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Drica Divina fala sobre tabu da menopausa: “Sequer conhecia o climatério”

23 October 2026 at 02:28

A influenciadora Drica Divina relembrou como a menopausa era tratada como um tabu em sua família e como a falta de informação dificultava as conversas sobre essa fase da vida. Em um novo episódio do programa “Na Palma da Mari – Entre Mulheres”, apresentado por Mari Palma, ela conversou com a médica Erica Mantelli sobre perimenopausa, os primeiros sintomas e as mudanças que acompanham esse período.

“A minha mãe nunca falou de menopausa comigo. Aliás, menopausa era sempre um tabu”, afirmou Drica. Ela contou que, há cerca de sete anos, quando começou a compartilhar sua experiência nas redes sociais, sequer conhecia o termo climatério. “Eu nem sabia da palavra climatério, não existia essa palavra”, disse.

Sintomas que confundem e impactam a vida das mulheres

Drica Divina descreveu as transformações que vivenciou de forma abrupta, incluindo o ganho de 15 quilos em pouco tempo, alterações de humor, ansiedade, queda de libido e perda de massa magra. “Você não se reconhece mais por um curto período de tempo. Essa transição acontece muito rapidamente”, relatou. Ela destacou que esse processo é o grande desafio da perimenopausa e ressaltou ser favorável à reposição hormonal, mencionando a chamada “janela de oportunidade” para o início do tratamento.

E rica Mantelli explicou que, antigamente, o tratamento só era considerado após 12 meses sem menstruação, o que atrasava a assistência às mulheres. “Hoje, a medicina moderna quer buscar qualidade de vida. A gente não trata exames, a gente tem que tratar a mulher”, afirmou. Segundo ela, sintomas como mudança de humor, ganho de peso, problemas de memória e alterações no sono muitas vezes não são associados à perimenopausa, levando algumas mulheres a saírem de consultas médicas apenas com receitas de antidepressivos ou ansiolíticos.

Tratamento individualizado e atenção ao próprio corpo

Erica Mantelli enfatizou que o tratamento da perimenopausa e da menopausa é totalmente individualizado. “Não existe uma receita de bolo que vai ser igual para cada uma. Algumas vão ter problema com sono, outras com memória, questão de massa muscular”, explicou. Ela também destacou que, apesar dos desafios da fase de transição, é possível viver bem e com qualidade de vida. “Não é porque é algo comum que você tem que aceitar como normal”, concluiu, incentivando as mulheres a prestarem atenção aos sinais do próprio corpo e a buscarem atendimento médico de qualidade.

Menopausa: entenda o que é e como o climatério afeta mulheres

 

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Hemorragias pós-menopausa: quando procurar ajuda?

16 October 2026 at 18:01

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas nem todas as alterações devem ser encaradas como normais. Uma hemorragia após a menopausa merece atenção: pode ter causas benignas, mas também ser um sinal de cancro do endométrio, pelo que deve ser avaliada.

É com agrado que tenho visto que a menopausa é cada vez mais um tema discutido abertamente, contribuindo para desmistificar um processo natural da vida da mulher e dar a conhecer o que a ele diz respeito, o que é normal e o que deve ser entendido como um sinal de alarme.

Esta fase traz consigo alterações que podem impactar o dia-a-dia das mulheres, com ciclos menstruais que terminam e níveis hormonais que se alteram, além dos sintomas como afrontamentos, alterações de sono ou secura vaginal. Tudo isto faz parte desta nova etapa. Porém, há uma mudança que não deve ser atribuída à menopausa: o aparecimento de uma hemorragia vaginal depois de um período prolongado sem menstruação, ou seja, qualquer sangramento vaginal que ocorra depois de 12 meses sem menstruar. 

Esta hemorragia pode ser semelhante à menstruação, mas também pode manifestar-se através de pequenas perdas de sangue ou um corrimento rosado ou acastanhado. O importante é saber que, mesmo quando é pouco intenso ou acontece apenas uma vez, a mulher deve procurar um profissional de saúde para uma avaliação. A razão é simples: este pode ser um dos primeiros sinais de cancro do endométrio, um tumor que se desenvolve no revestimento interno do útero.

Embora a maioria das mulheres com hemorragia pós-menopausa não tenha cancro, este é um sinal que pode, literalmente, salvar vidas, já que é muito evidente e pode significar um prognóstico muito favorável quando o tumor é diagnosticado numa fase precoce. Este é, desde logo, o sintoma mais frequente deste tipo de cancro e contribui, quando não é desvalorizado, para 80% dos diagnósticos precoces.

A avaliação médica irá permitir perceber a origem do sangramento e determinar se serão necessários exames complementares, segundo cada situação clínica. O processo envolve a  realização de uma observação ginecológica e uma ecografia transvaginal, para avaliar a espessura do endométrio e identificar alterações que justifiquem uma investigação mais aprofundada, que pode envolver uma histeroscopia e/ou biópsia do endométrio.

Durante a consulta, a mulher deve referir não apenas o episódio de sangramento, mas também outros aspetos da sua história clínica, medicamentos que toma e eventuais antecedentes familiares. Isto porque existem outros fatores que podem aumentar o risco de alterações do endométrio, como obesidade (um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de tumor), diabetes, determinadas terapêuticas hormonais ou fatores hereditários.

Contudo, é importante não transformar isto numa situação de alarme, mas encará-la como uma oportunidade para cuidar da saúde. Perante sinais do corpo, as mulheres tendem a desvalorizá-los, atribuindo-os ao cansaço e ao ritmo exigente do dia-a-dia, adiando, por vezes, a procura de uma avaliação médica. Existem várias causas benignas para a hemorragia pós-menopausa. Por exemplo, a redução dos estrogénios associados à menopausa pode provocar uma redução na espessura do endométrio e uma fragilidade dos tecidos da vagina.

A existência de pólipos também pode provocar um sangramento após a menopausa. A utilização de terapêutica hormonal da menopausa pode, igualmente, contribuir para hemorragias ou perdas irregulares de sangue durante determinados períodos do tratamento, sobretudo no início ou após as alterações da terapêutica.

Ainda assim, a mensagem é clara: perante uma hemorragia inesperada após a menopausa, esta deve ser motivo para procurar uma avaliação médica. Mais do que falar de medo, devemos falar de atenção. O cancro do endométrio pode ser tratado de forma eficaz quando detetado numa fase inicial, e reconhecer os possíveis sinais e procurar ajuda é uma parte fundamental para um diagnóstico precoce.

Na maioria dos casos, felizmente, a causa não será cancro, mas só uma avaliação médica poderá esclarecer a origem de um sangramento e, quando necessário, permitir atuar atempadamente. Fazê-lo não é alarmismo, é prevenção.

* Médica de Medicina Geral e Familiar da USF Vale do Arunca, ULS Região de Leiria

Investigadores de Coimbra criam programa de intervenção psicológica para apoiar as mulheres na menopausa

16 September 2026 at 09:17
Com o objetivo de responder aos desafios físicos e emocionais que acompanham a transição para a menopausa, uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu e está a testar um programa de intervenção psicológica para ajudar as mulheres nesta fase das suas vidas. Denominado Cuidar-ME – Autocuidado durante a Menopausa: uma intervenção psicológica […]
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