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Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro voltam a atacar Agência Pública

31 August 2026 at 18:30

A Agência Pública de Jornalismo Investigativo, agência de notícias mais premiada do Brasil, está sob novo ataque por parte do influenciador Paulo Figueiredo. Nos últimos 10 dias, ele fez pelo menos quatro postagens na rede social X atacando a reputação da organização e da sua diretora executiva, Natalia Viana, além de ter lhe enviado mensagens irônicas e agressivas. 

As postagens foram realizadas pouco depois da Agência Pública solicitar a ambos as suas versões sobre os fatos apurados  em duas reportagens. Na primeira, a Pública noticiou que Paulo doou US$ 10 mil dólares, o máximo permitido, à deputada republicana Elvira Salazar um mês antes dela propor um projeto de lei para penalizar Alexandre de Moraes; a segunda reportagem, feita em parceria com o ICL Notícias, traz um levantamento sobre o estilo e padrão de vida do influenciador e seu aliado Eduardo Bolsonaro nos EUA. 

Em ambos os casos, Figueiredo chamou a Agência Pública de “agência puta” e fez diversos ataques misóginos à equipe e à diretora executiva. Segundo Paulo, é assim “como jornalista que se prostitui tem que ser tratado(a)”. Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e ex-deputado, retuitou uma das postagens no X, ampliando seu alcance.  

Estes não são os primeiros ataques misóginos da dupla às jornalistas da Agência Pública, uma organização sem fins lucrativos que é referência internacional em jornalismo investigativo contando no seu portfólio com mais de 90 prêmios, como o prêmio Gabo da Fundação Gabriel García Márquez, o Prêmio de Excelência Jornalística da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e o Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos EUA. 

Em abril de 2024, Eduardo e aliados lançaram uma campanha de desinformação contra a Agência e sua repórter. 

Dias antes, a Agência Pública fora o primeiro veículo brasileiro a noticiar a campanha liderada por Eduardo Bolsonaro para pedir retaliações ao Brasil por conta do processo judicial contra Jair Bolsonaro e outros cúmplices por tentativa de Golpe de Estado – muito antes da articulação render sanções reais contra empresas brasileiras e membros do Judiciário, no ano passado. 

Após a publicação, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo passaram a acusar a Pública de ser “a mídia de George Soros”. Passaram ainda a expor nossa repórter, citando seu nome, e incitando seu público online. Paulo Figueiredo ofendeu nossa repórter. 

Há mais de quatro anos investigamos e documentamos as articulações e relações internacionais de Eduardo Bolsonaro, por se tratar de tema de absoluto interesse público que afeta a maioria da população. O tipo de jornalismo realizado pela Agência Pública, técnico e aprofundado, colabora com a qualidade do debate público acerca de alguns dos mais relevantes episódios recentes da história brasileira. 

Estes ataques, entretanto, não são isolados a um veículo. Eles se inserem em um contexto maior de violência e misoginia do grupo bolsonarista voltado às mulheres jornalistas. 

De acordo com relatório da Abraji, no ano de 2024, 31% dos registros de ataques contra jornalistas foram motivados por gênero, um salto em relação ao ano anterior. Durante o governo Bolsonaro, Jair e seus filhos realizavam em média um ataque a jornalista por dia, segundo a mesma organização. A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras chegou a declarar que os ataques à imprensa eram um método do governo de Jair Bolsonaro.

Os ataques recentes são ainda mais graves porque suscitam violência contra profissionais mulheres em um momento de aumento de casos de feminicídio que tem sido, inclusive, pauta durante esta campanha eleitoral. 

Com as postagens de Paulo e o retuite de Eduardo, nossa diretora e a própria Agência têm recebido diversas mensagens agressivas e ameaçadoras, que estão sendo devidamente documentadas para ação posterior. 

Repudiamos essas tentativas de intimidação e ataque à nossa reputação e nossa equipe, formada majoritariamente por mulheres. Eles são ainda mais chocantes quando vindos de figuras centrais a uma campanha para a presidência da República que promete agir contra a violência de gênero. 

5 definições do telemóvel que deve desativar já

31 August 2026 at 16:59
Sabia que o seu smartphone continua a trabalhar para terceiros mesmo quando está parado em cima da mesa? Em segundo plano, dezenas de processos invisíveis gastam a carga da bateria, consomem dados móveis e partilham informações pessoais com servidores remotos. A boa notícia é que não precisa de ser um especialista em tecnologia para resolver […]

Roman statues from the 2nd century A.D., including those of Emperor Hadrian and his wife Sabina, found in the ancient Greek city of Kibyra

Excavations led by the Mehmet Akif Ersoy University of Burdur (MAKÜ) at the archaeological site of the ancient Greek Kibyra, in southwestern Turkey, have brought to light fragments of four marble sculptures from the Roman era, including a complete representation of Emperor Hadrian, 2.14 meters tall, and another of his wife, Empress Sabina. The work, […]

Descubren sorprendentes ingredientes en la pintura del Antiguo Egipto: colas animales, huevo de gallina y proteínas de sésamo y moringa

Durante décadas, los expertos en arte antiguo han dependido de técnicas como la espectroscopía infrarroja o la cromatografía para saber de qué estaban hechos los colores y adhesivos que usaban los egipcios. Pero estas herramientas solo ofrecen pistas parciales: indican que hay una proteína, pero no dicen de qué animal o planta proviene, ni si […]

Saldos e diversão animam Stock Out 2026 em São Brás de Alportel

31 August 2026 at 13:20

O comércio local são-brasense volta a estar em destaque no primeiro fim de semana de setembro, com mais uma edição do Stock Out – Feira de Saldos de Verão, que regressa ao Jardim Carrera Viegas no fim de semana, de 4 a 6 de setembro.

A iniciativa promovida pelo Município de São Brás de Alportel faz a fusão perfeita entre saldos e oportunidades de compra, produtos locais e muita animação, num ambiente de convívio para toda a família.

Nesta edição, o destaque vai para as atuações de valores musicais da região, nomeadamente Edmundo Inácio, na noite de sexta-feira e Rafael Sousa no sábado!

A diversidade e a qualidade do comércio local estarão em destaque, acompanhadas pela presença de quase quatro dezenas de artesãos e produtores locais e por um programa de animação para todas as idades, com especial atenção aos mais novos, que poderão contar com atividades e várias surpresas.

Este ano, participam no Stock Out – São Brás de Alportel as lojas: 100 Limites, Babaloo, Loja Coelho, Julie Boutique, Sublime Fashion Store e Tininha, a que se juntam artesãos e produtores locais para proporcionar três dias de oportunidades e experiências num ambiente de festa.

Com entrada livre, o Stock Out abre portas na sexta-feira e no sábado, das 19h00 à 01h00, e no domingo, das 17h00 às 23h00.

A música e o baile marcam presença ao longo dos três dias

Na sexta-feira, dia 4, a noite conta com David Brito, às 21h30 e 23h00, e com Edmundo Inácio, às 22h00, um dos nomes que mais se tem destacado no panorama musical nacional.

No sábado, dia 5, a animação começa às 21h30, com Vítor Alves, seguindo-se São Brás Bailando, às 22h00, e Rafael Sousa, às 22h30, mais um talento em ascensão no panorama musical algarvio, com um carreira a solo.

No domingo, dia 6, o programa começa às 18h00 com Luís José, seguindo-se Laura Pereira, às 18h30, e Alma do Fado, às 19h30, um projeto musical de grande qualidade com uma plêiade de valores locais.

O Desfile de Moda Clube do Museu, às 22h00 seguindo-se bailarico, encerra a programação, cumprindo a tradição.

O Motoclube São Brás “Unidos da Estrada” mantém a parceria com a Câmara Municipal de São Brás de Alportel, assegurando a colaboração com a organização e um espaço  petiscos.

Festa e Feira de Setembro mantém viva a tradição

Como já é tradição, a Feira de Saldos renova a tradicional Feira de Setembro cuja história se perde no tempo.

No domingo, dia 6, a animação estende-se também ao Parque Roberto Nobre, que recebe a tradicional Festa e Feira de Setembro, com Feira Tradicional, artesanato e animação.

Organizada pelo Município de São Brás de Alportel, a iniciativa complementa o programa deste fim de semana, proporcionando um encontro com a tradição, os produtos e os saberes locais.

Com o Stock Out e a Festa e Feira de Setembro, São Brás de Alportel prepara-se para um fim de semana que junta compras, artesanato, música, animação e tradição, valorizando o comércio e a produção local e proporcionando momentos de convívio para toda a comunidade.

Calendario escolar de Galicia para el curso 2026 - 2027: inicio de las clases, días festivos y vacaciones de Navidad

13 May 2026 at 17:07

Las vacaciones de verano están llegando a su fin y los estudiantes gallegos volverán a las aulas en las próximas semanas. La Consellería de Educación ha publicado en el Diario Oficial de Galicia (DOG) el calendario escolar para el curso 2026-2027, que fija la fecha de inicio de las clases el 9 de septiembre. Pero no será para todos los estudiantes igual.

Ese miércoles será la 'vuelta al cole' de los alumnos de Infantil, Primaria, Secundaria, Bachillerato y Formación Profesional, así como los de cursos de especialización y enseñanzas de régimen especial. Estos últimos tendrán flexibilidad para el inicio, pero tendrá que ser como máximo el 16 de septiembre. Los niños que se incorporen a cuarto de Infantil contarán con un periodo de adaptación gradual hasta el día 15 de septiembre.

El curso terminará con carácter general el lunes 21 de junio de 2027. Sin embargo, los segundos cursos de FP básica, media y superior finalizarán antes, el 15 de junio. Los de segundo de Bachillerato dependerán del calendario de la Prueba de Acceso a la Universidad (PAU). La evaluación ordinaria tendrá que realizarse a partir del 12 de mayo de 2027, mientras que la extraordinaria deberá celebrarse a partir del 9 de junio.

Vacaciones escolares para el próximo curso

Educación también establece tres periodos de vacaciones durante el curso. Las primeras serán las de Navidad, que tendrán lugar del 21 de septiembre de 2026 al 6 de enero de 2027, ambos incluidos. El descanso de Carnaval se fija para el 8, 9 y 10 de febrero. Las últimas serán las de Semana Santa, que se desarrollarán entre el 22 y el 29 de marzo.

Más allá de los periodos de vacaciones, el calendario incluye otros días sin actividad lectiva. El 7 de diciembre de 2026 se celebrará el Día do Ensino, por lo que los estudiantes no tendrán clase. A estos se suman las fiestas estatales, autonómicas y locales, como el lunes 12 de octubre, por la Hispanidad, o el martes 8 de diciembre, por la Inmaculada.

El calendario recoge que las pruebas de evaluación de diagnóstico del próximo curso, fijadas por el Gobierno del Estado a través de la ley educativa LOMLOE, tendrán lugar entre el 19 y el 23 de abril para segundo de la ESO y entre el 26 y el 30 de abril para cuarto de Primaria.

Il Vangelo di Pietro

31 August 2026 at 11:19

di Matteo Forlani

Nell’inverno del 1886-1887, in una tomba dell’Alto Egitto, gli archeologi francesi trovarono nove pagine del testo che oggi chiamiamo Vangelo di Pietro. Raccontavano una resurrezione che nessuno dei quattro Vangeli canonici aveva mai descritto: Gesù usciva dal sepolcro alto fino al cielo, seguito da una croce capace di camminare e parlare.

Il ritrovamento avvenne nell’antico cimitero di Akhmim, la Panopoli dei Greci. La sepoltura fu attribuita, forse troppo in fretta, a un monaco. Al suo interno c’era un piccolo codice di pergamena che raccoglieva testi ebraici e cristiani. Fra quelle pagine, alcune guardie assistevano a una scena impossibile da dimenticare.

Il cielo si apriva e due figure luminose scendevano accanto alla tomba di Gesù. La pietra posta davanti all’ingresso si spostava da sola. Poco dopo ne uscivano tre uomini dalle proporzioni gigantesche: le teste dei primi due raggiungevano il cielo, quella del terzo lo superava. Dietro di loro avanzava la croce.

Una voce proveniente dall’alto domandava se il messaggio fosse stato annunciato a coloro che dormivano. La croce rispondeva: «Sì».

Il manoscritto non aveva titolo. Il racconto cominciava quando il processo contro Gesù era già in corso e terminava mentre Pietro, Andrea e Levi prendevano le reti e si dirigevano verso il mare. Nelle ultime righe, però, il narratore si presentava come Simon Pietro. Fu questo particolare a permettere agli studiosi di dare un nome al frammento e di collegarlo a un’opera che gli autori cristiani dell’antichità conoscevano, discutevano e talvolta condannavano.

Un vangelo riemerso da una tomba

Urbain Bouriant pubblicò il frammento nel 1892. Era il primo vangelo non canonico riscoperto in epoca moderna in una forma abbastanza estesa da permettere di seguirne la narrazione. Fino a quel momento il Vangelo di Pietro era poco più di un titolo citato da scrittori antichi: un libro perduto del quale sopravvivevano giudizi, sospetti e qualche informazione indiretta.

Lo stesso codice conservava brani del Libro di Enoch, dell’Apocalisse di Pietro e del martirio di Giuliano di Anazarbo. Oggi è custodito presso la Bibliotheca Alexandrina con la sigla BAAM 0522, dopo essere stato conosciuto a lungo come P. Cairo 10759 o, più semplicemente, frammento di Akhmim. La sua collocazione è stata ricostruita da H. A. G. Houghton e Mina Monier in uno studio pubblicato dal Journal of Theological Studies.

Il codice viene datato generalmente al VI o al VII secolo. Il testo copiato sulle sue pagine è molto più antico: un vangelo attribuito a Pietro circolava già verso la fine del II secolo. L’identificazione con il frammento egiziano è largamente accettata, anche se le pagine di Akhmim non riportano alcun titolo e potrebbero appartenere a un’opera più ampia. La scheda della North American Society for the Study of Christian Apocryphal Literature lo indica per questo come il principale manoscritto del Vangelo di Pietro, lasciando aperto il problema della sua estensione originaria.

L’autore non era l’apostolo morto nel I secolo. Qualcuno, diverse generazioni più tardi, scelse la sua voce per conferire autorità al racconto. Non si limitò ad apporre un nome famoso: trasformò Pietro nel testimone che parlava dall’interno della storia e affidava al lettore la propria versione degli ultimi giorni di Gesù.

La Passione secondo un altro Pietro

La prima pagina superstite entra nella vicenda senza preamboli. Ponzio Pilato ha già compiuto il gesto ricordato dal Vangelo di Matteo e si è lavato le mani per dichiararsi estraneo alla condanna. Nel racconto di Akhmim, Erode e i giudici ebrei rifiutano di fare altrettanto. Pilato si alza; Erode impartisce gli ordini per l’esecuzione.

La responsabilità della morte di Gesù viene così spostata dalle autorità romane su Erode e sui capi del popolo. Il testo, tuttavia, distingue fra i dirigenti e la popolazione: dopo la crocifissione, molti comprendono la gravità di quanto è accaduto e manifestano pentimento. Joel Marcus ha letto questa differenza come un possibile indizio di una comunità formata da cristiani di origine ebraica vissuti nella Siria del II secolo. È una proposta affascinante, ma la provenienza del vangelo resta sconosciuta.

Anche Giuseppe d’Arimatea riceve una parte più ampia. Chiede a Pilato il corpo di Gesù prima ancora della crocifissione, ma il governatore deve ottenere il consenso di Erode. Il condannato viene poi rivestito di porpora, fatto sedere su un seggio e circondato da aguzzini che fingono di rendergli omaggio.

Sulla croce Gesù rimane in silenzio e l’autore lo descrive come se non provasse dolore. Uno dei criminali crocifissi al suo fianco protesta contro l’ingiustizia della condanna. Gli esecutori, irritati, decidono di non spezzargli le gambe e ne prolungano l’agonia.

A mezzogiorno l’oscurità avvolge la Giudea. Gli abitanti escono con le lampade, convinti che sia già notte. Le ultime parole di Gesù non coincidono con quelle riportate da Marco e Matteo. Nel testo di Akhmim esclama:

«Potenza mia, potenza, mi hai abbandonato».

Dopo il grido viene «elevato». Il corpo è deposto dalla croce e, quando tocca il terreno, la terra trema. Giuseppe lo lava, lo avvolge in un lenzuolo e lo colloca nel proprio sepolcro.

L’autore sembra ricordare liberamente i quattro Vangeli conosciuti. Pilato proviene soprattutto da Matteo, la cronologia avvicina il testo a Giovanni, altri episodi richiamano Marco e Luca. Molti studiosi vedono in questa mescolanza il lavoro di uno scrittore del II secolo che riorganizzò tradizioni già diffuse. Altri gli attribuiscono materiali indipendenti, forse più antichi. Il rapporto con i Vangeli canonici rimane uno dei problemi centrali della ricerca sul testo.

La notte in cui il sepolcro si aprì

Matteo, Marco, Luca e Giovanni raccontano il ritrovamento della tomba vuota e le apparizioni del risorto. Nessuno di loro mostra il momento esatto in cui Gesù torna in vita. L’autore del Vangelo di Pietro decise di riempire quel silenzio.

Dopo la sepoltura, i capi ebrei chiedono a Pilato di sorvegliare la tomba. Temono che i discepoli possano sottrarre il corpo e annunciare la resurrezione. Il centurione Petronio arriva con alcuni soldati; una grande pietra viene fatta rotolare davanti all’ingresso e sigillata sette volte. Le guardie montano una tenda e iniziano la sorveglianza.

Nella notte fra il sabato e la domenica si ode un grande rumore. I cieli si aprono e due uomini avvolti dalla luce scendono accanto al sepolcro. La pietra si sposta, i due entrano e i soldati svegliano il centurione e gli anziani presenti. Tutti si avvicinano per vedere.

Tre uomini escono dalla tomba. Due sostengono il terzo e sono seguiti da una croce. Le teste dei primi raggiungono il cielo, mentre quella dell’uomo sorretto lo oltrepassa. Il corpo deposto da Giuseppe è diventato una figura cosmica, tanto grande da unire la terra al mondo divino.

Anche la croce ha cambiato natura. Lo strumento dell’esecuzione cammina dietro al risorto e conferma di aver predicato a coloro che dormivano. Non è più un oggetto: diventa testimone e messaggera della vittoria sulla morte.

La scena sembra nascere da una fantasia senza freni. Potrebbe invece essere il risultato di una lettura molto concreta delle Scritture. Deane Galbraith ha collegato il gigante e la croce parlante a un’interpretazione cristologica del Salmo 18 nella versione greca. In quel salmo il sole esce dalla propria dimora come uno sposo e attraversa il cielo simile a un gigante; la voce dei cieli si diffonde su tutta la terra.

Lo scrittore potrebbe aver trasformato quelle immagini poetiche in azioni. Il risorto diventa il gigante che attraversa il firmamento, mentre la voce cosmica viene affidata alla croce. Le parole delle Scritture assumono un corpo, escono dalla tomba e cominciano a muoversi.

Dopo la visione, i soldati corrono da Pilato e dichiarano che Gesù era davvero il figlio di Dio. Il governatore ordina loro di tacere. Soltanto in seguito Maria Maddalena e le altre donne raggiungono il sepolcro, dove incontrano un giovane vestito di luce. Come nel finale originario del Vangelo di Marco, fuggono impaurite. Le autorità hanno visto il prodigio e hanno già deciso di nasconderlo.

Il vescovo che cambiò idea

Verso la fine del II secolo Serapione, vescovo di Antiochia, visitò la comunità cristiana di Rhossus, una città della costa siriana. Qui era scoppiata una controversia intorno a un vangelo attribuito a Pietro. Serapione non conosceva il libro, ma si fidava dei fedeli e ne permise la lettura.

Qualche tempo dopo seppe che l’opera era apprezzata da cristiani vicini al docetismo. Si procurò una copia, la lesse e cambiò giudizio. La sua lettera è sopravvissuta grazie alla Storia ecclesiastica di Eusebio di Cesarea. Il vescovo riconosceva nel libro molti insegnamenti conformi alla fede della Chiesa, insieme ad aggiunte che considerava inaccettabili. Contestava soprattutto l’attribuzione apostolica: Pietro rimaneva un’autorità, ma il suo nome non poteva rendere autentica un’opera successiva. Eusebio conserva anche il racconto dell’iniziale autorizzazione, concessa prima che Serapione avesse esaminato il testo.

Il docetismo, dal verbo greco che significa «sembrare», comprendeva dottrine secondo le quali l’umanità o la sofferenza fisica di Cristo non erano pienamente reali. La descrizione di Gesù silenzioso, come se non provasse dolore, sembrò offrire una conferma. Anche il grido rivolto alla propria «potenza» e l’affermazione che Cristo venne elevato alimentarono il sospetto che la componente divina lo avesse abbandonato prima della morte.

Il frammento consente però una lettura meno netta. Il silenzio può rappresentare la fermezza del martire, mentre l’espressione «come se» non cancella la realtà del dolore. Jerry McCant ha sostenuto che le pagine di Akhmim non bastano a dimostrare una teologia docetista. Serapione potrebbe aver conosciuto sezioni perdute, oppure aver giudicato il modo in cui il libro veniva usato. Potrebbe persino aver letto una versione diversa.

La vicenda racconta qualcosa di più ampio del destino di un singolo vangelo. Alla fine del II secolo, un testo poteva essere letto in una comunità e ignorato in un’altra. Un vescovo poteva autorizzarlo senza conoscerlo, procurarsene una copia e poi intervenire. I confini fra racconto utile, opera sospetta e Scrittura riconosciuta si stavano formando nella pratica, una lettura dopo l’altra.

Perché rimase fuori dal Nuovo Testamento

Quando i vescovi si riunirono a Nicea nel 325, Matteo, Marco, Luca e Giovanni godevano già da oltre un secolo di un riconoscimento molto più ampio rispetto agli altri racconti sulla vita di Gesù. Il concilio discusse soprattutto la natura di Cristo e il rapporto fra il Figlio e il Padre. La scelta dei quattro Vangeli non fu sottoposta a votazione.

La formazione del Nuovo Testamento avvenne gradualmente. Le comunità confrontarono opere diverse e privilegiarono quelle ritenute legate agli apostoli, lette in territori lontani fra loro e compatibili con la fede professata nelle Chiese. Alla fine del II secolo la raccolta dei quattro Vangeli era sostanzialmente stabilita; la discussione su altri libri continuò ancora a lungo. La complessità di questo processo emerge dalla ricostruzione pubblicata nella New Cambridge History of the Bible.

Il Vangelo di Pietro rimase ai margini. Circolava in ambienti limitati, portava il nome di un apostolo che non lo aveva scritto e aveva suscitato dubbi teologici già nel II secolo. Gli mancavano la diffusione e l’autorità raggiunte dai quattro racconti canonici. Più che espulso da una Bibbia ormai definita, non riuscì mai a entrarvi.

La parola «apocrifo» indica qui un’opera rimasta fuori dal canone. Non implica necessariamente un libro segreto, perseguitato o distrutto. Alcuni apocrifi furono combattuti; altri continuarono a essere letti, copiati e utilizzati nella predicazione o nella devozione popolare.

Il codice deposto nella tomba di Akhmim ne offre una prova. Qualcuno, diversi secoli dopo il giudizio di Serapione, considerava ancora quelle pagine abbastanza importanti da conservarle insieme ad altri scritti religiosi.

Che cosa conserva davvero il Vangelo di Pietro

Il frammento di Akhmim non è la cronaca alternativa di un testimone della resurrezione. Il suo valore storico riguarda il mondo cristiano che lo produsse.

Quelle nove pagine mostrano come una comunità del II secolo potesse riprendere una storia ormai conosciuta e darle una forma nuova. L’autore distribuì diversamente le responsabilità della condanna, accentuò i prodigi, trasformò il sepolcro in un luogo osservato dalle autorità e rese visibile ciò che i Vangeli canonici avevano lasciato fuori dalla narrazione.

Il silenzio sul momento esatto della resurrezione non gli bastava. Volle mostrare il cielo aperto, gli angeli discesi sulla terra e un Cristo tanto grande da oltrepassare il firmamento. Perfino la croce dovette uscire dalla tomba e confermare che il messaggio aveva raggiunto il regno dei morti.

Ignoriamo il nome dell’autore, il luogo preciso della composizione e l’ampiezza della sua diffusione. Conosciamo invece l’identità che egli scelse: Pietro, l’apostolo che nei Vangeli aveva rinnegato Gesù e che ora diventava narratore della sua vittoria sulla morte.

Il testo non racconta come avvenne la resurrezione. Racconta come, nel II secolo, alcuni cristiani sentirono il bisogno di vederla accadere.

L'articolo Il Vangelo di Pietro su Vanilla Magazine scritto da Matteo Forlani

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For Zambians, the numbers tell a simple story - we should let them

31 August 2026 at 06:00

On 13 August, Zambia re-elected President Hakainde Hichilema for a second term in a historic landslide vote which was independently verified against public polling-station records. Yet since that day, a handful of so-called statistical critiques have circulated questioning the result. It is crucial to walk through what the underlying data actually show, writes Dr Namuunda Mutombo.

Start with how the count was verified from the more than 13,000 polling stations. Results in Zambia are recorded on Gen 20 forms, completed and displayed publicly at each polling station, in front of party agents and observers, before a single figure travels anywhere. That is the record of what happened, station by station, and it is available for anyone to check against the final declaration. Independent monitors did check it. Transparency International Zambia ran its own parallel count against those station-level forms and found it matched the electoral commission's figures to within roughly one percentage point. SADC observers, covering the near totality of the polling stations they visited, reported a calm and orderly process. None of this is the electoral commission grading its own homework. It is outside verification, against a public paper trail, converging on the same number.

The other claim making the rounds is more technical: that in some constituencies, more people voted for president than for their MP, and that this gap is suspicious. As a statistician, I would ask anyone making that argument to first rule out the far more mundane explanation, which is roll-off, the well-documented tendency, in any democracy holding simultaneous elections, for turnout to differ across the ballot depending on how satisfied voters are with each race. Survey work published earlier this year (ironically by those academics now making the negative claims), before a single vote was cast, already told us to expect exactly this pattern here: strong national approval for the president alongside real frustration with sitting MPs in specific provinces. When the geography of the "gap" lines up precisely with where that pre-election dissatisfaction was strongest, the simplest explanation is usually the right one. It is not manipulation. It is Zambians voting for a president and against an MP in the same afternoon, which is their right; and exactly what was predicted.

No election, anywhere, is without noise, complaint, or contested reading of the data. That is not a Zambian shortcoming; it is what elections are in democracies worldwide. The standard by which a result should be judged is not whether every number is uncontested, because by that standard no democracy on earth would ever pass. The standard is whether the process was open enough, and the paper trail public enough, that the disputes can actually be checked, and whether they change the outcome when you do. Here, they don't. Even the more skeptical readings of the data, taken at face value, leave the president's win comfortably intact.

That is, in the end, also the judgment the country's own political actors have reached. The National Reconciliation Party for Unity and Progress, the opposition party which fought a hard campaign and won roughly 60 parliamentary seats in the process, has formally accepted the result, congratulated President Hichilema, and said it will now focus on its role as a check on government from within Parliament. That is what functioning democratic competition looks like: parties that contest hard, then accept the count and get to work.

Zambia's constitution provides a clear, evidence-tested route for any candidate who still disputes the outcome: a petition to the courts, not a headline. That door remains open. What the data do not support is the idea that the result itself is in doubt. I would simply ask that the same rigor applied to the graphs be applied to the conclusions drawn from them.

Dr Namuunda Mutombo is a seasoned Demographer with over two decades of experience. He holds PhD, MA, and BA degrees in Demography, and serves as a Senior Lecturer in the Department of Demography, Population Science, Monitoring & Evaluation at the University of Zambia.

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