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Goiás mobiliza 250 policiais em operação contra o crime organizado em Anápolis

21 October 2026 at 19:04

Uma operação integrada mobiliza 250 policiais em Anápolis, nesta quarta-feira (21/10), para intensificar o combate ao crime organizado, localizar foragidos da Justiça e ampliar a segurança pública. A Vis Civitatis reúne equipes especializadas das polícias Militar e Civil, além da Polícia Penal, com apoio aéreo.

A mobilização prevê quatro dias de ações, com reforço do policiamento ostensivo, operações de enfrentamento à criminalidade e cumprimento de medidas contra foragidos. Participam equipes do Batalhão de Choque, do BOPE, do Grupo Tático 3 (GT3) e de outras unidades especializadas. Durante o lançamento, o governador Daniel Vilela afirmou que o Estado deve manter o controle do território e impedir a atuação de facções criminosas. A operação está prevista para terminar no sábado (24/10), com suspensão no domingo (25/10) em razão da legislação eleitoral.

O lançamento ocorre após reduções nos indicadores criminais de Goiás entre 2018 e 2025. Segundo dados apresentados pelo governo estadual, os roubos de carga caíram 97%, os roubos de veículos recuaram 95% e os homicídios dolosos tiveram redução de 62%. Outra frente de atuação é o programa IA Contra o Crime, que utiliza inteligência artificial para integrar bases de dados, monitorar ocorrências em tempo real e identificar placas de veículos. A ferramenta busca ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.

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Polícia interdita centro cirúrgico de clínica investigada por mortes no RJ

21 October 2026 at 13:35

Uma clínica de estética em Laranjeiras, na zona Sul do Rio de Janeiro, teve todos os centros cirúrgicos interditados nesta quarta-feira (21), durante uma operação da Polícia Civil. O estabelecimento é investigado pela morte de três pacientes após procedimentos estéticos e acumula mais de 25 denúncias de pessoas que passaram por atendimentos no local.

Agentes da Decon (Delegacia do Consumidor) cumprem mandados de busca e apreensão em uma unidade do grupo. A operação, batizada de Por Elas, busca reunir provas sobre as irregularidades denunciadas.

Segundo a investigação, pacientes submetidos aos procedimentos sofreram deformidades, mutilações e sequelas permanentes. A polícia também apura a atuação de alunos de pós-graduação em cirurgia plástica que, de acordo com as apurações, realizavam intervenções sem a supervisão de um médico responsável.

Produtos vencidos

A clínica já havia sido alvo de uma operação policial em agosto deste ano. Na ocasião, os agentes encontraram produtos fora do prazo de validade no estabelecimento.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das mortes, apurar as denúncias e identificar os responsáveis pelas possíveis irregularidades.

AGU usa Lei Antifacção para tentar recuperar R$ 190,3 milhões de PCC e CV

21 October 2026 at 11:00

Usando a nova Lei Antifacção, a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com quatro ações na Justiça nesta terça-feira (20) para tentar recuperar R$ 190,3 milhões em bens ligados às organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), envolvidas em tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.

As ações foram ajuizadas na Justiça Federal do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A medida busca bloquear e recuperar patrimônios de origem ilícita para enfraquecer financeiramente esses grupos. 

Segundo a AGU, três das ações somam R$ 82 milhões e envolvem 87 réus investigados por suposta ligação com o PCC, especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. As investigações ocorreram no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.

A quarta ação está relacionada à Operação Hinterland e busca recuperar R$ 108,2 milhões em bens ligados ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro. As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 230 milhões. Também foram encontradas conexões entre investigados e um integrante do CV, mas, de acordo com a AGU, não há comprovação de vínculo formal dos investigados com a facção.

De acordo com o governo federal, além de enfraquecer financeiramente o crime organizado, as ações buscam assegurar que bens e recursos de origem ilícita sejam retirados do controle das organizações criminosas.

“A medida também contribui para a proteção da economia formal, da concorrência leal e da saúde pública, especialmente diante dos prejuízos provocados pelo contrabando de cigarros e agrotóxicos proibidos, pelo tráfico de drogas e pela lavagem de dinheiro. Com o ajuizamento das quatro ações, a AGU inaugura uma frente estratégica de enfrentamento patrimonial ao crime organizado, utilizando os instrumentos da legislação civil para ampliar a capacidade do Estado de recuperar ativos ilícitos e impedir que os lucros da criminalidade continuem financiando novas atividades criminosas”, diz o governo.

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