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Santalucía alia-se à Zurich por dez anos para seguros automóvel, funeral e de animais de estimação

18 October 2026 at 17:19

A Santalucía e a Zurich Seguros assinaram uma parceria de dez anos para a distribuição cruzada de seguros automóvel, de funeral e de animais de estimação. O acordo permitirá à seguradora espanhola comercializar apólices automóvel da Zurich e à companhia suíça distribuir seguros de funeral e animais de estimação da Santalucía, estando o início da comercialização em Espanha previsto para 2027.

O acordo prevê um modelo de cosseguro no ramo Automóvel. Segundo o jornal espanhol Expansión, as duas companhias partilharão 50% das apólices abrangidas pelo acordo, incluindo os prémios cobrados, o risco assumido e os resultados. A parceria implica o fim da colaboração que a Santalucía mantém atualmente com a Pelayo neste ramo, de acordo com o mesmo jornal.

A parceria junta-se a outros acordos comerciais da Santalucía, nomeadamente com a Sanitas, no ramo da saúde, e com a Unicaja, através da seguradora conjunta Unicorp Vida.

“Esta aliança está plenamente alinhada com as prioridades do nosso Plano Estratégico Contigo2028”, afirmou Andrés Romero, em comunicado, acrescentando que o acordo permitirá diversificar a oferta e responder às necessidades de proteção dos clientes. Vicente Cancio, CEO do Grupo Zurich em Espanha, destacou, por seu lado, a intenção de acelerar o crescimento rentável e sustentável, alargar a proposta de valor e chegar a mais clientes, mantendo os mediadores como parceiros essenciais.

De acordo com a seguradora Santalucía, os rendimentos consolidados da empresa ascendem a 3.885 milhões de euros e os prémios emitidos totalizam 2.621 milhões de euros. No final de 2025, o grupo contava com 9.708 trabalhadores, cerca de 260 agentes, 500 pontos de venda e a colaboração de quase 1.300 corretoras. A companhia está também presente em Portugal (através de parcerias e investimentos), na Colômbia, no México, no Chile e em Itália.

Já o Zurich Insurance Group é um grupo segurador multirramos que serve mais de 82 milhões de clientes em mais de 200 países e territórios, conta com mais de 65.000 trabalhadores e tem sede em Zurique, na Suíça.

Ageas prolonga apoio ao festival Cooljazz até 2029

18 October 2026 at 13:58

O festival Cooljazz e o Grupo Ageas Portugal prolongaram a parceria iniciada em 2024 por mais três anos, até 2029. A colaboração abrange o apoio à realização do evento e a continuidade das iniciativas de acessibilidade desenvolvidas com o envolvimento da Fundação Ageas.

Inês Simões, Diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal. “A renovação da parceria com o Cooljazz até 2029 reforça o compromisso contínuo do Grupo Ageas Portugal com a promoção da cultura e com a criação de um impacto positivo na Comunidade”.

A organização prevê dar continuidade ao trabalho nesta área nas próximas edições, destacando o trabalho já feito com a Sala de Pausa, embora não tenha especificado novas medidas a implementar até 2029.

Karla Campos, diretora da Live Experiences e promotora do Ageas Cooljazz, considera que a renovação permite dar continuidade às iniciativas de acessibilidade e melhorar as condições em que diferentes públicos assistem aos concertos. Inês Simões, diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal, associa a parceria à estratégia da seguradora de apoiar projetos culturais e promover a inclusão.

O Ageas Cooljazz é organizado pela Live Experiences desde 2004. Já o Grupo Ageas Portugal opera no mercado nacional desde 2005 e conta com cerca de 1,9 milhões de clientes, 1.435 colaboradores e 2.105 mediadores. Está presente em 13 países da Europa e Ásia.

ASF mede satisfação dos consumidores com os seguros que contratam

18 October 2026 at 13:57

Quanto valor retiram os consumidores dos seguros que contratam? Esta é a questão a que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) quer responder com o lançamento de um questionário. O inquérito pretende para avaliar a perceção dos clientes sobre os produtos disponíveis no mercado, tendo em conta o preço, as coberturas e os serviços prestados pelas seguradoras.

O regulador quer recolher respostas de tomadores e beneficiários de seguros para perceber se os produtos correspondem às reais necessidades e expectativas de quem os utiliza e se a oferta do mercado responde a esta procura, utilizando as conclusões do questionário para reforçar os mecanismos de proteção dos consumidores e orientar futuras medidas de supervisão no mercado nacional.

Os resultados desta iniciativa serão conhecidos a 20 de novembro, no 1.º Fórum do Consumidor de Seguros, que será transmitido em direto no site da ASF.

A Reforma da Reforma

17 October 2026 at 13:45

Durante décadas, a reforma foi um destino relativamente previsível. Trabalhar, descontar, reformar-se e receber um rendimento vitalício que permitisse manter um padrão de vida digno. O principal desafio consistia em acumular anos de carreira suficientes para aceder ao sistema. Hoje, porém, essa realidade está a mudar profundamente.

A transformação silenciosa que atravessa os sistemas de pensões das economias desenvolvidas representa muito mais do que uma alteração técnica ou regulatória. Trata-se de uma transferência estrutural de responsabilidade, onde aquilo que antes era assumido pelo Estado, pelos fundos de pensões ou pelos empregadores está gradualmente a passar para os indivíduos. A questão não é apenas como financiar a reforma. É também como gerir a incerteza.

À primeira vista, esta mudança parece positiva. Os cidadãos passam a ter maior autonomia sobre as suas poupanças, podendo decidir como investir os seus ativos, quando levantar capital e de que forma organizar a transmissão de património para as gerações seguintes.

Mas existe um paradoxo.

Mais liberdade significa também mais responsabilidade. E responsabilidade financeira exige competências que a maioria das pessoas nunca desenvolveu ao longo da sua vida.

O reformado de amanhã pode ter de tomar decisões hoje sobre alocação de ativos, risco de mercado, inflação, fiscalidade e financiamento de cuidados de saúde de longa duração. São escolhas com impacto diferido que poderão moldar os últimos vinte ou trinta anos de vida. Uma decisão errada aos 55 anos pode ser praticamente irreversível aos 80.

Os anos imediatamente anteriores à reforma estão a transformar-se no momento mais valioso da nossa jornada financeira, pois o risco da longevidade, outrora mutualizado, será crescentemente individual.

Paradoxalmente, muitos dos sistemas financeiros continuam a estar organizados como se a esperança de vida fosse significativamente inferior à atual. O desafio deixou de ser apenas acumular riqueza para a reforma. O verdadeiro desafio é assegurar que essa riqueza sobrevive à própria longevidade.

A pergunta crítica já não é “quanto dinheiro tenho?”, mas sim “quanto tempo terá esse dinheiro de durar?”. Na esmagadora maioria das situações, não sabemos responder.

É precisamente aqui que emerge uma oportunidade estratégica para as empresas de seguros do ramo vida e sociedades gestoras de fundos de pensões.

Não é difícil perceber porquê.

Escolher um seguro automóvel é uma decisão transacional. Escolher como financiar os últimos vinte ou trinta anos de vida é uma decisão existencial.

Os avanços tecnológicos podem ajudar a organizar informação, simular cenários e aumentar a eficiência. Mas dificilmente eliminam a dimensão emocional associada ao envelhecimento, à dependência futura de terceiros ou à transmissão de património para os filhos e netos.

A confiança será sempre um ativo humano. E talvez essa seja uma das conclusões mais interessantes desta nova realidade. Quanto mais digital se torna a indústria, maior parece ser a procura por aconselhamento humano quando estão em causa decisões de elevado impacto.

Portugal é simultaneamente um dos países mais envelhecidos do Mundo e um dos que enfrenta maiores desafios demográficos nas próximas décadas. A sustentabilidade dos sistemas públicos de proteção social, a pressão sobre os cuidados de longa duração e a necessidade crescente de poupança privada tornarão inevitavelmente mais relevante o papel do setor segurador e de fundos de pensões.

Mas esta oportunidade traz consigo uma responsabilidade.

Se vamos assumir uma parcela crescente do risco financeiro associado à longevidade, então o mercado terá de responder com soluções simples, transparentes e compreensíveis.

A próxima geração de vencedores no setor não será necessariamente aquela com os produtos mais sofisticados. Será provavelmente aquela que conseguir reduzir a complexidade, aumentar a literacia financeira e construir relações de confiança duradouras.

Estarão os futuros pensionistas preparados para serem gestores do seu próprio risco de longevidade?

 

Tiago Venâncio vai deixar a Aegon Santander Portugal

17 October 2026 at 12:04

O CEO Tiago do Couto Venâncio decidiu deixar a liderança da Aegon Santander Portugal, confirmou o gestor a ECOseguros. Após mais de uma década à frente de um projeto, o gestor prepara-se para continuar profissionalmente em Portugal, encerrando “um ciclo marcado pelo crescimento do negócio, pela rentabilidade e pela aplicação de dados e inteligência artificial à atividade seguradora”, disse.

Embora tenha sido reconfirmado como CEO das seguradoras Aegon Santander, Tiago Venâncio vai deixar as companhias para exerce funções fora do grupo espanhol.Hugo Amaral/ECO

A saída acontece por sua iniciativa, apesar da renovação do mandato até 2029, recentemente publicada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

À frente da operação desde 2015, Tiago do Couto Venâncio liderou a criação e o desenvolvimento das seguradoras Vida e Não Vida da parceria entre a Aegon e o Santander. Ao longo deste período, o negócio aproximou-se dos 300 milhões de euros em prémios anuais, e conquistou posições entre os cinco maiores operadores em segmentos relevantes dos seguros de proteção, Vida, Saúde, Multirriscos e Acidentes Pessoais, apesar de comercialmente apenas utilizar o canal bancário da rede Santander.

As seguradoras Aegon Santander têm, nos últimos anos, apresentado uma rendibilidade dos capitais próprios superior a 40%, tendo distribuído de mais de 200 milhões de euros em dividendos acumulados aos acionistas.

Tiago Venâncio é formado em Matemática pela Universidade Nova com pós – graduação no ISCTE e é speaker no ISEG nas áreas de Seguros, Cálculo Atuarial e Matemática Financeira.

O negócio dos seguros no grupo Santander é o 5º maior em Portugal com prémios num valor próximo de mil milhões de euros. Está repartido entre o próprio banco para os seguros financeiros do ramo Vida, e a associação com os holandeses da Aegon (51%/49%) acontece em duas seguradoras que comercializam seguros de vida, incluindo os associados ao crédito, e seguros Não Vida, como multirriscos habitação, acidentes e outros produtos.

Tem ainda uma seguradora em parceria com a espanhola Mapfre vocacionada para seguros Não Vida como automóvel, responsabilidade civil e multirriscos para empresas. Nesta, designada Mapfre Santander, a Mapfre detém 50,01% da sociedade e o Santander Totta 49,99%.

Nova estratégia da Aegon

Em dezembro último a Aegon anunciou que pretendia transferir a sede para os Estados Unidos, passar a chamar-se Transamerica e concentrar-se no mercado americano de seguros de vida, reforma e poupança. A mudança de sede está prevista para 1 de janeiro de 2028. Neste percurso, a Aegon acordou vender a operação britânica à Standard Life por uma contrapartida total de 2 mil milhões de libras, incluindo dinheiro e ações da compradora.

No entanto, a Aegon declarou que quer continuar a desenvolver os negócios ibéricos através do Santander. A sua estratégia internacional “passa por manter parcerias que geram resultados, em vez de necessariamente deter a totalidade das seguradoras”. disse fonte da companhia ao jornal Cinco Dias.

Gavião cria seguro de saúde para abranger 1.500 pessoas

12 October 2026 at 12:11
Presidente da câmara de Gavião, António Severino, refere que o seguro de saúde vai abranger "todos os recenseados" no concelho, a partir dos 18 anos, sendo "totalmente gratuito" para os aderentes.

© NUNO VEIGA/LUSA

O autarca revelou também que cada adesão "tem um custo à volta dos 48 euros", sendo os mesmos suportados pelo município

Seguros de saúde cada vez mais importantes no recrutamento

12 October 2026 at 09:16
Quatro em cada dez trabalhadores consideram a oferta e a cobertura de seguro de saúde determinante para aceitarem uma proposta de trabalho.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

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