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Braga pela habitação: duzentos manifestantes na rua

20 October 2026 at 23:33
Ajuntamento espontâneo de centenas de jovens e estudantes da Universidade do Minho, no centro de Braga, entoou Grândola Vila Morena, em solidariedade para com acampadas em Lisboa e Porto.

© Octavio Passos/Observador

A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19h00 e cerca das 20h30

Encontro promoveu ciência e saúde mais próximas da comunidade

14 October 2026 at 15:34

VTM

Numa parceria entre o município de Chaves e a Universidade do Minho, Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, destacou a importância deste encontro como espaço de aproximação entre ciência, comunidade e território.

“O objetivo passa por valorizar os nossos recursos humanos e qualificar os nossos ativos, sejam empresas, sejam pessoas ou instituições, através do conhecimento”, num evento que de uma forma próxima e informal “permite colocar em diálogo investigadores, professores, jornalistas e outros profissionais”.

O autarca sublinhou que esta partilha é importante para criar novas formas de pensar e encontrar soluções para os desafios atuais. “Conhecimento é errar, mas errar é acrescentar e evoluir naquilo que possam ser novas soluções e novas formas”, sustentou, adiantando que a presença de personalidades reconhecidas do mundo científico e académico representa “qualidade, valor e diversidade” para transmitir conhecimento à comunidade.

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Cada pedra tem a sua forma

8 October 2026 at 17:11

VTM

Foi então que percebi que vinham dois vultos da capela da Senhora da Serra. Aos poucos, o sorriso do mais novo, antecipando a saudação, fez-me reconhecê-lo. Era um funcionário reformado da Universidade do Minho há cerca de três anos, que trazia o pai amparado no braço.

“Então, Professor, também veio cá em cima?”

“Sim, depois de termos lanchado no Monte das Freitas… mas estou a ver que não somos os únicos com vontade de partir a direção nesta tristeza de acesso ao ponto mais alto do Maranus!”

Ele explicou-me que o pai, com 95 anos, era de Baião e que, sempre que vinha à terra, fosse vindo de Moçambique, fosse vindo depois de Valongo e mais tarde de Barcelos, levava os filhos a sentir que cada pedra do Marão por alguma razão tinha a sua forma.

O nonagenário ia-nos olhando, num misto de sorriso longínquo ou de benevolência paciente. Conhecera, ao que parece, Teixeira de Pascoaes e contava que, quando novo, o vira transfigurar-se para os lados das Minas do Teixo.

“Coisas dele”, dizia-nos o filho, sem sabermos se eram coisas do místico Pascoaes ou daquele homem, de 95 anos, de memórias difusas.

“Pena é como deixam ficar esta estrada”, lamentava-me eu, a pensar no bem que aqueles buracos faziam à direção do carro.

E o funcionário da UMinho, despedindo-se com a felicidade do jubilado, confessou-me:

“Hoje, o meu pai só ainda me disse estas palavras enquanto subíamos, vindos da velhinha Nacional 15 – no meu tempo, as estradas eram piores e vinha mais gente!”

E o jovem, de 95 anos, apontando o quartzito que o meu filho mais velho trazia, ainda nos repetiu “Cada pedra tem a sua forma.”

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