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Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

28 August 2026 at 14:00

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

Maioria entre o eleitorado brasileiro, as mulheres estão no centro de uma ofensiva que cresce nas redes sociais. Falas disfarçadas de opinião política questionam o espaço feminino na vida pública e se misturam a ataques de ódio envolvendo desqualificações, ameaças ou associações a contextos de violência sexual – justamente no período em que a participação delas nas urnas se torna decisiva.

O voto feminino foi reconhecido no Brasil pelo Código Eleitoral de 1932. Antes disso, propostas de participação de mulheres na política enfrentaram resistência e argumentos de que elas não teriam a mesma capacidade intelectual dos homens. Quase cem anos depois, a discussão mudou de linguagem e plataforma, mas não desapareceu e encontra eco em várias partes do mundo.

Na primeira semana de julho deste ano, um vídeo da influenciadora bolsonarista Pietra Bertolazzi ganhou projeção em todo o país por mostrá-la se juntando a uma campanha contra o voto feminino. “Sou contra”, disse, ao se referir ao voto de mulheres, bem como ao feminismo. O movimento espelha manifestações entoadas pela extrema direita em outros países, em especial, nos Estados Unidos.

Print do vídeo da influenciadora bolsonarista Pietra Bertolazzi
Print do vídeo da influenciadora bolsonarista Pietra Bertolazzi

No dia 21 do mesmo mês, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo retomou declaração feita por Jair Bolsonaro contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS) em 2014, quando disse que não estupraria Maria do Rosário porque ela “não merecia”, em referência à aparência da parlamentar. Figueiredo classificou como “genialidade” a fala de Bolsonaro e utilizou o episódio para atacar novamente a deputada, bem como a parlamentar Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O caso chegou à esfera judicial. Em agosto, a desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), Vânia Heck, classificou a manifestação como misógina e determinou que o Google removesse trechos da transmissão por propaganda eleitoral antecipada negativa contra Maria do Rosário. Na decisão, a magistrada afirmou que as referências a Jandira Feghali não eram de competência da Corte gaúcha.

O link mencionado na ação foi retirado do ar. No entanto, cortes que replicam as falas de Figueiredo continuam disponíveis no canal do próprio influenciador. Procurado, o Google respondeu que a empresa cumpriu integralmente a decisão judicial.

“O YouTube é uma plataforma aberta, comprometida com a liberdade de expressão, com a integridade do debate público e atua em conformidade com a legislação. Agimos prontamente ao sermos notificados sobre violações à lei local, avaliando e processando ordens judiciais e notificações que atendam aos requisitos legais”, disse.

O episódio envolvendo Figueiredo expôs, ainda, outra camada do discurso contra a participação feminina na política. Em uma segunda transmissão analisada pela Justiça, o influenciador afirmou que mulheres “votam estatisticamente muito mal”, especialmente “as solteiras”. Nesse caso, a magistrada reconheceu a presença de “linguagem grosseira, sexista e socialmente reprovável”, mas não determinou a retirada imediata da gravação.

Print de transmissão do influenciador de extrema direita Paulo Figueiredo no YouTube
Print de transmissão do influenciador de extrema direita Paulo Figueiredo no YouTube

Para a professora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicodinâmica do Trabalho Feminino (Psitrafem) da Universidade de Brasília (UnB) Carla Antloga, o discurso contrário ao voto feminino e outras “manifestações misóginas” não são casos isolados, mas representam a “reativação de argumentos históricos que defendiam a exclusão das mulheres da vida política”.

Nesse contexto, conforme relatou, falas como as de Paulo Figueiredo funcionam como uma tentativa de silenciar mulheres que ocupam espaços públicos e políticos. “A pesquisadora Rita Segato vai chamar isso de ‘pedagogia da crueldade’”, disse Antloga. “[É] o uso da violência sexual verbalizada como piada que termina cumprindo uma função de ensinar para todas as mulheres que, se elas ocuparem a cena política, se falarem ou se manifestarem, [o ataque] também pode acontecer com elas. Por isso, [o termo] ‘pedagógica’, usado no sentido de ensinar por meio da crueldade”, explicou.

A professora ressalta que a violência contra a mulher utilizada como linguagem política não é um evento exclusivamente brasileiro. Para ela, o fenômeno está relacionado a uma “articulação internacional entre fundamentalismo religioso, extrema direita e populismo autoritário”.

Esses discursos, segundo Antloga, não foram criados pelas redes sociais, mas encontraram nelas um ambiente de disseminação e radicalização “por meio de algoritmos que dão a impressão de que essas ideias são compartilhadas por uma multidão”. “Uma coisa é importante a gente entender: violência como linguagem não é uma exceção. A violência como linguagem é a regra”, resumiu.

Mulheres fazem passeata no Dia Internacional da Mulher - 8M, por direitos e contra a violência e o feminicídio
A violência contra a mulher utilizada como linguagem política é um fenômeno que está relacionado a uma “articulação internacional entre fundamentalismo religioso, extrema direita e populismo autoritário”

Violência silenciosa e “importada”

Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) analisaram 7 milhões de conteúdos trocados em 85 grupos no Telegram desde 2015. As comunidades fazem parte do que a equipe chama de “machosfera”, ambientes de formação política virtual, compostos predominantemente por homens, nos quais são compartilhados discursos misóginos e de ordem social.

As manifestações contra o voto feminino em 18 desses grupos, realizados entre 2020 e 2026, motivaram um estudo à parte de Julie Ricard, Mario Aquino Alves e Ergon Cugler. Nesse universo, 87% do conteúdo trocado nesses grupos repetia veredito negativo ao direito por meio de declarações como “um dos maiores erros da sociedade ocidental”.

A deslegitimação do voto feminino, segundo a pesquisa, “se alimenta diretamente do repertório norte-americano”. O estudo cita o compartilhamento de “ideias importadas” e picos em publicações nas comunidades, como ocorreu após uma repostagem feita pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em 2025. O conteúdo defendia a revogação da 19ª Emenda – que proíbe a negativa ou restrição do direito de voto por qualquer estado com base no gênero.

Para a doutora em ciências políticas e doutoranda em história na Universidade de Brasília (UnB) Ana Prestes, o discurso não é propriamente sobre a capacidade das mulheres de votar, mas sobre a autonomia feminina.

“Historicamente, esse foi justamente um dos argumentos utilizados contra o sufrágio feminino e o direito da mulher de votar e ser votada. Durante muito tempo, se afirmou que a família deveria ter uma única representação política e que essa representação caberia ao pai, ao marido, ao irmão mais velho, ou seja, a algum homem destacado no núcleo familiar. A mulher estaria representada politicamente por ele”, explicou. É esse o argumento que vem sendo requentado em discussões para tentar instituir o “voto familiar”.

Segundo Prestes, essa também seria uma tentativa de limitar a própria cidadania feminina. “Quanto mais as mulheres conquistam autonomia econômica, sexual, familiar e política, mais aparecem movimentos que pretendem restaurar hierarquias que pareciam ser superadas. Portanto, não é contraditório que discursos contra direitos femininos apareçam justamente depois de décadas de avanços. Em alguma medida, eles aparecem justamente por causa desses avanços”, disse a doutora.

Violência de gênero on e offline

Para Prestes, as redes sociais contribuem para esse cenário de violência de gênero ao criarem uma “espécie de economia política da indignação”. “Quanto mais ofensiva, chocante ou polarizadora é uma declaração, maior a possibilidade de circulação, comentários, compartilhamentos e engajamento. A misoginia pode, ainda, transformar-se em produto de engajamento no ambiente digital. Há influenciadores que constroem audiência transgredindo deliberadamente limites do que antes seria considerado aceitável no debate público”, explicou.

De acordo com Prestes, o comportamento criminoso segue um padrão: primeiro é dito algo aparentemente absurdo nas redes, depois a fala vira meme, discussão, conteúdo e controvérsia: “Pela repetição, determinadas ideias começam a entrar no repertório do debate público”.

A misoginia digital também é um instrumento de mobilização política nas redes, e a falta de legislação e regulação permite a sensação de normalidade destas condutas.”
Ana Prestes
Doutora em ciência política

No Brasil, a Lei nº 14.192/21 define a violência política de gênero como qualquer ação ou omissão que tenha como objetivo impedir, dificultar, desvalorizar ou anular o exercício dos direitos políticos das mulheres. Esse tipo de violência pode atingir tanto candidatas quanto mulheres que já ocupam cargos eletivos.

De acordo com a legislação, esse tipo de violência pode se manifestar por meio de ameaças, assédio físico ou psicológico, constrangimento, discriminação, humilhação e perseguição. Nesses casos, a lei prevê pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Punição que pode ser aumentada em até um terço quando a vítima estiver grávida, tiver mais de 60 anos ou for pessoa com deficiência.

O crime cometido por meio digital também sofre elevação na pena. Apesar da existência da lei, ataques a mulheres que tentam ocupar espaço na vida pública continuam frequentes, especialmente na internet.

Em julho de 2025, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) manteve a sentença condenatória de um homem identificado como Elton Carlos do Nascimento por violência política de gênero contra uma vereadora de Primavera (PA). Em uma transmissão ao vivo no Facebook, ele proferiu ofensas misóginas contra a parlamentar com o objetivo de constrangê-la e dificultar o exercício de seu mandato.

A ocorrência do crime foi comprovada por vídeos, e a autoria foi confirmada a partir de depoimentos de testemunhas. O réu foi condenado a dois anos de prisão e pagamento de multa – pena substituída por prestação de serviços à comunidade.

A Agência Pública procurou Elton por meio do telefone de um dos advogados que o representou na ação, mas não obteve sucesso. Em caso de manifestação este espaço será atualizado.

Mesmo no ambiente físico e entre colegas de mandato, os casos de violência política de gênero passam longe de incomuns. No início de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-vereador de Nova Friburgo (RJ) José Sebastião Rabello (Solidariedade), conhecido como Zezinho do Caminhão, por humilhar uma colega durante uma discussão na Comissão de Saúde da Câmara.

O ex-vereador de Nova Friburgo (RJ), José Sebastião Rabello (Solidariedade), foi condenado por humilhar uma colega durante uma discussão na Comissão de Saúde da Câmara

Após a vereadora apresentar emenda exigindo critérios técnicos para nomeações em uma clínica psiquiátrica, Rabello a xingou de vagabunda, mentirosa, sem competência e disse que a isolaria politicamente, interação presenciada por testemunhas.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro chegou a considerar as provas insuficientes para a caracterização da violência política de gênero, mas o TSE reconheceu a prática e declarou a inelegibilidade do político pelo prazo de oito anos. Ele também teve os direitos políticos suspensos.

Zezinho do Caminhão foi procurado por mensagem em seu perfil oficial nas redes sociais, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. Em caso de manifestação, este espaço será atualizado.

A voz feminina no parlamento brasileiro

Em 2022, 107 parlamentares mulheres foram eleitas para vagas no Congresso Nacional, representando 18% do total de 594 cadeiras — sendo 91 deputadas federais e 16 senadoras.

Apesar do aumento da presença feminina na política, em comparação com legislaturas anteriores, a atuação das parlamentares não é homogênea quando o assunto são políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Sessão presidida por parlamentares na Câmara dos Deputados
Sessão presidida por parlamentares na Câmara dos Deputados

Um dos episódios que ilustrou a divergência foi a votação do agora sancionado Projeto de Lei nº 3.880/24, que passou a reconhecer a chamada violência vicária — quando o agressor atinge filhos, familiares ou pessoas próximas para provocar sofrimento na mulher — como modalidade de violência doméstica e familiar.

Durante análise no Plenário, algumas deputadas se opuseram ao projeto. Entre elas, Julia Zanatta (PL-SC). Em declaração de voto contra a inclusão da violência na Lei Maria da Penha, a parlamentar defendeu que a legislação deveria considerar homens e mulheres como potenciais vítimas e agressores.

Para a doutoranda em Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP) Carolina Bianchini Bonini, a presença de mais mulheres no parlamento é democraticamente relevante “sobretudo porque a política brasileira foi historicamente construída como um espaço masculino”: “Mas a presença de mulheres, por si só, não significa que haverá defesa de políticas feministas ou de direitos das mulheres”.

Segundo Bonini, existe, ainda, uma disputa social pelo significado de “defender as mulheres”. “Uma parlamentar conservadora pode não se perceber como alguém contrária aos direitos femininos. Ela pode afirmar que está protegendo mulheres, crianças ou famílias, mas partir de uma concepção completamente diferente sobre gênero, sexualidade, autonomia e sobre quais devem ser as funções do Estado”, disse.

Para a especialista, a questão é entender quais projetos de sociedade as parlamentares representam. “Ampliar numericamente a presença feminina é fundamental, mas representação política não pode ser analisada contando corpos. Precisamos perguntar quais mulheres chegam ao poder, quais interesses representam, quais desigualdades reconhecem e quais políticas ajudam a construir”, finalizou.

Julia Zanatta (PL-SC), deputada federal de extrema direita de Santa Catarina

PL da Misoginia: Resistência enfrenta até vozes femininas

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 896/23, cujo objetivo é justamente garantir punição mais severa para manifestações misóginas. De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB/MA), a proposta quer incluir a misoginia – ódio, desprezo ou aversão direcionados às mulheres – entre os crimes previstos na Lei do Racismo.

Em março deste ano, o Senado aprovou o substitutivo do PL por 67 votos a zero. Em seguida, enviou a matéria à Câmara. Na Casa Legislativa, no entanto, o texto encontrou resistência.

Um grupo de trabalho formado por parlamentares de diferentes partidos foi criado e discutiu a proposta durante maio e junho. Em 1º de julho, a Câmara aprovou por 293 votos a 158, com três abstenções, o regime de urgência para o projeto.

Os partidos Liberal, Novo e Missão orientaram seus parlamentares a votarem contra a redação. Uma das vozes mais contundentes contra a proposta foi a de Zanatta. Em discurso oficial, a deputada afirmou que o texto teria conceitos subjetivos e poderia transformar opiniões e convicções religiosas em matéria penal, além de produzir censura. O texto aprovado pelo Senado, contudo, apenas define misoginia como conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres.

Júlia Zanatta foi procurada por e-mail e por meio de sua assessoria, mas não respondeu aos questionamentos na reportagem. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado em caso de resposta.

À Pública, a professora e pesquisadora da UnB, Carla Antloga, avalia que vincular o PL da Misoginia à criminalização da opinião é uma “distorção completa de uma lógica civilizatória”. “Primeiro que misoginia não é opinião”, pontuou. “A gente tem que entender que o patriarcado é uma estrutura que pode ser sustentada por qualquer pessoa que se beneficie dela, inclusive por mulheres.”

“Nós temos várias pesquisas e evidências de que muitas mulheres que ascendem na política e que são de bancadas religiosas e conservadoras, frequentemente vão consolidar sua viabilidade eleitoral justamente por reforçarem pautas antifemininas e antifeministas. Isso as torna porta-vozes muito eficazes desse discurso dos colegas homens, porque a fala delas termina carregando uma legitimidade que o discurso masculino sozinho não tem”, declarou.

Democrats, groups fight back after Supreme Court clears way for Trump attack on mail voting

26 August 2026 at 18:51
Ballots are tabulated on election night at the Fulton County Elections Hub and Operation Center on November 5, 2024 in Fairburn, Georgia. Photo by Megan Varner/Getty Images
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This story originally appeared in Common Dreams on Aug. 25, 2026. It is shared here under a Creative Commons (CC BY-NC-ND 3.0) license.

Democratic leaders and a “pro-voter” coalition on Tuesday announced separate actions to combat President Donald Trump’s attack on voting by mail after the US Supreme Court’s right-wing majority delivered a “painful setback” for critics who argue the Republican’s executive order is unconstitutional.

The president’s March order directed the US Department of Homeland Security to compile lists of citizens eligible to vote, states to provide voter information to the federal government, and the United States Postal Service to craft new regulations for absentee ballots—for which the USPS published a final rule last Friday, less than three months away from the midterm elections.

The nation’s top court said in a 6-3 decision on Monday that Democrat-led states had not demonstrated sufficient standing to challenge the president’s order and paused a lower court injunction blocking its implementation. The attorneys general in that case, Trump v. California, vowed to keep fighting back, and as of Tuesday evening, others already are.

The chairs of the Democratic National Committee (DNC) and Democratic Governors Association, US Senate and House minority leaders, and heads of the party’s campaign committee for each chamber of Congress on Tuesday announced the filing of a new motion for a preliminary injunction.

“Today, we are taking strong, joint legal action to stop Trump’s unlawful attempt to restrict mail-in voting through the Postal Service,” said DNC Chair Ken Martin, Kentucky Gov. Andy Beshear, Sen. Chuck Schumer (NY), Rep. Hakeem Jeffries (NY), Sen. Kirsten Gillibrand (NY), and Rep. Suzan DelBene (Wash.) in a joint statement.

“Yesterday’s Supreme Court ruling did not say that Trump’s executive order attacking voting rights is constitutional,” they stressed. Rather than ruling on the merits of the challenge, the majority of justices simply said that the states had sued prematurely, as federal efforts to respond to Trump’s order were still underway.

“But the law is clear: States have the authority to run elections—not the president,” the Democrats said. “”We will not stand by while Trump and Republicans try to unnecessarily inject chaos and confusion into our elections, just weeks before voting begins. We are asking a district court to immediately stop the Trump administration from unlawfully disrupting mail-in voting in every state. Democrats will continue fighting every day until Trump’s illegal executive order, and all of his other attempts to undermine our free and fair elections, are completely thrown out.“

The Campaign Legal Center (CLC) and Democracy Defenders Fund (DDF) also continued their battle against the order, filing a new complaint on behalf of the Arizona Students’ Association, League of United Latin American Citizens, Secure Families Initiative, Texas’ Travis County, and the city of Madison, Wisconsin.

BREAKING: we just filed to STOP the new USPS rule on mail ballots

The Court only held that the injunction came too early. Now we HAVE a final rule & we are litigating it@DDFund_ & @CampaignLegal are proud to represent LULAC, Madison WI & Travis County TX pic.twitter.com/e7MTj66U0W

— Norm Eisen (@NormEisen) August 25, 2026

“Key provisions of the president’s second executive order on elections have already been declared unlawful in multiple federal cases,” said Anna Baldwin, CLC’s director of voting rights litigation. “But the US Supreme Court’s recent lawless order on the shadow docket has given USPS the green light to attempt to implement their new mail voting rules—mere weeks before mail ballots start to be sent out in some parts of the country.”

“But nothing in the Supreme Court’s procedural order suggests that the rules are lawful,” Baldwin emphasized. “We will not let the president’s dangerous anti-voter agenda go unchecked, so we’re filing a new complaint challenging USPS’ unconstitutional new rulemaking to ensure all voters can cast their ballot in November.”

Ripping Trump’s order as a “reckless power grab that would likely result in mass confusion, chaos, and disenfranchisement of eligible absentee voters,” DDF legal director Tianna Mays said that “this rule not only places ordinary Postal Service employees in the untenable position of determining whether eligible voters may receive and cast mail ballots, it wreaks havoc on state and local election officials and civic engagement groups.”

“If not stopped,” Mays warned, “our clients, voter advocacy groups, and local election officials in two states would be tasked with deciphering, implementing, and educating their staff and members about the rule’s requirements, just weeks before Election Day.”

Separately on Tuesday, Massachusetts-based US District Judge Indira Talwani found that the Trump administration violated her injunction by finalizing the rule published last week by the Postal Service, though she declined to take any action over it.

The group behind that case, the League of Women Voters Massachusetts, also pledged to keep fighting Trump’s efforts to restrict voting by mail—despite repeatedly voting that way himself—after the Supreme Court’s interim ruling on Monday.

Serbia: Inside the leaderless movement

Serbia is in the middle of its largest protest movement in decades. What began in 2024 with the deadly collapse of the Novi Sad railway station canopy has grown into a much deeper crisis of trust—one in which citizens are mobilising in huge numbers while confidence in political parties and state institutions continues to collapse.  

In this episode, Jessica Hendrick welcomes Igor Bandović, director of the Belgrade Centre for Security Policy and head of the Belgrade Security Conference; and Luka Filipović, research associate at the Institute for Contemporary History in Belgrade working on the RE-ENGAGE project. Igor argues that Serbia is now in “authoritarian suspension”: the government still holds the machinery of power but is increasingly losing its ability to convince citizens that institutions work in the public interest. Luka points to an equally striking finding from the research—trust between citizens is strengthening even as trust in formal institutions falls.  

Drawing on the student-led protests, the debate over snap elections and Serbia’s complicated relationships with Brussels, Moscow, Beijing and Washington, Jessica, Luka and Igor discuss whether a leaderless movement can turn civic mobilisation into political change, why the EU’s approach to Serbia has struggled to build democratic credibility, and how Belgrade’s strategy of “geopolitical shopping” is reshaping the country’s place between East and West.  

Can Serbia’s protest movement convert public anger into lasting democratic change? Has Europe prioritised stability over democracy for too long? And how long can Belgrade continue balancing between competing powers before that strategy begins to break down? 

Further reading: 
RE-ENGAGE research on Serbia
RE-ENGAGE policy recommendations on Western Balkans

This podcast was recorded on July 21st, 2026.

Source

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