a mais segura da Europa, recuaram 8,71 pontos base, fixando a yield em 3,33%. Em Portugal, o juro da dívida pública a 10 anos subiu ligeiramente para 3,950%, um acréscimo de 1,2 pontos base face ao fecho anterior. Já em França, a tensão nos mercados foi mais visível, com a yield a 10 anos a disparar 6,08 pontos base para 5,07%, o valor mais alto desde julho de 2002. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida dos Estados Unidos a 10 anos cederam 4,3 pontos base para 5,078%.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo continuaram a sua trajetória ascendente, pressionando ainda mais o sentimento dos investidores. O barril de Brent, referência para as importações europeias, valorizou 2,77% para 111,83 dólares, enquanto o crude norte-americano WTI avançou 1,66% para 98,76 dólares.

O contexto macroeconómico e geopolítico continua a dominar a aversão ao risco. A persistência de uma inflação elevada, alimentada pelos custos da energia, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória das taxas de juro. A situação no Médio Oriente e as dúvidas sobre a rentabilidade dos avultados investimentos em Inteligência Artificial e data centers, num momento em que os custos de financiamento sobem, continuam a castigar os setores mais cíclicos e tecnológicos.

PSI contraria Europa e regista ganhos a meio da sessão

20 October 2026 at 12:16

A bolsa de Lisboa negoceia em terreno positivo esta terça-feira, com uma valorização de 0,09% para 9.401,66 pontos.

A Sonae sobe 1,41% para 2,1550 euros, a NOS ganha 0,96% para 5,280 euros, os CTT aumentam 0,45% para 5,53 euros, a REN soma 0,43% para 3,555 euros e a Galp avança 0,44$ para 22,90 euros.

Em contraciclo, a Semapa perde 1,21% para 19,66 euros, a Teixeira Duarte desce 0,67% para 0,4450 euros, o BCP derrapa 0,63% para 1,0990 euros, a EDP desliza 0,42% para 4,741 euros e a Navigator recua 0,13% para 3,066 euros.

As principais praças europeias seguem no ‘vermelho’, com o DAX a descer 0,69% para 25.247,00 pontos, o CAC40 perde 0,85% para 7.801,54 pontos e o Ibex35 derrapa 0,56% para 18.932,98 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias seguem globalmente em baixa esta terça-feira, com o PSI a ser a principal exceção, ao seguir com ganho ligeiro. Uma nova escalada dos preços do petróleo alia-se à revelação de que os preços no produtor na Alemanha registaram uma subida mais acentuada que o previsto em setembro, adicionando pressões inflacionistas e sobre a política monetária do BCE no que respeita a subida de juros.  Isto numa altura em que a Europa atravessa instabilidade política e social em várias geografias, com França a ser a mais preocupante”.

“Os investidores estão claramente a jogar à defesa, optando por setores como farmacêutico, bens pessoais, alimentação e utilities, em detrimento de cíclicos como o tecnológico e de recursos naturais.  Isto enquanto aguardam pela aceleração na divulgação de contas, em especial nos EUA, onde nos próximos dias chegam números de cotadas como SpaceX, Meta, Tesla, Netflix e IBM, que podem ditar o sentimento em setores muito ligados ao futuro da Inteligência Artificial”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI sobe 2,04%, fixando o preço do barril nos 100,56 dólares e o Brent ganha 1,60% para 111,30 dólares. O gás natural perde 1,37% para 3,016 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,04% face ao dólar, fixando-se nos 1,1208 dólares.

Sanità Lombardia, nasce Sinapsi: un unico sistema per i dati dei pazienti. Meno burocrazia e più tempo per le cure

19 October 2026 at 13:45

Meno burocrazia per i medici, più tempo da dedicare ai pazienti e una maggiore integrazione tra ospedali, medicina di famiglia e servizi territoriali. È questo l’obiettivo di “Sinapsi“, il nuovo progetto di Regione Lombardia presentato lunedì 19 ottobre all’Auditorium Testori di Palazzo Lombardia, alla presenza dell’assessore regionale al Welfare Guido Bertolaso e del ministro della Salute Orazio Schillaci. Il sistema, attualmente in fase di sperimentazione all’ASST Niguarda di Milano e all’ASST Valtellina e Alto Lario, punta a semplificare il lavoro quotidiano dei professionisti sanitari attraverso un unico strumento digitale che raccoglie e mette in collegamento le informazioni cliniche già disponibili.

Come funziona Sinapsi: tutti i dati sanitari in un unico cruscotto

Il cuore del progetto è un “cruscotto clinico unico” che consente ai medici di consultare da un solo ambiente digitale informazioni relative a visite, esami, farmaci, terapie e appuntamenti, evitando di dover accedere continuamente a piattaforme differenti o ricopiare più volte gli stessi dati. Sinapsi non sostituisce gli applicativi sanitari già esistenti, ma li mette in comunicazione, lasciando le informazioni nei rispettivi sistemi di origine. Tra le fonti già integrate figurano il Fascicolo sanitario elettronico, i flussi delle prescrizioni farmaceutiche e delle prestazioni ambulatoriali, il Sistema di Gestione Digitale del Territorio e PT Online, utilizzato per i piani terapeutici. Il medico può così ricostruire con maggiore facilità il percorso assistenziale del paziente, verificare le prestazioni effettuate, controllare quelle programmate e consultare le terapie prescritte. Dalla stessa piattaforma è inoltre possibile predisporre piani di assistenza individuale e piani terapeutici, oltre ad attivare servizi come l’assistenza domiciliare, l’infermiere di famiglia e di comunità, le cure palliative a domicilio e l’ospedale di comunità.

Un aiuto per i pazienti cronici: il sistema segnala le situazioni che richiedono attenzione

Una delle funzionalità più rilevanti riguarda la capacità del sistema di evidenziare situazioni che potrebbero richiedere un intervento del medico. Sinapsi può segnalare, ad esempio, piani terapeutici prossimi alla scadenza, accessi ripetuti alle strutture sanitarie per la stessa causa oppure pazienti con esenzioni per patologie croniche che non risultano ancora formalmente presi in carico. Il sistema non sostituisce in alcun modo la valutazione clinica: le decisioni restano sempre di competenza del professionista sanitario. Per i cittadini, il beneficio atteso è soprattutto una maggiore continuità nelle cure, in particolare per le persone fragili e per chi convive con malattie croniche e necessita di un’assistenza coordinata tra ospedale e territorio. L’obiettivo è ridurre il rischio che informazioni importanti vadano disperse nel passaggio tra specialisti, medici di famiglia e strutture sanitarie, rendendo più tempestiva l’attivazione dei servizi necessari.

Bertolaso: “Ridurre la burocrazia significa permettere ai medici di concentrarsi sui pazienti”

“Con Sinapsi facciamo un passo avanti verso una sanità sempre più integrata, mettendo in rete medici di medicina generale, specialisti, ospedali e servizi territoriali”, ha dichiarato l’assessore regionale al Welfare Guido Bertolaso. “Ridurre la burocrazia significa consentire ai medici di concentrarsi maggiormente sui pazienti e migliorare la presa in carico, soprattutto delle persone con patologie croniche. È un progetto ambizioso e concreto, che punta a migliorare la qualità dell’assistenza e a rendere più efficace il collegamento tra tutti i servizi sanitari”. Bertolaso ha quindi sottolineato la volontà di rendere rapidamente operativi strumenti capaci di incidere sull’organizzazione quotidiana dell’assistenza: “Non parliamo della medicina del futuro, ma di quella di domani mattina“. La sperimentazione avviata al Niguarda e nell’ASST Valtellina e Alto Lario rappresenta il primo passo di un percorso che potrà prevedere l’integrazione di ulteriori fonti informative, compresa in prospettiva l’infrastruttura della telemedicina, e una graduale estensione ad altre realtà assistenziali.

Schillaci: “Se funzionerà in Lombardia, Sinapsi potrà essere un modello nazionale”

Anche il ministro della Salute Orazio Schillaci ha sottolineato il potenziale del progetto. “Sinapsi dimostra come le nuove tecnologie possano essere messe al servizio dei professionisti per migliorare la qualità dell’assistenza. Integrare le informazioni sanitarie significa ridurre il tempo che i medici dedicano alla burocrazia e avere un quadro più completo dei bisogni dei pazienti, soprattutto delle persone fragili e con patologie croniche”. Il ministro ha evidenziato come la Lombardia possa rappresentare un banco di prova significativo per sviluppare un modello di assistenza più integrato. “Seguo questo progetto con interesse fin dall’inizio e credo che, se darà i risultati attesi in una realtà complessa e popolosa come la Lombardia, potrà rappresentare un’esperienza utile anche per il resto del Paese“. Nel corso dell’incontro Schillaci ha inoltre ricordato i progressi compiuti nella digitalizzazione del Servizio sanitario nazionale attraverso gli investimenti del Pnrr. Il Fascicolo sanitario elettronico è oggi attivo per oltre 57 milioni di cittadini, mentre più di 25 milioni di italiani hanno dato il consenso alla consultazione dei propri dati. Oltre il 95% dei medici di medicina generale e dei pediatri di libera scelta utilizza il Fascicolo, mentre sono più di 566mila i pazienti cronici e fragili seguiti a distanza attraverso strumenti di telemedicina.

Schillaci: “La sanità pubblica va rafforzata, non delegittimata”

La presentazione di Sinapsi è stata anche l’occasione per una riflessione più ampia sul futuro del Servizio sanitario nazionale. “Mi dispiace molto quando vedo attacchi gratuiti al Servizio sanitario nazionale italiano. I problemi non mancano, sono il primo a dirlo e a volerli risolvere, ma non possiamo permetterci, soprattutto agli occhi dei cittadini, di depotenziare la sanità pubblica italiana, che continua a salvare vite ogni giorno, a garantire prestazioni gratuite a tutti, specie ai più fragili”, ha affermato Schillaci. Il ministro ha ricordato che nella sola Lombardia circa mezzo milione di persone ogni giorno si rivolgono al servizio sanitario, sottolineando la necessità di evitare una frattura di fiducia tra cittadini e istituzioni sanitarie. Al centro della strategia nazionale c’è anche il rafforzamento della medicina territoriale, a partire dalle Case di Comunità, nelle quali i medici di famiglia dovranno assumere un ruolo centrale all’interno di équipe multidisciplinari.

“I cittadini devono poter accedere a delle strutture dove possano essere presi in carico. La medicina è cambiata e i modelli assistenziali non possono restare gli stessi di quando è stato fondato il Servizio sanitario nazionale“, ha osservato. Il progetto Sinapsi si inserisce dunque in una trasformazione più ampia della sanità lombarda e nazionale, che punta a collegare maggiormente i diversi livelli di assistenza e a utilizzare la tecnologia per alleggerire gli adempimenti amministrativi. La sfida, ora, sarà verificare sul campo quanto il nuovo strumento riuscirà effettivamente a semplificare il lavoro dei medici e a migliorare la continuità delle cure per i cittadini.

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