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Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

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A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

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“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

Confira as principais propostas dos presidenciáveis para educação

Perfil

Estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a paulista de 25 anos, nascida em Itapevi e criada em Praia Grande, assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025–2027. 

Bianca Borges iniciou a trajetória no movimento estudantil aos 14 anos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde ocupou o lugar de representante de sala e, junto com colegas, fundou um grêmio.

Formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Ela presidiu ainda a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), na qual liderou a resistência às propostas do governador Tarcísio de Freitas de privatização e militarização do ensino público estadual. Além disso, integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Confira os principais trechos da entrevista com a presidente da UNE:

Agência Brasil: O que explica a decisão da UNE e de organizações estudantis de voltar às ruas neste momento? Quais acontecimentos impulsionaram essa mobilização?

Bianca Borges: Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco. A eleição do Flávio Bolsonaro representa a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, que é contra a educação, um governo de retirada de direitos e de retrocesso. Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim.

Nos levantamos na campanha O Petróleo É Nosso, em defesa da soberania e em defesa dos recursos naturais do Brasil. Enfrentamos a ditadura militar, construímos as Diretas, depois o Fora Collor, o Fora Temer, o Fora Bolsonaro. E agora a gente está na rua porque a eleição do presidente Lula representa, neste momento, algo indispensável para o futuro do Brasil como o país que a gente quer construir. O bolsonarismo não é um inimigo abstrato, é um inimigo muito concreto. A gente viveu quatro anos de enfrentamento sob esse governo e a gente não aceita que eles voltem ao poder.

Agência Brasil: Você avalia que há uma relação do momento atual com a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar?

Bianca Borges: Com certeza. Nós, inclusive, tivemos um ato no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 [de outubro de 2026], que foi muito bonito, da Candelária à Cinelândia. Alguns dos presentes, que fizeram parte de outras gerações do movimento estudantil e da política, disseram que havia ali tanta gente quanto na Passeata dos 100 mil. Nas nossas falas ali, reverenciamos esse momento, reverenciamos Edson Luís - um dos nossos mártires e símbolo da luta dos estudantes brasileiros contra o autoritarismo, pelos direitos, pela educação. É um momento em que a nossa indignação se converte nesses protestos que têm tomado o país.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 7/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula, no centro da cidade - Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quem está participando dos atos? A UNE percebe uma mudança no perfil dos estudantes mobilizados ou na disposição da juventude para participar da política?

Bianca Borges: Esse nosso levante começou pelas universidades. Logo na segunda-feira, depois da divulgação do resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF [Universidade Federal Fluminense], em Niterói, que na verdade ia ser uma assembleia para os estudantes organizarem sua campanha de apoio ao presidente Lula, suas ações para virar voto, mas a coisa ganhou proporções. Apareceram mais de mil estudantes para a assembleia, ela não coube dentro do auditório da faculdade, então a turma saiu para rua. Na rua, mais milhares de pessoas se juntaram e nós vimos ali a primeira fagulha do que seria esse grande movimento que se desencadeou desde o domingo passado.

O protagonismo e a maioria dos estudantes são universitários, organizados pelos seus centros acadêmicos, pelos diretórios centrais de estudantes, mas também temos tido a feliz surpresa da iniciativa e mobilização dos estudantes secundaristas. Esse ato da Candelária que eu dizia, por exemplo, foi uma convocação inicialmente feita pelos estudantes do Colégio Pedro II, um colégio federal do Rio de Janeiro.

Os grêmios também têm se somado a esse processo. Para nós, é fundamental a gente unir forças e acredito que temos sido bem-sucedidos nisso e em demonstrar essa força nas ruas. Na terça-feira [13], aqui em Brasília, a gente fez uma manifestação muito grande, como há muito não se via nessa cidade, com a sua maioria de estudantes, mas agora com outros setores da sociedade, da classe trabalhadora se somando a nós e isso é imprescindível.

Agência Brasil: Quais são as principais reivindicações que mobilizam os estudantes hoje?

Bianca Borges: Pouco depois que [Jair] Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, uma das primeiras medidas que ele apresentou para educação foi o Future-se. Era um projeto que nós considerávamos que atacava o caráter público da universidade e que desvirtuava a universidade pública como nós a conhecemos, formada por esse tripé ensino, pesquisa, extensão, que mantém a universidade como um espaço de pensamento crítico, um espaço de emancipação e também de formação acadêmica e profissional, mas com um papel que vai muito além disso.

A universidade tem um papel fundamental para a formação cidadã, para o engajamento político, inclusive. E essa turma [aliada a Jair Bolsonaro] sempre apontou seus canhões para as universidades. Nós já denunciávamos ali o que o futuro se representava.

As falas do [Jair] Bolsonaro chamando centros acadêmicos de ninho de rato, a nomeação de mais de 18 reitores interventores, ou seja, reitores que não ficaram em primeiro lugar na eleição pela comunidade universitária. Essas são algumas das manifestações dessa agenda antidemocrática na educação e que avança sobre os estudantes, coisas que nós já vivemos, já enfrentamos, mas não queremos ter que enfrentar novamente. É por isso que a gente está na rua pela virada com o presidente Lula.
 

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Museu da República, na capital federal - Foto: Walter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais propostas e posições políticas de Flávio Bolsonaro levam a UNE a considerar que sua candidatura representa riscos para a democracia e os direitos sociais?

Bianca Borges: O Flávio pouco tem debatido a educação, porque esse não é o centro da preocupação deles. O centro da preocupação deles é privar as escolas e as universidades da possibilidade de desempenhar seu pleno papel como instituições de ensino. Mas, entre as medidas que já estão anunciadas, o “tesouraço” aos direitos sociais e à educação é algo que muito nos preocupa.

As nossas universidades sofrem por um subfinanciamento, que já se estende por mais de dez anos, que teve recomposições orçamentárias importantes neste último governo, mas corremos o risco de retroceder. O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela. Como a universidade vai desempenhar as suas atividades sem ter condições de pagar bolsas para os seus estudantes de baixa renda, sem ter laboratórios em boas condições?

Agência Brasil: Quais seriam as consequências para as universidades públicas e a assistência estudantil?

Bianca Borges: Uma das poucas coisas que o Flávio falou sobre a educação e sobre educação superior, especificamente, e uma das coisas mais polêmicas é a transferência da gestão das universidades federais. Ele tiraria do MEC [Ministério da Educação] e colocaria no MCTI, no Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que tem um orçamento infinitamente inferior ao MEC. Ele anunciou essa medida dizendo que era necessário aproximar as universidades do setor produtivo.

Nós defendemos as universidades no centro de um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, nós achamos que elas precisam estar conectadas às demandas produtivas do país também. Mas, da maneira como ele coloca, está claro que ele quer uma universidade que trabalhe exclusivamente voltada aos interesses do mercado. E isso nós não aceitamos. A universidade brasileira é muito mais do que isso.

Agência Brasil: O que a UNE entende por fascismo no contexto brasileiro atual? Quais características do bolsonarismo justificam o uso desse termo?

Bianca Borges: O autoritarismo. E, por autoritarismo, eu quero dizer a deslegitimação da organização popular, das entidades que são representativas de setores populares, o desmonte da estrutura de participação social no governo federal - que foi retomada agora no governo do presidente Lula. A própria criminalização da organização política do movimento estudantil, o incentivo à violência política, que muitas vezes escalona e se torna violência física por parte dos seus asseclas, por parte dos seus apoiadores.

Desde que se iniciou essa mobilização nas nossas universidades, diversas universidades sofreram ameaças de incêndios criminosos através das redes sociais. Isso para nós é muito grave. A sede da União Nacional dos Estudantes na Praia do Flamengo foi incendiada no dia 1º de abril de 1964, no dia do golpe [que instaurou a ditadura militar no Brasil].

Tem dois incêndios na Universidade Federal de Pernambuco que estão sob apuração, a gente não pode afirmar se eles foram criminosos ou não, mas fato é que eles aconteceram depois do recebimento dessas ameaças pelas universidades e pelas entidades estudantis. Esses são exemplos bem evidentes do autoritarismo, do espírito antidemocrático, do fascismo que, infelizmente, é o instrumento dessa turma para chegar ao poder e para construir o Brasil em que eles acreditam.
 

São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE
Presidente da UNE, Bianca Borges - Foto: Karla Boughoff/UNE

Agência Brasil: Por que a UNE decidiu apoiar Lula?

Bianca Borges: O apoio ao presidente Lula, neste momento, representa a possibilidade de a gente barrar a chegada mais uma vez do bolsonarismo ao poder no Brasil. O bolsonarismo representa a violência política, o ódio, a antidemocracia, uma saída autoritária. Nós entendemos que a eleição do presidente Lula representa a possibilidade de seguir fortalecendo a democracia brasileira e seguir fortalecendo a nossa soberania.

O projeto do Flávio, além de fascista, é um projeto completamente entreguista. Ele já falou que colocará sua equipe de transição e seu governo a serviço dos Estados Unidos, já anunciou que quer entregar para o Trump e para as mineradoras americanas as nossas terras raras, que são o petróleo do século 21, como nós temos dito. Esse é um projeto em que nós não acreditamos. Nós acreditamos no fortalecimento de um Brasil democrático e soberano.

Agência Brasil: O que está em jogo nessa eleição para os estudantes e por que a entidade considera esse apoio necessário, embora haja críticas ao governo Lula?

Bianca Borges: Nós avançamos muito nos últimos anos, queremos avançar mais, mas sabemos que esses avanços só serão possíveis sob o governo Lula - dado o cenário a que a gente chegou agora na porta do segundo turno das eleições -, porque é um governo que acredita na educação e que ampliou de maneira sem precedentes na história as universidades federais, os institutos federais, as oportunidades de acesso ao ensino superior.

Contradições existem nesse processo, mas fato é que o governo Lula foi o que mais avançou na educação brasileira, especialmente na educação superior. E é por isso que nós acreditamos que o caminho para avançar é por aí. Sob um governo Flávio, a gente sequer teria legitimidade para protestar, para reivindicar por aquilo que a gente acredita.

Agência Brasil: Que compromissos ainda faltam em relação às universidades, à assistência estudantil e à permanência dos alunos?

Bianca Borges: A consolidação do Plano Nacional de Assistência Estudantil com orçamento robusto, porque existem hoje na universidade brasileira muitos estudantes de baixa renda que enfrentam imensa dificuldade para conseguir permanecer e estudam com dificuldade. [Defendemos] mais investimentos nas universidades públicas como um todo, tanto federais, mas nós temos defendido e estamos apoiando uma proposta de emenda constitucional na Câmara para que as universidades estaduais também recebam repasses do governo federal, para que tenham essa possibilidade de financiamento.

Nas universidades estaduais do Brasil, de um modo geral, existe um um subfinanciamento que é ainda mais grave. [Defendemos] avanços como a efetivação do investimento de 10% do PIB na educação pública, e uma maior fiscalização do ensino superior privado para garantir a sua qualidade.

Agência Brasil: O que a UNE diria aos jovens que não se identificam com nenhum dos candidatos e não acreditam que a política institucional seja capaz de responder às suas necessidades?

Bianca Borges: Esse tem sido nosso principal desafio: encantar os que não estão encantados com a política e com as possibilidades que se colocam. Eu acho que de maneira justa existem muitas insatisfações entre a juventude, mas o caminho para a gente efetivar os direitos é participar de uma luta coletiva.

[Precisamos] ver qual é o governo que teve compromisso em abraçar bandeiras populares, como é o fim da escala de 6x1, para melhorar a vida da classe trabalhadora, qual é o governo que criou o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes que ainda estão no ensino médio, qual é o governo que deixa um legado de transformações para juventude. Tem gerações que se desconectaram disso, porque são gerações já posteriores, mas pense só o que era a universidade brasileira há 20 ou 30 anos. A gente tinha uma universidade muito mais restrita do que a gente tem hoje.

Só foi possível [ampliar o acesso] porque tivemos governos que apostaram que os estudantes mais pobres poderiam acessar a universidade brasileira. Eu coloco a universidade e educação aqui com centralidade nessa resposta, porque é o nosso principal passaporte para o futuro, para uma vida mais digna. Em um país como o Brasil, a educação ainda é sinônimo de dignidade, de poder viver uma vida melhor, proporcionar uma vida melhor para nossa família.

A educação para nós é central, mas a juventude também está muito ligada nas lutas da classe trabalhadora. A pauta pelo fim da escala 6x1 contagiou a sociedade, contagiou muito a juventude.

Agência Brasil: Como a UNE pretende manter a mobilização para além do período eleitoral?

Bianca Borges: O caminho para que as mobilizações sejam longevas, com certeza, é a organização dos estudantes no movimento estudantil, que sigam participando, assim como estão participando intensamente agora nas assembleias dos centros acadêmicos, dos diretórios centrais dos estudantes, que sigam se organizando permanentemente, porque o nosso desafio não vai acabar no segundo turno.

Independentemente do resultado eleitoral, seja com Flávio Bolsonaro, em que nós teremos que resistir muito em defesa da democracia e em defesa dos nossos direitos, seja com a reeleição do presidente Lula, que nos levará a um cenário de luta pelas nossas reivindicações, a nossa batalha com certeza não termina no dia 25 de outubro. Que o movimento estudantil siga amparado por ampla maioria dos estudantes, como está sendo agora, e que a maioria dos estudantes se veja no movimento estudantil, com certeza, é o caminho para que nós sejamos vitoriosos e sejamos longevos nessas mobilizações.

** Em pronunciamentos e entrevistas, o candidato Flávio Bolsonaro tem dito que irá investir em educação e manter o piso constitucional para a área. No programa de governo, ele propõe a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Russia still parks its best bombers in the open. Ukraine has spent a year knocking out the air defenses that were supposed to protect them

16 October 2026 at 22:50

russia's secret aviation report fighter jet clipped its own shelter gate 500 kg bomb fell takeoff helicopter came home printer-paper-sized hole nine engine failures three weeks · post russian su-34

  • An overnight raid by the Ukrainian navy reportedly destroyed four Russian air force Sukhoi Su-34 fighter-bombers
  • A barrage of Long Neptune cruise missiles struck the parked aircraft at a base in western Russia
  • Observers blamed poor airfield procedures, and also lamented a lack of air defenses

Overnight on 14 and 15 October, the Ukrainian navy fired a clutch of Long Neptune cruise missiles at Borisoglebsk air base in Voronezh, in western Russia some 260 km from the border with Ukraine.

The results were devastating. The ground-launched Neptunes struck the tarmac where six Russian air force Sukhoi Su-34 fighter-bombers were parked nearly wingtip to wingtip in uncovered positions.

Satellite imagery from the morning of 15 October depicted piles of smoldering wreckage. The navy said it hit all six jets. Ukrainian President Volodymyr Zelensky said four Su-34s were destroyed and a further two were damaged. "I thank the warriors of the Ukrainian navy for their precision!" he wrote.

The jets, he said, were loaded with aerial bombs and ready for new strikes on Ukraine. An analyst reading the imagery counted wreckage of two to four aircraft and two empty spots where damaged jets had been moved.

An Airbus Pléiades satellite image from 11 October, four days before the strike, showed the six Su-34s on open aprons. Next to them were structures that the Russian independent outlet Istories said looked like anti-drone nets or their frames. Nets can snag a small drone. A cruise missile goes through.

At roughly $50 million apiece, by the Ukrainian Air Force's estimate, the four destroyed jets alone cost Russia some $200 million. The twin-engine, two-seat, supersonic Su-34 is the Russian air force's best fighter-bomber. Almost every day, Su-34s lob KAB precision glide bombs at Ukrainian troops and civilians.

🔻 Satellite images of 🇷🇺 Borisoglebsk Air Base as of October 15, 08:25 UTC

On the night of October 15, several Su-34 were destroyed at Borisoglebsk Air Base. pic.twitter.com/3ZNBWhU6UD

— AviVector (@avivector) October 15, 2026

In nearly 56 months of hard fighting in Russia's wider war on Ukraine, the Russians have now lost no fewer than 37 Su-34s destroyed, with several more damaged, by open-source counts. Sukhoi continues to deliver new Su-34s in small batches, the latest handed over on 7 October, helping the Russians sustain their overall inventory despite heavy losses.

They've still got plenty of Su-34s, but that doesn't mean the Russians shouldn't worry. As long as they're parking warplanes out in the open within range of Ukraine's best deep strike munitions, those planes are vulnerable to attack. Russia's air defenses are spread too thin to intercept every Ukrainian munition.

Satellite imagery showing the aftermath of a Neptune missile strike on six Su-34 fighter-bombers at Borisoglebsk Airfield.

Coordinates: 51.36315, 42.18560 pic.twitter.com/7TNpxGIaB0

— Dnipro Osint (@GarbuzYe) October 15, 2026

The strike may also hit the Russian air force's training pipeline. Borisoglebsk air base is home to the 160th Aviation Training Regiment. The regiment operates Yakovlev Yak-130 trainers for more basic flight training plus—for more advanced training—front-line combat aircraft including Su-34s, Sukhoi Su-35s, and Sukhoi Su-30s.

Russian bloggers are aghast, according to a round-up of posts on Russian social media by analyst ChrisO_wiki. "How is it that, four years after the start of the Special Military Operation, there are no protective structures for aircraft at airfields located within range of Ukrainian air strikes?" blogger Ramsay wrote. "And where did the billions of rubles allocated for their construction go?"

"Much can be said about the need to build a sufficient number of concrete shelters at all airfields," blogger Vladimir Romanov pointed out. "Reality shows that, to date, sufficient measures have not been taken."

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Close parking

Ramsay asked why the Su-34s were concentrated in one area, apparently so that ground crews could quickly service all of them with a single ground power unit, a mobile generator that starts an aircraft's systems before flight. "How is it that the APA, a utilitarian piece of equipment, has become so scarce that it forces an entire group of combat aircraft to be parked in a single area, making them an ideal target for attacks?"

The best defense is an active one, however, the Fighterbomber channel stressed. "Protecting aircraft by the usual method of moving them out of the line of fire at such ranges from long-range strike systems won’t work here; the only way to defend against them is with a full-scale, echeloned air defense system—both ground-based and airborne."

1/ Russian warbloggers are furious at the news that a Ukrainian missile has destroyed between 4 and 6 Su-34 jets on the ground at a Russian airfield. How is it possible, they ask, that the Russian air force is still parking aircraft close together without protection? ⬇ pic.twitter.com/BrTvfCMRfH

— ChrisO_wiki (@ChrisO_wiki) October 15, 2026

Ukrainian planners know this. Which is why, for more than a year now, they've been systematically striking Russian radars, surface-to-air missile batteries, and mobile air defense systems. By March, Ukrainian forces were “collaps[ing] the layered defensive architecture that the Russian integrated air defence doctrine depends upon to function,” according to an in-depth investigation by Tochnyi.info.

The strikes on Russian air defenses—at least 492 of them between June and early March—are part of a carefully scripted plan. Destroying the right air defenses faster than the Russians can replace them has the effect of “facilitating strikes on more critical targets deep within Russian territory,” Tochnyi.info explained.

The critical targets include air bases such as Borisoglebsk and the expensive warplanes parked on its tarmac.

‘Wherever they set foot, blood flows’: Algeria severs diplomatic ties with UAE

13 September 2026 at 09:28

Announcing the severing of diplomatic ties with the United Arab Emirates (UAE) on Thursday, September 10, Algeria summoned the Emirati envoy and gave him 48 hours to leave the country.​

“Algeria has exercised a great deal of restraint and a high sense of responsibility,” despite the increasingly “provocative or hostile actions emanating from” the Gulf power, the North African country’s foreign ministry said in a statement.​

“Despite these numerous warnings, the United Arab Emirates continued to persist in these actions, which have reached limits where they can no longer be considered acceptable or tolerable within the framework of relations between two sovereign states, nor remain without a response.”​

Later that day, its defense ministry announced that the UAE’s military and civilian aircraft are banned from using Algerian airspace from Friday. The only exemption is for commercial civilian planes, which can continue to fly over Algeria until the existing contract expires at the end of the year.​

Algeria had already initiated the termination of the air services agreement with the UAE in February, when President Abdelmadjid Tebboune alleged attempted Emirati interference in its elections.​

Multiple Algerian media outlets aligned with the state have reported that the UAE has been supporting the Movement for the Self-Determination of Kabylia (MAK), a separatist group Algeria designated as a terrorist organization in 2021.​

Algeria and the UAE also find themselves on opposing sides on several fronts of international relations.​

Algeria aids Western Sahara’s liberation struggle; UAE backs Moroccan occupation​

The support for the national liberation struggle of Western Sahara, occupied by Morocco immediately after it won independence from Spanish colonialism, has been a central plank of Algeria’s foreign policy.​

In 2021, Algeria severed diplomatic relations with Morocco, accusing it of supporting the MAK in retaliation for Algerian support to the Polisario Front (PF), which is fighting for Western Sahara’s national liberation. But there is no equivalence between the PF and the MAK.​

The MAK, which has long had close links to Israel, largely operates from Europe and is based in France, Algeria’s former colonizer. The PF, on the other hand, is fighting for Western Sahara’s liberation, with its military operating in its liberated territory adjoining Algeria. The UN recognizes the PF as the sole representative of the people of Western Sahara, a country it lists among the last few pending decolonization.​

Read more: Western Sahara’s decolonization at a crossroads after 50 years of occupation​

Despite funding and arming the Moroccan occupation, the US had not officially recognized Morocco’s claim to sovereignty over Western Sahara until December 2020, when Morocco signed the Abraham Accords to normalize diplomatic relations with Israel.​

The first Trump administration, in turn, proclaimed that the US “recognizes Moroccan sovereignty over the entire Western Sahara territory” and went on to open a consulate in Dakhla, a major city in the occupied region.

​The UAE was a step ahead, setting a precedent before the American move by opening its consulate on the occupied land in November 2020, a month before Morocco normalized relations with Israel. The UAE had already normalized relations with Israel that September.

​In contrast, Algeria refuses to normalize relations with Israel until the Palestinians have secured their statehood. Algerian media often refers to the UAE as an “Israeli vassal”.

​“Wherever they set foot, blood flows”

​Algeria’s diplomatic break was foreseeable since at least July, when President Tebboune said in a thinly veiled reference to the UAE in a televised interview, “Wherever they set foot, blood flows… We want them to stay away, so that blood does not flow in our country.” He gave the example of Mali, Libya and Sudan.

​A month later, in August, the UN confirmed that the USD 50 million transferred to the Al Qaeda-affiliated JNIM in the form of ransom helped fuel its attack across Mali. A Reuters investigation identified the UAE as the source of this payment to JNIM. The group has also attacked its neighbors, Burkina Faso and Niger, both of which have followed in Mali’s footsteps by expelling French troops.

​Read more: Mali fights yet another wave of attacks on multiple cities by terror groups

The UAE’s supply of arms and mercenaries to the Libyan warlord General Khalifa Haftar, who has been fighting Libya’s UN-recognized government, is also well-documented in multiple UN reports since 2017.

Tebboune’s reference to “blood” flowing from Emirati interference is best demonstrated in war-torn Sudan, where the UAE is funding and arming the Rapid Support Forces (RSF), whose depopulation campaign in El Fasher had all the “hallmarks of genocide”, according to the UN.

Read more: RSF has burnt and buried tens of thousands of corpses in El Fasher, says Yale report

He added in the July interview that a “diplomatic break” with the UAE “would have happened long ago.” Algeria, he explained, had refrained only to avoid adding to the already existing divisions in the Arabic-speaking world.

When the break finally came on Thursday, the UAE’s foreign ministry said it hoped that it “will be temporary, in a manner that preserves the fraternal ties between the two brotherly peoples.”

In an apparent reference to the absence of explicitly stated reasons in Algeria’s statement, Anwar Gargash, the diplomatic advisor to the UAE’s president, Mohamed bin Zayed, said, “Diplomatic relations are managed through reason, communication, and clarity of interests, not through puzzles and signals that require decoding.”

He went on to preach that “successful diplomacy is built on clarity of positions, sound management of interests and differences.”

Gargash’s statement “is revealing above all for what it carefully conceals. Not a word about the actions of this arsonist, predatory state, which thrives on chaos wherever it sticks its nose in Yemen, Sudan, the DRC, Somaliland, and elsewhere,” retorted former Algerian diplomat, Amar Belani.

Describing the UAE as a “state that has made other nations’ instability its economic model,” Belani concluded his response, saying: “As for the lesson on ‘reason and clarity of interests’, Abu Dhabi would do better to reserve it for its partners in the Abraham Accords, with whom it shares complicity in the face of war crimes, crimes against humanity, and acts of genocide committed against the Palestinian people.” 

This sentiment against the UAE is not limited to the government or the ruling National Liberation Front (FLN), which led Algeria’s liberation struggle against French colonialism and has ruled since, except for a few years in the 1990s.

Mass protests erupted in 2019 against corruption and increasing economic capture by the military elite, strangling an economy already suffering under neoliberal austerity. This movement, known as the Hirak, forced the then president, Abdelaziz Bouteflika, a veteran of the FLN, to resign.

But even in these protests against the government and the ruling FLN, “Down with the UAE” and “No to the UAE in the country of martyrs”, were among the popular placards and slogans.

Woher kommt das Geld, mit dem Campact gegen die AfD vorgeht?

30 August 2026 at 15:38
Stellen wir uns mal folgendes vor: In einem Land wie Georgien, dessen aktuelle Regierung der EU und der Bundesregierung nicht gefällt, würde die Regierung NGOs mit Millionen finanzieren und diese NGOs würden dann bei Wahlen über mit ihnen verbundene Organisationen eine teure Kampagne mit Wahlaufrufen zugunsten der Regierungsparteien finanzieren. Und die Regierung würde auf Nachfragen […]

Tanti soldi all’Ucraina, ma l’Unione della difesa non c’è

28 July 2026 at 09:12

L’Unione europea ha fornito ingenti risorse all’Ucraina nella guerra con la Russia. Ma quel sostegno non si è tradotto in una politica e in un bilancio comune della difesa. Una speranza arriva dal gruppo dei “volenterosi”. L’Italia però non ne fa parte.

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