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Trabalhadora morre presa em tear numa fábrica em Braga

21 October 2026 at 10:47

Uma mulher, de 52 anos, morreu após ficar presa num tear de uma fábrica de fiação em Celeirós, Braga, na manhã desta quarta-feira.

Desconhecem-se as circunstâncias em que se deu o acidente de trabalho.

Ao que O MINHO apurou, da ocorrência resultou ainda um ferido ligeiro, uma colega da trabalhadora que terá ficado em estado de choque.

Trabalhadora morre presa em tear numa fábrica em Braga
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Para o local foram mobilizados vários meios dos Bombeiros Sapadores de Braga, Bombeiros Voluntários de Braga, VMER e equipa de psicólogos do INEM.

Trabalhadora morre presa em tear numa fábrica em Braga
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A GNR registou a ocorrência.

A Autoridade para as Condições do Trabalho vai apurar as circunstâncias do sucedido.

Com Pedro Luís Silva

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Vereador do PS de Terras de Bouro questiona quem paga a defesa em tribunal de Manuel Tibo

19 October 2026 at 22:46

O vereador do PS na Câmara Municipal de Terras de Bouro, Diogo Carrasqueiras, revelou esta segunda-feira “estar preocupado com os custos financeiros para o nosso município do processo em que um geresiano foi absolvido e o presidente da autarquia, Manuel Tibo, vai agora recorrer.

Diogo Carrasqueiras Pereira, perante as notícias que Manuel Tibo recorrerá para o Tribunal da Relação de Guimarães, afirmou a O MINHO preocupá-lo, “sobretudo, o caminho que este processo poderá continuar a seguir por uma decisão política e sobretudo as implicações que daí poderão resultar para o erário público, no caso para a Câmara Municipal de Terras de Bouro”.

Falando à margem da visita do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Terras de Bouro, Diogo Carrasqueiras disse preocupá-lo “a dimensão financeira deste processo, pois entre honorários de advogados, custas judiciais e encargos adicionais associados a recursos estaremos a falar da estimativa de cerca de dez mil euros de dinheiros públicos terrabourenses”.

“Se esses encargos forem total ou parcialmente suportados pelo Município de Terras de Bouro, importa que os cidadãos saibam quanto já foi gasto, quanto poderá ainda ser gasto e qual o interesse público concreto que justifica prolongar o litígio”, referiu ainda Diogo Carrasqueiras.

“A defesa do bom nome dos titulares de cargos públicos é legítima, mas a defesa do interesse público, a boa gestão dos recursos municipais e o respeito pela liberdade de crítica também o são, por isso é esse equilíbrio que considero essencial aqui equacionar”, disse o autarca do PS.

“Apesar de sabermos que existem mecanismos de proteção jurídica dos autarcas no exercício das suas funções, essa proteção não dispensa uma avaliação rigorosa para o interesse público subjacente a cada decisão, é assim que deve ser sempre”, ainda segundo Diogo Carrasqueiras.

“Quem paga o processo e quem poderá receber indemnizações?”

“Há ainda uma questão adicional relativamente aos pedidos de indemnização que desde já importa clarificar e que é quem suporta os custos da litigância e quem beneficia de eventuais compensações”, afirmou o autarca do Partido Socialista, ainda a propósito do polémico processo.

“Se a defesa for assegurada com recursos municipais, parece-me legítimo discutir se não seria desejável encontrar uma solução respeitando a lei e os direitos de cada interveniente, pudesse também até beneficiar a comunidade, designadamente através de instituições de solidariedade social do concelho, sempre que tal seja juridicamente possível”, afirmou Diogo Carrasqueiras.

“Num concelho com muitas necessidades e recursos financeiros muito limitados, cada euro de dinheiro público deve ser utilizado com responsabilidade e fundamentação, é importante que exista uma ponderação efetiva entre o interesse pessoal dos intervenientes, o interesse público invocado e os encargos que poderão continuar a recair sobre os contribuintes”, disse o vereador.

“Perante uma decisão judicial, considero legítimo perguntar se é proporcional continuar a mobilizar recursos públicos para este efeito, pois não está em causa negar aos autarcas o direito de defenderem o seu bom nome, nem questionar a legitimidade de recorrer de uma decisão judicial, está sim em causa saber se a decisão de prosseguir com o processo está devidamente fundamentada e se os custos adicionais são justificáveis face aos objetivos pretendidos”, referiu.

“Relativamente ao caso em apreço, o artigo 21.º do Estatuto dos Eleitos Locais prevê que as autarquias suportem as despesas de processos judiciais em que os eleitos sejam parte, desde que estes tenham como causa o exercício das respetivas funções e não se prove dolo ou negligência por parte dos eleitos, e neste quesito falo apenas dos eleitos”, considera o socialista.

“Relativamente à decisão do Tribunal Judicial de Vila Verde de absolver o munícipe acusado de difamação ao presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, ao vice-presidente e ao chefe de Divisão do Urbanismo, não me cabe comentar o mérito dessa decisão judicial, aos tribunais o que é dos tribunais, à política o que é da política”, acrescentou o vereador socialista.

“Não é incomum os cidadãos dirigirem críticas duras, depreciativas ou até injustificadas a quem exerce funções públicas, porque isso faz parte do exercício de funções políticas numa democracia”, afirmou Diogo Carrasqueiras, “salientando que “naturalmente, a liberdade de expressão não é ilimitada, mas também não pode ser nunca confundida com a obrigação de os cidadãos se absterem, entretanto, de questionar ou criticar a atuação dos seus representantes”.

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Autarca de Terras de Bouro vai recorrer da absolvição de homem acusado de o difamar

19 October 2026 at 21:23

Manuel Tibo, presidente da Câmara de Terras de Bouro, anunciou na sexta-feira que vai recorrer da absolvição de João Filipe Ribeiro Vieira, da Residencial Ribeiro, que o terá difamado.

Na sua página de Facebook, Manuel Tibo, em letras garrafais, reagiu à absolvição total (penal e cível) do geresiano João Vieira, referindo: “Não ficará assim! Se ficar! Abre-se um precedente! Assim nós também podemos usar, difamar quem quisermos, da mesma forma”.

“A propósito da notícia sobre absolvição em processo de difamação”, diz Manuel Tibo, que “tomou conhecimento, como todos, da decisão do Tribunal de Vila Verde que absolveu o cidadão João Vieira, no processo em que eu, o sr. vice-presidente Adelino Cunha e o chefe de divisão Jerónimo Correia, nos constituímos queixosos por difamação”, comentando a decisão judicial.

“Quero ser muito claro”, frisou Manuel Tibo, defendido pelo advogado Paulo Valente Monteiro, jurista da Câmara Municipal de Terras de Bouro, no processo que perdeu agora em Vila Verde.

“Eu nunca quis, nem quero, que alguém seja punido por denunciar com verdade”, segundo o autarca, acrescentando que “quem denuncia com verdade, com factos, com documentos, terá sempre da minha parte respeito”, acrescentando que “a transparência é um valor que defendo”.

“O que eu nunca estarei disponível é para ser chamado de tudo e mais alguma coisa e isso eu não vou permitir nunca. A ninguém mesmo!”, disse.

O autarca considerou que “há uma diferença muito grande entre denunciar e difamar, entre criticar e insultar, entre apontar um alegado erro e atacar a honra e dignidade das pessoas e das famílias”.

“A liberdade de expressão é um pilar da nossa democracia e eu serei sempre o primeiro a defendê-la”, afirma Manuel Tibo, ainda segundo o qual, “a liberdade de expressão não pode valer para tudo, não pode servir para esconder seja o que for, nem para justificar uma calúnia”.

“Quem fica contente com esta decisão, é legítimo que fique, vivemos em liberdade, mas peço a todos que percebam o que está aqui em causa e que saibam separar o trigo do joio”, salienta Manuel Tibo, afirmando que “este processo que agora foi julgado em Vila Verde é um processo crime por difamação, é sobre honra”, diz o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro.

“O processo principal, sobre a legalidade do prédio da Rua Miguel Torga, na Vila do Gerês, esse continua no Tribunal Administrativo de Braga. São coisas diferentes. E é lá que se vai decidir, de uma vez por todas, quem tem razão quanto ao edifício, não confundamos tudo”, referiu.

“Defendi, defendo e defenderei sempre o bom nome do Município de Terras de Bouro, de quem me acompanha, dos seus trabalhadores e o meu bom nome pessoal. Foi para isso que fui eleito”, terminou nesta sua missiva de Facebook o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro.

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Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal

19 October 2026 at 20:57

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, esteve durante esta segunda-feira, em Terras de Bouro para melhorar as condições dos Postos Territoriais da GNR de Terras de Bouro e da Vila do Gerês, após um impasse de mais de três anos desde a avaliação das suas necessidades.

A instalação do Posto de Busca e Resgate em Montanha da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR para uma antiga casa dos guardas florestais, deixando o edifício do centro comercial na Vila do Gerês, é uma hipótese que está a ser ponderada já por Luís Neves.

Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Acerca da proposta de heliportos na Pedra Bela (Vilar da Veiga) e na Caniçada (Rio Caldo), o ministro Luís Neves não se comprometeu, prometendo, no entanto, estar recetivo, mas para já o seu enfoque são só as instalações da GNR de Terras de Bouro, da Vila do Gerês e da UEPS.

Luís Neves, com o trabalho de casa feito, revelou que o Posto do Gerês tem 17 militares, o mesmo número de há cinco anos, o de Terras de Bouro tem 19 militares, menos do que tinha então e os efetivos disponíveis “nem sempre permitem assegurar patrulhamento durante as 24 horas em cada uma das áreas dos dois postos, sendo necessário recorrer-se ao apoio de postos vizinhos”.

Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

“Esta realidade tem de ser considerada na avaliação das necessidades operacionais e também na distribuição dos meios, incluindo nos períodos de maior procura turística”, disse Luís Neves.

“A questão que não pode continuar a arrastar-se é a das instalações, sabendo nós que no Gerês são necessárias intervenções na cobertura e nas fachadas, onde existem infiltrações, bem como melhorias nas condições de alojamento e de conforto térmico”, acrescentou o ministro da tutela.

Mas já em Terras de Bouro, a situação é mais grave, porque o edifício está em mau estado de conservação, para além de ter limitações no atendimento ao público, não cumprir as normas de acessibilidade e não dispor de todos os espaços necessários ao serviço, incluindo instalações adequadas para militares, de atendimento a vítimas e de detenção”, ainda segundo Luís Neves, pois “estas condições afetam quem ali trabalha e os cidadãos que precisam de recorrer à GNR”.

Polícia Municipal é para avançar

O projeto de criação da Polícia Municipal de Terras de Bouro tem a concordância do ministro da Administração Interna, Luís Neves, a quem foram exibidos todos os mais recentes meios da Proteção Municipal de Terras de Bouro e ainda dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro.

A criação da equipa aquática, depois das equipas de resgate em grande ângulo, como a equipa de resgate e de busca em montanha, foram reveladas pela coordenadora Municipal de Proteção Civil de Terras de Bouro, Anabela Simões, nesta receção ao ministro da Administração Interna.

“Estou aqui para ouvir as vossas preocupações e discutir soluções, Terras de Bouro tem cerca de 6.400 habitantes, mas este número, por si só, diz pouco sobre as responsabilidades de quem aqui assegura a segurança e a proteção das pessoas”, disse o ministro da Administração Interna.

“Estamos num concelho que integra o único parque nacional do país, que tem um território de montanha, com povoações dispersas, um património natural que temos o dever de preservar e uma atividade turística com grande importância para a economia local”, salientou Luís Neves.

“O Gerês, as termas, a albufeira da Caniçada e o Santuário de São Bento da Porta Aberta trazem a este concelho um número de visitantes muito superior ao da população residente”, disse Luís Neves, destacando que “essa procura representa oportunidades e emprego, traz também exigências acrescidas de policiamento, de ordenamento do trânsito, de prevenção e de socorro”.

“A classificação de um território como de baixa densidade não pode levar-nos a desvalorizar essas exigências, a resposta tem de considerar quem cá vive, quem cá trabalha e também quem nos visita”, ainda segundo Luís Neves, para quem “no concelho, é preciso dar atenção devida às vítimas de violência doméstica e à prevenção de burlas que exploram a confiança das pessoas, duas tipologias criminais que de têm destacado aqui”, recordando Luís Neves que “temos também de manter atenção aos idosos que vivem isolados neste território de montanha”.

“Nas zonas de maior afluência, como Vilar da Veiga, Rio Caldo e São Bento da Porta Aberta, a presença policial tem função essencial de prevenção e de apoio às pessoas, a que acrescem os riscos próprios deste território, incêndios rurais, acidentes nas cascatas, pessoas perdidas ou feridas nos trilhos e ocupação selvagem de campistas nas áreas protegidas”, disse Luís Neves.

Manuel Tibo recorda premência das obras

Já o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, tinha recordado quais as prioridades a nível da segurança e de proteção civil, designadamente a requalificação dos Postos da GNR de Terras de Bouro (515.985,50 euros) e do Gerês (271.063,40 euros) com tais custos.

Criação de Polícia Municipal de Terras de Bouro, novas instalações do Posto de Busca e Resgate em Montanha no Parque Nacional da Peneda-Gerês e o reforço do PONG/Bombeiros, implementação de dois heliportos, tal como um meio aéreo para o Comando Subregional do Cávado da autoridade Nacional de Emergência de Proteção e Socorro (ANEPC) foram pedidos.

Ainda antes das visitas a ambos os quartéis, Manuel Tibo pugnou pela obra de reorganização funcional, conservação, reabilitação e modernização dos Postos Territoriais da GNR da Vila do Gerês e da Vila de Terras de Bouro, devido à degradação a que ambos se encontram sujeitos.

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Jovem de 18 anos morre após colisão de mota em Amares

19 October 2026 at 20:09

Um rapaz de 18 anos morreu, ao final da tarde desta segunda-feira, numa colisão de mota com carro, na Estrada Nacional 205, na freguesia de Carrazedo, do concelho de Amares.

As primeiras informações apontam que o jovem não resistiu aos graves ferimentos, devido à violência do choque, ocorrido cerca das 18:15, tendo estado no local da ocorrência um total de onze operacionais e cinco veículos dos Bombeiros Voluntários de Amares e do INEM.

A ocorrência foi registada pelo Posto Territorial de Amares da Guarda Nacional Republicana.

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Ferido grave em colisão de mota com automóvel na estrada Barcelos-Famalicão

18 October 2026 at 22:48

Dois feridos, um grave e um ligeiro, resultaram da colisão de uma mota com um automóvel, no troço da Estrada Nacional 204, entre Barcelos e Famalicão, próximo da Viatodos, em Barcelos.

Os Bombeiros Voluntários de Viatodos prestaram os primeiros socorros aos sinistrados, um dos quais foi conduzido para a Sala de Emergência do Hospital Central de Braga e o outro para o Serviço de Urgência do Hospital de Barcelos.

A ocorrência verificou-se ao final da tarde deste domingo, por razões que estão a ser esclarecidas pelo Posto Territorial de Vila Nova de Famalicão da Guarda Nacional Republicana.

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Ciclista ferido numa perna após colisão com carro em Braga

18 October 2026 at 15:41

Um ciclista de 50 anos sofreu um trauma numa perna devido a colisão com um automóvel em Braga, ao fim da manhã deste domingo, tendo sido socorrido pelo Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga.

O acidente de viação ocorreu cerca das 12:30 horas, quando o primeiro de um grupo de ciclistas que seguiam em coluna, foi abalroado por um automóvel, que aguardava oportunidade para entrar da Rua do Infante D. Henrique (Estrada Nacional 103) para uma secundária, em Gualtar, Braga.

Vídeo: O MINHO

A ocorrência foi registada pelo Posto Territorial de Braga da Guarda Nacional Republicana.

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25 vacas feridas em derrocada de telhado numa vacaria em Braga

17 October 2026 at 22:08

Um total de 25 vacas ficaram feridas, durante a tarde deste sábado, devido a uma derrocada do telhado de uma vacaria, situada na Rua da Igreja, freguesia de Figueiredo, concelho de Braga.

O Comando Subregional do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, alertado para a derrocada, mobilizou meios para o local, tendo sido salvas as 25 vacas, enquanto os destroços iam sendo removidos com duas retroescavadoras da Câmara de Braga.

A derrocada verificou-se por volta das 18 horas e no teatro de operações estiveram operacionais do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga, do Serviço Municipal de Proteção Civil de Braga, a Veterinária Municipal de Braga e as patrulhas do Posto Territorial de Braga da GNR.

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“Carrossel” do IVA: Suspeito de Braga “repudia” notícias sobre a sua detenção

16 October 2026 at 23:53

Rui Dinis, de Braga, emitiu na noite desta sexta-feira um comunicado no qual “repudia” as recentes notícias e reportagens, acerca da sua detenção no âmbito da “Operação Hermes”, alegando estar em liberdade.

“Tenho de manifestar a minha indignação perante aquilo que considero ser uma sucessão de informações falsas, de acusações infundadas e insinuações gravemente difamatórias, que têm vindo a prejudicar não só o meu nome e a minha reputação, mas também a tranquilidade, a dignidade e a privacidade da minha família”, acrescenta o comunicado, emitido por Rui Dinis.

Como O MINHO noticiou, o suspeito foi libertado no passado sábado e sem caução, na “Operação Hermes”, tendo sido quem teve a medida de coação mais leve, entre os detidos no “Caso do Carrossel do IVA”. 

“É particularmente grave que, no âmbito destas reportagens, tenha sido utilizada uma imagem editada e alterada relativamente à original, criando uma narrativa prejudicial à minha imagem, onde põe em causa todo o respeito que tenho e sempre tive pelos meios de justiça”, acrescenta.

“Mais grave ainda é a exposição televisiva da imagem de uma criança de apenas 12 anos de idade e que não tem qualquer responsabilidade nestes acontecimentos, cuja privacidade deveria ser protegida”, segundo refere Rui Dinis, natural e residente em Braga.

“Relativamente à entrevista recentemente divulgada, esclareço que eu não conheço o indivíduo apresentado e rejeito qualquer tentativa de me associar a essa pessoa ou às declarações por ela prestadas, não tenho, segundo o meu conhecimento, qualquer processo judicial pendente ou em curso dessa natureza”, afirma o homem que foi detido há uma semana na “Operação Hermes”.

“Quanto ao processo judicial [já conhecido por “Operação Hermes”] e em que o meu nome foi mencionado, importa esclarecer que fui presente a um senhor juiz de instrução criminal e saí em liberdade, sem qualquer caução, tendo ficado apenas sujeito à obrigação de apresentações quinzenais no posto policial da minha área de residência”, acrescenta o bracarense Rui Dinis.

“Não me foi aplicada qualquer medida de prisão preventiva, nem detentiva, nem foi exigida qualquer garantia financeira, para permanecer em liberdade, ficando provado que eu não tenho nenhum envolvimento em qualquer eventual associação criminosa”, ainda segundo Rui Dinis.

“A justiça penal deve funcionar nos tribunais com base em provas e factos, mas não através de julgamentos na praça pública, promovidos pela comunicação social”, diz o mesmo bracarense.

“É profundamente lamentável assistir a uma entrevista televisiva na qual sou alvo de acusações e insinuações tão graves e não posso aceitar que a minha imagem seja continuamente associada a situações com as quais nego ter qualquer ligação, nem que a minha família seja arrastada para uma exposição pública que considero injustificada e desumana”, acrescenta-se no comunicado.

“A investigação criminal compete apenas e só às autoridades policiais e judiciárias, assim como a apreciação das provas e determinação de responsabilidades competem sempre aos tribunais”, afirma Rui Dinis, considerando “não competir aos órgãos de comunicação social substituir-se à justiça, nem apresentar suspeitas, insinuações ou declarações de terceiros e como se fossem verdades absolutas”, a propósito das notícias que já têm sido publicadas sobre si e do processo.

“Se após ter sido ouvido por um juiz, me foi permitido aguardar em liberdade, sem prestação de caução e apenas com apresentações quinzenais, essa decisão judicial merece ser respeitada e não desvalorizada através de especulações televisivas”, salienta o comunicado de Rui Dinis.

“Tenho uma família, tenho uma vida pessoal e profissional e tenho direito ao meu bom nome, à minha honra e à presunção de inocência”, diz Rui Dinis, “considerando ser inaceitável que a procura de audiências e de impacto mediático possa sobrepor-se à verdade, ao contraditório e à proteção de uma família, sobretudo quando está envolvida uma criança com 12 anos de idade.

“Não aceitarei que o meu silêncio seja interpretado como confirmação de meras insinuações e reservo-me o direito de recorrer aos meios legais adequados, para defender a minha honra, a minha imagem e a privacidade da minha família, incluindo a exigência de retificação de informações falsas e responsabilização de quem tenha violado os meus direitos”, diz Rui Dinis.

“Não peço qualquer tratamento especial, eu exijo apenas que a verdade seja respeitada, que a justiça faça o seu trabalho e que a minha família deixe de ser exposta a situações como esta”, ainda de acordo com Rui Dinis, para quem “a minha vida e a minha reputação não podem ser destruídas com base em especulações, imagens manipuladas e declarações de terceiros que não correspondem à realidade”, dizendo “aguardar o desenrolar de subsequentes atos processuais”.

Fonte judicial explicou anteriormente à agência Lusa que, em causa está um alegado esquema criminoso económico, conhecido por “carrossel do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado]”, em que, durante o processo de compra e venda de telemóveis no espaço europeu, são criadas empresas de fachada, em diferentes países da União Europeia, que acabam por desaparecer nesse circuito, impossibilitando, dessa forma, a cobrança do IVA.

“Na prática, este esquema está relacionado com a comercialização de telemóveis e dispositivos eletrónicos e consistia em fazer circular as mercadorias através de uma cadeia fraudulenta de empresas e de ‘missing traders’, ou seja empresas que desaparecem sem cumprir as respetivas obrigações fiscais. Posteriormente, outras empresas integradas na cadeia fraudulenta solicitariam às autoridades fiscais nacionais o reembolso do IVA”, detalha a PJ.

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Braga: Juízo Local Cível 1 só tem quatro processos a aguardar sentença

16 October 2026 at 17:48

A Comarca Judicial de Braga esclareceu esta sexta-feira que o Juízo Local Cível 1 tem apenas quatro processos a aguardar sentença e quatro ações à espera de proferir o despacho saneador.

“Na sequência da notícia publicada pelo jornal O MINHO, no dia 15 de outubro de 2026, relativa à pendência processual no Juízo Local Cível de Braga – Juiz 1, a Gestão da Comarca de Braga esclarece os dados estatísticos relativos à pendência processual e à fase em que se encontram os processos”, segundo o comunicado onde se esclarece qual é o ponto da situação.

“À data de 16 de outubro de 2026, de acordo com os dados estatísticos oficiais extraídos do sistema Citius, encontravam-se pendentes, na titularidade da Senhora Magistrada Judicial, 430 processos em diferentes fases de tramitação, mas não correspondendo à verdade que todos se encontrem a aguardar prolação de sentença”, segundo o comunicado emitido durante esta tarde.

“Com efeito, desse universo, apenas quatro processos se encontravam conclusos para prolação de sentença e outros quatro para a prolação de despacho saneador, encontrando-se os restantes em diversas fases de andamento processual (como citações, produções de prova, prazos para articulados, etc)”, segundo refere o comunicado da Presidência da Comarca Judicial de Braga.

“O Juízo Local Cível de Braga, Juiz 1, apresentava uma pendência global de 1.034 processos, a qual engloba os 430 processos anteriormente referidos e ainda 604 processos, nos quais já foi proferida decisão/sentença, mas que continuam registados como pendentes por aguardarem o trânsito em julgado, contagem de prazos de custas e a prática de atos subsequentes”, refere-se.

“No que concerne especificamente à Unidade Processual (UP1) do Juízo Local Cível, estão previstos um Escrivão e seis Técnicos de Justiça, encontrando-se atualmente em funções apenas 1 Escrivão e 3 Técnicos de Justiça”, esclarece igualmente a Comarca Judicial de Braga.

Carência de pessoal condiciona funcionamento

“Esta insuficiência de efetivos condiciona inevitavelmente a celeridade dos serviços, tornando premente e urgente o reforço de recursos humanos por parte das tutelas competentes para ser assegurada a eficácia e a prontidão da resposta pública aos cidadãos”, acrescenta o comunicado.

“A Gestão da Comarca reconhece as dificuldades decorrentes da carência de pessoal, já que o quadro de pessoal previsto para a Comarca de Braga é de 533 oficiais de justiça, mas estando efetivamente colocados 403”, isto é, menos 130 funcionários judiciais do que seria necessário.

“A estes números acrescem cerca de 25 profissionais ausentes por baixa médica prolongada e a previsão de aposentação de mais 25 oficiais de justiça a curto prazo (até ao final do ano e início do próximo)”, acrescenta-se no comunicado da Presidência da Comarca Judicial de Braga.

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Motociclista ferido numa colisão em Braga

16 October 2026 at 16:17

Um motociclista ficou ligeiramente ferido, devido a uma colisão com um automóvel, em Braga, a meio da tarde desta sexta-feira, nas imediações da chamada Rotunda das Piscinas Municipais.

A vítima, de 47 anos, teve diversos ferimentos em várias regiões do corpo, tendo sido socorrida rapidamente por um técnico de emergência pré-hospitalar do INEM, na Moto de Emergência Médica.

Motociclista ferido numa colisão em Braga
Foto: Paulo Seabrete
Motociclista ferido numa colisão em Braga
Foto: Paulo Seabrete
Motociclista ferido numa colisão em Braga
Foto: Paulo Seabrete

O Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga esteve igualmente no socorro do motociclista, que depois conduziu o sinistrado para o Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga.

Vídeo: Paulo Seabrete

A Esquadra de Intervenção Rápida da PSP esteve no local a garantir as condições de segurança na área envolvente ao acidente de viação e a ocorrência foi registada pela Esquadra de Trânsito.

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Homem absolvido de difamar autarca de Terras de Bouro

16 October 2026 at 09:32

O Tribunal de Vila Verde absolveu, na quinta-feira, um homem acusado de difamação ao presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, ao vice-presidente da autarquia, Adelino Cunha, e ao chefe da Divisão de Urbanismo da Câmara, Jerónimo Correia.

João Filipe Ribeiro Vieira, de 44 anos, natural da Vila do Gerês, foi absolvido porque, segundo o juiz da Comarca de Vila Verde, embora com “uma linguagem excessiva”, utilizou “o direito à indignação”.

O “direito à indignação” e a ausência da intenção de difamar os visados foram decisivos para a absolvição, como pedira nas alegações finais o advogado João Araújo da Silva, que defende João Vieira.

Em causa estava um edifício com irregularidades camarárias, ainda por demolir, que levou à intervenção do Tribunal Cível de Braga e do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, além do Ministério Público, sendo considerado uma “fratura urbanística” na Vila do Gerês.

Durante a leitura da sentença absolutória, o juiz Rui Gomes, do Tribunal de Vila Verde, referiu que o terrabourense se limitou a denunciar o caso às entidades competentes e pelas vias legais, pelo que não é difamação, à luz da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Para o Tribunal Judicial de Vila Verde, os factos eram verdadeiros, havia um impasse em redor do edifício, o caso já se arrastava com vários processos em várias instâncias judiciais e estava como está a tapar a residencial propriedade dos pais do denunciante.

Os dois autarcas, tal como o funcionário municipal, pediam cada um a indemnização de 15 mil euros, mas também aí João Vieira foi absolvido, tendo sido os três condenados a pagar as custas judiciais na proporção daquilo que solicitavam.

Tribunal considera que denúncia não foi difamação

João Vieira, sobre o prédio em construção na Rua Miguel Torga, na Vila do Gerês, enviou um email a denunciar as situações anómalas, à Comissão Parlamentar de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e do Poder Local da Assembleia da República.

Imputou aos dois autarcas e ao funcionário municipal eventuais autorias e conluios, bem como uma “série de ilegalidades só para se atropelar a lei” e “favorecer amigos e privados”, na mesma altura em que o Bloco de Esquerda também levantou essa mesma questão.

João Vieira admitiu a autoria dos emails, mas nega a difamação: “Apenas formulei um conjunto de perguntas e de dúvidas que seriam importantes para obter resposta”. Por isso, não aceitou a suspensão provisória do processo, que o Ministério Público propôs, correspondendo a uma espécie de “pena suspensa já antecipada”.

Manuel Tibo invocava ter sido “atingido na honra e consideração”, como presidente da Câmara de Terras de Bouro, dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, da Adere-Gerês e da ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave), bem como da Comissão de Cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre outros cargos.

Ministério Público arquivou 20 acusações particulares

Entretanto, o Ministério Público já tinha arquivado cerca de 20 acusações particulares, movidas pelos mesmos três queixosos, ao mesmo tempo que não aceitou ainda a existência de eventuais crimes de difamação contra a instituição Câmara de Terras de Bouro.

“Na verdade, o arguido não se dedicou a adjetivar o ora assistente [Manuel Tibo] de uma forma gratuita e descontextualizada, já que as expressões com que conclui os emails foram uma mera decorrência dos factos que alegou, sendo que por seu turno a referência ao presidente da Câmara, Manuel João Sampaio Tibo, e ao vice-presidente da Câmara, Adelino da Silva Cunha, serve única e exclusivamente para contextualizar o papel de todos e de cada um durante aquele processo de licenciamento”, refere o Ministério Público no despacho de arquivamento.

“Salvo melhor entendimento, o arguido não imputou factos, verídicos ou inverídicos, antes, levantou suspeitas sobre a atuação de Manuel João Sampaio Tibo, de Adelino da Silva Cunha e de Jerónimo de Oliveira Correia”, o que não é uma difamação, considera o Ministério Público.

Referindo-se aos mesmos três queixosos, o Ministério Público destaca que à data dos escritos de João Filipe Ribeiro Vieira, filho dos donos da Residencial Ribeiro, no Gerês, “não podemos deixar de chamar à colação a existência de pelo menos dois inquéritos criminais, nos quais foram investigados prática de um crime de violação de regras urbanísticas por funcionário e ainda dum crime de prevaricação por titular de cargo político” além de um crime de infração das regras de construção e ainda a prática de um crime de falsificação de documento”.

“Consideram-se os queixosos lesados no seu bom-nome e na sua boa imagem, mas acontece que estas expressões se integram num contexto de discordância com as opções e decisões (mais no âmbito de um processo de licenciamento de uma obra particular) administrativas de teor urbanístico, visando a atuação dos denunciantes enquanto, respetivamente, presidente da Câmara, vice-presidente da Câmara e de chefe da Divisão de Planeamento e Urbanismo, o seu comportamento político e executivo, e não os denunciantes em si mesmos, enquanto meros cidadãos, nem a sua vida pessoal”, segundo o despacho de arquivamento do Ministério Público.

“O presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, exercendo um cargo público, tem uma maior exposição e tem de se sujeitar à crítica, a qual é comunitariamente aceite, ainda que se recorra a expressões contundentes, desagradáveis e grosseiras”, segundo a magistrada do Ministério Público, tudo com a jurisprudência do Tribunal da Relação do Porto.

“Ora, uma das manifestações da liberdade de expressão é o direito a que cada pessoa tem de exercer o seu direito de crítica, nomeadamente, a nível político, porque na verdade, não deve considerar-se ofensivo da sua honra e consideração tudo aquilo que o ofendido entenda que o pode atingir”, explica também a magistrada do Ministério Público, porque arquivou as queixas.

“Assim sendo se atentarmos no teor das expressões escritas pelo arguido [João Vieira] somos do entendimento, salvo devido respeito que não há imputação de quaisquer “factos inverídicos” à pessoa coletiva Câmara Municipal de Terras de Bouro, mas sim a imputação de ‘suspeitas’ e ‘juízos de valor’, na medida que da conjugação de tudo o que é proferido, o arguido levanta a suspeição da prática de atos ilegais por parte dos funcionários da Câmara Municipal de Terras de Bouro, em especial sobre o presidente da Câmara, o vice-presidente e o chefe da Divisão de Planeamento, Urbanismo e Ambiente, havendo quase que uma confusão, parece-nos, entre a pessoa da Câmara Municipal de Terras de Bouro e a pessoa do seu presidente”, concluiu o MP.

Advogado de Defesa saúda a absolvição

O advogado João Araújo da Silva, defensor de João Vieira, disse “estar satisfeito” com esta sentença absolutória, referindo “ter sido uma sentença justa e muito equitativa, que respeita a Constituição e os valores democráticos, pela parte de um grande juiz e com futuro brilhante”.

“Fico feliz porque a liberdade de expressão ganhou, mas particularmente fico contente, porque o senhor presidente do Município de Terras de Bouro, tentou enxovalhar-me neste julgamento, misturando a minha profissão com as funções autárquicas em Vila Verde”, referiu o advogado.

“Tentou diminuir-me porque perdi uma eleição e disse que só precisava do 12º ano para exercer os vários cargos que tem, levou tudo para o lado pessoal, sem entender que nenhum mal lhe fiz, estava no julgamento como advogado e não como parte”, acrescentou João Araújo da Silva.

“Liberdade de expressão sempre, os lobos uivam e os Tribunais julgam, sendo que a humildade deve estar em todo o lado, confirmou-se que no Tribunal ganham os melhores, ganha a justiça e a verdade, não quem tem o poder autárquico e benesses para distribuir”, afirmou o advogado.

“Deveria ter mais respeito por mim, mais dignidade, pelo cargo que ocupa, fez uma cena triste, gravada, envergonhando a democracia e os seus antecessores, pelo que deve fazer repensar e pedir desculpa, porque o julgamento até teve que ser interrompido”, disse João Araújo da Silva.

“Mas atitude ética é de quem a pratica, pode ganhar todas as eleições possíveis, mas no Tribunal comigo, vai sempre sair derrotado, como desta vez, em qualquer Tribunal derrotado”, afirmou o advogado, autarca do Partido Socialista na Freguesia de Soutelo, do concelho de Vila Verde.

Durante o julgamento, Manuel Tibo e o advogado João Araújo da Silva tiveram uma altercação, quando o autarca terrabourense afirmou que não precisava de ser doutor, para ganhar todas as eleições, que o causídico entendeu por ter perdido as eleições na Junta de Freguesia de Soutelo.

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Braga: Cidadão fez participação em tribunal contra “tantos e tantos atrasos monumentais” na Justiça

15 October 2026 at 23:09

Um bracarense manifestou, esta quinta-feira, a sua indignação, com os “tantos e tantos atrasos monumentais” na Justiça, revelando o exemplo da Comarca de Braga, “onde só no Juízo Local Cível 1 de Braga há cerca de 600 processos pendentes, 430 dos quais a aguardar por sentença”.

José Miguel Fischer, que fez a participação, viu, entretanto, ser finalmente aberta a conclusão da fase processual do seu caso, que face à falta de dois oficiais de justiça no Juízo Local Cível 1 de Braga, foi concretizada, entretanto, por aquela que é a mais alta funcionária judicial da Comarca de Braga, a secretária de justiça, Irene Morgado Pires, no Palácio da Justiça de Braga.

A situação foi denunciada publicamente após o reporte formal, para os Conselhos Superior de Justiça e dos Oficiais de Justiça, segundo revelou José Miguel Fischer, para quem “a pendência processual é mesmo assustadora, mas devendo-se maioritariamente à falta de meios humanos”.

José Miguel Fischer, interveniente numa ação cível de divisão de coisa comum, constatou que “há por todo o país milhares de cidadãos e de empresas simplesmente a aguardarem sentenças, sendo que muitas pendências são em Braga, bem como em Barcelos, Famalicão e Guimarães”, considerando “não se perceber como é a justiça, a cível, mais cara do que a saúde e a educação”.

“Há muita gente que não se apercebe dos prejuízos também para a economia nacional, de todos os investimentos, portugueses e estrangeiros, que deixam de ser feitos, por causa da morosidade judicial, quando o Governo apregoa que estão a ser recuperadas pendências e tenta dar a ideia de que a situação se deve aos advogados com manobras dilatórias”, afirma José Miguel Fischer.

A pendência no Juízo Local Cível 1 de Braga

No caso do Juízo Local Cível 1 de Braga, foi a própria juíza titular, Ana Rita Lopes Costa, que a propósito das duas exposições para os órgãos superiores competentes, num despacho, referiu que “afigura-nos pertinente sublinhar o reduzido número de funcionários desta secção cível”.

Ainda segundo a magistrada judicial, “é do conhecimento geral de todos os intervenientes que após as férias judiciais, há um grande número de processos e requerimentos que deram entrada antes e durante esse período, relativamente aos quais também é necessário abrir-se conclusão”.

A mesma juíza quantifica qual é a situação existente no Juízo Local Cível 1 de Braga, revelando “tratar-se, afinal, de um universo de 430 processos pendentes para sentença e com mais de 150 processos para abrir conclusão” só naquele Juízo, havendo ainda no que respeita à Comarca de Braga (Concelho de Braga), mais três Juízos Locais Cíveis e mais cinco Juízos Centrais Cíveis.

Conselho Superior da Magistratura já arquivou a participação

Acerca da morosidade invocada por José Miguel Fischer Rodrigues Cruz da Costa, o Conselho Superior da Magistratura considerou não se poder imputar à juíza titular do caso haver atrasos, constatando-se, entretanto, haver a falta de dois funcionários no Juízo Local Cível 1 de Braga.

O Conselho Superior da Magistratura já arquivou a participação de José Miguel Fischer, como proposto à juíza bracarense Rita Fabiana de Figueiredo e Castro da Mota Soares, vogal daquele que é o órgão constitucional, colegial e autónomo de governação do poder judicial em Portugal.

“É certo que são conhecidos os constrangimentos decorrentes da escassez de oficiais de justiça na Comarca de Braga, realidade de natureza estrutural que, em abstrato, poderá repercutir-se nos tempos de resposta e na tramitação dos processos judiciais”, segundo o relatório de uma oficial de justiça, Alexandra Isabel Pinheiro Rodrigues Lopes, que começou por apreciar tudo.

“Todavia, tal circunstância não permite, por si só, concluir pela existência de uma situação de atraso processual relevante no caso concreto”, salienta a juíza bracarense que apreciou o caso, para quem “em face do exposto, a matéria apresentada pelo participante não revela, nesta fase, fundamento bastante para convocar a intervenção do Conselho Superior da Magistratura, não estando em causa qualquer atuação jurisdicional omissiva suscetível de censura no âmbito das competências deste Conselho”, refere a funcionária judicial, que apreciou aquela participação.

“A circunstância de alegadamente, a secção se encontrar a priorizar a tramitação de processos urgentes, em razão da falta de funcionários, não permite imputar à meritíssima juíza titular qualquer omissão ou atraso no exercício da função jurisdicional, tanto mais que não resulta dos elementos disponíveis que tenha decorrido um período temporal suscetível de configurar uma demora processual anómala”, segundo a proposta já elaborada pela oficial de justiça Alexandra Isabel Pinheiro Rodrigues Lopes à juíza Rita Fabiana de Figueiredo e Castro da Mota Soares, de um arquivamento, confirmada pelo vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura, juiz-conselheiro Luís Miguel Ferreira de Azevedo Mendes, sufragando proposta daquela juíza.

“Considerando a tramitação processual ocorrida e em particular o facto de ter sido assegurado o contraditório em relação ao requerimento apresentado, não se vislumbra que os autos tenham seguido tramitação anómala ou tenha ocorrido, até ao momento, uma paralisação processual suscetível de justificar uma intervenção deste Conselho”, considerou ainda a oficial de justiça.

“Enquanto órgão constitucionalmente incumbido da gestão e disciplina da magistratura judicial o Conselho Superior da Magistratura exerce as suas competências tendo em vista a prossecução do interesse público inerente à boa administração da justiça”, refere o relatório para a juíza Rita Fabiana de Figueiredo e Castro da Mota Soares, com experiência profissional na área do cível.

Ainda segundo considerou a oficial de justiça do CSM, “a intervenção do Conselho Superior da Magistratura, tudo sem prejuízo do respeito pela independência decisória dos magistrados judiciais, compreende um conjunto de poderes de gestão, disciplina, avaliação e organização destinados a assegurar adequado funcionamento do sistema judicial”, conforme as atribuições.

De acordo com a oficial de justiça, “neste âmbito, considerando as competências legalmente atribuídas a este órgão, a sua intervenção deverá assentar na verificação de uma situação concreta suscetível de revelar uma atuação jurisdicional omissiva, uma demora processual relevante ou eventual violação dos deveres estatutários por parte do magistrado judicial”, assim como estatuído nas atribuições do Conselho Superior da Magistratura, disse a oficial de justiça.

“Da análise dos elementos constantes dos autos não resulta, no caso concreto, a existência de uma situação suscetível de evidenciar atraso imputável à atividade jurisdicional ou omissão de impulso processual da parte da meritíssima juíza titular que justifique intervenção do Conselho Superior da Magistratura no âmbito das suas atribuições”, arquivando-se, assim, liminarmente.

“Por outro lado, não compete ao Conselho Superior da Magistratura substituir-se ao magistrado judicial no exercício da função jurisdicional, nem determinar o momento concreto em que deverá ser proferida determinada decisão, sob pena de se colocar em causa o princípio da independência judicial”, destaca a referida oficial de justiça, propondo o arquivamento liminar.

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“Burla de amor” no Alto Minho: Falsa arquiteta com pena suspensa

15 October 2026 at 17:29

A falsa arquiteta conhecida por “burlas de amor” lesando dois homens idosos, no Alto Minho, em 200 mil euros, foi esta quinta-feira condenada em três anos e dez meses, mas suspensa, tendo sido já imediatamente libertada.

No Palácio da Justiça de Viana do Castelo, o Tribunal Coletivo teve principalmente em conta a confissão integral dos factos que era acusada e o arrependimento que se traduziu também na indemnização parcial aos dois homens lesados, um de Ponte de Lima e um de Ponte da Barca.

A pena suspensa será acompanhada, durante todo o período de três anos e dez meses, por um plano a executar pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, porque o Tribunal foi da opinião que há juízo de prognose positivo e a pena não podia ultrapassar a medida da culpa.

A arguida, de 58 anos, solteira, natural de Amarante, que residia em Matosinhos, estava presa preventivamente desde há oito meses, no Estabelecimento Prisional Central Feminino de Santa Cruz do Bispo, igualmente em Matosinhos, até esta quinta-feira, voltando já assim à liberdade.

Detida pela Polícia Judiciária de Braga, já com problemas relacionados com burlas, há 25 anos, num processo do Tribunal de Santo Tirso, foi julgada em Viana do Castelo, sob a acusação de dois crimes de burla qualificada, com um cúmulo jurídico de três anos e dez de pena suspensa.

O estratagema terá sido o mesmo: fez-se passar inicialmente por arquiteta e simulando grandes capacidades financeiras, conquistando a confiança dos dois homens, ambos com mais de 70 anos, convencendo-os a grandes investimentos imobiliários, mas ficando com o dinheiro.

Conheceu-os através de redes sociais dedicadas a encontros amorosos, fazendo-se apaixonada, evidenciando até falsos sinais exteriores de riqueza, a ponto de afirmar a ambos “ter ainda mais dinheiro do que tu”, pagando jantares aos dois idosos, convencendo-os que “os amava mesmo”.

Defesa satisfeita com o acórdão

À saída da leitura do acórdão condenatório, o seu advogado, João Ferreira Araújo, revelou que não irá “recorrer desta douta decisão”. “Desde logo porque quem me conhece sabe muito bem que nunca recorri só por recorrer, nem utilizo os expedientes para protelar processos judiciais”, referiu.

“Mas principalmente no caso de hoje, entendo que se tratou de um douto acórdão que dignifica o sistema judicial, já que penalizou devidamente a arguida, de uma forma proporcional, sendo que saiu daqui mesmo em liberdade”, acrescentou o advogado bracarense João Ferreira Araújo.

Ainda segundo o mesmo causídico penalista, “a arguida, que é, acima de tudo e antes de mais uma cidadã, percecionou que se tratou apenas e só de um ato isolado da sua vida, até por não ter sido provado que fizesse deste tipo de situações seu modo de vida, nós estamos satisfeitos”.

Septuagenário de Ponte de Lima ficou sem 150 mil euros

O primeiro idoso a ser enganado pela falsa arquiteta, de 73 anos, com baixa instrução escolar, anteriormente emigrado em França, onde foi empresário da construção civil, conheceu a mulher, em setembro de 2025, usando a plataforma “Badoo”.

A mulher disse chamar-se Helena, uma arquiteta de sucesso e residente no Porto. Foi naquela cidade que se encontrou com a vítima pela primeira vez em 15 de setembro de 2025, na Avenida dos Aliados, após se aperceber que o ex-emigrante deixou a empresa aos filhos, em França, tendo bons rendimentos.

Já “enamorados”, dirigiram-se nessa mesma noite ao Cais de Gaia, onde a “arquiteta Helena”, para impressionar o “namorado”, consumiu imediatamente um copo de Vinho do Porto por 21 euros, convencendo o septuagenário de Ponte de Lima que tinha muito dinheiro.

Passados poucos dias, a falsa arquiteta passou a frequentar a casa do antigo emigrante, em Ponte de Lima, acabando por passar a residir com o “namorado”, com quem manteve até relações sexuais, segundo a queixa apresentada depois pelo septuagenário.

O relacionamento chegou ao ponto de a “arquiteta Helena”, ao ter mudado com “armas e bagagens”, passado a limpar a casa do “companheiro”, entre outras lides domésticas, como lavar e engomar roupa, cozinhar e fazendo refeições com o “namorado”.

A falsa arquiteta “pretendeu e conseguiu fortalecer a relação entre ambos”, alegadamente “tendo convencido” o septuagenário que estariam a viver já “uma relação amorosa séria e com futuro”.

O antigo emigrante em França, a dada ocasião, fez questão de oferecer um anel, que comprou por 3.250 euros, numa ourivesaria da cidade do Porto, à “arquiteta Helena”, tendo passado ambos cinco dias em Quarteira, sempre a expensas da própria suspeita.

Nessa mesma ocasião, em meados de outubro de 2025, a mulher terá começado a confidenciar ao “amigo” que por causa da sua profissão de arquiteta, fazia a cada passo transações de imóveis, lucrando com investimentos imobiliários.

Até que, sempre segundo a versão do queixoso, em certo dia, propôs ao “companheiro” comparticipar na compra de um imóvel, em Lisboa, por 300 mil euros, pois ambos “lucrariam algum dinheiro de forma fácil”, ao que o antigo emigrante logo anuiu.

A ideia seria revenderem pouco tempo depois o alegado imóvel, investindo a meias, isto é, 150 mil euros cada um, pelo que a seguir iriam “obter lucros”, igualmente para repartirem a meias, mas investindo-se com numerário, quer dizer, “dinheiro vivo”.

Na agência de Ponte de Lima do BPI, o “investidor” levantou então da sua conta bancária 150 mil euros, através de 750 notas, todas de 200 euros, entregando-lhe o avultado “dinheiro vivo”, na sua própria casa, em Ponte de Lima, para fazer o “negócio”.

Enquanto o proprietário da casa lavava o automóvel, no exterior da residência, a “arquiteta Helena” foi para dentro “guardar o dinheiro”, enquanto se preparavam para no dia seguinte irem a Lisboa, onde a falsa arquiteta faria o “negócio” diretamente.

No dia 16 de outubro de 2025, ambos saíram de Ponte de Lima, rumo à capital portuguesa, mas a pedido da suspeita, pararam no centro da cidade do Porto, onde a mulher levantaria a sua parte do investimento, isto é, 150 mil euros, para tudo correr bem.

De súbito, a “namorada” do antigo emigrante “apercebeu-se” que se teria “esquecido” dos 150 mil euros do “companheiro”, em Ponte de Lima, pedindo-lhe que fosse buscar o dinheiro, enquanto iria a sua casa, no Porto, buscar os outros 150 mil euros.

Ao chegar a Ponte de Lima, o homem constatou que afinal os seus 150 mil euros não estavam em casa, tendo contactado de imediato a “namorada”, mas a “arquiteta Helena” já não atendeu a chamada do telemóvel e nunca mais daria sinais de vida.

Sexagenário de Ponte da Barca espoliado de 50 mil euros

O segundo caso envolveu um sexagenário, de Ponte da Barca, que através do site de encontros “Felizes”, conheceu a mesma mulher, fazendo-se passar novamente por arquiteta, só que com um outro nome falso, o de Ana Carolina Martins.

Depois dos contactos iniciais nessa mesma plataforma digital, a falsa arquiteta passou a dialogar por telemóvel com o homem, residente no concelho de Ponte da Barca, utilizando sempre a aplicação WhatsApp.

A mulher dizia residir em Lisboa, mas encontrar-se temporariamente no Porto, em casa de uma tia, “criando uma personagem fictícia para conquistar a confiança” do antigo emigrante e que está atualmente reformado.

Um mês após iniciado o “namoro”, já a falsa arquiteta estava a viver com o “companheiro”, mantendo-se três meses na casa daquele aposentado, “a viver em economia comum”, em Ponte da Barca.

“Durante esse mesmo período, a suspeita cultivou uma relação de proximidade e confiança com o queixoso, apresentando-se como pessoa economicamente abastada, afirmando possuir elevadas disponibilidades financeiras”, segundo ficou provado durante o julgamento.

A falsa arquiteta “manifestava a intenção de adquirir um imóvel de elevado valor”, sendo que “com o intuito de reforçar a aparência de solvabilidade, a arguida usava frequentemente joias em ouro, oferecia ao homem roupa de marca e perfumes, falava em língua inglesa ao telefone, alegando tratar-se de contactos com um filho, residente nos Estados Unidos da América, dizendo ter outro filho na Suíça, sendo viúva”, segundo ficou provado durante esta quinta-feira.

Ao fim de dois meses de coabitação, a mesma mulher terá confidenciado ao “companheiro”, a intenção de comprar uma moradia bem próxima do Santuário de Nossa Senhora do Socorro (“Santoinho”), em Viana do Castelo, por 800 mil euros.

Ambos tiveram uma reunião com o proprietário e dois representantes de uma agência imobiliária do Alto Minho, confirmando a falsa arquiteta o interesse em comprar tal moradia, mas também um terreno contíguo, que estava para venda por 50 mil euros.

No dia seguinte, a “namorada” do antigo emigrante em França, disse que iria concretizar o negócio, por 800 mil euros, só que para comprar o referido terreno, por 50 mil euros, teria de mobilizar fundos de outra conta bancária, pagando avultados juros.

“Imbuído na relação afetiva que mantinha com a suspeita, convicto da veracidade das afirmações proferidas pela mulher, então anuiu ao pedido”, transferindo dinheiro desde França e levantando os 50 mil euros na agência de Arcos de Valdevez do BCP.

Logo a seguir foram ambos para o Porto, onde supostamente o “casal” iria pernoitar em casa da tia da falsa arquiteta, a fim de no dia seguinte irem a Lisboa, conhecer a casa de “Ana Carolina Martins”, só que afinal novamente as coisas precipitaram-se.

Novamente houve “problemas de falta de lugar de estacionamento”, pelo que a mulher pediu ao homem que fosse procurando sítio para aparcar o automóvel, enquanto a própria levaria a mala, com o dinheiro, seguindo então por uma passagem pedonal.

Ao fim de dez minutos, o homem, com o carro devidamente estacionado, não via a “namorada”, pelo que tentou chegar à fala, por telemóvel, com a mulher, que nunca mais lhe atendeu o telefone, desaparecendo logo sem deixar rasto.

O homem permaneceu várias horas pelas imediações, na cidade do Porto, desesperado, convencendo-se cada vez mais que não havia “amor” algum, sim “um esquema ilícito, no qual foi enganado, nunca mais conseguindo falar, nem localizar a suspeita”.

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Bombeiros Sapadores testam resgate em praia fluvial de Braga

15 October 2026 at 16:59

Um exercício dos Sapadores Bombeiros de Braga testou durante a manhã desta quinta-feira as condições de operacionalidade na atuação em águas bravas, na Praia do Cavadinho, em Braga.

O Exercício “Livex Cavadinho” surge também na sequência de casos frequentes de salvados, no rio Cávado, após descargas da Barragem da Caniçada, mas para melhorar os procedimentos.

Apesar dos sucessivos avisos, incluindo placas nas praias fluviais bracarenses, são recorrentes os casos de quem procura “ilhotas”, continuando, após as 17:00, ficando isolado pelas águas.

Bombeiros Sapadores testam resgate em praia fluvial de Braga
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O cenário previsto e executado pelos operacionais foi o dos casos típicos que têm sucedido, de vítimas isoladas após subida rápida da água, em que pelas características do local, com um leito maioritariamente rochoso e pouca profundidade, nunca é seguro navegar em barco com motor.

Por isso mesmo, assim que acionados, a partir do seu quartel, chegados ao local, colocaram a chamada “rig norueguesa” (plataforma norueguesa), incluindo como sempre as cordas para que primeiro os bombeiros e depois os “isolados” sejam conduzidos para a margem do rio Cávado.

Naquela que é a mais recentemente requalificada praia fluvial pela Câmara de Braga, a Praia Fluvial do Cavadinho, em Crespos, da União das Freguesias de Crespos e Pousada, este cenário previa feridos, ou muito grave, ou grave, ou pouco grave e também um sem gravidade.

Bombeiros Sapadores testam resgate em praia fluvial de Braga
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Curiosamente, este exercício, que também é designado popularmente por simulacro, partiu da realidade para a ficção, não da ficção para a realidade, porque traduziu aquilo que já é realizado no quotidiano, como no verão de 2026, mas proporcionou repetir procedimentos operacionais.

“O principal objetivo foi o de testar operacionalidade, o cenário foi o minimamente assegurado para ter características que exijam resgate específico em águas bravas, em outros fatores como as correntes provocadas pela fisiologia do rio Cávado, não são controladas”, disse a O MINHO o comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga, Nuno Osório.

“Foi o testar e capacitar todos os operacionais envolvidos, em cenários com registos já de situações semelhantes, face ao histórico e probabilidades de novos eventos ocorrerem, há necessidade crescente de capacitar a resposta e mitigar ou eliminar consequências diretas ou indiretas para pessoas e/ou ambiente”, afirmou o responsável.

“O cenário previsto, foi baseado em algumas situações reais, já ocorridas neste local, porque há registos de dez vítimas resgatadas nesta área do exercício ou nas áreas próximas”, explicou Nuno Osório, exemplificando duas vítimas, que ficaram isoladas após a subida rápida da água.

Sob a observação de turcos

O Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga já tem realizado idênticos exercícios, noutras praias fluviais do concelho de Braga, como as de Adaúfe, de Palmeira, de São Paio de Merelim, além de mais ações em locais com municípios limítrofes, mas o desta quinta-feira era especial. É que estiveram observadores turcos, um dos quais professor nessa área, além de alunos de Erasmus+, analisando procedimentos e ouvindo as explicações de um especialista, João Ferreira, engenheiro e membro do Estado-Maior do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga.

Bombeiros Sapadores testam resgate em praia fluvial de Braga
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O exercício teve ainda como objetivos específicos testar toda a operacionalidade da Equipa de Resgate em Águas Bravas dos Sapadores Bombeiros de Braga, a operacionalidade das diversas valências, capacidade de resposta e plano de intervenção para atividades aquáticas no Cávado.

Participaram na realização do exercício “Livex Cavadinho”, a Câmara Municipal de Braga, a União das Freguesias de Crespos e Pousada e a EDP, entidade oficial esta que gere o caudal de todas as barragens hidroelétricas e nomeadamente aquelas que são banhadas pelo rio Cávado.

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Esfaqueamento na Noite Branca de Braga: Agressor insultava lisboetas só para ter ‘likes’

15 October 2026 at 09:14

O início do julgamento do arguido acusado de tentativa de homicídio, por ter desferido sete facadas num homem, na madrugada de 07 de setembro de 2025, na Noite Branca, na cidade de Braga, ficou marcado por um pedido de desculpas, que foi aceite pela vítima.

Pedro Sousa já tinha recebido, em sua casa, uma carta do arguido, em prisão preventiva, a pedir que o desculpasse, mas que na tarde de quarta-feira as desculpas foram solenes, na sala de audiências, com a vítima a anuir de pronto às explicações prestadas por Luís Peixoto Gomes, no banco dos réus.

“Eu por mim nem aqui estava neste julgamento, esta noite não consegui dormir com este caso na cabeça, quero seguir a minha vida em frente e nunca mais sequer pensar em nada disto”, declarou o ofendido, operário de máquinas da construção civil.

O depoimento de Pedro Sousa causou alguma estupefação entre os juízes. A juíza-presidente, Lisa Emanuel Costa, leu-lhe, a propósito, as afirmações prestadas pela vítima algumas semanas após as sete facadas, recordando que “na altura eu estava revoltado com a situação”.

A audiência começou na tarde de quarta-feira, no Tribunal de Braga, tendo o arguido dito que “não queria matar o homem e nem sequer causar-lhe ferimentos graves”. Segundo o seu advogado, José Fernandes, o agressor não tem qualquer antecedente criminal.

O agressor desferiu sete golpes na vítima, alegadamente só por ser “alfacinha” e “mouro”, segundo as expressões cuja autoria lhe é atribuída. Mas no julgamento considerou “nada ter contra as pessoas de Lisboa”, de onde o ofendido é natural, e que “foi tudo uma encenação”.

Acerca das publicações que fazia anteriormente, com conteúdos contra as pessoas de Lisboa, o arguido justificou: “Nunca alimentei ódio contra ninguém. Era uma forma de chamar a atenção, de poder ganhar algum dinheiro com as audiências nas redes sociais”.

Prestando declarações perante o Tribunal Coletivo, o arguido, Luís Peixoto Gomes, vincou aos juízes: “Só queria obter muitos ‘likes’ nas minhas contas das redes sociais, porque ao dizer mal de alguém, por isto ou por aquilo, temos sempre muitas audiências, criei uma personagem”.

O arguido disse que, após ter concluído o 12º ano de escolaridade, estava a estudar teatro, de modo a ser um ‘influencer’, salientando que “queria viver dos vídeos que colocava nas redes sociais, com mensagens aparentemente violentas, mas era só para ter audiências, não era nada a sério”.

No banco dos réus, Luís Peixoto Gomes disse “estar claramente arrependido”, acrescentando: “Na altura não fiquei com a consciência da gravidade dos ferimentos, só fiz o que fiz para me defender, usava aquela navalha, pequena, para cortar haxixe, que consumia”.

Julgado por tentativa de homicídio

Luís Peixoto Gomes, com 31 anos, solteiro, que é mais conhecido por “Sultão” ou “Turko”, residia na freguesia de São Paio de Merelim, do concelho de Braga. Encontra-se preso preventivamente, na cadeia de Braga, após ter sido detido pela Polícia Judiciária de Braga, que investigou o processo da alegada tentativa de homicídio, acusação pela qual está a ser julgado.

Segundo a acusação do Ministério Público, ambos, agressor e vítima, tinham um amigo comum, primo do agredido, que os apresentou nessa noite, tendo então Pedro Sousa dito que era de Almada, ocasião em que tudo se precipitou, com insultos, ameaças e agressões mútuas.

O arguido gritou para a vítima e a um amigo deste, entre outros impropérios, “vocês são uns alfacinhas e uns mouros”, além de “deviam estar é lá em baixo, aqui não valem nada” e ainda “não estão em Braga a fazer nada”.

Ao que Pedro Sousa terá retorquido logo, no mesmo tom, gritando-lhe “porque estás armado em esperto só por eu não ser daqui?”. Num clima de grande tensão, afirmou “estás armado em forte”, ao que o arguido respondeu: “Vocês merecem é morrer todos”.

“O ofendido Pedro Sousa e o arguido desferiram então empurrões e socos um ao outro, até que terceiros que presenciavam intervieram e os separaram e nesse momento, o arguido retirou-se daquele local”, refere o Ministério Público.

O grupo encontrava-se abrigado da chuva nas galerias comerciais de Santa Bárbara, no centro da cidade de Braga, sendo que quando a refrega terminou e tudo parecia serenado, Luís Peixoto Gomes voltou, passados dez minutos, agora já munido de uma faca, com a qual deu sete golpes.

Na ocasião, cerca das 04:00, Luís Filipe Gomes desferiu sucessivamente sete facadas em Pedro Sousa, no tronco e nos braços, atingindo-o na omoplata, antebraço e caixa torácica do lado esquerdo, de forma superficial, além de golpe profundo no ombro direito que atingiu uma artéria localizada na região traseira do deltoide superior e que jorrou sangue.

O agressor colocou-se em fuga e a vítima foi assistida pela equipa da Cruz Vermelha que prestava apoio ao evento e transportado ao Hospital de Braga.

“Legítima defesa”

Luís Peixoto Gomes negou qualquer intenção de matar Pedro Sousa, alegando mesmo que terá agido em “legítima defesa”, por estar em “inferioridade numérica”, daí ter utilizado uma arma branca para se “defender”, segundo a sua versão, quando foi ouvido pela Polícia Judiciária de Braga e pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do MP.

“As consequências permanentes das sete facadas são as cicatrizes nas áreas suturadas no ombro direito, na região torácica posterior interescapular, na região torácica inferior esquerda e no braço esquerdo”, refere o MP na sua acusação, pedindo condenação por tentativa de homicídio.

A vítima, que esteve dez dias internada no Hospital de Braga, seguidos de tratamentos externos, pede condenação por tentativa de homicídio e indemnização de 40 mil euros, através do seu advogado, João Ferreira Araújo, que no julgamento, a decorrer no Palácio da Justiça de Braga, está a ser coadjuvado pela advogada estagiária, Sandra Moreira.

Entretanto, o Ministério Público abriu uma investigação à parte, por eventual instigação ao ódio e à violência, de que é suspeito o arguido, na sequência do processo principal em que o arguido responde por um alegado crime de tentativa de homicídio, ao ter desferido sete facadas.

Francisco Cunha, amigo comum da vítima e do agressor, conhecia Luís Peixoto Gomes desde os tempos de escola e que “sabia ter já atividade nas redes sociais com publicações de conteúdo de ódio pelos naturais de Lisboa e arredores”, acrescenta a acusação.

Na acusação pela alegada tentativa de homicídio, o MP de Braga refere que o arguido, “movido por um atrito com um mero desconhecido, unicamente por este ser da região sul do país, com o propósito de lhe tirar a vida, bem sabendo que a navalha utilizada, pelas suas características corto-perfurantes, era apta a alcançar tal resultado e as regiões atingidas alojam vasos e órgãos vitais e o que somente não conseguiu graças à pronta assistência médica que lhe foi prestada”.

“Na investigação, apurou-se que o arguido vinha divulgando nas redes sociais vídeos de teor difamatório e ameaçador contra pessoas naturais da região de Lisboa, o que é suscetível de consubstanciar, em abstrato, crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência”, conclui o MP.

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Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque

14 October 2026 at 16:38

Uma colisão rodoviária provocou 19 feridos, na tarde desta quarta-feira, em frente ao Braga Parque, na freguesia de São Victor.

Tratou-se de um choque em cadeia que envolveu dois autocarros dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) e ainda um veículo ligeiro.

De acordo com Nuno Osório, comandante do Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga, 14 são mulheres e seis homens, com idades compreendidas entre os 24 e 73 anos.

Nuno Osório, comandante do Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga, descreve cenário complexo. Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

As vítimas, passageiros dos autocarros, sofreram ferimentos considerados ligeiros e foram transportados para o Hospital de Braga.

Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

De acordo com a Proteção Civil, foram mobilizados para o local os Bombeiros Voluntários de Braga, Sapadores, delegações de Amares e de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa e INEM, num total de 38 operacionais e 21 viaturas.

Vídeo: Paulo Seabrete
Vídeo: Paulo Seabrete

O trânsito ficou condicionado na Avenida Padre Júlio Fragata, no sentido Minho Center/Estação.

Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Redes sociais
Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Paulo Seabrete
Colisão com dois autocarros provoca 19 feridos em frente ao Braga Parque
Foto: Paulo Seabrete

O alerta foi dado às 15:44.

A PSP registou a ocorrência.

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Colisão faz dois feridos em Braga

14 October 2026 at 13:45

Uma colisão rodoviária provocou dois feridos, em Braga, na manhã desta quarta-feira, em Santo Adrião, na freguesia de São José de São Lázaro.

Ao que O MINHO apurou, as vítimas sofreram ferimentos ligeiros.

O acidente verificou-se cerca das 09:00, no troço da Estrada Nacional 309 que a partir de Nogueira acede para o Monte da Falperra, junto ao Centro Cultural e Social de Santo Adrião.

Colisão faz dois feridos em Braga
Foto: DR
Colisão faz dois feridos em Braga
Foto: DR

No local do acidente de viação estiveram socorristas da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa, da Esquadra de Trânsito da PSP de Braga e também da Polícia Municipal de Braga.

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Escapa ileso de aparatoso capotamento em Ponte de Lima

14 October 2026 at 11:40

Uma aparatosa colisão rodoviária com o capotamento de uma carrinha ocorreu ao início da manhã desta quarta-feira, na rotundos Corvos, em Anais, Ponte de Lima, condicionando todo o trânsito à volta.

O automobilista do veículo que capotou não precisou de receber assistência e a GNR de Prado (Vila Verde) regularizou o fluxo rodoviário e registou a ocorrência, na Rotunda dos Corvos.

A Rotunda dos Corvos, nas estradas nacionais 201 (Braga-Ponte de Lima) e 308, fica numa zona de fronteira entre os concelhos de Vila Verde (Marrancos) e de Ponte de Lima (Anais). À hora a que registou o acidente, cerca das 08:00, tem habitualmente muito movimento.

Notícia atualizada às 12h48 com correção da localização.

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Fuga de gás mobiliza bombeiros em Braga

13 October 2026 at 12:30

Uma fuga de gás, ocorrida ao princípio da manhã desta terça-feira, na Urbanização do Fujacal, em Braga, mobilizou o Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga, que resolveu a ocorrência.

A fuga de gás verificou-se na rede secundária de alimentação ao edifício, junto do contador, de acordo com informações prestadas a O MINHO pelo comandante da corporação, Nuno Osório.

Para o local da ocorrência foram logo acionados vários operacionais e veículos, entre os quais o Veículo de Proteção Multirriscos e Ambiente (VPMA).

Fuga de gás mobiliza bombeiros em Braga
Foto: Paulo Seabrete

Entretanto, depois de resolvida a fuga de gás, a empresa Portgás substituiu logo o contador e a ocorrência foi logo registada pelo Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública.

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