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Vinhais apoia produtores na prevenção da Língua Azul e Doença Hemorrágica Epizoótica

By: LUSA
10 October 2026 at 15:20

VTM

Luís Fernandes explicou que esta verba é usada para medicamentos e desparasitação, mas também financiar a administração vacinação, embora a vacina para a Língua Azul seja comparticipada pelo Governo.

Ainda de acordo com o autarca, o apoio do município para a sanidade animal é atribuído consoante as necessidades apresentadas pela Organização dos Produtores Pecuários (OPP).

Tanto a doença da Língua Azul como a Doença Hemorrágica Epizoótica são transmitidas pela picada de um inseto, podendo levar à morte do animal. Contudo, não são transmissíveis aos humanos.

No ano passado, no concelho de Vinhais, das 227 explorações de pequenos ruminantes, 85% foram afetadas pela Língua Azul, serotipos S3-8. Já nos bovinos, animais de grande porte, a Língua Azul e a Doença Hemorrágica Epizoótica afetaram 80% das 220 explorações do concelho.

Este ano, segundo Luís Fernandes, o cenário é diferente. “Felizmente não tem pelo menos até agora afetado muito o concelho [a doença da Língua Azul] e também essas são medidas preventivas”, salientou.

O município já investiu 140 mil euros, este ano, em apoios para os agricultores, incluindo a disponibilização de um piquete veterinário 24 horas por dia.

O apoio à sanidade animal, frisou, “assume particular importância num concelho onde a atividade pecuária constitui uma componente relevante da economia rural e da sustentabilidade das explorações agrícolas e familiares”.

No ano passado, esse investimento ultrapassou os 180 mil euros, devido ao surto de Língua Azul e de Doença Hemorrágica Epizoótica no gado do concelho, que obrigou a medidas extra, como vacinação e desinfestação.

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Concurso para estrada Vinhais-Bragança volta a ficar deserto

9 October 2026 at 20:11

VTM

O presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, revelou que o segundo concurso público para a construção da estrada que liga Vinhais a Bragança ficou novamente deserto. Apesar do aumento de financiamento do Governo, as propostas apresentadas ultrapassaram o valor estipulado.

Em agosto, o Governo lançou este segundo concurso com um valor de 82,5 milhões de euros e uma margem financeira aumentada em 10%, permitindo propostas até aos 90 milhões de euros. No entanto, as candidaturas apresentadas foram consideradas inválidas.

Luís Fernandes explicou que “mesmo que o aumento tivesse sido de 20% nenhuma das propostas se encaixava nesse aumento”. O autarca referiu ainda que no primeiro concurso, se houvesse um aumento de 10%, várias propostas teriam sido viáveis.

O presidente da câmara considera que existe um aproveitamento por parte das empresas em relação aos concursos públicos. Embora reconheça a subida dos preços, especialmente dos combustíveis, afirma que “nada justifica este disparar destes valores”.

Perante os resultados insatisfatórios, Luís Fernandes já solicitou uma reunião ao ministro das Infraestruturas para discutir a abertura de um terceiro concurso com “valores reais”. O autarca acredita que o ministro cumprirá o compromisso assumido anteriormente.

“Terão de ser tomadas outras medidas no sentido de aumentar o valor”, afirmou Luís Fernandes, sublinhando que a obra deve avançar. Contudo, este processo irá atrasar-se devido à necessidade de reformular todo o concurso e os valores envolvidos.

No Orçamento do Estado para 2027 está prevista a ligação rodoviária entre Vinhais e Bragança. Esta fase da obra inclui a construção de uma variante na localidade de Vila Verde, com quatro quilómetros de extensão e duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103.

Além disso, está prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela. A obra seria inicialmente financiada pelo PRR, mas como não foi concluída até junho, o Governo comprometeu-se com seu financiamento direto. A conclusão da obra estava prevista para 2029.

A primeira fase da estrada já foi finalizada desde o final de 2025 e consistiu na melhoria do troço existente e na redução das curvas. Esta fase custou 16,9 milhões de euros e foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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