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Há 7 coisas em casa que provavelmente não lava vezes suficientes: especialistas dizem quais são

12 October 2026 at 21:20

Lavar lençóis, toalhas e roupa faz parte da rotina de praticamente todas as casas, mas há outros tecidos que podem passar semanas ou até meses esquecidos. Especialistas em cuidados com os tecidos identificaram sete coisas que deveriam entrar mais vezes na máquina da roupa.

O problema é que nem sempre é possível perceber a sujidade apenas olhando. Suor, células da pele, gordura corporal, pelos, restos de alimentos e humidade podem acumular-se muito antes de aparecerem manchas ou maus odores.

Kim Romine, especialista em cuidados com tecidos da P&G, e Pete He, cofundador e cientista-chefe da Dirty Labs, explicaram à revista Real Simple quais são alguns dos objetos frequentemente esquecidos e com que regularidade devem ser lavados.

Antes de colocar qualquer um destes artigos na máquina, contudo, é importante verificar sempre as instruções de lavagem indicadas na etiqueta.

Tapetes e cortinas da casa de banho

Os tapetes de tecido da casa de banho deveriam ser lavados semanalmente, segundo os especialistas.

Além do contacto frequente com os pés e com o chão, estão num ambiente onde existe muita humidade. Estas condições podem favorecer a acumulação de sujidade, odores, bolor e mofo.

O mesmo cuidado deve ser aplicado às cortinas de duche que possam ser lavadas.

Camas e mantas dos animais

Se tem animais de estimação em casa, a recomendação passa igualmente por uma lavagem semanal das respetivas camas e mantas.

Estes tecidos podem acumular pelos, caspa, terra, saliva e odores. Uma solução simples é juntá-los à rotina habitual de lavagem da roupa de cama, respeitando sempre as indicações do fabricante.

Protetores do colchão e das almofadas

Estão escondidos por baixo dos lençóis e das fronhas, mas isso não significa que permaneçam limpos.

Os protetores podem absorver suor, gordura corporal e células da pele ao longo do tempo. A recomendação dos especialistas é lavá-los aproximadamente uma vez por mês.

Não é, portanto, necessário esperar que apareçam manchas visíveis para os colocar na máquina.

Mantas do sofá também precisam de atenção

A manta que fica durante meses sobre o sofá é outro dos objetos que facilmente escapa à rotina de limpeza.

Quando é utilizada regularmente, Pete He recomenda uma lavagem a cada duas a quatro semanas. Se quase não for usada, uma lavagem sazonal poderá ser suficiente.

A frequência deve assim ser adaptada à utilização que é dada à peça.

Sacos de tecido reutilizáveis

Os sacos utilizados para transportar compras também podem precisar de uma passagem pela máquina, sobretudo quando são usados para levar alimentos.

Líquidos provenientes de carne, fruta ou outros produtos podem acabar no tecido. Kim Romine aconselha uma lavagem entre um e três meses, dependendo da utilização.

Um saco utilizado todas as semanas no supermercado deverá naturalmente ser limpo com maior frequência do que outro usado apenas ocasionalmente.

Luvas de forno devem ser lavadas todos os meses

As luvas utilizadas para retirar tabuleiros e recipientes quentes do forno também acumulam resíduos de comida e manchas.

A recomendação é lavá-las aproximadamente uma vez por mês ou sempre que apresentem sujidade visível.

Mais uma vez, deve confirmar primeiro na etiqueta se as luvas podem ser colocadas na máquina e qual o programa adequado.

Até o cesto da roupa suja deve ser lavado

É provavelmente o objeto mais curioso desta lista. O recipiente onde coloca a roupa que precisa de ser lavada também pode acumular sujidade.

Roupa suada, toalhas húmidas e outras peças usadas estão constantemente em contacto com o cesto, que poderá depois voltar a tocar em roupa limpa.

Se o cesto for de tecido e lavável, ou tiver um revestimento removível, a recomendação passa por uma limpeza a cada duas a quatro semanas.

Uma forma simples de não esquecer estes objetos é associá-los às lavagens que já faz habitualmente. Por exemplo, colocar os tapetes da casa de banho na rotina das toalhas ou definir lembretes mensais para os artigos que exigem menos lavagens.

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Quase ninguém repara nestes símbolos da máquina da roupa: saiba onde colocar o detergente e o amaciador

12 October 2026 at 15:20

Parece um detalhe sem importância, mas escolher o compartimento errado na gaveta da máquina da roupa pode fazer com que o detergente seja utilizado no momento incorreto do ciclo. Os símbolos I, II e a pequena flor têm funções diferentes e saber distingui-los ajuda a evitar erros em cada lavagem.

A disposição dos compartimentos pode mudar consoante a marca e o modelo da máquina, mas os símbolos utilizados tendem a seguir a mesma lógica.

O primeiro que deve conhecer é o compartimento identificado com I, ou seja, o número um em numeração romana.

O que deve colocar no compartimento I?

De acordo com o Notícias ao Minuto, este espaço destina-se ao detergente utilizado na pré-lavagem e só deve ser usado quando é selecionado um programa que inclua esta fase.

Pode ser particularmente útil para roupa muito suja ou com sujidade mais difícil de remover. Neste compartimento pode ser colocada a quantidade adequada de detergente em pó ou líquido.

Se o programa escolhido não tiver pré-lavagem, este espaço não é necessário.

Já o compartimento marcado com II é aquele que provavelmente utiliza com maior frequência.

É aqui que deve colocar o detergente da lavagem

O número II corresponde à lavagem principal. É neste espaço que deve colocar o detergente que será utilizado durante o ciclo normal da máquina.

A quantidade depende do produto utilizado, pelo que deve respeitar a dose recomendada pelo fabricante, tendo também em consideração a quantidade e o nível de sujidade da roupa.

Resta um terceiro compartimento, normalmente identificado através de um símbolo semelhante a uma flor.

Este é destinado ao amaciador da roupa. Ao contrário do detergente, a sua utilização é opcional e há tecidos nos quais o amaciador pode não ser recomendado, pelo que convém verificar as instruções das peças.

Também não deve ultrapassar a indicação de nível máximo existente na gaveta.

A gaveta também precisa de ser limpa

Detergente e amaciador podem deixar resíduos na gaveta ao longo do tempo. Aliados à humidade, esses resíduos podem favorecer o aparecimento de sujidade, odores desagradáveis ou bolor.

Por isso, além de utilizar corretamente cada compartimento, é importante retirar e limpar periodicamente a gaveta de acordo com as indicações do fabricante da máquina.

Há ainda outro gesto simples que pode ajudar: depois da lavagem, deixar a gaveta ligeiramente aberta durante algum tempo facilita a secagem e reduz a acumulação de humidade.

Da próxima vez que colocar a roupa a lavar, basta recordar a regra: I para pré-lavagem, II para lavagem principal e o símbolo da flor para o amaciador.

Leia também: Cardiologista avisa que 90% das pessoas comete este erro com o azeite: há uma forma certa de o consumir

Cardiologista avisa que 90% das pessoas comete este erro com o azeite: há uma forma certa de o consumir

11 October 2026 at 15:10

O azeite está presente diariamente à mesa de muitos portugueses, seja para temperar saladas, acompanhar pão ou preparar refeições. Mas a escolha da variedade e a forma como é utilizado podem fazer diferença, segundo o cardiologista espanhol Aurelio Rojas.

O especialista afirma que “90% das pessoas utiliza mal” este alimento e chama a atenção para um erro que considera muito comum: consumir qualquer tipo de azeite sem ter em conta a sua qualidade e utilizá-lo sempre da mesma forma.

Cardiologista diz que deve escolher azeite virgem extra

Para Aurelio Rojas, a escolha deve recair no azeite virgem extra. O cardiologista destaca sobretudo a presença de polifenóis e antioxidantes, compostos associados às propriedades benéficas deste alimento.

Entre eles encontra-se o oleocantal, um composto fenólico presente no azeite virgem extra que tem sido estudado devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Mas há outro detalhe que o especialista considera fundamental. Rojas recomenda que o azeite seja consumido em cru quando o objetivo é tirar maior partido destes compostos.

“Sempre tem de ser virgem extra e sempre utilizá-lo em cru”, defende o cardiologista, citado pela Executive Digest.

Uma colher por dia é a quantidade apontada

A quantidade também entra nas recomendações do especialista. Aurelio Rojas aponta para cerca de 15 mililitros por dia, aproximadamente uma colher de sopa.

Segundo o cardiologista, esta quantidade de azeite virgem extra está associada a uma redução de 30% do risco de enfarte e de 28% do risco de morte por demência.

O especialista relaciona estes potenciais benefícios com a ação dos polifenóis e dos antioxidantes, que têm sido estudados pelo seu papel na saúde cardiovascular e na proteção das células contra o stress oxidativo.

Ainda assim, estes números devem ser entendidos no contexto dos estudos em que se baseiam e não significam que uma colher de azeite, por si só, impeça um enfarte ou o desenvolvimento de demência.

Azeite não substitui uma alimentação equilibrada

Rojas salienta que o consumo de azeite deve fazer parte de um estilo de vida saudável. Ou seja, não basta acrescentar uma colher deste alimento à dieta e ignorar outros fatores importantes.

Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o controlo de outros fatores de risco continuam a ser fundamentais para a saúde cardiovascular.

A recomendação deixada pelo cardiologista é, assim, simples: optar por azeite virgem extra e privilegiar a sua utilização em cru, integrando-o numa alimentação equilibrada em vez de o encarar como uma solução isolada para prevenir doenças.

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Tempera o tomate e come logo a seguir? Cozinheiros recomendam esperar estes minutos antes de o servir

10 October 2026 at 20:30

Um gesto tão simples como deixar o tomate repousar depois de adicionar sal e azeite pode fazer diferença no resultado final. O conselho passa por esperar entre cinco e dez minutos antes de levar a salada para a mesa.

Quase ninguém repara neste detalhe quando prepara uma salada de tomate. Depois de cortar, juntar sal e regar com azeite, é habitual servir imediatamente, mas esperar alguns minutos pode ajudar a intensificar o sabor.

A recomendação foi destacada pelo jornal espanhol elEconomista, que cita o conhecido cozinheiro espanhol Dani García. O princípio é simples: depois de temperados, os tomates devem repousar antes de serem consumidos.

Deve esperar entre 5 e 10 minutos

O período recomendado é curto. Entre cinco e dez minutos será suficiente para que o tomate comece a libertar parte dos seus próprios sucos.

Ao misturarem-se com o azeite, esses líquidos formam uma espécie de molho natural no fundo do prato. Desta forma, o tempero fica mais integrado e o resultado pode tornar-se mais saboroso.

Dani García aconselha ainda a utilização de tomates maduros e carnudos, temperados simplesmente com sal e azeite virgem extra.

Temperatura também altera o sabor do tomate

Há outro pormenor a ter em conta: a temperatura. O frio pode reduzir a perceção de alguns aromas e sabores, sobretudo quando os tomates permanecem vários dias no frigorífico.

Ainda assim, quando já estão maduros e é necessário conservá-los durante mais tempo, o frigorífico pode ajudar a evitar que se deteriorem rapidamente.

Na altura de preparar uma salada, a escolha também conta. Tomates firmes, sumarentos e aromáticos, no ponto certo de maturação, tendem a oferecer melhores resultados.

Variedades como raf, pera ou coração-de-boi apresentam características diferentes. Os tomates vermelhos costumam proporcionar um equilíbrio entre doçura e acidez, enquanto os amarelos apresentam geralmente um sabor mais suave e os mais escuros podem ter notas mais intensas.

Há também uma ordem para preparar a vinagreta

Para quem prefere uma vinagreta, o artigo recorda ainda um detalhe que pode passar despercebido: a ordem dos ingredientes.

Tradicionalmente, começa-se pelo vinagre, junta-se depois o sal e só no final o azeite. Desta forma, facilita-se a dissolução e distribuição do sal antes da entrada da gordura.

Dani García sugere uma proporção de 150 ml de azeite virgem extra, 50 ml de vinagre, três gramas de sal e 15 ml de água.

No caso de uma salada simples, porém, não é necessário complicar. Sal e um bom azeite podem ser suficientes. O detalhe está no final: em vez de levar imediatamente o tomate para a mesa, deixe-o repousar cinco a dez minutos para que os sucos se misturem com o tempero.

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Vai viajar? Esta é a companhia aérea mais segura da Europa (há três low-cost entre as cinco primeiras)

10 October 2026 at 18:20

Escolher uma companhia aérea apenas pelo preço pode deixar alguns passageiros desconfiados, sobretudo quando se trata de uma transportadora low-cost. No entanto, um novo índice europeu mostra que a diferença de segurança entre companhias de baixo custo e tradicionais é bastante reduzida, colocando três low-cost entre as cinco primeiras posições.

O European Airline Safety Index 2026, elaborado pela empresa privada AirAdvisor, analisou 20 transportadoras europeias com dados relativos ao período entre 2016 e 2025. A seleção das companhias teve em conta, entre outros elementos, os dados de tráfego de 2025 do EUROCONTROL, organismo europeu responsável pela gestão e monitorização da rede de aviação.

Aegean Airlines considerada a mais segura

No topo do índice aparece a companhia grega Aegean Airlines, com uma pontuação de 89 pontos em 100. A transportadora obteve a pontuação máxima no histórico de segurança considerado pelo estudo e conseguiu ainda resultados elevados na segurança operacional, características da frota e estabilidade financeira.

Logo atrás surge uma companhia bastante conhecida dos portugueses: a Ryanair, com 86 pontos. A Austrian Airlines ocupa a terceira posição, com 85,5 pontos, seguindo-se Norwegian, com 85, e SunExpress, com 84,5.

Ryanair fica à frente de várias companhias tradicionais

Um dos resultados que mais chama a atenção é precisamente o segundo lugar da Ryanair. A transportadora irlandesa fica à frente de nomes históricos da aviação europeia, como Air France, British Airways, Iberia, Lufthansa, KLM e Turkish Airlines.

O top 10 fica assim composto por Aegean Airlines, Ryanair, Austrian Airlines, Norwegian, SunExpress, Air France, British Airways, Iberia, Turkish Airlines e Lufthansa. Três das cinco primeiras são classificadas no estudo como companhias de baixo custo: Ryanair, Norwegian e SunExpress.

Como foi calculada a segurança das companhias?

O índice atribui uma pontuação entre zero e 100 e considera seis componentes diferentes. O histórico de segurança tem o maior peso, correspondendo a 40% da classificação final. Seguem-se as certificações e auditorias, com 20%, a segurança operacional, com 15%, a idade e características técnicas da frota, com 10%, a formação dos pilotos, também com 10%, e a estabilidade financeira, com 5%.

Nenhum destes fatores determina, isoladamente, a posição de uma companhia. É precisamente por isso que algumas transportadoras que obtiveram a pontuação máxima no histórico de segurança não chegaram aos primeiros lugares da classificação.

Low-cost são realmente menos seguras?

Os resultados do estudo sugerem que a diferença é pequena. As dez low-cost analisadas alcançaram uma média de 79,2 pontos, enquanto as dez companhias tradicionais registaram 82,8 pontos. São apenas 3,6 pontos de diferença numa escala de 100.

Quando se olha exclusivamente para o histórico de segurança, a distância é ainda menor: 34,3 pontos em 40 para as low-cost e 35,5 para as tradicionais.

Curiosamente, na componente de segurança operacional, os dois grupos obtiveram exatamente a mesma média: 10,6 pontos em 15.

Companhias tradicionais levam vantagem nas auditorias

A maior diferença aparece nas certificações e auditorias. As companhias tradicionais conseguiram uma média de 18,4 pontos em 20 nesta componente, contra 15,9 das low-cost. Segundo os autores do índice, esta diferença explica grande parte da distância global entre os dois grupos.

Já na idade e perfil técnico das frotas acontece o contrário: as low-cost registaram uma média ligeiramente superior.

Ranking não é oficial da União Europeia

Há, contudo, uma ressalva importante. Esta classificação não é um ranking oficial da União Europeia nem da Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).

Trata-se de um índice produzido por uma empresa privada através de uma metodologia própria. A EASA avalia os riscos e a segurança da aviação europeia, mas não publica uma tabela que classifique as companhias da mais segura para a menos segura. No seu plano europeu de segurança para 2026, a agência identifica riscos e prioridades para todo o sistema de aviação, em vez de criar rankings comerciais entre transportadoras.

Por isso, estar numa posição mais baixa nesta tabela não significa que uma companhia seja considerada insegura. O próprio estudo salienta que as diferenças entre várias transportadoras são reduzidas e que a classificação resulta da combinação dos seis critérios analisados.

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Costuma descascar a maçã antes de a comer? Especialistas explicam por que não deve fazê-lo

10 October 2026 at 15:40

É precisamente a parte da maçã que algumas pessoas retiram por receio dos pesticidas que concentra uma quantidade importante de nutrientes. Apesar de poder apresentar mais resíduos do que a polpa, especialistas defendem que, na maioria dos casos, não há razão para deixar de comer a casca.

A maçã é uma opção rica em nutrientes, mas descascá-la antes de a comer significa prescindir de parte da fibra e de determinados compostos vegetais presentes sobretudo na casca.

À Good Housekeeping, a nutricionista Mackenzie Burgess explica que a casca contém substâncias bioativas com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de fornecer pelo menos dois gramas de fibra alimentar.

E os pesticidas presentes na casca?

É verdade que uma maçã com casca tem maior probabilidade de apresentar resíduos de pesticidas do que depois de descascada. No entanto, isso não significa automaticamente que as quantidades encontradas representem um risco para quem consome a fruta.

Um dos estudos referidos pela publicação analisou maçãs com e sem casca e concluiu que a exposição aos resíduos detetados se manteve abaixo do valor de ingestão diária aceitável.

Os valores encontrados corresponderam a apenas 0,04% a 2,10% dessa quantidade diária aceitável, segundo os dados citados pela Good Housekeeping.

Por esse motivo, Burgess recomenda manter a casca. Além da fibra adicional, esta permite obter mais polifenóis, compostos vegetais associados a propriedades antioxidantes.

Ainda assim, quem pretende reduzir a exposição a resíduos de pesticidas pode adotar alguns cuidados antes de comer a fruta.

Lavar a maçã ajuda a remover resíduos

Passar a maçã por água corrente permite eliminar parte dos resíduos existentes à superfície, além de sujidade e microrganismos.

Para quem pretende ir mais longe, a nutricionista refere investigação segundo a qual deixar as maçãs numa solução de bicarbonato de sódio durante 12 a 15 minutos e enxaguá-las posteriormente conseguiu remover mais resíduos superficiais do que utilizar apenas água.

Esta técnica também tem limitações. Francisco Diez-Gonzalez, diretor do Center for Food Safety da Universidade da Geórgia, explica que determinados pesticidas podem penetrar mais profundamente na casca. Nesses casos, a lavagem terá um efeito reduzido.

Maçãs biológicas são mais nutritivas?

Outra possibilidade para quem pretende diminuir a exposição a pesticidas sintéticos passa por escolher maçãs provenientes de agricultura biológica.

Segundo Burgess, estes produtos apresentam geralmente menos resíduos detetáveis de pesticidas sintéticos. Contudo, isso não significa necessariamente que tenham um valor nutricional superior.

A especialista salienta que não existe evidência consistente de que as maçãs biológicas sejam significativamente mais nutritivas do que as convencionais.

Assim, para a maioria das pessoas, comer a maçã bem lavada e com casca permite aproveitar uma maior quantidade de fibra e de compostos vegetais, sem que seja necessário eliminar aquela que é uma das partes nutricionalmente mais interessantes da fruta.

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“Fui buscar cocaína e a minha filha foi comigo”: Tiago Grila revela episódio que ainda o atormenta

10 October 2026 at 12:13

O criador de conteúdos Tiago Grila voltou a falar publicamente sobre os problemas de dependência que tem enfrentado e revelou um episódio do passado que continua a pesar-lhe. Contou que chegou a deslocar-se para comprar cocaína quando estava acompanhado por uma das filhas, que ficou a dormir no automóvel.

As declarações foram feitas pelo próprio no podcast “Devaneios“, de Tiago Paiva.

“É a maior cruz que carrego”

Durante a conversa, Tiago Grila abordou as consequências que o consumo de drogas teve na sua vida pessoal e familiar e admitiu ter magoado e desiludido pessoas próximas.

Foi nesse contexto que recordou um episódio ocorrido no Montijo. O influenciador contou que precisava de comprar cocaína e que a filha acabou por acompanhá-lo.

“A maior cruz que eu carrego foi no Montijo”, afirmou, recordando depois o momento em que saiu do carro para entrar em casa de um traficante enquanto a criança permanecia a dormir no interior da viatura. Grila classificou o próprio comportamento como “desumano” e mostrou-se profundamente arrependido.

Dependência deixou de estar associada a diversão

Na mesma entrevista, o criador de conteúdos explicou que o consumo já não tinha como objetivo divertir-se ou sentir prazer.

Segundo o próprio, passou a consumir para tentar «tapar um vazio», associando várias recaídas a problemas emocionais e pessoais. Disse também ter atravessado períodos em que o consumo se tornou muito frequente.

Jogo também se tornou um problema

Tiago Grila revelou ainda que a dependência não se limitava às drogas. O influenciador afirmou ser também adicto ao jogo e contou que pediu uma autoproibição de entrada em casinos durante cinco anos, renovável, como forma de criar uma barreira ao próprio comportamento.

Relato surge depois de ida de urgência ao hospital

As declarações surgem poucos dias depois de Tiago Grila ter sido encontrado inanimado num quarto de hotel, no concelho de Oeiras, e transportado para uma unidade hospitalar.

No podcast, o próprio associou esse episódio ao consumo excessivo de cocaína e descreveu uma situação que, segundo o seu relato, o levou a necessitar de assistência médica. Estes pormenores clínicos são apresentados com base no testemunho do próprio e não em documentação médica tornada pública.

Ao longo da conversa, Tiago Grila assumiu responsabilidade pelas decisões que tomou e colocou o episódio vivido com a filha entre aqueles que mais lamenta, dizendo que a recordação continua a afetá-lo.

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As suas plantas estão a morrer e não sabe porquê? O problema pode estar no lugar onde as colocou

10 October 2026 at 11:10

Pode regar as plantas na altura certa e dar-lhe todos os cuidados necessários, mas há um detalhe capaz de comprometer o seu crescimento: o local escolhido para a colocar dentro de casa.

Calor excessivo, correntes de ar, mudanças bruscas de temperatura ou falta de luz natural podem afetar algumas das espécies mais comuns nas casas portuguesas.

Especialistas ouvidos pela revista Good Housekeeping identificaram sete locais que devem ser evitados ou, pelo menos, avaliados com atenção antes de colocar uma planta.

Ar condicionado e aquecimento podem secar as plantas

Um dos locais menos indicados é junto às saídas de ar condicionado ou de sistemas de aquecimento. O fluxo constante de ar pode retirar humidade à planta e fazer com que seque mais rapidamente.

O mesmo problema pode acontecer junto a uma lareira ou aquecedor. Além das temperaturas elevadas, o calor pode fazer o solo perder água mais depressa e deixar as folhas castanhas ou quebradiças.

As portas exteriores também merecem atenção. Apesar de uma planta poder ficar bem visualmente numa entrada, abrir frequentemente a porta expõe-na a mudanças repentinas de temperatura e a correntes de ar.

O problema tende a ser mais evidente durante os meses frios. Muitas plantas utilizadas no interior das casas são de origem tropical e podem reagir mal às rajadas de ar frio.

Nem todas as janelas são um bom lugar

Uma janela parece ser uma escolha segura devido à entrada de luz natural, mas também pode esconder dois problemas completamente diferentes.

Durante os períodos mais frios, as folhas que ficam diretamente encostadas ao vidro podem ser expostas a temperaturas demasiado baixas. Segundo os especialistas citados pela Good Housekeeping, temperaturas inferiores a cerca de 13 ºC podem causar stress a determinadas plantas e, em casos extremos, levá-las a morrer.

No verão ou numa janela muito exposta ao sol acontece precisamente o contrário. Algumas espécies não toleram várias horas de luz solar direta e as folhas podem acabar queimadas.

Por isso, antes de colocar o vaso no parapeito, convém perceber durante quantas horas aquela janela recebe sol e verificar as necessidades específicas da planta.

Atenção aos eletrodomésticos da cozinha

A cozinha também pode parecer um bom local devido à luminosidade, mas colocar vasos demasiado perto do forno, frigorífico ou torradeira pode sujeitar as plantas a oscilações de temperatura.

Vapor e gordura produzidos durante a preparação das refeições também podem acumular-se nas folhas, pelo que é aconselhável manter alguma distância dos eletrodomésticos e das zonas onde se cozinha.

Por fim, há outro espaço que costuma parecer perfeito para determinadas plantas: a casa de banho. A humidade pode ser benéfica para algumas espécies, mas isso não significa que uma divisão sem janelas seja adequada.

Pouca luz não significa ausência total de luz

Existem plantas capazes de tolerar ambientes com pouca luminosidade, mas isso é diferente de viver permanentemente sem qualquer luz natural.

Assim, uma casa de banho sem janelas ou um canto completamente escuro podem acabar por prejudicar a planta, mesmo quando a espécie é conhecida por sobreviver em condições de pouca luz.

A localização do vaso deve, por isso, ser escolhida tendo em conta não apenas a decoração da casa, mas também a luz, a temperatura e as correntes de ar existentes naquele espaço.

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Turismo do Algarve reforça aposta no enoturismo para atrair visitantes todo o ano

9 October 2026 at 08:25

Até 10 de outubro, o Algarve recebe 14 agentes de viagens espanhóis numa ação dedicada ao enoturismo, que passa por Albufeira, Lagoa, Portimão e Faro e procura dar a conhecer a oferta regional ligada ao vinho, gastronomia, natureza, lazer e turismo ativo.

Os participantes são provenientes de Madrid, Barcelona, Palma de Maiorca, Corunha, Cáceres e Sevilha e integram uma fam trip promovida no âmbito do projeto Internacionalizar + Algarve 3.0, financiado pelo programa Algarve 2030.

A iniciativa pretende aprofundar o conhecimento dos profissionais espanhóis sobre as experiências disponíveis na região e criar oportunidades para a sua integração nos programas comercializados naquele mercado.

A proximidade de Espanha e o potencial para viagens de curta duração fora da época alta levam o Turismo do Algarve a considerar o mercado espanhol particularmente relevante para o desenvolvimento deste produto turístico.

Nova brochura percorre história dos vinhos algarvios

A estratégia inclui ainda novos conteúdos de comunicação, entre os quais uma brochura dedicada à oferta regional e o vídeo promocional “Algarve, Entre Uvas e Marés”, produzido pela New Light Pictures.

O filme percorre vinhas, quintas e aldeias, entre o litoral e o interior, apresentando vinhos, produtores, experiências de enoturismo, gastronomia e tradições do Algarve.

A brochura aborda a história vitivinícola da região, o seu terroir, as quatro Denominações de Origem — Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira — e castas como a Negra Mole.

Entre as experiências apresentadas estão a participação numa vindima, a criação de um vinho próprio, refeições entre vinhas, percursos por propriedades vitivinícolas e visitas a adegas combinadas com outras propostas de descoberta do território.

Lagoa recebe fórum ibérico em novembro

A estratégia terá continuidade nos dias 12 e 13 de novembro, com a quarta edição do Lagoa Wine Tourism Forum | Iberian Edition, no Centro de Congressos de Lagoa.

Organizado pelo Turismo do Algarve e pelo Município de Lagoa, no âmbito do INOVA ALGARVE 3.0, o encontro pretende aproximar profissionais, empresas, entidades públicas, instituições académicas e destinos turísticos de Portugal e Espanha ligados ao vinho e ao enoturismo.

Os painéis vão abordar temas como a valorização do vinho, gastronomia e território, a qualificação da oferta turística, o potencial dos vinhos licorosos e a promoção dos destinos, além da importância da identidade, autenticidade e hospitalidade na criação de experiências diferenciadoras.

Turismo do Algarve quer diversificar oferta regional

Para André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, “estamos a trabalhar o Enoturismo em várias dimensões complementares: promovemos a oferta nos mercados, trazemos profissionais à região para conhecerem diretamente as experiências que podem comercializar, desenvolvemos novos conteúdos promocionais e investimos na qualificação, no conhecimento e na cooperação entre os agentes do setor. O vinho permite-nos dar a conhecer um Algarve diferente, profundamente ligado ao território, à gastronomia e às nossas tradições, e com capacidade para atrair visitantes ao longo de todo o ano”.

O Turismo do Algarve enquadra o enoturismo na estratégia de diversificação da oferta regional, procurando articular vinho, território, identidade, tradição e inovação e gerar atividade turística em diferentes épocas do ano.

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Dormir com vista para Silves por menos de 30€ para duas pessoas? Este hotel de três estrelas tem piscina e uma promoção de época baixa

8 October 2026 at 17:50

Dormir uma noite num hotel de três estrelas em Silves pode custar menos de 30 euros para duas pessoas. Numa pesquisa para 18 para 19 de novembro, o Colina dos Mouros apresentava um quarto duplo por 25,70 euros, numa tarifa promocional de época baixa que incluía pequeno-almoço e impostos.

O hotel encontra-se numa zona natural da cidade e oferece vistas sobre Silves, o rio Arade e alguns dos elementos mais conhecidos da paisagem local. O preço consultado corresponde a uma promoção específica e, por isso, pode variar consoante as datas escolhidas, a disponibilidade e as condições aplicadas no momento da reserva.

Foto: Vista do Hotel Colina dos Mouros | DR

Quarto duplo aparece por 25,70 euros

Na simulação apresentada para uma noite, o valor habitual indicado era de 42 euros, mas uma promoção denominada Special Offer Low Season reduz a tarifa em 38,8%, deixando o preço nos 25,70 euros. A opção disponível inclui alojamento com pequeno-almoço.

Dividido por duas pessoas, o custo do quarto representa cerca de 12,85 euros por pessoa, sem contar com eventuais despesas feitas durante a estadia. Na mesma pesquisa, o sistema indicava ainda a existência de cinco quartos disponíveis para aquelas datas.

Foto: Simulação de reserva para a noite de 18 de novembro no Hotel Colina dos Mouros, em Silves

Hotel tem vista para o castelo e para o Arade

O Colina dos Mouros apresenta-se como uma unidade marcada pela influência árabe e pela proximidade ao património histórico de Silves. Entre as características destacadas estão os quartos espaçosos, os jardins e a piscina, além das vistas sobre a cidade e a paisagem envolvente.

Quem aproveitar a estadia pode começar pelo Castelo de Silves, um dos principais símbolos da cidade. Construído em grés vermelho e profundamente ligado ao período islâmico, conserva muralhas, torreões e estruturas como a Cisterna da Moura e a Cisterna dos Cães.

Segundo o blog de viagens Vaga Mundos, outro dos pontos de interesse é a Sé Catedral de Silves, iniciada depois da conquista cristã e considerada uma das construções góticas mais importantes do Algarve. O edifício recebeu posteriormente elementos de outras épocas, incluindo intervenções de influência barroca e rococó.

Foto: Fachada do Hotel Colina dos Mouros | DR

Centro histórico concentra vários monumentos

Nas proximidades encontram-se também a Igreja da Misericórdia, as antigas Portas da Cidade e o Museu Municipal de Arqueologia. Este último foi construído em torno de um poço-cisterna almóada dos séculos XII e XIII e reúne vestígios de diferentes períodos da ocupação do território.

A Praça do Município concentra ainda o Pelourinho, os Paços do Concelho e o Centro de Interpretação do Património Islâmico. A partir daqui, é possível continuar o percurso a pé por várias ruas do centro histórico sem necessidade de utilizar o automóvel.

Há ainda uma ponte pedonal sobre o Arade

Outro dos locais referidos pelo Vaga Mundos é a Ponte Velha de Silves, sobre o rio Arade, atualmente reservada à circulação pedonal. A Praça Al-Mutamid, junto ao rio, constitui igualmente uma paragem possível durante uma visita à cidade.

Assim, para as datas analisadas, uma noite para duas pessoas no Colina dos Mouros ficava abaixo dos 30 euros e com pequeno-almoço incluído. A tarifa deve, contudo, ser entendida como um preço promocional observado para 18 e 19 de novembro, não como um valor permanente, já que pode alterar-se em função da procura, disponibilidade e época do ano.

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Há uma razão para os hotéis colocarem esta faixa de tecido aos pés da cama e não é apenas decoração

8 October 2026 at 15:50

Colocada transversalmente aos pés das camas de muitos hotéis, esta faixa de tecido pode ter uma função que vai além da decoração. Conhecida também como bed runner, ajuda a proteger a roupa de cama do contacto com malas e calçado, uma das utilidades apontadas pela Mitre Linen, uma fornecedora de têxteis para hotelaria.

Esta peça é também descrita como um acessório que combina estética e proteção da roupa de cama. A finalidade não é, contudo, igual em todos os modelos: a marca de têxteis Belledorm, por exemplo, apresenta as suas faixas como peças decorativas, habitualmente retiradas ou dobradas antes de dormir.

Mala de viagem é uma das razões

Depois de entrar num quarto de hotel, há quem coloque temporariamente a mala sobre a cama para retirar roupa ou outros objetos. A proteção contra marcas provocadas pela bagagem é precisamente uma das funções indicadas pela Mitre Linen na descrição destes acessórios. O tecido pode reduzir o contacto direto entre os objetos e a colcha ou a capa do edredão.

Isso não significa, porém, que seja aconselhável usar a cama para apoiar a mala. Nas suas recomendações para prevenir o transporte de percevejos durante as viagens, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos recomenda utilizar o suporte para bagagem, depois de o inspecionar, e manter as malas afastadas da cama. A presença da faixa não substitui esse cuidado.

Também pode proteger a cama do calçado

Outra situação acontece quando o hóspede se senta ou se deita momentaneamente sem retirar os sapatos. Como a faixa se encontra na zona dos pés, pode ajudar a evitar o contacto direto do calçado com a restante roupa de cama. A Mitre Linen identifica expressamente esta função de proteção, além da componente decorativa.

A resistência não deve, contudo, ser presumida apenas pela aparência. Existem faixas com diferentes tecidos, espessuras e acabamentos. A Richard Haworth, outra fornecedora de têxteis para hotelaria, apresenta modelos com composições e pesos distintos, escolhidos também em função da decoração pretendida.

Branco ajuda a explicar a presença da faixa

A preferência pela roupa de cama branca está presente em marcas como a Westin, do grupo Marriott. Ao explicar o desenvolvimento da sua cama Heavenly Bed, a empresa refere que os clientes consultados mostraram uma preferência clara pelo branco, associado a uma aparência limpa e fresca. Trata-se de uma escolha visual, não de uma garantia de higiene por si só.

É aqui que entra a componente decorativa do bed runner. Ao acrescentar cor, textura ou um padrão numa pequena parte da cama, o hotel pode alterar o aspeto do quarto sem cobrir toda a roupa de cama. A Richard Haworth destaca essa possibilidade de transformação, enquanto a Mitre Linen salienta que as faixas são menos volumosas e pesadas do que uma colcha.

Limpeza também entra nas contas

Por ser uma peça separada, a faixa pode ser retirada para limpeza ou substituição sem ser necessário remover toda a cobertura da cama. Isso não permite concluir, porém, que qualquer modelo seja sempre mais fácil de lavar: o tratamento depende do tecido e das instruções do fabricante. A Mitre Linen, por exemplo, comercializa um modelo lavável a 40 graus, mas que não deve ser tratado com lixívia nem colocado na máquina de secar.

Também não se deve confundir proteção contra marcas com garantia de limpeza. A Belledorm distingue estas peças decorativas da roupa que contacta diretamente com o corpo durante o sono e indica cuidados de lavagem próprios. A presença de uma faixa sobre a cama não permite, sem ter em conta outros fatores, saber quando foi lavada nem dispensa a limpeza da restante roupa de cama.

Pode retirá-la antes de dormir

A faixa decorativa não é necessária para dormir nem substitui um lençol ou um edredão. Um hóspede que não queira mantê-la sobre a cama durante a noite pode retirá-la ou dobrá-la, uma utilização também descrita pela Belledorm para este tipo de acessório.

Da próxima vez que encontrar esta peça aos pés da cama de um hotel, já sabe que pode combinar decoração com proteção contra marcas e desgaste. A utilidade depende do modelo escolhido, mas há um cuidado que se mantém: para abrir ou guardar a mala, o suporte de bagagem é preferível à cama, mesmo quando esta tem uma faixa de tecido.

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“Ir buscar os filhos à escola às 16 h”? Rita Pereira reflete sobre os horários das escolas e faz comparação com a sua infância

8 October 2026 at 11:50

A atriz Rita Pereira questionou o horário a que atualmente vai buscar os filhos à escola e comparou a sua rotina familiar com aquela que viveu enquanto criança. A atriz contou que, por volta das 15:30 h ou 16 h, já tem de regressar à escola, enquanto recorda ter permanecido no estabelecimento de ensino até depois das 18 h.

Num vídeo publicado nas stories do Instagram, Rita Pereira começou por esclarecer que a reflexão era dirigida aos pais. Sem estar atualmente envolvida em gravações, explicou que tem dedicado grande parte do dia à rotina familiar e que ficou surpreendida com a rapidez com que chega novamente o momento de ir buscar os filhos.

“Desde quando é que se começou a ir buscar os filhos às 15h30/16 h?”

“Expliquem-me, desde quando é que se começou a ir buscar os filhos à escola às 15:30/16 h? Não entendo. O meu dia passa num instante”, afirmou a atriz no início do vídeo, colocando a questão aos seguidores que também têm filhos.

Rita Pereira deu depois o exemplo daquele próprio dia. Contou que deixou as crianças na escola, foi treinar, teve uma sessão de fisioterapia e almoçou. Quando terminou essas tarefas, explicou, já se aproximava novamente a hora de regressar à escola.

Atriz recorda que ficava na escola até depois das 18 h

Foi então que comparou a atual rotina com a infância. Rita Pereira lembrou que, quando era pequena, chegava a ver o sol pôr-se antes de os pais aparecerem para a ir buscar e que permanecer na escola até mais tarde fazia parte do seu quotidiano.

“Ficava na escola até depois das 18 h. Era normal e estava tudo bem”, recordou. A comparação serviu de ponto de partida para questionar, em tom descontraído, aquilo que considera ser uma diferença entre a experiência dos pais atuais e a geração em que cresceu.

Falou numa “manifestação”, mas estava a brincar

A atriz levou depois o comentário para um registo assumidamente humorístico. “O que é que é isto de as escolas agora acabarem às 15:30 h? Vou fazer uma manifestação. Os filhos têm que ficar até às 20 h”, disse no vídeo.

Mais tarde, Rita Pereira publicou outra gravação em que esclareceu que a referência a uma manifestação tinha sido apenas uma “graça” e que não estava a falar a sério.

Vídeo: Reprodução Instagram @hyndia | DR

Rotina mudou enquanto não está a gravar

Na publicação, a atriz explicou também que a atual disponibilidade está relacionada com o facto de não estar, neste momento, em gravações. Por essa razão, descreveu-se como “mãe a 100%”, assumindo diretamente tarefas como levar e buscar os filhos à escola.

Rita Pereira é mãe de Lonô, de sete anos, e de Lowê, que completa dois anos em novembro, ambos fruto da relação com Guillaume Lalung. Foi precisamente a organização do dia em função das crianças que esteve na origem da reflexão partilhada nas redes sociais.

A atriz não apresentou a intervenção como uma proposta formal para alterar os horários escolares, nem identificou uma escola concreta como alvo da crítica. O comentário partiu da sua experiência pessoal enquanto mãe e da comparação com os horários que recorda da própria infância.

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Tem este ferro de engomar em casa? DGC emite alerta devido a risco para os consumidores

7 October 2026 at 16:40

A Direção-Geral do Consumidor emitiu esta quarta-feira um alerta relativo a um ferro de engomar a vapor vendido online. O aparelho da marca Sokany apresenta um risco sério de choque elétrico e uma pequena peça pode ainda soltar-se e provocar asfixia em crianças.

Quase ninguém espera que um pequeno ferro de viagem possa representar um risco dentro de casa. No entanto, a Direção-Geral do Consumidor (DGC) publicou esta quarta-feira, 7 de outubro, um aviso relativo a um aparelho comercializado através da Internet.  

Em causa está o ferro de engomar a vapor para viagem da marca Sokany, modelo 6047. O produto foi vendido online, nomeadamente através da plataforma SHEIN, e tem origem na China.  

Problema está no cabo elétrico

O alerta europeu que está na origem do aviso identifica um problema nos fios elétricos do cabo de alimentação.

Estes podem soltar-se ou sair da respetiva ligação, deixando partes sob tensão acessíveis. Se isso acontecer, existe a possibilidade de o utilizador entrar em contacto com essas partes e sofrer um choque elétrico.  

O produto foi classificado no sistema europeu Safety Gate como apresentando um risco sério e não cumpre os requisitos da Diretiva de Baixa Tensão nem das normas europeias EN 60335-1 e EN 60335-2-23.  

Há ainda um risco para crianças

O problema não se limita à componente elétrica. O botão utilizado para libertar o vapor pode desprender-se facilmente do aparelho.

Por se tratar de uma peça pequena, existe o risco de uma criança a colocar na boca e engasgar-se ou sofrer asfixia. É por esse motivo que o alerta europeu identifica simultaneamente os riscos de choque elétrico e asfixia.  

Como saber se tem este ferro em casa?

A identificação é particularmente importante para quem costuma comprar pequenos eletrodomésticos através da Internet.

O ferro abrangido é da marca Sokany, tem a designação “Travel steam iron” e corresponde ao modelo 6047. Na SHEIN foi comercializado com uma referência específica associada ao produto.  

O alerta foi inicialmente comunicado por França através do Safety Gate, o sistema europeu que permite às autoridades dos vários países partilharem rapidamente informações sobre produtos não alimentares considerados perigosos.  

O que deve fazer se comprou este modelo?

A recomendação para os consumidores é deixar de utilizar o ferro. O aviso de recolha associado ao produto indica igualmente que os compradores devem contactar o vendedor.  

A comercialização online do produto já motivou medidas como a remoção do anúncio da plataforma e a recolha junto dos consumidores. A SHEIN disponibilizou também um procedimento para os clientes afetados solicitarem o respetivo reembolso.  

A DGC publicou o Aviso 34/2026 às 10h29 desta quarta-feira, identificando-o precisamente como relativo a um “ferro de engomar a vapor para viagem, comercializado online”.  

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A sopa ainda está quente: deve ir para o frigorífico ou ficar em cima do fogão?

7 October 2026 at 15:20

Quando a sopa acaba de ser feita, a solução não passa por deixá-la várias horas em cima do fogão até ficar completamente fria. Também não é aconselhável colocá-la ainda a ferver diretamente no frigorífico. O objetivo deve ser fazê-la perder temperatura rapidamente e guardá-la quando já estiver suficientemente arrefecida.

De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), muitas das bactérias responsáveis pela deterioração dos alimentos podem multiplicar-se entre os cinco e os 65 graus. Este intervalo é considerado uma “zona de risco”, sendo a multiplicação particularmente rápida entre os 20 e os 55 graus.

Sopa não deve ficar horas à temperatura ambiente

Os alimentos perecíveis não devem permanecer durante períodos prolongados dentro dessa faixa de temperaturas. A indicação da entidade é que esse período nunca deve ultrapassar duas horas, uma vez que podem criar-se condições favoráveis ao desenvolvimento de microrganismos.

Deixar uma panela de sopa durante várias horas em cima do fogão à espera que fique completamente fria pode, por isso, não ser uma boa opção. A situação merece ainda mais atenção no verão ou em casas muito aquecidas, onde o arrefecimento à temperatura ambiente poderá ser bastante lento.

Também não deve entrar no frigorífico a ferver

Existe, contudo, uma ideia comum de que qualquer alimento quente é prejudicial quando colocado no frigorífico. A ASAE esclarece que o principal problema não está na sopa que acabou de ser cozinhada, mas no efeito que uma grande quantidade de alimento muito quente pode provocar nos restantes produtos já armazenados.

Ao aumentar a temperatura no interior do frigorífico, esses alimentos podem aproximar-se da chamada zona de risco e deteriorar-se mais rapidamente. O equipamento poderá também gastar mais energia para recuperar a temperatura adequada.

Dividir a sopa pode acelerar o processo

Uma das formas indicadas para resolver o problema consiste em repartir a sopa por recipientes mais pequenos. Ao reduzir a quantidade existente em cada caixa, o alimento perde calor mais rapidamente do que quando permanece numa panela grande.

Segundo a mesma fonte, em muitos casos essa simples divisão permite atingir rapidamente uma temperatura que já possibilita a colocação dos recipientes no frigorífico. Ainda assim, o resultado depende das características do alimento e do próprio equipamento.

Água fria ou gelo também podem ajudar

Outra possibilidade é colocar o recipiente bem fechado em água fria ou em gelo para acelerar a descida da temperatura. A prioridade é reduzir rapidamente o tempo durante o qual a sopa permanece numa faixa favorável à multiplicação de bactérias.

O arrefecimento também pode decorrer à temperatura ambiente, mas apenas quando esta é suficientemente baixa para permitir que o alimento fique morno num curto espaço de tempo. A recomendação não significa, portanto, deixar a refeição esquecida durante horas até arrefecer por completo.

Há grupos que exigem cuidados redobrados

Estas precauções tornam-se particularmente importantes quando os alimentos se destinam a bebés, crianças, idosos ou pessoas imunodeprimidas. Nestes grupos, as consequências de uma eventual infeção ou intoxicação alimentar podem assumir maior gravidade.

Assim, perante uma panela de sopa acabada de fazer, a regra prática indicada pela ASAE passa por não a colocar a ferver no frigorífico, mas também não esperar várias horas para a guardar. Dividi-la em recipientes mais pequenos ou recorrer a água fria ou gelo pode ajudar a baixar rapidamente a temperatura antes de a levar ao frio.

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ASAE aconselha: nunca coloque a carne e o peixe nesta prateleira do frigorífico

6 October 2026 at 12:10

Carne e peixe crus não devem ser colocados nas prateleiras intermédias do frigorífico juntamente com alimentos já cozinhados. Estes produtos perecíveis devem permanecer nas zonas mais frias do equipamento, enquanto as prateleiras do meio são destinadas sobretudo às refeições já confecionadas.

De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a temperatura ideal do frigorífico situa-se entre os três e os quatro graus. Manter o equipamento suficientemente frio ajuda a impedir que muitos microrganismos patogénicos encontrem condições favoráveis para crescer ou produzir toxinas.

Carne e peixe devem ficar nas zonas mais frias

A organização do frigorífico não deve, por isso, ser feita apenas em função do espaço disponível. A carne e o peixe são alimentos perecíveis e a recomendação é colocá-los nas áreas onde a temperatura é mais baixa, deixando as zonas menos frias para produtos como fruta e legumes.

Já as prateleiras intermédias são indicadas para alimentos cozinhados. A separação ganha particular importância porque colocar comida pronta a consumir perto de produtos crus pode favorecer uma transferência de microrganismos entre os diferentes alimentos.

Alimentos crus e cozinhados não devem ficar juntos

Segundo a mesma fonte, o processo de confeção destrói muito provavelmente uma parte dos microrganismos que possam existir nos alimentos. Depois de cozinhada, porém, uma refeição pode voltar a ser contaminada se entrar em contacto com carne, peixe ou outros produtos crus.

O problema está também no que acontece posteriormente. Quando uma refeição é apenas reaquecida, nem sempre são atingidas temperaturas suficientemente elevadas para destruir os microrganismos que possam ter passado para o alimento através de uma contaminação cruzada.

Temperatura do frigorífico também faz diferença

A recomendação de manter o frigorífico perto dos quatro graus está relacionada com as temperaturas de crescimento dos microrganismos. A ASAE explica que muitos apresentam temperaturas mínimas de multiplicação situadas aproximadamente entre os seis e os 10 graus.

A salmonela é apresentada como um dos exemplos, podendo multiplicar-se num intervalo que começa perto dos sete graus e se prolonga até cerca dos 48 graus. Se a temperatura do frigorífico subir demasiado, podem assim criar-se condições mais favoráveis ao crescimento de determinados agentes patogénicos.

Comida deve entrar rapidamente no frigorífico

Outro cuidado começa logo após a compra. Os alimentos devem ser colocados no frigorífico tão rapidamente quanto possível, sobretudo quando são perecíveis, evitando que permaneçam durante demasiado tempo a temperaturas que permitam a multiplicação microbiana.

Também devem ficar devidamente protegidos. A indicação passa por recorrer a caixas fechadas ou película aderente, diminuindo a possibilidade de bactérias ou outros microrganismos entrarem em contacto com os alimentos guardados.

Frigorífico sujo pode tornar-se uma fonte de contaminação

Os cuidados com a arrumação não dispensam a limpeza. Restos de comida acumulados no interior podem transformar-se em locais onde microrganismos se desenvolvem e, posteriormente, passam para outros produtos armazenados no equipamento.

Não existe uma periodicidade única para a limpeza, uma vez que esta depende da utilização de cada frigorífico. A orientação dada pela entidade é simples: o interior deve manter-se visivelmente limpo, sem resíduos capazes de comprometer os alimentos que ali são conservados.

Congelar não significa eliminar as bactérias

As temperaturas negativas também não destroem necessariamente os microrganismos. Algumas bactérias podem sobreviver durante períodos prolongados a cerca de 20 graus negativos, permanecendo sem se multiplicar até que o alimento volte a descongelar e a temperatura aumente.

Por isso, além de colocar carne e peixe nas zonas mais frias do frigorífico, há outra regra destacada para os congelados: não voltar a congelar um alimento depois de descongelado. A descongelação deve ser feita no frigorífico ou rapidamente, por exemplo através do micro-ondas ou de água corrente, reduzindo o tempo em que os alimentos permanecem em temperaturas favoráveis ao desenvolvimento microbiano.

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Viu a palavra “artesanal” num alimento? Pode não significar aquilo que parece

5 October 2026 at 18:30

Encontrar expressões como “artesanal” ou “tradicional” numa embalagem pode levar o consumidor a imaginar um determinado método de fabrico, uma origem específica ou uma qualidade superior. Contudo, estas palavras não devem ser interpretadas apenas pelo impacto comercial que provocam, uma vez que a informação apresentada nos alimentos está sujeita a regras e não pode induzir quem compra em erro.

De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), descrições atrativas ou imagens podem constituir exemplos de práticas fraudulentas quando transmitem uma ideia de qualidade que não corresponde ao verdadeiro processo de produção do alimento. Entre os exemplos dados pela autoridade encontram-se precisamente menções como “tradicional” e “artesanal”.

Informação no rótulo não pode enganar o consumidor

A legislação europeia determina que a informação fornecida sobre um género alimentício não pode induzir em erro quanto às suas características. Estão abrangidos aspetos como a natureza, identidade, propriedades, composição, quantidade, durabilidade, origem ou método de fabrico e produção.

Segundo a mesma fonte, também não é permitido atribuir a um alimento efeitos ou propriedades que este não possua nem sugerir que apresenta características especiais quando tal indicação não corresponde à realidade. Assim, o modo como um produto é apresentado ao consumidor vai além da simples escolha de palavras de marketing.

“Artesanal” está entre as menções sujeitas a requisitos

A ASAE salienta que determinadas menções utilizadas para valorizar produtos no mercado estão sujeitas a requisitos legais específicos. É o caso de referências como “bio”, “tradicional” e “artesanal”, bem como das designações DOP, IGP e Especialidade Tradicional Garantida.

Por isso, encontrar a palavra “artesanal” num alimento não significa que qualquer fabricante possa utilizá-la apenas por considerar a expressão apelativa. A informação disponibilizada deve respeitar os requisitos aplicáveis e, sobretudo, não criar no consumidor uma perceção que não corresponda às verdadeiras características ou ao processo de produção.

Fraude pode ir muito além das palavras da embalagem

As descrições enganosas são apenas uma das formas apontadas pela ASAE. A fraude alimentar pode também envolver pescado de viveiro vendido como selvagem, substituição de ingredientes por alternativas mais baratas ou adulteração de produtos, como a mistura de outros óleos alimentares com azeite virgem extra.

A autoridade refere ainda situações relacionadas com a indicação incorreta do peso, falsas alegações sobre o país de origem ou informações enganadoras acerca das qualidades nutricionais. Em determinados casos, a fraude pode mesmo representar um risco para a saúde, nomeadamente quando é introduzido deliberadamente um ingrediente alergénico que não aparece declarado no rótulo.

Para existir suspeita de fraude há vários critérios

Segundo a ASAE, com base nos critérios operacionais considerados pela UE, a suspeita de fraude alimentar envolve quatro elementos: violação da legislação alimentar, intenção, obtenção de um ganho económico não marginal e deceção do consumidor.

Esta última pode passar por alterar rótulos, cores ou outras características de apresentação para esconder a verdadeira qualidade ou natureza de um produto. A fraude alimentar distingue-se, assim, de uma mera questão de segurança dos alimentos, embora existam situações em que as duas áreas se podem cruzar.

ASAE fiscaliza também as vendas à distância

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica refere que desenvolve diferentes ações destinadas a detetar práticas deste género, incluindo na venda de alimentos à distância. Entre os mecanismos utilizados encontram-se planos de fiscalização, colheitas de amostras e a participação em estruturas nacionais e europeias dedicadas ao combate à fraude alimentar.

Assim, quando palavras como “artesanal” ou “tradicional” aparecem numa embalagem, não devem ser vistas simplesmente como expressões decorativas. O rótulo tem de transmitir informação verdadeira sobre o alimento e não pode aproveitar essas menções para criar uma imagem de qualidade, origem ou método de fabrico que não corresponda ao produto que está efetivamente a ser vendido.

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Dietista-nutricionista deixa aviso: não deite fora o óleo das latas de atum

5 October 2026 at 14:40

Abrir uma lata de atum, escorrer todo o óleo e deitá-lo fora é um gesto quase automático em muitas casas. No entanto, esse líquido pode conter nutrientes provenientes do próprio peixe e há razões para pensar duas vezes antes de o desperdiçar.

A dietista-nutricionista Julia Farré chamou a atenção para este hábito num vídeo publicado no TikTok, explicando que parte dos ácidos gordos ómega-3 presentes no atum pode passar para o óleo durante o período em que o peixe permanece na conserva.

O detalhe está no ómega-3

O atum contém naturalmente ómega-3, um tipo de gordura polinsaturada presente sobretudo no pescado. Segundo Julia Farré, quando o peixe é conservado em óleo, parte desta gordura acaba por migrar para o líquido que se encontra dentro da lata.

“O atum é um alimento rico em ómega-3, mas o ómega-3 é uma gordura que, ao estar enlatada com o azeite, passa quase toda para o óleo”, explica a especialista, citada pelo jornal espanhol 20minutos.

É precisamente por esse motivo que a nutricionista desaconselha o gesto de escorrer completamente a conserva e deitar imediatamente o óleo fora. Na sua perspetiva, ao fazê-lo está também a desperdiçar parte das gorduras presentes no produto.

A especialista vai mais longe e refere que, quando se consome apenas o atum bem escorrido, a quantidade de ómega-3 aproveitada pode ser consideravelmente inferior à existente inicialmente na conserva.

Não precisa de beber o óleo da lata

A recomendação não significa, porém, que seja necessário consumir diretamente todo o óleo que acompanha o atum. Há formas mais simples de o aproveitar sem acrescentar um passo complicado à refeição.

Uma das sugestões de Julia Farré passa por utilizar esse mesmo óleo para temperar uma salada. Em vez de adicionar posteriormente outro azeite, pode aproveitar o líquido que já estava em contacto com o peixe.

Também pode ser utilizado para temperar legumes ou integrado noutras receitas onde normalmente seria necessário acrescentar gordura. Desta forma, reduz-se o desperdício e aproveita-se melhor o conteúdo da conserva.

Há, contudo, um detalhe importante: nem todas as latas de atum são iguais. O líquido utilizado na conservação pode variar entre produtos, existindo conservas em azeite, noutros óleos vegetais ou até ao natural.

Por isso, antes de decidir aproveitar o líquido, é aconselhável verificar a lista de ingredientes e a informação nutricional presente no rótulo, sobretudo para perceber que tipo de óleo foi utilizado e qual a quantidade de gordura e sal do produto.

O atum em conserva pode fazer parte de uma alimentação variada, mas não deve ser encarado como a única fonte de ómega-3. Outros peixes, sobretudo os peixes gordos, permitem igualmente obter estes ácidos gordos através da alimentação.

Assim, da próxima vez que abrir uma lata de atum em azeite, há um gesto que pode mudar: em vez de mandar imediatamente o óleo pelo ralo, pode reservá-lo e utilizá-lo no próprio prato.

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Poucos sabem para que servem os desenhos no papel higiénico: não estão lá apenas para decorar

4 October 2026 at 16:10

Quase ninguém repara neste detalhe, apesar de o ter provavelmente todos os dias à frente dos olhos. Os pequenos desenhos que aparecem no papel higiénico não são colocados apenas para tornar o produto mais bonito ou distinguir uma marca das restantes.

Flores, pontos, linhas e outras formas em relevo podem desempenhar funções relacionadas com a própria estrutura e desempenho do papel, segundo explica a Good Housekeeping.

O segredo está precisamente no relevo. Os padrões são criados através de um processo industrial de estampagem que pressiona determinadas formas sobre o papel depois de este ser produzido.

Desenhos ajudam a manter as folhas unidas

Além de criarem uma aparência diferente para cada produto, estes padrões podem ajudar a manter juntas as várias camadas que formam uma folha de papel higiénico.

O relevo cria pontos de contacto entre essas camadas, permitindo que fiquem ligadas e contribuindo para a estrutura final do produto.

É uma característica particularmente relevante nos rolos compostos por duas, três ou mais folhas, uma vez que as diferentes camadas precisam de permanecer juntas durante a utilização.

Mas esta não é a única função. O tipo de padrão utilizado também pode alterar a forma como sentimos o papel quando lhe tocamos.

Podem tornar o papel mais macio e volumoso

Diferentes desenhos e técnicas de estampagem podem influenciar características como o volume, a maciez, a absorção e a resistência do papel.

Alguns padrões permitem criar mais espaço entre determinadas zonas das folhas, dando ao papel uma sensação mais volumosa e macia. Outros podem ser concebidos privilegiando a resistência ou a capacidade de absorção.

Os fabricantes podem até combinar diferentes tipos de relevo no mesmo produto. Um desenho mais visível e decorativo pode ser utilizado juntamente com padrões geométricos menos evidentes para tentar encontrar um equilíbrio entre conforto e durabilidade.

Então qual é o melhor desenho?

Não existe, contudo, um padrão que seja necessariamente superior a todos os restantes.

Testes realizados pela Good Housekeeping a diferentes tipos de papel higiénico mostram que o desempenho depende de vários fatores e não apenas do desenho escolhido.

Um padrão que proporciona maior sensação de maciez pode não ser aquele que oferece a maior resistência, da mesma forma que uma solução pensada para melhorar a absorção pode apresentar outras características diferentes.

As marcas procuram, por isso, encontrar um equilíbrio entre maciez, resistência, absorção e volume, ao mesmo tempo que utilizam os desenhos para criar uma identidade visual própria.

Da próxima vez que reparar nas flores, pontos ou figuras gravadas num rolo, já sabe que não estão necessariamente lá apenas por uma questão estética. Aquele pequeno relevo pode fazer parte daquilo que determina a forma como as várias camadas se mantêm juntas e como o papel se comporta durante a utilização.

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Especialistas explicam como deve lavar a roupa para durar mais e não perder a cor

4 October 2026 at 14:20

Poucos reparam neste detalhe quando colocam a roupa na máquina de lavar. Escolher programas mais longos e temperaturas mais elevadas pode contribuir para que as peças percam a cor mais depressa e libertem uma maior quantidade de microfibras.

Uma investigação realizada por cientistas da Universidade de Leeds, em colaboração com a Procter & Gamble, analisou precisamente o impacto da duração e da temperatura dos ciclos de lavagem no desgaste dos tecidos.

Os resultados apontam para uma solução simples: quando as características da roupa e o nível de sujidade o permitem, optar por ciclos mais curtos e a temperaturas mais baixas pode ajudar a prolongar a vida das peças.

Temperatura e duração fazem diferença

Para perceber o efeito das diferentes lavagens, os investigadores utilizaram várias peças de roupa e compararam o comportamento dos tecidos em diferentes programas.

Um dos testes colocou frente a frente um ciclo de algodão de 85 minutos, realizado a 40 °C, e um programa rápido e frio com uma duração de 30 minutos.

Os investigadores verificaram uma perda de cor significativamente superior no ciclo realizado a 40 °C durante 85 minutos. Também observaram que o aumento simultâneo do tempo e da temperatura favorecia a transferência de cor entre as peças.

Isto significa que submeter repetidamente a roupa a ciclos mais quentes e demorados pode acelerar algumas das alterações que se tornam visíveis após muitas lavagens.

Lavagens mais curtas também libertaram menos microfibras

A equipa não analisou apenas a cor. Outro dos objetivos era perceber a quantidade de microfibras que se desprendia dos tecidos durante cada lavagem.

Para isso, a água utilizada durante os ciclos foi recolhida e analisada, permitindo aos investigadores medir as fibras libertadas pelas peças.

O estudo concluiu que os ciclos mais frios e rápidos também podem reduzir a libertação de microfibras. Além da questão ambiental, esta perda de fibras está relacionada com o desgaste dos próprios tecidos ao longo do tempo.

Nem toda a roupa deve ser lavada da mesma forma

Os resultados não significam, contudo, que seja necessário utilizar sempre o programa mais curto da máquina, independentemente daquilo que está a ser lavado.

Toalhas, roupa de cama ou peças que necessitem de uma higienização específica podem exigir programas e temperaturas diferentes. As indicações presentes na etiqueta de cada peça continuam, por isso, a ser fundamentais.

Para a roupa quotidiana que não apresenta sujidade intensa e cuja etiqueta permite uma lavagem a baixa temperatura, escolher um ciclo mais curto e frio pode ser suficiente.

A conclusão da investigação é particularmente simples: aumentar o tempo e a temperatura da lavagem pode aumentar a perda e a transferência de cor. Sempre que as peças o permitam, reduzir ambos pode ajudar a conservar a roupa durante mais tempo.

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Sobrou arroz do almoço? Há um erro ao guardá-lo que o micro-ondas pode não conseguir corrigir

4 October 2026 at 13:50

Guardar o arroz que sobrou do almoço para comer mais tarde é habitual em muitas casas, mas há um cuidado que não deve ser deixado para segundo plano. O problema está sobretudo no tempo que o alimento permanece à temperatura ambiente antes de entrar no frigorífico, uma vez que o arroz está entre os alimentos associados à bactéria Bacillus cereus.

De acordo com o portal oficial do governo dos Estados Unidos dedicado a fornecer informações sobre segurança alimentar, FoodSafety.gov, o Bacillus cereus pode estar associado a vários alimentos, destacando-se precisamente o arroz e outras sobras, além de molhos, sopas e refeições preparadas que tenham permanecido demasiado tempo à temperatura ambiente. A prevenção começa, por isso, na forma como o alimento é conservado depois de cozinhado.

O erro acontece antes de voltar a aquecer o arroz

Deixar a panela ou a travessa com arroz durante várias horas em cima da mesa e colocá-la apenas mais tarde no frigorífico não é a prática recomendada. A mesma fonte indica que, caso os alimentos tenham de ser guardados por mais de duas horas, devem permanecer quentes acima dos 60 graus ou frios a quatro graus ou menos.

Por esta razão, voltar simplesmente a aquecer uma sobra não deve ser encarado como forma de compensar uma conservação incorreta. A recomendação preventiva passa por controlar o tempo e a temperatura desde o momento em que termina a refeição, em vez de depender apenas do aquecimento realizado antes do consumo.

Recipientes largos ajudam a arrefecer mais depressa

O FoodSafety.gov recomenda colocar os alimentos cozinhados que se pretende guardar em recipientes largos e pouco profundos e refrigerá-los o mais rapidamente possível. Esta prática facilita a perda de calor em comparação com uma grande quantidade de arroz concentrada numa panela ou recipiente fundo.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) segue uma orientação semelhante. A ASAE aconselha a arrefecer rapidamente os alimentos cozinhados antes da refrigeração, podendo, por exemplo, ser utilizados recipientes com pequenas quantidades de alimento para acelerar o processo.

Frigorífico deve permanecer abaixo dos cinco graus

Depois do arrefecimento, também é necessário garantir condições adequadas dentro do frigorífico. A ASAE recomenda verificar a temperatura do equipamento, que deve permanecer abaixo dos cinco graus, permitindo reduzir o desenvolvimento de microrganismos durante a conservação.

Os alimentos guardados devem ainda permanecer protegidos em recipientes apropriados ou devidamente cobertos. Separar alimentos já cozinhados dos produtos crus é outro dos cuidados indicados para diminuir o risco de contaminação cruzada dentro do frigorífico.

Bacillus cereus pode causar vómitos ou diarreia

O documento do FoodSafety.gov identifica dois tipos de sintomas associados ao Bacillus cereus. Num dos quadros podem ocorrer diarreia aquosa e cólicas abdominais, enquanto noutro predominam náuseas e vómitos. O período até ao aparecimento dos sintomas também pode variar.

Na forma associada a vómitos, os sintomas podem surgir entre cerca de 30 minutos e seis horas depois do consumo. Já no quadro diarreico, o período indicado situa-se entre seis e 15 horas. A duração da doença é apresentada, em geral, como cerca de 24 horas.

Guardar bem é mais importante do que confiar no reaquecimento

Assim, o principal cuidado com o arroz que sobra de uma refeição começa muito antes de este voltar ao micro-ondas. Evitar longos períodos à temperatura ambiente, promover um arrefecimento rápido e conservar o alimento no frio são medidas destinadas a reduzir o risco de multiplicação microbiana.

Por isso, se sobrar arroz do almoço, a opção mais segura não é deixá-lo várias horas sobre a bancada com a intenção de o aquecer mais tarde. O processo de conservação deve começar pouco depois da refeição, colocando-o num recipiente adequado e no frigorífico assim que possível, dentro das recomendações de segurança alimentar.

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