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A linha

8 October 2026 at 11:41

VTM

Entramos de manhã e encontramos pessoas a melhorar, outras na mesma e algumas bastante piores. Fazemos análises, pedimos exames, alteramos a terapêutica, discutimos casos, corrigimos aquilo que conseguimos corrigir e esperamos que o organismo faça a parte dele.

Na maioria das vezes, queremos acreditar que controlamos alguma coisa, mas depois surge algo que nos faz lembrar que não controlamos assim tanto.

Há doenças demasiado graves. Corpos demasiado frágeis. Diagnósticos que chegam mais tarde do que esperávamos. Tratamentos que já não conseguem alterar o rumo. Há situações em que fazemos tudo aquilo que sabemos, aquilo que devemos e aquilo que podemos e, mesmo assim, nada disso chega.

No início, a morte faz muito barulho. Ficamos a pensar se podíamos ter feito mais. Voltamos às análises. Aos sinais vitais. À medicação. Àquela decisão tomada horas antes. Procuramos naquele emaranhado de acontecimentos o momento exato onde talvez pudéssemos ter mudado o fim da história.

Nem sempre existe alternativa. Com o tempo aprendemos uma coisa estranha: a morte continua a tocar-nos, mas já não nos pode parar. Há outro doente à espera. Outra febre. Outra falta de ar. Outro familiar que quer saber se o pai está melhor. Outro telefone a tocar. E nós seguimos.

Pode parecer frio visto de fora. Talvez até pareça desumano conseguir sair do quarto de alguém que acabou de morrer e, minutos depois, entrar noutro quarto e anunciar ao utente que ele está melhor, e que poderá ir para casa, para junto dos seus.

Não é indiferença. É sobrevivência. Não deixamos de sentir. Aprendemos apenas a guardar aquilo que sentimos num lugar onde não nos irá impedir de continuar a cuidar dos que ainda cá estão.

E talvez isso seja uma das coisas mais difíceis que a Medicina ensina. Passamos anos a aprender como manter pessoas vivas e muito pouco tempo a aprender o que fazer dentro de nós quando não conseguimos, até percebermos que a morte não é necessariamente uma derrota. Às vezes é, simplesmente, só um ponto onde a Medicina consegue acompanhar alguém, e depois desse ponto, temos de continuar, por muito que custe.

No início vemos a morte como um ponto final. Com o tempo, talvez aprendamos a vê-la como uma vírgula. A história daquela pessoa termina ali, mas a nossa não. Respiramos fundo, fechamos a porta e seguimos para o quarto seguinte.

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São Brás de Alportel aposta no Talento Jovem com Bolsas Artistas Solidárias

26 September 2026 at 07:00

São Brás de Alportel aposta no talento jovem com Bolsas Artísticas Solidárias

Neste início de ano letivo, o Município de São Brás de Alportel dá continuidade às Bolsas Artísticas Solidárias, uma medida de apoio à formação artística de crianças e jovens residentes no concelho, oriundos de agregados familiares economicamente desfavorecidos. As candidaturas estão abertas até ao final de setembro.

Criadas em 2024, as Bolsas Artísticas Solidárias têm como objetivo promover a igualdade de oportunidades no acesso à formação artística, contribuindo para o desenvolvimento pessoal, a inclusão social e a participação ativa na comunidade. A medida permite apoiar a frequência de atividades nas áreas das artes visuais, dança, teatro, cinema, música e outras vertentes artísticas, promovidas por entidades locais ou regionais.

Podem candidatar-se a estas bolsas crianças e jovens dos 3 aos 25 anos, residentes no concelho de São Brás de Alportel, que cumpram as condições previstas no respetivo regulamento. O apoio destina-se à frequência de atividades artísticas e tem em conta a situação económica do agregado familiar, entre outros critérios definidos nas normas de atribuição.

A bolsa corresponde a 50% do valor mensal da atividade artística, até ao limite anual de 75% do valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), sendo atribuída durante um ano letivo. São apoiadas, preferencialmente, atividades promovidas por entidades sediadas no concelho de São Brás de Alportel e, quando não exista oferta local, por entidades sediadas noutros concelhos do Algarve.

Para conhecer todas as condições de acesso, critérios de seleção e documentação necessária, os interessados devem consultar o regulamento disponível no site do Município ou contactar os Serviços Sociais Municipais.

O requerimento de candidatura está disponível no site do Município e no Centro de Apoio à Comunidade, sito na Rua Serpa Pinto, n.º 29, onde deve ser entregue em papel, juntamente com os documentos necessários à instrução do processo.

Entre os documentos a apresentar encontram-se os comprovativos de identificação, residência e rendimentos do agregado familiar, bem como a declaração da entidade formadora que comprove a inscrição e o valor da atividade artística a que se destina o apoio. A lista completa dos documentos exigidos consta das Normas das Bolsas Artísticas Solidárias.

Com esta medida, o Município de São Brás de Alportel continua a abrir portas e oportunidades à formação artística, ajudando crianças e jovens a descobrir e desenvolver os seus talentos.

Mais famílias apoiadas no arrendamento no Concelho de Loulé

3 September 2026 at 07:03

No âmbito da Estratégia Local de Habitação 2019-2032, foram celebrados ao longo da última semana os contratos com os munícipes apoiados na 4ª edição do Subsídio ao Arrendamento Habitacional.

Esta medida destinada a apoiar agregados familiares que enfrentam uma elevada sobrecarga financeira com os custos da habitação e têm dificuldades de acesso ao mercado de arrendamento local.

Este apoio pretende reduzir o esforço financeiro das famílias com despesas de arrendamento, contribuindo para garantir o acesso e a permanência numa habitação adequada e a custos comportáveis.

Nesta 4ª edição, são apoiados 65 agregados familiares, reforçando o compromisso do Município de Loulé com uma política de habitação mais inclusiva e próxima das necessidades da população.

“Vamos aumentar o valor canalizado para esta iniciativa, bem como o número de famílias apoiadas. A par da entrega de habitações para arrendamento, esta é uma das principais medidas para responder a um problema que é global e que se sente também de forma acentuada no nosso concelho”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

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