Entre reis, cavaleiros, artesãos, músicos e personagens de outros tempos, Castro Marim vive, até 30 de agosto, mais uma edição dos Dias Medievais. A vila algarvia volta a transformar-se num cenário de outros séculos, numa das maiores recriações históricas da região.
Por estes dias, caminhar pelas ruas de Castro Marim é fazer uma viagem no tempo. As roupas contemporâneas dão lugar a túnicas, capas e armaduras, enquanto o som dos tambores, das músicas medievais e das vozes dos vendedores se mistura com o movimento de milhares de visitantes.
A 27.ª edição dos Dias Medievais de Castro Marim, que decorre entre 26 e 30 de agosto, volta a levar à vila uma atmosfera marcada pela história, pela fantasia e pela recriação de costumes e tradições de outros tempos.
O Castelo de Castro Marim assume, uma vez mais, um papel central nesta viagem ao passado. No interior das muralhas, os visitantes encontram dezenas de representações de artes e ofícios, demonstrações ao vivo, espaços de animação e diferentes recriações que procuram aproximar o público do quotidiano medieval.
Uma vila vestida a rigor
Ao longo dos dias do evento, as ruas e ruelas enchem-se de personagens que parecem ter saído diretamente de um livro de História. Reis e rainhas, nobres, damas, monges, cavaleiros, artesãos, bobos e figuras ligadas ao imaginário medieval cruzam-se com os visitantes.
Um dos momentos mais aguardados são os desfiles medievais, que acontecem no primeiro e no último dia do evento. Centenas de figurantes percorrem as ruas da vila, representando diferentes grupos sociais da época, num cortejo acompanhado por músicos, malabaristas, equilibristas, bobos e outros artistas.
A participação da população ajuda a reforçar o ambiente de autenticidade. Os figurantes são convidados a respeitar determinadas regras de indumentária e a representar diferentes estratos sociais, desde o povo à nobreza, passando pelo clero, homens de armas, cavaleiros e personagens de inspiração árabe.
Cavaleiros, artesãos e sabores de outros tempos
Os combates e torneios a cavalo são também uma das imagens de marca dos Dias Medievais. Entre demonstrações de destreza e momentos de animação, os cavaleiros contribuem para recriar o ambiente dos grandes espetáculos medievais.
A feira dá ainda destaque ao artesanato e às antigas profissões, permitindo aos visitantes observar demonstrações de diferentes artes e ofícios. A par da componente histórica, o evento aposta igualmente na gastronomia, com tabernas, produtos tradicionais e os já conhecidos Banquetes Medievais, realizados no ambiente do castelo e acompanhados por música, dança, acrobacia e falcoaria.
Também as famílias encontram diversas propostas de animação, com atividades infantis, espetáculos de rua, acampamentos temáticos e outras iniciativas pensadas para aproximar os mais novos da história de uma forma lúdica e participativa.
Uma viagem que acontece depois do pôr do sol
É ao final da tarde que Castro Marim ganha uma nova dimensão. Com a abertura do mercado medieval, as ruas começam a encher-se e a animação prolonga-se pela noite dentro.
Nos dias 26 e 27 de agosto, o mercado funciona até às 02h00, enquanto nos dias 28 e 29 encerra às 02h30. No último dia, 30 de agosto, abre mais cedo, às 16h00, e mantém-se até às 02h30. O espaço do castelo funciona, nos primeiros quatro dias, das 18h00 à meia-noite, encerrando à meia-noite também no dia 30, com a última subida prevista para as 23h30.
É neste ambiente noturno, iluminado e povoado por personagens históricas, que muitos visitantes encontram um dos momentos mais marcantes da experiência. A fronteira entre o presente e o passado parece, por algumas horas, desaparecer.
História, cultura e identidade
Mais do que uma feira temática, os Dias Medievais afirmam-se como um acontecimento cultural com forte ligação à identidade de Castro Marim. A recriação histórica permite valorizar o património local, divulgar antigas artes e ofícios e criar um espaço de encontro entre a comunidade, os visitantes e a própria história da vila.
A organização descreve o evento como um dos grandes destaques da agenda cultural algarvia, capaz de atrair visitantes nacionais e estrangeiros e de transformar o centro da localidade num verdadeiro palco vivo da Idade Média.
Durante cinco dias, Castro Marim deixa de ser apenas uma vila do Algarve e transforma-se numa viagem. Uma viagem feita de espadas e armaduras, música e dança, artesanato e gastronomia, história e fantasia.
E, quando a noite cai sobre o castelo, entre tochas, sons medievais e o movimento dos visitantes, a sensação é de que o passado não está assim tão distante.
Lagos recebe, de 1 a 6 de setembro de 2026, a “Amostra de Artesanato Multicultural”, uma iniciativa dedicada à promoção e valorização do artesanato, da criatividade e da diversidade cultural.
O evento terá lugar no Armazém Regimental, onde, diariamente, entre as 10h00 e as 20h00, o público poderá conhecer e adquirir trabalhos artesanais de diferentes origens e tradições.
A iniciativa pretende proporcionar um espaço de encontro entre culturas, dando visibilidade ao trabalho de artesãos e permitindo aos visitantes descobrir diferentes técnicas, expressões artísticas e tradições artesanais.
Com esta mostra, pretende-se também contribuir para a dinamização cultural de Lagos e para a valorização do artesanato enquanto expressão de identidade, criatividade e património cultural.
A “Amostra de Artesanato Multicultural” convida, assim, a comunidade local e os visitantes a conhecerem esta diversidade de trabalhos e a apoiar os artesãos presentes no evento.
Amostra de Artesanato Multicultural Armazém Regimental, Lagos 1 a 6 de setembro de 2026 Diariamente, das 10h00 às 20h00
Uma nota de 50 euros presumivelmente falsa foi apreendida pela GNR, no dia 25 de agosto, num supermercado da cidade de Silves, depois de um cliente ter tentado utilizá-la no pagamento de compras.
A nota foi detetada no momento do pagamento, tendo os responsáveis do estabelecimento alertado de imediato as autoridades. Uma patrulha da GNR deslocou-se ao local e, após as diligências efetuadas, procedeu à apreensão da nota suspeita. A ocorrência foi comunicada à Polícia Judiciária, entidade com competência nesta matéria, ficando o caso sob investigação para apuramento dos factos e da proveniência da nota.
“As pessoas elogiaram a tradicional procissão pelo mar, o cartaz musical e toda a gastronomia que degustaram nesta Festa”, conta, em entrevista ao ‘Litoralgarve’, Gonçalo Branco, presidente da Direção do Clube Recreativo da Praia da Salema, num balanço ao evento anual nesta localidade turística do concelho de Vila do Bispo.
Refere quais foram os produtos mais consumidos durante os dois dias, 01 de 02 de Agosto, rejeita a ideia de terem sido praticados preços elevados e destaca a segurança como principal preocupação na procissão do mar. E embora sem abrir o jogo, garante inovações para 2027 na Festa da Salema, de forma a atrair mais visitantes e contribuir para a economia local.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – Qual foi impacto da Festa da Salema, realizada nos dias 01 e 02 de agosto, em termos de visitantes? Quantas pessoas estiveram presentes? Foram mais ou menos do que em 2025?
Gonçalo Branco – A Festa da Salema teve uma elevada afluência de visitantes, sendo que da nossa perceção deverão ter visitado durante os dois dias do evento em torno das 3.000 pessoas, um número acima do verificado no ano passado.
“Os produtos mais consumidos foram a tradicional Feijoada de Búzios do mar, a Salada de Polvo, a Sardinha e o Frango Grelhado.”
“Ainda sobrou espaço para a maioria dos visitantes provar as nossas deliciosas filhoses e doces regionais.”
Litoralgarve – Quais os produtos mais consumidos?
Gonçalo Branco – Os produtos mais consumidos foram a tradicional Feijoada de Búzios do mar, a Salada de Polvo, a Sardinha e o Frango Grelhado. Ainda sobrou espaço para a maioria dos visitantes provar as nossas deliciosas filhoses e doces regionais.
Litoralgarve – Como reagiram os visitantes? O que vos disseram?
Gonçalo Branco – As reações dos visitantes foram bastante boas, elogiaram a organização desta Festa Tradicional e que grande importância tem para a comunidade da Salema e para as pessoas do concelho de Vila do Bispo. As pessoas elogiaram a tradicional procissão pelo mar, o cartaz musical e toda a gastronomia que degustaram nesta Festa.
Preços elevados em refeições? Desde a primeira edição que realizamos este evento de forma a ser economicamente acessível a todos.”
Litoralgarve – Houve quem se queixasse dos preços, nomeadamente de refeições com frango. O que lhe parece?
Gonçalo Branco – Não tivemos qualquer reclamação nesse sentido. E desde a primeira edição que realizamos este evento de forma a ser economicamente acessível a todos.
“Neste ano, fizemos uma aposta em artistas e bandas mais locais e todas elas tiveram uma boa afluência.”
Litoralgarve – Gana, Xico Barata, Cláudio Rosário, Débora Machado, Carlos Glória e DJ Kotto foram algumas das atracções musicais nos concertos? O que levou mais pessoas à Salema?
Gonçalo Branco – O nosso cartaz musical tenta sempre abranger um leque diferenciado de artistas. Neste ano, fizemos uma aposta em artistas e bandas mais locais e todas elas tiveram uma boa afluência pelos nossos visitantes.
“Sempre existiram ao longo dos anos várias festas nas diversas localidades próximas ao concelho da Vila do Bispo, cada uma com características particulares, o que leva a que as pessoas procurem exatamente a festa onde querem participar.”
“Também pelo facto de ser Agosto e existir uma maior afluência de pessoas na região até facilita que haja uma maior oferta cultural e recreativa pelos diversos concelhos.”
Litoralgarve – O facto de terem decorrido também festas, com bailes, nas localidades da Figueira, Raposeira, Praia da Luz, Espiche e Almádena, afectou a Festa da Salema? Houve dispersão de populares por outras zonas dos concelhos de Vila do Bispo e Lagos?
Gonçalo Branco – Não sentimos diferença a esse nível. Sempre existiram ao longo dos anos várias festas nas diversas localidades próximas ao concelho da Vila do Bispo, cada uma com características particulares, o que leva a que as pessoas procurem exatamente a festa onde querem participar. Também pelo facto de ser Agosto e existir uma maior afluência de pessoas na região até facilita que haja uma maior oferta cultural e recreativa pelos diversos concelhos.
Litoralgarve – Com que apoios contaram?
Gonçalo Branco – A Festa da Salema contou com diversos apoios. Foi apoiada pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, Junta de Freguesia de Budens, por restaurantes locais e diversos apoios particulares.
“Foi possível realizar jogos do saco e puxar a corda, entre outros, bem como praticar jogos de voleibol de praia.”
Litoralgarve – Como decorreram os jogos tradicionais e em que consistiram?
Gonçalo Branco – Os jogos tradicionais decorreram de forma regular e com uma elevada afluência. Foi possível realizar jogos do saco e puxar a corda, entre outros, bem como praticar jogos de voleibol de praia.
Litoralgarve – Houve duas procissões em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, uma com saída da capela da Salema em direcção à antiga lota, onde decorreu a missa, e outra, a principal, a procissão pelo mar, desta vez com doze embarcações piscatórias e turísticas, da Salema e de Sagres? Que balanço faz destes momentos solenes, sobretudo a procissão marítima?
Gonçalo Branco – Foram momentos de elevada importância para a comunidade da Salema e neste ano, felizmente, houve a possibilidade de se realizar a tradicional procissão pelo mar. Foi uma procissão de grande significado, pois houve uma elevada afluência de barcos de pesca profissional da Salema e de Sagres, bem como de diversas embarcações de recreio da Salema e de Sagres.
“A tradicional Procissão pelo Mar é um dos momentos altos desta festividade, em que todos querem participar. No entanto, é um momento com alguma sensibilidade e que exige que sejam respeitadas normas de segurança no que respeita à lotação máxima das embarcações de pesca.”
“Não se pode entender a não possibilidade de embarque pelos visitantes nas embarcações de pesca como uma falha, mas sim como uma questão de segurança e que é avaliada caso a caso pelos mestres das embarcações.”
Litoralgarve – Houve quem não conseguisse embarcar, apesar de várias tentativas, tendo recebido como indicações para ir para outros barcos e mesmo assim não foi possível participar na procissão pelo mar? O que tem de ser melhorado a este nível para que ninguém fique de fora?
Gonçalo Branco – A tradicional Procissão pelo Mar, como bem sabemos, é um dos momentos altos desta festividade, em que todos querem participar. No entanto, é um momento com alguma sensibilidade e que exige que sejam respeitadas normas de segurança no que respeita à lotação máxima das embarcações de pesca. E essa é da inteira responsabilidade dos mestres das embarcações de pesca. Não se pode entender a não possibilidade de embarque pelos visitantes nas embarcações de pesca como uma falha, mas sim como uma questão de segurança e que é avaliada caso a caso pelos mestres das embarcações.
Litoralgarve – O que vos disse o padre José Chula sobre estas celebrações religiosas?
Gonçalo Branco – O padre José Chula sempre nos apoiou nestas festividades da Salema e creio que irá continuar a apoiar.
Quarenta voluntários integraram o ‘staff’ do Clube Recreativo da Praia da Salema nesta festa durante dois dias
Litoralgarve – Quantos elementos integraram o ‘staff’ do Clube Recreativo da Praia da Salema nesta festa e o que fizeram em concreto?
Gonçalo Branco – Os elementos do Staff do Clube foram em torno das 40 pessoas que apoiaram de forma totalmente voluntária para que as festividades alcançassem o sucesso que alcançaram, tendo desempenhado as mais diversas tarefas, desde os momentos da montagem, ao grelhar dos frangos, ao serviço das refeições, entre muitas outras tarefas que necessitam de ser realizadas durante este tipo de eventos.
“Em 2027 garantidamente serão introduzidas inovações que façam com que melhorem a nossa Festa e as pessoas desejem visitar a nossa localidade e viver as nossas tradições.”
Litoralgarve – Que inovações poderão ser introduzidas em 2027? Há quem defenda um espaço lúdico para crianças e música junto à praia durante os dois dias de festa. É possível?
Gonçalo Branco – Todas as edições são alvo de melhorias que resultam da experiência passada. E em 2027 garantidamente serão introduzidas inovações que façam com que melhorem a nossa Festa e que façam com que as pessoas desejem visitar a nossa localidade e viver as nossas tradições.
Quanto ao espaço lúdico para crianças, isso já foi possível experienciar neste ano à semelhança das edições anteriores. Contámos no dia de domingo com um espaço de pinturas faciais para as crianças, um espaço de insuflável, bem como os jogos tradicionais que ocorreram no domingo de manhã.
“A nossa intenção é que a Festa continue a ser realizada na avenida junto ao mar, pois só assim faz sentido. E ali, junto ao mar e junto aos barcos, que a nossa Festa ganha identidade própria.”
Litoralgarve – O local da festa continuará a ser o mesmo? Que melhoramentos poderão ser adotados?
Gonçalo Branco – Sim, a nossa intenção é que a Festa continue a ser realizada na avenida junto ao mar, pois só assim faz sentido. E ali, junto ao mar e junto aos barcos, que a nossa Festa ganha identidade própria.
Litoralgarve – Qual o impacto para cafés, pastelarias, restaurantes e alojamento turístico?
Gonçalo Branco – A afluência na localidade da Salema aumenta nestes dias que antecedem e que são posteriores ao evento, o que faz movimentar de certa forma a economia local, com um impacto positivo.
Haverá, “no final de Novembro, o Grande Encontro de Pesca Desportiva de São Vicente.”
Litoralgarve – E quais as próximas iniciativas do Clube Recreativo da Praia da Salema? O que vai ser feito até final de 2026?
Gonçalo Branco – O Clube vai, ainda, dinamizar durante o mês de Agosto dois eventos [A ‘Color Party’, no dia 27, com música, dança e muita diversão, e a Festa do Banho de 28 para 29, com animação musical – n.d.r.]. E contará, no final de Novembro, com o Grande Encontro de Pesca Desportiva de São Vicente. Além disso, haverá iniciativas pontuais de menor dimensão na sua sede.
“A sede do Clube é um ponto de encontro para a comunidade local e para quem nos visita.”
Litoralgarve – Como é a actividade diária na sede do clube? Passou a ser um ponto de convívio?
Gonçalo Branco – Sim, a sede do Clube é um ponto de encontro para a comunidade local e para quem nos visita. É um local de encontro e de convívio da população.
Litoralgarve – Como tem estado a decorrer o Verão na Salema? Há mais ou menos turistas?
Gonçalo Branco – O Verão decorre dentro da normalidade face a anos anteriores. E como em todos os anos são várias as nacionalidades que visitam a Praia da Salema, que é um destino turístico de eleição.
Carinhosamente conhecida como “Rainha” na Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, onde residia, Maria da Conceição nasceu em 1912, dois anos antes da fundação do concelho de São Brás de Alportel.
Ao longo dos seus 113 anos de vida, foi testemunha de momentos marcantes da história de Portugal e do mundo, atravessando diferentes épocas e profundas transformações do país, desde o nascimento do concelho de São Brás de Alportel até à democracia, à integração de Portugal na União Europeia e à atualidade.
Ao longo dos anos, a sua longevidade e a sua história de vida foram motivo de carinho e reconhecimento por parte da comunidade são-brasense, que acompanhou e celebrou vários dos seus aniversários.
Em setembro de 2020, durante uma visita oficial ao concelho, o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve oportunidade de conhecer Maria da Conceição. Desde então, fez questão de lhe dirigir uma mensagem de parabéns por ocasião do seu aniversário.
Mulher de atitude e boa disposição , Maria da Conceição conquistou o carinho de todos os que com ela privaram, deixando na memória de quem a conheceu a marca de uma personalidade singular e de uma vida extraordinariamente longa.
O Município de São Brás de Alportel recorda, com respeito, carinho e gratidão, esta são-brasense que deixa uma história de vida singular, marcada por mais de um século de memórias e vivências.
À família e muito especialmente à Santa Casa da Misericórdia, à que foi família, com uma dedicação e abnegação inexcedíveis, o Município apresenta as mais sentidas condolências, com profunda gratidão.
Portimão e Alvor são os destinos do próximo Passeio Sénior, integrado no projeto “Vida com Ritmo – Programa Mais Vida à Vida”, promovido pelo Município de Olhão. A iniciativa pretende proporcionar à população sénior do concelho um dia de convívio, cultura e descoberta.
O próximo Passeio Sénior convida os maiores de 60 anos residentes no concelho de Olhão a conhecer a história, a cultura e o património natural de Portimão e Alvor.
O programa inclui uma visita ao Museu de Portimão, instalado nas antigas instalações da Fábrica de Conservas Feu. Os participantes terão oportunidade de conhecer a exposição permanente Portimão, Território e Identidade, que aborda a relação da cidade com o rio Arade, o mar e a indústria conserveira.
Durante a tarde, o passeio prossegue pela Ria de Alvor, numa visita que permitirá contactar com uma paisagem marcada pela natureza, pela memória e pela tradição piscatória. Entre os locais previstos estão a antiga Lota e o histórico Edifício de Socorro a Náufragos, onde se encontra um barco salva-vidas dos anos 20 do século passado, testemunho da história marítima da região.
A iniciativa realiza-se em várias datas, entre setembro e outubro: 15, 18, 22, 25 e 29 de setembro, e 2, 6, 9, 13, 16, 20 e 23 de outubro.
As inscrições decorrem em diferentes juntas de freguesia do concelho. No dia 31 de agosto, podem ser efetuadas na Junta de Freguesia de Moncarapacho; a 1 de setembro, na Junta de Freguesia de Olhão; a 2 de setembro, na Junta de Freguesia de Pechão; a 3 de setembro, na Junta de Freguesia de Quelfes; e a 4 de setembro, na Junta de Freguesia de Fuseta.
Com esta iniciativa, o Município de Olhão pretende proporcionar aos seniores do concelho uma oportunidade para sair da rotina, conviver, conhecer novos lugares e descobrir o património cultural e natural da região.
Avaliação técnica dos serviços municipais aponta para uma intervenção na Pedra Mourinha e para a instalação de semáforos inteligentes na Avenida Miguel Bombarda, em alternativa à construção de uma rotunda.
Uma proposta apresentada pelos vereadores eleitos pela coligação PSD/CDS-PP/IL, indicados pelo PSD, Carlos Gouveia Martins e Alexandra Evangelista, está a dar origem a respostas concretas para dois pontos considerados sensíveis na circulação rodoviária em Portimão.
A iniciativa foi apresentada na reunião de Câmara de 17 de junho de 2026 e incidiu sobre a interseção da Pedra Mourinha e o cruzamento entre a Avenida Miguel Bombarda e a Avenida Zeca Afonso. Os vereadores solicitaram uma avaliação técnica que permitisse analisar diferentes soluções para melhorar a circulação e a segurança rodoviária.
Na Pedra Mourinha, os serviços municipais informaram que o projeto de arruamentos e de iluminação pública está concluído, estando apenas a aguardar-se a conclusão do projeto de iluminação pública pela E-REDES. Depois dessa etapa, estarão reunidas as condições necessárias para avançar para o procedimento de contratação pública.
Para os vereadores do PSD, a intervenção representa um passo importante numa zona onde a reorganização da circulação é há muito reclamada por moradores, condutores e utilizadores. O partido defende agora que o Município deve calendarizar o procedimento e avançar para a execução da intervenção.
Semáforos inteligentes em alternativa à rotunda
Já no cruzamento da Avenida Miguel Bombarda com a Avenida Zeca Afonso, a avaliação técnica dos serviços municipais concluiu que a construção de uma rotunda, estimada em cerca de 500 mil euros, não se justifica perante os constrangimentos atualmente identificados e a relação custo-benefício da obra.
Como alternativa, os serviços apontam para a instalação de um sistema de semáforos inteligentes, com um custo estimado de cerca de 80 mil euros. A solução deverá permitir melhorar a fluidez do trânsito nos períodos de maior afluência e reforçar a segurança rodoviária.
Carlos Gouveia Martins e Alexandra Evangelista consideram que a resposta técnica confirma o objetivo da proposta apresentada em junho: identificar os problemas, promover uma avaliação técnica e deixar que a solução final seja determinada pelos estudos realizados.
Os vereadores deixam ainda um reconhecimento público ao trabalho dos técnicos municipais, em particular à área da gestão da rede viária, pelo levantamento realizado e pela apresentação de soluções consideradas práticas e financeiramente prudentes.
Para o PSD, as duas intervenções devem ser enquadradas numa estratégia mais abrangente para a mobilidade em Portimão, assente na melhoria da circulação, no reforço da segurança, na gestão inteligente do trânsito e na utilização de dados para apoiar as decisões.
O partido defende, por isso, que a Câmara Municipal avance agora com a calendarização da intervenção prevista para a Pedra Mourinha e com a formalização da solução dos semáforos inteligentes para a Avenida Miguel Bombarda, definindo o respetivo enquadramento técnico e financeiro e o prazo de execução.
A Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira, reabre ao público no próximo dia 5 de setembro, a partir das 16h00, depois de um período de obras de requalificação. A reabertura será assinalada com uma tarde dedicada à cultura, à criatividade e à comunidade, com um programa que reúne literatura, teatro, artes performativas, exposições, oficinas e música.
O momento de reabertura contará com uma leitura do texto E também aqueles dias, de José Saramago, por Sónia Barradas, numa homenagem ao escritor que dá nome à biblioteca. A cerimónia contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, da Presidente da Assembleia Municipal de Odemira, Rita Balbino Costa, da Presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e da atriz Maria do Céu Guerra.
A programação prossegue com a performance Desembarcamos?, uma criação de Nisa Eliziário e Mário Trigo, com produção do projeto teatral HIPÉRION. Segue-se a inauguração da exposição Substância – Arte e Psicanálise, de João Adolfo Nogueira, e uma intervenção de Estátua Viva, por Clown Enano.
A tarde será também marcada pela participação do público, através de um workshop de estampagem com objetos, dinamizado por Emma-France Raff. A programação inclui ainda duas apresentações editoriais: o livro infantil Canta-me tudo: Quando a chuva voltar, é tempo de semear, de Inês Pereira, e a publicação Histórias à Sombra do Montado (n.º 4), que contará com a presença do ilustrador Alain Corbel.
A celebração dos 26 anos da Biblioteca Municipal José Saramago inclui ainda o tradicional momento de “soprar as velas”. O programa termina com um concerto da Flower Power Street Band, encerrando uma tarde de celebração aberta à comunidade.
Depois das obras de requalificação, a Biblioteca Municipal José Saramago apresenta-se agora como um espaço renovado, mais moderno e inovador, preparado para responder às atuais necessidades culturais e de informação da população.
A intervenção pretende reforçar o papel da biblioteca enquanto espaço de conhecimento, aprendizagem, encontro e dinamização cultural, promovendo o acesso à cultura e à informação e proporcionando novas experiências à comunidade.
A reabertura, no dia 5 de setembro, marca assim uma nova etapa na vida deste equipamento municipal, que continua a afirmar-se como um importante ponto de encontro cultural no concelho de Odemira.
A Fortaleza de Sagres, em colaboração com o Centro Ciência Viva de Lagos, promove, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão, um conjunto de visitas temáticas gratuitas, convidando o público a explorar os diversos patrimónios associados ao Promontório de Sagres, onde os participantes podem descobrir, através de percursos interpretativos e com a colaboração de cientistas, as riquezas naturais e históricas de um dos locais mais emblemáticos do país.
Este ciclo termina no próximo 2 de setembro, com a realização da visita temática“Do Promontorium Sacrum à Fortaleza de Sagres: Uma viagem pela História”, com início marcado para as 16h00.
Ao longo deste percurso, os participantes terão a oportunidade de conhecer a relevância histórica, cultural e simbólica deste lugar singular, identificado desde a Antiguidade como o mítico Promontorium Sacrum. Localizado num promontório que se eleva cerca de 40 metros acima do mar, nos confins do mundo conhecido pelos antigos, este território foi descrito por diversos autores clássicos como um espaço de grande significado espiritual e geográfico. Inserida numa paisagem cultural moldada pela sua condição de finisterra, a Fortaleza de Sagres destaca-se pela sua importância geoestratégica e pela ligação ao culto vicentino, ao Infante D. Henrique e ao início do período expansionista português. A origem da fortificação remonta ao século XV, período em que o Infante promoveu a fundação da vila de Sagres. Ao longo dos séculos, a estrutura foi sendo adaptada e ampliada de acordo com a evolução das técnicas militares e da pirobalística. Entre os elementos patrimoniais preservados destacam-se os vestígios da muralha henriquina, caracterizada pelo seu traçado em «dente-de-serra». Atualmente, a Fortaleza de Sagres constitui um importante lugar de memória da expansão marítima europeia, associada ao desenvolvimento da ciência, dos intercâmbios culturais, do comércio e da navegação oceânica. Este valor histórico e simbólico esteve na base da atribuição da Marca do Património Europeu ao Promontório de Sagres.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do programa Ciência Viva no Verão:
A Câmara Municipal de Albufeira promoveu, entre os dias 17 e 21 de agosto, um conjunto de apresentações do livro Albufeira – Histórias da Nossa Gente”, da autora albufeirense Ana Sofia Brito, com ilustrações de Guilherme Limão. A iniciativa percorreu várias respostas sociais do concelho, onde foram entregues exemplares da obra e partilhadas histórias que recuperam as memórias, as vivências e a identidade de uma Albufeira de outros tempos.
O percurso começou no Centro de Dia do Equipamento Social de Olhos d’Água. Seguiram-se visitas aos dois polos do Centro Paroquial de Paderne, em Paderne e na Quinta da Palmeira, ao Centro de Dia O Roseiral e à ERPI Roseiral. A última apresentação decorreu na Fundação António Silva Leal, no Lar Nossa Senhora da Visitação, na Guia.
Ao longo dos encontros, Ana Sofia Brito deu a conhecer a origem e o propósito de Albufeira – Histórias da Nossa Gente, num ambiente de proximidade que abriu o espaço à partilha de recordações entre a autora e os participantes. As sessões assumiram um significado particular junto da população sénior, depositária de experiências, tradições e conhecimentos fundamentais para a preservação da memória coletiva do concelho.
O livro nasceu de uma conversa entre Ana Sofia Brito e o ilustrador Guilherme Limão, na qual ambos refletiram sobre o papel da memória e a importância de a preservar, surgindo daí a vontade de revelar uma Albufeira muito diferente daquela que hoje conhecemos e de recuperar histórias ligadas às pessoas que ajudaram a construir a comunidade.
A obra reúne vinte e cinco narrativas acompanhadas pelas ilustrações de Guilherme Limão. Através de um olhar literário e poético, recupera a vida de uma comunidade que, perante as adversidades, encontrou na entreajuda a força necessária para preservar a dignidade das suas gentes.
A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, esteve presente em todas as apresentações e dirigiu uma palavras aos participantes. “Este livro permite-nos preservar e partilhar as memórias de Albufeira, sobretudo com aqueles que guardam tantas histórias do nosso concelho”, afirmou.
Ao aproximar estas histórias daqueles que a guardam muitas memórias do território, a iniciativa promoveu o diálogo entre a literatura e as vivências pessoais, reforçou os laços com a identidade local e destacou a importância de transmitir este património humano às gerações futuras.
A XII Feira da Dieta Mediterrânica, que decorre em Tavira, de 3 a 6 de setembro de 2026, volta a afirmar-se como um dos grandes momentos de promoção da identidade, dos produtos, dos saberes e das tradições que caracterizam o território algarvio.
Ao longo de quatro dias, a Feira reúne comunidade, produtores, empresas, instituições e visitantes em torno de um património que se cruza com diferentes dimensões do desenvolvimento regional — da agricultura e alimentação à cultura, inovação, sustentabilidade e valorização dos recursos endógenos.
A CCDR Algarve, I.P., enquanto parceira da Feira desde a sua primeira edição, participa uma vez mais com um programa diversificado de iniciativas, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica na Região do Algarve (PASDM 2023-2027).
Ao longo dos quatro dias, a CCDR Algarve I.P. estará presente com espaço institucional, promovendo o contacto direto com a população, empresas, produtores e demais visitantes e dando visibilidade ao trabalho desenvolvido pela instituição.
Conheça as principais iniciativas promovidas ou apoiadas pela CCDR Algarve no âmbito da Feira:
• 3 SET. | 14h30 – Seminário “Inovação nos Produtos Endógenos | A Dieta Mediterrânica e o Património Cultural”
No Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), especialistas, entidades e projetos irão refletir sobre a salvaguarda, valorização e inovação dos produtos endógenos, a sua relação com a Dieta Mediterrânica e os saberes, tradições e modos de produção que lhes estão associados.
A iniciativa integra o INOVA ALGARVE 3.0 – Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos Baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica, promovido pela CCDR Algarve e financiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030, que procura estimular a inovação e o desenvolvimento de novos produtos a partir dos recursos e saberes existentes na região.
• 3 SET. | 18h00 – Conversas Al-bauhaus – Europe Direct do Algarve, CCDR Algarve I.P.
No stand Europe Direct do Algarve.
• 3 SET. | 20h00 – Filme “Surda” (Prémio Lux do Parlamento Europeu) – Europe Direct do Algarve, CCDR Algarve I.P.
Será exibido o filme “Surda”, o qual recebeu o Prémio Lux do Parlamento Europeu, seguindo-se um momento de conversa com a participação do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal e o Centro Europe Direct do Algarve, o qual terá lugar no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira.
• 4 SET. | 9h30 – Visita à Coleção de Fruteiras Tradicionais do Algarve
O Centro de Experimentação Agrária de Tavira recebe uma visita à Coleção de Fruteiras Tradicionais do Algarve, um importante repositório da biodiversidade agrícola regional e do património associado à Dieta Mediterrânica.
A iniciativa permite dar a conhecer o trabalho desenvolvido na prospeção, preservação e valorização das variedades tradicionais, contribuindo para a salvaguarda de um património agrícola único e para a valorização dos recursos endógenos algarvios.
• 4 SET. | 11h30 – Visita guiada à Exposição “O Posto Agrário de Tavira” – CCDR Algarve I.P.
A programação inclui ainda uma ação de promoção dos vinhos do Condado de Huelva, no Mercado da Ribeira, numa parceria entre a VIMAR – Feria del Vino y el Mar, o Consejo Regulador de la D.O. Condado de Huelva e a CCDR Algarve.
A iniciativa reforça a dimensão transfronteiriça da Feira e a cooperação entre o Algarve e a Andaluzia, promovendo o conhecimento e a valorização de produtos associados aos territórios mediterrânicos.
• 4 SET. | 14h30 – Workshop Regional de Segurança Alimentar e Nutricional
No CEAT realiza-se o workshop “Segurança Alimentar e Nutricional – Saborear o Algarve 2030: Rede, Inovação e Consumo Local”, promovido pelo Ministério da Agricultura e do Mar, através do GPP, em articulação com a CCDR Algarve.
A iniciativa coloca em debate temas como a produção local, os circuitos curtos de abastecimento, o consumo sustentável, a redução do desperdício alimentar e a promoção de padrões alimentares saudáveis, envolvendo diferentes atores do sistema agroalimentar regional. As conclusões contribuirão para o processo nacional que culminará na Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, no segundo semestre de 2026.
• 4 SET. | 18h00 – Conversas Al-bauhaus – Europe Direct do Algarve, CCDR Algarve I.P.
No stand Europe Direct do Algarve.
• 5 SET. | 18h00 – Conversas Al-bauhaus – Europe Direct do Algarve, CCDR Algarve I.P.
No stand Europe Direct do Algarve.
• 6 SET. | 18h00 – Entrega do Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica
Um dos momentos de destaque da Feira será a apresentação dos vencedores da 3.ª edição do Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica, no Jardim do Coreto.
Promovido pela CCDR Algarve, em parceria com o Município de Tavira, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio e a Associação In Loco, o prémio pretende distinguir produtos e projetos agroalimentares inovadores que valorizem os recursos endógenos e contribuam para a competitividade e sustentabilidade do setor agroalimentar regional.
Em 2026, o concurso foi alargado a todos os produtores, projetos e empresas sediados no Algarve, independentemente da sua participação na Feira, reforçando o seu papel enquanto instrumento de promoção da inovação regional.
• Exposição “Mário Soares – 100 Anos”
Integrada nas iniciativas de valorização cultural associadas à programação, a exposição “Mário Soares – 100 Anos”, da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, estará patente na Biblioteca Municipal de Tavira, de 1 a 14 de setembro, dando a conhecer a vida, o pensamento, os valores e o legado de Mário Soares na construção da democracia portuguesa.
Europe Direct Algarve promove cidadania europeia
A participação da CCDR Algarve na XII Feira da Dieta Mediterrânica conta igualmente com a presença do Europe Direct Algarve, estrutura de missão acolhida na CCDR Algarve, que dinamizará atividades dirigidas a diferentes públicos. Entre as iniciativas previstas estão o jogo de tabuleiro “Valores que me movem”, a Hora do Conto “Contos com Sal (q.b.)”, dinamizada pela Lixarte, e as Conversas Bauhaus – #fazeranossaparte, dedicadas à sustentabilidade, à cidadania e ao papel de cada cidadão na construção de um futuro mais sustentável.
Com esta participação, a CCDR Algarve reafirma o seu compromisso com a salvaguarda da Dieta Mediterrânica e com uma estratégia de desenvolvimento regional que valoriza o território, as pessoas, os recursos endógenos, a inovação e a sustentabilidade, dando simultaneamente a conhecer o papel do Programa Regional ALGARVE 2030 e dos Fundos Europeus na concretização de projetos que contribuem para um Algarve mais competitivo, coeso e sustentável.
A Dieta Mediterrânica é um património vivo, cultural e identitário do Algarve, reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, tendo Tavira como comunidade representativa em Portugal. Mais do que um modelo alimentar, constitui uma forma de viver e de relação com o território, envolvendo a agricultura, a produção e valorização dos produtos endógenos, a gastronomia, a cultura, a sustentabilidade, a biodiversidade e a economia regional.
A 14.ª edição de “Cores e Formas dos Nossos Artistas” dá a conhecer diferentes olhares e expressões de artistas naturais ou residentes no concelho de Albufeira. Guilherme Limão conquistou o primeiro prémio com “A Sombra da Memória”, seguido por Catarina Ramos e Susana Gonçalves. Promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, a exposição permanece patente na Galeria Municipal João Bailote, até 19 de setembro.
De carácter bienal, o concurso procura valorizar o trabalho desenvolvido nas áreas da pintura, do desenho e da escultura. O tema livre deu aos participantes a possibilidade de explorarem diferentes técnicas, linguagens e formas de interpretar o mundo. Nesta edição o júri avaliou um total de 21 obras.
A entrega de prémios e certificados contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, e da vereadora da Câmara Municipal, Maria Cristina Corado, que acompanharam este momento de reconhecimento dos artistas locais.
O primeiro prémio, no valor de 750 euros, distinguiu Guilherme Limão pela obra “A Sombra da Memória”, criada em acrílico sobre tela e rede. A sobreposição de materiais, o contraste entre tons escuros e os apontamentos dourados e a presença discreta de figuras humanas constroem uma composição marcada pela profundidade e pela fragmentação. A obra sugere a forma como as memórias persistem, se transforma e, por vezes, se confundem com o tempo.
Catarina Ramos conquistou o segundo lugar e um prémio de 500 euros com “Mãe”, uma pintura a óleo de forte componente figurativa. No centro da composição encontra-se uma figura feminina sentada, envolvida por uma paleta de tons quentes e elementos simbólicos. A postura, o olhar e a proximidade da representação conferem à obra uma dimensão íntima, associada à presença, à proteção e aos laços maternos.
O terceiro prémio, no valor de 250 euros, foi atribuído a Susana Gonçalves pela obra “Efemeridade”, em acrílico sobre tela. A composição apresenta uma figura de braços erguidos entre as formas transparentes que fazem lembrar bolhas, num ambiente marcado pelo movimento e por uma atmosfera suspensa. Os apontamentos de cor destacam-se entre os tons suaves e reforçam a sensação de fragilidade e transitoriedade sugerida pelo título.
O júri atribuiu ainda duas menções honrosas: a Isabel Lopes, pela pintura a óleo “Fantasia Branca”, e a Bruno Ceriz, pela escultura “Um Filho da Terra”.
A avaliação das 21 obras esteve a cargo de António Manuel Dias Costa Valente, docente da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve, Júlio Antão, artista plástico multidisciplinar e designer gráfico, e Vanessa Barragão, artista e designer têxtil.
Rui Cristina destacou que “esta exposição celebra a alma viva, criativa e plural de Albufeira e dá visibilidade ao talento dos artistas locais”. Por sua vez, Maria Cristina Corado salientou que “a diversidade das obras revela diferentes formas de interpretar o mundo e enriquece a vida cultural do concelho.”
“Cores e Formas dos Nossos Artistas” pode ser visitada até 19 de setembro, de segunda-feira a sábado, das 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.
Em homenagem à poetisa, natural de Odiáxere, do concelho de Lagos, será publicado, provavelmente até final de 2026, o quarto livro que a senhora estava a preparar e que incluirá estes e outros poemas.
José Manuel Oliveira
No dia em que a conhecida poetisa e letrista Maria de Jesus Amores Reis, recentemente falecida, completaria 90 anos de idade, a 21 de Agosto, o ‘Litoralgarve’ teve acesso a uma página com poemas dedicados ao ‘Futebol de Caminhada – Walking Football’, do Clube Desportivo de Odiáxere, sediado no concelho de Lagos.
Trata-se de uma variante do futebol adaptada para maiores de 50 anos, em que é proibido correr, segundo as regras. Este tipo de jogo tem por objectivo promover um estilo de vida activo e o combate ao isolamento social, ao mesmo tempo que contribui para reduzir o risco de lesões por eliminar o contacto físico.
Eis os poemas:
Se gosta de futebol, junte-se a nós
Para que o povo ouça a nossa voz
Mesmo com menos mobilidade
Venha fazer-nos companhia
Sorrindo com alguma alegria
Recordando a nossa mocidade
Porque recordar é viver
Mas isso é tempo passado
Temos de fazer pela vida
E nela temos sempre que aprender
Mesmo que o corpo se sinta cansado
Vamos lutando de forma aguerrida
Vamos lá oh! Juventude
Mostrar um pouco da nossa atitude
Mostrando sempre do que são capazes
Dignificando um pouco da nossa cultura
Porque sois rapazes com bravura
Pois vós sois fortes e muito audazes
Por termos uma certa idade
Não temos de nos envergonhar
Por gostar muito de desporto
Porque na vida há certos problemas
E se não seguirmos certos temas
Então é que fica tudo torto
E agora para este poema terminar
Quero a todos vós abençoar
Desejando que muitas vitórias possam ter
Lutando com alma e coração
Mostrando os guerreiros que todos são
Para celebrar e dizer, vitória vamos vencer!!!
“Demorou duas horas a escrever estes poemas”, disse-nos Ludgero Barroso, amigo da poetisa
Maria de Jesus Amores Reis “demorou duas horas a escrever estes poemas”, contou, ao nosso Jornal, Ludgero Barroso, amigo da senhora e que, em homenagem à poetisa, vai tentar a edição do seu quarto livro, até final de 2026, com o apoio da Câmara Municipal de Lagos e da Junta de Freguesia de São Gonçalo. A nova publicação, ainda sem título e que terá de ter o acordo da família de Maria de Jesus Amores Reis, incluirá esta página com poemas dedicados ao ‘Futebol de Caminhada – Walking Football’, do Clube Desportivo de Odiáxere, assim como muitos outros sobre diversos temas que a senhora escreveu nos últimos meses de vida.
Como o ‘Litoralgarve’ noticiou na altura, Maria de Jesus Amores Reis, de 89 anos, viúva e que residia com um neto na Rua Infante de Sagres, em Lagos, faleceu, ao início da madrugada do dia 05 de Agosto, no Hospital Terras do Infante, nesta cidade. Natural de Odiáxere, do concelho de Lagos, sofria de diversas patologias.
«Lembranças», «Tempos de Saudade» e as «Minhas Memórias» foram os três livros publicados em vida
Contando sempre com o apoio da Câmara Municipal de Lagos e da Junta de Freguesia de São Gonçalo, foi autora de três livros – o primeiro intitulado «Lembranças», o segundo «Tempos de Saudade», editado em 2018, a que seguiu «As Minhas Memórias». Estava a preparar o seu quarto livro.
Autora de poemas sobre as equipas jovens de futebol do Clube Desportivo de Odiáxere, do concelho de Lagos, quando uma delas se sagrou campeã do Algarve, tendo subido ao Campeonato Nacional
A senhora colaborava na elaboração de letras para tradições locais, como as Marchas Populares de Lagos, além de ter escrito textos, nomeadamente sobre a Praia da Luz, a Salema, localidade do concelho de Vila do Bispo, Lagos e Deus, dada a sua fé e ligação à religião. Além disso, foi autora de poemas sobre as equipas jovens de futebol do Clube Desportivo de Odiáxere, quando uma delas se sagrou campeã do Algarve, tendo subido ao Campeonato Nacional.
Também escreveu letras sobre marchas populares em Odiáxere e quando esta localidade foi elevada à categoria de vila a 01 de Julho de 2003
A poetisa também escreveu letras sobre marchas populares em Odiáxere e quando esta localidade foi elevada à categoria de vila a 01 de Julho de 2003. Na sua terra-natal, residiu e trabalhou na agricultura com os pais. Posteriormente, após ter casado, viveu com o marido na Meia-Praia, em Lagos. Mais tarde, passou a residir na cidade de Lagos, até falecer.
O mercado de trabalho algarvio vive em dois ciclos extremos: na preparação da última época alta, o desemprego na região caiu 23,3% num único mês (menos 3.971 inscritos), depois de ter disparado na ordem dos 60% nos meses de inverno, segundo a análise da Randstad com dados do INE, IEFP e Segurança Social. O turismo assegura 74.300 postos de trabalho no Algarve, quase 17% do emprego total da região, entre restauração, hotelaria e atividades ligadas à época. Para dezenas de milhares de pessoas, isto significa uma realidade que os manuais de finanças pessoais ignoram: o rendimento não é igual todos os meses e há meses em que pode nem existir.
É com essa realidade que os bancos são confrontados quando um trabalhador sazonal pede um crédito. E a resposta curta à pergunta que muitos fazem: “será que sequer consigo?”, é sim. Rendimento sazonal não é impedimento para obter crédito. No entanto, a forma de o provar, os documentos que se juntam e até o mês do ano em que o pedido é feito mudam substancialmente as probabilidades e as condições. Este guia responde às perguntas mais comuns.
Como é que os bancos olham para um rendimento que varia?
Pela média e pela consistência; não pelo mês bom. Na avaliação de um pedido de crédito, as instituições analisam tipicamente o rendimento médio dos últimos 12 meses (ou mais), a declaração de IRS e os movimentos bancários, procurando responder a uma pergunta simples: este rendimento, visto ao ano, suporta a prestação com folga? Um recibo de agosto de 1.800€ vale menos do que parece se novembro e dezembro estiverem a zeros; inversamente, três ou quatro épocas consecutivas no mesmo setor, ainda que com contratos a termo, desenham um padrão de fiabilidade que os bancos sabem ler.
O tipo de vínculo pesa: um contrato sem termo é o cenário mais confortável, mas contratos a termo renovados com historial, trabalho a recibos verdes com atividade aberta há mais de dois anos e declarações de IRS consistentes são perfis financiáveis todos os dias. O que as instituições penalizam não é a sazonalidade em si: é a imprevisibilidade sem historial que a comprove. E porque os critérios variam de banco para banco (o que um recusa, outro aceita e é nos perfis menos convencionais que essa variação é maior), a comparação junto de várias instituições, feita diretamente ou através de um intermediário de crédito como a e-loan, vale nos perfis sazonais ainda mais do que nos restantes.
O mês em que pede importa?
Mais do que se imagina. Um pedido feito em outubro ou novembro, com a época alta acabada de documentar, recibos dos meses fortes, extratos com saldos saudáveis, eventualmente o IRS do ano anterior já entregue, apresenta o requerente no seu melhor momento comprovável. O mesmo pedido em março, depois de um inverno de rendimento mínimo e com a conta a refletir a época baixa, conta uma história diferente ao mesmo banco.
Não é por acaso: quem trabalha no turismo e pode escolher o momento do pedido tem no calendário uma vantagem gratuita; quem não pode (porque a necessidade não escolhe o mês) compensa com documentação mais completa.
Que documentos fortalecem o pedido?
A regra de ouro do rendimento irregular: quanto mais história documentada, menor a perceção de risco. O dossier forte inclui as declarações de IRS dos últimos dois anos (a prova de que o rendimento anual se repete), extratos bancários de 6 a 12 meses (mostrando o ciclo completo, não só o verão), o contrato de trabalho ou os recibos verdes, e uma declaração da entidade patronal a confirmar a recorrência do vínculo, nos casos de quem regressa todos os anos ao mesmo empregador.
Montar este processo e apresentá-lo a várias instituições é, de resto, o trabalho de um intermediário de crédito: a figura, registada e supervisionada pelo Banco de Portugal, que faz a ponte entre o consumidor e os bancos. Com um pedido de crédito pessoal através da e-loan, o mesmo dossier é apresentado a várias instituições em simultâneo e as propostas chegam comparadas, com a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) de cada uma lado a lado, relevante para qualquer consumidor, mas especialmente para perfis sazonais, em que as condições oferecidas variam mais de banco para banco do que nos perfis de rendimento fixo.
Como se calcula a taxa de esforço quando o rendimento não é igual todos os meses?
Sobre a média anual, nunca sobre o mês bom. A taxa de esforço (a percentagem do rendimento consumida por prestações de crédito, com a referência prudencial nos 35%) só é honesta, num perfil sazonal, se for calculada sobre o rendimento total do ano a dividir por doze. Uma prestação de 300€ pode parecer confortável em agosto e tornar-se impossível em janeiro; a conta pela média anual revela desde o início se ela cabe no ano inteiro.
E há uma segunda regra que os perfis sazonais conhecem melhor do que ninguém: a prestação deve deixar espaço para a almofada de inverno. Se o rendimento de verão tem de financiar os meses baixos, a margem depois da prestação não é conforto, é a condição de sobrevivência do orçamento.
E se os créditos existentes já pesam demasiado na época baixa?
É o cenário clássico da região: prestações assumidas com o otimismo de julho que se tornam sufocantes em fevereiro: várias pequenas, com seguros e comissões duplicados, ou saldos de cartão que rolam ao pagamento mínimo durante o inverno (a modalidade mais cara do mercado, com TAEG máxima legal de 18,5% no trimestre atual). Para estes casos, a consolidação de créditos: juntar tudo numa única prestação, dimensionada para caber na média anual e não no mês de agosto, pode devolver o controlo do orçamento. A e-loan, enquanto intermediária vinculada, compara este tipo de solução junto de várias instituições financeiras, com a análise a considerar o perfil sazonal do rendimento; a comparação deve incluir sempre o MTIC, porque prestação mais baixa com prazo mais longo pode significar custo total maior.
Quando adiar o pedido é a melhor decisão
A honestidade que falta a muitos guias: há momentos em que o melhor crédito é o que não se contrata. Quem está na primeira época no setor, sem historial que comprove a recorrência do rendimento, obterá condições piores do que obterá daqui a um ano, se o pedido puder esperar pela segunda época documentada, deve esperar. Quem teve incumprimentos recentes deve regularizá-los e deixar o registo sarar antes de qualquer pedido. E quem faz as contas pela média anual e chega a uma taxa de esforço no limite não deve contar com o verão seguinte para desempatar, no Algarve, toda a gente conhece alguém a quem uma época má trocou as contas.
Rendimento sazonal exige mais planeamento do que rendimento fixo, mas quem domina o seu ciclo, documenta o seu historial e escolhe o momento certo chega à mesa de negociação em igualdade de circunstâncias. E no Algarve, dominar o ciclo é uma competência regional.
Perguntas frequentes (FAQ)
Consigo obter crédito com um contrato de trabalho sazonal?
Sim. As instituições avaliam sobretudo a média e a consistência do rendimento anual, declarações de IRS, extratos de 6 a 12 meses e historial de épocas consecutivas e não apenas o tipo de contrato. Contratos a termo renovados com historial comprovado são perfis financiáveis; o que penaliza é a ausência de histórico, não a sazonalidade em si.
Trabalho a recibos verdes só no verão. Que documentos preciso?
As declarações de IRS dos últimos dois anos, os recibos emitidos, extratos bancários que mostrem o ciclo anual completo e, idealmente, prova de recorrência (o mesmo cliente ou empregador em épocas consecutivas). Atividade aberta há mais de dois anos com rendimento anual consistente é o perfil que as instituições procuram.
Qual é a melhor altura do ano para pedir crédito com rendimento sazonal?
O outono, imediatamente após a época alta: os recibos dos meses fortes estão frescos, os extratos refletem os melhores saldos do ano e o rendimento da época é comprovável. Um pedido idêntico feito no fim do inverno apresenta o mesmo perfil no seu momento mais fraco.
Posso consolidar créditos tendo rendimento sazonal?
Sim, e é uma solução frequente na região: juntar prestações dispersas numa única, dimensionada para a média anual do rendimento (e não para os meses altos), pode aliviar precisamente os meses de inverno. A comparação deve ser feita com a TAEG e o MTIC de cada proposta, porque o alargamento do prazo pode aumentar o custo total.
Quanto custa recorrer a um intermediário de crédito?
Nada, no modelo de intermediação vinculada: a remuneração é paga pelas instituições financeiras. É o caso da e-loan, intermediário de crédito vinculado registado no Banco de Portugal com o n.º 0001398, que apresenta cada processo a várias instituições em simultâneo e devolve as propostas comparadas, o registo de qualquer intermediário pode ser confirmado na lista pública do Portal do Cliente Bancário.
A iniciativa propõe um fim de tarde dinâmico que cruza cultura, história e lazer. O programa arranca com uma visita orientada projetada para dar a conhecer a evolução do território e da comunidade que moldou a economia e a identidade local ao longo dos séculos.
A jornada culmina com um peddy paper desafiante, no qual os participantes vestem a pele de verdadeiros exploradores e utilizam o “Diário de Bordo” como mapa para desvendar a exposição de forma envolvente. Trabalhando em equipa, as famílias serão convidadas a desvendar desafios didáticos e de observação enquanto percorrem os quatro núcleos da exposição: «Explorar a Terra», «Explorar o Mar», «Ocupar e Viver» e «Território».
As vagas são limitadas. Os interessados devem realizar a sua inscrição através do e-mail servicos.educativos@cm-loule.pt ou pelo telefone 289 400 611.
De 4 a 6 de setembro, pelas 21h30, as Noites no Cais regressam ao Cais das Descobertas e Jardim da Constituição para três serões onde a música, a arte e diferentes geografias culturais se encontram num dos cenários mais emblemáticos do centro histórico de Lagos. La Barca, Afro Anatolian Tales e Bandua compõem o programa musical desta edição, acompanhado por uma instalação artística criada por Nuno Pimenta especialmente para o evento.
Criadas em 2020, as Noites no Cais voltam a transformar este espaço junto às muralhas num palco ao ar livre, com uma programação eclética e multicultural que cruza tradição e contemporaneidade, Oriente e Ocidente, natureza, eletrónica e novas linguagens artísticas.
Ao longo dos três dias, uma instalação de Nuno Pimenta, com curadoria da ETERNO, evocará a ondulação do mar e a relação histórica de Lagos com o oceano.
4 de setembro | La Barca
Verde mi Sangre, Rojo tus Hojas parte da biodiversidade para uma viagem musical pelo mundo natural e pela relação entre humanidade e natureza.
5 de setembro | Afro Anatolian Tales – Tarab Dance
Tradições da Anatólia, Irão, Índia e da Rota da Seda encontram-se com eletrónica e improvisação, numa ponte musical entre Oriente e Ocidente.
6 de setembro | Bandua
Bernardo D’Addario e Edgar Valente cruzam memória e cultura portuguesas com sonoridades globais, entre o eletrónico e o orgânico, o passado e o futuro.
Entrada gratuita, mediante levantamento de bilhete na receção do Centro Cultural de Lagos. Nos dias dos espetáculos, os bilhetes também poderão ser levantados no pórtico de entrada do recinto, a partir das 19h00.
Entre muralhas, mar e céu estrelado, Lagos volta a abrir o Cais das Descobertas ao mundo!
O desgaste dos tratamentos de fertilidade: quando parar é autocuidado
A fadiga resultante dos tratamentos de fertilidade é o esgotamento emocional, físico e psicológico que surge ao longo do processo de reprodução assistida e que em alguns casos pode levar casais a interromper o percurso antes de esgotarem as possibilidades clínicas. Em plena época de férias, é importante reforçar a necessidade de fazer uma pausa, descansar e recuperar. Momentos como as férias podem ser essenciais para atenuar a pressão, restabelecer o equilíbrio emocional e reestruturar-se para continuar os seus tratamentos.
O impacto psicológico dos tratamentos
A infertilidade e os tratamentos de reprodução assistida podem ter um impacto significativo na saúde mental. A literatura mostra que o stress emocional, a ansiedade e a depressão são mais frequentes entre pessoas que recorrem a estas técnicas do que entre quem concebe naturalmente. Cerca de 4 em cada 10 mulheres em tratamento apresentam ansiedade (41%) e depressão (42%). Nos casais que procuram tratamento, a prevalência de depressão varia entre 15% e 54%, e a de ansiedade clinicamente significativa, entre 8% e 28%.
Os momentos de maior distress concentram-se na punção folicular e na espera pelo resultado do teste de gravidez. Cada ciclo tende a ser acompanhado por esperança e, por vezes, frustração. A pressão para “fazer tudo corretamente”, a sensação de falha do corpo, o medo de perder a janela de oportunidade e a exaustão de conciliar consultas, medicação e trabalho podem levar a um estado de fadiga.
O descanso como parte do tratamento
O descanso estratégico deve integrar o plano terapêutico. O descanso não se resume ao sono. Inclui pausas intencionais, como momentos de lazer, redução da sobrecarga laboral e espaço para o casal se reconectar para além do objetivo do projeto parental. A evidência indica que o apoio social e estratégias de coping adaptativas melhoram a qualidade de vida e reduzem o sofrimento emocional durante o percurso.
As férias funcionam como uma estratégia, dentro da área dos limites, que permite reduzir a ativação constante do sistema de stress, quebrar o ciclo esperança – frustração, reforçar a relação do casal e ganhar clareza para decisões futuras – como continuar, fazer uma pausa mais longa ou repensar o projeto parental. Um casal esgotado emocionalmente decide a partir do medo e da exaustão, enquanto um casal em equilíbrio poderá decidir com maior clareza e pragmatismo.
O sentimento de estar numa corrida contra o tempo é uma realidade para muitos casais que enfrentam desafios de fertilidade. Ainda assim, fazer uma pausa temporária nem sempre significa comprometer o processo. Em conjunto com a equipa de profissionais que vos acompanha, avaliem o vosso bem-estar emocional e discutam a possibilidade de realizar pausas estratégicas. O descanso pode ser uma decisão clínica e de autocuidado, não um sinal de desistência.
Por: Ana Luísa Alves, Psicóloga Clínica da Procriar
O mês arranca de 3 a 6 de setembro com a 9.ª edição do Corpo de Hoje – Festival de Artes Performativas, no Cineteatro Louletano e noutros espaços do concelho. Mais do que um festival, o Corpo de Hoje propõe-se como um movimento artístico que questiona a forma como sentimos, olhamos e vivemos o corpo, através da dança e das artes performativas.
Entre os momentos desta edição está Steal You for a Moment, de Francisco Camacho e Meg Stuart, no dia 5 de setembro, às 21h00, uma coprodução do Cineteatro Louletano. O programa inclui ainda a oficina Uma Aula de Improvisação, orientada por Meg Stuart, no dia 3 de setembro, entre as 18h00 e as 21h00, no Estúdio Corpo de Hoje, e o encontro Mostra-me o teu quintal, dir-te-ei quem és, de Leonor Isidro, no dia 6 de setembro, das 10h30 às 12h30, no Moinho do Gentil, em Querença.
No dia 8 de setembro, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova recebe Petit Pays, de Eric Barbier, no âmbito do ciclo Filme Francês do Mês, numa parceria com a Alliance Française. A sessão, de entrada gratuita, apresenta a adaptação cinematográfica do romance de Gaël Faye, numa obra centrada na infância, na amizade e nas profundas transformações provocadas pelo conflito no Burundi.
O teatro regressa ao Cineteatro Louletano nos dias 11 e 12 de setembro, às 21h00, com The Swimming Pool Party, do Teatro do Eléctrico, numa coprodução do Cineteatro Louletano. Com texto de Ricardo Neves-Neves, o espetáculo parte de um estranho caso de assassinato durante uma festa de fim de temporada para construir uma comédia negra sobre superficialidade, relações humanas e aparências. No dia 12 de setembro, às 17h00, a sessão conta com audiodescrição, reforçando a aposta do Cineteatro na acessibilidade para pessoas cegas e/ou com baixa visão.
Dia 13 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Os Poetas Convidados, encontro inédito entre Pedro Moutinho e Hélder Moutinho. Pela primeira vez a partilhar o palco, os dois músicos celebram o Fado e prestam tributo aos poetas que têm enriquecido este património musical, num concerto que cruza tradição e identidade artística.
A 18 de setembro, às 21h00, é a vez de Kitada, de Marga Alfeirão, pelo Projecto Casa, subir ao palco do Cineteatro Louletano. Em estreia e numa coprodução, o espetáculo multidisciplinar aborda o erotismo e o desejo feminino associados à memória e ao passado. Integra o projeto de apoio à criação que envolve o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor e O Espaço do Tempo.
No dia 20 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano apresenta Cratera, de André Braga e Cláudia Figueiredo, da CRL – Central Elétrica, espetáculo multidisciplinar com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Partindo das propostas da Geopoética e da relação entre questões ecológicas e a experiência individual, a criação procura experiências intensas de ligação à terra, tendo parte da pesquisa e do processo criativo sido desenvolvida na ilha do Fogo, em Cabo Verde.
Ainda no dia 25 de setembro, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe Coro dos Amantes, de Tiago Rodrigues, Cláudia Gaiolas e Tónan Quito. Primeira peça de teatro de Tiago Rodrigues, estreada na Culturgest em 2007, a obra apresenta a duas vozes a história de um jovem casal confrontado com uma situação de vida ou morte, numa narrativa sobre amor, respiração e a força vital que persiste quando tudo parece estar em causa. Coro dos Amantes terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
No dia 26 de setembro, sábado, há lugar para um laboratório de criação artística e participativa, na Casa da Cultura de Loulé. Chama-se CTRL + ALT + Liberdade Desprogramada, de Marlene Barreto. A ação convida os participantes a refletirem sobre a forma como os discursos moldam as nossas escolhas, as nossas convicções e a perceção da liberdade.
E no mesmo dia, das 11h00 às 12h00, a Orquestra de Jazz do Algarve propõe uma masterclass de jazz com a cantora Polly Gibbons, no âmbito do Algarve All Jazz, no Cineteatro Louletano.
Ainda em setembro, um projeto promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Cineteatro Louletano, vai andar por Loulé. A residência de O que é o tacho? parte do encontro com famílias migrantes, utilizando a culinária como território de resistência e de afirmação cultural, uma forma de reclamar lugar e partilhar identidades. Em simultâneo cruzam-se histórias, memórias, afetos e, claro, receitas. O que é o tacho? terá uma sessão de partilha pública, em dezembro.
A programação encerra no dia 27 com música. Às 10h00 e às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe As Árvores Não Têm Pernas para Andar, de Joana Gama, com duas sessões para famílias, às 10h00 e às 11h30, dirigidas a maiores de 3 anos. Mais tarde, às 17h00, o Cineteatro Louletano acolhe Algarve All Jazz ’26, com Polly Gibbons & Orquestra de Jazz do Algarve, numa coprodução que junta uma das vozes de referência do jazz britânico a uma das principais formações jazzísticas algarvias.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.
O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
O Comando Territorial de Faro, na noite de 22 para 23 de agosto, realizou diversas ações de fiscalização rodoviária nos concelhos de Albufeira e Loulé, das quais resultaram 16 detenções.
No decorrer das ações foram detidas dez pessoas por condução sob o efeito do álcool, quatro por tráfico de estupefacientes, uma por condução sem habilitação legal e uma por resistência e coação sobre funcionário.
Foram ainda elaborados 37 autos de contraordenação rodoviária e três autos de contraordenação de natureza policial, tendo sido apreendidas:
• 13 doses de haxixe;
• Três doses de cocaína;
• 2,25 gramas de MDMA;
• 3,22 gramas de ecstasy.
No mesmo período, a Guarda realizou uma operação de fiscalização direcionada para motociclos e ciclomotores, nos concelhos de Faro e Loulé, com especial incidência nos comportamentos de risco associados à sinistralidade rodoviária grave. Desta ação resultaram 18 autos de contraordenação rodoviária e a apreensão de sete motociclos.
As ações contaram com o empenhamento das diversas valências do Comando Territorial de Faro, nomeadamente do dispositivo territorial, trânsito e de Intervenção.
A Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver ações de prevenção e fiscalização, com o objetivo de reforçar a segurança rodoviária, prevenir comportamentos de risco e contribuir para a segurança de pessoas e bens.
Uma menina de seis anos, de nacionalidade espanhola, morreu este domingo na sequência de um atropelamento na zona da Ingrina, no concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro.
O acidente aconteceu na Estrada Municipal 1257, junto à zona da Ingrina. Segundo informações divulgadas pela GNR e pela Proteção Civil, a criança viajava com os pais, que tinham parado o automóvel para apreciar a paisagem.
De acordo com as autoridades, o veículo não terá ficado trancado. A menina terá aberto uma das portas e saído em direção aos pais, acabando por ser colhida por outra viatura que circulava na estrada. O condutor não terá conseguido aperceber-se da presença da criança a tempo.
O alerta foi dado pelas 18h20. Foram mobilizados 27 operacionais dos bombeiros, INEM e GNR, apoiados por oito veículos. Um helicóptero do INEM também foi acionado, mas acabou por não ser necessário.
O óbito da criança foi declarado no local.lo
As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades.