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É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia

7 October 2026 at 12:18

O barcelense Pedro Ferreira Martins, da Universidade do Minho, está a representar Portugal no programa de design sustentável e intercâmbio cultural “Weaving Futures”, que reúne estudantes de dez países na Tailândia.

Em comunicado, a academia minhota explica que a agenda inclui, até 25 de outubro, um workshop intensivo em Banguecoque, experiências de imersão cultural e técnica em Chiang Mai e uma residência criativa de novo na capital tailandesa.

O objetivo é cruzar saberes do artesanato, diferentes culturas, design criativo e práticas sustentáveis para responder melhor aos desafios ambientais, sublinha o comunicado.

Pedro Ferreira Martins frequenta o 3.º ano da licenciatura em Design de Produto na Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho, é de Barcelos e participa na iniciativa com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O programa “Weaving Futures: a cross-cultural journey in sustainable design” é promovido pelo núcleo tailandês da EUNIC (EU National Institutes for Culture) e cofinanciado pela União Europeia. Junta alunos de instituições de nove países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal) e do país anfitrião.

É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia
Os participantes do programa. Foto: Princess Maha Chakri Sirindhorn Anthropology Centre

Esta metodologia prática e de intercâmbio visa colocar os alunos em contacto direto com o património artístico e os saberes locais, desafiando-os a integrá-los em propostas inovadoras de design contemporâneo que partilhem um compromisso firme com a responsabilidade ambiental. Os participantes trabalham também em pares, orientados por profissionais de ambos os continentes, para desenvolver novas visões e protótipos.

Estes trabalhos serão finalizados e apresentados publicamente naquele país asiático, no âmbito da Galleries’ Nights Bangkok (20 e 21 de novembro) e da Chiang Mai Design Week (5 a 13 de dezembro).

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Investigadores do Minho e do Porto criam “hidrogel inovador” para tratar melanoma

7 October 2026 at 09:08

Investigadores das Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho desenvolveram um hidrogel com potencial para tratar melanoma, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a FCUP dá conta deste “hidrogel inovador”, um material híbrido composto por nanocápsulas esféricas e um polímero (gel), podendo ajudar a tratar o melanoma, a forma mais grave de cancro da pele que, em Portugal, conhece 1.000 a 1.500 novos casos por ano.

Na prática, as nanocápsulas levam o fármaco usado no tratamento de vários tipos de cancro, o doxorrubicina, e o gel “funciona como uma espécie de barreira, permitindo controlar a libertação do medicamento”.

O hidrogel será aplicado na zona específica na pele que seja afetada pelo melanoma e pode complementar outros tratamentos e abordagens terapêuticas, incluindo após cirurgia.

“A libertação localizada e controlada do fármaco poderá reduzir a exposição de tecidos saudáveis e, consequentemente, alguns dos efeitos secundários associados à quimioterapia”, acrescenta a FCUP.

Os ensaios laboratoriais realizados no Minho mostraram “boa biocompatibilidade” e, em estudos anteriores, tinham confirmado que as nanocápsulas são sensíveis ao pH – na prática, entrando em contacto com tumores, geralmente apresentando um ambiente mais ácido, o sistema “poderá facilitar a libertação do medicamento”.

“À temperatura ambiente, o material é uma solução que pode ser facilmente manipulada e aplicada. Quando entra em contacto com a pele, devido à diferença de temperatura, ocorre rapidamente a transição para o estado de gel, o que favorece a sua permanência no local de aplicação”, descrevem Isabel Oliveira e Eduardo Marques, docentes na FCUP, citados na nota.

Segundo o primeiro autor do estudo, Rui Machado, compreender como as nanocápsulas e o gel interagem entre si foi uma das fases essenciais do processo, que foi desenvolvido no âmbito de uma tese de doutoramento em Química, que defendeu em abril.

Os resultados de dois anos de trabalho foram publicados no final de julho na revista da especialidade Applied Bio Materials, da Sociedade Química Americana, e os cientistas têm como próxima fase “avançar para estudos ‘in vivo’, de forma a avaliar a interação do hidrogel e do fármaco com o organismo”.

“O objetivo é continuar a explorar o potencial deste sistema inovador para se chegar a um tratamento anti-melanoma mais localizado e com menos efeitos secundários”, conclui a FCUP.

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