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Vereador do PS de Terras de Bouro questiona quem paga a defesa em tribunal de Manuel Tibo

19 October 2026 at 22:46

O vereador do PS na Câmara Municipal de Terras de Bouro, Diogo Carrasqueiras, revelou esta segunda-feira “estar preocupado com os custos financeiros para o nosso município do processo em que um geresiano foi absolvido e o presidente da autarquia, Manuel Tibo, vai agora recorrer.

Diogo Carrasqueiras Pereira, perante as notícias que Manuel Tibo recorrerá para o Tribunal da Relação de Guimarães, afirmou a O MINHO preocupá-lo, “sobretudo, o caminho que este processo poderá continuar a seguir por uma decisão política e sobretudo as implicações que daí poderão resultar para o erário público, no caso para a Câmara Municipal de Terras de Bouro”.

Falando à margem da visita do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Terras de Bouro, Diogo Carrasqueiras disse preocupá-lo “a dimensão financeira deste processo, pois entre honorários de advogados, custas judiciais e encargos adicionais associados a recursos estaremos a falar da estimativa de cerca de dez mil euros de dinheiros públicos terrabourenses”.

“Se esses encargos forem total ou parcialmente suportados pelo Município de Terras de Bouro, importa que os cidadãos saibam quanto já foi gasto, quanto poderá ainda ser gasto e qual o interesse público concreto que justifica prolongar o litígio”, referiu ainda Diogo Carrasqueiras.

“A defesa do bom nome dos titulares de cargos públicos é legítima, mas a defesa do interesse público, a boa gestão dos recursos municipais e o respeito pela liberdade de crítica também o são, por isso é esse equilíbrio que considero essencial aqui equacionar”, disse o autarca do PS.

“Apesar de sabermos que existem mecanismos de proteção jurídica dos autarcas no exercício das suas funções, essa proteção não dispensa uma avaliação rigorosa para o interesse público subjacente a cada decisão, é assim que deve ser sempre”, ainda segundo Diogo Carrasqueiras.

“Quem paga o processo e quem poderá receber indemnizações?”

“Há ainda uma questão adicional relativamente aos pedidos de indemnização que desde já importa clarificar e que é quem suporta os custos da litigância e quem beneficia de eventuais compensações”, afirmou o autarca do Partido Socialista, ainda a propósito do polémico processo.

“Se a defesa for assegurada com recursos municipais, parece-me legítimo discutir se não seria desejável encontrar uma solução respeitando a lei e os direitos de cada interveniente, pudesse também até beneficiar a comunidade, designadamente através de instituições de solidariedade social do concelho, sempre que tal seja juridicamente possível”, afirmou Diogo Carrasqueiras.

“Num concelho com muitas necessidades e recursos financeiros muito limitados, cada euro de dinheiro público deve ser utilizado com responsabilidade e fundamentação, é importante que exista uma ponderação efetiva entre o interesse pessoal dos intervenientes, o interesse público invocado e os encargos que poderão continuar a recair sobre os contribuintes”, disse o vereador.

“Perante uma decisão judicial, considero legítimo perguntar se é proporcional continuar a mobilizar recursos públicos para este efeito, pois não está em causa negar aos autarcas o direito de defenderem o seu bom nome, nem questionar a legitimidade de recorrer de uma decisão judicial, está sim em causa saber se a decisão de prosseguir com o processo está devidamente fundamentada e se os custos adicionais são justificáveis face aos objetivos pretendidos”, referiu.

“Relativamente ao caso em apreço, o artigo 21.º do Estatuto dos Eleitos Locais prevê que as autarquias suportem as despesas de processos judiciais em que os eleitos sejam parte, desde que estes tenham como causa o exercício das respetivas funções e não se prove dolo ou negligência por parte dos eleitos, e neste quesito falo apenas dos eleitos”, considera o socialista.

“Relativamente à decisão do Tribunal Judicial de Vila Verde de absolver o munícipe acusado de difamação ao presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, ao vice-presidente e ao chefe de Divisão do Urbanismo, não me cabe comentar o mérito dessa decisão judicial, aos tribunais o que é dos tribunais, à política o que é da política”, acrescentou o vereador socialista.

“Não é incomum os cidadãos dirigirem críticas duras, depreciativas ou até injustificadas a quem exerce funções públicas, porque isso faz parte do exercício de funções políticas numa democracia”, afirmou Diogo Carrasqueiras, “salientando que “naturalmente, a liberdade de expressão não é ilimitada, mas também não pode ser nunca confundida com a obrigação de os cidadãos se absterem, entretanto, de questionar ou criticar a atuação dos seus representantes”.

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Autarca de Terras de Bouro vai recorrer da absolvição de homem acusado de o difamar

19 October 2026 at 21:23

Manuel Tibo, presidente da Câmara de Terras de Bouro, anunciou na sexta-feira que vai recorrer da absolvição de João Filipe Ribeiro Vieira, da Residencial Ribeiro, que o terá difamado.

Na sua página de Facebook, Manuel Tibo, em letras garrafais, reagiu à absolvição total (penal e cível) do geresiano João Vieira, referindo: “Não ficará assim! Se ficar! Abre-se um precedente! Assim nós também podemos usar, difamar quem quisermos, da mesma forma”.

“A propósito da notícia sobre absolvição em processo de difamação”, diz Manuel Tibo, que “tomou conhecimento, como todos, da decisão do Tribunal de Vila Verde que absolveu o cidadão João Vieira, no processo em que eu, o sr. vice-presidente Adelino Cunha e o chefe de divisão Jerónimo Correia, nos constituímos queixosos por difamação”, comentando a decisão judicial.

“Quero ser muito claro”, frisou Manuel Tibo, defendido pelo advogado Paulo Valente Monteiro, jurista da Câmara Municipal de Terras de Bouro, no processo que perdeu agora em Vila Verde.

“Eu nunca quis, nem quero, que alguém seja punido por denunciar com verdade”, segundo o autarca, acrescentando que “quem denuncia com verdade, com factos, com documentos, terá sempre da minha parte respeito”, acrescentando que “a transparência é um valor que defendo”.

“O que eu nunca estarei disponível é para ser chamado de tudo e mais alguma coisa e isso eu não vou permitir nunca. A ninguém mesmo!”, disse.

O autarca considerou que “há uma diferença muito grande entre denunciar e difamar, entre criticar e insultar, entre apontar um alegado erro e atacar a honra e dignidade das pessoas e das famílias”.

“A liberdade de expressão é um pilar da nossa democracia e eu serei sempre o primeiro a defendê-la”, afirma Manuel Tibo, ainda segundo o qual, “a liberdade de expressão não pode valer para tudo, não pode servir para esconder seja o que for, nem para justificar uma calúnia”.

“Quem fica contente com esta decisão, é legítimo que fique, vivemos em liberdade, mas peço a todos que percebam o que está aqui em causa e que saibam separar o trigo do joio”, salienta Manuel Tibo, afirmando que “este processo que agora foi julgado em Vila Verde é um processo crime por difamação, é sobre honra”, diz o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro.

“O processo principal, sobre a legalidade do prédio da Rua Miguel Torga, na Vila do Gerês, esse continua no Tribunal Administrativo de Braga. São coisas diferentes. E é lá que se vai decidir, de uma vez por todas, quem tem razão quanto ao edifício, não confundamos tudo”, referiu.

“Defendi, defendo e defenderei sempre o bom nome do Município de Terras de Bouro, de quem me acompanha, dos seus trabalhadores e o meu bom nome pessoal. Foi para isso que fui eleito”, terminou nesta sua missiva de Facebook o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro.

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Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal

19 October 2026 at 20:57

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, esteve durante esta segunda-feira, em Terras de Bouro para melhorar as condições dos Postos Territoriais da GNR de Terras de Bouro e da Vila do Gerês, após um impasse de mais de três anos desde a avaliação das suas necessidades.

A instalação do Posto de Busca e Resgate em Montanha da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR para uma antiga casa dos guardas florestais, deixando o edifício do centro comercial na Vila do Gerês, é uma hipótese que está a ser ponderada já por Luís Neves.

Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Acerca da proposta de heliportos na Pedra Bela (Vilar da Veiga) e na Caniçada (Rio Caldo), o ministro Luís Neves não se comprometeu, prometendo, no entanto, estar recetivo, mas para já o seu enfoque são só as instalações da GNR de Terras de Bouro, da Vila do Gerês e da UEPS.

Luís Neves, com o trabalho de casa feito, revelou que o Posto do Gerês tem 17 militares, o mesmo número de há cinco anos, o de Terras de Bouro tem 19 militares, menos do que tinha então e os efetivos disponíveis “nem sempre permitem assegurar patrulhamento durante as 24 horas em cada uma das áreas dos dois postos, sendo necessário recorrer-se ao apoio de postos vizinhos”.

Luís Neves promete melhorar condições da GNR de Terras de Bouro e abre portas à Polícia Municipal
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

“Esta realidade tem de ser considerada na avaliação das necessidades operacionais e também na distribuição dos meios, incluindo nos períodos de maior procura turística”, disse Luís Neves.

“A questão que não pode continuar a arrastar-se é a das instalações, sabendo nós que no Gerês são necessárias intervenções na cobertura e nas fachadas, onde existem infiltrações, bem como melhorias nas condições de alojamento e de conforto térmico”, acrescentou o ministro da tutela.

Mas já em Terras de Bouro, a situação é mais grave, porque o edifício está em mau estado de conservação, para além de ter limitações no atendimento ao público, não cumprir as normas de acessibilidade e não dispor de todos os espaços necessários ao serviço, incluindo instalações adequadas para militares, de atendimento a vítimas e de detenção”, ainda segundo Luís Neves, pois “estas condições afetam quem ali trabalha e os cidadãos que precisam de recorrer à GNR”.

Polícia Municipal é para avançar

O projeto de criação da Polícia Municipal de Terras de Bouro tem a concordância do ministro da Administração Interna, Luís Neves, a quem foram exibidos todos os mais recentes meios da Proteção Municipal de Terras de Bouro e ainda dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro.

A criação da equipa aquática, depois das equipas de resgate em grande ângulo, como a equipa de resgate e de busca em montanha, foram reveladas pela coordenadora Municipal de Proteção Civil de Terras de Bouro, Anabela Simões, nesta receção ao ministro da Administração Interna.

“Estou aqui para ouvir as vossas preocupações e discutir soluções, Terras de Bouro tem cerca de 6.400 habitantes, mas este número, por si só, diz pouco sobre as responsabilidades de quem aqui assegura a segurança e a proteção das pessoas”, disse o ministro da Administração Interna.

“Estamos num concelho que integra o único parque nacional do país, que tem um território de montanha, com povoações dispersas, um património natural que temos o dever de preservar e uma atividade turística com grande importância para a economia local”, salientou Luís Neves.

“O Gerês, as termas, a albufeira da Caniçada e o Santuário de São Bento da Porta Aberta trazem a este concelho um número de visitantes muito superior ao da população residente”, disse Luís Neves, destacando que “essa procura representa oportunidades e emprego, traz também exigências acrescidas de policiamento, de ordenamento do trânsito, de prevenção e de socorro”.

“A classificação de um território como de baixa densidade não pode levar-nos a desvalorizar essas exigências, a resposta tem de considerar quem cá vive, quem cá trabalha e também quem nos visita”, ainda segundo Luís Neves, para quem “no concelho, é preciso dar atenção devida às vítimas de violência doméstica e à prevenção de burlas que exploram a confiança das pessoas, duas tipologias criminais que de têm destacado aqui”, recordando Luís Neves que “temos também de manter atenção aos idosos que vivem isolados neste território de montanha”.

“Nas zonas de maior afluência, como Vilar da Veiga, Rio Caldo e São Bento da Porta Aberta, a presença policial tem função essencial de prevenção e de apoio às pessoas, a que acrescem os riscos próprios deste território, incêndios rurais, acidentes nas cascatas, pessoas perdidas ou feridas nos trilhos e ocupação selvagem de campistas nas áreas protegidas”, disse Luís Neves.

Manuel Tibo recorda premência das obras

Já o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, tinha recordado quais as prioridades a nível da segurança e de proteção civil, designadamente a requalificação dos Postos da GNR de Terras de Bouro (515.985,50 euros) e do Gerês (271.063,40 euros) com tais custos.

Criação de Polícia Municipal de Terras de Bouro, novas instalações do Posto de Busca e Resgate em Montanha no Parque Nacional da Peneda-Gerês e o reforço do PONG/Bombeiros, implementação de dois heliportos, tal como um meio aéreo para o Comando Subregional do Cávado da autoridade Nacional de Emergência de Proteção e Socorro (ANEPC) foram pedidos.

Ainda antes das visitas a ambos os quartéis, Manuel Tibo pugnou pela obra de reorganização funcional, conservação, reabilitação e modernização dos Postos Territoriais da GNR da Vila do Gerês e da Vila de Terras de Bouro, devido à degradação a que ambos se encontram sujeitos.

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Homem absolvido de difamar autarca de Terras de Bouro

16 October 2026 at 09:32

O Tribunal de Vila Verde absolveu, na quinta-feira, um homem acusado de difamação ao presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, ao vice-presidente da autarquia, Adelino Cunha, e ao chefe da Divisão de Urbanismo da Câmara, Jerónimo Correia.

João Filipe Ribeiro Vieira, de 44 anos, natural da Vila do Gerês, foi absolvido porque, segundo o juiz da Comarca de Vila Verde, embora com “uma linguagem excessiva”, utilizou “o direito à indignação”.

O “direito à indignação” e a ausência da intenção de difamar os visados foram decisivos para a absolvição, como pedira nas alegações finais o advogado João Araújo da Silva, que defende João Vieira.

Em causa estava um edifício com irregularidades camarárias, ainda por demolir, que levou à intervenção do Tribunal Cível de Braga e do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, além do Ministério Público, sendo considerado uma “fratura urbanística” na Vila do Gerês.

Durante a leitura da sentença absolutória, o juiz Rui Gomes, do Tribunal de Vila Verde, referiu que o terrabourense se limitou a denunciar o caso às entidades competentes e pelas vias legais, pelo que não é difamação, à luz da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Para o Tribunal Judicial de Vila Verde, os factos eram verdadeiros, havia um impasse em redor do edifício, o caso já se arrastava com vários processos em várias instâncias judiciais e estava como está a tapar a residencial propriedade dos pais do denunciante.

Os dois autarcas, tal como o funcionário municipal, pediam cada um a indemnização de 15 mil euros, mas também aí João Vieira foi absolvido, tendo sido os três condenados a pagar as custas judiciais na proporção daquilo que solicitavam.

Tribunal considera que denúncia não foi difamação

João Vieira, sobre o prédio em construção na Rua Miguel Torga, na Vila do Gerês, enviou um email a denunciar as situações anómalas, à Comissão Parlamentar de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e do Poder Local da Assembleia da República.

Imputou aos dois autarcas e ao funcionário municipal eventuais autorias e conluios, bem como uma “série de ilegalidades só para se atropelar a lei” e “favorecer amigos e privados”, na mesma altura em que o Bloco de Esquerda também levantou essa mesma questão.

João Vieira admitiu a autoria dos emails, mas nega a difamação: “Apenas formulei um conjunto de perguntas e de dúvidas que seriam importantes para obter resposta”. Por isso, não aceitou a suspensão provisória do processo, que o Ministério Público propôs, correspondendo a uma espécie de “pena suspensa já antecipada”.

Manuel Tibo invocava ter sido “atingido na honra e consideração”, como presidente da Câmara de Terras de Bouro, dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, da Adere-Gerês e da ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave), bem como da Comissão de Cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre outros cargos.

Ministério Público arquivou 20 acusações particulares

Entretanto, o Ministério Público já tinha arquivado cerca de 20 acusações particulares, movidas pelos mesmos três queixosos, ao mesmo tempo que não aceitou ainda a existência de eventuais crimes de difamação contra a instituição Câmara de Terras de Bouro.

“Na verdade, o arguido não se dedicou a adjetivar o ora assistente [Manuel Tibo] de uma forma gratuita e descontextualizada, já que as expressões com que conclui os emails foram uma mera decorrência dos factos que alegou, sendo que por seu turno a referência ao presidente da Câmara, Manuel João Sampaio Tibo, e ao vice-presidente da Câmara, Adelino da Silva Cunha, serve única e exclusivamente para contextualizar o papel de todos e de cada um durante aquele processo de licenciamento”, refere o Ministério Público no despacho de arquivamento.

“Salvo melhor entendimento, o arguido não imputou factos, verídicos ou inverídicos, antes, levantou suspeitas sobre a atuação de Manuel João Sampaio Tibo, de Adelino da Silva Cunha e de Jerónimo de Oliveira Correia”, o que não é uma difamação, considera o Ministério Público.

Referindo-se aos mesmos três queixosos, o Ministério Público destaca que à data dos escritos de João Filipe Ribeiro Vieira, filho dos donos da Residencial Ribeiro, no Gerês, “não podemos deixar de chamar à colação a existência de pelo menos dois inquéritos criminais, nos quais foram investigados prática de um crime de violação de regras urbanísticas por funcionário e ainda dum crime de prevaricação por titular de cargo político” além de um crime de infração das regras de construção e ainda a prática de um crime de falsificação de documento”.

“Consideram-se os queixosos lesados no seu bom-nome e na sua boa imagem, mas acontece que estas expressões se integram num contexto de discordância com as opções e decisões (mais no âmbito de um processo de licenciamento de uma obra particular) administrativas de teor urbanístico, visando a atuação dos denunciantes enquanto, respetivamente, presidente da Câmara, vice-presidente da Câmara e de chefe da Divisão de Planeamento e Urbanismo, o seu comportamento político e executivo, e não os denunciantes em si mesmos, enquanto meros cidadãos, nem a sua vida pessoal”, segundo o despacho de arquivamento do Ministério Público.

“O presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, exercendo um cargo público, tem uma maior exposição e tem de se sujeitar à crítica, a qual é comunitariamente aceite, ainda que se recorra a expressões contundentes, desagradáveis e grosseiras”, segundo a magistrada do Ministério Público, tudo com a jurisprudência do Tribunal da Relação do Porto.

“Ora, uma das manifestações da liberdade de expressão é o direito a que cada pessoa tem de exercer o seu direito de crítica, nomeadamente, a nível político, porque na verdade, não deve considerar-se ofensivo da sua honra e consideração tudo aquilo que o ofendido entenda que o pode atingir”, explica também a magistrada do Ministério Público, porque arquivou as queixas.

“Assim sendo se atentarmos no teor das expressões escritas pelo arguido [João Vieira] somos do entendimento, salvo devido respeito que não há imputação de quaisquer “factos inverídicos” à pessoa coletiva Câmara Municipal de Terras de Bouro, mas sim a imputação de ‘suspeitas’ e ‘juízos de valor’, na medida que da conjugação de tudo o que é proferido, o arguido levanta a suspeição da prática de atos ilegais por parte dos funcionários da Câmara Municipal de Terras de Bouro, em especial sobre o presidente da Câmara, o vice-presidente e o chefe da Divisão de Planeamento, Urbanismo e Ambiente, havendo quase que uma confusão, parece-nos, entre a pessoa da Câmara Municipal de Terras de Bouro e a pessoa do seu presidente”, concluiu o MP.

Advogado de Defesa saúda a absolvição

O advogado João Araújo da Silva, defensor de João Vieira, disse “estar satisfeito” com esta sentença absolutória, referindo “ter sido uma sentença justa e muito equitativa, que respeita a Constituição e os valores democráticos, pela parte de um grande juiz e com futuro brilhante”.

“Fico feliz porque a liberdade de expressão ganhou, mas particularmente fico contente, porque o senhor presidente do Município de Terras de Bouro, tentou enxovalhar-me neste julgamento, misturando a minha profissão com as funções autárquicas em Vila Verde”, referiu o advogado.

“Tentou diminuir-me porque perdi uma eleição e disse que só precisava do 12º ano para exercer os vários cargos que tem, levou tudo para o lado pessoal, sem entender que nenhum mal lhe fiz, estava no julgamento como advogado e não como parte”, acrescentou João Araújo da Silva.

“Liberdade de expressão sempre, os lobos uivam e os Tribunais julgam, sendo que a humildade deve estar em todo o lado, confirmou-se que no Tribunal ganham os melhores, ganha a justiça e a verdade, não quem tem o poder autárquico e benesses para distribuir”, afirmou o advogado.

“Deveria ter mais respeito por mim, mais dignidade, pelo cargo que ocupa, fez uma cena triste, gravada, envergonhando a democracia e os seus antecessores, pelo que deve fazer repensar e pedir desculpa, porque o julgamento até teve que ser interrompido”, disse João Araújo da Silva.

“Mas atitude ética é de quem a pratica, pode ganhar todas as eleições possíveis, mas no Tribunal comigo, vai sempre sair derrotado, como desta vez, em qualquer Tribunal derrotado”, afirmou o advogado, autarca do Partido Socialista na Freguesia de Soutelo, do concelho de Vila Verde.

Durante o julgamento, Manuel Tibo e o advogado João Araújo da Silva tiveram uma altercação, quando o autarca terrabourense afirmou que não precisava de ser doutor, para ganhar todas as eleições, que o causídico entendeu por ter perdido as eleições na Junta de Freguesia de Soutelo.

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Saiba quanto vai receber a sua freguesia do Orçamento do Estado

13 October 2026 at 11:52

A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.

O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.

Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).

No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).

Recorde-se que, como O MINHO noticiou, a estes valores acrescem as transferências diretas para os municípios (667 milhões). Portanto, para os distritos de Braga e Viana do Castelo, através das freguesias e dos municípios, o Governo encaminhará, em 2027, um total de 724 milhões de euros.

Pode consultar abaixo o valor que será transferido para a sua freguesia.

Distrito de Braga

Amares

Barreiros – 64 639

Bico – 64 513

Caires – 68 802

Carrazedo – 63 750

Dornelas – 63 022

Fiscal – 65 653

Goães – 77 310

Lago – 80 778

Rendufe – 69 529

Bouro (Santa Maria) – 70 667

Bouro (Santa Marta) – 87 124

União das freguesias de Amares e Figueiredo – 100 145

União das freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos – 112 835

União das freguesias de Ferreiros, Prozelo e Besteiros – 141 246

União das freguesias de Torre e Portela – 77 386

União das freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas – 111 478

Total – 1 318 877

Barcelos

Abade de Neiva – 86 933

Aborim – 71 056

Adães – 64 285

Airó – 66 642

Aldreu – 68 258

Alvelos – 83 851

Arcozelo – 193 421

Areias – 68 252

Balugães – 64 639

Barcelinhos – 78 215

Barqueiros – 86 713

Cambeses – 71 538

Carapeços – 90 850

Carvalhal – 70 831

Carvalhas – 64 639

Cossourado – 70 698

Cristelo – 83 088

Fornelos – 67 997

Fragoso – 95 398

Gilmonde – 76 905

Lama – 70 841

Lijó – 86 922

Macieira de Rates – 86 253

Manhente – 77 188

Martim – 85 940

Moure – 66 330

Oliveira – 71 978

Palme – 74 671

Panque 68 951

Paradela 72 044

Pereira 73 298

Perelhal 81 413

Pousa 89 567

Remelhe 76 521

Roriz 86 212

Rio Covo (Santa Eugénia) 73 563

Galegos (Santa Maria) 92 657

Galegos (São Martinho) 78 298

Tamel (São Veríssimo) 96 705

Silva 65 172

Ucha 74 377

Várzea 76 131

Vila Seca 72 338

União das freguesias de Alheira e Igreja Nova 90 250

União das freguesias de Alvito (São Pedro e São Martinho) e Couto 105 074

União das freguesias de Areias de Vilar e Encourados 95 831

Barcelos 113 082

Vila Boa 82 644

Vila Frescaínha (São Martinho) 87 491

Vila Frescaínha (São Pedro) 80 040

União das freguesias de Campo e Tamel (São Pedro Fins) 84 045

União das freguesias de Carreira e Fonte Coberta 92 783

União das freguesias de Chorente, Góios, Courel, Pedra Furada e Gueral 147 126

União das freguesias de Creixomil e Mariz 84 045

União das freguesias de Durrães e Tregosa 84 220

União das freguesias de Gamil e Midões 84 045

União das freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria 105 835

União das freguesias de Negreiros e Chavão 99 203

União das freguesias de Quintiães e Aguiar 84 045

União das freguesias de Sequeade e Bastuço (São João e Santo Estevão) 105 074

Silveiros 75 708

Rio Covo (Santa Eulália) 74 985

União das freguesias de Tamel (Santa Leocádia) e Vilar do Monte 89 199

União das freguesias de Viatodos, Grimancelos, Minhotães e Monte de Fralães 141 490

União das freguesias de Vila Cova e Feitos 113 498

Total – 5 541 292

Braga

Adaúfe 111 206

Espinho 72 287

Esporões 80 738

Figueiredo 68 991

Gualtar 113 585

Lamas 62 897

Mire de Tibães 88 466

Padim da Graça 75 674

Palmeira 129 625

Pedralva 78 183

Priscos 73 206

Ruilhe 68 989

Braga (São Vicente) 152 229

Braga (São Vítor) 268 090

Sequeira 82 639

Sobreposta 73 873

Tadim 69 929

Tebosa 68 581

União das freguesias de Arentim e Cunha 83 478

União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade) 243 563

União das freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto) 253 815

União das freguesias de Cabreiros e Passos (São Julião) 93 126

União das freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro 163 050

União das freguesias de Crespos e Pousada 83 812

União das freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estevão e São Vicente) 105 201

União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) 123 464

União das freguesias de Ferreiros e Gondizalves 167 034

União das freguesias de Guisande e Oliveira (São Pedro) 83 530

União das freguesias de Lomar e Arcos 145 954

União das freguesias de Merelim (São Paio), Panoias e Parada de Tibães 139 356

União das freguesias de Merelim (São Pedro) e Frossos 108 797

União das freguesias de Morreira e Trandeiras 83 529

União das freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães 212 458

União das freguesias de Nogueiró e Tenões 118 209

União das freguesias de Real, Dume e Semelhe 200 301

União das freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra 83 529

União das freguesias de Vilaça e Fradelos 83 529

Total – 4 314 923

Cabeceiras de Basto

Abadim 96 333

Basto 84 592

Bucos 100 864

Cabeceiras de Basto 111 292

Cavez 115 697

Faia 80 904

Pedraça 92 177

Rio Douro 130 999

União das freguesias de Alvite e Passos 103 663

União das freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune 112 104

União das freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas 140 766

Refojos de Basto 147 292

Outeiro 94 636

Painzela 89 644

Total – 1 500 963

Celorico de Basto

Agilde 91 810

Arnóia 110 989

Borba de Montanha 93 607

Codeçoso 89 080

Fervença 96 713

Moreira do Castelo 82 544

Rego 102 116

Ribas 90 626

Basto (São Clemente) 104 209

Vale de Bouro 85 537

União das freguesias de Britelo, Gémeos e Ourilhe 151 456

União das freguesias de Caçarilhe e Infesta 98 335

União das freguesias de Canedo de Basto e Corgo 105 369

União das freguesias de Carvalho e Basto (Santa Tecla) 98 758

União das freguesias de Veade, Gagos e Molares 119 356

Total -1 520 505

Esposende

Antas 92 143

Forjães 95 015

Gemeses 72 777

Vila Chã 79 218

Apúlia 121 370

Fão 103 885

Belinho 93 181

Mar 77 810

Esposende 102 128

Marinhas 143 374

Gandra 80 672

União das freguesias de Fonte Boa e Rio Tinto 98 020

Palmeira de Faro 92 186

Curvos 73 457

Total – 1 325 236

Fafe

Armil 81 305

Estorãos 93 780

Fafe 255 588

Fornelos 87 092

Golães 99 157

Medelo 86 714

Paços 84 090

Quinchães 108 721

Regadas 95 524

Revelhe 82 544

Ribeiros 80 314

Arões (Santa Cristina) 88 255

São Gens 106 791

Silvares (São Martinho) 91 883

Arões (São Romão) 119 133

Travassós 95 564

Vinhós 77 309

União de freguesias de Aboim, Felgueiras, Gontim e Pedraído 139 455

União de freguesias de Agrela e Serafão 108 865

União de freguesias de Antime e Silvares (São Clemente) 108 329

União de freguesias de Ardegão, Arnozela e Seidões 128 817

União de freguesias de Cepães e Fareja 113 858

União de freguesias de Freitas e Vila Cova 104 638

União de freguesias de Monte e Queimadela 116 913

União de freguesias de Moreira do Rei e Várzea Cova 139 528

Total – 2 694 167

Guimarães

Aldão 69 800

Azurém 167 275

Barco 75 199

Brito123 221

Caldelas 116 701

Costa 108 962

Creixomil 159 043

Fermentões 117 889

Gonça 75 343

Gondar 89 907

Guardizela 89 669

Infantas 82 550

Longos 81 135

Lordelo 117 062

Mesão Frio 109 725

Moreira de Cónegos 128 179

Nespereira 92 516

Pencelo 70 257

Pinheiro 69 216

Polvoreira 104 876

Ponte 131 371

Ronfe 115 311

Prazins (Santa Eufémia) 70 833

Selho (São Cristóvão) 82 614

Selho (São Jorge) 131 587

Candoso (São Martinho) 71 699

Sande (São Martinho) 90 947

São Torcato 107 180

Serzedelo 107 691

Silvares 89 578

Urgezes 125 025

União das freguesias de Abação e Gémeos 108 350

Airão (Santa Maria) 81 124

Airão São João 73 846

Vermil 75 145

União das freguesias de Arosa e Castelões 104 638

União das freguesias de Atães e Rendufe 115 076

União das freguesias de Briteiros Santo Estevão e Donim 95 514

União das freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia 95 039

União das freguesias de Candoso São Tiago e Mascotelos 112 634

Conde 75 682

Gandarela 74 889

União das freguesias de Leitões, Oleiros e Figueiredo 114 529

União das freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião 178 824

Prazins Santo Tirso 73 846

Corvite 66 103

União das freguesias de Sande São Lourenço e Balazar 92 055

Sande (Vila Nova) 84 476

Sande (São Clemente) 84 636

União das freguesias de Selho São Lourenço e Gominhães 95 836

Serzedo 79 119

Calvos 73 846

União das freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar 114 888

Tabuadelo 83 339

São Faustino 73 566

Total – 5 399 361

Póvoa de Lanhoso

Covelas 77 309

Ferreiros 78 463

Galegos 77 309

Garfe 86 176

Geraz do Minho 80 008

Lanhoso 84 265

Monsul 78 926

Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) 138 467

Rendufinho 85 125

Santo Emilião 78 623

São João de Rei 81 097

Serzedelo 88 310

Sobradelo da Goma 90 345

Taíde 95 224

Travassos 80 182

Vilela 79 923

União das freguesias de Águas Santas e Moure 97 833

União das freguesias de Calvos e Frades 98 331

União das freguesias de Campos e Louredo 98 796

União das freguesias de Esperança e Brunhais 98 331

União das freguesias de Fonte Arcada e Oliveira 109 678

União das freguesias de Verim, Friande e Ajude 111 677

Total – 1 994 398

Terras de Bouro

Balança 77 309

Campo do Gerês 132 864

Carvalheira 88 655

Covide 98 935

Gondoriz 84 564

Moimenta 79 881

Ribeira 76 892

Rio Caldo 95 886

Souto 77 680

Valdosende 91 885

Vilar da Veiga 155 278

União das freguesias de Chamoim e Vilar 104 271

União das freguesias de Chorense e Monte 114 690

União das freguesias de Cibões e Brufe 122 414

Total – 1 401 204

Vieira do Minho

Cantelães 91 158

Eira Vedra 82 545

Guilhofrei 91 789

Louredo 84 564

Mosteiro 89 496

Parada de Bouro 84 564

Pinheiro 89 081

Rossas 125 395

Salamonde 85 578

Tabuaças 88 910

Vieira do Minho 104 125

União das freguesias de Anissó e Soutelo 98 331

União das freguesias de Anjos e Vilar do Chão 119 778

União das freguesias de Caniçada e Soengas 91 749

União das freguesias de Ruivães e Campos 144 226

União das freguesias de Ventosa e Cova 98 331

Total – 1 569 620

Famalicão

Bairro 102 037

Brufe 84 772

Castelões 82 128

Cruz 78 357

Delães 104 110

Fradelos 121 214

Gavião 110 041

Joane 166 273

Landim  96 856

Louro 87 151

Lousado 112 550

Mogege 78 496

Nine 97 699

Pedome 81 272

Pousada de Saramagos 78 409

Requião 105 773

Riba de Ave 96 923

Ribeirão 176 610

Oliveira (Santa Maria) 104 350

Vale (São Martinho) 82 269

Oliveira (São Mateus) 90 988

Vermoim 97 532

Vilarinho das Cambas 81 319

União das freguesias de Antas e Abade de Vermoim 158 972

União das freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures 128 673

Avidos 78 425

Lagoa 73 848

União das freguesias de Carreira e Bente 96 515

Esmeriz 88 064

Cabeçudos 79 021

Gondifelos 97 003

Cavalões 82 956

Outiz 73 848

União das freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei 122 534

Ruivães 87 939

Novais 73 848

União das freguesias de Seide 84 294

União das freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela 159 587

União das freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário 282 879

Total – 4 085 535

Vila Verde

Atiães 78 620

Cabanelas 100 000

Cervães 104 170

Coucieiro 78 857

Dossãos 77 309

Freiriz 87 852

Gême 77 309

Lage 105 686

Lanhas 77 309

Loureira 82 132

Moure 89 713

Oleiros 85 716

Parada de Gatim 78 926

Pico 77 309

Ponte 77 309

Sabariz 77 309

Vila de Prado 131 785

Prado (São Miguel) 82 545

Soutelo 98 809

Turiz 90 419

Valdreu 103 902

Aboim da Nóbrega e Gondomar 105 689

União das freguesias da Ribeira do Neiva 235 506

União das freguesias de Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago) 104 641

União das freguesias de Escariz (São Mamede) e Escariz (São Martinho) 104 641

União das freguesias de Esqueiros, Nevogilde e Travassós 127 931

União das freguesias de Marrancos e Arcozelo 104 641

União das freguesias de Oriz (Santa Marinha) e Oriz (São Miguel) 104 478

União das freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós 128 821

União das freguesias de Sande, Vilarinho, Barros e Gomide 153 000

União das freguesias de Valbom (São Pedro), Passô e Valbom (São Martinho) 127 924

União das freguesias do Vade 169 426

Vila Verde e Barbudo 170 868

Total – 3 500 552

Vizela

Santa Eulália 132 279

Infias 77 300

Vizela (Santo Adrião) 86 373

União das freguesias de Caldas de Vizela (São Miguel e São João) 210 559

Tagilde 81 563

Vizela (São Paio) 77 695

Total – 665 769

Total – Distrito de Braga 36 832 402

Distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez

Aboim das Choças 77 309

Aguiã 79 651

Ázere 77 309

Cabana Maior 94 254

Cabreiro 121 674

Cendufe 77 309

Couto 82 545

Gavieira 129 627

Gondoriz 123 454

Miranda 89 905

Monte Redondo 77 309

Oliveira 77 309

Paçô 84 326

Padroso 89 081

Prozelo 81 748

Rio Frio 103 330

Rio de Moinhos 77 309

Sabadim 84 564

Jolda (São Paio) 77 309

Senharei 88 490

Sistelo 104 280

Soajo 138 946

Vale 96 813

União das freguesias de Alvora e Loureda 98 331

União das freguesias de Arcos de Valdevez (São Paio) e Giela 102 039

União das freguesias de Arcos de Valdevez (Salvador), Vila Fonche e Parada 123 699

União das freguesias de Eiras e Mei 90 450

União das freguesias de Grade e Carralcova 103 170

União das freguesias de Guilhadeses e Santar 90 450

União das freguesias de Jolda (Madalena) e Rio Cabrão 90 450

União das freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) 90 390

União das freguesias de Portela e Extremo 102 355

União das freguesias de São Jorge e Ermelo 115 620

União das freguesias de Souto e Tabaçô 98 191

União das freguesias de Távora (Santa Maria e São Vicente) 98 331

União das freguesias de Vilela, São Cosme e São Damião e Sá 112 696

Total – 3 450 023

Caminha

Âncora 71 971

Argela 76 574

Dem 84 030

Lanhelas 70 017

Riba de Âncora 73 582

Seixas 79 320

Vila Praia de Âncora 124 309

Vilar de Mouros 74 541

Vile 62 764

União das freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João) 151 960

União das freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho 100 032

União das freguesias de Gondar e Orbacém 99 133

União das freguesias de Moledo e Cristelo 91 978

União das freguesias de Venade e Azevedo 84 355

Total – 1 244 566

Melgaço

Alvaredo 78 914

Cousso 85 758

Cristoval 81 242

Fiães 94 254

Gave 95 758

Paderne 99 112

Penso 85 370

São Paio 87 465

União das freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro 217 108

União das freguesias de Chaviães e Paços 98 331

União das freguesias de Parada do Monte e Cubalhão 134 161

União das freguesias de Prado e Remoães 90 450

União das freguesias de Vila e Roussas 119 586

Total – 1 367 509

Monção

Abedim 89 781

Barbeita 87 621

Barroças e Taias 77 309

Bela 78 635

Cambeses 77 988

Lara 80 914

Longos Vales 96 470

Merufe 117 792

Moreira 78 135

Pias 90 494

Pinheiros 77 309

Podame 77 309

Portela 89 081

Riba de Mouro 96 204

Segude 77 309

Tangil 109 250

Trute 84 564

União das freguesias de Anhões e Luzio 107 175

União das freguesias de Ceivães e Badim 98 331

União das freguesias de Mazedo e Cortes 129 101

União das freguesias de Messegães, Valadares e Sá 118 866

União das freguesias de Monção e Troviscoso 133 464

União das freguesias de Sago, Lordelo e Parada 104 126

União das freguesias de Troporiz e Lapela 97 871

Total – 2 275 099

Paredes de Coura

Agualonga 82 213

Castanheira 86 040

Coura 84 102

Cunha 91 525

Infesta 82 226

Mozelos 77 309

Padornelo 83 388

Parada 82 986

Romarigães 86 261

Rubiães 87 366

Vascões 84 564

União das freguesias de Bico e Cristelo 99 264

União das freguesias de Cossourado e Linhares 98 331

União das freguesias de Formariz e Ferreira 113 473

União das freguesias de Insalde e Porreiras 108 544

União das freguesias de Paredes de Coura e Resende 107 799

Total – 1 455 391

Ponte da Barca

Azias 86 907

Boivães 77 330

Bravães 78 968

Britelo 92 776

Cuide de Vila Verde 77 309

Lavradas 86 236

Lindoso 131 454

Nogueira 77 309

Oleiros 77 309

Sampriz 84 503

Vade (São Pedro) 77 309

Vade (São Tomé) 76 967

União das freguesias de Crasto, Ruivos e Grovelas 119 142

União das freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil 145 603

União das freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães 151 221

União das freguesias de Touvedo (São Lourenço e Salvador) 90 971

União das freguesias de Vila Chã (São João Baptista e Santiago) 103 817

Total – 1 635 131

Ponte de Lima

Anais 89 800

São Pedro d’Arcos 81 221

Arcozelo 116 877

Beiral do Lima 84 625

Bertiandos 63 021

Boalhosa 76 856

Brandara 63 021

Calheiros 88 566

Calvelo 67 571

Correlhã 101 782

Estorãos 98 320

Facha 89 861

Feitosa 72 452

Fontão 71 428

Friastelas 77 309

Gandra 69 475

Gemieira 78 977

Gondufe 81 121

Labruja 96 541

Poiares 85 655

Refóios do Lima 98 084

Ribeira 86 709

Sá 63 021

Santa Comba 63 021

Santa Cruz do Lima 63 021

Rebordões (Santa Maria) 72 442

Seara 64 764

Serdedelo 82 404

Rebordões (Souto) 75 991

Vitorino das Donas 69 917

Arca e Ponte de Lima 120 567

Ardegão, Freixo e Mato 129 805

Gaifar 88 136

Sandiães 88 136

Vilar das Almas 88 136

Bárrio e Cepões 104 641

Cabaços e Fojo Lobal 104 641

Cabração e Moreira do Lima 125 802

Fornelos e Queijada 104 359

Labrujó, Rendufe e Vilar do Monte 111 471

Navió e Vitorino dos Piães 114 713

Total – 3 574 260

Valença

Boivão 89 081

Cerdal 98 527

Fontoura 86 886

Friestas 64 239

Ganfei 79 711

São Pedro da Torre 75 955

Verdoejo 64 638

União das freguesias de Gandra e Taião 101 896

União das freguesias de Gondomil e Sanfins 107 783

União das freguesias de São Julião e Silva 98 331

União das freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão 151 732

Total – 1 018 779

Viana do Castelo

Afife 88 075

Alvarães 97 039

Amonde 70 276

Anha 94 108

Areosa 130 770

Carreço 92 969

Castelo do Neiva 98 317

Darque 161 735

Freixieiro de Soutelo 80 055

Lanheses 82 801

Montaria 113 145

Mujães 75 989

São Romão de Neiva 75 903

Outeiro 90 341

Perre 103 410

Santa Marta de Portuzelo 113 917

Vila Franca 82 255

Vila de Punhe 86 174

Chafé 94 565

Barroselas 112 238

Carvoeiro 86 746

Cardielos 76 435

Serreleis 74 417

União das freguesias de Geraz do Lima (Santa Maria, Santa Leocádia e Moreira) e Deão 135 808

Mazarefes 76 598

Vila Fria 80 887

União das freguesias de Nogueira, Meixedo e Vilar de Murteda 122 053

União das freguesias de Subportela, Deocriste e Portela Susã 117 134

União das freguesias de Torre e Vila Mou 84 043

União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela 390 177

Total – 3 188 380

Vila Nova de Cerveira

Cornes 82 843

Covas 126 427

Gondarém 89 473

Loivo 84 647

Mentrestido 79 611

Sapardos 84 518

Sopo 98 745

União das freguesias de Campos e Vila Meã 107 843

União das freguesias de Candemil e Gondar 99 868

União das freguesias de Reboreda e Nogueira 98 730

União das freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe 107 354

Total – 1 060 059

Total – Distrito de Viana do Castelo 20 269 197

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Terras de Bouro: Cruz Vermelha de Rio Caldo “alheia” a demoras no socorro

12 October 2026 at 17:21

A Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) comunicou já esta segunda-feira “ser alheia” em “relação aos atrasos na prestação de socorro” na freguesia vizinha de Vilar da Veiga.

“Nas últimas semanas, a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa tem recebido preocupações de pessoas e de empresas da freguesia de Vilar da Veiga, no concelho de Terras de Bouro, em relação a atrasos na prestação de socorro”, segundo afirma a CVP de Rio Caldo.

“Apesar de sermos o meio de emergência geograficamente mais próximo, foram identificadas situações em que as suas ambulâncias e as suas equipas (socorristas), estando disponíveis, não foram acionadas para ocorrências naquela freguesia”, diz o comunicado enviado a O MINHO.

“A ativação e o despacho dos meios operacionais são da responsabilidade do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), desconhecendo por isso esta Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa os motivos que estiveram na origem dessas decisões”, acrescenta a CVP de Rio Caldo, afirmando que “toda a nossa população pode continuar a contar” com a delegação.

“Perante uma situação de emergência, a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa recomenda que a população contacte sempre o 112, indicando claramente a localização e a natureza da ocorrência, podendo informar o operador da proximidade desta Delegação”, refere.

“Está também disponível o contacto telefónico direto com atendimento 24 horas por dia esta estrutura operacional de socorro e de salvamento”, sendo que “a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o INEM e restantes entidades, mantendo o compromisso de servir a população com responsabilidade, dedicação e prontidão”, refere o comunicado da CVP de Rio Caldo emitido esta segunda-feira.

Meia centena de socorristas e quatro veículos de emergência

A Delegação de Rio Caldo da CVP é presidida por José Dias Antunes e coordenada por Jacob Alves, dispondo de meia centena de socorristas, sendo seis profissionais, a fim de corresponder às suas múltiplas solicitações.

Conta com quatro veículos de emergência, servindo todo o concelho e lugares de municípios limítrofes, até Montalegre, Vila Real, Trás-os-Montes. Dispõe ainda de dois veículos de transporte de doentes e um terceiro com idêntica finalidade, mas com a mais-valia de transportar doentes em macas.

Fundada a 29 de julho de 1985, a Delegação de Rio Caldo da CVP serve ininterruptamente há 41 anos uma área imensa, com destaque, nesta época estival do ano, para assistir caminheiros desorientados em trilhos e feridos nas cascatas do Gerês, além de durante o ano na assistência aos peregrinos até ao “Sãobentinho” (Santuário de São Bento da Porta Aberta), em Rio Caldo.

Tem também operacionais com formação em busca e salvamento em grandes áreas, Tripulante de Ambulância de Transportes (TAT) e de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS) condução de emergência, com intenção de diversificar cada vez mais a formação, de acordo com as necessidades da sua área de intervenção, segundo comunicação da estrutura de socorro e de salvamento.

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Governo ‘dá’ 667 milhões aos municípios do Minho: Guimarães é quem mais recebe

12 October 2026 at 16:05

Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).

No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.

Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).

No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.

Distrito de Braga

Amares – 15.472.638 euros

Barcelos – 67.430.659 euros

Braga – 69.847.301 euros

Cabeceiras de Basto – 18.095.387 euros

Celorico de Basto – 20.663.455 euros

Esposende – 17.478.545 euros

Fafe – 35.793.572 euros

Guimarães – 75-661.898 euros

Póvoa de Lanhoso – 17.123.023 euros

Terras de Bouro – 13.095.503 euros

Vieira do Minho – 14.698.923 euros

Vila Nova de Famalicão – 59.355.925 euros

Vila Verde – 34.784.838 euros

Vizela – 14.125.160 euros

Total – 473.626.827 euros

Distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez – 26.517.721 euros

Caminha – 12.699.506 euros

Melgaço – 12.855.327 euros

Monção – 18.027.381 euros

Paredes de Coura – 12.996.839 euros

Ponte da Barca – 14.202.199 euros

Ponte de Lima – 32.224.516 euros

Valença – 12.492.641 euros

Viana do Castelo – 39.246.384 euros

Vila Nova de Cerveira – 12.183.265 euros

Total: 193.445.779 euros

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