Campeonato do Mundo de Vela Inclusiva, European Le Mans Series, GT World Challenge e Campeonato da Europa de Veteranos de Judosão alguns dos destaques de uma programação que volta a afirmar Portimão como palco privilegiado de grandes eventos desportivos.
Portimão entra em outubro com uma agenda desportiva particularmente intensa e diversificada, reunindo competições de dimensão internacional e nacional, provas de formação, desporto adaptado e inclusivo, automobilismo, ciclismo, ténis, beach tennis, canoagem, marcha e corrida e FootGolf. Ao longo de todo o mês, diferentes equipamentos e espaços do concelho serão palco de iniciativas dirigidas a atletas e públicos de várias idades, num calendário que cruza a alta competição com a promoção da prática desportiva.
Um dos grandes destaques acontece logo entre 1 e 11 de outubro, com a Marina de Portimão a receber o Campeonato do Mundo de Vela Inclusiva. Organizada pela World Sailing, Federação Portuguesa de Vela e Vela Solidária, a competição reúne 300 atletas em representação de 42 países, numa prova internacional dedicada à participação de velejadores com diferentes tipos de deficiência.
O Palácio Gama Lobo, em Loulé, recebe no dia 2 de outubro, das 15h00 às 17h00, a mesa-redonda “Criação Artesanal: Valor, Identidade e Futuro”. A sessão integra a programação dos “Dias Abertos” do Loulé Criativo.
O debate vai abordar a sustentabilidade do setor, a preservação da identidade artesanal e os seus caminhos futuros. Participam Carlos Coelho, fundador e presidente da Ivity Brand Corp; Célia Macedo, oleira, autora e investigadora de artesanato contemporâneo; Dália Paulo, diretora municipal da Câmara de Loulé; e Filipa Belo, fundadora da Portugal Manual. A moderação cabe a Henrique Ralheta, coordenador do Design Lab do Loulé Criativo.
Os “Dias Abertos” procuram aproximar residentes e visitantes das artes tradicionais através de demonstrações, experiências criativas e partilha de conhecimento. A programação completa está disponível em loulecriativo.pt.
Nota editorial: O texto enviado indica “quinta-feira, dia 2 de outubro”, mas 2 de outubro de 2026 é sexta-feira. Convém confirmar a data com a organização antes da publicação.
Grupo que integra o Colégio Internacional de Vilamoura prepara um novo liceu internacional e alarga a oferta do diploma IB em Cascais.
O Inspired Education Group iniciou o ano letivo 2026/2027 em Portugal com quase 6.000 alunos de 93 nacionalidades e mais de 500 professores distribuídos por seis campus. O grupo, que integra o Colégio Internacional de Vilamoura, anunciou também melhorias nas instalações e novas ofertas de ensino internacional.
A principal novidade em preparação é o PaRK College, um campus dedicado ao ensino secundário que ficará instalado no antigo edifício Prime. Segundo o grupo, será o maior liceu internacional em Portugal, com percursos que incluem o IB Diploma Programme e os A-Levels. Está ainda prevista uma oferta de internato para alunos dos 14 aos 18 anos.
No King’s College School Cascais, o grupo lançou oficialmente o International Baccalaureate Diploma Programme (IBDP). O anúncio surge após um ano letivo em que, segundo o Inspired, o PaRK International School obteve os melhores resultados do país neste programa.
“Queremos que cada aluno encontre nos nossos colégios as condições para desenvolver o seu potencial e preparar o seu futuro”, afirma John Leitão, CEO do Inspired Education Group em Portugal. O responsável associa os resultados académicos ao trabalho de alunos e docentes e ao investimento na qualidade do ensino.
Para este ano, o grupo destaca ainda a aplicação do currículo Day of AI, desenvolvido pela UNESCO e pelo MIT, para ajudar os alunos a compreender o funcionamento da inteligência artificial. Para os professores, implementou um programa de avaliação e desenvolvimento profissional contínuo, centrado na melhoria das práticas pedagógicas.
A Praça dos Pescadores, em Albufeira, recebe na quinta-feira, 1 de outubro, uma iniciativa da GNR dedicada à população sénior. As atividades decorrem entre as 9h30 e as 12h30.
Organizado pelo Comando Territorial de Faro da GNR em parceria com a Câmara Municipal de Albufeira, o encontro integra o programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança». O objetivo é aproximar os militares das pessoas idosas e promover o convívio, a participação e a segurança na comunidade.
Ao longo da manhã, os participantes poderão conhecer meios e equipamentos da GNR, assistir a demonstrações cinotécnicas e interagir com os cavalos da Guarda. Estão também previstos passeios de charrete, sessões de hipoterapia e cinoterapia e outras atividades desenvolvidas com o município.
A iniciativa terá ainda uma componente intergeracional, com a participação de crianças nas atividades dirigidas aos idosos.
A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve reuniu-se a 28 de setembro, em São Brás de Alportel, para preparar um novo processo de apoio à criação artística e as comemorações dos seus 10 anos. A coordenação da rede nos próximos dois anos será partilhada pelos municípios de São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António.
Durante o encontro, os participantes abordaram o calendário e os procedimentos do novo processo de apoio à criação artística, assim como o ponto de situação de uma publicação comemorativa da primeira década da Rede AZul. Foram ainda apresentados a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e um projeto de Jani Zhao.
A reunião serviu também para analisar os próximos passos do protocolo entre a Rede AZul, a AMAL e a CCDR Algarve, além da execução e do calendário das ações previstas no plano de atividades.
Para a presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acolher o encontro representa uma oportunidade para reforçar a cooperação cultural regional e criar condições para que os artistas algarvios cheguem a mais públicos e palcos.
Criada em 2016, a Rede AZul reúne equipamentos culturais de municípios algarvios e promove a criação, a produção e a circulação de projetos artísticos na região.
Durante todo o mês de outubro, o Município de Loulé coloca a causa animal no centro da agenda local com o lançamento do evento Loulé Festival Animal. Esta iniciativa, integrada na política municipal para o Bem-Estar Animal, apresenta um programa diversificado repleto de atividades presenciais e digitais focadas na sensibilização, adoção responsável e proteção da biodiversidade.
O festival arranca a 1 de outubro, com a comemoração do Dia do Cão Idoso. Neste dia será conhecido o vencedor do concurso digital, que decorreu nas últimas semanas, para encontrar o canídeo mais idoso do concelho. Uma iniciativa que pretende conscientizar sobre as necessidades especiais dos cães em idade avançada.
No Centro Autárquico de Quarteira inaugra a exposição fotográfica da autoria de Carlos Filipe, “À espera de um lar”. Ao longo de todo o mês vai ser possível visitar esta mostra, que conta com fotografias exibindo histórias de cães e gatos para adoção na Associação Animal Rescue Algarve (ARA).
No dia 3, das 10h às 15h, a Cerca do Convento do Espírito Santo, em Loulé, recebe a Feira do Bem-Estar Animal. No recinto estarão presentes diversos expositores, associações locais, cuidadores, sessões de desenho e contos infantis. Pretende-se que esta seja uma montra do trabalho que é realizado em todo o território concelhio ao nível da causa animal.
O Dia da Adoção Animal assinala-se a 4 de outubro e para marcar a data, a Praça do Mar, em Quarteira, recebe algumas iniciativas para uma adoção responsável, sob o mote . “Adop.Don’t shop!”. O acolhimento será feito pela ARA, estando ainda prevista uma Cãominhada e um sorteio de prémios. Quem quiser adotar o animal poderá fazê-lo aqui.
A 10 de outubro, o festival agrega uma iniciativa inovadora: sessões de Kitty Yoga/Pilates dirigidas a gatos. A atividade acontece no Gatil do Canil de São Francisco de Assis, assinalando o Dia Mundial da Saúde Mental.
Também neste dia celebra-se o Dia Mundial das Aves Migratórias e para alertar para o crime que constitui a captura de aves selvagens, irá realizar-se uma atividade de informação e divulgação nas redes sociais, numa ação que tem como parceiro a Associação Almargem.
Nos dias 13, 14 e 15, no Mar Shopping Algarve, o Município dá a conhecer o Kit de Emergência PET. No Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, este ano subordinado ao tema “A resiliência começa em casa”, pretende-se informar sobre o conjunto de bens essenciais fundamentais para garantir a segurança e a autonomia do animal durante pelo menos 72 horas, em situações de crise, tais como catástrofes naturais (sismos, incêndios, cheias), falhas prolongadas de energia ou evacuações de emergência.
Ainda neste âmbito, irá realizar-se uma formação de “Primeiros-Socorros” a animais.
O Dia Internacional do Bicho-Preguiça acontece a 17 de outubro. O Loulé Festival Animal vai dar a conhecer a necessidade de preservação desses animais e promover a importância de viver de forma mais lenta e consciente, através da iniciativa “Estórias para famílias”, que acontece na Biblioteca Municipal de Loulé. No mesmo local, no dia 24, entre as 10h00 e as 12h00, as famílias podem participar numa oficina de dedoches, “Animais na ponta do dedo”.
Antes, no dia 21, pelas 11h, o executivo municipal e a equipa do Bem-Estar Animal visitam as instalações da Cimpor tendo em vista a criação da primeira colónia de gatos empresarial.
Finalmente, no encerramento do mês, dia 31 de outubro, no Mar Shopping Algarve, tem lugar o Algarve Coolest Dog, um evento lúdico que irá premiar os cães em diversas categorias como “o melhor apanhador de biscoitos”, “o mais barulhento”, “o mais pachorrento”, “o melhor truque” ou “o mais feliz”.
No ano do seu lançamento, o Loulé Festival Animal prolonga-se no tempo. O encerramento oficial está agendado para o dia 10 de janeiro de 2027, data em que se celebrará a 1ª Missa de Bênção do Animal em Loulé. Esta celebração religiosa e comunitária também irá assinalar formalmente o encerramento das comemorações do Ano Jubilar da Morte de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais e da ecologia.
Com a aposta na realização deste festival, a Câmara Municipal de Loulé reforça o seu compromisso contínuo na sensibilização da comunidade para o respeito, dignidade e proteção de todos os animais de companhia e vida selvagem.
A exposição ARTURb 2026 inaugura a 3 de outubro, às 18h, no LAC – Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos. A entrada é livre.
Arashida, do Brasil, Cristina Viana e Halfstudio, de Portugal, KMG, da Escócia, e Virginia Bersabé, de Espanha, apresentam trabalhos desenvolvidos durante duas semanas de residência artística no âmbito da 15.ª edição do ARTURb – Artistas Unidos em Residência.
Com co-curadoria de Sofia Fortunato e Tamara Alves, a residência decorreu entre 18 de setembro e 2 de outubro, reunindo diferentes abordagens à arte urbana contemporânea. O programa incluiu intervenções no espaço público e um mural comunitário de Kruella D’Enfer no Bairro 25 de Abril, na Meia Praia.
A inauguração contará também com uma conferência de Miguel Januário, conhecido pelo projeto ± maismenos ±, e um DJ set de Tiago Assis.
A exposição pode ser visitada até 31 de outubro, de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, na sede do LAC. Criado em 2011, o ARTURb promove a experimentação artística e o diálogo entre criadores, território e comunidade local.
O barreirista luso-guineense Usumane Djumo, de 24 anos e residente em Armação de Pêra, prepara a época 2026/2027 com dois objetivos: competir pelo Clube de Atletismo Olímpico Vianense (CAOV) na 1.ª Divisão nacional e representar a Guiné-Bissau nos Jogos Africanos de 2027.
Na última temporada, Djumo conquistou pelo CAOV os títulos nacionais da 2.ª Divisão em pista curta nos 60 metros barreiras e na estafeta de 4×400 metros, contribuindo para a subida do clube à 1.ª Divisão. Nos 110 metros barreiras, sagrou-se também campeão absoluto do Norte.
De acordo com a informação divulgada pela sua equipa, o atleta fixou recordes da Guiné-Bissau nos 110 metros barreiras, com 13,88 segundos, e nos 60 metros barreiras em pista coberta, com 7,96 segundos. No Campeonato Africano de Atletismo, disputado em Acra, no Gana, terminou em oitavo lugar a final dos 110 metros barreiras.
«Ter no horizonte os Jogos Africanos do Cairo 2027 é uma motivação enorme para continuar a bater recordes», afirma Usumane Djumo, que diz estar focado nos desafios da nova temporada em Portugal e ao serviço da Guiné-Bissau.
A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) entregou equipamentos para a separação de resíduos às escolas dos cinco agrupamentos do concelho, no âmbito do projeto «A Escola Valoriza».
Segundo a empresa, a iniciativa surgiu de necessidades identificadas junto dos estabelecimentos de ensino. Foram disponibilizadas papeleiras para os recreios e baldes para os bares, com o objetivo de facilitar a separação de resíduos no dia a dia escolar.
O projeto inclui também kits de reciclagem para as salas do pré-escolar e do 1.º ciclo. Os materiais apresentam mascotes criadas pela EMARP para ajudar as crianças a identificar onde devem depositar plástico e metal, papel e cartão, vidro e resíduos orgânicos. Esta componente dá continuidade à ação de sensibilização «Separar é Fácil».
A EMARP disponibilizou ainda equipamentos de deposição seletiva aos complexos desportivos municipais, à Loja Ponto JA e ao Espaço Jovem do Lugar do Rio. Numa fase posterior, prevê realizar ações de sensibilização dirigidas às assistentes operacionais das escolas.
A iniciativa integra o Programa de Educação e Proteção Ambiental da empresa. Na nota divulgada a 25 de setembro, Dia Nacional da Sustentabilidade, a EMARP destacou o papel das escolas na criação de hábitos de separação de resíduos desde a infância.
Dois homens e uma mulher, com idades entre os 44 e os 60 anos, foram detidos no dia 23 de setembro, no concelho de Tavira, no âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes, informou a GNR.
Segundo o Comando Territorial de Faro, a investigação decorria há cerca de quatro meses. A operação, conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Tavira, incluiu uma busca domiciliária e seis buscas não domiciliárias. Os militares encontraram uma estrutura destinada ao cultivo e produção de canábis.
A GNR apreendeu 49 plantas de canábis, produto correspondente a 17.084 doses de canábis e 42,24 gramas de cogumelos alucinogénios. Foram ainda apreendidos três balanças de precisão, três telemóveis, uma estufa portátil, equipamentos de aquecimento e extração de ar, uma máquina para extração de pólen e material associado ao cultivo e armazenamento de droga.
Os detidos foram presentes ao Tribunal Judicial de Faro no dia 24 de setembro. Um dos homens ficou em prisão preventiva; os outros dois detidos ficaram sujeitos a apresentações semanais num posto policial.
A operação contou com o apoio do Destacamento de Intervenção de Faro e do Posto Territorial de Tavira.
A Santa Casa da Misericórdia de Albufeira tem abertas pré-inscrições para duas formações modulares certificadas e gratuitas na área da restauração: Sistema HACCP e Higiene e Segurança Alimentar na Restauração. Cada ação tem a duração de 25 horas e está disponível para particulares e empresas.
A formação em Sistema HACCP aborda práticas de segurança alimentar para prevenir ou reduzir riscos de contaminação durante a produção e distribuição dos alimentos. Já a formação em Higiene e Segurança Alimentar na Restauração incide sobre o controlo de microrganismos e os procedimentos de higiene na preparação e manipulação de alimentos.
As ações decorrem no âmbito do projeto CAPACITAR, financiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030 e cofinanciado pela União Europeia.
O Município de Lagoa congratula-se com a publicação do Despacho n.º 11629/2026, de 22 de setembro, que aprova o Programa de Ação Nacional para o Controlo da Macroalga Invasora Rugulopteryx okamurae 2026-2030.
Este diploma estabelece um enquadramento nacional indispensável de medidas de monitorização, contenção, mitigação de impactos e valorização da biomassa de uma espécie que representa uma ameaça grave e transversal à costa portuguesa, afetando os ecossistemas, a atividade piscatória e o setor turístico.
Para Lagoa, este plano representa o reconhecimento público de um problema que fustiga a região de forma significativa desde setembro de 2022, altura em que o ciclone extratropical Danielle provocou um arrojamento massivo de 440 metros cúbicos de algas na Praia do Carvoeiro. Desde então, o Município de Lagoa tem sido uma das vozes mais ativas no debate público e técnico, trabalhando em rede com a administração central e outras autarquias na defesa de soluções que permitam atuar antes de as algas atingirem o areal.
O novo plano nacional acolheu diversas propostas prioritárias defendidas pelo Município e parceiros, destacando-se:
• Apoio ao Setor da Pesca: Uma linha de apoio financeira específica para mitigar a redução da atividade económica dos profissionais da pesca e aquacultura; • Observatório Europeu: A criação de uma estrutura de monitorização científica integrada para acompanhar a evolução do fenómeno; • Valorização da Biomassa: A criação de um grupo de coordenação focado na transformação da biomassa recolhida numa oportunidade económica, reduzindo os custos de remoção suportados pelas autarquias.
Antecipando a aplicação prática destas metodologias no mar, o Município de Lagoa vai promover, entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, uma “Ação Piloto para Mitigação dos Impactos da Alga Invasora Rugulopteryx okamurae” na Praia do Carvoeiro.
Ao contrário da habitual recolha mecânica no areal, que remove toneladas de areia e condiciona o uso da praia, esta ação-piloto testará uma metodologia inovadora de aspiração e recolha direta das algas na coluna de água. “A aprovação deste Programa de Ação constitui um momento muito importante para Lagoa e para todos os municípios costeiros“, sublinha o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação. “É fundamental atuar diretamente no mar, antecipar os arrojamentos, desenvolver novas técnicas de remoção e encontrar formas de valorizar a biomassa recolhida“. O autarca reforça ainda “o compromisso do Município de Lagoa em continuar a trabalhar em rede com o Governo, autarquias, academia e empresas na salvaguarda dos ecossistemas marinhos e na proteção da sustentabilidade económica das nossas comunidades ribeirinhas“.
O Município de Odemira assinou, a 24 de setembro, acordos com os cinco agrupamentos de escolas do concelho e 16 entidades locais para assegurar refeições escolares, serviços de apoio às famílias e Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no ano letivo 2026/2027. As parcerias representam um investimento total de 1.832.707,94 euros.
A maior parcela, de 1.220.326,21 euros, destina-se ao fornecimento de refeições a 2.924 alunos. Segundo o município, os acordos procuram garantir ementas saudáveis nos cinco territórios educativos e dar preferência a fornecedores locais.
No âmbito do programa Escola a Tempo Inteiro, foi celebrado um protocolo com os agrupamentos e a TIC TAC – Associação para a Promoção dos Tempos Livres das Crianças e Jovens. Com um financiamento municipal de 346.988,95 euros, o acordo abrange 678 crianças e assegura atividades de apoio à família no pré-escolar e no 1.º ciclo, além de apoio às refeições e vigilância no transporte escolar.
Os protocolos para as AEC representam 265.392,78 euros. A oferta gratuita prevê 18 atividades nas áreas do desporto, artes, ciências e ligação da escola à comunidade, dinamizadas por 45 técnicos em 19 escolas do 1.º ciclo. O município estima a participação de cerca de 800 alunos e destaca, entre as propostas, a Oficina da Ciência e o projeto «RECREAR – Tempo para Brincar».
A assinatura dos acordos decorreu na presença do presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, e da vereadora responsável pela Educação, Raquel Silva.
As Mulheres Social Democratas do Algarve visitaram a Assembleia da República, em Lisboa, no dia 25 de setembro, a convite da deputada eleita pelo Algarve Bárbara do Amaral Correia.
Segundo uma nota de imprensa da organização, as participantes conheceram os espaços do Parlamento e acompanharam a atividade parlamentar, incluindo o processo de debate e decisão de matérias com impacto na vida dos cidadãos.
A visita reuniu mulheres social-democratas de diferentes concelhos do Algarve e proporcionou um momento de diálogo e partilha de experiências. Para a organização, a iniciativa contribuiu para aproximar as participantes das instituições democráticas e reforçar o conhecimento sobre o trabalho dos representantes eleitos.
As Mulheres Social Democratas do Algarve defenderam ainda a criação de mais oportunidades de contacto com as instituições, como forma de incentivar a participação das mulheres na vida cívica e política.
A Praça da República, em Loulé, abriu ontem as suas portas ao convívio, à animação e à promoção da mobilidade sustentável com a realização de mais uma edição do Park(ing) Day. A iniciativa, inserida na Semana Europeia da Mobilidade de 2026, com o lema “Mobilidade para todos – Justiça entre gerações”e realizada no âmbito do Dia Europeu sem Carros, assinalado esta terça-feira (22 de setembro), desafiou a população a deixar o automóvel em casa e a usufruir do espaço público de uma forma ativa e inclusiva.
Sob o mote “Ocupa o teu lugar na cidade”, o evento transformou os habituais lugares de estacionamento automóvel em áreas vivas destinadas às pessoas. Com propostas pensadas para todas as idades, o programa integrou atividades desportivas, jogos tradicionais,stands informativos e de sensibilização ambiental, sessões de cinema imersivas e o projeto Mercado de Trocas. Mas a pista de segurança rodoviária da GNR foi uma das zonas que mais interesse despertou junto dos mais novos.
Em termos de balanço, a organização do Park(ing) Day’26 destaca o forte envolvimento comunitário e institucional. As empresas municipais (Infralobo, Inframoura, Infraquinta e Loulé Concelho Global) marcaram presença e promoveram diversos projetos focados na mobilidade e sustentabilidade urbana, na ação climática e na preservação ambiental. O associativismo local também esteve em grande destaque, com a participação ativa de vários parceiros, como a AMAL – Comunidade intermunicipal do Algarve, a Guarda Nacional Republicana, os Boardgamers de Loulé da Casa da Cultura, o Mercado de Trocas, o Clube BTT Loulé, o MOOV – Fitness Center, o Almancilense Cycling e o Banco Local de Voluntariado de Loulé, entre outras entidades que se associam a esta iniciativa. A diversidade dos parceiros envolvidos permitiu reunir, num mesmo espaço diferentes contributos nas áreas da mobilidade, segurança rodoviária, ambiente, ação climática, saúde, desporto, cultura, educação e participação comunitária, reforçando o carácter transversal do Park(ing) Day.
Outra das ações do evento foi a ativação da marca VELA, o novo sistema de bicicletas partilhadas de Loulé, que será implementado no próximo ano. Esta nova solução de transporte pretende revolucionar a mobilidade suave em Loulé, oferecendo uma alternativa ecológica, económica e eficiente para as deslocações diárias dos munícipes e visitantes.
Com a conclusão de mais uma edição do do Park(ing) Day, o Município de Loulé reforça o seu compromisso contínuo na transformação do ambiente urbano, demonstrando que as cidades podem ser desenhadas para as pessoas e o espaço público pode assumir múltiplas funções, garantindo maior qualidade de vida e para os cidadãos entre gerações. Para a Autarquia, a mobilidade suave é, cada vez mais, uma realidade que se pretende integrar no concelho, em especial nas suas zonas urbanas, sendo um contributo relevante para alcançar a neutralidade carbónica.
Apoio FEDER de 10 milhões de euros do ALGARVE 2030 financia novas infraestruturas da Universidade do Algarve em Portimão e Faro
O futuro Campus do Barlavento, em Portimão, constitui um investimento estratégico no reforço das qualificações, na promoção da coesão territorial e na capacidade de resposta do Algarve às transformações económicas e sociais.
Esta segunda-feira, 22 de setembro, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, visitou o local onde será instalada a futura infraestrutura da Universidade do Algarve (UAlg), numa iniciativa que contou com a participação do Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, da Reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, e do Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, Presidente da Assembleia Municipal de Portimão, Carlos Café, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Paula Freitas e equipa reitoral da Universidade do Algarve. Da CCDR Algarve também presentes os Vice-Presidentes, Cristiano Cabrita, Alexandra Gonçalves e Patricia Rego.
A visita incluiu ainda a apresentação da iniciativa «UAlg Horizonte 2030: Reforçar o Impacto do Ensino Superior na Região do Algarve», desenvolvida no âmbito do protocolo geral de cooperação para a resiliência regional e desenvolvimento, e a assinatura de um acordo específico entre a Universidade do Algarve e o Município de Portimão.
Para o Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, “este é um investimento no capital humano, na qualificação das pessoas. Estamos a falar de oportunidades para os jovens e de capacidade de desenvolvimento para toda uma região”.
O investimento assume particular relevância num território que, apesar da evolução registada nas últimas décadas, continua a apresentar um défice estrutural de qualificações no ensino superior.
Nos últimos 20 anos, a taxa de escolarização no ensino superior no Algarve passou de 18,9% para 25,4%, enquanto, no mesmo período, a média nacional evoluiu de 27,5% para 42,8%.
Para a CCDR Algarve, esta diferença tem consequências que ultrapassam os indicadores estatísticos, refletindo-se nas oportunidades dos jovens, na produtividade, na inovação, nos salários e na capacidade da região para responder às transformações económicas e sociais.
No ano letivo de 2021/2022, 48,7% dos alunos inscritos no 12.º ano estavam nos municípios entre Albufeira e Lagos, mas os estudantes residentes nesses municípios representavam apenas 28,2% dos alunos colocados na Universidade do Algarve na primeira fase.
Como sublinhou José Apolinário, “não podemos pedir aos jovens do Barlavento que tenham as mesmas oportunidades de acesso ao ensino superior se não lhes proporcionarmos também condições de proximidade”.
O Campus permitirá à Universidade do Algarve aumentar a sua capacidade de formação no Barlavento e diversificar a oferta atualmente existente, nomeadamente através dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).
A expansão desta oferta permitirá aproximar do território novas áreas de formação, designadamente nas áreas STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, criando condições para responder às necessidades de uma economia cada vez mais digital, tecnológica e verde.
O objetivo passa não apenas por aumentar o número de estudantes no ensino superior, mas também por garantir que as competências adquiridas correspondem às necessidades do tecido económico regional.
“Queremos mais jovens no ensino superior. Mas queremos também que aquilo que aprendem responda às necessidades de uma economia que está a mudar: mais digital, mais tecnológica, mais verde, mais exigente em conhecimento e em competências”, afirmou o Presidente da CCDR Algarve.
Neste sentido, o futuro Campus do Barlavento pretende servir não apenas os jovens de Portimão, mas também os estudantes dos municípios de Lagos, Lagoa, Aljezur, Vila do Bispo e Monchique, aproximando uma oferta diversificada de formação superior das populações e das empresas.
O projeto integra um investimento mais amplo do Programa Regional ALGARVE 2030, que mobiliza mais de 10 milhões de euros de fundos europeus geridos na região para criar, ampliar e modernizar infraestruturas de ensino superior em Faro e Portimão, num investimento superior a 17 milhões de euros.
A operação contempla a construção do edifício do futuro Campus do Barlavento, em Portimão, o novo Edifício Digital no Campus de Gambelas e a modernização de espaços e equipamentos no Campus da Penha.
Como salientou José Apolinário, “crescer não significa apenas ter mais salas. Significa ter mais cursos, mais estudantes, mais ligação às empresas, mais estágios, mais formação ao longo da vida e mais capacidade para responder às necessidades do território”. “Porque qualificar o Algarve é preparar o Algarve para o futuro”, salientou o Presidente da CCDR Algarve.
Através do ALGARVE 2030, os fundos europeus assumem-se como um instrumento de investimento no território e nas pessoas, criando condições para que a Universidade do Algarve possa reforçar a sua presença regional, aumentar as oportunidades de formação e contribuir para uma maior capacidade de resposta do Algarve aos desafios do futuro.
No âmbito das comemorações do Dia Europeu sem Carros, 22 de setembro, o Município de Tavira associou-se ao movimento lançado pela APA – Associação Portuguesa do Ambiente e, em parceria com diversas entidades, organiza e promove um conjunto de iniciativas, em torno do Rio Gilão e no Jardim do Coreto, no período da manhã.
De salientar que a Rua da Liberdade, Rua dos Pelames, Rua 5 de Outubro, Rua Jaques Pessoa, Ponte do Gilão, Rua do Cais, Rua José Pires Padinha estarão interditas à circulação de veículos motorizados, entre as 09h00 e as 19h00, privilegiando assim a mobilidade sustentável.
Todas estas atividades incluem a participação de alunos e professores dos Agrupamentos de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia e D. Manuel I, bem como das entidades parceiras: Polícia de Segurança Pública – Escola Segura, Companhia de Sapadores Bombeiros de Tavira, E.M. Taviraverde, Centro de Ciência Viva de Tavira, alunos dos cursos profissionais da Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia, Batidos com Coração, Marcus Felino, Associação Rotinas Selvagens e a Bicicleta Contadora de Histórias.
Ainda, neste âmbito, estarão em exposição, junto ao Mercado da Ribeira, dois autocarros elétricos, recentemente adquiridos pela autarquia e destinados ao transporte escolar. Esta aquisição do Município, num investimento de €731.225,04 (cofinanciamento PRR €468.974,30) é mais um passo dado com vista à integração na frota municipal de soluções de transporte mais ecológicas e amigas do Ambiente. Ao avançar com esta compra, foi, também, intenção da autarquia contribuir para uma frota escolar mais eficiente, aumentado a capacidade de transporte e assegurando a igualdade de oportunidades no acesso à educação ao otimizar a escala de serviço diária, garantindo o transporte de pessoas com mobilidade reduzida, promover a sustentabilidade ambiental e, simultaneamente, a inclusão.
Mobilidade para todos, mais sustentável e saudável!
Filhos de colaboradores da EMARP deram voz às personagens da história inspirada nos profissionais que mantém a cidade limpa.
A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) assinalou, no passado domingo, 20 de setembro, o Dia Mundial da Limpeza Urbana com o lançamento do livro infantil “O Mistério dos Maus Hábitos”, uma aventura protagonizada por cinco cães que coloca em destaque o papel essencial dos profissionais da Limpeza Urbana e os comportamentos que todos podemos adotar para manter a cidade limpa.
O encontro decorreu no Lugar do Rio – Espaço Jovem de Portimão e reuniu cerca de 60 crianças, com idades entre os 4 e os 12 anos, acompanhadas pelos pais, colaboradores da EMARP. Os mais novos foram os primeiros a conhecer a nova história, através de uma leitura encenada em que filhos de colaboradores deram vida às personagens do livro.
A iniciativa contou ainda com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Sandra Pereira, que se associou a este momento dedicado às famílias, à educação ambiental e à valorização do serviço público prestado diariamente pelas equipas da Limpeza Urbana.
Depois da apresentação, a tarde prosseguiu com um lanche, pinturas faciais e momentos de convívio entre as famílias.
Protagonistas são patudos reais
A narrativa acompanha Catarina e João, dois amigos que “brincam” aos detetives e reúnem cinco patudos para desvendar um mistério: o desaparecimento dos cantoneiros e dos motoristas de recolha de resíduos. Sem estes profissionais no terreno, a cidade rapidamente mergulha no caos.
Os cinco cães que integram a aventura foram inspirados em patudos reais do concelho de Portimão, reforçando a proximidade da história à comunidade local.
Ao longo da investigação, o livro evidencia a importância do trabalho desenvolvido diariamente pelos profissionais da Limpeza Urbana para a qualidade de vida no concelho e alerta para comportamentos que fazem a diferença no espaço público: utilizar corretamente os ecopontos e papeleiras, recolher os dejetos caninos, encaminhar roupa para reutilização e recorrer ao serviço gratuito de recolha de resíduos volumosos (monos) da EMARP.
A escolha dos patudos como protagonistas estabelece também uma ligação à campanha “Seja Cãosciente”, através da qual a EMARP sensibiliza para a recolha dos dejetos caninos e promove a adoção responsável de animais do Canil Municipal de Portimão.
Novo livro chega às escolas através do Programa de Educação e Proteção Ambiental (PEPA)
Depois de “Vamos Salvar a Hidra”, dedicado à poupança de água, e “A Incrível Batalha: Marafada vs Aterropólix”, centrado na reciclagem e valorização de resíduos orgânicos, “O Mistério dos Maus Hábitos” é o terceiro título da coleção Portimão Sustentável.
Durante o ano letivo 2026/2027, o livro será distribuído às crianças do 1.º Ciclo das escolas do concelho de Portimão, no âmbito de sessões de leitura e sensibilização integradas no PEPA.
Através da literatura infantil, a empresa pretende continuar a aproximar os mais novos dos grandes desafios ambientais, incentivando-os a transformar conhecimento em comportamentos e a levar essas mensagens também para junto das suas famílias.
Uma mulher de 50 anos foi identificada e constituída arguida, a 24 de setembro, no âmbito da investigação a um atropelamento com fuga ocorrido em Albufeira. O acidente, registado a 11 de novembro de 2025, provocou um ferido grave.
Segundo o Comando Territorial de Faro da GNR, as diligências realizadas pelo Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação permitiram identificar e localizar a alegada condutora do veículo envolvido.
A mulher é suspeita da prática dos crimes de ofensa à integridade física, omissão de auxílio e condução perigosa de veículo rodoviário. Os factos foram comunicados ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Albufeira.
“As matérias de licenciamento urbanístico, na sua maioria, são da competência da reunião da Câmara e não do Presidente, exclusivamente. Na prática, na Câmara Municipal de Lagos, por causa desta delegação de poderes genérica feita no início de cada legislatura, os assuntos deixam de ser discutidos em sede de reunião de câmara e sem qualquer debate ou conhecimento de todos”.
O alerta é da advogada Alexandra Soares, presidente da Direção da Associação ‘Miradouro da Luz e apoiante do Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, em entrevista exclusiva ao ‘Litoralgarve’, numa altura que estão projectados vários hotéis e empreendimentos turísticos junto a dunas nesta zona de Lagos, o que tanta polémica tem gerado.
Para Alexandra Soares, o entendimento que o Presidente do executivo municipal lacobrigense, socialista Hugo Pereira, “faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir eventualmente a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências.”
“Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo”, lamentou Alexandra Soares. E deixou avisos sobre o impacto de novas construções turísticas na Meia-Praia para a rede de saneamento básico, abastecimento de água e electricidade no concelho de Lagos.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – O que a levou a entrar em discussão com o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, e a abandonar o auditório do edifício dos Paços do Concelho Século XXI, em recente reunião da autarquia, juntamente com outros contestatários aos projectos imobiliários na Meia Praia, depois de ter sido solicitada a presença do elemento da segurança para a obrigar a sair da sala? Afinal, o que esteve em causa?
Alexandra Soares – Este assunto leva-nos a uma prática reiterada desde há muitos anos que é adotada na Câmara Municipal de Lagos. Existe uma maioria absoluta. Com base nesta maioria absoluta, após cada eleição dos órgãos autárquicos é feita uma delegação de poderes no senhor Presidente que, sozinho, passa a poder decidir nas matérias que, por lei, são da competência de todo o executivo camarário e que é composto, também, pelos vereadores da oposição.
Por exemplo, as matérias de licenciamento urbanístico, na sua maioria, são da competência da reunião da Câmara e não do Presidente da Câmara Municipal, exclusivamente. Na prática, na Câmara Municipal de Lagos, por causa desta delegação de poderes genérica feita no início de cada legislatura, os assuntos deixam de ser discutidos em sede de reunião de Câmara e sem qualquer debate ou conhecimento de todos. Ora, não era esta a intenção do legislador. Defendemos que a delegação tem de ser específica em consonância com os princípios de um Estado de direito democrático. Não se pode esvaziar a competência assente em valores democráticos imperativos.
Sucede que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Lagos, num discurso exaustivo, defendeu que o ‘modus operandi’ da autarquia é de lei e que é dado aos senhores vereadores o conhecimento após a aprovação dos atos através de uma lista que lhes é enviada, lista esta que reconheceu ter problemas técnicos.
“O senhor Presidente deveria ser o primeiro a levar os assuntos a ser debatidos antes de os aprovar.”
“O entendimento que faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir eventualmente a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências.”
“Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo.”
“Parece-nos inaceitável que um vereador apenas tome conhecimento de um projeto de grande envergadura após a respetiva aprovação, tal como foi reconhecido por um dos vereadores que se declarou estupefato por ter tomado conhecimento do assunto pela intervenção do público na reunião.”
“Ao fazer o meu comentário nem sequer fui convidada a sair. O senhor Presidente fez sinal ao segurança para que me levasse da sala. Vou fazer participação às entidades que considero convenientes por achar a atitude inaceitável.”
E prosseguiu:
– Afirma mesmo que se pode não gostar, mas é assim. Limitei-me a defender que o seu entendimento tem um carácter arbitrário e até totalitário. Na minha opinião, o senhor Presidente deveria ser o primeiro a levar os assuntos a ser debatidos antes de os aprovar. O entendimento que o senhor Presidente faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir, eventualmente, a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências. Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo.
Mais: quem assim não considere não compreende o espírito democrático inerente ao exercício da sua função política e administrativa. Parece-nos inaceitável que um vereador apenas tome conhecimento de um projeto de grande envergadura após a respetiva aprovação, tal como foi reconhecido por um dos vereadores que se declarou estupefato por ter tomado conhecimento do assunto pela intervenção do público na reunião.
Ao fazer o meu comentário nem sequer fui convidada a sair. O senhor Presidente fez sinal ao segurança para que me levasse da sala. Vou fazer participação às entidades que considero convenientes por achar a atitude do senhor Presidente inaceitável.
“Tomámos conhecimento, através da sua intervenção, de que se aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente no que se refere ao licenciamento da reabilitação da bacia de retenção” na zona onde vai ser construído um novo hotel e aldeamento turístico na Meia-Praia. “O que para nós foi importante saber já que nos é vedado o acesso a este processo.”
“Começamos a compreender as razões de tanto secretismo. Neste momento, consideramos muito questionável a decisão de acelerar o início as obras sem o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente.”
Litoralgarve – Como avalia essa reunião promovida pelo Movimento ‘Salvar a Meia Praia’? O que foi conseguido? E que respostas ficaram por dar?
Alexandra Soares – O senhor Presidente esclareceu a sua posição sobre o assunto. Ele foi muito claro nas suas declarações. Naturalmente, discordamos em absoluto com a sua política urbanística ou falta dela. No entanto, tomámos conhecimento, através da sua intervenção, de que se aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente no que se refere ao licenciamento da reabilitação da bacia de retenção. O que para nós foi importante saber já que nos é vedado o acesso a este processo. Começamos a compreender as razões de tanto secretismo.
Neste momento, consideramos muito questionável a decisão de acelerar o início as obras sem a licença de construção e sem a conclusão da tramitação do licenciamento da reabilitação da Lagos.
Providência cautelar para impedir um hotel perto de dunas na Meia-Praia? “Estamos a analisar a situação. Consideramos que este início [da construção] não pode ocorrer sob pena de violação da lei.”
Litoralgarve – O Presidente da autarquia anunciou que, no dia 01 de Setembro de 2026, teriam início as escavações no local onde está previsto um novo hotel, tão contestado pelo Movimento ‘Salvar a Meia Praia’. Ao mesmo tempo, indicou que o hotel só será aprovado com a requalificação do espaço a que chamam lagoa. Afinal, para que servirão as escavações? Ainda é possível travar esta obra? De que forma? Poderá ser interposta uma providência cautelar?
Alexandra Soares – Estamos a analisar a situação, mas, tal como já referi, consideramos que este início não pode ocorrer sob pena de violação da lei. A verdade é que após termos colocado algumas questões e exigido explicações o início dos trabalhos ainda não ocorreu. Pensamos que estarão a tentar regularizar o que detetámos ser irregular do ponto vista legal.
“A lei prevê que, ao planear, possa haver direitos adquiridos sacrificados ainda que tal possa implicar o pagamento de uma indemnização.”
aéreas da cidade
“O senhor Presidente ao dizer que não pode pagar indemnizações de 10, 15, 18 milhões de euros de indemnização fez-nos logo questionar em que é que assentam estes valores.”
“Foram feitos cálculos? Analisou-se o custo de uma indemnização pelo sacrifício face ao custo que no futuro ter-se-á que fazer no combate ao avanço das águas do mar, com o custo de investimento nas redes de infraestruturas, saneamento, gestão de resíduos, água, eletricidade, etc, pela pressão urbanística?”
“Não temos assim tanta certeza como o senhor Presidente sobre o atual estado da ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais.”
“Os factos falam por si e temos praias fechadas no Verão, a Praia da Luz e outras, com esgoto a céu aberto ao longo da praia, condutas de água que rebentam pelo aumento da pressão, e inundações no próprio edifício da Câmara Municipal de Lagos quando chove mais.”
“Também nos preocupa que o senhor Presidente considere não ser seu problema a sustentabilidade económica do empreendimento e a capacidade financeira do investidor.”
“Recordemos a crise de 2008, em que este tipo de investimentos megalómanos levou a crédito mal parado e falências dos bancos, que todos nós pagámos.”
Litoralgarve – Em face do que foi dito na reunião, como perspectiva o futuro da Meia-Praia, onde os proprietários de terrenos perto do mar têm direitos adquiridos?
Alexandra Soares – Em 2008-2010, houve uma alteração do loteamento 19/88 onde foi feita a concentração da construção nesta zona dos lotes 4, 52 e 53, mais próximos do extremo poente da Meia Praia a pretexto de uma diminuição de capacidade edificatória noutras zonas da Meia Praia. No entanto, consideramos que qualquer que fosse a redução ocorrida (ainda não damos como certa esta redução), o aumento da densidade urbana concentrada nestes 3 lotes não se justifica, dado tratar-se de uma zona central e costeira dotada de beleza que confere à foz da ribeira de Bensafrim e zona circundante (toda a panorâmica da sobre Lagos) uma beleza natural que deve ser preservada e mantida no seu estado agreste, livre e sem edifícios.
A Meia-Praia tem um Plano de Urbanização que é recente o suficiente para que se justificasse e atendesse às problemáticas atuais como as alterações climáticas e deficiência de infraestruturas. A lei prevê que, ao planear, possa haver direitos adquiridos sacrificados ainda que tal possa implicar o pagamento de uma indemnização. O senhor Presidente ao dizer que não pode pagar indemnizações de 10, 15, 18 milhões de euros de indemnização fez-nos logo questionar em que é que assentam estes valores. Foram feitos cálculos? Analisou-se o custo de uma indemnização pelo sacrifício face ao custo que no futuro ter-se-á que fazer no combate ao avanço das águas do mar, com o custo de investimento nas redes de infraestruturas, saneamento, gestão de resíduos, água, eletricidade, etc, pela pressão urbanística?
Não temos assim tanta certeza como o senhor Presidente sobre o atual estado da ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais. Os factos falam por si e temos praias fechadas no Verão, a Praia da Luz e outras, com esgoto a céu aberto ao longo da praia, condutas de água que rebentam pelo aumento da pressão, e inundações no próprio edifício da Câmara Municipal de Lagos quando chove mais.
Os custos de manutenção das infraestruturas, só para as manter a aguentar a pressão urbanística, serão certamente elevadíssimos. E os custos de atualização de equipamentos serão incomportáveis. Não podemos concordar com o senhor Presidente que, pesando tudo, ou não, concluiu que o hotel na Meia Praia junto à primeira duna é a melhor solução para Lagos e para todos. Também nos preocupa que o senhor Presidente considere não ser seu problema a sustentabilidade económica do empreendimento e a capacidade financeira do investidor.
E acrescentou:
– Recordemos a crise de 2008, em que este tipo de investimentos megalómanos levou a crédito mal parado e falências dos bancos, que todos nós pagámos. No fundo, o que queremos dizer é: não merece a Meia Praia um pouco de mais cuidado e atenção por parte da Câmara Municipal de Lagos?
“O senhor Presidente tem por hábito justificar uma nova construção noutras já consolidadas. Diz que, também, não gosta do que já há e tem de viver com isso. Não é verdade que ele nada possa fazer.”
“Considero este tipo de argumento um desrespeito à população e considero-me ofendida enquanto cidadã, pois toma-nos como estúpidos.”
“Sabemos que o município de Lagos tem tido influência perante a Administração Central para evitar a aprovação do POC, programa de ordenamento que vai proteger a zona costeira de construção, fazendo tábua rasa de direitos adquiridos e ignorando perímetros urbanos.”
Litoralgarve – O Presidente Hugo Pereira disse que também “não” gosta de muitas construções previstas na Meia-Praia e de outras já concretizadas à entrada da cidade de Lagos, assim como “não” gosta de edifícios onde residem indivíduos que integram o Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, situados perto da praia. Como vê estas situações?
Alexandra Soares – O senhor Presidente tem por hábito justificar uma nova construção noutras já consolidadas. Diz que, também, não gosta do que já há e tem de viver com isso. Considero este tipo de argumento um desrespeito à população e considero-me ofendida enquanto cidadã, pois toma-nos como estúpidos. Não é verdade que ele nada possa fazer.
Por exemplo, de acordo com algumas fontes de informação parece que o município de Lagos tem tido influência perante a Administração Central para evitar a aprovação do POC, programa de ordenamento que vai proteger a zona costeira de construção, fazendo tábua rasa de direitos adquiridos e ignorando perímetros urbanos. Estamos a tentar perceber efetivamente este nível de influência, mas para já acredito no que li e no que me informaram.
Litoralgarve – Quais as próximas acções do Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, a apoiar pela Associação Miradouro da Luz, a cuja Direção a senhora preside?
Alexandra Soares – Há muitas ideias e sugestões de todos os membros e vontades. E muita gente a querer colaborar.