❌

Reading view

Irmãs

Mal aparecia na subida da ladeira empoeirada e já a reconhecia. Vinha montada na mula castanha, sempre sentada de lado. Tinha um porte distinto, de autonomia. Todas as outras mulheres que conhecia se limitavam a andar nos carros-de-mula, ou carroças, normalmente, ao lado dos maridos. Mas a tia Joaquina vinha sempre só, com o seu ar de amazona de um tempo perdido. Para mim, a chegada dela era sempre uma festa. Mal descia da mula, corria para mim e dava-me um abraço enorme. Mostrava-lhe as esfoladelas, os arranhões, os cortes, enfim, as mazelas dos últimos dias, fruto das minhas brincadeiras e aventuras nos campos do barrocal algarvio. Ela consolava-me, mas sempre com ar impressionado que deixava transparecer alguma aprovação. Era irmã da minha bisavó Maria. Só aparecia de vez em quando, pois vivia longe e a viagem na mula ainda era demorada. Normalmente passava parte do dia lá em casa. Conversava durante horas perdidas com a minha bisavó. Eu ficava a ouvir, por vezes, as conversas.

A minha avó era filha única, tal como o meu pai, enquanto a minha mãe e o meu avô tinham, respetivamente, um irmão e uma irmã a viverem em lugares distantes, dos quais estavam afastados. De modo que aquelas conversas mostravam que ter uma irmã era algo maravilhoso, que me parecia vedado a mim, na minha condição de filha única. Sonhava então, também eu com uma irmã que me viesse visitar, montando uma mula, um pónei ou pilotando uma nave espacial. Tanto fazia, o importante era que viesse, que chegasse um dia para partilhar comigo aquela doçura da irmandade feita de longos fios de palavras, tão longos como os fios de guita com que atava os colares de malmequeres que gostava de fazer nesses tempos. E nessas tardes, a minha bisavó, sempre triste, queixosa das dores estômago, parecia alegre. Uma irmã era alguém com o poder de transformar a tristeza em sorriso, as dores em alegria. Penso que era de alguém assim que precisava, neste momento, para converter em luz a solidão escura de Macau.

Excerto do romance Quem rasgou os meus lencóis de linho?, Ed. The Poets and Dragons Society, 2026

  •  

Olhão promove literacia digital e alerta para a cibersegurança

Dezenas de munícipes participaram, na quarta-feira, 14 de outubro, numa sessão em Olhão dedicada à utilização dos serviços públicos digitais, à cibersegurança e à identidade digital. A iniciativa “Mestres do Digital” decorreu no Auditório Municipal Maria Barroso, numa organização do Município de Olhão em parceria com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado.

A sessão reuniu participantes de diferentes faixas etárias e teve como objetivo reforçar os conhecimentos sobre as ferramentas digitais disponíveis para aceder aos serviços públicos, bem como sensibilizar para a importância da segurança na utilização das plataformas digitais.

“Esta iniciativa tem em vista sensibilizar todos para as potencialidades do mundo digital”, afirmou Catarina Poço, vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, que destacou a necessidade de conhecer e utilizar as funcionalidades do Cartão de Cidadão, numa altura em que muitos serviços públicos estão disponíveis através de plataformas digitais.

A autarca adiantou ainda que esta foi a primeira sessão do género no concelho e que estão previstos cursos mais avançados, destinados aos interessados em aprofundar os seus conhecimentos.

No final, os participantes tiveram a oportunidade de ativar a Chave Móvel Digital e a assinatura digital, ferramentas que permitem aceder a serviços públicos e realizar procedimentos por via eletrónica.

  •  

O acesso à Saúde e os seguros privados

Notícias recentes dão-nos nota de que em junho passado os Seguros de Saúde já alcançavam quatro milhões e meio de pessoas tendo em seis anos ultrapassado o dobro dos segurados.

Os prémios duplicaram nos últimos seis anos e os seguros de saúde constituem conjuntamente com alguns Subsistemas de Saúde, com destaque para a ADSE, parte fundamental no crescimento da hospitalização privada.

Também é reconhecida a imprescindibilidade de os prémios dos seguros de saúde continuarem a aumentar. Afirma-o o Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, enquanto estudos efetuados mostram ser a dificuldade no acesso ao SNS o principal motivo para ser contratado um seguro de saúde.

A credibilização da prestação na saúde é imprescindível, bem reconhecida no SNS quer na excelência das práticas quer na atualização dos equipamentos, mas o acesso difícil determina aos cidadãos a necessidade de buscar os cuidados de saúde de que necessitam no imediato, quer nas Urgências públicas quer na hospitalização privada.

E aqui está a questão fundamental:

O acesso ao privado é fácil e célere enquanto ao público é difícil, burocratizado e lento.

É assim imperioso agilizar o acesso ao Serviço de Saúde público. Diferentes esquemas organizativos permiti-lo-ão, assim haja o reconhecimento da necessidade e a vontade de a ultrapassar.

Outra dificuldade, melhor, impossibilidade quando encerradas, é no acesso às urgências hospitalares. Pretende a ministra da Saúde resolvê-lo com as Urgências Regionais, baseadas na lógica aritmética dos recursos humanos disponíveis. Só que as urgências têm de ser programadas em função das populações que servem, das patologias prevalentes e até na consideração das acessibilidades disponíveis.

Existindo escassez de recursos humanos é preciso adotar esquemas organizativos que consigam minimizar as dificuldades dos utentes. São vetores que têm de ser sempre considerados numa programação exigente.

Tome-se como exemplo inspirador o DL 62/79, quando era impensável fechar uma urgência mesmo com grande exiguidade de pessoal médico. O mundo mudou mas não mudou a necessidade de cuidados médicos para o doente, o que tem de estar sempre em mente dos responsáveis e determina a imprescindibilidade da imaginação organizativa adequada.

Uma coisa são as Emergências, outra as Urgências incluindo as urgências diferidas e outra ainda as falsas urgências que deviam ser assistidas noutros níveis de prestação e são oficialmente quantificadas em 32,2% da casuística dos Serviços de Urgência. No ano de 2025, atingiram um milhão, oitocentos e setenta mil casos. Fatores importantes na decisão organizativa.

Ignorar a relevância do acesso até pode ser conveniente a uma desresponsabilização persecutória da máxima de “melhor Estado, menos Estado” que até estará fazendo o seu caminho se olharmos ao desenvolvimento dos seguros de saúde em consequência de o cidadão, confrontado com o acesso difícil ao SNS, procurar abrir as portas que consegue. Paga dois seguros de saúde, um incluído nos seus impostos e outro, de garantias e “plafonds” bem inferiores ao primeiro, à Companhia de Seguros que contratou.

Estamos portanto numa realidade de o Estado com o acesso progressivamente mais difícil se ir desobrigando das responsabilidades que a Constituição lhe determina, deveres bem expressos na Lei de Bases da Saúde, onde o número 4 da Base I estipula:

“O Estado promove e garante o direito à proteção da saúde através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), dos Serviços Regionais de saúde e de outras instituições públicas, centrais, regionais e locais”.

Sendo certo que a expansão dos seguros de saúde bem explica o desenvolvimento da Hospitalização privada, também é certo que tão profunda remodelação nos Cuidados de Saúde, paulatinamente em desenvolvimento e num tempo pleno de tão grandes incertezas, obriga a Sociedade a uma profunda reflexão, onde os partidos políticos têm um papel relevante e da maior responsabilidade.

  •  

Passeio em Cacela Velha revela os hábitos alimentares da época medieval

Os hábitos alimentares das comunidades que viveram em Cacela Velha durante o período medieval vão estar em destaque num passeio de interpretação da paisagem, marcado para domingo, 25 de outubro, que dará a conhecer o que os vestígios arqueológicos revelam sobre os alimentos consumidos e a sua origem.

Integrada na iniciativa “Passos Contados – Passeios Pedestres de Interpretação da Paisagem”, a atividade terá início às 9h30, com ponto de encontro em Cacela Velha, e será orientada pelos arqueólogos Maria João Valente e Hugo Oliveira, professores da Universidade do Algarve, e por Cristina Santos, estudante do curso de Património Cultural e Arqueologia.

Ao longo do percurso, os participantes vão explorar os vestígios de ossos, conchas, sementes e outros materiais encontrados em escavações arqueológicas, que ajudam a reconstruir a alimentação das comunidades locais, desde o período islâmico às possíveis transformações associadas à época cristã.

Os restos identificados apontam para uma alimentação diversificada, que incluía ovelhas, cabras, aves domésticas, animais de caça, peixes e moluscos recolhidos na Ria Formosa. Os estudos de sementes e de outros vestígios vegetais permitem também aprofundar o conhecimento sobre os alimentos de origem vegetal e a sua importância na dieta da época.

O passeio propõe, assim, uma leitura da paisagem de Cacela Velha e da sua envolvente enquanto testemunho dos recursos naturais, das práticas alimentares e das tradições culturais das comunidades que habitaram o território.

Maria João Valente é especialista em zooarqueologia e no estudo das dietas humanas do passado, enquanto Hugo Oliveira se dedica à arqueogenómica e à paleobotânica. Cristina Santos encontra-se a analisar os restos botânicos identificados em Cacela.

A participação é limitada e requer inscrição prévia junto do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, na Antiga Escola Primária de Santa Rita, através do telefone 281 952 600 ou do endereço de correio eletrónico ciipcacela@gmail.com. Os interessados devem indicar o nome e um contacto.

  •  

Crucifixo de papel

20 – Uma vida nova

Três dias depois de nascer, David teve alta do hospital e foi para casa com o pai, instalar-se no quartinho azul.

Guete despertou do coma ao décimo dia de internamento. Na cadeira de visitas, sentado à sua frente, estava Vinícius com o bebé ao colo, ambos numa espera ansiosa e contínua por vê-la regressar à vida.

O pequeno ia crescendo com a saúde dos fortes, inundado de amor por uns pais que faziam os possíveis para afastar da lembrança aqueles episódios traumáticos do hospital. Recordar a chegada de David, era recordar os abusos clínicos, a negligência e a desumanidade gratuita pela qual passaram.

A indignação pelos maus-tratos recebidos não tinha sequer ombro onde pousar, levitava somente, como um mostro incorpóreo contra o qual nada podiam fazer. Não adiantava recorrer às instituições, zelar por justiça, sonhar com a reparação dos danos. Nunca adiantou. Por isso, o jeito era fugir do presente, seguir para um futuro incógnito – pelo menos, no que ainda não se conhece, pode haver alguma esperança.

Vinicius continuava empregado na construção do Golf Resort e já tinha propostas para seguir na firma depois da obra. O corpo roto pela dureza do trabalho era compensado pelo salário acima da média e pela satisfação de chegar ao quartinho azul, no final de cada dia, aliviado pela sobrevivência.

Guete, entre as exigentes funções de cuidados maternos a David, retomara gradualmente os serviços de manicure e pedicure em casa.

Chegou o dia em que o salão improvisado na marquise já mal dava vazão à clientela, que crescia com a graça de um deus no qual ela nem se apercebera que deixara de acreditar. Por isso, convidou Lúcia para abandonar a Hamburgueria e juntar-se a ela no negócio de um novo espaço, desta vez profissionalizado com excelência.

Vam’bora, amiga, não tá vendo que eu sozinha não dou conta, a gente se junta, faz tudo direitinho, tem clientela de sobra para nós duas, e você sabe que o David precisa de mim um montão.

Ah, Guete, eu não sei, se dá errado eu faço o quê, vou mendigar, eu tenho Luana, Guete. E tenho o cafajeste do Miguel me atazanado com a droga daquele tribunal, você sabe que se eu fico desempregada, ele vai logo vir querer tirar a menina de mim, eu tenho medo.

O que tinha para dar errado na vida da gente, já deu, mulher. Não tem mais nada para dar errado, não. A gente já passou aprovação de tudo quanto é jeito, chega uma hora que a cruz larga do nosso ombro. E você sabe muito bem que nunca vai estar sozinha, você tem a gente, a mim, ao Vini e ao David. Eu nunca vou deixar você e Luana na mão, a gente vai junta para onde for. Vamos, Lu, abrir o nosso próprio negócio, com dignidade, tudo certinho, você não merece continuar debaixo das agruras da escravidão daquele restaurante, você merece honradez, merece cumprir seus direitos, você é gente igual a todo o mundo.

E você tem mesmo certeza que as meninas vão continuar vindo no salão.

Ôxi, é sério que você está duvidando de meus talentos, é isso. Quem era que lá no Bordel Dourado colocava as raparigas tudo num brinco, que nem capa de revista, quem era.

É…
Quem sabe nunca esquece, Lu. Você já viu o tanto que esse povo tem me procurado para fazer cabelo, pé, mão, virilha, buço, pestana, sobrancelha, tudo. Não lhe dou um ano e a gente abre até sucursal lá para os lados da cidade nova, presta atenção no que eu estou falando. E tem mais, esse é o negócio do futuro, você já reparou que antes era só madame que frequentava salão, e olha agora, hoje em dia até menina pé rapado faz unha e cabelo uma vez no mês, pelo menos. Você devia era falar para Luana deixar de besteira com esse negócio de estudar em universidade, e ir fazer curso é de estética, que no futuro ela herda o legado da gente e fica com a vida encaminhada. Até homem já faz depilação, sobrancelha, unha. É ou não é, me fala se eu estou errada.

Quer saber, eu vou sim, Guete, não tou mais podendo gastar saúde lá naquela hamburgueria dos infernos. E você está é cheia de razão.

Vam’bora, negócio fechado. Hoje a gente toma um chope em homenagem à vida nova, que a cruz do passado eu não carrego mais.

Com os papéis em ordem não há burocracia que contrarie a escolha do legalizado. O Salão da Guete passou a chamar-se formalmente Estúdio de Beleza Guete & Lu, e mudou para o piso 0 do Centro Comercial Baía dos Lobos – um edifício a léguas dos seus tempos áureos, indeciso entre o abandono e a resistência, na baixa despovoada da vila.

Se é mesmo verdade que depois das tempestades vêm as bonanças, então a delas parecia ter chegado. O negócio fluía, e o amor também.

Não só o de Guete e Vinicius, cada vez mais sólido, como um calo que se ergue na epiderme à força bruta das agressões vindas de fora; mas também o de Lúcia e Paula, que despontava ressuscitando desejos há muito encubados pela teoria de Platão.

  •  

UAlg recebe encontro nacional dedicado aos patrimónios rurais

A Universidade do Algarve (UAlg) acolhe, de 5 a 7 de novembro, o III Encontro Nacional de Estudantes de Património (ENEP), dedicado ao tema “Patrimónios rurais”. A iniciativa decorre no Anfiteatro 1.5 do Complexo Pedagógico, no Campus da Penha, e pretende promover o debate científico sobre a valorização, a salvaguarda e a sustentabilidade do património cultural e natural.

Organizado por estudantes de Património, História e Arqueologia dos três ciclos de estudo da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da UAlg, o encontro reúne estudantes, investigadores, docentes, profissionais e outros interessados nestas áreas, incentivando a partilha de conhecimentos e de trabalhos de investigação entre instituições de ensino superior.

A edição deste ano conta também com a participação de estudantes de universidades espanholas que desenvolvem investigação sobre o património rural transfronteiriço.

O programa aborda temas como a representação artística do mundo rural, a gestão comunitária do património, a sustentabilidade das paisagens culturais, a transmissão de saberes tradicionais e as relações entre territórios rurais e urbanos. A escolha do tema relaciona-se ainda com as comemorações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, promovido pelas Nações Unidas.

No último dia do encontro, a 7 de novembro, está prevista uma visita à exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar: 6000 anos de História de Quarteira”, com o apoio do Município de Loulé. A atividade inclui o acompanhamento de um técnico especializado e transporte de autocarro para os participantes.

O ENEP realizou-se pela primeira vez em 2023, por iniciativa de estudantes de Património da Universidade de Évora. Em 2025, a segunda edição foi organizada por estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cabendo agora à UAlg receber o encontro.

A realização desta edição no Algarve assume particular relevância por a Universidade do Algarve ter sido a primeira instituição de ensino superior portuguesa a disponibilizar um curso de Património Cultural.

  •  

“Juntas na estrada, unidas na vida”

É este o lema do encontro – convívio que o Pink Reders Moto Clube promove, no âmbito do Outubro Rosa, pela quinta vez, no dia 17 de Outubro, a partir das 15 horas. Esta importante jornada, que bem merece a participação de todos pelos seus altos objectivos é realizada no Sítio das Virtudes (Parque Ribeirinho), em Faro, com a imprescindível e generosa colaboração da Delegação no Algarve da APO (Associação Portuguesa de Oncologia).

A sua finalidade é a sensibilização para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, terrível enfermidade que todos os anos continua a causar milhares de óbitos entre nós. Ao invés do que existe uma ideia generalizada esta doença cancerosa não é exclusiva das mulheres, onde conhece a esmagadora maioria dos casos, mas extensiva a ambos os sexos.

Para além do convívio em si mesmo, apostados como todos estamos num diagnóstico precoce do cancro da mama, das intervenções sensibilizadoras, o encontro comporta também muita animação e música, com intervenções anunciadas de Filipe Romão, Rita Fox Band, Super Pop Music Band e outros que generosamente dão o contributo artístico para tão fraterna iniciativa do «Outubro Rosa», bem como comes e bebes.

Viver no Sítio das Virtudes (Parque Ribeirinho) esta jornada é uma afirmação decidida em prevenir uma doença indesejável e lutar por melhores índices de saúde.

  •  

Antiga escola de Altura transforma-se em espaço de estudo e convívio jovem

A antiga Escola Primária de Altura vai ganhar uma nova dinâmica com a abertura do Hub Young-Link, um espaço gratuito dedicado ao estudo, ao trabalho colaborativo e ao convívio entre jovens do concelho de Castro Marim. A iniciativa da Associação Young-Link arranca oficialmente a 26 de outubro e pretende disponibilizar um local de utilização diária, com acesso à internet e condições para a realização de trabalhos escolares e preparação para exames.

O espaço foi pensado para responder às necessidades de estudantes e jovens profissionais, oferecendo um ambiente onde podem estudar, desenvolver projetos em grupo ou conviver fora do contexto escolar.

A abertura diária do Hub representa também uma nova etapa para a Young-Link, que, até agora, devido à natureza voluntária da direção, apenas conseguia abrir as instalações pontualmente.

A cedência do espaço pelo Município de Castro Marim, conjugada com o financiamento da medida “Estágios INICIAR”, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e o apoio do programa IDA, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), permitiu à associação integrar uma estagiária administrativa, que assegurará o acolhimento e o funcionamento regular do espaço.

Segundo a associação, esta nova fase pretende reforçar a capacidade de resposta da estrutura e contribuir para a valorização do associativismo jovem e para a integração de jovens no mercado de trabalho.

A abertura oficial está marcada para segunda-feira, 26 de outubro, pelas 18h00, nas instalações da antiga escola primária. O programa inclui a apresentação do funcionamento do Hub Young-Link, o descerrar da placa oficial da sede e um lanche de convívio aberto aos participantes.

A partir dessa data, o espaço estará aberto de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 19h00, com entrada livre para a comunidade jovem.

  •  

Abóbora em destaque em nova edição do “Almanaque da Aldeia”

O CIIPC – Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela promove, a 20 de outubro, pelas 12h00, mais uma edição do “Almanaque da Aldeia”, desta vez dedicada à abóbora.

A iniciativa decorre nas instalações do centro, na antiga Escola Primária de Santa Rita, e destina-se à comunidade local e ao público em geral.

A participação está sujeita a inscrição prévia, que pode ser feita através do telefone 281 952 600 ou do endereço de correio eletrónico ciipcacela@gmail.com.

  •  

Lagoa promove formação gratuita sobre gestão do tempo

O Município de Lagoa vai promover uma formação gratuita e certificada em gestão do tempo, nos dias 28 e 30 de outubro e 4 de novembro, entre as 18h30 e as 21h30, no Pátio das Gerações, em Lagoa. A iniciativa destina-se a profissionais do setor e a outros interessados em melhorar a organização e o planeamento das suas atividades.

A formação, com uma duração total de oito horas, integra o projeto Formação +Próxima, desenvolvido em cooperação com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

O programa aborda princípios de gestão do tempo, métodos para identificar tarefas e hábitos que prejudicam a produtividade, bem como ferramentas para avaliar a utilização do tempo e estratégias para melhorar a organização e o planeamento.

A iniciativa pretende dotar os participantes de conhecimentos e ferramentas práticas que lhes permitam reconhecer formas mais eficazes de gerir o tempo, identificar fatores de desperdício e melhorar a gestão das tarefas quotidianas.

A formação decorre em horário pós-laboral, em dias úteis, e não tem custos para os participantes.

Os interessados devem estar registados na Academia Digital e efetuar a inscrição através da plataforma de formação do Turismo de Portugal. Para mais informações, podem contactar os endereços de correio eletrónico tania.neves@escolas.turismodeportugal.pt ou turismo@cm-lagoa.pt. As vagas são limitadas.

  •  
❌