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Extensão de Saúde da Tôr remodelada vai dar resposta a mais de 500 utentes

8 August 2026 at 07:06

Foram inauguradas esta quarta-feira as obras de requalificação da Extensão de Saúde da Tôr, um investimento que pretende reforçar os cuidados de saúde de proximidade no interior do concelho de Loulé.

Passado quase um ano após ter recuperado a autonomia administrativa (a Tôr voltou a ser freguesia nas eleições autárquicas de 2025), este momento reveste-se de especial importância para um território marcado pelo envelhecimento demográfico e integra uma estratégia local de fixação de população.

Como frisou André Pedro, presidente da Junta de Freguesia da Tôr, “durante demasiados anos” verificou-se uma degradação desta Extensão de Saúde, com problemas ao nível de infiltrações nas paredes e desgaste no mobiliário, afetando o dia a dia de trabalhadores e atendimento dos utentes. “Os nossos profissionais de saúde mereciam um local digno para exercer a sua missão, e os nossos cidadãos mereciam ser recebidos com o máximo respeito e conforto”, afirmou este responsável.

As instalações, que desde o mês de maio integram a Unidade de Saúde Familiar Soberana, vão prestar cuidados de saúde primários a 506 utentes. O serviço será assegurado por um médico de família, um enfermeiro e um secretário clínico.

Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, destacou o facto desta intervenção constituir-se como uma importante medida de coesão territorial: “É a garantia de que quem vive no interior do concelho não tem de percorrer quilómetros para ser atendido, não tem de adiar uma consulta, não tem de sentir que viver longe do litoral é viver com menos direitos”.

A reabertura deste espaço de saúde complementa outras medidas recentes da Autarquia na Tôr, com vista a atrair população a esta freguesia do barrocal, mas que se encontra a poucos quilómetros da cidade de Loulé. Destaca-se o investimento em telecomunicações, a revisão do PDM que contempla áreas para construção de infraestruturas públicas e a promoção deste território recentemente reconhecido pela UNESCO, através do Geoparque Algarvensis. 

Também a melhoria dos serviços de saúde constitui um fator para “atrair pessoas e dar-lhes razões concretas para escolherem viver aqui”.

Telmo Pinto recordou a aposta que o Município de Loulé tem feito na área da saúde, destacando a construção do Centro de Saúde Universitário e do edifício do INEM. Em relação a este último, o presidente da Autarquia pretende pedir explicações ao Governo, numa altura em que foi anunciado o encerramento do CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes.

Para além desta intervenção na Tôr, a Câmara Municipal de Loulé adquiriu também monoblocos (instalações temporárias) para a Unidade de Saúde Familiar Estrela do Mar, em Quarteira, para o Centro de Saúde de Loulé e para a Unidade de Saúde Familiar Soberana. Estão também em curso melhorias no Centro de Saúde de Loulé e planeadas as futuras instalações da USF Soberana, que serve atualmente 8963 utentes.

Durante a cerimónia, Telmo Pinto falou também da construção do futuro Hospital Central do Algarve, o “projeto estruturante para a saúde de toda a região”. A Associação de Municípios Loulé/Faro já dispõe de 13 hectares de terreno para ceder à construção desta infraestrutura. Por outro lado, as duas autarquias fecharam há duas semanas o seu “contributo futuro para a construção das áreas envolventes”, um investimento de 1 milhão de euros. “Loulé não é um espectador deste processo, é parte interessa e ativa. Não será por nós que o Hospital não se concretizará!”, sublinhou ainda o edil. 

 Da parte da Unidade Local de Saúde do Algarve, Rúben Martins destacou a parceria com o Município de Loulé e lembrou a importância de atrair profissionais às zonas do interior. “A ULS procura constantemente as melhores soluções para colocar os médicos de família em todos locais, o que não é fácil porque há escassez de recursos humanos. Temos procurado que não falte apoio às comunidades ao nível da saúde”, notou.

A campanha de vacinação antirrábica em Olhão vai até 6 de agosto

3 August 2026 at 07:00

Todos os interessados que pretendam vacinar os seus cães, ou proceder à respetiva identificação eletrónica, poderão fazê-lo de acordo com a seguinte calendarização:

Quelfes
– Junta de Freguesia – 11 junho 10:00
– Poço Longo – 25 de junho 10:00
– Restaurante Cavaleiro – 02 julho 10:00

Pechão
– Parque Desportivo – 09 julho 10:00

Moncarapacho
– Armazém da Junta de Freguesia – 23 julho 10:00

Fuseta
– Junta de Freguesia – 06 agosto 10:00

Para além dos locais e datas indicados, a vacinação antirrábica podem ser efetuados no Consultório Municipal, às segundas, quartas e sextas feiras, das 11:00 às 12:30.

APMEDIO alerta que nova Portaria poderá excluir a maioria da comunicação social regional e local da publicidade institucional dos Fundos Europeus

28 July 2026 at 07:09

A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online alertou hoje para os efeitos da Portaria n.º 263-B/2026/1, de 15 de junho, considerando que os critérios de elegibilidade nela previstos poderão excluir uma parte muito significativa dos órgãos de comunicação social regionais e locais portugueses do regime de publicidade institucional relativo aos projetos financiados pelos Fundos Europeus.
Segundo a Associação, a Portaria remete, para efeitos de elegibilidade, para a alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2007, que exige que a entidade proprietária ou editora disponha de:
“…pelo menos, cinco profissionais com contrato de trabalho ao seu serviço, dos quais três jornalistas com carteira profissional, e uma tiragem média mínima por edição de 5000 exemplares nos seis meses anteriores à data de apresentação do requerimento de candidatura, caso a periodicidade com que se encontrem registadas seja igual ou inferior à trissemanal.”

Na perspetiva da APMEDIO, estes requisitos foram concebidos para uma realidade da comunicação social existente há quase vinte anos e não refletem a estrutura atual da comunicação social regional e local portuguesa, constituída maioritariamente por pequenas e microempresas. A Associação considera que a aplicação destes critérios poderá impedir que muitos órgãos de comunicação social de proximidade participem na divulgação institucional dos projetos financiados pela União Europeia, apesar do papel que desempenham diariamente na informação das comunidades locais.
“A qualidade do jornalismo não depende da dimensão da empresa nem do número de trabalhadores ao seu serviço. Depende da responsabilidade editorial, do cumprimento da lei e da confiança conquistada junto das comunidades.”
A APMEDIO defende que os critérios de elegibilidade deveriam privilegiar fatores como:

  • o registo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC);
  • a existência de Estatuto Editorial;
  • a designação de Diretor de Informação;
  • o cumprimento do Estatuto do Jornalista e das restantes normas legais aplicáveis;
  • a atividade editorial regular;
  • a efetiva implantação territorial do órgão de comunicação social.
    Na opinião da Associação, estes elementos constituem uma garantia muito mais adequada da qualidade editorial do que critérios baseados exclusivamente na dimensão empresarial.
    A APMEDIO lembra ainda que a comunicação social regional e local desempenha um papel essencial na divulgação dos investimentos públicos realizados nos territórios, assegurando informação de proximidade e contribuindo para a transparência na aplicação dos Fundos Europeus.
    A Associação considera, por isso, necessária uma revisão dos atuais critérios de elegibilidade, de forma a adaptá-los à realidade da comunicação social portuguesa em 2026 e a garantir que os mecanismos de publicidade institucional não excluem precisamente muitos dos órgãos de comunicação social que diariamente acompanham a execução dos projetos financiados pela União
    Europeia.

  • No âmbito desta iniciativa, a APMEDIO remeteu posições institucionais ao Presidente da República, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e aos Deputados ao Parlamento Europeu, apelando à revisão dos critérios atualmente previstos.

  • Sobre a APMEDIO
    A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online é uma associação representativa de órgãos de comunicação social digitais de âmbito regional e local, criada para promover o pluralismo da comunicação social, defender a sustentabilidade do setor e contribuir para
    a modernização do enquadramento legislativo aplicável aos media portugueses.
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