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Para-brisas embaciados? A GNR partilhou uma alternativa caseira para acabar com o problema

Entrar no carro e encontrar o para-brisas embaciado é uma situação frequente nas manhãs frias. A humidade acumulada no habitáculo pode dificultar a visão da estrada, obrigando a desembaciar os vidros antes de iniciar a viagem.

Entre as sugestões já divulgadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) encontra-se uma alternativa pouco habitual: utilizar uma batata. A força de segurança apresentou este alimento como uma opção caseira, ressalvando que a eficácia pode variar e ser inferior à dos produtos próprios para desembaciamento.

Como funciona o truque da batata

O procedimento divulgado pela GNR consiste em cortar uma batata ao meio, passar a parte cortada pela superfície do vidro e terminar a limpeza com um pano limpo.

Segundo a explicação apresentada pela força de segurança, o amido deixa uma película que pode ajudar a dificultar a fixação da humidade. O método também é referido pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), que o inclui entre as alternativas para lidar com o embaciamento.

A ressalva sobre a eficácia deve acompanhar a aplicação: o resultado pode variar e é necessário verificar se o vidro fica limpo e permite uma visão desimpedida antes de conduzir.

Porque ficam os vidros embaciados?

O fenómeno ocorre quando o vapor de água presente no ar do habitáculo entra em contacto com o vidro frio e condensa, formando pequenas gotículas. Estas dispersam a luz e dificultam a visibilidade.

A respiração dos ocupantes contribui para aumentar a humidade, tal como a roupa molhada, os guarda-chuvas ou os tapetes húmidos. Por isso, passar apenas a mão pelo vidro pode abrir momentaneamente uma zona de visão, sem resolver a acumulação de humidade no interior.

Ar condicionado e ventilação ajudam a resolver o problema

O ACP recomenda utilizar o ar condicionado, sobretudo quando existe uma função automática de desembaciamento. Este sistema ajuda a retirar humidade do ar e pode funcionar em conjunto com o aquecimento.

Também deve direcionar a ventilação para o para-brisas e desligar a recirculação, permitindo a entrada de ar exterior. Abrir ligeiramente as janelas pode ajudar a renovar o ar do habitáculo e a reduzir a humidade acumulada.

Manter os vidros limpos e retirar objetos molhados do automóvel são outros cuidados úteis para reduzir a frequência do problema.

Espere por uma boa visibilidade antes de arrancar

“Conduzir com o vidro para-brisas embaciado reduz a visibilidade drasticamente e condiciona o exercício da condução em segurança”, alerta a GNR.

Antes de iniciar a viagem, espere até conseguir ver claramente através dos vidros. Se o embaciamento surgir durante a condução e comprometer a visão, pare num local seguro para recuperar a visibilidade. Quando o sistema demora demasiado tempo a desembaciar ou deixa de o conseguir fazer, convém verificar a ventilação e o ar condicionado numa oficina.

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Alterações no paladar podem estar ligadas à doença renal: os sinais que merecem atenção

Notar que os alimentos passaram a saber a metal, ficaram amargos ou perderam o sabor habitual pode causar estranheza. Estas alterações têm várias causas possíveis, entre as quais problemas de saúde oral, medicamentos e doença renal. Por si só, não permitem identificar o que está a acontecer.

Segundo a National Kidney Foundation, uma fundação norte-americana dedicada à saúde dos rins, a acumulação de resíduos no organismo pode afetar o paladar e provocar náuseas ou falta de apetite quando os rins não funcionam adequadamente.

O que liga o paladar ao funcionamento dos rins

Os rins ajudam a eliminar resíduos do sangue. Quando a sua capacidade de filtragem diminui significativamente, substâncias como a ureia podem acumular-se no organismo. Esta situação pode alterar a composição da saliva e a perceção dos sabores.

A nefrologista Kalyani Perumal, do sistema de saúde norte-americano Cook County Health, explicou à revista Parade que estas manifestações podem surgir em fases avançadas: “Muitos não apresentam sinais de doença renal até estarem em fases avançadas”.

As alterações também podem prejudicar a alimentação. Algumas pessoas deixam de ter vontade de comer ou sentem-se satisfeitas após poucas garfadas. Com o tempo, a redução da ingestão alimentar pode contribuir para perda de peso e problemas nutricionais.

Um sabor metálico também pode ter outras causas

O NHS, o serviço público de saúde britânico, esclarece que um sabor metálico na boca geralmente não corresponde a uma situação grave.

Entre as causas possíveis estão doenças das gengivas, determinados medicamentos, constipações, infeções dos seios perinasais, indigestão e gravidez. Alterações do olfato também podem modificar a forma como se sente o sabor dos alimentos.

A recomendação é procurar avaliação médica quando o sabor metálico persiste ou não tem uma explicação evidente. Se houver suspeita de relação com um medicamento, deve pedir aconselhamento e evitar interromper um tratamento prescrito por iniciativa própria.

Outros sinais que podem acompanhar a doença renal

Cansaço persistente, perda de apetite, inchaço nos tornozelos, pés ou mãos, comichão, cãibras e alterações na frequência urinária estão entre as manifestações possíveis da doença renal crónica.

Contudo, a doença pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, sentir-se bem não exclui alterações no funcionamento dos rins. O NHS explica que alguns casos são detetados através de análises realizadas por outros motivos.

Como se avalia a saúde dos rins

A investigação passa habitualmente por análises ao sangue e à urina. A medição da creatinina no sangue permite estimar a taxa de filtração glomerular, um indicador do funcionamento dos rins. Na urina, pode avaliar-se a presença de albumina, uma proteína cuja perda pode indicar lesão renal.

O médico interpreta estes resultados em conjunto com os sintomas e o historial clínico. Pessoas com diabetes, hipertensão arterial ou antecedentes familiares de doença renal avançada podem precisar de avaliações regulares, mesmo sem alterações no paladar ou outras queixas.

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“O algarvio que construiu a Lisboa moderna”: conheça a história de Duarte Pacheco, ministro de Salazar

Lisboa guarda marcas da ação de Duarte Pacheco em estradas, equipamentos públicos e espaços verdes. O aeroporto, o Parque de Monsanto e a Marginal Lisboa–Cascais estão entre as obras associadas ao engenheiro de Loulé que se tornou ministro e presidente da Câmara da capital.

Na evocação do seu percurso, o Instituto Superior Técnico destaca que “planificou e executou as obras que trouxeram Lisboa e Portugal para o século XX”. A sua carreira atravessou o ensino, a administração municipal e o Governo.

Uma infância marcada pela perda dos pais

O catálogo do seu arquivo pessoal, organizado pelo Técnico, regista uma particularidade sobre o nascimento: o assento de batismo aponta para 1899, mas Duarte Pacheco afirmava ter nascido em 1900, atribuindo a diferença a um engano do pároco.

A família mudou-se de Loulé para Faro depois de o pai ter sido nomeado administrador daquele concelho, em 1901. Perdeu a mãe em 1906 e o pai em 1914, ficando depois ao cuidado do irmão Humberto, que o preparou para exames do liceu.

Aos 17 anos seguiu para Lisboa. Formou-se em Engenharia Eletrotécnica no Técnico em 1923 e, quatro anos depois, foi escolhido por unanimidade pelo Conselho Escolar para dirigir a instituição.

Do ensino para os governos de Salazar

Segundo o Arquivo Histórico da Presidência da República, a primeira passagem de Duarte Pacheco pelo Governo aconteceu em 1928, quando assumiu durante alguns meses o Ministério da Instrução Pública.

Em 1932 tornou-se ministro das Obras Públicas e Comunicações no Governo de Salazar. Deixou a pasta em 1936 e regressou em 1938, ano em que também foi nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A sua ação como governante ficou, assim, ligada ao projeto político do Estado Novo e à transformação das infraestruturas do país.

As obras que mudaram Lisboa e a sua envolvente

Ao seu nome ficaram associados empreendimentos como o aeroporto de Lisboa, a Estação Marítima de Alcântara, a Fonte Monumental da Alameda, a Casa da Moeda e o Instituto Nacional de Estatística.

Na área envolvente da capital, destacam-se a Marginal Lisboa–Cascais e o Estádio Nacional, no Jamor. O seu percurso também ficou ligado à expansão urbana e a bairros como Alvalade, Encarnação e Madredeus.

O próprio Técnico constitui uma parte desse legado. O campus da Alameda foi construído sob a sua direção, com projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, ficando concluído em 1937.

Uma intervenção que ultrapassou a capital

A atividade de Duarte Pacheco estendeu-se à rede rodoviária, aos portos, às comunicações e às infraestruturas hidroagrícolas e hidroelétricas.

O Técnico destaca intervenções em portos como Leixões, Aveiro, Setúbal, Vila Real de Santo António, Funchal e Ponta Delgada. A construção e conservação de estradas procurou também melhorar o transporte de pessoas e o escoamento de produtos agrícolas e industriais.

O acidente que interrompeu a carreira

Em 15 de novembro de 1943, Duarte Pacheco deslocou-se a Vila Viçosa para acompanhar os trabalhos da estátua de D. João IV. No regresso a Lisboa, onde pretendia chegar para um Conselho de Ministros, o automóvel em que seguia despistou-se na Estrada Nacional 4, entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

Gravemente ferido, foi transportado para o Hospital da Misericórdia de Setúbal. Morreu na madrugada de 16 de novembro, ainda no exercício das funções ministeriais.

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Manuel Alegre, 90 anos, internado com pneumonia no Hospital da Luz

O poeta e histórico socialista Manuel Alegre, de 90 anos, está internado no Hospital da Luz, em Lisboa, devido a uma pneumonia. Segundo a Renascença, que confirmou a informação junto de uma fonte próxima, o internamento ocorreu durante a madrugada desta quarta-feira, 21 de outubro.

A notícia foi inicialmente avançada pela SIC Notícias. De acordo com a estação televisiva, o antigo vice-presidente da Assembleia da República encontra-se estabilizado, embora a situação seja considerada “delicada”.

Completou 90 anos em maio

Manuel Alegre celebrou o seu 90.º aniversário a 12 de maio. Na ocasião, deixou uma mensagem de participação cívica e apelou aos mais velhos para que continuassem a pensar no futuro, sem desistirem das suas convicções.

“Continuo a pensar no futuro”, afirmou aos jornalistas, à entrada para um jantar de homenagem realizado num hotel em Lisboa. Acompanhado pelo filho Francisco Alegre Duarte, acrescentou: “Não abdicarmos de nós próprios e de pensar pela nossa cabeça”.

O encontro reuniu mais de uma centena de pessoas e contou com a presença do Presidente da República, António José Seguro, além de várias figuras da vida política portuguesa.

Um percurso de décadas no Parlamento

A trajetória política de Manuel Alegre passou pela Assembleia Constituinte e pelas dez primeiras legislaturas da Assembleia da República, como documenta a sua biografia parlamentar. Exerceu também funções governativas, nomeadamente como secretário de Estado da Comunicação Social e porta-voz do primeiro Governo Constitucional.

Entre 1995 e 2009, foi vice-presidente da Assembleia da República. Concorreu ainda à Presidência da República em duas ocasiões, nas eleições de 2006 e de 2011, mantendo uma presença na vida pública para além do trabalho parlamentar.

Uma carreira literária distinguida com o Prémio Camões

Nascido em Águeda, em 1936, Manuel Alegre construiu uma obra que atravessa a poesia, o romance, o conto e o ensaio. Entre os seus livros mais conhecidos encontram-se Praça da Canção, publicado em 1965, e O Canto e as Armas, de 1967.

De acordo com o Instituto Camões, estas obras foram proibidas pela censura e circularam em cópias manuscritas e datilografadas. Os poemas, posteriormente musicados e cantados, ficaram associados à resistência à ditadura.

O reconhecimento da sua carreira inclui o Prémio Pessoa, recebido em 1999, e o Prémio Camões, atribuído em 2017. Esta última distinção reconheceu o conjunto de uma obra literária desenvolvida ao longo de várias décadas.

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CGA explica erro em 2.937 pensões e redução média de 93 euros por mês

Uma falha no sistema de cálculo está na origem da revisão de 2.937 pensões atribuídas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Segundo a instituição, os beneficiários abrangidos receberam valores superiores aos previstos na lei, com uma diferença média mensal de 93 euros brutos.

A explicação foi apresentada pelo presidente da CGA, António Valente, numa audição na Assembleia da República, realizada em 20 de outubro. O responsável garantiu que a correção “não resultou de qualquer orientação do Governo”.

Quem está abrangido pela revisão

Em causa estão pensões atribuídas entre maio e 27 de agosto de 2026 a subscritores inscritos na CGA até 31 de agosto de 1993, que se aposentaram com mais de 40 anos de serviço.

Este universo representa cerca de 0,4% das aproximadamente 670 mil pensões pagas mensalmente pela instituição.

António Valente indicou que a redução média corresponde a 59 euros líquidos por mês. A maior correção individual quantificada pela CGA é de 198 euros mensais, numa pensão que passa de 8.107 para 7.909 euros.

O que falhou no cálculo das reformas

Para estes beneficiários, a pensão resulta da soma de duas parcelas: uma relativa ao serviço prestado até ao final de 2005 e outra referente ao período posterior.

Segundo a explicação da CGA, o problema surgiu na escolha da taxa aplicada à segunda parcela. O sistema passou a utilizar uma taxa entre 2% e 2,3% quando identificou 21 anos de descontos após 2005, sem excluir previamente o tempo que ultrapassava o limite de 40 anos considerado no cálculo.

A instituição sustenta que, nos casos abrangidos, deveria continuar a ser aplicada a taxa de 2%. A correção informática entrou em funcionamento em 27 de agosto.

Esta interpretação continua a ser contestada. O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades considera que houve uma alteração do entendimento da legislação e enviou casos aos grupos parlamentares para sustentar essa posição.

Pensionistas podem pronunciar-se antes da decisão final

Na audição, a CGA esclareceu que os beneficiários foram notificados em 30 de setembro para se pronunciarem, em audiência prévia, sobre o projeto de alteração da pensão.

As respostas e os elementos apresentados pelos interessados serão analisados antes da decisão definitiva. A reposição de dinheiro dependerá da confirmação dos montantes considerados indevidamente pagos em cada processo.

Quais são as modalidades de devolução

Na nota de esclarecimento de 8 de outubro, a CGA apresentou três possibilidades: pagamento voluntário através de Documento Único de Pagamento, com prazo de 30 dias após a receção do ofício; compensação nas pensões seguintes, com dedução mensal limitada a 30% da pensão líquida; ou pagamento em prestações, mediante requerimento.

Esta última modalidade pode prolongar-se até dezembro de 2027, não podendo cada prestação mensal ser inferior a 5% da quantia total a devolver. Não haverá juros de mora se os pagamentos forem realizados nos prazos previstos.

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Pensões e subsídios em novembro: estas são as datas em que a Segurança Social vai pagar

Os beneficiários de pensões e prestações sociais já podem consultar as datas previstas para os pagamentos de novembro de 2026. Conhecer o calendário permite organizar as despesas do mês e perceber em que momento está agendado cada apoio.

Segundo a Segurança Social, os pagamentos começam a 3 de novembro e prolongam-se até dia 27. As pensões estão previstas para dia 6, enquanto as prestações familiares surgem mais adiante no calendário.

Calendário dos pagamentos de novembro de 2026

As datas divulgadas pelo organismo distribuem-se da seguinte forma:

DataPensões, subsídios e outros apoios
3 de novembroPensões e subsídios por doença profissional
6 de novembroPensões, Complemento Solidário para Idosos, Prestação Social para a Inclusão, reembolso de despesas de funeral e rendas
16 de novembroPrestações familiares e primeiro pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social
20 de novembroFundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores
23 de novembroRendimento Social de Inserção, Fundo de Garantia Salarial e subsídio por suspensão da atividade cultural
27 de novembroSubsídio de Apoio ao Cuidador Informal e segundo pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social

O calendário identifica, assim, dois momentos de pagamento para as prestações de desemprego, doença, parentalidade e ação social. A situação de cada beneficiário deve ser confirmada na sua área pessoal.

Transferência bancária ou vale de correio?

Para a generalidade das prestações, o calendário apresenta as modalidades de transferência bancária e vale de correio.

Existem, contudo, três rubricas assinaladas apenas com transferência bancária: rendas, Fundo de Garantia Salarial e subsídio por suspensão da atividade cultural. Convém, por isso, verificar a modalidade associada ao apoio que recebe.

A transferência permite que o dinheiro seja enviado diretamente para a conta bancária indicada pelo beneficiário, dispensando a receção de um vale pelo correio.

Como confirmar ou alterar o IBAN

Quem recebe por transferência pode consultar os dados bancários registados no Portal da Segurança Social. Depois de iniciar sessão, deve aceder a “Perfil”, selecionar “Conta bancária” e entrar em “Consultar e alterar conta bancária”.

O registo ou alteração também pode ser solicitado nos serviços de atendimento, através do formulário MG 14, acompanhado de um comprovativo bancário que identifique o beneficiário como titular da conta. O IBAN fica sujeito a validação e, depois de confirmado, é enviada informação para a área de mensagens.

Simulador ajuda a identificar outros apoios

Além do calendário, está disponível o Simulador de Prestações Sociais, que permite conhecer os subsídios e prestações a que poderá ter direito e a forma de os pedir.

A ferramenta apresenta perguntas para avaliar o possível enquadramento do utilizador nos apoios disponíveis. A Segurança Social recomenda reunir previamente as informações necessárias para responder corretamente, já que os dados introduzidos são relevantes para o resultado da simulação.

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Ar polar em Portugal: estas 10 capitais de distrito podem ficar abaixo dos 8 ºC no dia mais frio da semana

Uma manhã fria espera várias regiões de Portugal continental na quinta-feira, 22 de outubro. A influência de uma massa de ar de origem polar mantém as temperaturas baixas, com especial expressão durante a madrugada e nas primeiras horas do dia.

A previsão por localidade do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aponta para temperaturas mínimas inferiores a 8 ºC em dez capitais de distrito. Bragança e Leiria destacam-se entre as cidades com os valores mais baixos, ambas abaixo dos 5 ºC.

Estas são as cidades com mínimas abaixo dos 8 ºC

Os dados disponíveis apontam para a seguinte distribuição na quinta-feira:

Capital de distritoTemperatura mínima prevista
Bragança4,4 ºC
Leiria4,6 ºC
Guarda5,9 ºC
Braga6,3 ºC
Évora6,4 ºC
Viseu6,5 ºC
Vila Real6,6 ºC
Beja7,5 ºC
Coimbra7,6 ºC
Viana do Castelo7,9 ºC

Estes valores correspondem às mínimas diárias previstas para cada cidade. Coimbra e Viana do Castelo ficam próximas do limiar dos 8 ºC, enquanto Bragança e Leiria deverão registar um arrefecimento mais acentuado.

Porque se sente mais frio no interior?

Na análise publicada pela Meteored, a meteorologista Joana Campos explica que “o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental”.

A proximidade do mar ajuda a moderar as temperaturas nas zonas costeiras. A altitude e as características de cada local também contribuem para diferenças entre cidades, pelo que o arrefecimento não se faz sentir com a mesma intensidade em todo o território.

E no Algarve, quanto vão marcar os termómetros?

Faro deverá manter valores mais amenos, com uma mínima de 11 ºC e uma máxima próxima dos 23 ºC. A previsão aponta, assim, para uma diferença considerável entre o início do dia e a tarde.

Em Sagres, o IPMA prevê aproximadamente 11 ºC de mínima e 19 ºC de máxima. Estes valores dizem respeito às duas localidades e não representam, por si só, toda a região algarvia.

As temperaturas recuperam durante o dia e na sexta-feira

As mínimas baixas não significam que os termómetros se mantenham nesses valores ao longo de quinta-feira. Évora e Beja, por exemplo, poderão atingir máximas próximas dos 22 ºC.

Na sexta-feira, 23 de outubro, prevê-se uma subida das mínimas em várias cidades: Beja poderá chegar aos 10,4 ºC, Évora aos 10,5 ºC e Faro aos 13 ºC. O frio matinal deverá, contudo, continuar a marcar o interior nos dias seguintes: para sábado, o IPMA aponta mínimas próximas dos 4 ºC em Bragança e na Guarda.

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