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Porto seco da Guarda entra em operação. Turcos somam segunda infraestrutura

22 October 2026 at 18:09

Vista de um barco a sair do Terminal de Contentores do Porto de Leixões, o qual passará a ter uma estrutura avançada na Guarda para ligação entre ferrovia e rodovia. JOSÉ COELHO/LUSAJOSÉ COELHO/LUSA

O porto seco da Guarda vai ser inaugurado esta sexta-feira, num investimento que permitirá ao grupo turco Yilport gerir a segunda infraestrutura do género em Portugal, após a abertura do porto seco de Elvas, em março deste ano.

A estrutura na Guarda ficará próxima da linha férrea da Beira Alta e da autoestrada A25, além da A23, ligação privilegiada aos distritos de Castelo Branco e Santarém, e ainda, para Norte, ao IP2, tornando-se uma posição avançada para os portos marítimos do Centro e Norte. Tal como Elvas, próxima da A6 e do Corredor Internacional Sul (linha férrea ainda por inaugurar) permite acomodar contentores dos portos de Sines e Setúbal, o porto seco beirão ficará apto para receber contentores dos portos de Leixões, Aveiro e Figueira da Foz.

O financiamento da infraestrutura contou com quatro milhões de euros de fundos provenientes do programa Centro 2030, irá consolidar a ligação rodovia/ferrovia numa zona fronteiriça, beneficiando da reconstrução da linha da Beira Alta. Após as obras, esta passou a permitir a circulação de comboios até 750 metros de comprimento.

Reportagem na Guarda - 21MAR25
“A Yilport dá garantias de que vai haver trabalho sério para captação de cargas para o porto seco da Guarda”, diz o autarca Sérgio CostaHugo Amaral/ECO

O porto seco da Guarda, em construção desde maio de 2025, é uma ambição que já vem da década passada, lembra o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, ao ECO/Local Online. “É um processo que se iniciou há dez anos, era eu à data vereador, e já lutava muito por esta necessidade“.

Nesta primeira fase, salienta o edil independente, que vai no seu segundo mandato (após uma presença anterior na autarquia enquanto vereador eleito pelo PSD) a área ronda os quatro hectares, mas o novo Plano Diretor Municipal (PDM), aprovado em julho, já contempla, um quilómetro a Sul, mais 35 hectares para uma segunda fase, área que poderá ser disponibilizada faseadamente. A confiança no projeto é explícita: “A Yilport dá garantias de que vai haver trabalho sério para captação de cargas para o porto seco da Guarda”, diz.

Em jeito de promoção do novo investimento presente no seu território, o autarca destaca que, face aos portos marítimos, “no porto seco da Guarda os camiões não têm de estar tempo imenso como nos portos de mar, as taxas são mais reduzidas e há uma redução dos custos de logística“.

Um mês antes do início dos trabalhos, em abril de 2025, quando ainda se aguardava que o Estado português conseguisse desbloquear os quatro milhões de euros de fundos extra necessários para a construção, Sérgio Costa, autarca da Guarda (reeleito depois em outubro), explicava ao ECO/Local Online a dinâmica desta infraestrutura:

"Funciona exatamente da mesma forma com um porto de mar só que aqui não há navios, há comboios e há camiões. As empresas que dependem do comércio externo, precisam cada vez mais da ferrovia, para poder aumentar os seus negócios e diminuir os custos de contexto. Nos contentores que estejam nos portos de mar à espera, o aluguer ao dia ou à hora é uma brutalidade, e a partir de Guarda esse custo poderá tender para zero. Isto é muito importante, interligando a ferrovia com o porto seco – haverá sempre “last mile” [ligação dos quilómetros finais até ao destino e desde a remessa] de camião, naturalmente, porque a ferrovia não pode ir à porta de cada um.”

O grupo turco Yilport, concessionário do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa, e do porto seco de Elvas, passam a gerir o seu segundo porto seco em Portugal com a inauguração nesta sexta-feira na GuardaAPL - Administração do Porto de Lisboa

Adicionalmente, o autarca eleito numa lista independente notava os problemas causados pelo atraso na inauguração da Linha da Beira Alta, a qual continuou ano e meio à espera da abertura, realizada apenas no final de setembro deste ano.

As obras agora terminadas, da responsabilidade do conselho de administração da APDL – Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, e que deveriam ter ficado concluídas no início deste ano, incluem o reforço do terrapleno para mais de 45 mil contentores e a instalação de estruturas como uma báscula rodoviária e instalação elétrica para contentores frigoríficos. A intervenção implicou ainda a preparação do terminal ferroviário de mercadorias da cidade para acolher as operações de carga. Entre os edifícios construídos está o dos serviços aduaneiros, a cargo da Autoridade Tributária, para alfandegar e desalfandegar contentores de mercadorias e, no futuro, também carga a granel.

Numa conversa nesta quinta-feira, Sérgio Costa adiantou ao ECO/Local Online ter a garantia de lançamento de um concurso por parte da Infraestruturas de Portugal para construção de duas novas variantes, de Sequeira e dos Galegos, para ligação ao porto seco, cujo orçamento ronda os 20 milhões de euros. Estas ligações, que o autarca espera ter em andamento já no próximo ano, permitirão ainda encerrar as passagens de nível que subsistem na cidade nas linhas da Beira Baixa (Guarda-Entroncamento) e da Beira Alta, a qual liga Vilar Formoso à Pampilhosa, com passagem na Guarda, num total de 190 quilómetros totalmente reformulados.

(Notícia atualizada às 19h00 com declarações do autarca Sérgio Costa)

Governo aprova diploma para reforçar concorrência nos terminais rodoviários

22 October 2026 at 17:25

O Conselho de Ministros aprovou legislação para impedir que um gestor de um terminal rodoviário possa travar a entrada de novos operadores. Medida não abrange ainda a separação vertical da atividade de gestão e operação dos terminais públicos sob gestão privada, que tem de ser aprovada no Parlamento.

“Queremos ter um gestão neutra com segregação de funções, de informação e de contas face aos operadores“, afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. “O problema é que muitas vezes quem gere o terminal é quem opera os autocarros e por isso decide quem entra e a que preço, condicionando a entrada de concorrência”, justificou, aludindo a “casos bastante conhecidos”.

Nos últimos anos existiu um conflito entre a Rede Expressos, gestora do Terminal de Sete Rios e operadora do mesmo, e a Flixbus, que chegou a recorrer aos tribunais para reclamar o acesso, que só viria a ser concedido em setembro.

“A situação destes terminais e o [seu] regime vigora deste 1971. Hoje impomos a abertura destes terminais a todo os operadores. Deixar a concorrência funcionar. Permitir que os portugueses possam escolher e as diferentes companhias possam operar oferecendo os seus serviços”, justificou o ministro da Presidência.

Para que a separação se aplique a todos os casos será necessária a intervenção da Assembleia da República. Leitão Amaro explicou que nos terminais públicos sob gestão privada, a proibição vertical não pode acontecer por decreto-lei. “Há um processo legislativo pendente no Parlamento. Acreditamos que pode ser a oportunidade para resolver esta situação, porque se trata de uma intromissão mais forte na liberdade contratual, e portante é necessária intervenção do Parlamento”, referiu o governante.

“Mais operadores significa mais concorrência, preços a cair, melhores horários para quem viaja e em melhores condições”, antecipou Leitão Amaro.

O ministro anunciou ainda que existirá uma plataforma nacional para os terminais no Instituto da Mobilidade e Transportes. Os terminais serão ainda classificados em três níveis, com diferentes requisitos de segurança, acessibilidade e conforto, mais exigentes nos maiores terminais.

(Notícia alterada às 19h54 para clarificar que o decreto-lei não impõe a separação entre gestores e operadores de terminais rodoviários, matéria que terá de ser avaliada no Parlamento, impondo apenas a neutralidade no acesso de novos concorrentes)

CC OO y UGT piden evitar el teletrabajo como forma de “esquirolaje tecnológico” en la huelga del 11-N

22 October 2026 at 16:53

Los secretarios generales de las federaciones de Servicios a la Ciudadanía de CC OO, Lucho Palazzo, y de Servicios, Movilidad y Consumo de UGT, Ricardo Casas, han presentado este jueves al Gobierno la propuesta sindical de servicios mínimos del transporte para la huelga general del próximo 11 de noviembre. Tras entregar esta petición, cuyo contenido concreto no han desvelado, Palazzo hizo un llamamiento a los trabajadores para que eviten recurrir al teletrabajo “como forma de esquirolaje”. Y ha añadido que los sindicatos estarán “vigilantes” para que esta estrategia no se generalice, aunque cree que “no va a ser fácil”. “Vamos a suponer que no va a haber mala fe y que no habrá esquirolaje tecnológico”, ha añadido el responsable de CC OO.

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© EUROPA PRESS (Europa Press)

Un autobús opera bajo los servicios mínimos marcados por la huelga indefinida que mantienen actualmente los conductores de autobuses en Almería.

Governo aprova separação da gestão dos terminais rodoviários dos operadores de transportes

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o novo regime para os terminais, afirmando António Leitão Amaro que “mais operadores a concorrer significa mais escolha, preços a cair e melhores horários para quem viaja".

SATA convida seis interessados a apresentarem propostas não-vinculativas pelo handling

22 October 2026 at 13:33

A SATA recebeu seis propostas não-vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Handling, informa a companhia aérea açoriana, que tinha acolhido em setembro 11 manifestações de interesse na operação de venda de 100% do capital dos serviços de assistência em escala nas ilhas.

“A SATA Holding informa que recebeu seis propostas não-vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Handling. As propostas recebidas serão agora objeto de análise e avaliação, nos termos definidos no Caderno de Encargos do processo”, afirma o grupo açoriano em comunicado.

Entre os interessados, como o ECO avançou, está a belga Aviapartner, que opera em mais de 75 aeroportos distribuídos pela Europa e África, e que concorre em consórcio com a Gestavia. Na lista está também a gigante Swissport, líder em receitas no setor, com presença em 312 aeroportos em 49 países, e a britânica Menzies Aviation, que reclama a maior presença geográfica global e é a atual detentora das licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Entre os 11 interessados existiam ainda fundos de investimento.

A SATA não divulgou os nomes das entidades selecionadas, o que só fará após o termo do prazo para a entrega das propostas vinculativas, pelo que as empresas que entregaram manifestações de interesse podem não ter avançado com propostas não-vinculativas.

Os candidatos selecionados pelo grupo açoriano passam para a fase de due diligence e apresentam uma proposta vinculativa, que tem de conter um plano estratégico a sete anos. O caderno de encargos permite que haja uma fase adicional de negociação com um ou mais proponentes antes da escolha definitiva.

Além do preço a oferecer pelas ações da SATA Handling, os critérios de escolha incluem a qualidade e exequibilidade do plano estratégico, a visão de longo prazo para a empresa, a manutenção e reforço da posição concorrencial ou a capacidade e sustentabilidade financeira.

O caderno de encargos impõe ao comprador que garanta a continuidade dos serviços de assistência em escala nas categorias para as quais a SATA Handling está licenciada nos nove aeroportos e aeródromos da Região Autónoma dos Açores. Além disso, durante 30 meses não podem existir despedimentos coletivos ou extinção de postos de trabalho. A sede e direção da SATA Holding têm também de permanecer nos Açores por 30 meses.

Para contestar a privatização, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) avançaram com uma greve parcial entre 21 de outubro e 3 de novembro.

A SATA Holding tem também a decorrer a privatização da Azores Airlines, tendo convidado cinco entidades a apresentar propostas vinculativas.

TAP é das mais rápidas a pagar indemnizações a passageiros, SATA a mais lenta

22 October 2026 at 12:28

A TAP demora cerca de 10 dias pagar as indemnizações por atrasos ou cancelamentos de voos, segundo uma análise da AirAdvisor. No extremo oposto está a SATA, que demora mais de quatro meses. Nova legislação da União Europeia vai impor máximo de 30 dias.

A AirAdvisor analisou 68.311 reclamações de passageiros apresentadas entre janeiro e junho de 2026, envolvendo 59 companhias aéreas e 31 países, para aferir o tempo médio que levam a pagar as indemnizações. A TAP surge no topo das mais rápidas, acompanhada pela Iberia e Vueling, todas com 10 dias. Seguem-se British Airways e Wizz Air, onde o tempo médio aumenta um dia. No extremo oposto da lista está outra companhia aérea portuguesa, a SATA/Azores Airlines, com 130 dias.

A União Europeia aprovou a maior revisão dos direitos dos passageiros aéreos em mais de duas décadas. O novo regulamento, publicado a 2 de outubro no Jornal Oficial da UE, entra em vigor esta quinta-feira, 22 de outubro, embora as novas regras só comecem a ser aplicadas a 23 de outubro de 2027.

Uma das principais alterações diz respeito às indemnizações por atrasos e cancelamentos. As companhias aéreas passam a ter um prazo de 30 dias para pagar a compensação ou justificar a recusa do pedido. Mantêm-se os valores de 250, 400 e 600 euros, consoante a distância do voo, bem como o direito a indemnização por atrasos de pelo menos três horas à chegada, salvo as exceções previstas na legislação. Se a companhia invocar circunstâncias extraordinárias – como condições meteorológicas adversas ou restrições do controlo de tráfego aéreo –, terá de explicar porque é que essas circunstâncias justificam a recusa. Os passageiros dispõem de nove meses para apresentar o pedido.

“O novo regulamento traz algo que faltava aos passageiros há anos: um relógio claro. As companhias aéreas vão ter de pagar ou explicar porque recusam, em vez de deixarem as pessoas à espera indefinidamente. Mas o verdadeiro teste será perceber se isto se traduz em pagamentos mais rápidos – e não apenas em cartas de recusa mais rápidas”, afirma Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, citado em comunicado.

Nos casos de cancelamento, se a transportadora não apresentar uma alternativa adequada no prazo de três horas, os passageiros poderão comprar outro bilhete e exigir o reembolso das despesas elegíveis, até ao limite de quatro vezes o preço do bilhete original. Já a devolução do preço de um bilhete, quando o passageiro opta pelo reembolso, deverá ocorrer, em regra, no prazo de sete dias.

A legislação também reforça a assistência durante os atrasos, estabelecendo regras mais precisas para o fornecimento de bebidas e refeições.

Outra novidade é o fim das penalizações por não utilização do voo de ida. As transportadoras deixam de poder impedir o embarque no voo de regresso apenas porque o passageiro não realizou a primeira parte da viagem.

Na bagagem de mão, as companhias passam a ter de apresentar, antes da reserva, o preço da viagem com uma peça de bagagem de cabine incluída, de forma a facilitar a comparação das tarifas. Isto não significa, no entanto, que todas as tarifas tenham de incluir gratuitamente uma mala de cabine.

Revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP em greve no dia 30 de outubro

By: Lusa
22 October 2026 at 10:03

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho, estando previstas perturbações na circulação de comboios, segundo a empresa e fonte sindical.

“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI [Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante], para dia 30 de outubro [uma sexta-feira], preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte”, informou a CP-Comboios de Portugal num comunicado publicado no seu ‘site’.

Contactado esta quinta-feira pela agência Lusa, Luís Bravo do SFRCI, disse que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e “dignidade das suas condições de vida”, agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

Segundo o Sindicato, “esta realidade tem provocado uma contínua perda do poder de compra e uma degradação das condições de vida das famílias ferroviárias, tornando insuficientes as valorizações salariais alcançadas até ao momento para compensar o aumento generalizado dos encargos suportados pelos trabalhadores”. “O aumento dos combustíveis é particularmente grave para estes trabalhadores devido aos horários de trabalho e por não haver transportes em determinados horários. Os trabalhadores têm de se deslocar em viatura própria. Em alguns sítios têm de pagar também estacionamento”, disse à Lusa Luís Bravo.

Perante esta realidade, o Sindicato pede “que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país”.

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsidio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Reivindicam igualmente a conclusão das negociações relativas à valorização do trabalho prestado em dias de descanso não compensado, a publicação imediata do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) de todos os acordos salariais e regulamentares atualmente em vigor e a abertura urgente de negociações para a revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras.

Os trabalhadores exigem também a publicação em BTE dos aumentos salariais alcançado em 2025 e 2026 e dos diversos acordos bilaterais atualmente em vigor. Denunciam também que “a imagem e o profissionalismo dos seus trabalhadores perante os passageiros e opinião pública estão a ser injustamente afetados pelos sucessivos atrasos provocados por problemas na infraestrutura ferroviária””.

Por isso, o Sindicato pede “a adequação dos horários dos comboios às condições reais da infraestrutura sempre que se verifique, de forma sistemática, a ocorrência de atrasos significativos, evitando a degradação da qualidade do serviço prestado e a exposição injusta de trabalhadores perante os passageiros”. O Sindicato diz ainda que os trabalhadores vão assegurar a prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações em todas as vertentes”.

A CP — Comboios de Portugal informa que os clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, podem pedir o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe. A greve dos trabalhadores vai ocorrer num dos dias em que está marcada uma greve parcial do Metropolitano de Lisboa (ML), entre as 5h e as 10h.

Aeroporto de Lisboa vai alterar rotas de descolagem até ao final do ano devido ao ruído

By: ECO
22 October 2026 at 07:46

As rotas de descolagem para norte no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, vão ser alteradas até ao final do ano, com o objetivo de reduzir o impacto do ruído dos aviões sobre as populações de Loures e Vila Franca de Xira. As mudanças surgem na sequência das queixas provocadas pelo novo sistema de circulação aérea, introduzido em maio de 2024.

Segundo o Público, a proposta apresentada pela Navegação Aérea de Portugal (NAV) no verão de 2025 já recebeu luz verde da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC). A alteração deverá reduzir em cerca de 35 mil o número de pessoas expostas ao ruído das aeronaves.

O problema afeta, contudo, mais de 200 mil habitantes dos concelhos de Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira. Com o sistema implementado em 2024, os aviões passaram a seguir um ponto de referência nas imediações de Alverca antes de prosseguirem para norte, substituindo em grande medida as trajetórias anteriores sobre o Tejo. As novas rotas deverão agora ser desviadas ligeiramente para oeste, embora continuem a afetar milhares de pessoas.

Em paralelo, o Governo lançou o programa Menos Ruído, que prevê dez milhões de euros para apoiar a instalação de proteções acústicas em edifícios habitacionais mais expostos. O montante será distribuído entre 2026 e 2027, através dos quatro municípios abrangidos, enquanto as autoridades estudam outras medidas para atenuar o impacto do tráfego aéreo.

Linha vermelha. Tribunal corrige data de pedido de visto

21 October 2026 at 18:48
Gestora diz que o Metro está há dois anos à espera do visto prévio à fiscalização para avançar com obras de prolongamento da linha vermelha. Tribunal diz que pedido foi feito em julho de 2025.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

TdC nega responsabilidades no atraso da linha vermelha do metro de Lisboa

O Tribunal de Contas diz que o pedido de visto ao contrato de fiscalização das obras de prolongamento da linha vermelha deu entrada em julho de 2025 e foi devolvido no mês seguinte com pedidos de esclarecimento ao Metro de Lisboa sobre os quais não teve resposta.

Tribunal de Contas desmente Metro de Lisboa. Visto da Linha Vermelha “aguarda” decisão do Governo

21 October 2026 at 17:49

A expansão da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, entre São Sebastião e Alcântara, continua sem avançar, mas o processo não está há dois anos à espera de um visto prévio do Tribunal de Contas (TdC), assegura a instituição liderada por Filipa Urbano Calvão.

Numa nota divulgada esta quarta-feira, o TdC explica que pediu esclarecimentos sobre o contrato de fiscalização das obras em agosto de 2025 e que o Metropolitano de Lisboa só respondeu, em setembro deste ano, que continuava a aguardar uma nova resolução do Conselho de Ministros para reprogramar os encargos financeiros.

O esclarecimento surge depois de Cristina Vaz Tomé, presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, ter afirmado na terça-feira, no Parlamento, que a expansão da linha vermelha ainda não avançou porque a empresa está “há dois anos à espera que o Tribunal de Contas atribua o visto prévio para a fiscalização das obras”.

Segundo o TdC, o processo relativo ao contrato de aquisição de serviços de coordenação, fiscalização, gestão da qualidade, segurança e ambiente das obras “deu entrada a 29 de julho de 2025”. “A 14 de agosto do mesmo ano foi devolvido ao Metropolitano de Lisboa para esclarecimento de questões relacionadas com a reprogramação dos encargos plurianuais e com o prazo previsto para a execução do contrato”, relata.

Em causa está a resolução do Conselho de Ministros n.º 31/2024, de 1 de março, que autorizou a reprogramação dos encargos entre 2023 e 2027. O TdC levantou dúvidas sobre a compatibilidade dessa calendarização com o prazo de execução contratual, fixado em 38 meses após a atribuição do visto prévio, que se prolongaria até 2028.

O tribunal solicitou, por isso, documentação que comprovasse que os encargos plurianuais associados ao contrato tinham sido devidamente aprovados pela entidade competente.

Mas a resposta do Metropolitano “só chegou a 30 de setembro de 2026″, na sequência de sucessivas insistências do Tribunal de Contas. Nessa comunicação, a empresa terá reconhecido que ainda não tinha enviado os esclarecimentos solicitados, justificando a demora com a necessidade de alterar a resolução do Conselho de Ministros.

“No seguimento desta necessidade foi atempadamente solicitada à nossa tutela setorial a emissão de nova Resolução do Conselho de Ministros contemplando esta alteração. Na presente data continuamos a aguardar a emissão pelo Conselho de Ministros da mesma”, respondeu o Metropolitano, segundo a mesma nota do TdC.

A expansão da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara é um dos projetos de prolongamento da rede do Metropolitano de Lisboa e depende de várias etapas administrativas e contratuais. O processo agora esclarecido pelo Tribunal de Contas diz respeito especificamente ao contrato para fiscalizar e acompanhar as obras, não devendo ser confundido com a totalidade dos procedimentos necessários à concretização da expansão.

Operação da SATA regista “alguns constrangimentos” devido à greve no ‘handling’

By: Lusa
21 October 2026 at 17:37

A operação aérea da SATA Air Açores registou “alguns constrangimentos” durante a manhã desta quarta-feira, na sequência da greve dos trabalhadores do handling, registando-se seis cancelamentos e atrasos nas partidas de algumas ligações, informou a operadora aérea.

A empresa adiantou que a operação da Azores Airlines “decorreu dentro da normalidade”, tendo sido “realizados todos os voos programados”. Registou-se um atraso na partida de uma ligação internacional, por motivo não relacionado com a greve, segundo uma nota de imprensa da SATA.

A SATA “continua a acompanhar permanentemente a evolução da situação”, estando a “adotar todas as medidas possíveis por forma a minimizar os constrangimentos operacionais e o impacto de eventuais alterações de última hora nos planos de viagem dos passageiros”, acrescentou.

A 9 de outubro, o SITAVA e SINTAC entregaram um pré-aviso de greve para vigorar entre hoje e 3 de novembro, contra a intenção do Governo dos Açores de vender a totalidade da assistência em escala.

Em comunicado conjunto, as direções do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e Sindicato Nacional Dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) referiram, na altura, que a greve resulta do mandato expresso pelos trabalhadores nos vários plenários realizados, e salientam que a decisão “não foi tomada de ânimo leve”.

As duas estruturas sindicais sustentam ainda que a paralisação constitui uma resposta ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que “insiste em vender a 100% a assistência em escala dos Açores, sem garantias reais para quem, todos os dias, faz o transporte aéreo” da região funcionar.

No comunicado, as direções dos sindicatos esclareceram que a greve abrange todos os trabalhadores do handling, em todos os estabelecimentos e escalas da empresa e será realizada em dois períodos distintos.

Entre hoje e 27 de outubro, a greve decorrerá diariamente entre as 07:30 locais (08:30 em Lisboa) e as 10:30, em cada um dos dias. Já entre 28 de outubro e 03 de novembro, a paralisação está prevista para o período entre as 16:00 e as 19:00, em cada um dos dias.

Os desafios e o futuro do transporte expresso

21 October 2026 at 17:05

Durante muitos anos, habituámo-nos a medir a qualidade do transporte expresso através do tempo. Quer isto dizer, quanto mais depressa uma encomenda chegasse ao destino, melhor seria o serviço. A rapidez continuará, naturalmente, a ser importante. Mas tenho cada vez mais a convicção de que o verdadeiro desafio dos próximos anos será outro.

Os números ajudam a perceber a mudança. O comércio eletrónico B2C europeu está em crescimento e, segundo os dados da Digitalisation in Europe – 2026 edition do Eurostat, em 2025, 78% dos utilizadores de Internet na União Europeia já compraram bens ou serviços via online. Estamos, portanto, perante um hábito consolidado, transversal a gerações e mercados, que colocou a logística no centro da experiência de compra.

No entanto, mais encomendas não significam apenas mais volume. Significam consumidores com expectativas mais elevadas. Já não basta saber que uma encomenda “chega amanhã”. Queremos saber quando chega, poder alterar a entrega, escolher onde a recebemos e acompanhar o percurso de forma simples. Em Portugal, o Barómetro E-Shopper 2025 mostra que 79% dos compradores online consideram que conhecer um horário exato para a entrega aumenta a probabilidade de compra. Ao mesmo tempo, 32% já recebem encomendas através de soluções out-of-home, como pontos de recolha ou lockers.

Estes dados levam-me a uma primeira reflexão: talvez estejamos a entrar numa fase em que a previsibilidade será tão ou mais importante do que a velocidade. Uma entrega rápida que obriga alguém a permanecer em casa à espera da encomenda pode ser menos conveniente do que uma entrega um pouco mais demorada, mas com um horário preciso e possibilidade de escolha. O desafio para os operadores será, por isso, construir redes suficientemente flexíveis para acomodar diferentes necessidades.

É precisamente na last mile que encontramos muitas destas exigências. É aqui que a expectativa do consumidor, o trânsito das cidades, a disponibilidade do destinatário, as restrições de circulação e a necessidade de reduzir o impacto ambiental se cruzam. É aqui também que pequenas ineficiências, quando multiplicadas por milhares de encomendas, podem fazer uma enorme diferença.

Por isso, quando falamos de sustentabilidade no transporte expresso, acredito que temos de ir além da discussão sobre a eletrificação das frotas, por mais importante que ela seja. Uma last mile mais sustentável é, antes de mais, uma last mile mais eficiente. Significa otimizar rotas, reduzir quilómetros desnecessários, diminuir as segundas tentativas de entrega e consolidar encomendas sempre que isso fizer sentido.

Um estudo publicado em 2025 na Research in Transportation Economics, dedicado à evolução dos modelos de entrega de last mile em contexto urbano, mostra que uma maior otimização de entregas pode contribuir para reduzir os quilómetros percorridos e as emissões de CO₂. Não existe uma solução única, mas é por isso que o futuro passa por redes híbridas, capazes de combinar diferentes modelos de entrega em função das características de cada cidade, de cada percurso e de cada consumidor.

A inteligência artificial e a utilização avançada de dados terão também um impacto particularmente relevante no setor. Mais do que automatizar tarefas, estas ferramentas podem ajudar a antecipar a procura, otimizar rotas em função de variáveis em constante alteração e identificar anomalias antes de se transformarem em falhas de serviço.  Mas a tecnologia, por si só, não resolve todos os desafios. Quanto mais sofisticadas se tornam as operações, maior é também a necessidade de garantir que não se traduz numa barreira para a experiência do cliente. É talvez esse o paradoxo mais interessante do nosso setor: por detrás de uma entrega aparentemente simples existe uma rede cada vez mais complexa de pessoas, tecnologia, dados, infraestruturas e decisões operacionais.

Ao mesmo tempo, há várias expectativas que temos de conseguir conciliar. Os consumidores querem mais conveniência e mais opções; as empresas procuram maior eficiência e custos competitivos; as cidades querem menos congestionamento e emissões; e o setor tem de continuar a garantir qualidade, previsibilidade e capacidade de resposta. Fazer tudo isto simultaneamente será provavelmente um desafio maior do que simplesmente entregar cada vez mais depressa.

Geração Z usa TVDE para evitar conduzir após beber

21 October 2026 at 16:51
Inquérito da Católica Lisbon com a Bolt ouviu 1.000 jovens portugueses entre os 18 e os 29 anos. 76% acreditam que o TVDE reduz acidentes por álcool.

© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Cerca de um terço recorre ainda ao TVDE quando os transportes públicos não estão disponíveis ou em viagens de e para aeroportos
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