❌

Normal view

CTT vão financiar projetos ambientais em Sintra-Cascais e agricultura regenerativa para compensar emissões

22 October 2026 at 23:34

Os CTT anunciaram esta quinta-feira os projetos ambientais que vão financiar no âmbito da sua iniciativa de compensação carbónica, após uma votação pública que decorreu entre 06 e 20 de outubro, tendo sido escolhidos um projeto de preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais e outro de agricultura regenerativa em vários países europeus.

Segundo a empresa, o projeto de Preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais venceu na categoria de iniciativas nacionais, com 115 votos, enquanto o AgreenaCarbon Project, dedicado à promoção da agricultura regenerativa na Europa, foi o mais votado na categoria internacional, reunindo 154 votos.

O apoio aos dois projetos permitirá compensar 241 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade de transporte e distribuição do serviço Correio Verde dos CTT.

A iniciativa nacional tem como objetivo preservar a fauna e a flora do Parque Natural de Sintra-Cascais através da recuperação de habitats naturais, plantação de espécies autóctones, erradicação de espécies invasoras e implementação de medidas de controlo da erosão.

De acordo com a empresa, estas intervenções procuram reforçar a conservação da biodiversidade e aumentar a resiliência dos ecossistemas da área protegida.

Já o AgreenaCarbon Project apoia a adoção de práticas de agricultura regenerativa em explorações agrícolas de dez países europeus, promovendo medidas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a aumentar o armazenamento de carbono nos solos.

O projeto visa igualmente melhorar a saúde dos solos, a retenção de água e a capacidade de adaptação das explorações agrícolas aos impactos das alterações climáticas.

Com esta iniciativa, os CTT afirmam reforçar o seu compromisso com soluções de mitigação das alterações climáticas, apostando em projetos de conservação da natureza e regeneração dos ecossistemas.

Os CTT empregam mais de 14 mil trabalhadores e registaram, em 2025, rendimentos operacionais de 1.288,1 milhões de euros. A empresa tem como meta eletrificar a totalidade da sua frota de distribuição de última milha até 2030.

Mars reduz emissões em 6,4% em 2025 e atinge maior corte anual da sua história

22 October 2026 at 23:31
Mars

A multinacional norte-americana Mars reduziu em 6,4% as emissões absolutas de gases com efeito de estufa (GEE) em toda a sua cadeia de valor em 2025, registando a maior redução anual da sua história, segundo o relatório de sustentabilidade divulgado pela empresa.

De acordo com o relatório Sustainable in a Generation 2025, a redução acumulada das emissões atingiu 16,9% face ao ano de referência de 2015, ao mesmo tempo que o negócio cresceu cerca de 75%.

A empresa destacou ainda que cumpriu, em 2025, a sua meta de redução de emissões dos âmbitos 1 e 2 definida no âmbito da iniciativa Science Based Targets, ao alcançar uma diminuição de 42,6% em comparação com os níveis registados em 2015.

“A sustentabilidade é central para a forma como crescemos e prosperamos, não apenas porque é a coisa certa a fazer pelo ambiente, mas porque é a única forma de construir resiliência em toda a nossa cadeia de valor”, afirmou o presidente executivo (CEO) da Mars, Poul Weihrauch, citado no relatório.

Segundo o responsável, a empresa continuou a registar “progressos significativos” ao longo de 2025, enquanto procura reforçar a resiliência das comunidades, dos trabalhadores e das cadeias de abastecimento.

No âmbito da sua estratégia ambiental, a Mars expandiu os projetos de agricultura climaticamente inteligente para cerca de 77 iniciativas em 26 países, abrangendo 12 culturas agrícolas.

Entre os projetos destacados encontra-se o programa Protect the Peanut, através do qual a empresa investiu cerca de 5,2 milhões de dólares ao longo de cinco anos para desenvolver variedades de amendoim mais resistentes à seca e às doenças.

A empresa salientou igualmente o programa Raising Rice Right, que prevê um investimento de 20 milhões de dólares entre 2020 e 2030 para promover práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de arroz e reforçar a resiliência dos agricultores.

Numa outra iniciativa, a Mars associou-se à PepsiCo e à ADM para lançar um programa de agricultura regenerativa na Polónia, apoiando 24 agricultores em mais de 5.450 hectares. A empresa está envolvida em culturas regenerativas de trigo numa área de 3.450 hectares destinada ao fornecimento de marcas como Whiskas e Pedigree

No setor da energia, a companhia anunciou em 2025 o programa Renewables Acceleration (RAcc), destinado a alargar o acesso à eletricidade renovável às cadeias de valor dos seus fornecedores e parceiros.

Segundo a Mars, esta iniciativa poderá permitir evitar cerca de três milhões de toneladas de emissões até 2030, o equivalente a aproximadamente 10% da atual pegada carbónica da empresa.

Entre os projetos associados ao programa está um acordo com a GoldenPeaks Capital para o desenvolvimento de mais de 100 projetos solares na Polónia, capazes de gerar cerca de 222 gigawatts-hora (GWh) de energia limpa por ano.

A empresa estabeleceu igualmente uma parceria com a Enel North America para apoiar três projetos solares no Texas, que deverão produzir aproximadamente 1,8 terawatts-hora (TWh) de eletricidade renovável por ano e evitar cerca de 700 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) anuais.

O diretor de sustentabilidade da Mars, Alastair Child, considerou que os resultados demonstram que a sustentabilidade está “no centro” da forma como a empresa planeia e investe, defendendo que a concretização dos objetivos climáticos exige colaboração entre empresas, fornecedores, governos, organizações não-governamentais e comunidades locais.

O relatório refere ainda que a empresa mantém uma estratégia assente em objetivos científicos, transparência e mecanismos de governação para acompanhar o progresso das metas ambientais.

ECO.AP 2030 ultrapassa 900 entidades e reforça monitorização da descarbonização na Administração Pública

22 October 2026 at 22:55

O programa ECO.AP 2030 integrou nos últimos doze meses mais 80 entidades públicas, elevando para 901 o total de organizações registadas e contabilizando 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), de acordo com o Relatório Síntese com dados a 30 de setembro de 2026.

Este reforço traduz-se numa maior capacidade técnica das entidades públicas para implementar medidas de eficiência energética, hídrica e de descarbonização.

De acordo com o documento divulgado pela Adene – Agência para a Energia, entidade responsável pela operacionalização do programa, o Barómetro ECO.AP integrou no último ano mais 1.918 instalações e 9.352 veículos.

A plataforma passou também a abranger a iluminação pública e os equipamentos urbanos, tendo registado 2.731 instalações nesta nova área de monitorização e análise.

O compromisso com o planeamento estratégico registou igualmente progressos significativos, com mais 26 entidades a verem validados os respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030, totalizando 116 organismos com planos aprovados para os períodos de 2025-2027 e 2026-2027.

No decorrer de 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram formalmente as respetivas metas, juntando-se aos setores da Saúde e da Defesa Nacional e elevando para cinco as áreas governativas com objetivos publicados.

A coordenação territorial conheceu um incremento expressivo, contando atualmente com 32 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que representa mais 15 do que no período homólogo, destacando-se a adesão de 22 municípios que reforçam a articulação e a implementação local do programa.

Em paralelo, verifica-se uma aposta contínua nas energias renováveis, com a inscrição de mais 18 instalações de sistemas solares térmicos e 22 sistemas fotovoltaicos, contabilizando globalmente 98 e 104 instalações registadas no barómetro, respetivamente.

Na vertente da capacitação, o programa promoveu 22 iniciativas no último ano que envolveram 1.658 participantes e cerca de 64 horas de atividade. No total acumulado, o ECO.AP 2030 soma já 150 ações e 8.088 participantes, num esforço contínuo de divulgação, capacitação e partilha de boas práticas.

A Adene, liderada por Nelson Lage, sublinha que estes resultados confirmam a consolidação do programa como um instrumento de referência para a eficiência de recursos e a integração progressiva da descarbonização nas práticas de gestão da Administração Pública.

❌