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O carro ‘voador’ de Elon Musk é para quem gosta de conduzir?

20 October 2026 at 10:00

Alguém escreveu na quinta-feira, após a apresentação do novo Roadster, que este carro serve para a Tesla mostrar do que é capaz. Provavelmente, tem razão. E, provavelmente, estava a falar dos avanços tecnológicos deste automóvel, nomeadamente propulsores semelhantes aos dos foguetões SpaceX.

Sem um veículo realmente inovador, não estaríamos aqui a falar deste carro. Sem a capacidade de dar espetáculo de Elon Musk também não. Porém, o Tesla Roadster não é só um automóvel nem é só show (sendo ambos). É alta-costura motorizada.

Conduzir o Rocket, que é o modelo mais exclusivo dentro dos modelos exclusivos do Roadster, não serve para chegarmos mais depressa a lado nenhum nem para ser transportados de forma mais cómoda. Chega a ser inútil tal é a falta de funcionalidade.

O que traz para a conversa também não é a possibilidade de conduzir um desportivo. Para isso há clássicos, e até novos modelos, como o Ferrari Luce, o primeiro elétrico da marca italiana, desenhado em São Francisco no estúdio de Marc Newson e Jony Ive.

A Ferrari está apostada em falar para uma nova geração de milionários, oriundos das tecnológicas, e a Tesla também.
A diferença é que, quando se fala em Silicon Valley, Elon Musk está a jogar em casa. Não é sobre utlidade, não é sobre condução, é sobre ter uma experiência de filme de ação.

Um carro que faz acrobacias, paira no ar e pousa envolto num nuvem de gás frio branco é para quem sonha protagonizar o Velocidade Furiosa dentro do carro do Regresso ao Futuro e viver para contar a história.

Portugal Fashion vai ter 2,67 milhões até 2028 para apoiar internacionalização da moda nacional

20 October 2026 at 07:08

O Portugal Fashion tem ‘luz verde’ para o seu plano de ação para a internacionalização da moda portuguesa até fevereiro de 2028, confirmou a diretora Mónica Neto ao ECO Avenida. A candidatura da organização da ANJE foi aprovada no âmbito do Portugal 2030 e contempla um investimento de 2.667.818,16 euros.

Desse valor, 85% correspondem a apoio público, o que representa cerca de 2,27 milhões de euros. Os restantes 15%, aproximadamente 400 mil euros, são responsabilidade da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) e dos parceiros estratégicos da organização. O projeto é apoiado pelo Sistema de Apoio a Ações Coletivas (SIAC) para a internacionalização, no âmbito do Compete 2030, com fundos da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

“Vamos ter novamente ações de internacionalização e o nosso Portugal Fashion Experience, também no início de julho do próximo ano”, refere Mónica Neto, lembrando que em setembro já foi possível marcar presença na semana de moda de Milão. Para os próximos meses, o plano prevê novas ações em Milão, Paris e Copenhaga.

“Queremos ser constantemente uma plataforma que identifica e acelera a entrada no mercado e há também uma ligação fundamental – e que tem que ser apoiada – entre designers e indústria. Aquilo que faz com que os mercados internacionais nos respeitem cada vez mais é também a eficácia, a sustentabilidade e a qualidade da nossa indústria”, frisa Mónica Neto.

Mónica Neto, diretora do Portugal FashionRicardo Castelo / ECO

A responsável lembra o caso de Gabriel Figueiredo, fundador da marca De Pino, um dos nove finalistas do prémio LVMH deste ano, e um dos designers que o Portugal Fashion está a acompanhar de perto. Fez recentemente uma apresentação internacional bem recebida pela imprensa e pela crítica, nota.

“Com o Gabriel, aquilo que está previsto é o apoio a um desfile uma vez ao ano. Pode haver algo mais pequenino na próxima estação, mas estamos a falar também de passos sustentáveis em relação àquilo que faz sentido para uma marca emergente”, adianta Mónica Neto.

Em 2026, o Portugal Fashion apoiou a realização do primeiro desfile de Ernest W. Baker, em Paris, já com a marca lançada e representada em concept stores de vários pontos do globo. “Eles são um caso de sucesso em alguns mercados, por exemplo na Coreia, e também este ano tivemos ali uma sinergia com uma loja na Coreia, o que realmente significa que ainda é possível reinventarmos aqui algumas estratégias e, acima de tudo, há aqui neste nosso ecossistema algo particularmente interessante para acelerar uma marca que tem como base a identidade e a criatividade, mas que depois também está muito assente nesta conexão com as fábricas“, refere Mónica Neto.

“As fábricas têm sido os verdadeiros parceiros de marcas como esta”, reflete Mónica Neto. “E o que o Portugal Fashion também tem tentado nos últimos tempos é que isso não fique tão escondido nos bastidores e venha um bocadinho mais para o storytelling e para a nossa responsabilidade de comunicação”, assume. Em julho, o Portugal Fashion Experience já procurava refletir essa ligação com visitas à indústria incluídas o programa oficial.

O financiamento aprovado coincide com o momento em que o Governo prepara um programa de apoio mais alargado à moda portuguesa, como anunciou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto na ModaLisboa, citada pelo Público. O Executivo pretende apresentar nos próximos meses medidas destinadas, em particular, a apoiar novos criadores.

“O grande luxo numa marca é o tempo”. O caso da Ferreira da Sá, segundo o seu CEO

19 October 2026 at 19:38

A chegada de Américo Pinheiro à liderança da fábrica de tapetes Ferreira de Sá é uma história para contar. "Fui eu que fui ter com eles", diz ao ECO Avenida. Tinha feito uma carreira em marcas de luxo, trabalhando no grupo LVMH, e queria voltar para Portugal.

Os 80 anos da Ferreira de Sá e a sua experiência na produção de tapetes tinham tudo para o seduzir. Américo Pinheiro vê nessa história o ponto de partida para construir uma…

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Aos 80 anos, a Ferreira de Sá está a começar tudo de novo. Cá dentro e lá fora

19 October 2026 at 19:34

Há um ano, quando a Ferreira de Sá começou a trabalhar a sua nova coleção de tapetes, a palavra de que falavam era desarranjo. O que tinham em mente era desconstruir, despentear, decompor o conhecido e fazer tudo novo. Essas ideias acabaram por se cruzar com Fernando Pessoa e o seu Livro do Desassossego, e Desassossego é o nome da mais recente coleção da marca de Silvalde, Espinho, que foi apresentada esta quinta-feira, no Palácio do Grilo, em Lisboa. Entre heterónimos do poeta e Ofélia, entre botanical silk e o nó manual português, o tufting industrial e o tear.

Luxo é criar uma emoção, diz Américo Pinheiro, CEO da Ferreira de Sá, o gestor convocado para construir a marca de tapetes atrás da fábrica de 80 anos. "Antes de tudo está…

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Elon Musk apresenta Tesla voador que pode chegar aos 370 km por hora

16 October 2026 at 10:51

A apresentação do novo modelo da Tesla pretendia arrancar “ah” e “uaus” da audiência e conseguiu. O novo Roadster entrou numa espécie de ‘poço da morte’, uma rampa semi-curva com inclinação acentuada, e quando parecia que tudo ia correr mal, pairou e aterrou em piso plano (e envolto em denso fumo branco). O novo elétrico de Elon Musk pode ser conduzido de cabeça para baixo, pairar brevemente, acelerar dos 0 aos 100 km/h num segundo e chegar aos 370 Km/hora, segundo a Reuters. O preço não foi indicado.

Uma consulta ao site da Tesla permite perceber que as reservas já estão abertas, mas a produção só arranca em 2028. A Reuters lembra que a primeira versão do Roadster foi vendida entre 2008 e 2012, mas a segunda versão, apresentada em 2017, nunca chegou a ser comercializada. Se o carro apresentado agora chegar às estradas, será na realidade a verdadeira segunda versão deste modelo da Tesla.

A versão de 2017 trazia algo que a Reuters considera um dos momentos-chave do desenvolvimento do Roadster: a instalação de cerca de dez pequenos propulsores de foguetão à volta do automóvel para melhorar a aceleração e a capacidade de curvar. Há um ano, Elon Musk já tinha deixado pistas sobre um um protótipo capaz de pairar, que recorreria a tecnologia da SpaceX, agora confirmado.

  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceXO novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
  • O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
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Não por acaso, o novo modelo foi apresentado num evento realizado nas instalações de testes de foguetões da SpaceX, em McGregor, no Texas. Segundo a Reuters, o Roadster possui um sistema de sucção baseado em ventiladores, desenvolvido pela SpaceX e instalado na parte inferior do veículo, capaz de gerar uma força de sucção de até dois G.

A Tesla diz que o carro foi inspirado na aeronave Lockheed SR-71 Blackbird e no caça de alta performance Lockheed Martin F-35. Dizer que voa é excessivo, mas conseguiu momento de voo, graças aos seus propulsores. “Utiliza um depósito de ar avançado, de pressão ultraelevada, que o automóvel consegue recarregar”, explica a Reuters.

Na apresentação, as acrobacias continuaram. O Roadster sobrevoou outros modelos da Tesla, graças aos propulsores de controlo de atitude e a propulsores principais instalados na traseira do automóvel. Elon Musk garantiu: “Basicamente, pode voar como um foguetão”. E acrescentou: “É 11 em 10 na escala da diversão”. Deverá alcançar 370 quilómetros por hora e “bater todos os recordes de pista que existem”, diz o empresário, acrescentando que este poderá ser, a longo prazo, o único carro da Tesla conduzido manualmente.

O Roadster terá três versões, e apenas uma permitirá acrobacias:

  • Performance – Poderá acelerar dos 0 aos quase 100 quilómetros por hora em menos de 1,6 segundos e utilizará um sistema de sucção sob a carroçaria. Tem dois lugares.
  • Thrust – Terá propulsores traseiros que reduzirão o tempo de aceleração para menos de 0,9 segundos.
  • Rocket – Poderá descolar e realizar manobras no ar, além de atingir quase 100 quilómetros por hora em menos de 0,59 segundos, segundo as especificações anunciadas pela Tesla. É o modelo que poderá ultrapassar os 370 quilómetros por hora, com uma autonomia superior a 480 quilómetros. Tem apenas um lugar.

As ações da Tesla estão a subir 5% no pré-mercado para 380,9 dólares esta sexta-feira para máximos de três meses, depois de Elon Musk ter apresentado o novo Roadster. Na quinta-feira, os títulos da empresa norte-americana tinham encerrado a perder 1,29%, para 362,44 dólares, segundo os dados de fecho da Nasdaq.

O novo veículo cumpre as regras para circulação rodoviária? Eis uma pergunta que também paira no ar.

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