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PAN quer criar registo nacional de agressores de animais

4 October 2026 at 21:25

O PAN agendou para debate no Parlamento, no próximo dia 21, duas iniciativas legislativas para criar um registo nacional de agressores de animais e para criminalizar autonomamente a prática de zoofilia em Portugal.

Estas duas iniciativas foram anunciadas pelo PAN, em comunicado, hoje, dia em que se assinala o Dia do Animal.

Para reforçar a proteção dos animais, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer criminalizar autonomamente a prática de zoofilia, reforçando por esta via “a proteção penal dos animais e garantindo uma resposta mais eficaz perante atos de natureza sexual praticados sobre animais”.

Já com a criação do registo nacional de agressores de animais, segundo o PAN, o objetivo é “garantir o acesso das entidades competentes, como as associações de proteção animal, às condenações ou contraordenações por crimes contra animais, promovendo a fiscalização, garantindo o cumprimento das penas e prevenindo a reincidência dos maus-tratos a animais”.

Em comunicado, o PAN adianta, ainda, que vai avançar no Parlamento com um conjunto de diplomas “para prevenir e combater o abandono”.

Projetos que, de acordo com este partido, “vão desde o apoio às famílias, à realização de campanhas de esterilização, mas também medidas mais dissuasoras, como a perda de pontos na carta de condução ou a licença de condução para quem abandona animais na estrada ou na via pública”.

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Especialista em cães avisa quem quer ter um Pastor Alemão: “Nas mãos erradas pode tornar-se num problema enorme”

4 October 2026 at 17:50

Ter um cão inteligente e com grande capacidade de aprendizagem pode parecer uma vantagem para qualquer família. No entanto, no caso do Pastor Alemão, são precisamente algumas destas qualidades que exigem mais dedicação por parte dos donos.

O alerta é feito pelo educador canino Manuel Balibrea, que abordou nas redes sociais algumas das raças que considera particularmente exigentes e que, por esse motivo, não recomenda a qualquer pessoa.

No caso do Pastor Alemão de linhas de trabalho, o especialista destaca sobretudo a combinação entre inteligência, energia e disciplina.

Precisa de muito mais do que simples passeios

“O Pastor Alemão de trabalho é esforço, inteligência e disciplina em estado puro”, afirma Manuel Balibrea, citado pelo El Economista.

A elevada capacidade de aprendizagem desta raça significa também que necessita de oportunidades para utilizar essas competências. Não basta, por isso, limitar a rotina do animal a pequenos passeios para fazer as necessidades.

Exercício físico, educação e atividades que proporcionem estímulo mental devem fazer parte da rotina, sobretudo quando se trata de exemplares com elevada motivação para o trabalho.

O próprio especialista descreve cada movimento destes cães como uma demonstração de “energia contida” e considera que foram selecionados para conseguir trabalhar sob pressão.

“Este cão precisa de desafios diários“

É precisamente aqui que pode começar o problema para alguns donos. Um Pastor Alemão sem atividade suficiente ou sem uma educação adequada pode tornar-se difícil de gerir.

“Este cão precisa de desafios diários, direção firme e alguém capaz de estar à altura”, explica Manuel Balibrea.

O especialista alerta ainda que, “nas mãos erradas”, toda esta capacidade pode transformar-se num problema, razão pela qual considera essencial perceber as necessidades da raça antes de levar um exemplar para casa.

É uma das raças mais inteligentes

A facilidade de treino do Pastor Alemão é reconhecida também por organizações especializadas. O American Kennel Club (AKC), por exemplo, caracteriza a raça como inteligente, corajosa e confiante, destacando a sua predisposição para aprender diferentes tarefas.

Estas características ajudam a explicar a utilização histórica de Pastores Alemães em funções policiais, militares, de busca e salvamento, assistência e outras atividades de trabalho.

Contudo, nem todos os Pastores Alemães apresentam exatamente o mesmo nível de energia ou temperamento. A linhagem, idade, socialização, treino e características individuais têm influência no comportamento de cada animal.

Antes de escolher esta raça, o mais importante é, por isso, perceber se existe disponibilidade para lhe proporcionar exercício, treino, socialização e estímulo mental de forma regular. A inteligência que tornou o Pastor Alemão famoso pode ser uma enorme vantagem, mas exige igualmente tempo e dedicação por parte do dono.

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Atenção, ‘pais’ de cães e gatos: estas 8 plantas comuns em casa podem ser perigosas para os animais

4 October 2026 at 09:00

Ter plantas em casa ou no jardim é perfeitamente compatível com ter animais de estimação, mas nem todas as espécies são seguras. Algumas plantas bastante comuns podem provocar desde irritação e problemas digestivos até complicações graves quando são ingeridas por cães ou gatos.

O site da revista americana de lifestyle Good Housekeeping reuniu oito plantas que devem merecer atenção especial de quem tem animais em casa. A publicação recomenda contactar um veterinário imediatamente caso exista suspeita de ingestão de uma planta potencialmente tóxica.

Lírios são particularmente perigosos para os gatos

Os lírios estão entre as plantas que exigem mais cuidados, sobretudo quando existem gatos em casa. Determinadas espécies dos géneros Lilium e Hemerocallis podem provocar lesões renais graves mesmo após uma exposição reduzida.

A ASPCA, organização não-governamental americana dedicada à proteção e ao bem-estar dos animais, alerta que, nos gatos, até o contacto com pólen ou a ingestão da água de uma jarra onde estiveram lírios pode representar um risco. Nestes casos, uma intervenção veterinária rápida é particularmente importante.

Aloé vera pode provocar vómitos e diarreia

Apesar de ser conhecida pela utilização do gel em produtos para a pele, a aloé vera também pode representar um problema para cães e gatos se partes da planta forem ingeridas.

Entre os sintomas associados estão vómitos, letargia e diarreia. A Good Housekeeping ressalva, contudo, que o gel propriamente dito é considerado comestível pela ASPCA.

Azálea pode provocar problemas graves

Comum em jardins, a azálea também deve ser mantida longe de animais curiosos.

A ingestão pode causar sintomas como diarreia e fraqueza e, nos casos mais graves, coma ou problemas cardíacos em cães e gatos.

Jibóia pode irritar a boca

A jibóia, também conhecida como pothos, é uma das plantas de interior mais populares devido à sua resistência e crescimento rápido.

Os seus ramos compridos podem, contudo, chamar a atenção dos animais. Se forem mordidos, podem provocar irritação e inflamação na boca, além de salivação excessiva, vómitos e desconforto gastrointestinal.

Cica está entre as mais perigosas

A cica, ou Cycas revoluta, é utilizada frequentemente em jardins e paisagismo, mas pode ser altamente tóxica para cães e gatos.

Todas as partes da planta são perigosas, incluindo as sementes. A ingestão está associada a vómitos, alterações na coagulação do sangue e insuficiência hepática, podendo ser fatal.

Hortênsias também exigem cuidado

As hortênsias contêm compostos capazes de libertar cianeto. Em pequenas quantidades, o mais habitual é surgir desconforto gastrointestinal, mas o risco aumenta consoante a quantidade ingerida e o tamanho do animal. Por esse motivo, a recomendação passa por impedir que cães e gatos tenham acesso às flores e folhas.

Bolbos dos narcisos são a parte mais perigosa

Nos narcisos, o maior perigo encontra-se nos bolbos. A ingestão de grandes quantidades pode provocar tremores, convulsões, descida da pressão arterial e alterações do ritmo cardíaco.

Loendro pode ser fatal

Também bastante utilizado como planta ornamental, o loendro completa a lista. A ingestão de partes desta planta pode provocar salivação excessiva, tremores e problemas cardíacos e, nos casos mais graves, levar à morte do animal.

Se existir suspeita de que um cão ou gato mastigou ou ingeriu alguma destas plantas, a recomendação é não esperar pelo aparecimento de sintomas e contactar um veterinário para avaliar a situação.

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