‘Influencer’ filma cobra venenosa no Parque Nacional da Peneda-Gerês: “Está aqui na boa”
João Amorim, o ‘influencer’ que comprou meia aldeia em Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, onde está a erguer um projeto de turismo rural, encontrou uma cobra venenosa, no caso uma víbora-de-seoane, e filmou a interação com o réptil, salientando que, apesar de perigosa, a probabilidade de atacar é muito baixa.
“Existem quatro tipos de cobras venenosas em Portugal, mas só duas são perigosas. A víbora cornuda e a víbora de víbora-de-seoane. Normalmente, as víboras-de-seoane têm um padrão, só que aqui nesta zona do Parque Nacional [da Peneda-Gerês], na zona de Castro Laboreiro, quase todas têm uma mutação melânica que faz com que elas sejam completamente pretas, como esta aqui”, começa por explicar João Amorim.
O influenciador digital salienta que, apesar de ser uma cobra perigosa, “o mais normal é não querer saber” da presença de interações com humanos.
“Ela está aqui na boa, eu estou ao lado dela, e ela, na na primeira oportunidade que tiver, o que vai fazer é bazar. A probabilidade de que nos ataque é super baixa. Portanto, quando virem uma cobra destas, se conseguirem fazer uns vídeos, umas fotografias, tudo fixe, mas depois deixem-na ir, porque elas só querem estar descansadinhas na vida delas”, aconselha.
Recorde-se que em Portugal há10 espécies de serpentes e só duas são perigosas, mas não mortíferas. No caso da víbora-de-seoane, há “população confirmada” na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, podendo, no entanto, estar noutros locais do Minho. Já a víbora cornuda está dispersa por todo o país mas “vê-se com mais facilidade na zona Norte e Centro”, explicou, a O MINHO, em 2024, a bióloga Joana Soto, do projeto BiodiverCidade, da associação Amigos da Montanha.
“Têm veneno tóxico para o ser humano, mas são muito raros os casos que acabaram em morte”, explica Joana Soto, salientando que esses casos mortais estão relacionados com situações em que as vítimas tinham um sistema imunitário mais frágil e que em todos os hospitais há “um antídoto universal para todas as mordeduras”.
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