O ponto fraco do seu carro pode estar numa aplicação do telemóvel



A Xpeng anunciou esta quinta-feira a alargamento da sua parceria com a Google, passando a integrar nativamente o Google Play nos cockpits inteligentes dos seus carros elétricos, numa operação cuja distribuição está prevista para o início de 2027, de forma progressiva nos mercados internacionais.
A integração, desenvolvida sobre a base do Android Automotive OS, permitirá aos condutores e passageiros aceder diretamente a centenas de aplicações de terceiros — de música e podcasts a streaming de vídeo, navegação, jogos ou serviços de carregamento e estacionamento — provenientes de mais de 100 países e regiões, sem necessidade de recorrer a um smartphone, informou a montadora chinesa em comunicado.
“O nosso trabalho conjunto com o Google Maps demonstrou o que as duas empresas podem alcançar. Com o Google Play, alargamos esta abordagem da navegação a um ecossistema digital mais abrangente”, afirmou Xianming Liu, vice-presidente da Xpeng e responsável pelo General Intelligence Center.
A Google sublinha que o ecossistema de aplicações automóveis “continua a crescer rapidamente”. “A integração oferece aos condutores ainda mais opções para aceder às aplicações de entretenimento e aos serviços do dia a dia de que gostam, diretamente através do ecrã do automóvel”, disse Haris Ramic, diretor de produto do Android para automóveis da Google.
O anúncio surge na sequência da integração do Auto SDK do Google Maps, revelada em julho de 2026, que introduziu funcionalidades cartográficas essenciais para os sistemas avançados de assistência à condução da marca nos mercados internacionais. Os utilizadores poderão ainda interagir com as aplicações através do assistente de voz multilingue com inteligência artificial da Xpeng.
Fundada em 2014 e sediada em Guangzhou, a Xpeng posiciona-se como uma empresa de “Inteligência Artificial Física” (Physical AI), desenvolvendo internamente os seus sistemas avançados de assistência ao condutor e de cockpit inteligente. Em Portugal, a marca é distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.
A empresa não revelou ainda quais os modelos abrangidos nem os mercados onde a funcionalidade estará disponível, indicando apenas que mais detalhes serão divulgados “oportunamente” e que a disponibilidade poderá variar consoante o modelo e os requisitos de segurança.

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Sites governamentais em toda a Europa ficaram fora do ar na quarta-feira (21) enquanto operadores corriam para corrigir duas vulnerabilidades críticas no PHP, uma das linguagens de programação mais utilizadas na web.
Serviços governamentais no Brasil também foram suspensos preventimente para a correção das falhas.
A linguagem de programação é responsável por cerca de 70% dos sites no mundo. Segundo cientistas que participaram da descoberta, a vulnerabilidade estava presente no software da empresa há anos, de forma oculta.
PHP é uma linguagem de programação que executa sites. Ela funciona nos bastidores: quando um usuário carrega uma página, o servidor que executa o PHP monta o conteúdo e envia a página finalizada para o navegador.
É gratuito, de código aberto e mantido por voluntários. Os proprietários do site raramente interagem diretamente com ele.
De acordo com a W3Techs, empresa que monitora tecnologias web, o PHP é a linguagem utilizada em quase 70% de todos os sites cuja linguagem de programação pode ser identificada. Ele funciona, por exemplo, no WordPress, que alimenta cerca de 40% de todos os sites, como blogs, páginas de pequenas empresas, portais governamentais, lojas online e sites de notícias.
As duas vulnerabilidades identificadas receberam uma classificação de 9,2 em 10 na escala de gravidade CVSS v4.0, um sistema de pontuação padrão do setor.
O CERT-EU, a equipe de resposta a incidentes de segurança cibernética da União Europeia, afirmou que essa classificação indica execução remota de código não autenticada, o que significa que um invasor pode executar comandos em um servidor vulnerável, pela internet, sem senha ou conta.
Uma única falha no PHP abre a mesma porta em milhões de servidores simultaneamente. Quem explora essa falha controla o site.
O provedor de hospedagem web GoDaddy disse que isso poderia significar roubo de dados, páginas adulteradas ou comprometimento total do sistema.
A maioria dos sites pequenos geralmente é administrada por proprietários sem equipe de segurança, frequentemente em hospedagens compartilhadas onde não gerenciam o servidor e podem não saber quem atualiza o PHP.
O Wordfence, um plugin de segurança para sites WordPress, alertou que as atualizações automáticas não incluirão essa correção. A recomendação do CERT-EU é tirar os sites afetados do ar em vez de deixá-los expostos.
Pesquisadores da empresa de segurança Calif, em colaboração com a OpenAI, relataram a primeira falha no PHP em 11 de agosto. Ela foi encontrada usando o modelo GPT-5.6 Sol da OpenAI.
A Wiz, empresa de segurança pertencente ao Google, também investigou o problema e descobriu as falhas de forma independente. A organização relatou uma segunda detecção em 24 de agosto, também usando modelos de IA.
A Wiz afirmou que as descobertas “estão entre as vulnerabilidades mais graves já encontradas no PHP e, possivelmente, na história do software”. Segundo a empresa, as falhas subjacentes estavam presentes há décadas, mas provar que eram exploráveis exigia uma série de etapas “no limite do que pesquisadores humanos poderiam realizar na prática”.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “monitorando e coordenando com agências federais e os principais laboratórios de inteligência artificial para agilizar a divulgação da correção”. A descoberta foi apresentada como prova de que a “superinteligência” americana fortalece a segurança nacional.
Rusia está utilizando sus escasos cazas MiG-35 para interceptar los drones ucranianos que entran en su territorio, según informa Militarnyi a partir de una publicación del canal de Telegram Soniashnyk, vinculado a la aviación ucraniana. El modelo sigue en fase de pruebas operativas y, según las fuentes abiertas citadas por el medio, la Fuerza Aérea rusa dispone de apenas seis MiG-35.
‘Los MiG-29 enemigos e incluso los MiG-35 llevan bastante tiempo participando en la defensa frente a ataques aéreos a gran escala como parte del sistema de defensa antiaérea en la retaguardia profunda’, ha señalado el canal. La información no precisa cuántos MiG-35 realizan estas misiones ni les atribuye acciones concretas.
El MiG-35 fue presentado públicamente en 2017 y el Ministerio de Defensa ruso firmó un contrato de suministro en 2018, con las primeras entregas de aparatos de producción en 2019. Sin embargo, el programa no ha dado el salto a una fabricación en serie a gran escala ni ha abandonado la fase de pruebas operativas, lo que es compatible con realizar misiones reales de combate.
Los seis aparatos que contabiliza el medio ucraniano son cuatro MiG-35S monoplazas y dos MiG-35UB biplazas que también pueden utilizarse para entrenar pilotos.
La familia MiG-35 deriva de los MiG-29K/KUB y MiG-29M/M2 e incluyen mejoras en motores, electrónica y armamento. Según las especificaciones del fabricante UAC, el avión mide 17,3 metros de longitud y 12 metros de envergadura, alcanza unos 2.100 km/h a gran altitud y puede transportar hasta 6.500 kilos de carga externa en nueve puntos de anclaje. Utiliza dos motores RD-33MK mejorados, con una vida útil declarada de hasta 4.000 horas.
Los MiG-35 también cuentan con un radar de barrido electrónico activo, conocido como AESA, capaz de seguir hasta 30 objetivos aéreos a distancias de hasta 160 kilómetros y atacar simultáneamente seis.
Su armamento aire-aire incluye los R-73 de corto alcance, R-77 de alcance medio guiados por radar y misiles de la familia R-27, con versiones de alcance medio y ampliado.
Su participación en la guerra ya había sido anunciada por Rusia en noviembre de 2023, cuando Serguéi Korotkov, diseñador general de UAC, aseguró a RIA Novosti que el MiG-35 intervenía en las operaciones mientras continuaban las pruebas, pero en ningún momento se detalló si operaba en la retaguardia, como señala ahora Militarnyi, o sobre territorio ucraniano.


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