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Venda de 5% da TAP a trabalhadores avança em janeiro

By: Lusa
18 October 2026 at 13:31

O Governo espera poder lançar “no início de janeiro” a Oferta Pública de Venda (OPV) dos 5% do capital da TAP reservados aos trabalhadores, na sequência do processo de privatização da companhia aérea. Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, o ministro das Infraestruturas e da Habitação explicou que o decreto-lei aprovado esta semana em Conselho de Ministros prevê que “até ao final do ano tem que estar assinado” o contrato para a alienação de até 49,9% do capital da TAP.

“A partir daí podemos colocar os 5% extra disponíveis para os trabalhadores“, acrescentou Miguel Pinto Luz, referindo que o Governo espera ter condições para “colocar no início de janeiro” a Oferta Pública de Venda (OPV) reservada aos trabalhadores.

O Governo anunciou na quarta-feira a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, incluindo a parcela de 5% reservada aos trabalhadores e os ajustamentos financeiros previstos.

Segundo o governante, seria “saudável” que os trabalhadores adquirissem a parcela dos 5%, mas se estes não quiserem “a Lufthansa assume esses 5% ou o remanescente”, vincou.

Na entrevista, o ministro das Infraestruturas e Habitação admitiu que “há um risco” na avaliação que a Autoridade da Concorrência Europeia vai fazer à entrada da Lufthansa no capital da TAP, mas garantiu que a Lufthansa teve esse fator em consideração na sua avaliação.

Questionado sobre quais seriam os riscos, Pinto Luz não quis antecipar, considerando que “seria prejudicial” para o negócio, mas adiantou que têm sido mantidos contactos com a Comissão Europeia e que “alguns desses remédios” que Bruxelas possa eventualmente exigir já foram acautelados pela companhia alemã.

A oferta do grupo alemão contempla 1.025 milhões de euros pelos 44,9% do capital, acrescidos de 58 milhões de euros em ajustamentos financeiros e de 118 milhões relativos à participação reservada aos trabalhadores.

Segundo o calendário apresentado pelo Executivo, a conclusão da operação está prevista até ao início de 2028. “Queremos crer que podemos fazer em menos tempo”, afirmou o governante, defendendo que 12 meses “seria o ideal“.

10h. Lituânia emitiu um alerta por violação do espaço aéreo

18 October 2026 at 10:17
As autoridades aconselharam a população a procurar abrigo e mobilizaram caças da NATO. E ainda, IC19 com trânsito condicionado junto à estrada de Queluz, para exercício da Proteção Civil. 

Talgo vai propor a Portugal comboios de alta velocidade adaptáveis a duas bitolas

By: Lusa
18 October 2026 at 09:44

A Talgo pretende produzir os primeiros comboios de alta velocidade de Portugal com capacidade de circulação tanto em bitola ibérica como internacional, disse o presidente executivo (CEO) da empresa espanhola, Ricardo Chocarro. A Talgo e a francesa Alstom foram as duas empresas escolhidas no mês passado para apresentar propostas para o fornecimento de comboios de alta velocidade à Comboios de Portugal (CP), num concurso com valor base de 504 milhões de euros.

“É um concurso de alta velocidade para unir Lisboa e Porto em bitola ibérica“, numa “especificidade absoluta” da licitação, mas atualmente os comboios de alta velocidade da Talgo “funcionam em Espanha em bitola internacional e em bitola ibérica“, disse Ricardo Chocarro, em declarações em Madrid a meios de comunicação social de Portugal, incluindo a agência Lusa.

O CEO sublinhou que a Talgo produz comboios com “capacidade de adaptação” a diferentes bitolas, que circulam em Espanha entre vias com larguras distintas sem necessidade de parar as composições ou de fazer descer os passageiros, e que é essa tecnologia que ponderam propor a Portugal.

“O concurso não o exige, o concurso não o valoriza, mas acreditamos que é uma grande vantagem para Portugal dispor dessa capacidade de bitola variável, caso se decida, no futuro, adotar a bitola europeia ou caso se pretenda, no futuro, operar noutros contextos, noutros mercados. É isso que vamos colocar em cima da mesa no concurso de Portugal“, disse Ricardo Chocarro.

O CEO sublinhou que a Talgo tem 25 anos de experiência com comboios de alta velocidade em Espanha, um país com um contexto similar ao português, mas que há especificidades que têm de ser atendidas no concurso para Portugal, como a necessidade de as composições terem de funcionar numa bitola “que não é habitual para alta velocidade” (a bitola ibérica).

“Em segundo lugar como essas vias [de alta velocidade] estão em construção neste momento, o comboio vai ter de circular por vias de alta velocidade e, provavelmente, também por vias que atualmente se utilizam nos transportes mais regionais“, acrescentou, dizendo que a Talgo tem também uma “tecnologia multivia” desenvolvida.

O concurso lançado pela CP prevê, além da fabricação dos comboios, um serviço de manutenção durante dois anos, com a Talgo a prever “desenvolver capacidade local, tanto para o fornecimento como para a manutenção”, nomeadamente, com a contratação e formação de mão-de-obra em Portugal, entre outros aspetos, segundo Ricardo Chocarro, que não revelou números relativos a custos da proposta que a empresa vai apresentar à CP ou de eventual investimento.

A Talgo é uma empresa espanhola fundada em 1942 e, segundo a própria informação da companhia, “especializada no desenho, fabricação e manutenção de comboios de alta velocidade e longa distância”. A empresa tem neste momento uma carteira de encomendas de cerca de 6.500 milhões de euros, em contratos para produção de comboios e/ou manutenção em vários continentes.

A Talgo é uma empresa maioritariamente privada com duas participações públicas, do Estado espanhol (7,9%) e do executivo regional do País Basco (7,8%).

O concurso da CP é para a compra de 12 automotoras de alta velocidade, respetivas peças de parque e ferramentas especiais, bem como a opção de aquisição de mais oito automotoras. Com um preço base de 504 milhões de euros, inclui, também, um serviço de manutenção integral, a executar pelo adjudicatário nos dois anos subsequentes à receção do primeiro comboio.

As próximas etapas do processo são a apresentação e análise de propostas, seguindo-se a decisão. O calendário do concurso prevê a assinatura do contrato no primeiro trimestre de 2027, sendo que o primeiro comboio deve ser entregue nos primeiros três meses de 2031.

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