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Trump vuelve a criminalizar a inmigrantes en intento de animar a votantes republicanos
Organizações promovem ação de empregabilidade para refugiados
Na Venezuela, ele era marceneiro profissional, mas teve que vir para o Brasil por causa de um problema de saúde de sua esposa. E enquanto a oportunidade de emprego não aparece, eles vão vendendo artesanato.
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Para buscar uma oportunidade melhor de vida no Brasil, na manhã deste sábado (17) eles participaram de uma ação que oferece cursos, apoio e vagas de emprego para refugiados e migrantes.
Refugiados e migrantes de 23 nacionalidades participam, no centro de São Paulo, da ação Conexões que Transformam - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Chamada de Conexões que Transformam, o evento foi promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation, e ocorreu durante todo o dia na Aliança Brasil Cidadã, no centro da capital paulista.
Assim como Victor e Morelba, outros 136 migrantes e refugiados, de 23 países, se inscreveram para participar da atividade, com workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisões de currículos com tradução para o português, apoio a documentações e vagas de emprego.
“Estou buscando maneiras de empreender, de abrir uma microempresa”, disse Victor, que foi até o local para buscar ajuda com ideias e dicas sobre como ele poderia montar um negócio no Brasil.
“Aqui se encontra muito apoio ao imigrante, a imigrantes de todos os países do mundo. Essa é uma ideia muito boa e que poucos países têm”, acrescentou.
Em entrevista à Agência Brasil, a líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil, Maria Helena Santuche, informou que 70% dos refugiados e migrantes que participaram da ação promovida neste sábado estavam desempregados. E mais da metade deles têm o desejo de empreender no Brasil.
“A maior parte dessas pessoas quer empreender, mas elas não têm muita ideia ainda [em como fazer isso], porque justamente esse é um empreendedorismo por necessidade, não por oportunidade”, explicou.
“Um dos objetivos principais [da ação] é possibilitar que esses refugiados que estão no nosso país trabalhem ou façam as adequações necessárias da sua documentação e para que estejam com seus currículos preparados e atualizados”, ressaltou Flavio Simonato, diretor de Pessoas da Konecta Brasil.
“Estamos realizando palestras também sobre mercado de trabalho para orientar essas pessoas sobre como nosso mercado de trabalho funciona e como elas vão ter sucesso na busca de emprego e, lógico, trazendo também oportunidades de emprego. Além disso, conseguimos doações e vamos doar cestas básicas e brinquedos para as crianças”, disse.
Evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo para imigrantes e refugiados - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Segundo Eliane Franco Figueiredo, co-fundadora do Grupo Mulheres do Brasil e líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes, os refugiados e migrantes que se inscreveram para a ação são principalmente da Venezuela, Congo e Haiti.
“A gente tem médicos aqui, por exemplo, que não podem exercer sua profissão aqui [no Brasil] porque a validação de diploma demora muito. Então, [nesse local] estamos fazendo todo esse tipo de ação para a empregabilidade e de capacitação para o trabalho”.
Refugiados
Segundo Vivian Holzhacker, associada de Soluções Duradouras do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de um milhão de pessoas refugiadas ou em situação de necessidade de proteção internacional vivem no Brasil atualmente.
“Elas vêm de mais de 160 nacionalidades, mas as principais são Venezuela, Cuba e Haiti. E tem um número relevante, principalmente aqui em São Paulo, de pessoas que têm vindo, por exemplo, do Afeganistão, Irã, Síria e Palestina, devido aos conflitos dos últimos anos”, disse.
“Essas pessoas muitas vezes trazem muitas experiências. Muitos têm formação e muita experiência no seu país de origem, mas chegam aqui e precisam se reinventar”, disse à Agência Brasil.
Quando chegam ao Brasil, essas pessoas têm acesso garantido a políticas públicas como educação e saúde. Mas, segundo Vivian, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados por elas.
“O idioma é a primeira barreira para todas essas pessoas porque pouquíssimos países falam português. E, depois, existe uma urgência para trabalhar. Eles não têm uma rede de apoio, não têm moradia, então existem vários desafios. Muitas vezes as pessoas têm diploma de nível superior, mas acabam trabalhando no emprego que aparece, naquilo que elas conseguem [encontrar aqui no Brasil]”.
Uma outra dificuldade encontrada por esses refugiados é com relação à documentação.
“A pessoa que sai do seu país com urgência, fugindo de uma perseguição ou de uma guerra, nem sempre tem tempo de se organizar, de organizar todos os seus documentos ou de traduzir esses documentos. Esse também é um grande desafio”, destacou.
Por isso, reforçou Vivian, ações como essa que estão sendo realizadas em São Paulo são importantes para ajudar na empregabilidade desses refugiados.
“Aqui elas podem melhorar o seu currículo ou adequá-lo ao formato que é exigido aqui no Brasil. Elas também podem fazer entrevistas e ter acesso a empregos. E também podem fazer algumas capacitações ou aprender algumas ferramentas que possam ser importantes para elas acessarem o mercado de trabalho ou serem empreendedoras”.
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Ajuda
Os migrantes ou refugiados que vivem no Brasil e que não conseguiram participar da ação de empregabilidade neste sábado em São Paulo podem buscar outras formas de se colocar no mercado de trabalho.
A Acnur, por exemplo, disponibiliza a plataforma Help para ajudar a essas pessoas a atualizarem sua documentação ou buscarem informações sobre trabalho e renda.
“Nessa plataforma elas podem fazer uma seleção por estado e município e ver quais são as organizações que podem atendê-la”, explicou Vivian.
Outra possibilidade é procurar a Aliança Brasil Cidadã, onde são oferecidos cursos de capacitação.
“Nós temos um Instagram bem robusto e os próprios migrantes refugiados trocam informações por lá”, sugeriu Sidnea Evangelista, vice-presidente da Aliança Brasil Cidadã.
“E aqui nós temos cursos abertos o ano todo como de informática, inteligência artificial e manicure. Eles podem se inscrever gratuitamente para fazer esses cursos”.
Também é possível buscar informações por meio das redes sociais do Grupo Mulheres do Brasil ou pelo e-mail refugiados@grupomulheresdobrasil.org.br ou por meio das redes sociais da Konecta Brasil.
Gonzalo Fanjul: “La migración es la mejor noticia que puede recibir la sociedad”
El camino a las urnas se abre en España con un elefante atravesado en medio: la migración. Si se trata de vivienda, se tratará de migración; si de sanidad y educación, de migrantes; y jalonando todo el trayecto estará la crisis de Ceuta, que a buen seguro impedirá cualquier debate propositivo. Es improbable que la derecha suelte ese hueso que tanto rédito electoral le proporciona en todo el mundo, la clave está en el modo que elija la izquierda para encarar el asunto. Sobre todo ello habla Gonzalo Fanjul (Oviedo, 55 años), director de Investigaciones de la Fundación Por Causa, que busca un nuevo tratamiento para el desplazamiento de las poblaciones. Este economista opina que la mejor fórmula para abordar la migración es el orden, pero no solo mediante controles fronterizos, sino un sistema de gobierno que ordene el empleo y el bienestar de los migrantes, porque de lo que no le cabe duda es de que son fundamentales en las sociedades que les acogen: la demografía manda. El libro que acaba de publicar tiene un titular elocuente, Contra las fronteras, editado en los Cuadernos Anagrama, donde disecciona con brevedad y claridad expositiva el momento y las soluciones al elefante que se ha cruzado en la política, la economía y la sociedad.
4.400 mortes de crianças migrantes: número é maior, diz ONU

© SHAHZAIB AKBER/EPA
Polícia Marítima resgata 34 migrantes em operação de busca e salvamento na Grécia
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Os elementos da Polícia Marítima resgataram ao final da tarde de ontem, 12 de outubro, 34 migrantes, 21 homens e 13 mulheres, que se encontravam a bordo de uma embarcação a cerca de 7,5 milhas náuticas (aproximadamente 14 quilómetros) a sul da ilha de Gavdos, na Grécia, no decorrer da missão “Joint Operation (JO) Greece 2026”.
Na sequência de um pedido de intervenção das autoridades gregas, foi intercetada uma embarcação, tendo sido resgatadas 34 pessoas, 21 homens e 13 mulheres, alguns dos quais apresentavam sinais de hipotermia.
Os migrantes foram posteriormente transportados para o porto de Karave, onde aguardaram as autoridades competentes.
A Polícia Marítima encontra-se integrada na missão “Joint Operation (JO) Greece 2026”, coordenada pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), em apoio à Guarda Costeira helénica, contribuindo para a vigilância da fronteira marítima externa da União Europeia e para a resposta operacional a situações que coloquem em risco a vida humana no mar.
45 migrantes resgatados ao largo de Gavdos

© © RUI MANUEL FARINHA / LUSA/LUSA
Polícia Marítima resgata 45 pessoas em operação na Grécia

© YANNIS KOLESIDIS/EPA
Migrantes mortos em naufrágio no Djibuti sobem para 139

© TOLGA BOZOGLU/EPA
109 migrantes mortos e 116 desaparecidos em naufrágio

© FLAVIO GASPERINI / SOS MEDITERRANEO / HANDOUT/EPA
Polícia Marítima portuguesa resgata migrantes na Grécia

© CARLOS BARROSO/LUSA
Embarcação com 53 migrantes intercetada em Lanzarote

© ADRIEL PERDOMO/EPA