A iniciativa teve como objetivo sensibilizar para o cancro da mama, reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e demonstrar apoio a quem enfrenta a doença.
Alda Claudino, fundadora e presidente da Associação Borboletas aos Montes, referiu à VTM que a iniciativa contou com cerca de 350 inscrições e permitiu angariar fundos para apoiar mulheres que enfrentam a doença.
“O objetivo desta caminhada é sensibilizar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e angariar fundos para continuar a ajudar as mulheres que estão a passar por esta experiência que é o cancro da mama”, explicou Alda Claudino, sublinhando que a sensibilização continua a ser uma das principais prioridades da associação.
A iniciativa permitiu angariar 2.600 euros, revelou Alda Claudino, salientando que “cada um dá o que pode” e que o mais importante é participar e sensibilizar para a causa.
Durante o mês de outubro, a associação promove ainda outras caminhadas de sensibilização, em Vila Real, Murça e Boticas. Está também prevista uma missa de homenagem às mulheres, de agradecimento pela saúde e de memória das que já partiram.
O presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, disse à agência Lusa que o bloqueio visa a interrupção dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e admite que se trata de uma necessidade de “escalar a resistência” perante a falta de respostas e da “inflexibilidade do Governo em escutar” as reivindicações da população.
Numa entrevista por telefone, disse que cerca de 30 populares se juntaram esta manhã para impedir que a Savannah Resources prossiga com os trabalhos e frisou que os “terrenos, quer baldios, quer particulares, são da população”.
Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.
Nélson Gomes afirmou que é “preciso fazer resistência ao projeto” e lembrou que a luta contra a exploração mineira se faz há praticamente 10 anos, com “muito prejuízo” para a vida de quem se opõe à mina.
“Mas nós sempre dissemos que não vamos desistir, a luta continua e cada vez a escalar mais, porque quando as entidades não nos respondem, não querem saber de nós, quando o Governo ignora completamente as preocupações da população, a vontade da população, não faz sentido”, sublinhou.
Acrescentando que este é um projeto “que põe em risco a qualidade de vida das pessoas, o meio ambiente, as águas.
“Portanto, este projeto tem tudo para dar errado. Nós não concordamos, não concordamos, não aceitamos”, garantiu.
O presidente da UDCB apontou à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “entidades que deviam fiscalizar o projeto e que não respondem às questões” que têm sido feitas, nomeadamente da desmatação que ocorreu fora o período autorizados e a retirada de água dos ribeiros.
Isto, frisou, “numa altura em que a água é escassa” e que até já há ribeiros que secaram.
“O Governo não se manifesta, está caladinho (…). Portanto, nós estamos a ser ignorados completamente. É um Governo que está a passar por cima da população, não faz sentido, nós somos portugueses como os outros, temos os mesmos direitos, portanto temos o direito de defender aquilo que é nosso”, sublinhou, realçando que esta é uma região classificada como Património Agrícola Mundial e que “agora estão a permitir que a Savannah venha a destruir esta zona”.
E apontou ainda aos “cerca de 10 projetos mineiros e pedidos de prospeção só na região do Barroso”.
O projeto mineiro em Covas do Barroso foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.
A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.
O coordenador do BE visitou Covas do Barroso ouviu a população para perceber o ponto de situação sobre o projeto de exploração de lítio.
À chegada, o coordenador do BE assumiu que o processo coloca em causa a relação da população com o território. Para José Manuel Pureza, a transição energética não deve ser feita à custa das comunidades locais. “Não pode haver regeneração ambiental contra as pessoas. As pessoas estão primeiro”, afirmou, acrescentando que “neste caso, o que temos tido é um poder político forte com os fracos e muito fraco com os fortes”.
O coordenador do Bloco de Esquerda criticou igualmente aquilo que considera ser uma utilização desadequada das forças de segurança no contexto do projeto. “O poder político tem-se comportado com as pessoas de Covas do Barroso de uma maneira autoritária”, disse José Manuel Pureza aos jornalistas, apontando que um outro “pormenor que acrescenta escândalo a isto”, é que a “Guarda Nacional Republicana tenha prestado serviços a uma empresa para policiar aquilo que é um perímetro de atuação da servidão administrativa que vai muito para lá daquilo que alguma vez foi”.
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The British-Portuguese Chamber of Commerce (BPCC) is organising an on-site visit to Savannah Resources’ Barroso Lithium Project in northern Portugal on October 27, giving members an opportunity to learn more