❌

Normal view

McCann Portugal chega ao fim. Nasce a Hora Creative World

22 October 2026 at 18:11

A até agora McCann Portugal deu esta quinta-feira origem à Hora Creative World, agência fundada e também liderada por Luís Pereira Santos, CEO da agência desde 2013 e também acionista desde 2016, ano em que concretizou um MBO à agência do então grupo IPG.

A nova identidade recupera as origens da agência, que remontam a 1927, e assinala uma mudança no modelo de negócio, com maior autonomia estratégica, comercial e geográfica, aponta a agência, que mantém os 52 colaboradores.

“A principal mudança está na liberdade de decisão”, explica ao +M Luís Pereira Santos. Enquanto parte de uma rede internacional, a atividade da agência estava condicionada por políticas e orientações globais, tanto ao nível operacional como comercial e geográfico. A independência permite agora definir a própria estratégia, escolher oportunidades de negócio e estabelecer parcerias sem depender de aprovações internacionais, concretiza.

“Podemos responder de forma mais direta às necessidades dos clientes e adaptar a nossa estrutura e oferta à realidade do mercado português”, sublinha o responsável. A mudança não significa começar do zero. “Mantemos a liderança, a equipa de 52 profissionais, o conhecimento acumulado e as relações construídas com os clientes. O que muda é a forma como podemos potenciar tudo isso”, diz.

Hoje, temos liberdade para explorar essas oportunidades, construir novas relações e estabelecer parcerias internacionais.

Luís Pereira Santos

Luís Pereira Santos assegura que a agência parte de uma trajetória de crescimento. “Entre 2016 e 2025, a receita aumentou 94%, e a operação trabalha, em média, com 25 a 30 marcas por ano”, diz. Para os próximos dois a três anos, a prioridade passa por consolidar a posição no mercado português, reforçar as relações com os clientes atuais e conquistar novas marcas e projetos.

Sem avançar objetivos concretos de faturação ou clientes, Luís Pereira Santos aponta para um crescimento sustentado, assente na conquista de projetos e no desenvolvimento de novas oportunidades. “Não queremos, contudo, que a ambição da Hora seja medida exclusivamente pela faturação ou pela dimensão da equipa. O nosso objetivo é crescer com os projetos certos, continuar a atrair talento e produzir trabalho relevante, que contribua para os negócios dos nossos clientes”, afirma. O CEO antecipa ainda novidades a curto prazo: “Acho que isso vai ficar claro com alguns projetos que já temos nas mãos e que sairão nos próximos quatro a cinco meses”.

A independência abre também a possibilidade de abordar diretamente clientes noutros mercados. A agência já desenvolveu projetos para o Brasil, Vietname, Estados Unidos e Espanha, através de clientes portugueses, mas a integração numa rede internacional, aponta, limitava algumas oportunidades geográficas e comerciais.

“Hoje, temos liberdade para explorar essas oportunidades, construir novas relações e estabelecer parcerias internacionais”, explica Luís Pereira Santos. A ambição não passa necessariamente pela abertura de escritórios no exterior, mas por levar a capacidade estratégica e criativa da agência a outros mercados a partir de Portugal, acrescenta.

Uma agência com raízes em 1927

A nova marca recupera o nome de Manuel Martins da Hora, fundador, em 1927, da agência que está na origem da atual operação. Nesse período, Fernando Pessoa trabalhou como copywriter da agência. Em 1977, a empresa foi comprada pela McCann e, 50 anos depois, regressa a um percurso independente, às portas do centenário das suas origens.

É desta combinação entre história e renovação que nasce a assinatura “a mais antiga nova agência de Portugal”. “Não nascemos ontem. A Hora Creative World nasce de tudo aquilo que construímos até aqui: das pessoas, dos clientes, da experiência e de uma história que completa um século”, afirma Luís Pereira Santos no comunicado de apresentação.

A nova identidade é acompanhada por um posicionamento assente no conceito de Timetellers. A ideia parte da importância do momento em que uma marca comunica, além da mensagem e da execução criativa. “Em comunicação, tão importante como aquilo que uma marca diz é perceber quando, como e durante quanto tempo essa mensagem deve estar presente”, explica o CEO na entrevista ao +M.

A agência organiza a oferta em quatro áreas: Branding & Design, Advertising & Digital, Social & Content e Experiences & Events.

A independência representa assim, defende, uma oportunidade para definir um posicionamento próprio e escolher os mercados e áreas em que pretende competir. “Ser independentes dá-nos maior liberdade para escolher onde queremos competir, que oportunidades queremos explorar e que tipo de agência queremos ser. Mas essa liberdade vem acompanhada de responsabilidade”, conclui o CEO.

Quanto a clientes por alinhamento, o fundador da agora Hora diz que já não existiam na McCann Portugal. “A nossa carteira de clientes foi construída e conquistada localmente, pelo que não existe uma percentagem de negócio dependente desses alinhamentos”.

“Este é, aliás, um dos fatores que nos permitiu avançar para a independência com uma base sólida e com confiança no futuro. Mantemos todos os nossos clientes e contratos, bem como as equipas que asseguram diariamente o trabalho com essas marcas”, conclui.

Nicolau Santos contrata Deloitte para desenhar novo modelo de carreiras da RTP a seis meses do fim de mandato

22 October 2026 at 07:05

A gestão da RTP, liderada por Nicolau Santos, contratou a Deloitte para desenhar e desenvolver um novo modelo de carreiras para a estação pública quando já estava em andamento o concurso para a escolha de uma nova administração da televisão pública e para o qual o atual presidente é um dos candidatos.

O contrato, celebrado por 49.999,23 euros, foi assinado a 22 de junho e publicado no dia seguinte no Portal Base. O prazo de execução era de 90 dias. De acordo com a…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos

Portugueses preveem gastar valor recorde de 369 euros na Black Friday

21 October 2026 at 07:13

A intenção de compra dos consumidores portugueses na Black Friday está a crescer, com 88% dos inquiridos a admitir fazer compras durante o evento. Segundo o estudo da Netsonda para a Worten, ao qual o +M teve acesso, a previsão de gasto médio fixou-se nos 369 euros, superando em 42 euros o valor apontado no último ano e acima dos valores dos anos anteriores, incluindo durante o período da pandemia. Adicionalmente, 27% dos consumidores revelam a intenção de gastar mais nestas compras do que em 2025.

“Este aumento demonstra que a Black Friday continua a ser um dos momentos comerciais mais relevantes do ano para os portugueses, que esperam por esta altura para fazer compras mais planeadas, adquirir produtos de maior valor ou antecipar as compras de Natal“, aponta ao +M Andreia Vaz, head of brand & CX da Worten.

Além disso, acrescenta, “atualmente temos consumidores mais informados e exigentes, que valorizam não só o preço, mas também cada vez mais a confiança, a conveniência e a experiência de compra”. “As intenções declaradas não se traduzem necessariamente em compras, mas são um indicador importante das expectativas dos consumidores”, ressalva a mesma responsável.

Tecnologia lidera preferências e antecipação do Natal ganha peso

A tecnologia mantém-se como a categoria de produtos mais procurada (47%), seguida pela moda e acessórios (32%), eletrodomésticos (32%) e livros (29%). Apesar de a maioria dos inquiridos (74%) indicar que pretende comprar maioritariamente para uso próprio, quase metade (48%) assume o objetivo de antecipar as compras natalícias — um crescimento de nove pontos percentuais face a 2025.

O mesmo estudo revela ainda um mercado dividido quanto ao nível de planeamento: 41% dos potenciais compradores acompanha a evolução dos preços com antecedência, enquanto 36% assume não realizar qualquer preparação.

“Nos últimos anos, temos verificado uma tendência de maior planeamento, comparação de preços e utilização de diferentes canais ao longo do processo de decisão, embora continuem a existir consumidores que aproveitam oportunidades sem uma preparação prévia”, sublinha Andreia Vaz.

Worten lidera notoriedade e aposta em serviços além do preço

Em Portugal, de acordo com este estudo, a Black Friday é um conceito conhecido por 96% dos inquiridos. A Worten posiciona-se como a marca mais recordada espontaneamente pelos consumidores (83%), à frente da Fnac (45%) e da Rádio Popular (35%). A insígnia lidera igualmente as intenções de compra para a edição deste ano, reunindo a preferência de 57% dos inquiridos (62% junto do público masculino e 52% no público feminino). Na edição de 2025, 49% dos compradores efetuaram aquisições na Worten, superando plataformas e insígnias como a Amazon (27%) e a Fnac (20%).

Para fazer face à concorrência e tentar transformar a notoriedade em conversão efetiva, a marca diz ter preparado uma proposta de valor alargada. “Começamos a preparar a Black Friday praticamente com um ano de antecedência, envolvendo equipas comerciais, logística, tecnologia, marketing e lojas, para garantir uma experiência simples e consistente em todos os canais”, explica Andreia Vaz.

A estratégia da marca inclui a garantia do melhor preço dos últimos 60 dias, devolução da diferença caso o valor baixe, financiamento até 10 vezes sem juros e extensão do prazo de devoluções gratuitas em loja até 31 de janeiro. “Mais do que competir apenas pelo preço, queremos continuar a ser a marca em que os portugueses confiam”, afirma a responsável.

Canais de comunicação e hábitos de compra

Quanto aos canais escolhidos pelos clientes da Worten para efetuar as compras durante a campanha, 53% pondera deslocar-se às lojas físicas e 49% tenciona utilizar o ecossistema digital da marca.

Ao nível do impacto dos meios de comunicação na notoriedade das campanhas, a televisão (66%) e as redes sociais (57%) mantêm-se como os principais pontos de contacto. Contudo, os canais digitais próprios das marcas — nomeadamente os sites (77%) e as aplicações móveis (76%) — registam a maior influência declarada na decisão de compra dos consumidores.

Em sentido inverso, a recomendação por parte de familiares e amigos registou um decréscimo de 13 pontos percentuais em comparação com 2025, ocupando a sétima posição nas fontes de influência (66%).

O estudo Black Friday 2026, realizado pela NetSonda para a Worten, decorreu entre os dias 9 a 18 de setembro de 2026. Foram realizadas mil entrevistas online, com uma amostra representativa da população portuguesa entre os 18 e os 54 anos. Esta dimensão de amostra corresponde a uma margem de erro de próxima dos 3,10%.

Nicolau Santos nomeia diretora de RH em pleno concurso para novo mandato na RTP

20 October 2026 at 22:17

A RTP tem uma nova diretora de recursos humanos. Trata-se de Carla Pereira, que ingressou na empresa em dezembro de 2025 como diretora-adjunta, e substitui agora o diretor Hugo Rosado. A gestão da televisão pública, liderada por Nicolau Santos, nomeou a nova diretora em pleno concurso para a escolha de uma nova administração da RTP e foi definida como um “ato de gestão corrente”.

A decisão de Nicolau Santos foi recebida internamente com surpresa, pela escolha e pelo timing. A nova diretora, vinda da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entrou com o estatuto de diretora-adjunta…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos

Havas Media avança com “ajustes na estrutura”. Rita Amzalak de saída

20 October 2026 at 12:45

Rita Amzalak, desde 2015 managing partner Havas Media, está de saída da agência, sabe o ECO/+M. A profissional, que também fez parte do Comité Executivo do grupo, vai deixar a agência no final do ano. A sua saída faz parte de uma reestruturação da agência, que vai abranger mais duas pessoas.

"A Havas Media Portugal procedeu a um ajuste pontual da sua estrutura, enquadrado na evolução do negócio e nas necessidades atuais da organização”, comentou apenas ao +M Fernanda Marantes, CEO do braço…

Este artigo é exclusivo para assinantes

Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.

Assinar ECO Premium e continuar a ler

Já é assinante? Iniciar sessão

Ver todos os planos
❌