A equipa do Grupo de Diabetes Pediátrico da Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) apresentou o projeto de deteção precoce da diabetes tipo 1 em idade pediátrica, na sessão “Deteção precoce: onde estamos e o que nos falta?”, integrada no encontro “Dimensão Beta” que reuniu, nos dias 11 e 12 de setembro, em Aveiro, especialistas portugueses e espanhóis das áreas da diabetes pediátrica e de…
Assinala-se dia 21 de setembro, o Dia Mundial do Alzheimer, uma data que pretende reforçar a consciencialização sobre a doença de Alzheimer e outras formas de demência, combater o estigma e promover uma melhor compreensão das necessidades das pessoas que vivem com estas condições e das suas famílias. Os dados mais recentes ajudam a dimensionar […]
A USF Planalto, integrada na Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria), vai promover, a partir de 30 de setembro, o projeto “Escola de Pais”, um ciclo de 12 sessões de literacia em saúde dirigido a pais e cuidadores, dedicado a diferentes temas relacionados com a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar das crianças e adolescentes. Ao longo dos próximos meses, serão abordadas temáticas que…
APDPróstata alerta que o acesso a tratamentos inovadores pode demorar até dois anos e meio e que 62% dos hospitais públicos falham tempos de resposta garantidos em oncologia. A Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDPróstata) alerta para as “desigualdades regionais no acesso ao tratamento do cancro da próstata em Portugal”, o tumor mais frequente […]
Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), que se tem dedicado ao estudo do traumatismo cranioencefálico (uma das principais causas de morte e de incapacidade no mundo) conseguiu desvendar, através da análise do hipocampo (a zona do cérebro responsável pela memória e pelas emoções), que o lado esquerdo e o lado direito […]
Realizou-se, no dia 15 de setembro, no Auditório do Edifício Equuspolis, uma sessão de auscultação promovida pela Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Lezíria, no âmbito da elaboração do Plano Local de Saúde da Lezíria 2030. A sessão contou com a participação da Vereadora responsável pelo Pelouro da Saúde, Cláudia Valadares, e da Chefe da Divisão de Educação, Saúde e Bem-Estar…
Com o objetivo de responder aos desafios físicos e emocionais que acompanham a transição para a menopausa, uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu e está a testar um programa de intervenção psicológica para ajudar as mulheres nesta fase das suas vidas. Denominado Cuidar-ME – Autocuidado durante a Menopausa: uma intervenção psicológica […]
Nova unidade hospitalar em Santarém abre no último trimestre de 2026 e promoveu a plantação e apadrinhamento de árvores com a comunidade. O Hospital da Luz Ribatejo juntou esta terça-feira, 15 de Setembro, nove instituições de solidariedade social do distrito de Santarém, numa iniciativa de responsabilidade social e sustentabilidade que resultou na plantação e apadrinhamento de árvores nos…
O Ciclo de Conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…” está de regresso à Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, no dia 25 de setembro, pelas 18h30, sob o tema “Saúde Hormonal: o que os homens e as mulheres precisam saber”.
A vida hormonal é um dos pilares fundamentais da saúde humana, influenciando o crescimento, a reprodução, o metabolismo, o humor, o sono e os níveis de energia ao longo de toda a vida.
Embora homens e mulheres possuam muitas das mesmas hormonas, as suas concentrações e padrões de variação diferem, o que explica muitas das diferenças biológicas e algumas particularidades na saúde de cada sexo.
Tanto nos homens como nas mulheres, as hormonas exercem uma influência significativa sobre a saúde mental e emocional. O equilíbrio hormonal está intimamente ligado ao funcionamento do cérebro, podendo afetar a capacidade de concentração, a memória, a motivação e o estado de espírito. Alterações hormonais podem contribuir para sintomas de ansiedade, irritabilidade, tristeza ou perturbações do sono, sendo por isso importante considerar a saúde hormonal como parte integrante do bem-estar global.
Compreender a vida hormonal dos homens e das mulheres permite reconhecer que muitas transformações físicas e emocionais fazem parte dos processos naturais do organismo. O conhecimento destas alterações favorece uma melhor adaptação às diferentes fases da vida e incentiva a procura de apoio profissional sempre que necessário. Afinal, cuidar da saúde hormonal é cuidar da saúde como um todo, promovendo qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar em todas as idades.
A sessão do mês de setembro será dinamizada por Bernardo Pessoa, médico especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina Desportiva.
Levado a efeito mensalmente, esta iniciativa desafia a população em geral a participar, refletir, partilhar e debater sobre variados temas, com o objetivo de contribuir para a capacitação de cada um e das famílias, na promoção da sua saúde e bem-estar.
À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante a iniciativa os participantes poderão proporcionar aos seus filhos, com idade igual ou superior a 3 anos de idade, uma atividade dedicada à promoção do livro e da leitura, dinamizada pelos profissionais da biblioteca, mediante inscrição prévia.
A Câmara Municipal da Chamusca anunciou hoje que contratou serviços de segurança privada para a extensão de saúde de Vale de Cavalos, que se encontra encerrada desde o dia 13 de julho, devido a um incidente entre um utente e o profissional de saúde daquela unidade. Desde então, que os cuidados de saúde da população têm sido assegurados pelo Centro de Saúde da Chamusca, tendo a Junta de…
Uma investigação do The Markup e da Agência Pública identificou que a plataforma de saúde Doctoralia envia informações sobre médicos, especialidades e consultas de seus usuários para o Google, TikTok e LinkedIn em diferentes países da América Latina, incluindo o Brasil, mas também México e Colômbia.
Segundo especialistas ouvidos pela Pública, a prática pode configurar violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Um dos problemas é que esses dados, da esfera privada de pessoas buscando tratamento médico, podem levar a anúncios nessas plataformas. A Doctoralia é a maior plataforma de agendameno e avaliações de profissionais de saúde no Brasil. Segundo o próprio site, 1 em cada 6 brasileiros usam a plataforma para cuidar da saúde – são 9 milhões de agendamentos feitos na plataforma por mês.
No Brasil, os testes mostraram que, quando um usuário avançava para o agendamento, os dados sobre médico, data e horário da consulta também eram enviados ao Google. Na Colômbia, o experimento constatou que, se um usuário na cidade de Cartagena, por exemplo, marcasse com um profissional, as mesmas informações seriam redirecionadas ao LinkedIn. Já se a pessoa estivesse em Bogotá ou no México, as informações seguiriam para o TikTok.
A análise do tráfego de dados no Brasil, realizada pela Pública e pelo Markup, consistiu em acessar a Doctoralia e monitorar, por meio das ferramentas de desenvolvedor do Google Chrome, as requisições feitas pela plataforma médica durante a navegação. Da busca por uma especialidade de saúde ao agendamento de uma consulta, foram observadas diferentes etapas para identificar quais dados eram enviados, para quais domínios e em que momento. A análise no Brasil permitiu verificar que as informações eram transmitidas ao Google durante esse percurso.
A lógica por trás dessas tecnologias é usada na publicidade digital: são os chamados pixels de rastreamento, isto é, códigos embutidos nas páginas e invisíveis ao usuário. Eles permitem que empresas acompanhem a navegação (por exemplo, onde a pessoa clica, os assuntos pelos quais se interessa, o que compra) em determinados sites e enviem informações para plataformas de publicidade. Assim, esses dados podem ser utilizados para identificar interesses e direcionar anúncios.
O rastreamento começa antes mesmo de o usuário fornecer informações como nome ou endereço de e-mail. Os rastreadores podiam associar a navegação a identificadores únicos, que empresas de tecnologia podem usar para vincular aquela atividade de navegação a perfis que elas já tenham em seus bancos de dados. Informações produzidas em contextos potencialmente sensíveis, como a busca por atendimento médico, ajudam a identificar o perfil de quem utiliza essas plataformas.
Dados do relatório “Paciente Digital”, lançado pela própria Doctoralia, mostram que, em 2024, foram mais de 9 milhões de consultas agendadas por mês no Brasil na plataforma. Mulheres eram maioria entre usuários (63%). Entre as especialidades mais buscadas, estão ginecologia e obstetrícia (12%), psiquiatria (9%) e dermatologia (8%).
As buscas por atendimento e informações de saúde também estão relacionadas a mercados que movimentam grandes volumes de publicidade. Um estudo da Ilumeo, empresa de inteligência de dados fundada no ecossistema da Universidade de São Paulo (USP), mostra que, no caso dos produtos de skincare, a decisão de compra muitas vezes acontece nas redes sociais, e não no consultório: 71% dos consumidores escolhem produtos sem orientação profissional e 57% experimentam produtos que conheceram por meio das redes.
Usuários que agendam consultas na Doctoralia podem ter dados sobre médicos, datas e horários enviados a plataformas como o Google
O que dizem as plataformas
A Doctoralia afirmou que as ferramentas mencionadas na investigação são utilizadas para medir o desempenho das próprias campanhas publicitárias da plataforma de saúde. A empresa ainda negou utilizar essas ferramentas para vender dados pessoais e afirmou que não recebe pagamentos de plataformas de publicidade em troca destas informações.
A empresa também informou que está realizando uma revisão técnica e jurídica detalhada das questões levantadas pela reportagem, incluindo as configurações técnicas, e que pretende tomar as medidas consideradas adequadas a partir dos resultados dessa análise.
O Google afirmou que possui “políticas rigorosas e de longa data contra a coleta de informações privadas de saúde ou a veiculação de anúncios baseados em informações sensíveis” e disponibiliza ferramentas para ajudar os clientes a evitar a coleta de dados de saúde.
O LinkedIn declarou que suas políticas “proíbem a instalação” de sua principal ferramenta de rastreamento, a Insight Tag, em páginas que coletam dados sensíveis, e que a empresa não deseja obter esse tipo de dado. O TikTok não respondeu ao pedido de resposta da reportagem.
O risco não está apenas nas informações diretamente transmitidas, mas também na possibilidade de que esses dados sejam associados a ferramentas capazes de acompanhar o comportamento de uma mesma pessoa ao longo do tempo. Rafael Zanatta, co-diretor da Data Privacy Brasil e integrante de um conselho consultivo ligado à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), chama a atenção para essa possibilidade:
“Obviamente, existe o risco de um rastreamento permanente baseado em identificadores únicos e na construção de perfis dos quais as pessoas não têm conhecimento. […] Isso poderia representar uma violação massiva de direitos fundamentais”.
Rafael Zanatta, codiretor da Data Privacy Brasil
Usuário da Doctoralia, um ginecologista de São Paulo conversou com a Pública, sob condição de anonimato. Ele alerta que o caminho percorrido por uma paciente até chegar ao atendimento pode fornecer indícios sobre situações que ainda não foram compartilhadas com outras pessoas. “Mesmo sem um diagnóstico declarado, o próprio caminho percorrido na busca por assistência médica pode fornecer pistas sobre algumas questões de saúde que deveriam permanecer na esfera privada da paciente”, afirma o médico.
Ele exemplifica que uma busca por ginecologia, obstetrícia ou reprodução pode estar relacionada a uma tentativa de engravidar, a uma possível gestação, infertilidade, escolha de um método contraceptivo ou preocupação após uma relação sexual de risco, entre outros motivos. Para ele, a expectativa de confidencialidade na relação entre paciente e profissional também deveria ser considerada no ambiente digital.
O médico destaca também que uma suspeita nem sempre se traduz em diagnóstico. Uma paciente pode pesquisar determinado assunto por inúmeras razões, e a busca não significa necessariamente que ela tenha a condição pesquisada. O problema é quando essa possibilidade é transformada por um algoritmo em uma característica atribuída àquela pessoa.
Uma informação equivocadamente processada e interpretada pela tecnologia também pode produzir efeitos reais. O ginecologista dá o exemplo de uma mulher que faz buscas sobre uma possível gravidez antes de contar a outras pessoas. Se, depois disso, ela começar a receber anúncios relacionados à gestação em diferentes dispositivos, uma informação que pretendia manter privada pode se tornar visível para outras pessoas.
Há ainda o risco de exploração comercial de momentos de vulnerabilidade. Uma pessoa diante de uma gestação inesperada, tentando engravidar há muito tempo ou preocupada com a possibilidade de ter uma doença pode estar mais suscetível a promessas de produtos e tratamentos sem respaldo científico: “O problema não é receber o anúncio, mas utilizar uma condição de saúde ou de vulnerabilidade para que isso defina o tipo de publicidade que essa paciente vai receber”, diz o médico.
Na avaliação de Chiara de Teffé, professora de Direito Digital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a proteção prevista pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não se restringe a diagnósticos e prontuários. “Informações comportamentais podem receber proteção reforçada quando, pelo contexto e pela forma de tratamento, revelarem ou permitirem inferir aspectos da saúde”, afirma.
Para a ANPD, quando informações relacionadas à saúde são tratadas, devem ser observadas as hipóteses específicas previstas no artigo 11 da LGPD para não haver riscos como desvio de finalidade, uso incompatível com a expectativa do titular, acesso indevido a dados sensíveis e utilização das informações para finalidades comerciais diferentes daquelas que justificaram sua coleta.
Para Chiara de Teffé, dados de agendamento podem revelar informações de saúde e receber proteção reforçada pela LGPD
A interpretação, entretanto, não é consensual. Em nota enviada à reportagem, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que “não há sigilo médico em agendar uma consulta” e “não há nenhum tipo de dado sensível quando o paciente procura um especialista”. O conselho entende, no entanto, que a questão deve ser analisada principalmente sob a perspectiva da LGPD e reconhece que ainda não existe regulamentação específica do CFM para plataformas digitais de agendamento.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por sua vez, afirma que plataformas independentes de agendamento não estão submetidas diretamente à fiscalização da agência apenas por exercerem intermediação tecnológica. Ao mesmo tempo, reconhece que “a especialidade médica procurada e outras informações de agendamento podem revelar aspectos da saúde de uma pessoa”.
O debate também envolve a dimensão de gênero. Para Chiara de Teffé, mulheres, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pacientes com doenças estigmatizadas podem sofrer impactos desproporcionais quando informações sobre seus comportamentos são utilizadas para segmentação ou direcionamento publicitário.
O caso da Doctoralia também não é isolado no ecossistema da publicidade digital. O The Markup identificou anteriormente situações em que tecnologias de rastreamento transmitiram informações relacionadas à saúde para empresas. Em 2022, uma investigação da organização mostrou que o Facebook recebia informações sensíveis sobre consultas realizadas em sites de hospitais nos EUA. O caso resultou em processos judiciais e levou hospitais a alterar suas práticas.
Para o ginecologista ouvido pela Pública, a diferença entre esses casos e a publicidade convencional é fundamental. “Quando alguém busca um médico, um exame ou uma clínica, está buscando cuidado, orientação, ajuda. Então existe uma expectativa legítima de privacidade.” Quando essa informação passa a ser interpretada comercialmente, “uma necessidade de saúde acaba virando uma oportunidade comercial”, ele diz.
A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) reforçou a sua capacidade tecnológica e assistencial com a instalação de um novo sistema cirúrgico robótico, adquirido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de 2,390 milhões de euros, acrescido de IVA. Em comunicado, a ULS Lezíria sublinha que o presente investimento representa um marco na modernização da…
Já estão abertas as inscrições para o Seminário de Terapia Ocupacional da ULS Lezíria, que se realiza sob o tema “A Participação Importa”, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Terapia Ocupacional. O seminário terá lugar no próximo dia 27 de outubro, no Auditório do Hospital Distrital de Santarém, com início agendado para as 09h00. O evento pretende promover a partilha de conhecimentos…
O Serviço Nacional de Saúde celebra, por estes dias, o seu 47.º aniversário. É motivo para sentido orgulho. Mais do que orgulho, o SNS pertence ao povo português, a todos os que habitam o nosso território. Celebrar este marco reforça a oportunidade para fazermos uma reflexão crítica sobre o mesmo, com base no passado, com o realismo do presente, e prospetivando o que poderá vir a ser o seu…
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O hábito de beber café ao acordar pode estar a causar o cansaço à tarde. Entenda o papel do cortisol e da adenosina e saiba quando tomar a primeira chávena. Beber café ao acordar é um erro biológico porque coincide com o pico natural de cortisol, a hormona responsável por manter o corpo desperto e […]
A sensação de pernas pesadas ou cansadas, o inchaço e o aparecimento de varizes são alguns dos sinais associados à doença venosa crónica (DVC). Para contribuir para uma maior literacia em saúde venosa em Portugal, acaba de ser lançada a campanha nacional de consciencialização “Dê Mais Saúde às suas Pernas”, que disponibiliza informação credível, rigorosa […]
O verão está associado a praia, piscina, viagens e momentos ao ar livre, mas é também uma das épocas do ano em que a audição fica mais exposta: mergulhos frequentes, exposição prolongada a ruído em festivais e concertos, viagens de avião e até o simples acumular de cera e humidade nos ouvidos podem deixar marcas […]
A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) promoveu esta terça-feira, 8 de setembro, no Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém (ESSS), o 1.º Encontro de Literacia em Saúde da ULS Lezíria, em parceria com a ESSS / Universidade Politécnica de Santarém e a Rede Académica de Literacia em Saúde. Subordinado ao tema “Conhecimento que capacita, literacia que transforma”…