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Macron acusa de la violencia a la extrema izquierda, apoya a la Policía y comerciantes y anuncia que se podrán prohibir "ciertas reuniones" en Francia

18 October 2026 at 20:10

El presidente francés, Emmanuel Macron, ha comparecido en la tarde del domingo con un mensaje a la nación en el que ha emplazado a los prefectos regionales a prohibir "ciertas reuniones" cuando ello sea necesario en respuesta a los graves disturbios del sábado coincidiendo con las multitudinarias protestas sociales.

Macron ha responsabilizado de la violencia desatada a "extremistas de un grupo de ultraizquierda", y ha pedido a los prefectos que a partir de ahora respondan "incluso prohibiendo ciertas reuniones cuando sea necesario, tomando todas las medidas necesarias y por todos los medios".

El prefecto en Francia es el equivalente al delegado del Gobierno provincial en España y, por tanto, a cargo de las fuerzas policiales y la autorización de concentraciones. "Los prefectos tomarán decisiones conjuntamente con los alcaldes para proteger nuestras ciudades, nuestros edificios públicos y nuestros negocios", ha explicado.

Macron ha condenado así la "violencia desenfrenada" y ha subrayado que "nada la justifica". "Esta noche todos sentimos ira y vergüenza", ha afirmado Macron en un discurso televisado. "Quienes han saqueado deben pagar por sus crímenes (...). Quienes han atacado edificios gubernamentales deben pagar por sus crímenes", ha añadido antes de prometer "mano firme".

En cualquier caso, y en respuesta a las críticas sobre la actuación policial, Macron ha pedido "total transparencia" con respecto a la estrategia de las fuerzas de seguridad durante la jornada del sábado. Así, ha subrayado que "las fuerzas de seguridad se mantuvieron firmes" y que "hicieron todo lo posible" en esa situación.

El mandatario francés ha apelado a continuar con los debates "con los partidos y no en la calle, mediante la violencia", en referencia a las elecciones presidenciales previstas para dentro de seis meses. "No. Siempre no a la violencia de cualquier tipo", ha remachado.

En referencia al elevado coste de la vida, Macron ha reconocido la legitimidad de las protestas y planteado que "nunca debemos mezclar la protesta pacífica con saqueadores y alborotadores". "Hay gente que legítimamente considera que el precio de los combustibles están demasiado altos. Es por la guerra de Irán", ha apuntado.

Unas 550.000 personas han participado en las movilizaciones celebradas este sábado a lo largo y ancho de Francia, según la estimación de las autoridades. Por su parte, la Confederación General del Trabajo (CGT), el principal sindicato francés, ha elevado a más de 800.000 la cifra de asistentes.

En paralelo a estas protestas, hubo graves disturbios y ataques a sedes de ayuntamientos, como el de Limoges, que fue incendiado y destruido, así como saqueos de comercios. Al menos 2.397 personas fueron detenidas y 997 policías resultaron heridos, según el último balance facilitado por el Gobierno galo.

Tensões voltam a crescer; França contabiliza custos de protestos

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Novos confrontos eclodiram em Paris neste domingo (18), um dia depois de a França ter vivido um dos piores dias de agitação dos últimos anos, com protestos contra os preços altos que deixaram um manifestante morto, milhares de pessoas presas e lojas saqueadas ou danificadas em todo o país.

Manifestações em todo o país se transformaram em tumultos no sábado, com uma prefeitura incendiada, lojas saqueadas e prédios cobertos de pichações, enquanto grupos violentos entraram em confronto com a polícia em cidades por todo o país.

Notícias relacionadas:

Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris. A polícia realizou mais de 2 mil prisões em toda a França, enquanto mais de 600 policiais ficaram feridos, informou o ministro do Interior.
 
Flames and smoke rise, during civil unrest, the day after a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor Flames and smoke rise, during civil unrest, the day after a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor
Chamas e fumaça nas ruas de Paris, durante protestos da população contra os custos de vida e a alta dos preços dos combustíveis - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

“Aqui parece uma zona de guerra”, disse o empresário holandês Tije De Boer, que havia vindo a Paris com seus filhos para visitar um amigo e afirmou que os protestos o forçaram a deixar seu hotel na Place de la République, um dos pontos mais conturbados no sábado (17).

A polícia voltou a lançar gás lacrimogêneo contra os manifestantes na Place de la République e bicicletas foram incendiadas na tarde de domingo, um sinal de que as tensões ainda não haviam se acalmado totalmente na capital.

Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades no sábado, marcando a convergência de um movimento estudantil que já dura um mês com um descontentamento social mais amplo contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.
 

A destroyed car near the Marianne statue at the Place de la Republique, with a yellow vest put on it, the day after clashes during a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. The back of the vest reads: 'In 1961 the police drowns Algerian women'. REUTERS/Abdul Saboor     TPX IMAGES OF THE DAY A destroyed car near the Marianne statue at the Place de la Republique, with a yellow vest put on it, the day after clashes during a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. The back of the vest reads: 'In 1961 the police drowns Algerian women'. REUTERS/Abdul Saboor     TPX IMAGES OF THE DAY
Carro incendiado perto da estátua de Marianne, na Place de la Rèpublique - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h, horário local, no domingo, informou seu gabinete.

Os distúrbios de sábado revelaram a profunda raiva contra Macron, que deixará o cargo em 2027 após uma década no poder cada vez mais marcada pelo descontentamento social, uma economia fraca e uma dívida galopante.

O governo atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e ultra-esquerda, bem como a criminosos que, segundo o governo, instigaram os saques.

O líder da extrema direita francesa, Jordan Bardella, afirmou que a França havia sido “humilhada” e pediu que Macron renunciasse.

“Estamos pagando por décadas de negligência, perda de autoridade e pelo desarmamento moral, psicológico e material de nossas forças de segurança interna”, disse ele durante visita a uma delegacia de polícia em Paris.

Lojas danificadas
 

A demonstrator wearing a costume stands in front of burning flames, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor A demonstrator wearing a costume stands in front of burning flames, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor
Ruas comerciais foram tomadas por incêndios provocados pelos manifestantes - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

Enquanto centenas de milhares protestavam pacificamente, grupos marginais violentos atacaram prédios públicos, saquearam butiques de luxo e supermercados e atacaram veículos e policiais.

Uma operação maciça de limpeza teve início em cidades que vão de Lille, no norte, a Marselha, no sul, e de Estrasburgo, no leste, a Bordeaux, no sudoeste, onde uma multidão mascarada invadiu a residência do prefeito local.

O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou que várias centenas de lojas foram danificadas no sábado.

Em Limoges, no sudoeste da França, o prefeito Guillaume Guerin denunciou o caos após a prefeitura da cidade, de 143 anos, ter sido incendiada e amplamente destruída em um ataque criminoso no sábado, o que gerou comparações com o incêndio de 2019 que devastou a Catedral de Notre-Dame, em Paris.

“Houve uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura, e as pessoas que estavam lá dentro temeram por suas vidas”, disse Guerin à Reuters. Ele ameaçou renunciar caso a cidade não recebesse os recursos necessários para reparar a prefeitura.
 

A firefighting truck next to the burnt and destroyed Limoges town hall, which was set ablaze and largely destroyed in an arson attack amid demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Limoges, France, October 18, 2026. Picture taken by mobile phone. REUTERS/Clotaire Achi A firefighting truck next to the burnt and destroyed Limoges town hall, which was set ablaze and largely destroyed in an arson attack amid demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Limoges, France, October 18, 2026. Picture taken by mobile phone. REUTERS/Clotaire Achi
Caminhão dos Bombeiros trabalha no rescaldo do incêndio ocorrido na noite de Sábado, na prefeitura de Limoges, na França - Reuters/Clotaire Achi/proibida reprodução

Eleições

Os distúrbios aumentaram a pressão sobre o presidente Macron e seu governo antes da eleição presidencial prevista para o próximo ano. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu os distúrbios à “extrema esquerda” e aos criminosos.

O ministro da Economia, Roland Lescure, prometeu apoio no domingo aos empresários que sofreram prejuízos. “Quem destruir coisas vai pagar, reparar os danos e ser responsabilizado por sua intenção de semear o caos”, disse Lescure em comunicado.

O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, disse que até 100 lojas foram saqueadas em sua cidade, enquanto o prefeito de Marselha, Benoit Payan, anunciou ajuda financeira de emergência para apoiar as empresas afetadas pela violência.

O presidente-executivo da rede francesa de varejo Carrefour, Alexandre Bompard, disse à emissora francesa BFMTV que 50 lojas da empresa foram danificadas, incluindo 20 que foram saqueadas, com prejuízos decorrentes dos danos chegando a dezenas de milhões de euros.

Os protestos começaram no mês passado devido às condições das escolas e à escassez de professores nos subúrbios da classe trabalhadora, antes de se transformarem em um movimento contra a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida.

*Reportagem adicional de Natasa Bansagi, Janis Laizans, Abdul Saboor e Clotaire Achi

Katie Zacharia sigue bajo sospecha incluso tras ser despedida: ahora la acusan de mostrar información sensible en Instagram

18 October 2026 at 18:39

Kate Zacharia ha batido el récord de persona que menos tiempo ha durado en el cargo de portavoz de la Casa Blanca —solo cinco días—, pero ha dado un buen número de titulares... y sigue haciéndolo.

Después de que el pasado viernes se conociera su despido por una suma de errores propios, ahora la acusan de compartir inadvertidamente información sensible a través de su cuenta de Instagram.

Este sábado, Zacharia publicó en su cuenta de esta red social una foto en el despacho oval junto al presidente de EEUU, Donald Trump, a modo de despedida y agradecimiento: "Ha sido un honor trabajar para él", escribió.

Pero a algunos comentaristas no les ha pasado desapercibido un detalle de la foto. Sobre la mesa se ve un mapa cuya imagen ha sido retocada. Posteriormente, compartió en stories otra foto del mismo lugar, esta vez con su marido y cuatro hijos, donde el mapa ya no está.

Los observadores señalan que la forma de la masa de tierra en el mapa parece asemejarse al East Potomac Park en Washington D. C., un lugar que Trump tiene en el punto de mira como parte de su objetivo de renovar lugares emblemáticos y propiedades federales en la capital del país.

A finales de junio, Trump anunció en Truth Social su intención de renovar el campo de golf del parque, al que calificó de "deteriorado, desgastado, muy peligroso y obsoleto", pero el plan ha sido impugnado desde entonces por una demanda presentada por la Liga de Preservación de DC.

La administración ha afirmado que no existe un diseño definitivo para el campo de golf, pero los críticos han interpretado el mapa que hay sobre el escritorio de Trump como prueba de lo contrario.

Alex Rosen, fundador de la asociación Save East Po, que se opone al plan de renovación, declaró a The Washington Post que los detalles del mapa borroso se asemejan a las representaciones previamente difundidas de los planes de renovación del parque.

El director de comunicaciones de la Casa Blanca, Steven Cheung, se burló de esas preocupaciones en una declaración al Washington Post en la que afirmó que este medio estaba "obsesionado de forma exagerada con una foto inocua" y que sufría del "Síndrome de Trastorno de Trump".

El vídeo de un barco turístico navegando por el Sena mientras los viajeros graban con sus móviles cómo arde París

18 October 2026 at 18:14

París está siendo el epicentro de las protestas violentas que desestabilizan Europa. Violencia en las calles, detenciones, cargas policiales, comercios saqueados, pillaje. Las escenas de este fin de semana están siendo muy comentadas.

Pero no podemos olvidar que París es uno de los principales destinos turísticos del mundo, y el imparable negocio de los viajes no para ni aunque las calles ardan.

Prueba de ello es un vídeo que se ha hecho viral en TikTok y se ha difundido en redes sociales. En él se ve cómo uno de los barcos turísticos que surca el Sena para mostrar a los viajeros las maravillas ribereñas de la capital gala se topa con la realidad.

En el vídeo se ve cómo el barco pasa por debajo del Pont des Arts, que une el Museo del Louvre con el Institut de France y la Academia Francesa, y hay un incendio en la zona.

El vídeo avanza y se ve cómo la embarcación llega al puente de Alejandro III, que une el Grand Palais y los Invalides, ya muy cerca de la Torre Eiffel. De fondo, una densa y oscura columna de humo asciende hacia el cielo. Mientras tanto, los turistas no dejan de grabar con sus móviles.

Este domingo, las autoridades y los cuerpos y fuerzas de seguridad del estado están de nuevo alerta ante la posible reproducción de los graves disturbios que provocaron el caos en la capital gala y otras ciudades del país.

Los disturbios se recrudecen en París con ataques a comercios: saquean una tienda de Yves Saint Laurent

18 October 2026 at 17:09

La tensión ha vuelto este domingo a París y otras ciudades francesas como como Toulouse, Lyon, Rennes o Lille tras una serie de concentraciones convocadas por redes sociales, donde ha habido nuevas cargas policiales. Estos enfrentamientos tienen lugar un día después de las protestas masivas convocadas en toda Francia por el elevado coste del nivel de vida que desembocaron en los disturbios más violentos que se recuerdan en los últimos años en ese país. Según el balance provisional de las autoridades, ha habido un muerto y 2.397 detenidos, mientras que 997 policías, gendarmes y bomberos han resultado heridos en el marco de los enfrentamientos, ataques a edificios públicos y saqueos de comercios. Asimismo, un joven ha perdido la mano al explotarle una granada de la Policía en Saint Étienne, mientras que una chica de 17 años ha perdido el ojo izquierdo en Mulhouse tras resultar herida en el transcurso de estas protestas, un suceso que ya investiga la Policía Nacional francesa.

La imagen más impactante de estos episodios violentos ha sido la del incendio del ayuntamiento de Limoges, en el centro del país, que este sábado quedó completamente destruido después de que unos individuos encapuchados accediesen al interior del edificio y le prendieran fuego con trabajadores dentro. Las llamas fueron calcinando el inmueble, del s. XIX y declarado monumento histórico, y el techo junto a su campanario colapsó al cabo de varias horas.

El presidente francés, Emmanuel Macron, ha condenado este domingo en un mensaje a la nación estos actos de "violencia inédita", por los que ha responsabilizado a "extremistas de un grupo de ultraizquierda". "Esta noche todos sentimos ira y vergüenza", ha afirmado Macron, antes de prometer "mano firme" y emplazar a los prefectos regionales —el equivalente en España a los delegados de Gobierno— a prohibir "ciertas reuniones" cuando ello sea necesario. "Los prefectos tomarán decisiones conjuntamente con los alcaldes para proteger nuestras ciudades, nuestros edificios públicos y nuestros negocios", ha detallado al respecto.

Las protestas por la inflación y la vivienda se contagian por Europa: caos en Francia, Italia y Albania y acampadas de España y Portugal

18 October 2026 at 16:40

Europa arde. Francia, Italia, Bélgica, Albania, y de diferente manera, España y Portugal están viviendo graves disturbios, caos y violencia de la mano de manifestantes que, lanzados a la calle para protestar contra la carestía de la vida, la falta de acceso a la vivienda o la calidad de la educación, acaban provocando destrucción allá por donde van.

Sudaderas oscuras con capucha, banderas palestinas, kufiyas cubriendo los rostros y un apetito por la destrucción absoluto son algunos de los denominadores comunes de unos antisistema que están poniendo en jaque a los gobiernos de toda Europa, desbordados, como en el caso de Francia, por una respuesta violenta que no esperaban.

El país galo es, en efecto, el epicentro de esta ola violenta, sobre todo después de las impactantes escenas que se han registrado en las grandes ciudades como París, Lyon, Marsella o Niza. También en otras de menor tamaño, como Limoges, cuyo monumental ayuntamiento, del principios del siglo XIX ardió por completo ante la furia de los manifestantes.

Al menos una persona murió este sábado en los disturbios, mientras que las detenciones en todo el país ascienden a 2.000 y los policías heridos a más de medio centenar largo. Además, un manifestante perdió la mano al estallarle una granada que recogió después de que supuestamente la lanzara la policía en la ciudad de St. Etienne.

Las escenas de barricadas e incendios han corrido por las redes sociales este fin de semana, y con especial viralidad las de saqueos y pillajes no solo en las tiendas de lujo parisinas o en las grandes superficies, sino también en pequeños comercios, frecuentados por anónimos, que veían impotentes como la turba los vaciaba y destruía.

El Gobierno francés ha pedido a la Fiscalía que solicite prisión provisional para los detenidos, y planea aplicar la doctrina casseur-payeur (es decir, 'rompedor-pagador'), para que sean los responsables de los destrozos los que tengan que pagar por los desperfectos provocados.

El Ejecutivo de Macron, que este domingo por la noche interviene en directo en un mensaje para la ciudadanía, acusa a la izquierda radical del país de maniobrar para fomentar esta violencia radical, que en muchos casos está protagonizada por jóvenes de origen inmigrante de las banlieus o suburbios de las grandes ciudadaes franceses.

El Gobierno, no obstante, no se libra de las críticas, ya que acusan a las fuerzas de inteligencia y seguridad de no haber previsto la virulencia de las protestas y de falta de medios policiales para hacerles frente.

Precisamente, este domingo estas fuerzas policiales tienen un nuevo reto por delante, ya que desde primeras horas de la tarde se volvieron a producir tensas concentraciones en las grandes ciudades del país.

Violencia en Italia

En Italia, el fin de semana ha sido también complicado, sobre todo en ciudades del norte del país como Milán, Turín o Bolonia. Los incidentes más graves se han producido en la primera, con lanzamiento de piedras, incendios y barricadas en la céntrica plaza del Duomo, que han provocado la respuesta de los carabinieri.

Como en Francia, también hay decenas de heridos y detenidos, y se han producido destrozos en mobiliario público y tiendas de lugares tan emblemáticos como las galerías Vittorio Emanuele. Algunas se vieron obligadas a cerrar sus persianas con sus empleados dentro.

Albania, punto caliente

Otro punto caliente de las protestas en Europa es Albania. Grupos de jóvenes han pasado cuatro días protestando con vehemencia contra el Gobierno, exigiendo mejores condiciones de estudio y protestando contra la corrupción, la carestía y la falta de perspectivas.

El Gobierno albanés informó el sábado de que 127 personas habían sido arrestadas en Tirana en los cuatro días de protestas, y que otras 244 están siendo investigadas por violencia contra la Policía, daños a instituciones estatales y destrucción de propiedad pública y privada, incluyendo cajeros automáticos, cámaras, vehículos y mobiliario urbano.

Disturbios en Bélgica

También Bélgica ha sufrido el envite de las violentas protestas. Cerca de 200 personas fueron detenidas en el país durante las manifestaciones que tuvieron lugar este sábado contra los recortes en educación, la policía, el Gobierno federal y el auge de la extrema derecha.

La capital, Bruselas, fue el lugar donde se produjeron los peores disturbios, con lanzamiento de proyectiles contra la policía, resistencia a la autoridad y un incendio provocado. Cinco agentes resultaron heridos.

Las acampadas ibéricas

Otro aspecto de esta ola, menos violento, es el que se está viviendo en la península ibérica. España y Portugal acogen sendas acampadas con un mismo detonante: la crisis de la vivienda.

En la madrileña Puerta del Sol persiste la acampada impulsada por el Sindicato de Inquilinas y generada tras el desahucio de la anciana Maricarmen Abascal (que falleció días después) y que ha derivado en la convocatoria de una huelga general para el 11 de noviembre, la primera desde que Pedro Sánchez accediera al poder.

Por fortuna, la acampada no ha ido acompañada de violencia ni de disturbios, más allá de los enfrentamientos políticos entre la izquierda y los partidos de la oposición al respecto de la misma. El plante, en cualquier modo, puede desmontarse en cualquier momento, ya que entre los participantes no hay consenso sobre si desacampar ya, esperar al día 11 de noviembre o incluso a las elecciones generales de 18 días después.

Muy parecida en cuanto al concepto es la acampada que se registra en la emblemática plaza del Rossio de Lisboa. Los manifestantes piden al Gobierno de Luís Montenegro límites a los alquileres, la retirada de la nueva ley de arrendamientos y una mayor intervención del Estado en el mercado inmobiliario y como en España, plantean una huelga general en Portugal para presionar al Ejecutivo.

El propio portavoz de los acampados en Lisboa, Joao Veloso, admitió que hay un efecto llamada entre países: "Claro que hay influencias de las acampadas de España y también de las movilizaciones de otros países, como en Francia", declaró a los medios lusos.

Trump pide a Macron cerrar fronteras "antes de que sea demasiado tarde" y achaca el deterioro del país a la inmigración

18 October 2026 at 16:15

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, ha instado a Francia a cerrar sus fronteras cuanto antes y recuperar el control de la situación ante lo que considera un agravamiento de la crisis que atraviesa el país, que ha atribuido a la continua llegada de inmigrantes.

En un mensaje publicado en redes sociales, el inquilino de la Casa Blanca ha denunciado que Francia está "en llamas" y ha puesto el foco en la inmigración procedente de lugares con distintas culturas, a las que ha culpado de echar a perder la nación francesa.

"La inmigración de personas de un mundo completamente diferente, personas con odio en sus corazones, ha destrozado a ese país que alguna vez fue grande", ha aseverado el mandatario, antes de reclamar a las autoridades galas que adopten medidas inmediatas para revertir la situación. "¡Cierren sus fronteras y tomen el control antes de que sea demasiado tarde!", ha concluido.

La demanda del Trump tiene lugar en un contexto de gran agitación en el país, que ha visto las calles de sus principales ciudades asediadas por el "desorden" y la violencia vividos en el marco de las multitudinarias protestas celebradas en distintos puntos del país para denunciar la mala situación de la educación pública, el elevado coste de la vida y la violencia policial de las últimas semanas.

Según datos del Gobierno francés, la última jornada de protestas se ha saldado con 1.800 detenidos y más de 500 agentes heridos.

La superviviente de un tiroteo escolar en 2001 revive su pesadilla: su hijo estaba en el colegio de Oregón de la matanza del jueves

18 October 2026 at 14:08

El pasado jueves, Estados Unidos se quedó de nuevo conmocionada por un nuevo tiroteo escolar, en el que un joven de 16 años, que fue abatido después, acabó con la vida de cuatro niños y una maestra en Bend, Oregón.

Este traumático episodio lo es aún más para Michelle, una madre que, según la CNN, es superviviente de otro tiroteo escolar ocurrido hace 25 años en California y cuyo hijo asiste al colegio Silver Rail de Bend, donde ha tenido lugar esta última masacre.

Michelle cursaba el primer año de secundaria en California cuando sobrevivió a un tiroteo escolar en 2001. El trauma la acompañó hasta la edad adulta; siempre buscaba salidas en las habitaciones, se sentaba mirando hacia las puertas y sufre ansiedad y ataques de pánico.

Según la CNN, cada vez que dejaba a sus hijos en la escuela, sentía una inevitable angustia. La mujer, que no revela su apellido por motivos de privacidad, veía marcharse a sus hijos con un nudo en el estómago, preguntándose si volvería a verlos.

Sus peores temores se confirmaron el jueves, cuando su hijo de quinto grado la llamó desde el colegio: "Mamá, hay un tirador". La mujer le dijo que lo quería, que no hiciera ruido y colgó para llamar a la policía, que no le respondió. Así que decidió ir ella misma al colegio.

"Pensé: ¿Cómo puede pasar esto? ¿Cómo puede caer un rayo dos veces en el mismo lugar?", expresó la mujer, que por fortuna pudo volver a abrazar a su hijo, que no resultó herido en el tiroteo.

Michelle esperaba que sus hijos nunca tuvieran que experimentar algo así. "Esto es un trauma generacional, es la segunda generación que ha vivido el trauma de un tiroteo escolar", contó Michelle a CNN. "¡Qué terrible es esto!", concluyó.

El incendio del Ayuntamiento de Limoges (Francia) queda controlado tras los disturbios

18 October 2026 at 09:12
El Ayuntamiento de Limoges, un edificio declarado monumento histórico y del siglo XIX, incendiado durante las protestas de este sábado en Francia por el encarecimiento de la vida

El incendio que causó graves daños el sábado en el Ayuntamiento de Limoges, un edificio histórico del siglo XIX, quedó controlado este domingo, mientras los bomberos trabajaban para extinguir los últimos focos, informó el prefecto del departamento francés de Haute-Vienne, Maurice Barate. "El fuego está controlado", declaró el prefecto (delegado del Gobierno) a la cadena LCI, y añadió que los equipos de emergencia estaban apagando las últimas brasas.

El incendio se produjo el sábado durante una jornada de protestas sociales en Francia. Según las autoridades locales, varios manifestantes forzaron la entrada al edificio y prendieron fuego en su interior, tras lo cual las llamas se extendieron a las plantas superiores y alcanzaron la cubierta, que terminó derrumbándose.

El alcalde de Limoges, Guillaume Guérin, condenó anoche el ataque y aseguró que el Ayuntamiento había quedado prácticamente destruido. No obstante, afirmó que los servicios municipales continuarían funcionando pese a los daños. "Han destruido un edificio que los habitantes de Limoges aman, pero no han destruido el servicio público", declaró Guérin. "Es -dijo- un monumento que arde, pero no la República".

El alcalde también expresó su confianza en que los responsables fueran detenidos y sostuvo que los agentes desplegados durante la protesta no disponían de medios suficientes para contener a los participantes violentos. Según declaró hoy el prefecto, unas 5.000 personas participaron en la manifestación, entre ellas varios cientos de individuos a los que describió como radicalizados y extremadamente violentos.

Apres plusieurs heures, la mairie de Limoges s’est effondrée.

C’est épouvantable. Quelle époque épouvantable. pic.twitter.com/hJOcys9YvH

— Pierre Charron (@marinpetrus) October 17, 2026

Tras los incidentes en el Ayuntamiento, algunos manifestantes se dirigieron hacia la prefectura, mientras otros saquearon comercios del centro de la ciudad, añadió. El prefecto afirmó que el incendio había sido provocado deliberadamente y condenó los ataques contra edificios públicos y establecimientos comerciales. El Ayuntamiento de Limoges fue construido entre 1876 y 1883 y está considerado monumento histórico. El edificio combina elementos arquitectónicos inspirados en el Renacimiento tardío y la época de Luis XIII.

La guerra en Oriente Medio, ¿la oportunidad para un nuevo esquema de alianzas en la región?

17 October 2026 at 23:01
Un grupo de hombres porta dagas tradicionales en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes

Cuando Donald Trump desató su furia sobre Irán a finales de febrero, el resto del planeta se echó a temblar. No era para menos. Casi ocho meses después, el estrecho de Ormuz continúa bloqueado –no lo estaba antes del comienzo de la guerra– y los precios se encuentran por las nubes. Sin embargo, más allá del impacto en los bolsillos el conflicto está provocando un efecto dominó en Oriente Medio. Y es que, los misiles de Irán y sus aliados siguen cayendo por toda la región, lo que ha llevado al resto de países a reconsiderar sus afinidades.

Bien está que el conflicto entre Estados Unidos y la República Islámica se ha estancando desde hace meses, aunque en los últimos días se han intensificado los ataques a petroleros en Ormuz. Sin embargo, el foco ahora está en Yemen. Allí, una ofensiva de los rebeldes hutíes a principios de septiembre ha cogido por sorpresa a sus enemigos: el gobierno oficial del país y Arabia Saudí.

En cuestión de semanas, Riad ha visto cómo su poderío militar en la región es incapaz de hacer frente a un grupo insurgente de un país vecino. Sus ataques contra el aeropuerto de la capital saudí han dejado un reguero de muertos. También la empresa petrolera estatal –que engloba en torno al 10% de la producción mundial– ha sido objetivo de los hutíes. Los rebeldes están golpeando donde más duele.

El nuevo frente ha puesto de manifiesto que la lógica de alianzas en Oriente Medio ha cambiado. El estatus de major non-NATO ally ("aliado importante no-OTAN") de Arabia Saudí da buena cuenta del lugar privilegiado de los saudíes en la red de socios de Washington. Al menos así era hasta ahora. Pero, cuando el príncipe heredero Mohamed bin Salmán pidió auxilio a Donald Trump para frenar los ataques hutíes, éste le cerró la puerta en las narices.

EEUU ni está ni se le espera

A lo largo de estos meses, Trump ha mostrado su incapacidad o, directamente, indiferencia hacia la protección de sus aliados en el Golfo. Este semana, una investigación de Reuters ha desvelado que los ataques de Irán y sus aliados han alcanzado 135 objetivos críticos para las cadenas de suministro energético en la región. Mientras los misiles llovían sobre sus socios, la Casa Blanca miraba hacia otro lado.

Washington estaba centrado en los ataques contra sus bases militares en la región, cuyos daños ha tratado de minimizar durante estos meses. Sin embargo, la cadena CBS reveló el pasado mes de septiembre imágenes que mostraban los daños generalizados y la destrucción en múltiples posiciones estadounidenses en todo Oriente Medio como resultado de los ataques.

Manifestación contra de Arabia Saudí en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes
Manifestación contra de Arabia Saudí en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes | EFE/EPA/YAHYA ARHAB

La sensación de abandono en los Estados del Golfo es generalizada. Se suponía que las bases estadounidenses eran su garantía de seguridad. En cambio, esas instalaciones han sido el principal motivo por el que han sufrido los ataques de Irán. Y la Casa Blanca no ha movido un dedo para evitarlos.

Ahora, con su no intervención para auxiliar a los saudíes, EEUU refuerza aún más esta percepción. En un análisis para el Centro de Estudios Estratégicos e Internacionales, un think tank con sede en Washington, Michael Ratney lo explica así: "La reticencia de Estados Unidos a involucrarse alimenta la percepción de que ha abandonado a un socio en su momento de mayor necesidad. Mientras Arabia Saudí, su aliado, está siendo atacado, el presidente estadounidense le dice al mundo que no lo está ayudando". En este mismo análisis, sugiere que Riad buscará nuevos socios, como bien demuestra el reciente Pacto de la Meca.

Turquía y Pakistán al rescate

El pasado agosto Arabia Saudí, Pakistán y Turquía firmaron el Pacto de la Meca. Algunos analistas lo han definido como una "OTAN musulmana", bien está que solo lo componen tres países. Aunque en un primer momento los pakistaníes y los turcos se mostraron reacios a ayudar a Riad, finalmente han aceptado acudir en su auxilio. Tropas enviadas por Islamabad ya se encuentran en suelo saudí, mientras que en el caso de Ankara, el Parlamento turco debe dar el visto bueno.

Un acuerdo de este tipo pone a Irán en un lugar especialmente comprometido. Los saudíes son unos de sus principales rivales en la región. Sin embargo, el presidente iraní, Masoud Pezeshkian, ha valorado la triple alianza como "un paso adelante" en la unión entre musulmanes, asegurando que su país está "listo" para participar en el proceso.

Prisioneros leales al Gobierno oficialista de Yemen liberados este sábado por los hutíes
Prisioneros leales al Gobierno oficialista de Yemen liberados este sábado por los hutíes | EFE/EPA/YAHYA ARHAB

Tras conocerse el acuerdo, el Institute for National Security Studies, un think tank israelí vinculado a la Universidad de Tal Aviv, analizó las implicaciones del pacto para Irán. Aunque el declive de la hegemonía militar estadounidense en la región es una pequeña victoria para la República Islámica, el acuerdo entraña riesgos. ¿Y si en un futuro supusiese una amenaza?

Fuentes iraníes consultadas por El Independiente se limitan a subrayar que el Pacto de la Meca es un acuerdo de defensa, no ofensivo. Además, señalan que Pakistán es un buen aliado de Teherán. No obstante, algunos análisis publicados en medios iraníes han cargado contra Islamabad, a quien acusan de estar jugando a dos bandas.

Las milicias hutíes de Yemen forman parte del Eje de Resistencia, la red de alianzas orquestada por Teherán contra EEUU, Israel y sus aliados. A su vez, son enemigos de Arabia Saudí, que apoya al Gobierno oficialista yemení, en guerra con los rebeldes desde hace más de una década. Así, Pakistán, amigo de los ayatolás, colabora ahora con los saudíes para acabar con los socios iraníes en la región.

El factor israelí

Quizás el elemento más complicado de encajar en la ecuación sea Israel. El periódico Haaretz ha revelado los supuestos planes de Benjamín Netanyahu para unirse a Arabia Saudí en los ataques contra los hutíes. El primer ministro israelí anda buscando la normalización de las relaciones con los saudíes desde hace tiempo. Sumarse a su ofensiva contra las milicias rebeldes sería un buen aliciente.

No obstante, el príncipe israelí se muestra reticente a dar este paso. Aunque Riad y Tel Aviv colaboren al margen de los canales oficiales, aunar a Netanyahu a su alianza contra los hutíes son palabras mayores. Las fuentes iraníes consultadas por este medio no creen que esto vaya a suceder. También descartan que la República Islámica acudiese en auxilio de los rebeldes de Yemen si Israel se uniese a los ataques. Están centrados en su propia guerra con EEUU.

Cartel en contra de Benjamín Netanyahu en el centro de Teherán
Cartel en contra de Benjamín Netanyahu en el centro de Teherán | EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Además, está la barrera de Turquía, con quien Israel mantiene una intensa rivalidad desde hace meses. Hasta el punto de que Netanyahu ha llegado a afirmar que este país "es el nuevo Irán". La pugna entre estos dos Estados tiene mucho que ver con Siria, donde el Gobierno de Recep Tayyip Erdoğan ha ido ganando influencia desde la llegada del islamista Ahmed al Sharaa al poder. Desde Tel Aviv ven la creciente cooperación entre Damasco y Ankara como una amenaza a sus intereses en los Altos del Golán, territorio sirio que ocupan desde hace dos años.

De hecho, el portal estadounidense Axios aseguró a principios de mes que el Gobierno sirio estaba barajando también la posibilidad de enviar tropas a Yemen a luchar contra los hutíes. Un movimiento sorpresa desmentido por Damasco, aunque siguen llegando informes que apuntan en esta dirección.

Así, mientras los combates se recrudecen en Yemen –donde los desplazados internos superan los 233.000, según la Organización Internacional para las Migraciones–, el juego continúa en el tablero geopolítico en Oriente Medio. El vació dejado por Washington está siendo aprovechado por las potencias regionales, aunque todavía no queda claro hacia dónde terminarán de realinearse estos nuevos intereses.

De París a Limoges: las protestas de estudiantes y la violencia incendian Francia y dejan 1.800 detenidos

17 October 2026 at 16:27
El Ayuntamiento de Limoges, destruido por las llamas.

Los franceses han vuelto a incendiar las calles en las protestas convocadas este 17 de octubre. A los estudiantes, que llevan ya un mes de manifestaciones, se han unido funcionarios, sindicalistas, agricultores, transportistas y los chalecos amarillos. Estos últimos fueron clave en las manifestaciones de 2018 por motivos como el incremento del precio de los carburantes o la fiscalidad, entre otros.

La violencia ha escalado en varias ciudades, desde París a Lyon y Limoges, donde las llamas devoraron el Ayuntamiento. A seis meses de las elecciones presidenciales, reina el caos en un país con un gobierno debilitado y un jefe del Estado, Emmanuel Macron, en tiempo de descuento y con una líder de la ultraderecha, Marine Le Pen, que podría aprovechar el descontento generalizado. Las distintas encuestas francesas publicadas en octubre la sitúan en una intención del voto del 35% frente al 15-16% que reciben los candidatos del centro o el izquierdista Jean-Luc Mélenchon.

El Ministerio del Interior francés, Laurent Núñez, actualizó este domingo la cifra de detenidos, que se eleva de los 400 contemplados el sábado, a 1.800 personas. Aún se siguen llevando a cabo investigaciones para "identificar a los autores" de los desórdenes y disturbios acontecidos. Por otro lado, apuntó que la jornada de protestas e incidentes ha dejado "más de 500 policías, gendarmes y bomberos heridos por las escenas de violencia". "La República no cederá nada a aquellos que quieran imponer el desorden y la violencia", escribió en redes sociales. En París se superarían las 870 detenciones.

Las protestas han estado dirigidas contra el encarecimiento de la vida, con incidentes graves en ciudades como Marsella y Lyon, pero también en París o Nantes, entre otras, según datos aún provisionales. Las autoridades señalaron un aumento de los actos violentos, incluidos ataques contra las fuerzas de seguridad, saqueos o intentos de saqueo de comercios y daños en edificios públicos protagonizados por grupos de varios cientos de individuos vestidos de negro, vinculados a la extrema izquierda.

El presidente francés, Emmanuel Macron, afirmó este sábado que no hay "ningún lugar para la violencia" en Francia, prometió castigos para los autores de destrozos y saqueos en esta jornada de protestas por el encarecimiento de la vida, y pidió un "frente unido" contra "los que siembran el caos".

"Quienes han destrozado, atacado prefecturas y comercios y saqueado incluso nuestros ayuntamientos, serán perseguidos y castigados", escribió Macron en un mensaje en sus redes sociales.

Apres plusieurs heures, la mairie de Limoges s’est effondrée.

C’est épouvantable. Quelle époque épouvantable. pic.twitter.com/hJOcys9YvH

— Pierre Charron (@marinpetrus) October 17, 2026

El jefe del Estado aseguró además que habrá "un frente unido frente a los que siembran el caos, que solo buscan derribar nuestras instituciones y impiden que aquellos que expresan pacíficamente sus reivindicaciones lo hagan".

Macron tuvo palabras también de "apoyo" para las fuerzas del orden, "garantes del derecho a manifestarse", y que han estado en las últimas semanas en el foco de las críticas por los métodos empleados para afrontar los bloqueos y manifestaciones de estudiantes que piden mejoras educativas.

Destrozos en Marsella y Lyon

Según traslada EFE, los incidentes más graves, el ministerio destacó la entrada por la fuerza de manifestantes en el Ayuntamiento de Marsella y los destrozos en establecimientos comerciales. En Lyon, donde una oficina de turismo fue destruida por un incendio y varios comercios sufrieron daños, los bomberos que acudieron al lugar encontraron obstáculos para intervenir debido a la actuación de grupos violentos, según el Ministerio del Interior. En París, varios grupos que participaban en marchas no autorizadas intentaron converger hacia edificios institucionales, incluido el Palacio del Elíseo, lo que llevó a las fuerzas de seguridad a intervenir para dispersarlos y proteger las sedes oficiales.

También se registraron incidentes en otras ciudades. En Aviñón, manifestantes entraron en el patio de la Prefectura del departamento de Vaucluse, mientras que en Grenoble se produjeron daños en el Ayuntamiento. En Pau, Montpellier, Toulouse y Valence, varios comercios fueron vandalizados, según las autoridades. Las protestas, convocadas contra la inflación y la pérdida de poder adquisitivo, han movilizado a colectivos diversos en distintas partes de Francia y han estado acompañadas de enfrentamientos y daños materiales en varias ciudades.

Decenas de miles de estudiantes dejan un ambiente crítico en París

Una marea de decenas de miles de jóvenes estudiantes protagonizó este sábado una manifestación en París, una marcha que estuvo trufada de tensiones y enfrentamientos con las fuerzas del orden. Buena parte de los participantes en el desfile, que comenzó en una plaza de la República atestada y en la que se respiraban por todos lados los gases lacrimógenos que lanzaban las fuerzas del orden para repeler los continuos choques con jóvenes encapuchados, llegaba con el impulso de la movilización de los alumnos de liceos y universidades francesas de las últimas semanas.

Holy fucking shit.

Paris right now, this evening.

Police vehicles try to escape with destroyed tyres. pic.twitter.com/hMBZkT2MRL

— Kosher (@koshercockney) October 17, 2026

Por eso las reivindicaciones que dominaban eran las que se han venido escuchando en ese tiempo para que mejoren las condiciones de educación, con más profesores, centros educativos en mejores condiciones y más becas. Se extendió a cuestiones como los hospitales y otros servicios públicos. Los manifestantes corearon lemas habituales en las concentraciones de la izquierda radical, como 'todos somos antifascistas' (en italiano) o 'todo el mundo detesta a la policía', que fue especialmente el blanco de muchas de las pancartas y de las quejas por su actuación durante las semanas de movilización estudiantil.

Más allá de la plaza de la República, cuyas entradas estaban controladas y en gran medida bloqueadas por decenas de furgones de antidisturbios, miles de jóvenes desfilaron por calles adyacentes al margen del recorrido que la Prefectura de Policía había fijado en dirección de la plaza de Clichy, y grupos de encapuchados montaron barricadas con vallas, bicicletas y material urbano que impidieron la circulación. Ante el temor a los incidentes, que en la práctica se multiplicaron en muchas ciudades francesas, el ministro del Interior, Núñez, había movilizado a 10.000 policías y gendarmes para esta jornada en todo el país, de los cuales 5.000 en París.

El papa sale del hospital cuatro días después de su operación y regresa al Vaticano

17 October 2026 at 15:47
El papa León XIV en una imagen de archivo

El papa León XIV ha salido este sábado del Hospital Policlínico Gemelli de Roma tras recibir el alta hospitalaria, cuatro días después de someterse a una operación para extirpar un tumor canceroso en el pulmón derecho. El pontífice regresa al Vaticano después de una evolución posoperatoria favorable y tiene previsto presidir mañana, domingo, el rezo del ángelus desde la ventana de su apartamento pontificio, en el Palacio Apostólico.

El papa abandonó el centro médico caminando con normalidad, sonriente y saludando a los pacientes y fieles congregados en la entrada principal del Gemelli. Antes de subir al vehículo que lo trasladó al Vaticano, se detuvo durante unos minutos para conversar con una niña y un familiar, en una breve despedida marcada por las muestras de afecto de quienes aguardaban su salida.

Antes de abandonar el hospital, el pontífice celebró a mediodía una misa en una sala habilitada en el área donde ha permanecido ingresado desde el martes 13 de octubre, jornada en la que fue intervenido quirúrgicamente. Su salida se ha producido antes de lo inicialmente previsto, ya que el Vaticano había apuntado a una hospitalización aproximada de una semana, siempre que la recuperación evolucionara favorablemente.

Los médicos han autorizado el alta después de comprobar los resultados de los análisis de sangre, una radiografía de tórax y el estado clínico general del pontífice. La evaluación médica ha concluido que León XIV podía continuar la recuperación fuera del hospital. La intervención se desarrolló sin complicaciones, según la información difundida por la Santa Sede.

Una operación para extirpar un adenocarcinoma pulmonar

La operación tuvo lugar el martes 13 de octubre y consistió en la extirpación del lóbulo inferior del pulmón derecho, afectado por un adenocarcinoma pulmonar, un tipo de cáncer que se origina en las células glandulares y constituye una de las formas más frecuentes de cáncer de pulmón.

La intervención duró aproximadamente 90 minutos, dentro de un procedimiento quirúrgico que se prolongó alrededor de tres horas en total. Los médicos confirmaron que la operación se completó según lo previsto y que el papa despertó con normalidad antes de regresar a su habitación, donde permaneció bajo observación.

Durante los días posteriores, la Santa Sede ha informado de una recuperación progresiva. El pontífice comenzó a retomar algunas de sus actividades cotidianas y mantuvo el contacto con su entorno de trabajo, pese a permanecer hospitalizado. La evolución favorable permitió adelantar su regreso al Vaticano.

No obstante, el alta hospitalaria no supone el final del seguimiento médico. Los resultados del análisis del tejido extraído durante la operación serán importantes para determinar con mayor precisión la extensión de la enfermedad y valorar si es necesario algún tratamiento adicional.

El ángelus, primera cita pública tras el alta

La oración del ángelus de este domingo 18 de octubre será el próximo compromiso público previsto del papa. Según ha comunicado el Vaticano, León XIV la rezará desde la ventana de su apartamento pontificio, una fórmula que le permitirá mantener esta cita habitual con los fieles sin necesidad de desplazarse a la plaza de San Pedro.

La agenda del pontífice había quedado parcialmente limitada durante su ingreso, después de que la Prefectura de la Casa Pontificia cancelara las audiencias y los actos públicos previstos hasta el 20 de octubre. Por el momento, la evolución de su recuperación será determinante para concretar el calendario de las siguientes actividades.

El regreso al Vaticano abre así una nueva fase de recuperación para León XIV, de 71 años, mientras los responsables médicos continúan evaluando su evolución tras la cirugía. La Santa Sede ha transmitido que el alta se ha concedido después de comprobar que su estado clínico permite proseguir la convalecencia fuera del hospital.

Invierno decisivo y sangriento en Ucrania

16 October 2026 at 23:04
Un hombre sostiene una bandera en los restos de un edificio residencial donde ha caído un misil ruso en Kiev.

"Estamos ante la confrontación del bien y del mal. Cualquiera que responsabilice a Ucrania da un regalo al agresor, a Putin. Aquí en Polonia tenemos muy presente la Segunda Guerra Mundial. Los nazis querían convencer al mundo de que era Polonia la culpable. Ahora pasa lo mismo con Ucrania". En el Warsaw Security Forum, esta semana, Donald Tusk, primer ministro polaco, se dirigía, sin nombrarlo, a Donald Trump, quien ahora quiere impedir que Ucrania juegue sus cartas al limitar su acceso a Starshield/Starlink. Su desesperación por los previsibles malos resultados en las elecciones de mitad de mandato le han llevado de nuevo en confiar en Vladimir Putin. El presidente ucraniano se siente traicionado, en vísperas de un invierno decisivo y probablemente sangriento.

El plan de Rusia está claro: ataca las infraestructuras energéticas para dejar a Ucrania a oscuras. Para conseguirlo, Putin ha ofrecido el pacto del diésel a Trump, y el presidente de Estados Unidos, atrapado en las consecuencias de su intervención en Irán, ha querido creer que así bajarán los precios. Por eso presiona a Zelenski para que deje de atacar las refinerías rusas, algo que hace mucho daño al Kremlin. Y también exige al presidente ucraniano que celebre elecciones. En plena guerra. Sin embargo, le parece normal que Putin lleve 26 años en el poder y gane elección tras elección sin permitir que concurran los opositores.

El último gesto de Trump hacia Putin ha sido suspender temporalmente la aplicación de un amplio paquete de sanciones contra Rusia, mediante una orden ejecutiva, según informa la agencia Efe. Había sido aprobada por el Congreso y Trump la habái firmado. Ha argumentado que lo hace en defensa del interés nacional. La decisión afecta a una ley bautizada con el nombre del fallecido senador republicano Lindsey Graham, gran defensor de la causa ucraniana, que buscaba limitar el flujo de recursos financieros que contribuyen a sostener la guerra contra Ucrania. Otra señal más de que Trump está obrando al servicio de Putin. En el Kremlin brindan con vodka.

Escalada por tierra, mar y aire

"Afrontamos uno de los más difíciles inviernos", reconoce Andryi Sybiha, ministro ucraniano de Exteriores, en Varsovia. Y expone la lista de todo lo que necesitan los ucranianos para superarlo. "Necesitamos transformadores, generadores y toda clase de apoyo para superar el invierno. Desafortunadamente esperamos una escalada por tierra, mar y aire. Nuestra prioridad son los sistemas de defensa aérea, por supuesto, interceptores. También cualquier tipo de munición, por ejemplo, de 20 mm, que usan los F-16, muy eficaces contra los nuevos drones rusos". 

A estas carencias se suma la dependencia de Ucrania y Europa de la tecnología estadounidense en materia de comunicaciones por satélite y sistemas de alerta de misiles. La limitación de Starshield, la versión militar de Starlink, desde el miércoles por la mañana hasta el viernes, ha hecho temer lo peor a los ucranianos. Sin esa guía, sus ciudades son más vulnerables a los misiles rusos, y la mayoría de los drones ucranianos quedan inoperativos. Esa decisión solo llevaría a que muchos más ucranianos murieran. Ya estamos viendo ataques con decenas de muertos en las ciudades.

Elon Musk, dueño del sistema de comunicaciones, apuntó a que había sido el Pentágono, que controla Starshield, quien había limitado el acceso. Señaló a Trump en última instancia. Una exclusiva de The Telegraph ha desvelado que la idea fue de Musk, quien no oculta sus simpatías por la extrema derecha global, aliada del Kremlin.

El almirante Giuseppe Calvo Dragone, jefe del Comité Militar de la OTAN, coincide con que estamos ante un momento decisivo. Acaba de estar en Kiev en la primera visita del comité militar aliado desde 2018. "El invierno que viene es un factor clave. Trataremos de aportar el máximo de interceptores y sistemas de defensa aérea. Nunca serán suficientes. Si podemos ayudarles a superar el cuarto invierno, en 2027 se marcará una diferencia. Estos cuatro meses serán cruciales".

Ucrania necesita el apoyo de la OTAN, la ayuda financiera de los Veintisiete, y la presión del Congreso de Estados Unidos, donde hay muchos republicanos proucranianos, para impedir que Rusia provoque una sangría estos meses venideros. Muchos en Ucrania están cansados de tanta sinrazón. Les hierve la sangre cuando escuchan cómo Trump no utiliza su poder en favor de la víctima sino del agresor.

Meloni, entre los aliados más fieles a Kiev

Al menos pueden contar con algunos buenos aliados entre los líderes europeos. Donald Tusk aseguró que iba al Consejo Europeo a pedir más sanciones. Su ministro de Exteriores, Radosław Sikorski, añadió que los europeos no iban a aceptar que los activos rusos estuvieran en un fondo controlado por Washington. "Por encima de nuestros cadáveres", afirmó Sikorski.

También ha sido muy contundente esta semana la primera ministra italiana, Giorgia Meloni. A diferencia de otros líderes ultraconservadores europeos, Meloni es muy firme contra Putin. Y no tiene reparos en leerle la cartilla a Trump, a quien le ha dicho claramente que su pacto del diésel es, cuando menos, arriesgado. Supone, a su juicio, "una legitimación para Moscú mientras sus bombas siguen cayendo sobre las ciudades ucranianas, nuevos ingresos con los que financiar la guerra, un debilitamiento implícito de las sanciones. Todos son elementos que contradicen lo que hasta ahora han hecho los Estados occidentales, incluidos los Estados Unidos, para presionar a Putin a que se siente a la mesa de negociaciones". Y sigue: "El apoyo a Ucrania no es la alternativa a la paz: es lo que la hace posible. Porque si el agresor puede aspirar a la rendición de su adversario, ¿para qué necesita negociar?" A los filorrusos, les advirtió: "Yo no echo de menos los tanques rusos en Praga".

Sin embargo, los malos augurios también se ciernen sobre el escenario político que nos espera en 2027. Marine Le Pen, favorita en la contienda por la Presidencia de Francia, ha dicho que suprimiría la ayuda a Ucrania en seis meses si llega al Elíseo. Sostiene que la situación financiera de Francia no permite mantenerla. Ignora, o no quiere saber, que si pierde Ucrania, Europa va a tener que gastar mucho más en defenderse de Rusia.

La líder de Alternativa para Alemania, Alice Weidel, oculta su cercanía al Kremlin bajo el paraguas de la equidistancia: ninguno hace nada por la paz. AfD encabeza los sondeos, si bien no habría elecciones federales en Alemania hasta 2029.

Zelenski ante los Veintisiete y con Burnham

Esta semana Zelenski ha tenido una intensa agenda diplomática, con viaje a Londres y a Bruselas, donde ha asistido al Consejo Europeo. Tenía que insistir ante los europeos de la necesidad de mantener las sanciones. También les ha recordado que los ucranianos necesitan más ayuda financiera.

La Comisión Europea va a estudiar cómo facilitarles unos 70.000 millones de euros antes de fin de noviembre. Si hubiera voluntad y coraje político, los Veintisiete tendrían que recurrir a los 210.000 millones de euros en activos congelados rusos. Bélgica, el país donde se encuentran, es el que más se opone por las consecuencias jurídicas posteriores. Cuando hay niños muriendo bajo las bombas rusas, estar dándole vueltas a qué hará Rusia si se utilizan esos activos demuestra que a Europa le faltan agallas.

En Bruselas Zelenski ha escuchado buenas palabras. "No estáis solos", le decía Tusk. Zelenski les ha recordado: "Si Putin gana, todo lo que os mantiene unidos y permite a vuestros pueblos vivir en paz, desaparecerá". A sus interlocutores les ha explicado cómo el invierno ya ha llegado a Ucrania, donde los problemas de suministro de gas, agua y electricidad son cada vez mayores. Mientras Zelenski mantenía reuniones con los líderes europeos, el Kremlin lanzaba otro ataque con drones contra la infraestructura energética ucraniana en la ciudad de Lutsk.

Inseguridad entre los que volvieron

El riesgo ahora es que muchos de los ucranianos que regresaron a sus hogares tras huir de la guerra tengan que volver a desplazarse. Cada vez más viviendas sufren daños y quedan inhabitables. Los cortes de luz y gas son frecuentes, y el coste altísimo.

"Para millones de ucranianos, el reto ya no es simplemente si pueden volver a casa. Se trata de si pueden permanecer allí de forma segura y, en estos momentos, las condiciones lo están dificultando", ha declarado Arthur Erken, director regional de la Organización Internacional para la Migración (OIM) para Europa y Asia Central.

Según los últimos datos de la OIM, la intención de marcharse de nuevo es mayor entre quienes han regresado en los últimos tres meses. Las necesidades de alojamiento son considerables. Se estima que 1,45 millones de repatriados viven actualmente en distritos de primera línea, incluidos 565.000 solo en la región de Járkov.

Quienes se fueron a países vecinos, como Polonia, ven cada vez más difícil regresar. Ahora escuchan también en ciudades como Varsovia las sirenas, pero son medidas preventivas. Nada que ver con lo que sufren sus parientes en Kiev, donde ese sonido significa bombardeo.

A los que teorizan sobre lo que significa vivir en un país libre, el ministro Sybiha les dice contundente: "La idea de libertad se está defendiéndose en las trincheras de Ucrania ahora mismo. Nosotros estamos pagando el precio. Es en Ucrania donde se está defendiendo el liberalismo frente a la tiranía. El futuro de Europa y de la arquitectura de seguridad se decide en Ucrania ahora". 

"Bla, bla, bla": Así lidia Sánchez las críticas recibidas en el Consejo Europeo por el 'caso Ceuta'

16 October 2026 at 19:44

El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, ha defendido este viernes la gestión migratoria de España frente a las críticas recibidas durante el Consejo Europeo y ha tachado de "bla, bla, bla" los discursos de los líderes que cuestionan su política. El jefe del Ejecutivo se ha reivindicado como un "alumno aventajado" en esta materia dentro de la Unión Europea y ha asegurado que los datos avalan las medidas adoptadas por su Gobierno.

"Una cosa es el discurso, si me permiten, el 'bla, bla, bla', y otra la realidad, los datos, y los datos demuestran que España está teniendo una política muy responsable en la lucha contra la migración irregular, la gestión de los flujos de migración y la cooperación con los países de tránsito y de origen", ha afirmado en una rueda de prensa al término de la cumbre europea celebrada en Bruselas.

La cuestión migratoria ha sido uno de los asuntos principales de la reunión de los Veintisiete. Durante la cumbre, líderes como la primera ministra danesa, Mette Frederiksen; la italiana, Giorgia Meloni, y el primer ministro checo, Andrej Babis, han criticado la regularización extraordinaria de migrantes impulsada por el Gobierno español y han planteado su posible impacto en el resto de la Unión Europea.

En este contexto, la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, ha defendido la necesidad de reforzar la coordinación entre los países del espacio Schengen ante medidas migratorias como la regularización española. Aunque ha reconocido que estas decisiones son competencia nacional, ha advertido de que pueden tener un "impacto transfronterizo".

"Las decisiones para regularizar migrantes irregulares son una competencia nacional, pero, como otras decisiones nacionales, pueden tener un impacto transfronterizo. Y por esa razón, la coordinación y cooperación estrecha en la zona Schengen es muy importante", ha afirmado Von der Leyen.

La presidenta de la Comisión ha evitado referirse a una medida concreta y ha subrayado que la migración es "un reto europeo" que requiere "soluciones europeas". Asimismo, ha recordado que la UE ya dispone de un mecanismo para intercambiar información sobre decisiones migratorias nacionales con posibles consecuencias transfronterizas y ha planteado la posibilidad de "reforzarlo".

"La Comisión está preparada para apoyar este refuerzo", ha señalado, sin ofrecer más detalles sobre cómo podría desarrollarse.

Un debate "muy duro" entre los líderes europeos

Durante la discusión sobre migración, las primeras ministras de Italia y Dinamarca, Giorgia Meloni y Mette Frederiksen, han intentado introducir cambios en las conclusiones de la cumbre para pedir a Bruselas que "explore medidas que puedan alentar la coordinación" entre los Estados miembros cuando adopten decisiones nacionales con posibles efectos sobre sus socios.

El debate ha sido "muy duro", según han coincidido varias fuentes europeas consultadas por Europa Press. Varios de los países que firmaron una carta crítica con el Gobierno español días después de la crisis migratoria de Ceuta han vuelto a cuestionar la regularización extraordinaria y su posible efecto llamada.

"Estuvo aislado, solo (el presidente de Francia, Emmanuel) Macron le echó una mano", ha asegurado una fuente diplomática. Otras fuentes han matizado que, aunque Macron rechazó claramente la posición de Italia y Dinamarca, también hubo otros mandatarios que expresaron reservas.

Por otro lado, Von der Leyen ha defendido la necesidad de reforzar Frontex, la agencia europea de fronteras, y de establecer un mecanismo que permita responder con mayor flexibilidad a los flujos masivos de migrantes instrumentalizados por actores estatales y no estatales.

Estas situaciones tienen un "claro objetivo: abrumar a las autoridades, causar pánico y dividirnos", ha señalado la presidenta de la Comisión, que considera que requieren "una herramienta de emergencia". Bruselas prevé presentar esta propuesta antes de finales de año.

Katie Zacharia, la portavoz más efímera de la Casa Blanca: "El presidente Trump es un hombre amable, maravilloso, atento"

16 October 2026 at 19:00

La nueva portavoz de la Casa Blanca, Katie Zacharia, ha dejado su cargo este viernes después de que el presidente de Estados Unidos, Donald Trump, le sugiriera que abandonara el puesto tras las críticas recibidas durante su primera semana en el cargo, según ha confirmado a Efe un funcionario de la Administración de EEUU. Zacharia, de 41 años, se convierte así en la portavoz más efímera de las que han pasado por la Casa Blanca. Y el récord era difícil de superar: Anthony Scaramucci solo estuvo 11 días en el primer mandato de Trump.

En lugar de reconocer su error al designarla, Trump ha mostrado una actitud paternal y machista. "Si yo fuera tú, me lo replantearía", le ha dicho el presidente, antes de acudir a un mitin republicano en Georgia, como parte de su agenda rumbo a las elecciones legislativas del 3 de noviembre.

Trump ha explicado que hablaría con Zacharia cuando regresara a la Casa Blanca y que dejaría la decisión en sus manos. "¿Es esto para ti, Katie? Sinceramente, no necesitas esto", ha afirmado ante los periodistas, antes de añadir que dejaría "que ella tome esa decisión". Difícilmente podría haber seguido así.

"El presidente Trump es un hombre amable, maravilloso, atento, considerado, entusiasta y trabajador. Ojalá más estadounidenses lo apreciaran. Nadie volverá a hacer grande a Estados Unidos como él lo ha hecho y lo sigue haciendo. Fue un honor trabajar para él", escribió después Zacharia en su cuenta de X.

Zacharia asumió el cargo el lunes 12 de octubre, después de que Karoline Leavitt dejara el puesto en agosto por sorpresa para centrarse en su familia. Acaba de tener a su segunda hija. Leavitt, conocida por su estilo combativo con los medios críticos, era rápida en sus reacciones y muy locuaz. El mandatario había anunciado el nombramiento de su nueva portavoz el viernes 9 de octubre.

Catorce minutos desastrosos

La primera comparecencia de Zacharia ante la prensa, el martes 13, estuvo marcada por una intervención de apenas 14 minutos, en la que leyó buena parte de sus declaraciones y respondió solo tres preguntas, todas de medios conservadores. También tuvo dificultades para responder a algunas cuestiones, como una sobre el intercambio de información de inteligencia con Ucrania.

A las críticas por su debut se sumaron las dudas sobre su trayectoria profesional. Trump la presentó como abogada al anunciar su nombramiento, pero Zacharia reconoció esta semana que no aprobó el examen de acceso al colegio de abogados de California, que realizó en 2011 tras graduarse en Derecho por la Universidad Pepperdine.

"Anoche estuvo en 'Fox & Friends' (un programa de la cadena Fox). La han tratado, diría yo, de forma bastante desagradable. Hace dos minutos le dije a Katie: 'No tienes por qué hacer esto si no quieres'", ha dicho Trump. Ha añadido que solo quería que fuera feliz.

Este viernes, Zacharia volvió a defenderse en una entrevista con Fox News, donde argumentó que su función es "representar al presidente ante la prensa" y no ejercer como abogada de la Casa Blanca. Tan solo ha durado cinco días en el cargo.

Al menos cuatro militares muertos y casi 40 heridos en un incendio en una base militar en Canadá

By: EP
18 October 2026 at 12:08

Cuatro miembros de las Fuerzas Armadas de Canadá han muerto y otras 39 personas han resultado heridas en un incendio declarado en la base militar de Wainwright, en la provincia occidental canadiense de Alberta, según ha informado este domingo el Gobierno de Canadá.

"En la tarde de ayer un incendio violento y que se movía rápido afectó a la base de las Fuerzas Armadas Canadienses de Wainwright. Lo que siguió es una de las peores tragedias sufridas por las fuerzas en suelo canadiense en tiempo de paz", ha afirmado el primer ministro de Canadá, Mark Carney, en un mensaje a la nación desde Ottawa. Además de los cuatro fallecidos, Carney ha confirmado "decenas" de heridos graves.

El mandatario canadiense ha trasladado sus condolencias a los familiares, amigos y compañeros de los afectados y ha resaltado que los mismos son de bases de distintos puntos del país, incluidos reservistas. "La nación llora a los valientes soldados de nuestras fuerzas armadas que hemos perdido", ha declarado.

Además ha aprovechado para agradecer la respuesta de los servicios de emergencia y vecinos que ayudaron tras el siniestro. "Los canadienses se juntan cuando hay problemas. Eso es lo mejor de nuestro país", ha apuntado.

Poco después, el Ministerio de Defensa ha difundido un comunicado junto a las Fuerzas Armadas en el que éstas "confirman que cuatro de sus miembros perdieron la vida durante un incidente relacionado con un incendio ocurrido durante un ejercicio de entrenamiento en la Base de las Fuerzas Canadienses Wainwright, aproximadamente a las 16.00 horas (hora local) del 17 de octubre de 2026".

Se trata, ha detallado el cuerpo militar, del sargento Morgan Wong y de los soldados Shaun Farrell, Aidan Goulding y Hayden Lykkemark. "Además de los fallecidos, 39 miembros de las Fuerzas Armadas Canadienses resultaron heridos", ha agregado.

Las Fuerzas Armadas han indicado que el fuego comenzó cuando "miembros del 1.er Grupo de Brigada Mecanizada de Canadá (...) realizaban un ejercicio de tiro con munición real" en la base de Wainwright como parte del ejercicio "Apollo Shooter". "Durante el entrenamiento, se declaró un incendio que, debido a los fuertes vientos, se propagó con gran rapidez, alcanzando el área administrativa de la unidad", agrega el comunicado.

Carney anunció poco después de conocerse la noticia que la bandera canadiense ondeará a media asta en los edificios federales de todo el país. "Todos los canadienses están con los militares de la Base de Wainwright, sus familias y su comunidad", ha recalcado.

El mandatario ha destacado que "colabora estrechamente" con el gobierno de Alberta, y particularmente con su primera ministra, Danielle Smith, quien ha calificado el incendio como "significativo y trágico". Ambos han trasladado su apoyo al personal afectado.

Por su parte, el ministro de Defensa de Canadá, David McGuinty, ha asegurado que el incendio está "siendo monitorizado muy de cerca" en declaraciones a la prensa recogidas por la cadena pública canadiense CBC, en las que ha remarcado que "las Fuerzas Armadas canadienses, el Departamento de Defensa Nacional y los socios del Gobierno federal, incluidos los de seguridad pública, están trabajando con el gobierno de Alberta y los gobiernos municipales para movilizar todo el apoyo necesario".

Los bomberos trabajan aún en extinguir el fuego

A su vez, el distrito municipal de Wainwright ha informado de que "los equipos de bomberos han estado trabajando sin descanso y siguen en el lugar gestionando la situación", casi 24 horas después de haber indicado que el fuego estaba ya controlado.

"Su prioridad es proteger la seguridad de las personas, los bienes y las infraestructuras esenciales", ha subrayado en su última actualización en redes, en la que da las gracias "a todos los equipos de intervención y a los organismos colaboradores por su esfuerzo constante".

"Se ruega a los residentes que se mantengan alejados de la zona afectada y eviten desplazarse innecesariamente por las inmediaciones", ha agregado la administración local, que también ha pedido a sus ciudadanos que "mantengan las carreteras despejadas para el personal y los equipos de emergencia".

Las consecuencias del incendio han afectado también al proceso de votación anticipada del referéndum de Alberta, donde se ha procedido al cierre de un colegio electoral ubicado en el centro recreativo Wainwright Communiplex, tras recibir información sobre la rápida propagación del incendio desde las inmediaciones de la base militar hacia el distrito municipal. La agencia electoral Elections Alberta ha asegurado que las urnas y el material electoral del centro están siendo trasladados de forma segura.

El cierre se produce en la última jornada de votación anticipada en la provincia antes de la celebración del referéndum sobre la pertenencia de Alberta a Canadá, prevista para este lunes 19 de octubre. La emergencia ha obligado así a interrumpir temporalmente la actividad electoral en Wainwright, mientras los servicios implicados continúan centrados en garantizar la seguridad de la población y gestionar las consecuencias del incendio.

La caída de Katie Zacharia fue una maniobra de la jefa de gabinete de Trump, según 'Politico': filtró los fallos en su currículum

18 October 2026 at 11:55

Una de las noticias políticas de la semana en Estados Unidos ha sido el fugaz periplo de Katie Zacharia como portavoz de la Casa Blanca. La secretaria de prensa duró apenas cinco días en el cargo, del que fue despedida el viernes. Ahora, se ha publicado que su caída fue un ataque interno y premeditado.

El medio Politico publica que Susie Wiles, la todopoderosa jefa de gabinete de la Casa Blanca, fue quien orquestó el descrédito de Zacharia, simplemente porque no era la opción que ella prefería para el cargo de secretaria de prensa de Trump.

Además de su dubitativo y poco afortunado debut en rueda de prensa, la puntilla para Zacharia fue una entrevista que concedió al programa de Sean Hannity, en la cadena FOX, donde la portavoz fue incapaz de dar explicaciones convincentes sobre un agujero en su currículum.

Aunque Donald Trump la presentó como "abogada", después se supo que Zacharia, licenciada en Derecho por Pepperdine, jamás aprobó el examen de abogacía del estado de California.

Según el relato de Politico, fue Susie Wiles, amiga personal de Sean Hannity, la que filtró este hecho al periodista. Pocas horas después de la entrevista en FOX, Zacharia fue despedida.

Pese a la publicación de Politico, tanto FOX como el entorno de Sean Hannity han desmentido el relato: "Sean Hannity decide a quién entrevista y qué les pregunta a sus invitados, punto".

"Eso ha sido así durante tres décadas, a través de varias administraciones, y esa autenticidad es la razón por la que ha sido el número uno durante casi 30 años. Susie Wiles no tuvo nada que ver", concluyen.

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