Livro de Fernando Pessanha recupera a história do primeiro governador de Vila Real de Santo António
A história de Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, primeiro governador de Vila Real de Santo António, é o ponto de partida do novo livro do historiador algarvio Fernando Pessanha, que será apresentado a 24 de outubro, no âmbito das comemorações dos 250 anos da fundação da cidade.
A sessão está marcada para as 18h00, no Salão Nobre da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, coincidindo com o Dia do Exército. A entrada é livre.
Intitulada O “Inteligente, pratico, activo e zeloso dos interesses de S. Magde” Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, 1.º governador da “Nova Vila de Santo António de Arenilha” / Vila Real de Santo António, a obra centra-se na ação deste oficial de infantaria no extremo sudeste algarvio, na segunda metade do século XVIII, e no seu papel na história da fundação e consolidação da cidade.
O estudo percorre o período entre a Guerra Fantástica, em 1762, e as vésperas da Batalha do Guadiana, em 1801, abordando o percurso militar de Pessanha Mascarenhas, que assumiu o comando militar de Santo António de Arenilha em 1762 e se tornou o primeiro governador da nova vila régia, reconstruída a partir de 17 de março de 1774.
Segundo Fernando Pessanha, a investigação procura contrariar a ideia de que a margem portuguesa da foz do Guadiana não tinha ocupação anterior à construção da vila pombalina. “Mais do que a arquitectura, a terra são as pessoas, e estas já lá se encontravam”, afirma o historiador, que aponta as dezenas de fontes primárias consultadas como suporte documental dessa conclusão.
Com prefácio de António Ventura, historiador e professor catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o livro procura dar visibilidade a uma figura pouco estudada e escassamente referida na bibliografia disponível.
No prefácio, Ventura considera que Pessanha Mascarenhas permaneceu durante muito tempo na obscuridade histórica, destacando o contributo do autor para recuperar a sua memória. “É uma figura que tem permanecido na penumbra, e que Fernando Pessanha se propõe iluminar, devolvendo-lhe uma visibilidade que não tem tido”, escreve o historiador.
A apresentação integra o programa comemorativo dos 250 anos da fundação de Vila Real de Santo António.