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ACP satisfeito com suspensão de trotinetes em Lisboa

19 October 2026 at 16:44
O presidente do ACP diz que a proibição é a "única medida possível" e que o referendo seguirá os trâmites normais — mas poderá ser cancelado se Moedas banir definitivamente as trotinetes.

© DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

O presidente do Automóvel Club de Portugal assinalou ainda que "ninguém pede para acabar com as bicicletas, por exemplo, porque as bicicletas andam no meio do ambiente rodoviário e não prejudicam ninguém"

Algarvio Micael Simão e leiriense João Ferreira lideram bp Ultimate Baja Portalegre 500

16 October 2026 at 20:32

Carros de quatro classes diferentes nos cinco primeiros lugares
Duas motos mais rápidas separadas por 17,1 segundos

Sob temperaturas anormalmente altas para a época, os concorrentes da 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500 enfrentaram as desafiantes pistas do Alto Alentejo no primeiro dia de competição. João Ferreira e Filipe Palmeiro, em Toyota Hilux EVO, foram os mais rápidos entre os participantes nos automóveis. Micael Simão, em KTM 500 EXC, ditou as leis entre os pilotos de moto, enquanto Tomás Paulo, em Yamaha YFZ450R, impôs um ritmo inalcançável pelos adversários dos quads. Já nos SSV, Roberto “Beto” Borrego é o melhor na categoria mais equilibrada até ao momento.

O dia começou com o habitual prólogo, nas imediações de Portalegre. Nos cerca de cinco quilómetros do percurso, João Ferreira e Filipe Palmeiro registaram o melhor tempo e garantiram a prioridade de escolher a posição em pista para o setor da tarde. Contudo, com a pista muito seca, Ferreira sentiu que “o troço parecia ainda mais sinuoso”. Ainda assim, garantiu o melhor tempo.

Viria a perder o estatuto de líder quando Sean Haran e Martin Hales, em Polaris RZR Pro R, passaram pela tomada de tempos com um tempo mais baixo e assumiram o comando da classificação. Esta situação não durou muito. Os ingleses não respeitaram uma neutralização que tinham de cumprir no decorrer do setor seletivo e foram penalizados em 3m24s. Com isso, foram relegados para fora do top-10. 

João Ferreira

“Na primeira parte do setor, só queríamos sobreviver e passar sem bater. Correu tudo bem, sem erros e a verdadeira prova só começa amanhã”, acrescentou João Ferreira.

Concluída a primeira etapa, Luís Cidade e Valter Cardoso colocam o BRP Can-Am Maverick R no segundo lugar, a 25,3s da liderança. Isso permite-lhes entrar na segunda etapa na discussão pela vitória. À procura do quinto triunfo em Portalegre, Ricardo Porém (Taurus EVO Max) termina o primeiro dia no terceiro lugar, mas já mais longe dos da frente. No total, são 54,6 os segundos que o separa do topo da classificação. 

Nas contas reservadas aos concorrentes do evento nacional, Lino e Fábio Carapeta, em Ford Ranger, estão na frente da tabela classificativa com quase dois minutos de vantagem sobre Sérgio Matos e Sebastião Dominguez, em Toyota Hilux. 

Simão lançado à procura do “bis”

Nas motos, Micael Simão está à procura do segundo triunfo na carismática prova de TT e, para já, destaca-se dos restantes. Como resultado, Simão foi o mais rápido no prólogo e voltou a obter a melhor marca no primeiro setor seletivo.

Gustavo Gaudêncio, em Honda CRF 250RX, foi quem melhor réplica deu ao líder e parte para o segundo dia de competição a 17,1 segundos de Simão. Bernardo Megre, em KTM 450 EXC, ocupa a terceira posição, a 41,9 segundos do primeiro classificado. 
“Correu bem. Vim muito cauteloso. Falhei imensas curvas e tive algumas saídas em frente porque o percurso seguia de frente para o sol ainda um pouco baixo. Isso dificultou-me a visão. Também não terei feito a melhor escolha (de óculos). Acabei por vir com cautelas, também para guardar alguma energia para amanhã. São quase 300 quilómetros e o objetivo é atacar para lutar pela vitória”, afirmou Micael Simão. 

Tomás Paulo não dá hipóteses a ninguém

Tomás Paulo foi o grande protagonista entre os quads. Depois de ter vencido o prólogo por 4,7 segundos sobre Luís Fernandes (Yamaha YFZ450R), voltou a ser superior no primeiro setor seletivo e termina o primeiro dia de competição da bp Ultimate Baja Portalegre 500 na frente, com 1m51,6s de vantagem sobre Fernandes que ocupa a segunda posição. 

O seu andamento foi de tal forma vivo que seria o primeiro classificado numa hipotética classificação conjunta entre motos e quads. 

“Foi uma etapa boa. Uma etapa gira, apesar do pó. Nós, os quads mais rápidos, apanhamos algumas motos. Torna-se um bocado mais difícil de passar nas zonas encadeadas. Mas nada é impossível. Basta ter um bocadinho de paciência porque a prova é para todos. A etapa foi muito boa. Gostei bastante. Que venha mais, amanhã”, disse Tomás Paulo. 

“Beto” Borrego quer continuar a fazer história

O prólogo na categoria dos SSV foi o mais renhido de todas as incluídas na bp Ultimate Baja Portalegre 500. Roberto “Beto” Borrego e Domingos Cunha, em Polaris RZR Pro R, venceram por apenas 0,3 segundos. O resultado neste primeiro desafio terá servido de tónico e o piloto de Ponte de Sor voltou a ser o mais forte no setor da tarde. Chegou ao final do dia com 53,9 segundos de vantagem sobre Tiago Guerreiro e Carlos Paulino, que competem com um carro igual. 

“O balanço do primeiro dia é positivo. Não arriscámos muito. Adotámos um ritmo forte e constante. Não queríamos abusar nesta etapa. Amanhã é que é o dia principal. O carro está excelente. A equipa fez um ótimo trabalho. Estamos todos de parabéns. Não acho que estivesse muito duro. Nós e a máquina sofremos mais quando há lama. Eu sou um fã de piso seco e, por isso, para mim estava excelente. O nosso objetivo é vencer e atingir um resultado ainda melhor em Portalegre que são as dez vitórias”, afirmou Roberto “Beto” Borrego. 

Ainda nesta categoria, os líderes do campeonato, Pedro Antunes e Nuno Batalha (Polaris RZR Pro R) ocupam a terceira posição, a 1m04,2s dos líderes. 

Muitas competições em simultâneo

No primeiro dia de corrida na 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500, houve inúmeros motivos de interesse para os adeptos do todo-o-terreno seguirem. Além das categorias já referidas, na zona do prólogo realizaram-se diversas corridas da Mini Baja. Mais de meia centena de jovens pilotos, com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos, discutiram os melhores lugares, sempre com o respeito pelo próximo e o desportivismo como princípios orientadores da participação na competição. 

Nos automóveis, para comemorar as 40 edições da clássica alentejana, vários clássicos e carros do Troféu UMM apresentaram-se à partida. Entre os primeiros, Pedro Correia da Silva e Luís Resende, em Toyota Land Cruiser, terminaram na frente da classificação, enquanto na prova exclusiva do modelo português, João Couto e João Santos são os melhores. 

Amanhã, o dia volta a ser preenchido. A competição começa bem cedo, logo às 7h50, com as primeiras motos a arrancarem para o setor seletivo do dia. As categorias Promoção e Hobby serão as primeiras em ação e abrem caminho para os concorrentes que fazem a distância completa. No total, serão mais de 270 quilómetros contra o cronómetro. Nos automóveis, haverá dois setores seletivos para percorrer. O vencedor será conhecido ao cabo de praticamente 360 quilómetros. 

Com colaboração do Ganinete de Impressa da Baja Portalegre 500

Rally de Portugal sai do WRC 2027 e Portugal perde retorno de cerca de 200 M€

10 October 2026 at 12:03

ACP cancela na totalidade a realização da mítica prova que voltou ao WRC em 2007 no Algarve

O Rally de Portugal vai ficar fora do Campeonato Mundial de Rallyes (WRC) em 2027 e a próxima edição da prova foi cancelada para outro qualquer campeonato, nacional ou europeu.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) atribuiu a decisão a uma alteração de última hora promovida pelo promotor do campeonato – grupo francês Cosmobilis -, afastando qualquer relação com os incidentes registados na edição de 2026.

“O Rally de Portugal não se vai realizar em 2027”, confirmou o ACP à Agência Lusa, admitindo o regresso da prova ao calendário WRC em 2028, porém, a organização garante ainda que a exclusão não está relacionada com questões financeiras nem com a mudança prevista do centro nevrálgico da prova, de Matosinhos para Viseu.

O ACP esclarece que a alteração do calendário teve como objetivo tornar o WRC “geograficamente tão diverso e intercontinental quanto possível”, acabando por afetar o Rally de Portugal, que se realizaria entre 13 e 16 de maio, tendo como base a cidade de Viseu.

A organização rejeita também a existência de indemnizações, explicando que, apesar dos contratos estabelecidos, os calendários são ratificados anualmente pelo promotor e pela Federação Internacional do Automóvel.

Prova portuguesa é fundadora do Mundial de Rallyes

A prova portuguesa, uma das fundadoras do Campeonato do Mundo de Rallyes, integrou o WRC desde 1973, com exceções em alguns anos, e regressou ao calendário em 2007, de forma mais regular, tendo então como base o Algarve.

Rally de Portugal 2009

Saliente-se que, esta será apenas a segunda vez desde a primeira edição, em 1967, que o Rally de Portugal não se realiza, depois do cancelamento de 2020 devido à pandemia de Covid-19.

Recorde-se que a primeira temporada WRC contou com 13 provas, sendo cada uma realizada num país ou território diferente, no caso, no Mónaco (Rally de Monte Carlo), Suécia (Rally da Suécia), Portugal (Rally de Portugal), Quénia (Safari Rally), Marrocos (Rally de Marrocos), Grécia (Rally da Acrópole), Polónia (Rally da Polónia), Finlândia (Rally dos 100 Lagos/Rally da Finlândia), Áustria (Rally dos Alpes Austríacos), Itália (Rally de Sanremo), Estados Unidos (Rally Press-on-Regardless), Reino Unido (Rali RAC) e França (Tour de Corse / Rally de Córsega).

Portugal perde cerca de 200 milhões de euros

O Automóvel Club de Portugal lamenta o impacto da decisão para o país e recorda que o estudo realizado em 2025 apontou para um retorno superior a 193 milhões de euros para a economia nacional através da realização do Rally de Portugal.

Carlos Barbosa (Foto: ACP – Arquivo)

Apesar de não se ter disponibilizado para prestar declarações, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, partilhou com a Agência Lusa, em resposta por escrito, que “um sentimento de grande surpresa e de choque, do qual resultou uma sensação clara de frustração” com este desfecho.

No calendário WRC para 2027 divulgado na passada semana pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelo Promotor Cosmobilis, o Rally de Portugal é a única prova a ficar de fora em relação a este ano, enquanto que o calendário é alargado de 13 para 15 provas, entrando os Estados Unidos e o Reino Unido, reentrando a Arábia Saudita – que não se realizou este ano -, como jornada de encerramento.

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