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Autoridades da Jordânia confirmam 6 mortos e 28 feridos em ataque a igreja

23 October 2026 at 15:02

Pelo menos seis pessoas morreram e 28 ficaram feridas depois que homens armados abriram fogo dentro de uma igreja na província de Karak, na Jordânia, a cerca de 145 quilômetros ao sul da capital, Amã, informou a agência de segurança pública do país.

Fontes do governo confirmaram, inicialmente, sete mortes, mas atualizaram o balanço posteriormente nesta sexta-feira (23).

“As forças de segurança estão acompanhando um incidente com disparos na província de Karak”, escreveu no X o porta-voz do governo jordaniano, Mohammad Al-Momani.

Os homens armados, cuja identidade não foi divulgada, estão sendo procurados, informou a agência de segurança. Segundo o órgão, o tiroteio ocorreu durante um funeral.

Uma testemunha disse à emissora estatal Al-Mamlaka que um dos atacantes carregava um fuzil AK-47 Kalashnikov e que os disparos duraram vários minutos.

O ataque ocorreu em Hmood, uma cidade no norte de Karak onde a maioria da população é cristã.

“Alguns homens estavam do lado de fora da igreja quando duas pessoas saíram de um veículo e começaram a atirar”, contou Tamer Halsa, testemunha do ataque, à Al-Mamlaka.

Testemunhas disseram à imprensa estatal que havia dezenas de pessoas dentro da igreja.

“Éramos mais de 150 pessoas dentro e fora da igreja”, acrescentou Halsa.

*Em atualização

Al menos siete muertos por el ataque de dos hombres armados en una iglesia de Jordania durante un entierro

23 October 2026 at 13:41

Dos hombres armados han abierto fuego este viernes frente a una iglesia en Jordania, causando al menos siete muertos y diez heridos, según la televisión estatal. Los atacantes, armados uno con un fusil y otro con una pistola, han salido de un vehículo y disparado durante varios minutos contra las decenas de participantes en una procesión funebre, en el pueblo de la Gobernación de Karak, en el oeste, según declaró uno de los asistentes, Jaled Burqan, a la cadena de televisión.

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© Jordan Pix (Getty Images)

Maniobras militares en Azraq, en Jordania, en una imagen de archivo.

Petróleo renova máxima de cinco meses diante de escalada no Oriente Médio

23 October 2026 at 13:34

Os preços do petróleo estendem as altas da véspera nesta sexta-feira (23), com nova escalada do conflito no Oriente Médio impactanto diretamente os barris.

Pela manhã, os contratos futuros do petróleo Brent – commodity de referência mundial – avançavam US$ 1,40, ou 1,2%, para US$ 114,57 por barril (às 8h38 de Brasília), após atingirem mais cedo US$ 115, o maior nível desde 4 de maio.

Os barris do WTI (West Texas Intermediate) subiam US$ 1,48, ou 1,5%, para US$ 100,95 por barril.

O Brent caminha para registrar a terceira alta semanal consecutiva, de 4,2%, enquanto o WTI deve encerrar a semana com queda de 0,5%.

No dia anterior, o Brent fechou em alta de 4%, a US$ 113,17 por barril, maior valor de fechamento também desde 4 de maio.

A Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, orientou seus funcionários a se retirarem da sede da empresa em Dhahran e a trabalharem remotamente na quinta-feira, à medida que as tensões se intensificam na região.

A ordem chega após duas pessoas morrerem em um ataque a um aeroporto nas proximidades e marca a primeira vez que a Aramco solicita a retirada de sua sede desde o início do conflito envolvendo o Irã.

“O mercado continua preocupado com uma possível escalada que, no pior cenário, poderia provocar novas interrupções no fornecimento”, afirmou Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Os confrontos entre os houthis e uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, se intensificaram desde que os houthis, alinhados ao Irã, avançaram em direção ao estreito de Bab el-Mandeb, um importante gargalo para o transporte marítimo na entrada do Mar Vermelho.

“Se os ataques persistirem e atrasarem as entregas, os preços elevados terão uma sustentação mais sólida”, afirmou Linh Tran, analista da XS.com.

Em meio aos ataques no Oriente Médio, o primeiro carregamento de diesel russo com destino aos Estados Unidos desde um acordo inesperado entre Moscou e o presidente norte-americano, Donald Trump, está a bordo de um navio-tanque que segue para Nova York, segundo dados de rastreamento marítimo divulgados nesta sexta-feira.

Trump anunciou o acordo neste mês como parte de seus esforços para reduzir a disparada dos preços do diesel antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o próximo mês.

*Com informações da Reuters

Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA

 

Irã ameaça ampliar retaliação e cita possíveis ataques a centros de IA

23 October 2026 at 07:33

Autoridades iranianas destacaram a capacidade de Teerã de operar drones e os planos de retaliação do país, incluindo possíveis ataques a instalações de inteligência artificial. A ameaça do Irã acontece depois que o presidente americano, Donald Trump, deu a entender que os Estados Unidos poderiam retomar os bombardeios após as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.

Trump afirmou repetidamente que o fim decisivo da guerra no Irã está próximo, e assessores elaboraram planos para novos ataques em conjunto com Israel, assim que ele der sinal verde.

Uma das opções em análise envolve o uso da “mãe de todas as bombas” para atingir a infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas, disseram à CNN várias autoridades americanas.

O comandante-chefe do Exército iraniano, major-general Amir Hatami, afirmou que o Irã “alcançou um nível significativo de maturidade na tecnologia de drones e em sistemas não tripulados” e agora está “em uma posição melhor” para combater os Estados Unidos, segundo a emissora estatal iraniana Press TV.

“Avaliamos o inimigo e estamos cientes de suas consideráveis capacidades, mas, levando todos esses fatores em conta, nos preparamos para uma guerra assimétrica e adquirimos os equipamentos necessários para isso”, acrescentou Hatami.

O principal responsável pela segurança do Irã, general Mohsen Rezaei, afirmou que o país está preparado para realizar ataques retaliatórios contra um conjunto mais amplo de alvos na região.

“Se a questão é se o Irã ainda tem capacidade para continuar as operações com mísseis e drones, a resposta é sim”, disse Rezaei em uma entrevista por escrito ao veículo de notícias Drop Site, publicada na quinta-feira (22).

“Os Estados Unidos têm ativos valiosos na região. Em caso de guerra, cabos, centros de dados e instalações de inteligência artificial também poderiam ficar ao alcance. Se o conflito recomeçar, teremos um plano mais abrangente.”

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

Netanyahu fía su reelección a la promesa de otra guerra con Irán y al rechazo a los árabes

23 October 2026 at 04:40

En octubre de 2023, cuando el shock inicial por el ataque de Hamás iba dando paso a la interiorización de que había sido el mayor fiasco de seguridad en las siete décadas de historia del Estado de Israel, casi nadie pensaba que Benjamín Netanyahu seguiría como primer ministro tres años más tarde. Tampoco que un país acostumbrado a coaliciones amplias y a adelantos electorales (ninguno fue tanto a las urnas entre 1996 y los últimos comicios, en 2022, cada 2,4 años) completaría la legislatura justo esta vez. Y, menos aún, ambas combinadas: que, tras cuatro años de polémicas y guerras, Netanyahu llegaría a la recta final de las elecciones —que se celebran el martes— con menos apoyo y popularidad, pero con probabilidades de mantenerse en el poder. “No me rendiré”, reza uno de los carteles electorales con su rostro.

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© Ariel Schalit (AP Photo/Ariel Schalit)

Benjamín Netanyahu, este jueves en Tel Aviv.

Trump invoca Lei da era da Guerra Fria para produção e refino de petróleo

22 October 2026 at 22:57

O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira (22) que a produção e o refino de petróleo, bem como atividades correlatas, são essenciais para a defesa nacional, medida que pode abrir caminho para o financiamento norte-americano a projetos de combustíveis fósseis.

Em um memorando presidencial, Trump também invocou um dispositivo da Lei de Produção de Defesa (Defense Production Act), criada durante a Guerra Fria, o que lhe permite oferecer incentivos financeiros para atividades ligadas ao petróleo, incluindo oleodutos e o armazenamento de combustíveis líquidos.

Os preços do petróleo bruto e do diesel dispararam desde que os EUA e Israel realizaram uma operação conjunta contra o Irã, no final de fevereiro. Desde então, o conflito tem restringido o fluxo global de energia, enquanto ataques ucranianos a refinarias russas agravaram a escassez de combustíveis.

Leia Mais:

A alta nos custos representa um risco para Trump nas eleições de 3 de novembro, em um momento em que seus correligionários republicanos buscam manter o controle de ambas as casas do Congresso.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, concluída na segunda-feira (19), mostra que apenas 36% dos norte-americanos aprovam a forma como Trump tem conduzido a economia.

O memorando afirma que, sem essas medidas, os EUA não conseguiriam disponibilizar tais serviços energéticos “em tempo hábil, devido a restrições de financiamento, longos prazos de execução, entraves no licenciamento e na infraestrutura, além de limitações na cadeia de suprimentos”.

O documento não menciona projetos específicos que poderiam ser contemplados com o financiamento. Em 2025, os EUA registraram uma produção média de cerca de 13,6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, consolidando-se como o maior produtor mundial.

Na semana passada, o vice-presidente americano JD Vance afirmou que o governo utilizaria a Lei de Produção de Defesa para ampliar a capacidade de uma refinaria no Texas, pertencente à empresa Delek US Holdings.

No ano passado, Trump sancionou uma legislação que destinou US$ 1 bilhão, por meio da Lei de Produção de Defesa, a projetos do setor energético considerados cruciais para a segurança nacional.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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