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Esquerda, direita e centro concordam mais sobre a economia do que a eleição faz parecer

8 September 2026 at 19:17

Em todo o período eleitoral, a economia invade a conversa do dia a dia de boa parte das pessoas. Seja no almoço de domingo, no ponto de ônibus, na fila da padaria ou no grupo de WhatsApp da família. E é aí, longe do palanque, que uma pesquisa revela algo que o discurso da polarização insiste em esconder: brasileiros e brasileiras de todos os espectros concordam bem mais sobre economia do que a lógica do “nós contra eles” sugere.

O estudo Percepções da Economia Brasileira, encomendado pelo Fundo Global para uma Nova Economia (GFNE) e conduzido pela Ipsos, em parceria com os think tanks Transforma e Cipó, ouviu, de forma online, brasileiros maiores de 18 anos das classes A, B e C, entre junho e julho de 2026. E o resultado é revelador para este momento pré-eleitoral: o que eles defendem em termos de projeto econômico tem pouco a ver com a sua identificação política e ideológica.

A pesquisa fez um experimento simples e eficaz: apresentou plataformas de governo hipotéticas a dois grupos distintos de eleitores, sempre contrastando uma proposta identificada com a “direita genérica” – redução generalizada de impostos, privatizações, combate à corrupção, penas mais duras para crimes graves – a uma alternativa de esquerda.

No primeiro cenário, a alternativa foi a “centro-esquerda tradicional”: elevação do salário-mínimo, combate à pobreza por auxílios sociais, Estado mais presente na economia. Resultado: 46% dos eleitores preferem essa plataforma, contra 39% pela direita. Esse resultado, em si, já diz bastante. Mesmo uma parte de quem desaprova (23%) o governo atual ou não soube avaliá-lo (41%) se identifica mais com uma alternativa ao neoliberalismo.

Mas, no segundo cenário, a proposta de esquerda mudou de figura e o resultado disparou. A plataforma chamada de “nova economia” mantém a defesa do papel do Estado, mas troca o enfoque: combate a preços abusivos, reconhecimento do trabalho de cuidado, ampliação de direitos trabalhistas e taxação de grandes fortunas. Neste caso, a adesão à direita cai para 27%, enquanto a “nova economia” é escolhida pela maioria, por 59% dos entrevistados. Aqui, vale esclarecer: essa nova economia é definida pelo próprio GFNE como uma plataforma econômica que seja inclusiva, equânime e sustentável. Bastante do que venho defendendo nessa coluna, e do que também é promovido pela NoVE, Novas Vozes Econômicas, a rede de economistas progressistas da qual faço parte. 

A diferença entre os dois cenários não é sutil: são 20 pontos percentuais de distância entre duas versões de esquerda: uma tradicional, outra com propostas mais atreladas ao cotidiano dos entrevistados.

Isso diz algo que interessa a qualquer estrategista de campanha: não basta ser de esquerda, é preciso falar da economia que pesa no bolso das pessoas todos os dias.

E quem está migrando de opinião? Sobretudo dois grupos que a política costuma dar como perdidos para qualquer agenda progressista: os “inconsistentes”. Trata-se de eleitores sem padrão fixo de voto nas duas últimas eleições, categoria que reúne desde quem alternou o voto entre PT e Bolsonarismo até quem não votou ou nem se lembra em quem votou. Isso inclui uma fatia relevante de quem hoje desaprova o governo Lula.

Entre os inconsistentes (os eleitores sem padrão fixo), a adesão à esquerda salta de 49% para 63% quando a proposta é a “nova economia”. Entre os opositores ao PT, o salto é de 17 pontos percentuais, chegando a 40%, ou seja, quase a metade de quem hoje reprova Lula prefere uma agenda que taxa fortunas e amplia direitos trabalhistas a uma agenda neoliberal.

Se há um consenso por trás desses números, é que quem sente na pele o custo de vida quer soluções concretas, independente de quem as ofereça. A prova disso é o apoio a medidas específicas, que atravessa o espectro político inteiro.

Diante de um cenário internacional instável, 59% defendem maior controle estatal sobre empresas estratégicas; 66% apoiam a atuação do governo sobre o preço dos combustíveis. Metade do país defende relações diplomáticas pragmáticas, independentemente de alinhamento político, desde que haja vantagem comercial para o Brasil.

Mas o ponto de maior acordo da pesquisa – o maior de todos – não é sobre impostos, nem sobre o papel do Estado. É sobre tempo. Quase três em cada quatro brasileiros (73%) querem o fim da escala 6×1. E mesmo entre quem desaprova o governo Lula, esse apoio continua alto: 60%. Raramente uma pauta econômica reúne tanta gente ao redor da mesma mesa.

A isso soma-se a percepção de que o jogo está desequilibrado: 58% dos entrevistados acham que o sistema econômico atual beneficia principalmente ricos e poderosos, e mais da metade (53%) apoia taxar grandes fortunas para corrigir a rota.

Em síntese, o que a pesquisa da GFNE mostra é que grande parte do eleitorado concorda com novas políticas econômicas, voltadas ao desenvolvimento do país e à redução das desigualdades.

O eleitorado brasileiro, de direita, esquerda e centro, já sabe o que quer. Até outubro, falta saber qual candidato vai ser capaz de nomear essa economia com a clareza que ela merece.

Le origini oscure di Netflix: da Sifgmund Freud a Edward Bernays

8 September 2026 at 09:37

di Cesare Sacchetti Molti sono già famigliari con il suo logo, quella N stilizzata accompagnata da un breve timbro musicale che domina da qualche tempo a questa parte il mercato dello streaming televisivo. Netflix è oggi uno dei marchi dominanti del mercato dei cosiddetti film o serie on demand, ovvero su richiesta, dove l’utente abbonandosi […]

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What’s Behind Trump’s Response to the Iran Crisis?

8 September 2026 at 09:30
The Strait of Hormuz ultimately places Trump in a dilemma of choosing between only two ways to lose: to forgo it and bury his career, or to go through with it and bury the hegemony he claims to be preserving. In any case, these two options are inextricably linked, so that choosing one is implicitly […]

Il generale Vannacci: l’ultimo gatekeeper che non salverà la decadente Repubblica di Cassibile

5 September 2026 at 09:24

di Cesare Sacchetti Di lui, non si sapeva nulla fino all’estate del 2023, quando da queste parti si parafrasò una famosa opera shakespeariana per annunciare la sua improvvisa venuta, quale “Sogno di un gatekeeper di mezza estate”. Il generale Vannacci ha esordito così nella politica italiana, attraverso una preparazione di marketing concepita da altre menti […]

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Aula da cadeira

5 September 2026 at 08:00

Tudo em que dá pra sentar é cadeira! — berrou Jorginho, de doze anos. Faz um tempo que dou aulas de matemática extracurricular para pré-adolescentes e gosto sempre de alterar o material, já que não preciso seguir nenhum programa de conteúdo muito rígido. Recentemente pensei que seria interessante tentar ensiná-los a importância (e a dificuldade) de boas definições e, antes de lhes apresentar as bases euclidianas do fazer matemático, propus um desafio a fim de mostrar que essa empreitada é muito mais complicada do que o pai da geometria fez parecer. Expliquei que a matemática moderna é feita a partir de definições muito precisas, que delimitam exatamente os objetos que querem — bem — definir, mas que, ao longo de sua vasta história, houve inúmeros embates sobre como deveria ser definido, por exemplo, um plano. Antes, porém, de entrar de fato nos objetos abstratos da mãe das ciências, sugeri que começássemos por delimitar algo mais concreto, mais empolgante.

— Alguém pode me dizer o que é uma cadeira?

— Tem um encosto, quatro pernas e dá pra sentar! — alguém no fundo falou.

— E se o encosto quebrasse, ainda seria uma cadeira? — perguntei, crente de que eu conduziria essa investigação magistralmente, pelo infalível método socrático.

— Aí seria uma cadeira quebrada, professor! — Começaram a rir.

— Pois bem, eu quero uma lista de características que a cadeira PRECISA ter para ser uma cadeira. Se ela não precisa de encosto, a lista também não precisa.

— Lá em casa tem uma que não tem apoio de braço, nem encosto, nem perna! É um quadradão assim, e a gente chama de cadeira.

— Quadrado, não. Cubo. — disse Jorginho.

— Certo, então é só um objeto em que dá pra sentar. Seria isso? — perguntei.

— Não! — exclamou Gabriel. — Dá pra sentar no chão, mas o chão não é uma cadeira.

— O chão não é objeto!

— Tá, mas dá pra sentar numa mesa também, e mesa não é cadeira!

Os alunos engataram na discussão e me segurei para deixá-los livres, queria ver se chegariam a algum consenso. Continuaram se lançando exemplos e contraexemplos até que a turma se dividiu em dois grupos: um deles, liderado por Jorginho (que tem uma incrível memória, sempre me lembra de fazer a chamada), defendia que tudo em que se podia se sentar poderia ser chamado de cadeira; o outro grupo, cuja voz mais ardente vinha de Gabriel, tinha como fundamento a intenção do criador do objeto: se alguém fez algo em que se poderia se sentar e o batizou de cadeira, logo aquilo assim seria chamado. As duas escolas de pensamento, então, travaram um feroz embate acerca da natureza real de um tronco cortado na floresta.

Fiquei tão absorvido pelo debate, pela truculência com que sustentavam suas alegações, que me esqueci de que esse é um problema sem solução. A impossibilidade de um consenso foi se tornando mais clara quando vi alguns alunos subindo em suas cadeiras como demonstração de um argumento que não captei por completo e vi bolas de papel voando em suas direções, certamente carregadas de eloquentes réplicas. Tive que me restabelecer como autoridade daquela ágora vulcânica assim que começaram os gritos de “DERRUBA! DERRUBA!”.

— Chega! — e dei um tapão na lousa tentando disfarçar minha satisfação em ter instigado um bélico debate filosófico entre pré-adolescentes.

Mas no silêncio borbulhante da turma ainda com os peitos ebulindo opiniões, Gabriel se levantou lenta e confiantemente e, com uma folha de papel amassada na mão, foi em direção à lata de lixo, gesto que passou despercebido pelos rivais. Eu o olhava pacientemente, esperando-o voltar a sua carteira para que eu pudesse prosseguir com a aula. Ele jogou fora o papel e, no caminho de volta ao seu assento, foi para o palanque na frente da sala, levantou os braços e disse “Tá aqui a cadeira do Jorginho!” e encheu a mão com o argumento que tinha entre as pernas.

‘Treated worse than cattle’: 2,500 Tyson workers laid off, plant shutters overnight

4 September 2026 at 15:19
Tyson workers were blindsided by the closure of their plant August 14. Photo: Caitlyn Clark
Labor Notes logo

This story originally appeared in Labor Notes on Sept. 01, 2026. It is shared here with permission.

Ouano Tante worked the afternoon shift at the Tyson beef plant in Joslin, Illinois, for five years. But when she and hundreds of her co-workers arrived at work on August 13, they found the plant closed.

They speculated that someone on the morning shift might have gotten injured. Then two mid-level supervisors came outside in tears. Plant supervisors told workers the plant was closing permanently, effective immediately.

Inside, the early-morning shift had just ended when the workers were informed it would be their last. The cafeteria erupted into chaos. Plant supervisors stood guard by the doors, workers said, while everyone received their closure paperwork.

“People were crying, shaking,” Tante said. “When we were leaving the parking lot, there were so many car accidents. People were so upset.”

“They gave no reason, nothing,” said Ahoro Asselissime. “People have no job. No money to pay our bills. For 11 years, I made money for them. And now they’re not doing anything for me.”

DISASTER FOR COMMUNITY

Joslin is home to just 56 residents. But 2,500 workers from Africa, Latin America, and Burma toiled at the meatpacking plant there, butchering cattle for Tyson, one of the world’s largest meatpacking companies. The workers were represented by Food and Commercial Workers (UFCW) Local 1546.

Most of the workers live in the Quad Cities, clustered around the Illinois-Iowa border 160 miles west of Chicago. Everyone there knows someone who works at Tyson, the area’s ninth-largest employer. The closure announcement sent the community into a tailspin.

Tante, originally from Togo, had the job of determining the age of cattle by checking the size of their teeth. An overhead conveyor would move carcasses, suspended by their ankles, along the chain. Tante checked the teeth, sprinted up a set of stairs to mark the cattle’s ankles with ink, then sprinted back down to catch the next carcass.

Simultaneously, other workers drained blood from the animal by slicing the neck with knives. If Tante didn’t work fast enough or was off-pace with the other workers, she said, she could get cut by their knives.

PALTRY SEVERANCE

The laid-off workers will be paid for 36 hours a week until October, but that’s far less than they had been making with overtime.

“I got $500 this week,” said Asselissime. “My rent is $925. I have to put gas in my car, buy food for my kids. Everything is so expensive now.” Prior to the closure, Asselissime could expect around $900 a week.

“I’ve been sounding the alarm about how Tyson treats their workers for years,” said Nana Ouro-Agoro, founder of Akwaaba, a nonprofit organization that provides support to the Quad Cities’ immigrant population.

Originally from Togo, Ouro-Agoro came to the Quad Cities after winning the immigration lottery in 2008. She learned that many of her neighbors worked at Tyson, where they were frequently injured on the job and afraid to speak out. Workers told her they were being treated “worse than the cattle.”

“It was hard for me to sleep at night, hearing my fellow immigrants were working hard, getting injured, and nothing was being done,” she said.

Akwaaba helped Tyson workers with translation services and resources to help them assert their rights, including when Tyson abruptly fired dozens of Togolese workers as alleged retaliation for reporting injuries and sexual harassment. Now, about 500 of their clients—roughly 1 in 4—are out of work.

And because so much of the local economy depends on income from Tyson workers, “we’re going to see a crisis in every sector,” Ouro-Agoro said.

ONE MONOPOLY AFTER ANOTHER

It’s been a profitable few years for Tyson. So why shutter the plant? Tyson cites the nationwide cattle shortage.

Cattle stock in the United States is at a 75-year low. The costs of raising cattle have gone up significantly for ranchers, in part due to drought and higher prices for fertilizer and diesel, exacerbated by the war on Iran.

But the crisis facing Tyson workers and cattle ranchers alike is driven by one major factor: corporate consolidation. The “Big Four”—Tyson, Cargill, JBS, and National Beef—own over 80 percent of the U.S. beef industry.

The Big Four have, according to multiple court decisions, colluded to fix prices for just about everything, from the price customers pay at the grocery store to the price cattle ranchers receive for their livestock.

Yet despite the strain placed on cattle herds, U.S. beef production in real terms has remained relatively steady, due to the heavier weight of today’s cattle compared to decades ago.

Tyson isn’t the only one closing plants. JBS, the world’s largest meatpacker, closed a facility in Memphis in June, laying off 200. JBS also announced plans to close a 1,500-worker processing plant in Souderton, Pennsylvania, but efforts from union and political leaders pushed JBS to convert the plant to a smaller facility, saving 400 jobs.

With nearly 4,000 meatpacking jobs cut just this summer, is the cattle shortage really to blame?

As of the most recent fiscal quarter, Tyson’s operating income is up 8 percent, or $547 million, over last year. Tyson attributes the increase to growth in its chicken and prepared foods segments.

Tyson CEO Donnie King took home nearly $35 million in total compensation last year, 781 times more than the median Tyson worker and double the average CEO-to-worker pay ratio among S&P 500 companies.

While cattle shortages could be cutting into beef profits (Tyson reported a third-quarter beef operating loss of $138 million), overall the company is making money hand over fist. And as the meatpackers squeeze cattle producers, the shortage itself is a problem of the Big Four’s own making.

But meatpacker consolidation is only one piece of the puzzle. The meatpackers may claim that they are also the victims of collusion—by the grocery giants.

Walmart, Amazon, Kroger, and Albertsons can collude to lower prices paid to meatpackers too. Estimates place Walmart at between 20 and 25 percent ownership of the grocery industry, while Amazon (thanks to its acquisition of Whole Foods) is now the second-largest grocery retailer in the U.S.

Grocers are pushing down prices paid to packers, while packers are slashing prices paid to ranchers. In 1980, cattle producers took home $0.63 of every consumer beef dollar and the packers and retailers took home a combined $0.37. As of 2021, that number is exactly flipped, according to More Perfect Union. All the while, workers and consumers get the shortest end of the stick; price collusion lines the pockets of meatpacking and grocery store executives, while depressing worker wages and inflating consumer prices.

UNION PENS AGREEMENT

After the Joslin plant closure, the union released the following statement: “UFCW Local 1546 has a long-standing and proud union partnership with Tyson Foods, and we were extremely disappointed in not receiving advance notice of this news. If given the opportunity, we could have sat down and found an economic solution to keep this plant operating, but sadly our voice was silenced.”

Four days after the company’s closure announcement, Local 1546 President Robert O’Toole signed an agreement with Tyson, which includes severance pay of one to four weeks, depending on years of service, on top of the two months of payments.

The UFCW agrees to “not to take any steps or action to… interfere in any way with the orderly closing of the Plant, and the Union agrees not to support any such steps or action by others.”

Many workers feel their union leadership has left them hung out to dry. “The union doesn’t care about us, Tyson doesn’t care about us,” said Asselissime. “A lot of immigrants work for this company, from Mexico, from Africa. That’s why they don’t care.”

Some workers were already mobilizing independently. The day after Tyson announced the closure, laid-off workers rallied outside the plant gates with community supporters and political groups. The workers demanded Tyson make a plan to keep the plant open; if that wasn’t possible, they wanted six months of severance pay, not two.

At various points in its history, the UFCW has taken up key fights against the packers. In 2007, it spearheaded a lawsuit against the Department of Homeland Security after ICE raids detained 12,000 workers at six meatpacking plants.And in 2008, after a 16-year battle, it organized the world’s largest pork processing plant, the Smithfield plant in Tar Heel, North Carolina.

But in recent years, the International union seems to have changed its tune, tying itself to the meat cartels in exchange for short-term, modest gains. Now Tyson workers say that labor-management “partnership” is swinging back at the members, with little response from union leadership.

“The union hasn’t said anything, aside from telling us to go apply for unemployment,” said Tante. “I thought the union should defend us, so I was surprised they didn’t do anything. The union could have fought for us to get more severance, but they didn’t.”

PROTESTS CONTINUE

Several hundred maintenance workers who remain in the plant are reportedly dismantling equipment and preparing the plant for demolition.

Meatpackers are notorious for refusing to sell plants to other packers, wanting to stifle competition. In 2018, for example, when Tyson closed a plant in Cherokee, Iowa, it refused to sell until the next owners agreed to limit the number of cattle they would slaughter there.

While some workers might move and get jobs at other plants, Tyson has not outlined formal transfer rights or relocation stipends (in previous plant closures, relocation bonuses have been up to $15,000). JBS has held mass hiring events in the Quad Cities for those willing to relocate to Nebraska or Utah.

Veronica Ceballos, originally from Mexico, worked at Tyson for 19 years, commuting on rural backroads through harsh Iowa winters. Even after she injured her back working on the line, she transferred to a different position and continued working. Since her children are now adults, she says, she has the flexibility to relocate if necessary. But she worries for co-workers who don’t have that option.

Several hundred Tyson workers and their families have continued organizing protests and rallies, calling on Illinois governor J.B. Pritzker to invoke eminent domain to bring the plant under state ownership and re-open its doors, and on Tyson to increase severance pay to six months. On September 3, workers and community supporters will caravan to Springfield to march on the state capitol building at noon.

“There are people who’ve worked at Tyson for 20 years, 30 years. People with health issues, people who are sick, people who can no longer work elsewhere,” Asselissime said in a speech at a rally of about 100 workers on August 27. “We need fair severance pay, so we can have a future.”

Caitlyn Clark is a national organizer at Essential Workers for Democracy (www.ew4d.org), an organization dedicated to rank and file member education and empowerment for workers in grocery, meatpacking, and retail.

Correction 09/10/2026: Workers were informed about the plant closure on August 13, not August 14 as previously stated.

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Peau noire, Dieu blanc : pourquoi ce livre devait être écrit

2 September 2026 at 13:30

J’ai écrit Peau noire, Dieu blanc : Essai sur l’aliénation spirituelle des Noirs en sachant que son titre pourrait déranger certains. Je l’ai choisi en toute connaissance de cause. Je ne cherche pas à rassurer. Je cherche à réveiller. Je suis un Africain noir. Je connais les blessures de notre histoire. Je connais aussi les […]

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Memory Architecture

2 September 2026 at 12:00

In a beautiful and vivid essay on home, time, and family, Diane Roberts reflects on the house that her parents built, and their family’s land in Leon County, Florida, to which she feels deeply connected. I especially love Roberts’s thoughts on a home versus a house—the latter is composed of construction materials, but “home implies a complex neural network of family association and feeling, layers of experience, a shared past.” Despite the tragedies the home holds, it is ultimately a place of memory and meaning.

Home and time are as tangled as the skunk vine and Confederate jasmine choking my backyard fence. I suppose that’s to be expected. My house holds our history and the indispensable relics of former houses, objects cherished by the now-dead: the tiny rocking chair my grandfather made for my mother when she was three; the 1960 TR3 in the barn my brother never quite got around to fixing; the two old rosebushes dug up from the Washington County farm, replanted at Great-Aunt Rilla’s house in Chipley, then dug up again and transported to our front yard. The house didn’t simply belong to us, it was us—our mother, our father, Brad, and me.

Spertia e Buli: i due Spartani che andarono da Serse

2 September 2026 at 09:29

di Matteo Forlani

Quando entrarono alla corte di Susa, Spertia e Buli non chiesero un’alleanza, denaro o la liberazione di qualche prigioniero. Chiesero di essere uccisi. Le guardie ordinarono loro di gettarsi a terra davanti a Serse, ma i due rimasero in piedi, pronti a subire con la forza l’umiliazione che si rifiutavano di compiere volontariamente. Erano arrivati da Sparta per consegnare le proprie vite al posto di due araldi persiani assassinati anni prima. Il re avrebbe potuto accettare quell’offerta e trasformarla in una vendetta esemplare. Scelse invece di rimandarli a casa.

La vicenda occupa poche pagine del settimo libro delle Storie di Erodoto, fra il passaggio dell’esercito di Serse in Macedonia e l’invasione della Grecia. È rimasta nell’ombra di avvenimenti più celebri, dalle Termopili a Salamina, eppure contiene una delle scene più sorprendenti delle guerre persiane. I due Spartani — indicati anche come Sperthias e Bulis nelle traslitterazioni moderne — sembrano uscire dallo stesso mondo che avrebbe reso celebri i guerrieri di Leonida. Il passaggio più inatteso appartiene però al loro nemico. Serse, il sovrano che si preparava a invadere la Grecia, rifiutò di violare una legge che Sparta aveva già calpestato.

Terra e acqua

Tutto era cominciato intorno al 491 a.C., quando Dario inviò messaggeri in diverse città greche per domandare «terra e acqua». Consegnare quei due elementi significava riconoscere la superiorità del Gran Re e accettare di entrare nel sistema politico dell’Impero achemenide. Gli obblighi concreti potevano essere stabiliti in seguito; il gesto iniziale dichiarava chi occupasse la posizione dominante. Il significato preciso del rituale è ancora discusso dagli studiosi, anche perché lo conosciamo soprattutto attraverso fonti greche, ma Erodoto non lascia dubbi su come venisse percepito dalle comunità alle quali era rivolto: era una richiesta di sottomissione.

Molti accolsero gli araldi e consegnarono ciò che Dario chiedeva. Atene e Sparta reagirono in modo diverso. Gli Ateniesi gettarono i messaggeri persiani nel barathron, la cavità nella quale venivano precipitati alcuni condannati a morte. Gli Spartani spinsero i loro in un pozzo, invitandoli a prendere da lì la terra e l’acqua da portare al re. La risposta aveva l’efficacia brutale di una battuta destinata a essere ricordata. Dei Persiani uccisi non ci sono rimasti neppure i nomi. Nella cultura greca, tuttavia, l’araldo godeva di una protezione che sopravviveva perfino allo stato di guerra. Poteva recare una minaccia, intimare la resa o parlare per conto di un nemico, ma colpirlo significava distruggere il canale attraverso il quale anche i combattimenti potevano essere sospesi, i morti recuperati e una pace negoziata.

Anni dopo, quando Serse rinnovò la richiesta di terra e acqua alle città greche, escluse deliberatamente Atene e Sparta. L’assenza degli araldi ricordava che con quelle due comunità la diplomazia era già fallita nel modo più irreparabile. Per gli Spartani il silenzio persiano non cancellava comunque l’offesa. Il problema non dipendeva soltanto dalla reazione del Gran Re: riguardava gli dèi, i rituali pubblici e la possibilità stessa di prendere decisioni con il loro consenso.

Dopo l’uccisione, racconta Erodoto, i sacrifici cessarono di offrire presagi favorevoli. Prima di una decisione pubblica o di una spedizione militare, le vittime sacrificali dovevano mostrare che gli dèi approvavano ciò che la città stava per compiere. Quando i segni continuavano a risultare negativi, l’intera comunità si trovava davanti a un ordine del mondo che sembrava essersi inceppato.

A provocare la sciagura sarebbe stata l’ira di Taltibio, l’araldo di Agamennone nell’Iliade. A Sparta l’eroe possedeva un santuario e i Taltibiadi, che si proclamavano suoi discendenti, conservavano il privilegio ereditario di svolgere le ambascerie della città. Non era quindi una figura remota confinata alla guerra di Troia. Il suo culto proteggeva una funzione ancora viva, indispensabile perfino a una società educata al combattimento. Uccidendo gli inviati di Dario, Sparta aveva offeso insieme una consuetudine condivisa e il custode divino di quella consuetudine.

La devozione sopravvisse a lungo. Nel II secolo d.C. il viaggiatore Pausania ricordò a Sparta un tumulo attribuito a Taltibio e scrisse che gli venivano ancora offerti sacrifici come a un eroe. La tradizione registrata da Erodoto non poggiava quindi sul nome occasionale di un personaggio omerico: richiamava un culto radicato nella memoria della città.

Due vite per due araldi

Le assemblee si susseguirono senza trovare una soluzione. Alla fine fu fatto proclamare un appello: esisteva un Lacedemone disposto a morire per la città? Si offrirono Spertia, figlio di Aneristo, e Buli, figlio di Nicolao. Erodoto ricorda che appartenevano a famiglie nobili ed erano fra gli uomini più ricchi di Sparta. Non è un particolare ornamentale. A offrirsi non furono due uomini senza peso, scelti perché più facili da perdere, ma due membri della ristretta comunità degli Spartiati. Avevano prestigio, ricchezze e figli che sarebbero riapparsi molti anni dopo nella stessa storia.

La loro missione aveva una logica che oggi può apparire estranea. Non partivano come colpevoli materiali dell’assassinio e neppure come negoziatori incaricati di ottenere il perdono. Rappresentavano Sparta anche con il proprio corpo: due morti persiani sarebbero state compensate da due morti spartane. Nel mondo raccontato da Erodoto, la responsabilità poteva oltrepassare l’individuo, aderire a una famiglia o ricadere su una comunità intera. L’offerta di Spertia e Buli cercava di ricomporre un equilibrio, non di dimostrare che la città non aveva sbagliato.

La destinazione era Susa, nell’attuale Iran sud-occidentale, una delle capitali nelle quali il sovrano achemenide riceveva funzionari e delegazioni provenienti dall’impero. Durante il viaggio i due furono accolti da Idarne, un alto comandante persiano responsabile delle coste dell’Asia Minore. Li fece sedere alla propria tavola e provò a mostrare loro i vantaggi del servizio imperiale. Il Gran Re sapeva riconoscere gli uomini valorosi; se gli Spartani avessero accettato la sua amicizia, avrebbero potuto ricevere onori e il governo di terre greche. Idarne poteva fare una simile offerta: apparteneva all’élite di un impero abituato a premiare la lealtà e a servirsi delle aristocrazie locali.

Spertia e Buli gli risposero che il consiglio nasceva da un’esperienza incompleta. Idarne conosceva bene il servizio al re, ma non aveva mai assaggiato la libertà; se l’avesse conosciuta, avrebbe combattuto per difenderla «non soltanto con le lance, ma anche con le scuri». La frase è diventata la parte più famosa dell’episodio. Erodoto scriveva molti decenni dopo, perciò non sappiamo se quelle parole siano state davvero pronunciate a tavola. I discorsi delle Storie servono anche a mostrare il carattere dei protagonisti e le idee che attraversano l’opera. Chiamare Idarne “schiavo”, d’altra parte, non descrive la sua condizione giuridica: era un dignitario potente. La risposta spartana trasforma la dipendenza da un sovrano nel contrario della libertà politica e anticipa il modo in cui i Greci vincitori avrebbero ricordato lo scontro con la Persia.

Il re che rifiutò la vendetta

Idarne li aveva accolti come ospiti e aveva offerto loro una via d’uscita. Alla corte di Susa fu Serse a spostare ancora una volta il significato dell’incontro. Le guardie pretesero la proskynesis, il gesto di deferenza previsto dal cerimoniale achemenide. La sua forma variava secondo il rango e poteva comprendere un inchino o una prosternazione. Per i Persiani esprimeva la gerarchia della corte; agli occhi di molti Greci assomigliava invece a un atto riservato agli dèi. Spertia e Buli rifiutarono di compierlo davanti a un uomo, pur sapendo che quella resistenza poteva anticipare la loro esecuzione di pochi istanti.

Quando furono ammessi alla presenza di Serse, spiegarono la ragione del viaggio. Sparta li aveva inviati affinché pagassero la pena dovuta per gli araldi di Dario. Gli Spartani, rispose il re, avevano infranto una legge riconosciuta da tutti uccidendo dei messaggeri. Lui non avrebbe imitato la condotta che condannava e, mettendo a morte i due volontari, non avrebbe liberato la loro città dalla colpa. Spertia e Buli avevano offerto la propria vita; Serse rifiutò che fossero loro a stabilire il prezzo.

Il rifiuto poteva servire anche alla politica regale. Risparmiare due aristocratici nemici consentiva a Serse di presentarsi come un sovrano capace di dominare la propria ira e di rispettare una norma universale. Nel racconto di Erodoto, però, il valore del gesto non viene ridotto a calcolo. Lo storico parla apertamente di magnanimità. È un dettaglio importante, perché incrina l’immagine di un’opera costruita soltanto per celebrare la superiorità morale dei Greci. Proprio mentre Spertia e Buli pronunciano una fiera difesa della libertà, il Gran Re mostra una forma di autocontrollo che Sparta non aveva saputo esercitare.

Il debito passa ai figli

Spertia e Buli tornarono vivi. Erodoto osserva che l’ira di Taltibio cessò comunque per qualche tempo: il viaggio non aveva prodotto le due morti previste, ma aveva mostrato che Sparta riconosceva la gravità dell’offesa. Lo storico, tuttavia, non chiude qui la storia. Compie un salto di circa mezzo secolo e segue il debito fino alla generazione successiva.

Nel 430 a.C., all’inizio della guerra del Peloponneso, Nicolao figlio di Buli e Aneristo figlio di Spertia partirono a loro volta come ambasciatori. Sparta cercava l’appoggio e il denaro della Persia contro Atene. La delegazione fu intercettata in Tracia, consegnata agli Ateniesi e condotta in città. Tucidide racconta che gli uomini vennero uccisi nello stesso giorno, senza processo, e che i loro corpi furono gettati in una fossa. Per Atene si trattava di impedire a emissari pericolosi di raggiungere il Gran Re e di rispondere alle esecuzioni compiute dagli Spartani ai danni di mercanti e marinai. Erodoto guardò allo stesso avvenimento con occhi diversi: la collera di Taltibio, scrisse, aveva infine raggiunto i figli di coloro che avevano tentato di placarla.

Al di fuori delle Storie non possediamo un racconto indipendente dell’incontro con Serse. Le parole scambiate con Idarne e con il re appartengono alla forma letteraria scelta da Erodoto; anche il legame fra il sacrilegio dei padri e la morte dei figli rivela il suo bisogno di riconoscere un ordine negli avvenimenti. È proprio questo intreccio a rendere la vicenda più interessante di una semplice curiosità sul coraggio spartano. Vi convivono la memoria di un delitto diplomatico, il bisogno collettivo di espiazione, due concezioni della libertà e una riflessione sul limite del potere.

Spertia e Buli erano partiti convinti che Sparta potesse liberarsi dalla colpa soltanto attraverso la loro morte. Serse rifiutò di trasformare due innocenti nella moneta con cui saldare il sangue versato. Quando, molti anni dopo, i loro figli ripresero la strada della Persia e furono uccisi prima di raggiungerla, Erodoto riconobbe nella coincidenza il ritorno di un debito mai estinto. Era il modo antico di chiudere una storia che la clemenza del re aveva lasciato in sospeso.

L'articolo Spertia e Buli: i due Spartani che andarono da Serse su Vanilla Magazine scritto da Matteo Forlani

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