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Um ferido grave e dois ligeiros em colisão na Avenida da Europa

13 October 2026 at 20:00

VTM

Segundo o comandante dos bombeiros da Cruz Verde, José Salcedas, da colisão resultou um ferido grave, um homem de 54 anos, e dois ligeiros, um jovem de 23 anos, e uma mulher de 38 anos, que foram transportados para o hospital de Vila Real.

O acidente ocorreu às 18h52 e a estrada está cortada nos dois sentidos para socorro às vítimas, remoção das viaturas e limpeza da vida.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil Foram mobilizados 27 operacionais, apoiados por nove veículos, entre os quais os bombeiros da Cruz Verde de Vila Real e a PSP, que está a identificar os feridos e a investigar as causas da colisão.

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Mais de 600 escuteiros reunidos em encontro regional

13 October 2026 at 18:59

VTM

Organizado pelo Agrupamento 1115 de Montalegre, o encontro ficou marcado pela “fé, pela amizade e pelo compromisso educativo”, sublinha o CNE da região de Vila Real em comunicado.

A celebração da Eucaristia foi presidida por D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real, e reafirmou a “dimensão espiritual do Escutismo e a importância da fé na vivência da Promessa e da Lei escutista”.

Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, recebeu os escuteiros e destacou o papel do escutismo na “formação das novas gerações, enquanto movimento que promove valores fundamentais como a solidariedade, a responsabilidade, o respeito pelo próximo, a entreajuda e o compromisso com a comunidade”.

Já António Escudeiro, Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), este encontro foi muito mais do que uma concentração de escuteiros. “É o momento de nos voltarmos a encontrar, fortalecer amizades e renovar os laços que nos unem nesta grande família escutista”, disse o dirigente regional do CNE.

O movimento tem um papel educativo numa sociedade em que os valores e as referências parecem, por vezes, perder importância junto dos mais jovens, realçou António Escudeiro durante o encontro.

O CNE inspira-se na “fé cristã e nos princípios fundamentais de Deus, da Pátria e da família”, procurando “transmitir valores que começam em casa, se fortalecem no escutismo e se revelam nas escolhas e atitudes de cada um”, realça o documento do movimento.

No final desta iniciativa, António Escudeiro agradeceu ao Agrupamento 1115 pelo empenho na organização e ao município de Montalegre pelo apoio prestado, “deixando uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuíram para o sucesso da iniciativa”.

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Centro Católico de Cultura inicia terceiro ano do Curso Básico de Teologia

13 October 2026 at 18:26

VTM

A sessão decorreu no Auditório do Seminário de Vila Real, no penúltimo dia da Semana Nacional da Educação Cristã, que este ano decorre sob o lema “Artífices de uma nova humanidade”. Estiveram presentes alunos do curso, bem como leigos e sacerdotes da Diocese.

Jorge Teixeira da Cunha, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e pároco da Foz do Douro, no Porto, apresentou a conferência “A Inteligência Artificial na visão da ‘Magnifica Humanitas’”.

A reflexão centrou-se nos desafios colocados pela tecnologia e pela inteligência artificial à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, tendo como referência a encíclica “Magnifica Humanitas”, publicada pelo Papa Leão XIV a 15 de maio de 2026. O tema esteve também em destaque no diálogo que se seguiu à intervenção do conferencista.

D. António Augusto Azevedo encerrou a sessão, agradecendo a presença dos participantes e destacando a atualidade do tema, assim como a profundidade e pertinência da abordagem apresentada. Sublinhou ainda a importância da formação permanente promovida pelo Centro Católico de Cultura, apelando à participação nas iniciativas formativas disponibilizadas anualmente pela instituição.

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Três detidos e 11 acidentes na última semana

12 October 2026 at 17:24

VTM

Em comunicado, a Polícia revela que dois detidos foram por condução de veículo automóvel sob o efeito do álcool e outro por imigração ilegal.

Em termos de fiscalização rodoviária, foram realizadas várias operações, tendo sido submetidos diversos condutores a testes de alcoolemia.

Quanto à sinistralidade rodoviária, foram registados 11 acidentes de viação, dos quais resultaram três feridos ligeiros.

A PSP continua a apelar à denúncia de todos os crimes de que se tenha conhecimento, quer na condição de vítima ou testemunha, relembrando que, quanto “mais célere for a denúncia, mais rapidamente poderão ser desenvolvidas diligências com vista à identificação do autor ou autores do crime”.

A PSP apela ainda a todos os condutores para que conduzam em segurança, adaptando a condução às condições meteorológicas e ao estado do piso, e para que não adotem comportamentos suscetíveis de diminuir as suas capacidades ou comprometer a segurança rodoviária, designadamente a condução em excesso de velocidade ou sob o efeito do álcool, bem como comportamentos que possam causar distração, como a utilização do telemóvel durante a condução.

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Colisão entre dois veículos provoca um ferido grave

11 October 2026 at 14:19

VTM

Uma mulher, de 25 anos, ficou gravemente ferida na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros, ocorrida por volta das 8h00, na variante entre Benagouro e a A24.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca, Orlando Matos, a vítima ficou encarcerada no interior da viatura, tendo sido necessária a intervenção dos meios de socorro para a retirar. A mulher foi transportada para o Hospital de Vila Real.

A mulher sofreu uma fratura, necessitou de assistência hospitalar e teve mesmo que ser sujeita a cirurgia referiu Orlando Matos à VTM.

O alerta para o acidente foi dado antes das 8h00, tendo sido mobilizados meios de socorro para o local, incluindo elementos dos bombeiros, duas ambulâncias, com dois elementos cada uma, a VMER e elementos da GNR.

No total, segundo dados da Proteção Civil estiveram no local 9 operacionais e três meios terrestres.

As circunstâncias em que ocorreu a colisão não são, para já, conhecidas.

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Incêndio em Mateus destruiu três barracas e duas viaturas

10 October 2026 at 10:29

VTM

Um incêndio florestal que deflagrou durante a noite em Mateus, no concelho de Vila Real, alastrou a uma zona de barracas, destruindo totalmente três barracas e duas viaturas. O alerta foi dado às 00h50, tendo sido mobilizados para o local 32 operacionais e sete veículos para o combate às chamas.

A informação foi avançada por José Salcedas, comandante dos Bombeiros da Cruz Verde, que explicou que, à chegada dos meios de socorro, o fogo já tinha atingido a zona das barracas.

O combate às chamas centrou-se sobretudo nessa área. Além dos Bombeiros da Cruz Verde, foram mobilizadas as corporações dos Bombeiros da Cruz Branca e de Sabrosa, num total de 32 operacionais e sete veículos.

Segundo o comandante dos Bombeiros da Cruz Branca, Orlando Matos, da Cruz Branca estiveram no local três veículos e nove operacionais.

José Salcedas esclareceu que os bombeiros não transportaram nenhuma pessoa para o hospital pelos seus meios. No entanto, o comandante dos Bombeiros da Cruz Verde revelou à VTM que uma mulher terá sido transportada num veículo particular para o Hospital de Vila Real.

A Polícia Judiciária confirmou à VTM estar a investigar as causas do incêndio.

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António José Seguro destaca importância da cultura no interior

9 October 2026 at 20:29

VTM

Durante um discurso na Casa de Mateus, António José Seguro afirmou que “a cultura tem neste caminho um papel decisivo”. O Presidente destacou que a cultura dá visibilidade aos territórios, mobiliza comunidades, atrai visitantes e estimula a economia.

A visita de António José Seguro começou em Chaves, onde esteve no museu Nadir Afonso, projetado pelo arquiteto Siza Vieira. A cerimónia de entrega do prémio D. Diniz à escritora Djaimilia Pereira de Almeida ocorreu em Vila Real.

O Presidente sublinhou que “o interior não é uma margem de Portugal”, mas sim parte integrante do seu centro histórico, cultural, económico e humano. Ele reiterou que “um país que desvaloriza o interior empobrece-se a si próprio” e que investir no interior fortalece a coesão nacional.

António José Seguro defendeu que Portugal deve transformar esta convicção numa prioridade permanente. Ele apelou à mobilização do Estado, autarquias, universidades e sociedade civil para desenvolver as potencialidades de cada território.

O Presidente enfatizou que “um país mais coeso é um país em que o código postal não determina as possibilidades de cada cidadão”. A sua presença em Trás-os-Montes visa reafirmar a importância de valorizar plenamente o interior do país.

Seguro referiu ainda que os momentos culturais vividos durante o dia estão unidos pela ideia de que “a cultura é uma forma de afirmar a identidade”. Ele destacou que tudo isso acontece em Trás-os-Montes como demonstração de que o talento e a criatividade não estão restritos aos grandes centros urbanos.

Após elogiar a obra da escritora Djaimilia Pereira de Almeida, António José Seguro considerou-a merecedora do prémio na Casa de Mateus. A autora luso-angolana dedicou o prémio ao marido, expressando gratidão pelo seu apoio incondicional ao longo da sua carreira literária.

O prémio D. Diniz conta com um valor de 7.500 euros e tem o apoio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. O júri é composto por Fernando Pinto do Amaral (presidente), Pedro Mexia e Mário Cláudio.

A diretora delegada da Fundação da Casa de Mateus, Teresa Albuquerque, aproveitou a presença da ministra da Cultura para agradecer a confirmação do protocolo que assegura a continuidade do apoio ministerial ao prémio.

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Perguntas e Respostas: Apoio do Governo a uvas por vindimar para mitigar crise no Douro

By: LUSA
9 October 2026 at 13:04

VTM

Os viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD) que queiram aceder ao apoio excecional podem fazê-lo até segunda-feira, através de uma plataforma ‘online’ lançada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).

Seguem-se algumas perguntas e respostas sobre a crise na viticultura duriense e o apoio excecional do Governo:

Em que consiste o apoio do Governo?
O regime excecional para os viticultores da RDD foi aprovado, em Conselho de Ministros, a 04 de setembro, e tem uma dotação orçamental de 12 milhões de euros.

O Governo explicou que esta medida se destina à área de vinha que, na campanha vitivinícola de 2026/2027, seja total ou parcialmente deixada por vindimar, e que o apoio assume a natureza de subvenção não reembolsável.

Podem beneficiar pessoas singulares ou coletivas que sejam viticultores na RDD, incluindo os associados das adegas cooperativas.

O montante será pago diretamente pelo IVDP em função da quantidade de uvas que fique por colher.

A portaria n.º 431/2026/1, de 15 de setembro, que estabelece as regras de concessão do apoio, concretiza que se pretende “assegurar a esses viticultores um rendimento mínimo, prevenindo o abandono da vinha e a consequente degradação da paisagem vitícola e do potencial produtivo da região” que é Património Mundial da UNESCO desde 2001.

Para terem direito à ajuda, os viticultores não podem “colher, transformar, comercializar ou por qualquer forma dar destino às uvas não colhidas, desde a data de apresentação da candidatura e até à realização do pagamento previsto que será feito diretamente pelo IVDP, de uma só vez e por transferência bancária.

Terão também que permitir o acesso aos locais e aos documentos necessários ao acompanhamento e controlo do apoio.

Se as candidaturas ultrapassarem a dotação orçamental de 12 milhões de euros, será aplicado um rateio, ou seja, procede-se à redução proporcional do montante individual.

Depois de terminado o prazo para entrega das candidaturas, na segunda-feira, o IVDP tem oito dias para confirmar as candidaturas, as parcelas abrangidas, a quantidade apoiada e o montante do apoio.

A 23 de setembro foi publicada uma alteração à portaria, que especifica que se entende por ‘coeficiente de não colheita’ o valor resultante da divisão da produção não colhida pelo maior valor entre a produtividade média de referência e a produtividade média das últimas cinco campanhas vitivinícolas da RDD.

E por ‘produção não colhida’ entende-se a diferença entre a produtividade média de referência, apurada pelo IVDP, e a quantidade reportada na declaração de colheita e produção (DCP) da campanha 2026-2027, referente às parcelas situadas na RDD, expressa em quilogramas por hectare.

O Ministério da Agricultura e Mar justificou que este regime de exceção para o Douro se “insere num quadro de medidas para normalizar o setor vitivinícola, salvaguardar a sustentabilidade económica, social e ambiental, e proteger os produtores e o património cultural e paisagístico da região duriense”, que tem área classificada como Património Mundial pela UNESCO há 25 anos.

Qual foi a reação das organizações da RDD?
Logo após o anúncio do apoio excecional, a Casa do Douro, organização representativa da produção que tem sede na Régua, considerou que a medida “não é a ideal”, mas “é a possível”.

A Casa do Douro esclareceu que defendia a medida “da uva para destilar”, à semelhança do que foi implementado no ano passado, e que ajudaria a retirar excedentes, transformando-os em aguardente que poderia ser introduzida no vinho do Porto.

A Associação dos Viticultores Profissionais do Douro (Prodouro), também com sede na Régua, demarcou-se do apoio excecional, considerando que esta solução não resolve o problema da falta de escoamento.

Para a tomada de posição da Prodouro pesou o facto de a medida lançada pelo Governo não ter sido aprovada pelo Conselho Interprofissional do IVDP, órgão onde estão representadas as organizações da produção e do comércio.

Para esta associação, a medida limita-se a compensar parcialmente o produtor pela não realização da colheita, deixando por responder questões essenciais relacionadas com a gestão dos excedentes, o equilíbrio do mercado, a valorização da uva e a sustentabilidade económica das explorações.

A Associação Lutar pelo Douro, sediada em São João da Pesqueira (Viseu), disse que “todas as medidas que venham em prol do viticultor são benéficas”, no entanto, realçou que este ano “peca efetivamente por ser muito tardia” ao ser anunciada numa fase em que já se estava em plena vindima e, por isso, muitos viticultores já tinham optado por vender as uvas sem preço ou até abaixo do preço de produção.

As direções das organizações regionais do PCP de Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu consideraram que se trata de uma medida desadequada e que desperdiça uvas, que ficam por vindimar e poderiam ser usadas na produção de aguardente.

Alertaram que “o Governo paga para que se deixe apodrecer uvas de alta qualidade, enquanto o mercado importa mostos e vinhos de qualidade inferior”.

Como reagiram organizações a nível nacional?
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) realçou que a “medida extraordinária não substitui as medidas estruturais de que a RDD necessita, a começar pela proibição de compra das uvas abaixo dos custos de produção, o aumento do quantitativo do benefício, a utilização de aguardente regional na produção de vinho do Porto e a efetivação de condições para que a Casa do Douro possa atuar para estabilizar ‘stocks’ e preços.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) saudou as medidas anunciadas pelo Governo para os viticultores do Douro, mas avisou que todo o setor enfrenta uma crise, exigindo a extensão dos apoios a todo o país.

A organização assinalou que o mercado nacional está pressionado pela “entrada maciça” de vinho espanhol, muitas vezes sem controlo, e comercializado a preços com os quais Portugal não consegue competir.

Quando se agravou a crise na viticultura do Douro?
Durante anos, pequenos e médios viticultores da RDD reclamaram um preço justo para a venda da uva, denunciando situações em que entregam as uvas sem preço, ou seja, sem saberem que remuneração vão usufruir, e outros casos em que o rendimento não cobre os elevados custos de produção.

A situação agravou-se na fase pós pandemia de covid-19 e, em 2024, alegando quebras nas vendas e ‘stocks’ cheios, empresas avisaram, antes da vindima, que não iriam ao mercado ou só iriam comprar as uvas para cumprir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto.

Cada pipa de vinho do Porto pode corresponder a uma média de mil euros pagos aos viticultores, sendo o benefício uma das principais fontes de rendimento dos produtores durienses.

O benefício desceu das 104 mil pipas em 2023 para as 90 mil em 2024 e as 75 mil em 2025, numa quebra em três anos de 29 mil pipas. Este ano subiu mil pipas, para as 76 mil.

No ano passado anteviam-se dificuldades na vindima no Douro, mas um quebra acentuada na colheita para as 178 mil pipas de vinho (550 litros cada), devido, sobretudo, aos problemas de míldio em meados de maio e junho e ao calor e seca anormais que se fizeram sentir nos meses de julho e agosto, atenuou os efeitos da crise que se agravou, agora, em 2026.

Este ano, viticultores e associações da região alertaram para uma maior dificuldade em escoar a colheita e para a venda da uva a preços reduzidos, abaixo dos custos de produção, que são cada vez mais elevados nesta região de montanha, de terrenos íngremes atenuados pelos degraus em socalcos, de dificuldades de mecanização e onde a mão de obra é cada vez mais escassa.

O comércio de vinho na RDD está a decrescer?
A crise no setor tem contornos internacionais e o consumo mundial de vinho caiu 2,7% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 1957.

No Douro, a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) tem alertado para a queda estrutural nas vendas de vinho do Porto, apontando para um decréscimo da comercialização em volume que ultrapassa os 30% desde o ano 2000.

Segundo dados estatísticos do IVDP, entre janeiro e junho de 2026, o volume de negócios relacionado com o comércio do vinho do Porto sofreu um decréscimo de 10,2% para os 134 milhões de euros.

Em todo o ano de 2025, o volume de negócio, nos ‘Porto’ foi de cerca de 365 milhões de euros em 2025, menos 2% do que no ano anterior.

Já os vinhos de Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro representaram um volume de negócios de 235 milhões de euros em 2025, menos 1,5% do que em 2024.

Que outras medidas foram implementadas no Douro nos últimos três anos?
Em julho de 2024 foi anunciada a atribuição de 15 milhões de euros da União Europeia para apoiar produtores de vinho portugueses com graves perturbações do mercado, num ‘bolo’ total de 77 milhões de euros para quatro países.

O apoio à destilação de vinho em caso de crise foi justificado, pelo Governo, devido ao excedente de vinho existente no mercado português, agravado pela aproximação de uma nova campanha vitivinícola, aliado à queda do consumo e das exportações.

Do financiamento total de 15 milhões de euros destinados a Portugal, foi atribuída uma dotação de 4,5 milhões de euros para a Região Demarcada do Douro e uma dotação de 10,5 milhões de euros para as restantes regiões vitivinícolas.

Para o Douro, foi disponibilizado um pagamento adicional nacional até ao limite de 3,5 milhões de euros, com origem nos saldos de receitas próprias do orçamento do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Para acesso a esta medida, foram excluídos os produtores, vitivinicultores ou vitivinicultores-engarrafadores que adquiriram ou comercializaram vinho proveniente de outro Estado-membro ou país terceiro nas campanhas vitivinícolas de 2021/2022, 2022/2023 e 2023/2024.

Nesse ano, cerca de 10,7 milhões de litros de vinho foram encaminhados para a destilação.

Já no ano a seguir, no final de agosto de 2024, o Governo aprovou o plano de ação para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola da RDD, que incluiu a medida “uvas para vinho a destilar” dirigida à vindima daquele ano e com o objetivo de o apoio chegar diretamente aos produtores.

A medida tinha uma dotação máxima de 15 milhões de euros e, segundo dados revelados em outubro do ano passado, foram submetidas 2.607 candidaturas que foram avaliadas pelo IVDP.

Das candidaturas apresentadas, foram aprovadas 2.046, que corresponderam a 2.024 viticultores, num montante total máximo de 3,6 milhões de euros.

Que medidas municipais estão a ser criadas para ajudar viticultores do Douro?
A Câmara de Sabrosa criou um apoio dirigida aos pequenos viticultores do concelho, que teve retroativos à campanha 2024/2025 e já apoiou cerca de 60 produtores do concelho.

A medida lançada pelo município do distrito de Vila Real visa mitigar dificuldades sentidas no escoamento da uva e no aumento dos custos de produção.

As candidaturas à campanha deste ano estão em curso e podem ser feitas até 31 de dezembro, estimando a autarquia que o número de candidaturas sejam largamente ultrapassado este ano.

O município de Alijó anunciou que quer implementar uma taxa turística, que será de dois euros por dormida e dois euros por chegada ao concelho nos barcos-hotéis, para reinvestir no turismo e apoiar viticultores do Douro.

De acordo com aquela câmara, também do distrito de Vila Real, 50% da receita da taxa turística reverterá para os agricultores, os “fazedores da paisagem”, das vinhas, socalcos e muros de xisto classificados pela UNESCO há 25 anos.

Em que consiste o Plano para a Gestão Sustentável e Valorização do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro?
A RDD reclama medidas estruturais para o vinho e a vinha, a principal atividade económica desta região, e, nesse sentido, foi delineado um plano que se pretende concretizar até 2032.

O plano executivo para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola RDD tem coordenação do IVDP, foi entregue ao ministro da Agricultura em julho e quer corrigir desequilíbrios estruturais do setor vitivinícola como o excesso de oferta, a pressão sobre os preços da uva e a fragilidade económica dos viticultores.

O documento define como principais objetivos a redução de 20% do volume dos ‘stocks’, o aumento de 10 a 15% do preço médio da uva ao ano, o crescimento do rendimento dos pequenos produtores, o crescimento de 10% do valor das exportações e a implementação de rastreabilidade digital integral.

O plano tem cinco eixos estratégicos e agrega medidas de natureza económica, regulatória, institucional, ambiental e de promoção.

Entre as medidas está a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental e valorização da paisagem que poderá abranger dormidas turísticas na RDD, passeios fluviais ou no comboio histórico, com a receita a reverter prioritariamente para os exploradores das vinhas.

Prevê ainda o reforço da promoção e internacionalização dos vinhos e do destino Douro, com um programa plurianual com financiamento de cerca de cinco milhões de euros.

Com vista à sustentabilidade económica, quer-se implementar um regime de contratos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho, para dar previsibilidade e garantia de preço aos produtores, com reporte anual dos contratos ao IVDP para monitorização.

O reforço e modernização das cooperativas estão incluídos e, para a regulação da oferta, as ações passam por um programa voluntário de redução da área da RDD, com uma meta de redução até 5.000 hectares da área produtiva em zonas marginalmente viáveis, e a suspensão de novas plantações.

Sobre a aguardente regional, reclamada por muitos como solução para a produção excedente, o plano aponta para a criação de um mecanismo voluntário para utilização de aguardente da região para o vinho do Porto e para produção de aguardente Indicação Geográfica Protegida (IGP) Douro.

O plano propõe uma abordagem integrada, atuando simultaneamente sobre a regulação da oferta, o reforço da procura, a sustentabilidade económica, o controlo e certificação, bem como a inovação e sustentabilidade ambiental.

Integra medidas para pequenos e médios produtores e quer melhorar a competitividade das explorações vitivinícolas, mas não se limita ao produto vinho, procurando valorizar a paisagem, o património e a notoriedade internacional das denominações de origem Porto e Douro.

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Provesende voltou a celebrar o vinho e o azeite

8 October 2026 at 10:04

VTM

Para Helena Lapa, presidente da Câmara de Sabrosa, a feira assume também uma dimensão social, num território marcado pelo envelhecimento e despovoamento. “Todos os eventos que se possam fazer são importantes para trazer gente, para os que cá estão sintam o orgulho em recebê-los, saírem à rua, celebrarem e promoverem aquilo que têm”, explicou à VTM.

A autarca destaca ainda a longevidade da iniciativa, que já vai na 17.ª edição. “É um evento que já criou raízes, já se consolidou e que hoje já é celebrado por muita gente”, sublinha, considerando que a preservação das tradições constitui uma prioridade municipal.

A organização envolve o município e as juntas de freguesia, numa parceria que, segundo Helena Lapa, permite dar maior dimensão a iniciativas que individualmente teriam mais dificuldades. “Isto representa muito mais do que um evento. Representa também esta parceria e esta harmonização que existe entre as forças vivas do concelho”.

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Vila Real foi melhor

7 October 2026 at 18:31

VTM

Manhã excelente para a prática do futebol no início do campeonato distrital de juvenis. O Vila Real entrou forte e determinado, com os olhos sempre postos na baliza contrária. Aos 15’, boa jogada pela esquerda do ataque da casa, com Pedro Vieira a fazer o remate vitorioso para o primeiro golo. Aos 21’, boa jogada do ataque local, culminada com um cruzamento para o coração da área, com um avançado da casa a rematar sobre a barra quando estava em ótima posição. O Vila Real tinha em Matheus Garcia o elemento mais esclarecido no ataque. O jogador sofreu uma falta na área e o mesmo jogador converteu o penálti. O Vila Real continuou a dominar e, aos 68’, após jogada bem delineada de Pedro Veiga, obrigou Miguel Cunha a boa intervenção.

O Vila Real estava senhor do jogo e assim continuou até ao final, numa vitória justa da melhor equipa.

Bom trabalho do trio de arbitragem.


FICHA TÉCNICA
Complexo Desportivo do Monte da Forca
Árbitro: João Botelho
Auxiliares: Marta Monteiro e Leonor Carvalho

VILA REAL:
Pedro Vilela; Filipe Santos, Gui Pinto, Martim Leite e Salvador Santos (Teixeira, 70’); Luís Gonçalves, Francisco Morais e Nuno Araújo; Matheus Garcia (Martim Afonso, 83’), Rafael Fontinha (Rodrigo Azevedo, 60’) e Pedro Vieira (Gonçalo Monteiro, 70’)
Treinador: Micael Teixeira

CHAVES:
Miguel Cunha; David Wang (David Teixeira, 62’), André Lima, Rafael Varandas e Tomás Oliveira (Tiago Moutinho, 85’); António Teixeira, Daniel Bernardino (Cavaleiro, 78’) e Rodrigo Domingues (Simão Silva, 62’); Valentim Ribeiro (Gonçalo Xavier, 46’), Francisco Pereira e João Silva (Rafael Martins, 46’ depois Tiago Moutinho, 85’)
Treinador: Dylan Teixeira

Ao intervalo:
2-0
Marcadores: Pedro Vieira (15’), Matheus Garcia (42’ g.p.)

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Vila Real integra projeto-piloto para tornar cidades mais verdes

7 October 2026 at 16:20

VTM

Vila Real é uma das cinco cidades que faz parte do Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE), que pretende reforçar a resposta ao calor extremo com redes de abrigos climáticos.

O programa é orientado para o restauro da natureza em contexto urbano, a adaptação às alterações climáticas e o reforço da resiliência dos territórios.

Segundo o despacho publicado em Diário da República, o PRO NAT.URBE estabelece uma estratégia entre 2026-2035 para aumentar os espaços verdes e o coberto arbóreo, recuperar linhas de água, criar corredores ecológicos e desimpermeabilizar os solos, a promoção da conectividade ecológica e o desenvolvimento de redes de conforto e abrigos climáticos.

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