MAI elogia “diálogo e persuasão” da PSP para desmobilizar manifestantes
O Ministério da Administração Interna (MAI), tutelado por Luís Neves, defendeu a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) para “repor a legalidade na ocupação do espaço público” em Lisboa e no Porto. O gabinete do ministro Luís Neves reafirma também “a confiança na PSP e nos seus profissionais”.
O comunicado do MAI foi divulgado esta terça-feira de manhã, horas depois de a PSP ter desmobilizado os manifestantes que estavam acampados na Praça D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, bem como na Praça D. João I, no Porto. Em Lisboa, a polícia deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada. Os manifestantes começaram a formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, pelo que o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo, realizando 50 detenções, segundo dados oficiais divulgados pela PSP.
No Porto, o grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I decidiu desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.
“O Ministério destaca o empenho dos profissionais da PSP em privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força. As operações decorreram após sucessivos contactos com os manifestantes e esgotados os esforços das autoridades para a retirada voluntária das tendas instaladas nas duas praças”, indica o MAI num comunicado divulgado esta terça-feira.
O Ministério destaca o empenho dos profissionais da PSP em privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força.
A nota do gabinete de Luís Neves refere que “o direito de manifestação está constitucionalmente consagrado e deve ser plenamente respeitado, reconhecendo-se a legitimidade de os cidadãos expressarem as suas reivindicações”. “No entanto, o exercício deste direito não dispensa o cumprimento da lei”, acrescenta.
“O respeito pelos direitos fundamentais e a observância das regras legalmente estabelecidas são princípios inseparáveis do Estado de Direito democrático”, conclui o comunicado.