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Uma agenda para o setor elétrico brasileiro a partir de 2027

22 October 2026 at 12:00

O próximo governo encontrará um setor elétrico diferente daquele previsto pela reforma de 2004. O Brasil construiu uma matriz elétrica altamente renovável, atraiu investimentos privados e ampliou a geração. Mas essa expansão não foi acompanhada pela modernização dos mercados que coordenam a operação e orientam os investimentos.

O resultado é um paradoxo: temos energia renovável abundante, mas dificuldades crescentes para aproveitá-la, custos elevados para garantir o suprimento e tarifas que comprometem a competitividade. O problema não está na transição energética nem em uma fonte específica, mas na incapacidade de adaptar as instituições à nova realidade tecnológica. Sua prioridade dependerá dos objetivos do próximo governo.

O sistema brasileiro foi concebido quando as hidrelétricas forneciam simultaneamente energia e flexibilidade operativa. A expansão eólica e solar mudou essa relação. Durante o dia, a geração fotovoltaica reduz a produção das demais usinas; ao entardecer, sua retirada exige rápida elevação da geração controlável. Erros de previsão renovável também precisam ser compensados continuamente.

A flexibilidade, antes abundante, tornou-se valiosa, mas o mercado ainda não dispõe de preços capazes de revelar adequadamente seu valor econômico, apesar de experiências internacionais.

As consequências se reforçam. Sem preços para serviços operativos, faltam incentivos a baterias, resposta da demanda e outras fontes de flexibilidade. Subsídios a tecnologias específicas estimulam novos projetos mesmo quando sua contribuição adicional é pequena. Quando a geração renovável supera o consumo ou a capacidade de escoamento, o operador determina cortes compulsórios, o chamado curtailment.

Ao mesmo tempo, no pôr do sol, quando dezenas de gigawatts de geração solar distribuída deixam de contribuir para o atendimento da demanda, o governo contrata, por leilões de reserva de capacidade, recursos na alta tensão por longos períodos, repassando os custos aos consumidores.

Não se questiona a segurança do suprimento nem a importância dos leilões. A questão é o salto lógico de que contratações de longo prazo são a melhor forma de lidar com as falhas de um mercado de curto prazo que não precifica os serviços exigidos pela operação. Sem corrigir a origem, cada necessidade produz um novo encargo, subsídio ou contratação. Soluções apresentadas como “pragmáticas” mascaram problemas estruturais, cujos custos se acumulam como juros compostos.

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que cresceu em média 16,5% ao ano desde 2004, ilustra o avanço dos encargos. O resultado é um setor mais complexo, oneroso e dependente de decisões administrativas.

O próximo governo pode interromper esse processo em três frentes.

A primeira é aproximar os preços da operação física, mas princípio básico amplamente violado no Brasil. Mercados do dia seguinte e de tempo real, com dupla contabilização e preços vinculados ao despacho otimizado a cada dez minutos, revelariam o valor da energia em diferentes horários e localidades. É preciso também precificar serviços ancilares, sobretudo as reservas que compensam a variabilidade e a incerteza renováveis. Sua remuneração deve ser competitiva e tecnologicamente neutra, permitindo a participação de hidrelétricas, termelétricas, baterias e consumidores.

Os custos dessas reservas devem ser alocados segundo sua causalidade econômica, evitando transferências indevidas. O ERCOT, operador do Texas, reduziu em 2010 os intervalos de seu mercado de tempo real de 15 para cinco minutos e introduziu, em dezembro de 2025, a cootimização de energia e serviços ancilares, com benefícios estimados em mais de US$ 1 bilhão.

A segunda é reformular a expansão. Os leilões devem deixar de contratar tecnologias e quantidades predeterminadas para avaliar a contribuição integrada de cada projeto, inclusive a entrada de grandes cargas, como data centers. O valor de uma usina depende de quando e onde produz, da flexibilidade que oferece, da transmissão e de sua complementaridade com o parque existente, não apenas do preço da energia ou da potência firme.

Modelos de planejamento já utilizados no setor, e com os quais a EPE tem ampla experiência, permitem integrar geração, armazenamento, transmissão e confiabilidade para selecionar projetos em um leilão que seleciona ao menor custo global. Os leilões podem incorporar ofertas de grandes consumidores pelo acesso à rede, condicionando sua entrada a contribuições que cubram os custos adicionais de integração.

Isso posicionaria o Brasil como polo de geração e grandes cargas, com responsabilidade econômica, preservando o planejamento centralizado e usando a competição para selecionar investimentos.

A terceira é modernizar o varejo, reconhecendo as diferenças entre consumidores e oferecendo incentivos para que respondam às condições do sistema. No segmento residencial, mudar tarifas isoladamente tem efeito limitado. É preciso combinar preços e tecnologia, como ocorreu com os eletrodomésticos no racionamento em 2001, agora para promover flexibilidade.

O desafio inclui não apenas o consumo, mas também a injeção solar distribuída. Experiências internacionais mostram como incentivar baterias e equipamentos que ajustem automaticamente seu funcionamento às necessidades do sistema, sem comprometer o conforto. Isso exige uma agenda ministerial coordenada com a indústria de equipamentos.

Nos segmentos comercial e industrial, o retorno econômico estimula mais diretamente a gestão do consumo e a oferta de flexibilidade. Para aproveitar esse potencial, é preciso reformar a remuneração das distribuidoras, hoje centrada em retorno sobre CAPEX, e desenvolver mercados locais de flexibilidade, novos mecanismos de remuneração e pagamento e novos modelos de negócio, como nos Estados Unidos e na Europa. Esses mercados devem integrar-se ao atacado, com a participação de agregadores e comercializadores varejistas.

Essas frentes não significam substituir o planejamento por um mercado desregulado. Exigem planejamento integrado ao mercado, instrumentos econômicos coerentes com a operação e implementação gradual, com testes, cronograma público e segurança jurídica. A abertura do varejo deve ampliar escolhas sem ocultar custos em encargos.

O Brasil pode transformar sua matriz elétrica em vantagem competitiva duradoura. O desafio não é escolher tecnologias vencedoras, mas criar regras capazes de atrair os recursos necessários. Uma política energética bem-sucedida entrega eletricidade confiável, limpa e acessível. Precisamos de menos exceções e melhores regras.

Problemas complexos raramente admitem soluções simples, mas o setor já demonstrou capacidade para enfrentá-los. Sem uma reforma abrangente, uma vantagem estratégica continuará a produzir custos e obstáculos ao desenvolvimento. O próximo governo terá de escolher entre enfrentar as causas estruturais ou continuar administrando suas consequências.

* Alexandre Street é professor associado, PUC-Rio, Tinker Visiting Professor, Stanford University

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.

WEG anuncia lucro de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, alta de 0,9%

21 October 2026 at 12:03

A fabricante de equipamentos catarinense WEG registrou lucro líquido de R$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi acompanhado pelo avanço das vendas, principalmente no mercado externo.

A margem líquida, que mede a parcela da receita convertida em lucro, ficou em 15,3%, ante 16,1% um ano antes, queda de 0,8 ponto percentual. A receita operacional líquida somou R$ 10,8 bilhões entre julho e setembro, aumento de 5,7% na comparação anual.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 3,1%, para R$ 2,345 bilhões. A margem Ebitda recuou de 22,2% para 21,6%. Os custos dos produtos vendidos avançaram 6,8%, acima do crescimento da receita, e atingiram R$ 7,29 bilhões. Com isso, a margem bruta caiu 0,7 ponto percentual, para 32,9%.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido da WEG somou R$ 4,68 bilhões, queda de 2,2% em relação aos primeiros nove meses de 2025. A receita recuou 0,3%, para R$ 30,4 bilhões, enquanto o Ebitda diminuiu 0,7%, para R$ 6,66 bilhões.

À CNN, o diretor financeiro da companhia, André Rodrigues, destacou o avanço no mercado externo, que respondeu por 62,5% da receita total, participação recorde na história da empresa, ante 61% no terceiro trimestre de 2025. A receita externa alcançou R$ 6,78 bilhões, alta de 8,3%.

Medida em dólares, a receita externa aumentou 14,8%, para US$ 1,321 bilhão, apesar da valorização do real. O dólar médio utilizado pela companhia passou de R$ 5,45 no terceiro trimestre de 2025 para R$ 5,14 no mesmo período de 2026.

O segmento de data centers segue firme e agora começa a fazer receita com demanda por equipamentos auxiliares, como geradores e sistema de refrigeração.

“A demanda por grupos geradores para atender data centers tem crescido. A aquisição da Marathon, nos EUA, foi estratégica. Anunciamos um crescimento de grande porte para aumentar nossa produção de geradores na América do Norte”, disse Rodrigues. “Como trimestre passado, tivemos crescimento de sistemas de ventilação e refrigeração voltado a data centers”, acrescentou.

Outro destaque é a área de geração, transmissão e distribuição de energia, cuja receita no exterior cresceu 24,1%, para R$ 2,495 bilhões. Nesse segmento, a WEG apontou oportunidades na América do Norte, sobretudo em transformadores destinados ao reforço da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos.

Na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, a empresa também destacou a demanda externa do setor de óleo e gás.

No Brasil, a receita aumentou 1,8%, para R$ 4,073 bilhões. O desempenho foi sustentado principalmente pelas entregas de projetos de ciclo longo, como equipamentos de transmissão e distribuição e sistemas de automação. O negócio de geração solar, por outro lado, continuou pressionado pela menor demanda de geração distribuída e pela ausência de novos projetos de geração de grande porte (centralizada).

De acordo com Rodrigues, a companhia investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão da capacidade produtiva, máquinas, equipamentos e softwares no trimestre. O valor representa crescimento de 34,6% sobre os R$ 672,6 milhões aplicados no mesmo período de 2025. As unidades no exterior receberam 60,2% dos recursos.

Entre os projetos estão ampliações da produção de transformadores no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos, além da expansão da capacidade de motores de alta tensão na China.

A pressão sobre a margem bruta foi um ponto de atenção e refletiu principalmente o encarecimento de matérias-primas, com destaque para o cobre, além das mudanças e do aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos. A companhia também apontou despesas com pessoal em patamar mais elevado, relacionadas à expansão da capacidade produtiva.

Destaques do trimestre

Entre os fatos relevantes ocorridos julho e setembro, empresa anunciou um investimento de R$ 330 milhões para dobrar a capacidade de produção de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), em Itajaí (SC).

A empresa também anunciou que foi contratada pela Engie Brasil Energia para fornecer duas unidades geradoras destinadas à expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara, em um projeto com investimento total de R$ 1,2 bilhão.

A empresa catarinense anunciou também um investimento de US$ 165 milhões, cerca de R$ 840 milhões, para ampliar sua produção de geradores na América do Norte.

Equatorial obtém liminar e barra desativação de térmica da Siemens Energy

21 October 2026 at 09:00

A Equatorial Pará obteve uma liminar na Justiça paraense que determina a manutenção da termelétrica de Afuá como reserva operacional por um prazo inicial de 30 dias. A usina pertence à Energy Assets, do grupo Siemens Energy, e deverá permanecer disponível para atender emergências no fornecimento de energia ao município.

A manutenção da usina ocorre após o anúncio da desativação da geração a diesel no município. Em abril, a própria Equatorial divulgou obras para desligar a planta e integrar Afuá ao SIN (Sistema Interligado Nacional), apresentando a mudança como uma forma de oferecer energia mais estável, limpa e econômica.

Agora, a distribuidora sustenta que a conexão ao sistema nacional ainda exige a preservação da usina para situações de emergência. A liminar, assinada pelo juiz Erick Costa Figueira suspende a desconexão e a desmobilização da estrutura e determina o restabelecimento das condições de prontidão em até 24 horas da intimação, incluindo equipe técnica de plantão.

Segundo a decisão a qual a CNN obteve acesso, o descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão, após intimação pessoal e observados os prazos de cumprimento.

De acordo com o documento, a interligação de Afuá foi conectada ao SIN (Sistema Interligado Nacional) em 31 de agosto de 2026, mas a geração local ainda seria necessária para garantir segurança ao atendimento.

A Equatorial Pará argumenta que uma falha em um dos cabos subaquáticos que atendem a região poderia sobrecarregar o circuito remanescente. A Energy Assets havia comunicado o encerramento das operações a partir de 14 de outubro, com início das desconexões, retirada das equipes de plantão e indisponibilidade de acionamento da unidade.

Em nota, a Equatorial disse que a interligação do município de Afuá ao SIN representa um importante avanço para o fornecimento de energia elétrica na região. No entanto, mesmo com a interligação, o município ainda necessita de uma estrutura de geração de reserva (backup), capaz de assegurar a continuidade do fornecimento em situações de contingência, especialmente diante de eventuais falhas nos cabos subaquáticos que abastecem a localidade.

Nesse contexto, a manutenção temporária da Usina Termelétrica (UTE) Afuá como reserva operacional é uma medida preventiva essencial para garantir a segurança energética da população.

“Por essa razão, a Equatorial Pará recorreu à Justiça para assegurar a permanência dessa estrutura de backup até que o sistema disponha de condições técnicas adequadas para operar com segurança sem a necessidade desse suporte.”

Já a Energy Assets está ciente da liminar emitida na última sexta-feira (16), no âmbito do processo que trata de questões contratuais, técnicas e regulatórias relacionadas à operação da térmica Afuá. “A usina permanece em condição operacional enquanto avançamos nas tratativas necessárias. Seguimos comprometidos com uma transição segura e responsável da operação e continuaremos contribuindo para a construção de uma solução adequada e sustentável para a unidade.”

A decisão também descreve um impasse comercial. Na análise preliminar do juiz, os documentos indicam que a formalização do contrato de backup de Afuá foi condicionada à aceitação integral das condições propostas para o 30º termo aditivo, relativo a outras usinas.

Para o magistrado, essa vinculação, associada à desmobilização imediata, justifica a preservação temporária da estrutura. A decisão cita os “deveres de cooperação e proteção decorrentes da boa-fé objetiva” durante a transição de uma relação ligada à prestação de serviço essencial, mas ressalva que ainda não há conclusão definitiva sobre eventual abuso ou sobre as condições econômicas da contratação.

O juiz reconheceu que a conexão ao sistema nacional e a ausência de contrato de backup assinado impedem presumir a prorrogação automática do acordo anterior. O custeio da disponibilidade operacional e da eventual geração emergencial ficará a cargo da Equatorial Pará.

O magistrado também determinou que a concessionária apresente estudos técnicos que sustentem o risco alegado, informações sobre as autorizações da reserva e um cronograma atualizado da solução substitutiva. A empresa deverá esclarecer a divergência entre as previsões de maio e novembro de 2027 mencionadas na ação.

Eneva se diz pronta para substituir projetos da EPP e prevê atrasos em 2028

21 October 2026 at 08:30

O CEO da Eneva, Lino Cançado, afirmou que considera a companhia a mais bem posicionada para ocupar o espaço dos projetos da EPP (Evolution Power Partners) no leilão de reserva de capacidade, caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mantenha a inabilitação das usinas. O executivo alertou, porém, que os projetos poderão enfrentar atrasos nas entregas previstas para 2028.

Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Cançado disse que o prazo disponível para executar esses empreendimentos, que antes era de dois anos e meio, agora é inferior a dois anos. Segundo ele, será necessário considerar as dificuldades para obter equipamentos, contratar empresas e conseguir licenças.

“Certamente os projetos sofrerão atrasos e aí vai ter uma discussão de quanto a Aneel vai dar de prazo adicional para aquelas empresas que sejam habilitadas nessa hipótese para elas poderem se organizar e entregar os projetos”, afirmou.

A avaliação se refere à hipótese de a diretoria da Aneel confirmar a exclusão dos projetos da EPP e permitir a convocação de outros empreendimentos. A CPL (Comissão Permanente de Leilões) inabilitou os consórcios liderados pela empresa, com projetos que somam cerca de 1,7 GW de capacidade, por entender que não comprovaram a qualificação econômico-financeira exigida no edital.

A EPP contesta o entendimento e busca reverter a decisão. Se a inabilitação for mantida, projetos de Eneva e Global Participações em Energia poderão ser chamados, respeitada a ordem de classificação do leilão.

Cançado avaliou que as entregas previstas para 2029 teriam prazo suficiente para uma empresa já posicionada no mercado de equipamentos. Para 2028, afirmou que a execução também é possível, embora com dificuldades adicionais e perspectiva de atraso.

“Nós estamos posicionados no mercado de equipamento, temos condições tranquilamente de entregar 2029 e 2028 nós também temos condições”, disse.

Ao defender a posição da Eneva, o executivo citou a capacidade financeira e o acesso a equipamentos e fornecedores. Segundo ele, a companhia é a maior cliente da GE Vernova na América do Sul e também é cliente da Siemens Energy.

A empresa tem, ainda, projetos desenvolvidos internamente que poderiam se enquadrar na contratação, afirmou Cançado.

Outros interessados

O interesse pelos empreendimentos da EPP também atraiu a Âmbar, braço de energia do grupo J&F, dos irmãos Batista. Conforme a CNN noticiou com exclusividade, a companhia assinou uma opção de compra sobre projetos da EPP selecionados no leilão.

Cançado também alertou para os efeitos de uma eventual demora na definição da contratação sobre a oferta de potência no sistema elétrico. Na avaliação dele, haverá risco se a capacidade dos projetos inabilitados não for reposta ou se os empreendimentos convocados não forem entregues no prazo.

“Já existe um buraco de potência no sistema para 2028 que já é conhecido. Então, se isso não se resolver logo e se não tiver um empreendedor com capacidade e com confiabilidade que vai entregar, eu diria que o próximo governo, seja quem for, já vai entrar com esse problema para resolver”, afirmou.

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