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À CNN, Samanda defende reforma do Judiciário e aposta em virada de Lula

21 October 2026 at 20:07

A senadora eleita Samanda de Lula (PT-RN) defendeu, nesta quarta-feira (21), uma reforma do Judiciário voltada à ampliação do acesso da população à Justiça, visando medidas que diminuam a desigualdade nesse sentido. Em entrevista à CNN, ela argumentou que a capacidade de um indivíduo de pagar por um bom advogado pode influenciar o tempo necessário para a resolução de um processo que tramita na esfera judicial.

Além disso, a parlamentar eleita defendeu que o Congresso Nacional discuta, com responsabilidade, mudanças relacionadas à conduta de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na entrevista, a petista ainda questionou o fato da oposição apresentar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo por divergências políticas. Por outro lado, ela também sustentou que magistrados da Corte prestem esclarecimentos quando necessários.

“Eu não defendo que ministro [do STF] tenha carta branca para fazer o que quer. Alguns ministros merecem dar explicações. E a gente debater se precisa fazer alguma alteração [na Constituição]”, afirmou.

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Campanha de Lula

Samanda foi eleita pela primeira vez ao senado no pleito deste ano. A parlamentar cumpria mandato de vereadora de Natal desde 2024, e assumiu a candidatura ao Senado após a decisão da governadora Fátima Bezerra de não concorrer ao cargo da Casa Alta.

À CNN, a petista ainda comentou a mobilização feita pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final das eleições. Segundo ela, o movimento rumo ao segundo turno combina ações para engajar os apoiadores e debates sobre as propostas do presidente. Na avaliação dela, os eleitores conhecem o governo atual e reconhecem a necessidade de avanços e de diálogo com as instituições democráticas do país.

Samanda também avaliou que parte do eleitorado passou a prestar mais atenção à disputa presidencial depois do primeiro turno e que essa parcela deve usar a reta final para definir o resultado do próximo domingo (25). Ela disse estar confiante de que Lula será reeleito.

“Estão vendo um presidente que está com muita vontade de cumprir seu último mandato, trabalhando muito pelo povo brasileiro”, afirmou.

Ao criticar o adversário direto de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), a petista disse que o candidato não apresenta propostas ou defende medidas que, segundo ela, não são compreendidas pela população.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

Hospitais do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro e a acusação de Lula na Band

20 October 2026 at 23:00

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“Eu queria fazer a pergunta: se ele [Flávio Bolsonaro] tem noção da destruição que ele fez nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro, que nós agora estamos recuperando”. Essa foi a fala do presidente e candidato à reeleição Lula (PT), no último debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo, 18 de outubro.

O presidente acusou o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) de mandar nos hospitais federais do Rio durante o governo do pai, Jair Bolsonaro. Lula falou de UTIs fechadas, de unidades sucateadas e de um “pedágio” cobrado de funcionários para estacionar no que Flávio respondeu que Lula estava “vomitando um monte de mentiras”.

A informação usada por Lula foi revelada pela Agência Pública em 1º de outubro, na reportagem de Caio Briso, que trouxe documentos oficiais e entrevistas que indicam como o senador Flávio Bolsonaro, sem cargo no Executivo à época, exerceu forte influência sobre a rede de saúde entre 2019 e 2022, em plena pandemia de Covid-19.

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O Rio é a única cidade do país com hospitais administrados pelo governo federal, herança dos tempos em que era a capital do país. São seis unidades: Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado. Com orçamento alto e muitos contratos terceirizados, a rede virou um “feudo” de políticos fluminenses, segundo fontes consultadas sob reserva pela reportagem que traz detalhes de como Flávio Bolsonaro influenciou a saúde do Rio no governo de Jair Bolsonaro.

No debate, Flávio chegou a assumir uma mea culpa sobre o mal resultado da gestão do pai na saúde. “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea culpa”, afirmou o senador. Apesar disso, ele argumentou que Jair comprou as vacinas, sem informar que o presidente deu várias declarações contrárias à compra de vacinas, além de desinformar sobre o efeito delas.

Leia a fala de Lula na íntegra

“Eu queria fazer a pergunta: se ele [Flávio Bolsonaro] tem noção da destruição que ele fez nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro, que nós agora estamos recuperando. Fizemos parceria com a iniciativa privada, com a prefeitura, para que a gente dê conta daqueles hospitais. Aquele hospital tem que ser hospital de qualidade, aquele hospital tem que ser referência.

Mas sabe o que ele fazia quando ele tomava conta desses hospitais? Ele cobrava até pedágio dos funcionários, os caras pagavam estacionamento. Então, quem está assistindo pode ir lá perguntar, pode ir lá perguntar, pode ir nos hospitais perguntar para a enfermeira, para médico. Tinha um hospital lá do Rio de Janeiro, federal, que ele tomava conta, que não tinha cozinha (…) Então é o seguinte, rapaz: pelo amor de Deus, quando a gente trata de saúde, você tem que tratar de saúde com respeito, com muito respeito (…)”.

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