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Vaso sanitário feito com mais de 100 kg de ouro maciço é leiloado por US$ 10 milhões

22 October 2026 at 11:35

Um vaso sanitário feito com mais de 100 quilos de ouro maciço foi leiloado por cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) na casa de leilões Sotheby’s, em Nova York. A obra, intitulada “América”, de autoria do italiano Maurizio Cattelan, já contou com três exemplares desde a sua execução, em 2016.

A versão que foi vendida pertencia a um colecionador não identificado desde 2017. Já a outra versão foi exibida em um banheiro individual totalmente funcional no Museu Guggenheim, em Nova York, onde, ao longo de um ano, mais de 100 mil visitantes esperaram para utilizá-lo.

Posteriormente, o museu ofereceu o vaso sanitário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu primeiro mandato, após o líder americano pedir um quadro de Van Gogh emprestado. Em 2019, ele ficou exposto no Palácio de Blenheim, onde Winston Churchill nasceu.

Em setembro do mesmo ano, a privada de ouro foi roubada, causando danos significativos e inundações na estrutura, informou a polícia na época.

James Sheen, de 39 anos, confessou-se culpado de roubo no Tribunal da Coroa de Oxford, segundo a agência de notícias PA Media do Reino Unido, citando o Serviço de Acusação da Coroa.

O vaso de ouro, segundo a descrição da Sotheby’s, foi defendido, escandalizado e creditado por fomentar um discurso revolucionário sobre o que a arte deveria significar e qual o valor desse significado. Hoje, porém, “America” constitui uma espécie de xeque-mate, opondo-se até aos adversários mais mordazes de Cattelan com a objetividade absoluta do seu valor.

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Ferrari F50 com menos de 200 km poderá ser leiloado por R$ 100 milhões

22 October 2026 at 08:30

Um Ferrari F50 de 1997 com apenas 170 km rodados pode estabelecer um novo recorde de preço para o modelo. O superesportivo será oferecido em um leilão marcado para 31 de outubro, com expectativa de superar US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 milhões).

Se a estimativa se confirmar, o exemplar poderá se tornar o F50 mais caro já vendido em um leilão público. Produzido entre 1995 e 1997, o Ferrari F50 teve apenas 349 unidades fabricadas. A quilometragem excepcionalmente baixa é um dos principais fatores que explicam a expectativa de valorização.

O carro em questão é do último ano de produção e foi entregue novo no Reino Unido. Desde então, permaneceu praticamente parado por quase três décadas.

Como é o esportivo?

O F50 é equipado com motor V12 aspirado de 4,7 litros, derivado da experiência da Ferrari na Fórmula 1. O conjunto mecânico privilegia a condução direta e a conexão entre motorista e máquina, sem os sistemas híbridos que se tornaram comuns nos superesportivos atuais.

Por isso, o modelo é considerado uma peça importante na história da fabricante italiana e desperta o interesse de colecionadores.

F50 é um dos carros mais icônicos da marca
F50 é um dos carros mais icônicos da marca • Divulgação

A cifra projetada supera os valores recentes alcançados por outros exemplares. Em agosto, um F50 amarelo, na cor Giallo Modena, foi vendido por US$ 14,575 milhões, cerca de R$ 78,7 milhões, tornando-se o modelo mais caro da linha vendido publicamente até então.

Outro F50 vermelho, que pertenceu ao ex-boxeador Mike Tyson, foi negociado por US$ 12,1 milhões, aproximadamente R$ 65,3 milhões, também em agosto.

Até recentemente, exemplares do F50 costumavam ser negociados por valores entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões. A valorização ganhou força em 2025, quando um modelo amarelo que pertenceu ao estilista Ralph Lauren foi vendido por US$ 9,2 milhões, cerca de R$ 49,7 milhões.

Caso o exemplar de 1997 ultrapasse a marca de R$ 100 milhões, o F50 entrará em um grupo restrito de carros de coleção com valores comparáveis aos do lendário McLaren F1.

F50 é um dos carros mais icônicos da marca
F50 é um dos carros mais icônicos da marca • Divulgação

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Governo realiza nesta quinta leilão inédito de gás para indústria de base

22 October 2026 at 08:00

O governo realiza nesta quinta-feira (22), em São Paulo, o primeiro leilão de gás natural processado destinado à indústria de base. Organizada pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), a iniciativa busca ampliar a concorrência no mercado e reduzir o custo do combustível para o setor produtivo.

A disputa começa às 9h, pela plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com acompanhamento presencial na sede da entidade, na capital paulista.

Segundo a PPSA, 36 empresas estão habilitadas para disputar os 110 lotes, cada um equivalente a 10 mil metros cúbicos diários. A oferta total será de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027.

“Estamos colocando o pré-sal a serviço da indústria brasileira. Esse leilão aumenta a oferta, traz mais competição para o mercado e faz com que o gás da União chegue diretamente para a indústria a um preço mais competitivo. É uma medida que reduz custos para quem produz, fortalece a indústria nacional e ajuda a gerar emprego e renda no país”, disse em nota o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Em recente entrevista à CNN, o diretor-presidente da PPSA, Luís Fernando Paroli, estimou que o gás poderá chegar às indústrias por cerca de US$ 9 por milhão de BTU, já considerados impostos, transporte e distribuição. Segundo ele, a economia seria de US$ 3 a US$ 4 por milhão de BTU em relação aos preços pagos pelas empresas.

Na primeira rodada, a disputa terá cinco etapas, uma para cada grupo industrial. As empresas concorrerão apenas com participantes do mesmo segmento, conforme a seguinte distribuição inicial:

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Cada grupo econômico poderá adquirir até 16 lotes na primeira rodada, equivalentes a 160 mil metros cúbicos por dia, respeitada a demanda habilitada. Caso sobrem volumes, haverá uma segunda rodada aberta a todas as empresas habilitadas, sem as cotas por setor e sem esse limite de lotes, mas ainda limitada à demanda remanescente de cada participante.

O preço será calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações dos contratos futuros de Henry Hub, referência americana para o gás natural, acrescidos de um adicional definido na disputa. As ofertas com os maiores adicionais terão prioridade na distribuição dos lotes. O cálculo também considerará a cotação média do dólar no mês anterior ao fornecimento.

O gás produzido no pré-sal será escoado e processado pela Petrobras e disponibilizado aos compradores na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro.

A partir desse ponto, o transporte até as instalações industriais ficará sob responsabilidade dos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora habilitada.

Primeiro leilão de gás da União tem 36 empresas habilitadas

21 October 2026 at 18:49

O primeiro leilão de gás da União, realizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), que ocorrerá nesta quinta-feira (22), terá com 36 proponentes habilitados para disputar os 110 lotes de gás natural que serão ofertados ao mercado.

O certame está marcada para às 9h e será feito em formato on-line, por meio da plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Ao todo, cinco setores da indústria de base poderão participar.

Serão ofertados 1,1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural da União, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027.

O leilão, que oferecerá diretamente aos consumidores o gás natural processado pertencente à União, busca ampliar o número de agentes no mercado de gás, promovendo uma maior liquidez, e contribuir para a competitividade da indústria brasileira.

Dinâmica do certame

O leilão ocorrerá em cinco etapas sequenciais, cada uma destinada a um segmento da indústria.

Ao final de cada etapa do leilão, a CCEE divulgará os resultados da rodada, incluindo os vencedores e o preço médio do gás natural comercializado.

A primeira terá início às 9h, com a oferta total de 100 mil m³/dia (10 lotes) para o setor vidreiro. Na sequência, às 9h50, será a vez do setor ceramista, com 200 mil m³/dia (20 lotes).

Às 10h40, começará a etapa destinada aos setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração, com 320 mil m³/dia (32 lotes).

Já o segmento químico e petroquímico participará a partir das 11h30, com oferta de 350 mil m³/dia (35 lotes).

O último bloco deve ocorrer às 12h20, e será dedicada ao setor de fertilizantes nitrogenados, com 130 mil m³/dia (13 lotes).

Cada lote corresponderá a 10 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Os compradores participarão virtualmente da etapa referente ao seu segmento e poderão adquirir, inicialmente, de um a 16 lotes, respeitando o limite de consumo de sua indústria previamente declarado na fase de habilitação.

As empresas deverão apresentar suas propostas indicando a quantidade de lotes desejada e o prêmio oferecido. Após a abertura das propostas iniciais, terá início a etapa dinâmica, na qual os participantes poderão apresentar novos lances, aumentando o prêmio. Serão vencedoras as propostas que oferecerem os maiores prêmios ao governo.

Caso haja lotes remanescentes ao final das cinco etapas, será realizada uma última rodada, prevista para começar às 13h10.

Nesta fase, todas as empresas habilitadas poderão disputar os volumes disponíveis, independentemente do segmento industrial, sem limite máximo de lotes por participante, desde que seja respeitada sua capacidade de consumo declarada.

Eneva se diz pronta para substituir projetos da EPP e prevê atrasos em 2028

21 October 2026 at 08:30

O CEO da Eneva, Lino Cançado, afirmou que considera a companhia a mais bem posicionada para ocupar o espaço dos projetos da EPP (Evolution Power Partners) no leilão de reserva de capacidade, caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mantenha a inabilitação das usinas. O executivo alertou, porém, que os projetos poderão enfrentar atrasos nas entregas previstas para 2028.

Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Cançado disse que o prazo disponível para executar esses empreendimentos, que antes era de dois anos e meio, agora é inferior a dois anos. Segundo ele, será necessário considerar as dificuldades para obter equipamentos, contratar empresas e conseguir licenças.

“Certamente os projetos sofrerão atrasos e aí vai ter uma discussão de quanto a Aneel vai dar de prazo adicional para aquelas empresas que sejam habilitadas nessa hipótese para elas poderem se organizar e entregar os projetos”, afirmou.

A avaliação se refere à hipótese de a diretoria da Aneel confirmar a exclusão dos projetos da EPP e permitir a convocação de outros empreendimentos. A CPL (Comissão Permanente de Leilões) inabilitou os consórcios liderados pela empresa, com projetos que somam cerca de 1,7 GW de capacidade, por entender que não comprovaram a qualificação econômico-financeira exigida no edital.

A EPP contesta o entendimento e busca reverter a decisão. Se a inabilitação for mantida, projetos de Eneva e Global Participações em Energia poderão ser chamados, respeitada a ordem de classificação do leilão.

Cançado avaliou que as entregas previstas para 2029 teriam prazo suficiente para uma empresa já posicionada no mercado de equipamentos. Para 2028, afirmou que a execução também é possível, embora com dificuldades adicionais e perspectiva de atraso.

“Nós estamos posicionados no mercado de equipamento, temos condições tranquilamente de entregar 2029 e 2028 nós também temos condições”, disse.

Ao defender a posição da Eneva, o executivo citou a capacidade financeira e o acesso a equipamentos e fornecedores. Segundo ele, a companhia é a maior cliente da GE Vernova na América do Sul e também é cliente da Siemens Energy.

A empresa tem, ainda, projetos desenvolvidos internamente que poderiam se enquadrar na contratação, afirmou Cançado.

Outros interessados

O interesse pelos empreendimentos da EPP também atraiu a Âmbar, braço de energia do grupo J&F, dos irmãos Batista. Conforme a CNN noticiou com exclusividade, a companhia assinou uma opção de compra sobre projetos da EPP selecionados no leilão.

Cançado também alertou para os efeitos de uma eventual demora na definição da contratação sobre a oferta de potência no sistema elétrico. Na avaliação dele, haverá risco se a capacidade dos projetos inabilitados não for reposta ou se os empreendimentos convocados não forem entregues no prazo.

“Já existe um buraco de potência no sistema para 2028 que já é conhecido. Então, se isso não se resolver logo e se não tiver um empreendedor com capacidade e com confiabilidade que vai entregar, eu diria que o próximo governo, seja quem for, já vai entrar com esse problema para resolver”, afirmou.

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