Os dados mais recentes do Balcão Único do Prédio indicam que, até quinta-feira, no continente, foram identificadas 3.725.113 matrizes, o que representa 44% das 8.451.367 registadas na Autoridade Tributária. Esta identificação corresponde a uma área total de 1.859.770 hectares, ou seja, 47% da área total de 3.947.349 hectares dos municípios sem cadastro predial.
Na Madeira, foram identificadas 32.388 matrizes, correspondendo a 12% das propriedades inscritas na Autoridade Tributária das 267.867 que precisam ser identificadas em cinco municípios sem cadastro predial. A área total identificada na Madeira é de 14.429 hectares, representando 37% da área total de 38.500 hectares.
Em termos de percentagem de matrizes identificadas por município, Miranda do Douro lidera com 74%, seguido por São João da Pesqueira com 68%. Alfândega da Fé, Amares e Penedono apresentam todos uma taxa de identificação de 67%. Em valores absolutos, Pombal lidera com um total de 99.598 identificações.
Relativamente à área identificada, São João da Pesqueira atingiu os 75%, com um total de 10.607 matrizes e uma área correspondente a 19.834 hectares. Marinha Grande e Alfândega da Fé seguem com taxas de identificação de 72%, enquanto Miranda do Douro apresenta uma taxa de 71%.
O decreto-lei n.º 87/2026, publicado a 15 de abril, alargou os procedimentos e prorrogou a gratuitidade da georreferenciação para propriedades com área inferior a 50 hectares até ao dia 30 de setembro. Desde o dia primeiro de outubro, cada representação gráfica georreferenciada tem um custo associado.
Eugénia Amaral, coordenadora da eBUPi-Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado, afirmou que o decreto regulamentar “introduz regras que tornam mais claros e previsíveis vários procedimentos associados à identificação dos prédios e à sua posterior regularização jurídica”.
As alterações permitem definir com maior clareza os passos a seguir em situações que podem atrasar a regularização dos prédios, como sobreposições ou dúvidas quanto às estremas das propriedades.
Durante um discurso na Casa de Mateus, António José Seguro afirmou que “a cultura tem neste caminho um papel decisivo”. O Presidente destacou que a cultura dá visibilidade aos territórios, mobiliza comunidades, atrai visitantes e estimula a economia.
A visita de António José Seguro começou em Chaves, onde esteve no museu Nadir Afonso, projetado pelo arquiteto Siza Vieira. A cerimónia de entrega do prémio D. Diniz à escritora Djaimilia Pereira de Almeida ocorreu em Vila Real.
O Presidente sublinhou que “o interior não é uma margem de Portugal”, mas sim parte integrante do seu centro histórico, cultural, económico e humano. Ele reiterou que “um país que desvaloriza o interior empobrece-se a si próprio” e que investir no interior fortalece a coesão nacional.
António José Seguro defendeu que Portugal deve transformar esta convicção numa prioridade permanente. Ele apelou à mobilização do Estado, autarquias, universidades e sociedade civil para desenvolver as potencialidades de cada território.
O Presidente enfatizou que “um país mais coeso é um país em que o código postal não determina as possibilidades de cada cidadão”. A sua presença em Trás-os-Montes visa reafirmar a importância de valorizar plenamente o interior do país.
Seguro referiu ainda que os momentos culturais vividos durante o dia estão unidos pela ideia de que “a cultura é uma forma de afirmar a identidade”. Ele destacou que tudo isso acontece em Trás-os-Montes como demonstração de que o talento e a criatividade não estão restritos aos grandes centros urbanos.
Após elogiar a obra da escritora Djaimilia Pereira de Almeida, António José Seguro considerou-a merecedora do prémio na Casa de Mateus. A autora luso-angolana dedicou o prémio ao marido, expressando gratidão pelo seu apoio incondicional ao longo da sua carreira literária.
O prémio D. Diniz conta com um valor de 7.500 euros e tem o apoio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. O júri é composto por Fernando Pinto do Amaral (presidente), Pedro Mexia e Mário Cláudio.
A diretora delegada da Fundação da Casa de Mateus, Teresa Albuquerque, aproveitou a presença da ministra da Cultura para agradecer a confirmação do protocolo que assegura a continuidade do apoio ministerial ao prémio.
O vice-líder Vila Nova terá mudanças no sistema defensivo para enfrentar o Náutico neste domingo (11), às 17h30, no Estádio dos Aflitos, em Recife, pela 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O técnico Guto Ferreira não poderá contar com o lateral Higor, suspenso, e ainda aguarda a avaliação médica do zagueiro Douglas Mendes para definir a formação titular.
Higor recebeu o terceiro cartão amarelo no empate sem gols com o Cuiabá, na quarta-feira (7), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), e terá de cumprir suspensão automática. Para ocupar a vaga, Willian Formiga aparece como principal opção da comissão técnica.
A situação de Douglas Mendes também preocupa. O zagueiro sentiu dores na coxa durante a partida contra o Cuiabá, mas permaneceu em campo até o fim do jogo. O defensor será avaliado pelo departamento médico antes da viagem da equipe para Pernambuco.
Caso Douglas Mendes não reúna condições de atuar, Anderson Jesus é uma das alternativas para formar a dupla de zaga com Tiago Pagnussat. Jonathan Costa, que também se recupera de dores musculares, é outra dúvida para o confronto. Já Breno Bora segue em recuperação de uma lesão no joelho.
A definição da defesa será importante para Guto Ferreira na reta final da competição, especialmente em uma rodada que pode influenciar a posição colorada na tabela.
Náutico também tem dois desfalques por suspensão
O Náutico terá baixas para receber o Vila Nova. O zagueiro Betão e o atacante Júnior Todinho estão suspensos após receberem o terceiro cartão amarelo e não estarão à disposição do técnico Bruno Pivetti.
Para substituir Betão, o treinador pode optar por Gustavo Henrique ou Wanderson na zaga. Outra possibilidade é utilizar Igor Fernandes no setor e promover a entrada de Ryan na lateral esquerda.
No ataque, o argentino Borasi surge como alternativa para ocupar a vaga de Júnior Todinho. O jogador tem sido utilizado com frequência pelas beiradas do campo.
Além das duas ausências confirmadas, o Náutico tem nove atletas pendurados com dois cartões amarelos. Estão nessa situação o goleiro Muriel, o zagueiro Gustavo Henrique, o lateral Reginaldo, o volante Wenderson, o meia Jean Carlos e os atacantes Borasi, Victor Andrade, Derek e Kauã Maranhão.
Como chegam os times
O Vila Nova ocupa a vice-liderança, com 58 pontos em 32 jogos. A campanha colorada soma 17 vitórias, sete empates e oito derrotas. A equipe busca os três pontos em Recife para retomar a liderança, manter vivo o sonho do título e fortalecer sua campanha pelo acesso à Série A.
O Náutico, por sua vez, ocupa a 13ª posição, com 42 pontos, acumulados em 11 vitórias, nove empates e 12 derrotas. Depois de perder por 2 a 0 para o Novorizontino, o time pernambucano tenta reagir diante de sua torcida. Os alvirrubros buscam melhorar a posição na tabela nesta reta final da Série B e afastar o risco de rebaixamento para a Série C.
A música, a dança e a partilha marcaram os melhores momentos das comemorações do Dia Internacional do Idoso, que reuniram cerca de 480 seniores, no dia 1 de outubro, em Albufeira. Da Praça dos Pescadores ao Espaço Multiusos, a iniciativa “+ProximIdade”, organizada pela Guarda Nacional Republicana em parceria com a Câmara Municipal de Albufeira, proporcionou […]
One year since the ceasefire agreement, more than 1,400 people have been killed by Israeli forces in Gaza, nearly two million still need shelter, not a single hospital is fully functioning, and 1.4 million face crisis-level hunger.
International Organization for Migration (IOM) Director General Amy Pope warns: "As winter rain begins, the combined supply pipeline of humanitarian shelter partners covers barely 17 per cent of identified winter needs"
A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Goiânia, marcada para este sábado (10), às 9h, chega à reta final com a candidatura de Thialu Guiotti (Avante) reunindo apoios e a tentativa de construir um acordo com o grupo de Ronilson Reis (Solidariedade). A votação definirá quem sucederá Romário Policarpo (Cidadania), eleito deputado estadual e atual presidente da Casa.
Thialu afirmou, em entrevista à Rádio Difusora Goiânia na quinta-feira (8), contar com 29 votos declarados entre os 37 vereadores. O número supera os 19 necessários para vencer a eleição. Apesar da vantagem que declara ter, o parlamentar disse que pretende ampliar a adesão e buscar uma composição que reúna todos os integrantes da Câmara.
O vereador conta com o apoio público do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). Segundo informações divulgadas durante a semana, também recebeu apoio do governador eleito Daniel Vilela (MDB) e do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil). Thialu, no entanto, afirmou que a decisão depende dos votos dos próprios vereadores.
Ronilson Reis segue nas articulações
Ronilson Reis mantém o nome na disputa e admite a possibilidade de uma composição com Thialu Guiotti. Em entrevista publicada em 7 de outubro, o vereador afirmou que as negociações caminhavam para um acordo, mas ressaltou que ainda não havia definição sobre quem encabeçaria a eventual chapa. Na ocasião, ele não havia anunciado a retirada de sua candidatura.
Os dois grupos tentaram construir um entendimento para evitar uma disputa entre blocos da Câmara. As conversas, porém, não haviam resultado em acordo até quarta-feira (7). Com o avanço das articulações em torno de Thialu, a negociação passou a envolver também a possibilidade de participação de aliados de Ronilson na composição dos cargos diretivos.
Outro nome citado no início das conversas foi o de Henrique Alves (MDB), que declarou apoio a Thialu, segundo a CBN Goiânia. Geverson Abel (Republicanos) também apareceu entre os possíveis interessados, mas não há confirmação recente de que mantenha candidatura própria.
Eleição definirá toda a Mesa Diretora
A votação deste sábado não ficará restrita à escolha do presidente. Os vereadores também elegerão quatro vice-presidentes, cinco secretários e dois vice-presidentes corregedores. A composição das 22 comissões permanentes, do Conselho de Ética e das ouvidorias da Mulher e de Combate a Crimes Raciais também está na pauta.
Entre os espaços em negociação estão comissões estratégicas, como a de Constituição, Justiça e Redação, por onde passam os projetos apresentados à Câmara, e a de Finanças, Orçamento e Economia, responsável pela análise de matérias orçamentárias. A distribuição desses postos integra as conversas entre os diferentes grupos políticos.
Romário Policarpo deixa o comando após quatro mandatos
A eleição marcará a sucessão de Romário Policarpo, que presidiu a Câmara por quatro mandatos consecutivos, um feito inédito no Legislativo goianiense. Ele foi eleito deputado estadual em 4 de outubro e assumirá o novo mandato em fevereiro de 2027.
A nova Mesa Diretora comandará a Câmara no biênio 2027-2028. A sessão especial está marcada para as 9h de sábado, será aberta ao público e terá transmissão pela TV Câmara.
The Gaza Children Village plans to record classroom conversations and use AI to flag what it calls 'hateful' speech, prompting concerns over surveillance, free expression and Palestinians' right to shape their children's education.
In 1787, Catherine the Great set off on a six-month tour of Crimea, a territory Russia had annexed only four years earlier. The emperor of Austria and a group of European diplomats travelled with her. Along the route, triumphal arches had been built specially for the occasion, and the inscription they carried was hard to […]
Israeli news shares five testimonies from among thousands of Palestinians who survived hunger, severe violence, scabies, and brutal living conditions which are part of everyday life for thousands of prisoners.
A Biblioteca Municipal Lídia Jorge recebe já amanhã, dia 10 de outubro, às 15h00, a apresentação de “A Ordem da Luz e o Início de Tudo”, de Emanuel Fernandes. A sessão abre uma programação que inclui ainda “No Palco da Vida”, de Paula Fernandes, no dia 17, e “With the Absolute Heart of the Poem […]
la Fundación Cajasol mantiene su apuesta por ofrecer una programación cultural "abierta a todos los públicos" y centrada en la divulgación, las artes y la cultura en la provincia
Cartel de la conferencia 'Del INTA al Cedea' que organiza la Fundación Cajasol en Huelva
Há canções que deixam de pertencer apenas a quem as escreveu e passam a fazer parte da vida de quem as ouve. Acompanham histórias de amor, momentos marcantes e atravessam gerações. Os Pólo Norte são um dos exemplos mais marcantes desse fenómeno na música portuguesa. Liderada por Miguel Gameiro, a banda marcou a década de 90 e, décadas depois, continua presente na memória e no coração de muitos portugueses.
OMilénio Stadium esteve à conversa com o músico, que recordou o percurso dos Pólo Norte, a ligação emocional com o público, as mudanças na indústria da música e a nova digressão em formato acústico, que leva a banda a salas e auditórios de todo o país. Quando se fala dos Pólo Norte, é inevitável recordar temas como Grito, Aprender a Ser Feliz, O Teu Nome ou Lisboa. Canções com décadas de existência que continuam a ser cantadas por várias gerações. Qual será, afinal, o segredo para criar músicas capazes de resistir ao tempo? Miguel Gameiro admite não ter uma resposta concreta. Fala, antes, da forma como a banda sempre encarou a música: escrever com amor, compor com verdade, cantar com honestidade e tocar com entrega. É nessa autenticidade que, para o músico, reside a verdadeira magia: quando uma canção ultrapassa o estúdio, chega ao coração de alguém e passa a fazer parte da sua história.
Saber que uma música esteve presente num casamento, numa história de amor ou num momento importante da vida de alguém é, para qualquer artista, motivo de orgulho. Esse vínculo torna-se particularmente evidente nos concertos, onde não é raro ver pais e filhos a cantar juntos os mesmos refrões. Apesar de os mais jovens terem hoje acesso a uma multiplicidade de novos estilos e tendências, a música transmitida em casa continua a manter vivos os clássicos do pop-rock português. É também essa ligação que ganha uma nova dimensão na atual digressão dos Pólo Norte, num formato mais acústico e intimista. Longe da dimensão dos festivais e das festas populares, os teatros e auditórios permitem uma relação mais próxima entre músicos e público. Há silêncio, escuta e atenção a cada nota. Para Miguel Gameiro, este formato coloca maiores desafios aos músicos, mas proporciona uma troca emocional única.
Numa sala fechada, cada acorde, cada respiração e cada palavra ganham outra intensidade. É um palco que pode trazer uma maior sensação de vulnerabilidade, sobretudo no início, mas onde a resposta do público acaba por transformar cada concerto numa experiência especial. Muitas vezes, basta ouvir os primeiros acordes para surgirem os aplausos. Ao longo de três décadas de carreira, Miguel Gameiro teve ainda oportunidade de partilhar experiências com alguns dos grandes nomes da música portuguesa, como Jorge Palma e Luís Represas. Dessas relações, guarda aprendizagens que vão muito além da música: a humildade, o respeito pela profissão, o amor pela arte e, sobretudo, a importância de manter a verdade em palco.
O músico recorda momentos em estúdio e conversas que contribuíram para moldar a sua visão sobre a profissão. Uma certeza permanece: a entrega e o respeito pela música devem estar sempre acima de qualquer sucesso passageiro. Também o panorama atual da indústria é muito diferente daquele que os Pólo Norte encontraram quando começaram, em meados dos anos 90. Naquela época, um álbum tinha tempo para crescer. Havia vários singles, apresentações, concertos e espaço para que as músicas conquistassem gradualmente o público e as rádios.
Hoje, a realidade é marcada pela velocidade das plataformas digitais e das redes sociais. Miguel Gameiro identifica ainda uma maior aposta em projetos a solo, num contexto em que manter uma banda exige tempo, ensaios, cumplicidade e maturidade elementos que nem sempre encontram espaço na indústria atual.
Ainda assim, o músico reconhece e valoriza os projetos da nova geração que continuam a apostar no conceito de banda e na criação coletiva. Afinal, a cumplicidade entre músicos é, para si, uma parte insubstituível daquilo que torna uma banda especial. E quanto ao futuro dos Pólo Norte? Miguel Gameiro garante que já não existe a preocupação de corresponder às exigências do mercado ou da rádio convencional. Se surgirem novas canções, serão feitas sobretudo a pensar em quem acompanha a banda há décadas. Depois de tantos anos de estrada, aquilo que continua a levar Miguel Gameiro ao palco é, afinal, algo simples: uma sala cheia, a energia do público e a possibilidade de deixar uma boa memória em quem está do outro lado. Que cada pessoa saia de um concerto com uma recordação feliz, uma reflexão ou simplesmente um sentimento positivo. É essa a ambição. E assim, entre canções que resistem ao tempo e novas histórias que continuam a nascer em cada concerto, Miguel Gameiro mantém-se fiel à música e ao público. Porque, tal como diz uma das canções mais emblemáticas dos Pólo Norte, a vida é também um caminho contínuo onde todos continuamos a aprender a ser felizes.
Quatro meses depois da inauguração, a cantora Dua Lipa conheceu na Livraria Lello a biblioteca de 100 livros que criou em parceria com o Service95 Book Club. A ligação de Dua Lipa à literatura continua este mês em Londres, com vários encontros no London Literature Festival.
A cantora foi reconhecida pelos fãs que se encontravam à porta e parou para tirar fotografias com alguns deles, antes de entrar no espaço que já tinha escolhido como um dos seus destinos de passagem obrigatória. A presença na cidade acontece depois de uma passagem por Milão e quatro meses após a abertura da Manifesto Library, a 27 de junho. Apesar de ter estado envolvida na criação do projeto, Dua Lipa não participou na inauguração, integrada na programação do BABELL – Cidade dos Livros.
A relação com a histórica livraria portuense é especial. Em junho, numa parceria com o Google Maps, a artista incluiu a Lello numa lista de 130 lugares que considera de passagem obrigatória nas suas viagens. A seleção abrangia 47 países e tinha dois espaços portugueses: além da livraria no Porto, a Amor Records, em Lisboa. A Manifesto Library está instalada no novo auditório cultural da Livraria Lello, projetado por Álvaro Siza Vieira. Nas estantes estão 100 obras agrupadas em torno de temas como poder, controlo, voz e memória, entre títulos que foram proibidos ou censurados em diferentes contextos.
Durante muito tempo, falar de hipnose era falar de espetáculo: pêndulos a oscilar, voluntários a fazer figuras em palco, a promessa de alguém capaz de controlar a vontade alheia. Essa imagem ainda persiste no imaginário coletivo, mas está cada vez mais longe do que os investigadores observam nos laboratórios e do que os profissionais de saúde fazem nos consultórios.
Àluz da neurociência e das ciências do comportamento, a hipnose clínica tem vindo a ganhar um novo estatuto: o de ferramenta terapêutica credível, assente em mecanismos cerebrais e processos psicológicos que já é possível descrever com algum rigor. Segundo os especialistas, trata-se de um estado natural da mente, marcado por uma atenção intensamente focada, uma maior abertura à sugestão e alterações específicas na atividade do cérebro.
Há um mito que a investigação das últimas décadas tem desmontado com particular insistência: o de que a pessoa hipnotizada perde o controlo. Os estudos indicam precisamente o contrário. Trata-se de um processo ativo, em que o indivíduo se mantém consciente e participa de forma intencional na experiência.
Os exames de neuroimagem ajudam a perceber o que se passa durante o estado hipnótico. Os investigadores observam mudanças na forma como diferentes redes cerebrais comunicam entre si. Isto acontece sobretudo no córtex pré-frontal, ligado à atenção e à tomada de decisões, e na chamada rede de modo padrão (Default Mode Network), associada aos pensamentos sobre nós próprios. Abrange também as áreas responsáveis pela perceção e pela integração dos sentidos.
Na prática, explicam os cientistas, este padrão traduz uma maior facilidade em dirigir a atenção para dentro, deixando em segundo plano o ruído do mundo exterior. É nesse espaço que se torna mais fácil reinterpretar pensamentos e emoções. Por isso, há quem descreva a hipnose como um estado de elevada plasticidade mental.
No centro da hipnose está a sugestão terapêutica. Ao contrário do que se possa pensar, o paciente não a recebe passivamente. A sugestão funciona como um estímulo estruturado, capaz de influenciar a forma como se pensa, se percebe e se reage emocionalmente.
Com a repetição e com a experiência vivida em estado hipnótico, essas sugestões podem contribuir para alterar circuitos neurais. Este fenómeno é conhecido como neuroplasticidade. É aqui que reside, segundo os especialistas, a chave da mudança de comportamento: reformular hábitos, atenuar reações automáticas que prejudicam o dia a dia e desenvolver novas formas de autorregulação.
Aquilo a que antes se chamava, de forma algo vaga, “trabalhar o inconsciente” tem hoje uma explicação mais concreta. Trata-se da ativação de processos neurocognitivos que ajudam a pessoa a reorganizar-se por dentro.
Um travão para a ansiedade
A regulação emocional é um dos campos onde a hipnose tem mostrado resultados mais relevantes, sobretudo em casos de ansiedade, stress e dor crónica. A combinação de foco e sugestão dirigida parece modular a atividade da amígdala, a estrutura cerebral que está no centro das respostas ao medo e ao stress.
Ao mesmo tempo, reforça-se a atividade das regiões ligadas ao controlo executivo. Isso permite responder de forma mais consciente, e menos impulsiva, aos estímulos emocionais. Vivemos num tempo marcado pela sobrecarga e pela estimulação constante, e para muitos profissionais este equilíbrio entre reagir e controlar é essencial à saúde mental.
Os efeitos não ficam pela cabeça. A experiência hipnótica está associada a alterações fisiológicas mensuráveis. O coração abranda, os níveis de cortisol (a hormona do stress) descem e ativa-se o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo repouso e pela recuperação do organismo. A respiração e a concentração interna desempenham aqui um papel importante.
Tal como outras abordagens mente-corpo, a hipnose reforça uma ideia que a ciência tem vindo a consolidar: a relação entre mente e corpo funciona nos dois sentidos. É possível influenciar processos físicos através de mecanismos psicológicos bem estruturados.
Um complemento, não um milagre
Hoje, a hipnose clínica é usada como complemento em várias áreas da saúde. Vai da gestão da dor às perturbações de ansiedade, e passa também pela insónia, pelos comportamentos aditivos e pela preparação para procedimentos médicos.
Os especialistas são, no entanto, claros num ponto: a hipnose não substitui os tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. Pode, isso sim, potenciar os seus efeitos, desde que seja aplicada de forma adequada e por profissionais qualificados. Os resultados dependem de vários fatores, como a relação com o terapeuta, a motivação de quem procura ajuda e a consistência da prática.
Longe dos palcos, a hipnose revela-se, afinal, menos como um truque e mais como uma forma de chegar aos recursos que a própria mente já tem.
The Japanese apparel group Fast Retailing, owner of the Uniqlo chain, continues to grow at a rapid pace and could finish 2026 as the world’s second-largest fashion retailer. On Thursday, the company reported record annual results, with double-digit increases in both revenue and profit.
A música, a dança e a partilha marcaram os melhores momentos das comemorações do Dia Internacional do Idoso, que reuniram cerca de 480 seniores, no dia 1 de outubro, em Albufeira
Entre os momentos que marcaram este dia esteve o encontro dos participantes com os militares da GNR, na Praça dos Pescadores. A demonstração cinotécnica e a presença da patrulha de cavalaria despertaram a curiosidade dos seniores e deram lugar a momentos de interação, num ambiente de proximidade.
A energia dos participantes fez-se sentir nas atividades dinamizadas pela Câmara Municipal de Albufeira. Da ginástica às danças do mundo, da dança gold ao chi kung, houve oportunidade para experimentar diferentes formas de movimento e partilhar o gosto pela atividade física.
As atividades de empreita com palma e de pintura trouxeram também a criatividade e os saberes tradicionais a esta manhã de encontro.
O passeio de comboio turístico até ao Espaço Multiusos de Albufeira foi outro dos momentos do programa, que prosseguiu com um almoço-convívio. À mesa, o encontro deu espaço à conversa e à partilha, antes de a música assumir o protagonismo. O Grupo de Cantares Alentejanos da GNR e os cantores Filipa Sousa, César Matoso e Dany Tavares asseguraram a animação musical da celebração.
A valorização dos seniores esteve igualmente presente na intervenção do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, que destacou o percurso e o contributo de cada participante: “Estão aqui cerca de 480 jovens. Vocês são histórias, são famílias e são pessoas que nunca poderão ser esquecidas.”
O autarca reforçou ainda a importância de assegurar às pessoas mais velhas um lugar central na comunidade: “Uma comunidade, para ser realmente valiosa e equilibrada, tem que valorizar os seus idosos.” Integrada no programa da GNR “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, a iniciativa aproximou a população sénior das instituições e proporcionou oportunidades de participação e contacto.
Do primeiro encontro na Praça dos Pescadores à animação no Espaço Multiusos, ficaram os momentos de um dia que destacou a importância do convívio e dos laços de comunidade no combate ao isolamento social.