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Menezes alinha-se com PS em reivindicações sobre TGV em Gaia

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), assinalou hoje na reunião do executivo o alinhamento com a oposição PS na reivindicação de compensações relativas à construção da estação de alta velocidade em Santo Ovídio.

 

"Desta vez, quer nós, quer o maior partido da oposição, estamos numa situação de procurar minorar os estragos, ou seja, de que o Estado procure compensar Gaia com um conjunto de decisões que minorize o prejuízo que vamos necessariamente ter", disse hoje o autarca na reunião pública do executivo.

Em causa está a construção da estação de alta velocidade de Gaia em Santo Ovídio, e entre várias questões, Menezes salientou "o interface rodoviário de proximidade, ainda para mais ao lado de uma grande estação de metro", uma questão que "não está salvaguardada" no caderno de encargos da obra.

Essa é uma reivindicação do executivo e também do PS/Gaia que, segundo Menezes, será levada a uma reunião com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que virá a Gaia "na próxima semana".

"Iremos publicamente confrontá-lo com algumas destas questões, outras foram suscitadas pelo Partido Socialista, outras foram suscitadas por nós, vamos confrontá-lo e procurar que dê explicações aos gaienses", garantiu Menezes.

O executivo exige "apoio financeiro para a manutenção/reestruturação das vias circundantes durante cinco anos", o "projeto e construção na proximidade de um terminal rodoviário para veículos ligeiros e autocarros", o "financiamento para construção da VL1 - Canidelo - Rotunda Edgar Cardoso; VL3 - Litoral da Madalena / Valadares - Santo Ovídio; e VL10 - Ponte do Freixo - Nó da A1 / Vila D' Este" e o "apoio ao estudo e financiamento da instalação de metrobus ou teleférico urbano entre Avintes e a Estação de Metro D. João II".

Na semana passada, o PS/Gaia, vincando que "Gaia tem de ter uma estação de alta velocidade, sob pena de tornar a ser um subúrbio do Porto", exigiu o "financiamento do Governo dos acessos ao tabuleiro rodoviário" da nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro, bem como a assinatura entre o município, o Governo, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a concessionária responsável pela construção da linha (AVAN) um "contrato de minimização de impactos" e um "plano de acessos de emergência ao Hospital de Gaia, acordado com a ULS Gaia/Espinho e com o INEM".

Os socialistas pretendem também a "garantia do terminal intermodal" na zona da estação e "ligação direta entre a estação D. João II do Metro e a estação de alta velocidade", bem como a construção de um "túnel rodoviário entre a EN 222 e a Avenida da República, aproveitando a escavação da estação" e o "reforço do financiamento da oferta de transporte público durante os anos de obra".

Hoje, a associação Frente Cívica avisou que "já se brincou demasiado" com a obra da linha alta velocidade em Vila Nova de Gaia, intando o Governo a fazer cumprir o contrato de concessão, que prevê estação em Santo Ovídio.

"A Frente Cívica estará vigilante e eu espero que todos os portugueses estejam vigilantes, porque já se brincou demasiado com esta obra e já se perdeu tempo demasiado, exatamente por causa das hesitações do Governo e proximidades pouco saudáveis com os interesses do concessionário", disse à Lusa João Paulo Batalha, vice-presidente da associação de defesa de causas de interesse público, sobre a primeira parceria público-privada (PPP) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que prevê estação de Gaia em Santo Ovídio, mas que o consórcio já tentou alterar e contra a qual Menezes já se pronunciou.

Para o vice-presidente da Frente Cívica, "percebendo que é perfeitamente legítima a preocupação com os impactos da construção no centro de Gaia", a Câmara deve dirigi-la "ao consórcio que está a fazer a obra", e não "pressionar o Governo para fazer o favor que a Mota-Engil queria que tivesse feito, que é alterar a natureza do contrato e da obra depois de ter sido adjudicado".

Leia Também: "Já se brincou demasiado" com o TGV em Gaia e contrato é para cumprir

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Roma goleia com Mora no onze, João Mário trucidado e Vitinha abate Barça

Noite de emoções fortes na Liga dos Campeões e com portugueses a brilhar. Em Paris, no jogo cartaz da terceira jornada da fase de liga única, o Paris Saint-Germain recebeu e venceu, esta terça-feira, o Barcelona, por 4-2. Em Roma, Rodrigo Mora foi titular na goleada dos giallorossi sobre o Slovan Bratislava (4-0). Já em Manchester, o AEK Atenas, de João Mário, averbou uma pesada derrota na visita ao City, por 5-1.

 

Comecemos por aquilo que aconteceu no Parque dos Príncipes, em Paris. Com Vitinha, João Neves e João Cancelo titulares na capital francesa, foi o conjunto da casa a ir em vantagem para o intervalo graças a um grande golo de Désiré Doué (38').

O Barcelona não estava contente com a desvantagem no marcador e igualou a contenda no início da etapa complementar graças a um tento de Xavi Espart (55'). O PSG não baixou os braços e voltou à vantagem com um golo de Lucas Hernández (72').

Numa reta final de loucos em Paris, Lamine Yamal brilhou com um golo do outro mundo para voltar a empatar a contenda (79'). A resposta da formação de Paris surgiu de forma imediata e através dos pés do português Vitinha (81'). Fabián Ruiz fecharia as contas no Parque dos Príncipes com um remate certeiro aos 86 minutos.

João Mário e AEK com noite para esquecer. Mora volta a ser titular

No Etihad Stadium, em Manchester, o City não teve contemplações e goleou na receção ao AEK Atenas, por 5-1. Rúben Dias e o ex-Benfica João Mário foram titulares no encontro.

O homem da noite foi Phil Foden, que marcou aos 34, 65 e 76 minutos. Elliot Anderson (12') e Cherki (57') anotaram os restantes golos dos ingleses, com Pilo a anotar o golo de honra dos helénicos em Inglaterra, aos 52 minutos.

No Estádio Olímpico, em Itália, a AS Roma goleou na receção ao Slovan Bratislava, por 4-0, depois de ter deixado escapar a vitória na semana passada contra o Real Madrid, de José Mourinho. Com Rodrigo Mora a repetir a titularidade, Hermoso (21') abriu a contagem para os giallorossi, que seria ampliada por Molina (39').

Niccolo Pisilli marcou a abrir a segunda parte para a AS Roma, aos 52 minutos, antes de Malen converter com sucesso uma grande penalidade (56'). Até final, Santi Castro ainda viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo.

Liverpool e Napoli vencem jogos de loucos

Em Anfield Road, o Liverpool somou a terceira vitória em três jogos nesta fase de liga, ao recuperar de uma desvantagem de dois golos para bater o Villarreal por 4-3. Com Renato Veiga titular na formação visitante, os espanhóis colocaram-se a vencer graças aos golos de Mikautadze (4') e Cardona (29').

A reação dos reds surgiu ainda no primeiro tempo, com Mac Allister (36') e Ronald Araújo (45+2') a empatarem para a formação da casa antes do regresso aos balneários. O mesmo Mac Allister bisou aos 65 minutos, antes de Wirtz fechar a contagem (68').

No Estádio Diego Armando Maradona, em Itália, o Napoli venceu o surpreendente Bodo/Glimt, por 4-3. Politano marcou para os napolitanos logo no primeiro minuto de jogo, antes de Hauge empatar para os noruegueses. Um golo de McTominay aos 41 minutos deixou os italianos em vantagem na ida para o intervalo.

Helmersen voltou a empatar a partida aos 62', mas um bis de McTominay recolocou a equipa da casa na liderança do marcador (75'). Numa reta final de loucos, um autogolo de Odin Luras Bjortuft deixou o Napoli a vencer por 4-2 (88'), antes de Fet fechar o resultado à beira do apito final (90+4').

A fechar a noite, destaque para o empate do Estugarda na receção ao Atlético de Madrid, num jogo em que o ex-Sporting Morten Hjulmand viu um cartão vermelho direto. Leweling marcou para os alemães ainda na primeira parte (36'), com Julián Álvarez a fechar as contas aos 47 minutos.

[Notícia atualizada às 22h13]

Fábio Silva titular no triunfo do Dortmund. Semedo assiste no Fenerbahçe

Fábio Silva titular no triunfo do Dortmund. Semedo assiste no Fenerbahçe

Avançado português foi titular no triunfo do Borussia Dortmund na casa do Sabah, com Guirassy a fazer um bis. Nélson Semedo assistiu para um dos golos do empate do Fenerbahçe frente ao Slavia Praga.

Rodrigo Querido | 19:36 - 20/10/2026

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Agonia europeia. FC Porto sofre terceira derrota seguida às mãos do PSV

O FC Porto sofreu, esta terça-feira, mais uma derrota na Liga dos Campeões. Desta feita, diante dos neerlandeses do PSV (0-1), em jogo da 3.ª jornada da fase de liga única. Os dragões de Farioli voltaram a sentir dificuldades em lidar com um adversário que pressionou alto e continuam sem amealhar qualquer ponto na prova milionária. 

 

O filme do jogo

O FC Porto entrou com vontade de marcar cedo e até teve oportunidades para fazê-lo logo nos primeiros 10 minutos. A primeira grande ocasião foi desperdiçada por Oskar Pietuszewski que, após uma defesa incompleta do guardião do PSV, acabou por não direcionar a bola da melhor forma. 

O PSV reagiu, empurrou o FC Porto através de pressão alta e também não perdeu tempo em ameaçar Diogo Costa. Aos 16 minutos, Mauro Júnior disparou com perigo, mas a bola saiu ao lado da baliza do FC Porto. 

A partir daqui, o jogo ficou mais equilibrado, com muita luta a meio campo. Os minutos passavam e as duas equipas tentavam aproveitar as fragilidades adversárias, mas sem grande sucesso. Ainda assim, o PSV parecia estar ligeiramente mais forte na pressão, fazendo recuar o FC Porto no campo. 

O perigo portista surgia quase sempre pelo corredor esquerdo, pelos pés de Pietuszewski. Aos 36 minutos, o extremo polaco voltou a ganhar espaço no flanco, mas continuou a revelar falta de pontaria, atirando por cima da baliza neerlandesa. 

Passados seis minutos, grande susto no Estádio do Dragão, Alberto Costa mediu mal o passe atrasado para Diogo Costa e deixou Kostic na cara do golo. O internacional sérvio ficou muito perto de quebrar o nulo, mas o remate bateu no poste e saiu. 

O intervalo chegou e o nulo imperava, com alguma naturalidade, no marcador. 

O FC Porto voltou a entrar com fome na segunda parte e aos 48 minutos ficou mesmo à beira da vantagem. Pablo Rosario arriscou o remate fora da grande área e a bola quase beijou a barra. 

No entanto, e tal como havia acontecido na primeira metade, o domínio do PSV voltou a emergir e aos 57 minutos registou-se novo susto junto da baliza do FC Porto, com o poste novamente a salvar Diogo Costa. 

À terceira foi mesmo de vez e Guus Til abriu as contas do marcador logo depois, colocando o PSV a ganhar no Dragão, após a jogada de insistência da formação neerlandesa. 

Farioli não perdeu tempo e operou uma tripla mexida logo de seguida: Borja Sainz, André Silva e In-Beom foram a jogo, rendendo Samu, Pietuszewski e Gabri Veiga. 

As alterações de Farioli trouxeram algum fulgor ao FC Porto, mas sem grandes frutos ofensivos. Aos 69 minutos foi a vez de Zaidu sair para dar o lugar a João Souza, que se estreou, assim, oficialmente pelos azuis e brancos. 

Aos 72 minutos, o FC Porto teve uma grande oportunidade de chegar ao empate, mas nem André Silva nem Froholdt tiveram pontaria afinada para aproveitar a ocasião de ouro. In-Beom deixou o português na cara do golo, mas atirou à figura de Kovar e na recarga Froholdt já se preparava para festejar, mas viu Geertruida dar o 'peito às balas'. 

Logo a seguir, nova oportunidade flagrante, com Alberto Costa a conseguir passar a bola por cima de Kovac, mas Dest conseguiu cobrir o falhanço do guarda-redes e evitar o golo portista. 

Apesar da quebra física, o PSV conseguiu agarrar-se à vantagem mínima e sair do Dragão com a primeira vitória da época na Champions, impondo, ao mesmo tempo, o terceiro desaire seguido ao FC Porto. 

Os dragões continuam no fundo da classificação geral, sem qualquer ponto amealhado em três jogos, tal como o Slovan Bratislava, e voltam a entrar em ação na Liga dos Campeões a 4 de novembro, com uma receção ao Napoli. 

Momento do jogo: Os falhanços de André Silva e Froholdt acabaram por ter grande peso anímico nos jogadores do FC Porto. Caso tivesse marcado, a equipa de Francesco Farioli até podia sonhar em completar a remontada...

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Bolsonaro promete cashback via Pix em contas pagas pelos consumidores

O candidato presidencial Flávio Bolsonaro prometeu hoje que se for eleito fará «cashback» aos consumidores de uma parte do PIX utilizado no pagamento de contas de energia elétrica e prestações.

 

O anúncio, a cinco dias da segunda volta, foi feito num vídeo publicitário publicado nas redes sociais da coordenadora da campanha para assuntos económicos de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques.

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, criado e regulamentado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Lançado em novembro de 2020, revolucionou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado no país.

«Flávio vai criar junto com a Caixa [Econômica Federal] um plano de recompensa pra todo mundo no Brasil, e o Vira PIX. Conta de luz, prestação, taxa, tudo o que você pagar, uma parte volta pro seu bolso», informa o vídeo da campanha.

A proposta do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro de devolver parte do dinheiro aos consumidores não detalhou quais outras faturas, prestações e taxas seriam contempladas.

O vídeo de campanha não informa também qual será o custo da medida e os seus impactos aos cofres públicos, no contexto em que o candidato do PL tem prometido fazer um «tesouraço», ou seja, grandes cortes de despesas, em crítica ao seu adversário, o presidente Lula da Silva.

Essa é a segunda medida anunciada por Flávio Bolsonaro hoje, após prometer, mais cedo, que caso eleito, retomará um programa de deduções fiscais, extinto em abril de 2025, que socorreu os setores de eventos e festas impactados pela Covid-19.

Criado em 2022, o chamado "Perse" (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) teve impacto superior a 50 mil milhões de reais, cerca de 8,87 mil milhões de euros no câmbio atual, até o seu encerramento.

A ideia de «cashback» do candidato do PL se assemelha ao modelo aprovado na Reforma Tributária sobre o consumo, sendo que a principal diferença, é que a regra aprovada pelo Congresso Brasileiro valerá somente para a população de baixo rendimento.

Já iniciativa de Flávio dá a entender que o «Vira PIX», ou seja, devolução de parte do dinheiro, seria para todos.

Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores

Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores

O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.

Lusa | 21:47 - 20/10/2026

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Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores

O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais, para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.

 

"Mais do que nunca as pessoas conseguem enxergar que o Brasil tem dois caminhos», destacou Flávio Bolsonaro, perante os 400 formadores de opinião, que, de acordo com a campanha do candidato, têm cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais.

Fora da agenda oficial de campanha e à porta fechada a jornalistas, para alinhar o discurso e produzir conteúdos para redes sociais, o evento promovido pelo 'coach' Pablo Marçal contou com várias figuras como o recém-eleito deputado federal por São Paulo Lucas Pavanato e a recém-eleita deputada estadual Eduarda Campopiano, que construíram parte da sua notoriedade nas redes sociais, com vídeos e publicações de forte alcance sobre temas políticos e sociais.

Lucas Pavanato ganhou projeção com confrontos que viralizam e posições contra temas identitárias e políticas ligadas à identidade de género, já Eduarda Campopiano destacou-se pelas críticas ao feminismo e à chamada "ideologia de género".

Flávio Bolsonaro gravou vídeos com os influenciadores presentes, no encontro que contou com a presença de nomes como o empresário do mundo fitness Renato Cariani e o ator e vencedor do 'Big Brother' Brasil Arthur Aguiar.

De acordo com a imprensa local, Pablo Marçal, responsável por parte da estratégia de Flávio Bolsonaro nesta segunda volta, apelou a que os influenciadores vendam esperança, «prosperidade que gera prazer, mas [...] tem que vender o medo».

Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo», afirmou, de acordo com o portal G1.

As redes sociais têm assumido um papel de destaque nesta campanha, com as duas candidaturas a apostarem na mobilização de apoiantes e na circulação de conteúdos.

Do lado de Lula da Silva, o deputado André Janones criou o canal de WhatsApp «Exército do Lula», que reúne mais de 5,6 milhões de seguidores e é utilizado para coordenar a divulgação de mensagens favoráveis à reeleição do Presidente.

A disputa digital tem sido acompanhada por polémicas envolvendo a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, acusada pela campanha de Lula de restringir conteúdos favoráveis ao Presidente e favorecer Flávio Bolsonaro através dos seus algoritmos e ferramentas de inteligência artificial.

Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.

Leia Também: Lula autoriza levantar sigilos bancários se Flávio fizer o mesmo

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Câmara de Lisboa construiu 36% das quase 3.500 casas entregues em 5 anos

O presidente da Câmara de Lisboa revelou hoje que foram construídas de raiz 1.243 habitações municipais desde o início da sua governação, em 2021, que correspondem a 36% das 3.444 chaves entregues nos últimos cinco anos.

 

Carlos Moedas (PSD) respondia a uma questão da deputada municipal do PS Carla Rothes, no encerramento do debate do estado da cidade, que decorreu hoje na Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

O presidente da Câmara apontou que, segundo a Carta Municipal da Habitação, entre 2011 e 2021 (governações PS), foram construídas de raiz 155 casas, o que, dividindo por 10 anos, não chega a 17 construções novas por ano, número que tem sido referido pela liderança de Moedas para criticar a alegada pouca obra do PS em Lisboa.

Na sua intervenção, a deputada socialista tinha afirmado que, ao contrário do que a direita tem dito sobre as alegadas poucas casas entregues nas governações PS, a diferença é, na realidade, de apenas menos 60 casas do que desde 2021, sendo que o PS não usufruiu de 500 milhões de euros de fundos comunitários.

Carlos Moedas respondeu que, entre 2008 e 2021, a Câmara Municipal de Lisboa "vendeu 599 milhões em imobiliário e mais 286 milhões que recebeu dos terrenos do aeroporto, ou seja, teve 885 milhões de euros" à disposição.

"A minha pergunta é: o que é que [o PS] fez com este dinheiro? Porque não foi em construção de casas", rematou o autarca.

Moedas lembrou ainda o compromisso de desbloquear mais de 250 hectares de terreno em Lisboa, elencando o projeto para o Vale de Santo António, com 48 hectares para mais de 2.400 fogos, o do Vale de Chelas, com 190 hectares para mais de 2.000 fogos, e 27 hectares em Marvila para 1.300 fogos.

Estes projetos fizeram parte dos compromissos eleitorais da campanha da coligação PSD/CDS-PP/IL, mas até ao momento sem execução.

Ao longo destes últimos cinco anos, Carlos Moedas tem enfatizado a evolução do número de chaves de casas municipais entregues, sem detalhar quantas são construção nova, reabilitação ou simplesmente troca de inquilinos em casas pré-existentes.

Leia Também: PCP acusa Carlos Moedas de apoiar interesses do imobiliário em Lisboa

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Já há um restaurante com "Menu Piço". Custa 12 euros e incluí até chá

A segunda temporada do 'Ruído', série de Bruno Nogueira, estreou este mês na RTP1, e já inspirou um restaurante no Porto a fazer alterações na sua carta (ainda por tempo limitado). 

 

Um dos sketches que mais deu que falar nas redes sociais foi o do "Menu Piço". No mesmo, Cristóvão Campos (novo membro do elenco), chega a um café e em vez de pedir o habitual menu, decide optar por um conjunto de coisas diferente, nomeadamente, sopa, wrap de legumes, chá de tília e iogurte natural.

No momento em que descreve o seu pedido, Bruno Nogueira, que interpreta o empregado de balcão, pergunta se este antes não preferiria o "Menu Piço", que estava a fazer um grande sucesso na zona. 

Pois bem. O Goela, restaurante no Porto, decidiu incluir na sua carta precisamente o "Menu Piço", conforme informou na sua página de Instagram. 

"Um menu com coisas que não são bem almoço para pessoas que trabalham em ambientes empresariais. Qualquer semelhança com a ficção não é mera coincidência. É mesmo culpa da série Ruído, do genial Bruno Nogueira".

A título de curiosidade, o "Menu Piço" estará disponível até ao dia 23 de outubro e inclui chá, ovo cozido, wrap de legumes, iogurte, sopa e claro, granola.

Entretanto, veja ou reveja o sketch que tanto deu que falar...

Quer um

Quer um "menu piço" cheio de proteína? As escolhas de um nutricionista

A série “Ruído”, de Bruno Nogueira, deu a conhecer o “menu piço”. A sátira apresentou um menu cheio de opções saudáveis, mas será que são mesmo? Um nutricionista revela algumas das escolhas mais saudáveis e cheias de proteína que pode pedir neste tipo de menu.

Adriano Guerreiro | 21:21 - 15/10/2026

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UE condena ratificação do acordo marítimo entre Líbia e Turquia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, lamentaram hoje a ratificação, por parte das autoridades do leste da Líbia, do acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo com a Turquia.

 

"Lamentamos profundamente a ratificação, hoje, pelo parlamento líbio, do chamado memorando de entendimento entre a Líbia e a Turquia sobre a delimitação das jurisdições marítimas no mar Mediterrâneo. Recordamos que a posição da UE sobre este assunto foi claramente expressa pelo Conselho Europeu em 2019 e mantém-se inalterada", destacaram os responsáveis europeus.

Acrescentaram ainda que o acordo "viola os direitos soberanos de terceiros Estados, não está em conformidade com o Direito do Mar e é nulo e inválido".

Von der Leyen e Costa reafirmaram também a sua solidariedade com a Grécia e o Chipre, reiterando a posição da UE "contra qualquer interferência externa na Líbia".

O polémico acordo, de 2019, estabeleceu uma linha divisória entre as zonas económicas exclusivas (ZEE) da Turquia e da Líbia, ignorando a presença das ilhas gregas.

O parlamento líbio, sediado no leste do país, ratificou hoje o acordo, seis anos depois de o ter rejeitado, num sinal de aproximação nas relações bilaterais.

O parlamento votou ainda, por unanimidade, a revogação da decisão de 2020, na qual se tinha recusado a ratificar os textos assinados entre Tripoli e Ancara, alegando, na altura, uma violação da soberania nacional.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia saudou a ratificação, descrevendo o acordo como algo "baseado nos princípios do direito internacional e da equidade, que protege os direitos e interesses mútuos de ambos os países".

Ancara "continuará a trabalhar com todos os seus parceiros para garantir a segurança, a estabilidade e a paz na bacia do Mediterrâneo", acrescentou a diplomacia turca no comunicado.

A Líbia tem sido marcada por divisões desde a queda de Muammar Kadhafi, em 2011.

Atualmente, dois governos disputam o poder no país, um liderado por Abdelhamid Dbeibah, reconhecido pela ONU e sediado em Tripoli, e outro, a leste, controlado pelo influente marechal Khalifa Haftar e pelo seu clã, com sede em Benghazi.

Leia Também: Aguiar-Branco adverte que UE só será competitiva se tiver coesão

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Portugal manifesta solidariedade ao Canadá após incêndio em base militar

"Neste momento difícil, endereçamos as nossas mais sentidas condolências às famílias das vítimas e ao povo canadiano, expressando igualmente os nossos votos de rápida recuperação aos feridos e a nossa solidariedade para com as Forças Armadas Canadianas", pode ler-se, numa nota divulgada na rede social X pelo ministério liderado por Paulo Rangel.

 

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, considerou na segunda-feira o incêndio como uma das piores tragédias em tempo de paz para as Forças Armadas do Canadá.

Segundo as Forças Armadas canadianas, não há indícios de que o incidente na base das forças canadianas em Wainwright tenha sido um ato de terrorismo, embora a causa continue a ser investigada.

Mark Carney anunciou também que as bandeiras do Canadá iriam ser colocadas a meia haste em edifícios federais por todo o país, em homenagem às vítimas da tragédia.

Quatro militares mortos e dezenas feridos em incêndio numa base no Canadá

Quatro militares mortos e dezenas feridos em incêndio numa base no Canadá

Quatro militares morreram e dezenas ficaram gravemente feridos em um incêndio na base militar de Wainwright, Alberta, segundo o primeiro-ministro canadiano, que classificou o incidente como uma das piores tragédias em tempo de paz para as Forças Armadas canadenses.

Lusa | 18:13 - 18/10/2026

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Dois detidos em flagrante por furto de metais não preciosos no Fundão

Dois homens, de 25 e 29 anos, foram detidos no sábado pela GNR no concelho do Fundão, em flagrante delito, pelo crime de furto de metais não preciosos, disse hoje esta força de segurança.

 

O Comando Territorial da GNR de Castelo Branco explicou que "no decorrer desta ação policial os militares apreenderam uma viatura, utilizada na prática do crime, e 574 quilos de cabos metálicos furtados".

Os dois indivíduos foram detidos por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR do Fundão, quando se encontravam a furtar "cabos de cobre, numa linha de comunicações, com cerca de 800 metros de extensão".

Os dois foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial do Fundão.

Leia Também: Homem de 55 anos detido pela GNR por tráfico de canábis na Covilhã

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AR adia eleições dos representantes para Conselho Consultivo da Lusa

A Assembleia da República vai adiar, novamente, a eleição dos seus representantes para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República (CFSIRP) e Conselho Consultivo da Lusa, disse hoje à agência Lusa fonte parlamentar.

 

De acordo com o calendário estabelecido na reunião da conferência de líderes do passado dia 07, as candidaturas dos representantes do Parlamento a estes órgãos externos teriam de dar entrada formal até hoje, o que não vai acontecer. As eleições, por voto secreto, estavam marcadas para o próximo dia 28.

Ao início da tarde, Chega e PS adiantaram à agência Lusa que ainda não tinham concertado ou negociado nomes de candidatos com o maior grupo parlamentar, o PSD. E as negociações envolvendo as principais bancadas parlamentares – PSD, Chega e PS - são consideradas essenciais porque, por exemplo, a lista dos três candidatos ao Conselho de Fiscalização das "secretas" requer uma aprovação por maioria de dois terços dos deputados.

Só no que respeita à atual sessão legislativa, esta é já a segunda vez que as eleições para os órgãos externos são adiadas. Inicialmente, estiveram previstas para o início de outubro, tendo depois sido remarcadas para 28 deste mês. Agora, na próxima reunião da conferência de líderes, terá de ser encontrada uma nova data para estas eleições.

O CFSIRP foi eleito em abril de 2022 e é presidido pela antiga ministra socialista da Administração Interna Constança Urbano de Sousa, integrando também Mário Belo Morgado e Joaquim da Ponte. Este Conselho de Fiscalização das "secretas" portuguesas, de acordo com a lei em vigor, "é composto por três cidadãos de reconhecida idoneidade (…), cujo perfil dê garantias de respeitar, durante o exercício de funções e após a cessação destas, os deveres decorrentes do cargo, nomeadamente os de independência, imparcialidade e discrição".

Os membros do CFSIRP são eleitos pela Assembleia da República "por voto secreto e maioria de dois terços dos deputados presentes, não inferior à maioria dos deputados em efetividade de funções", cabendo-lhes fiscalizar a atividade dos agentes do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e do Serviço de Informações e Segurança (SIS).

Em relação ao Conselho Consultivo da Agência Lusa, de acordo com os estatutos em vigor, cabe ao Parlamento eleger três membros dos 13 elementos desse órgão, "segundo o método da média mais alta de Hondt".

Além destas suas entidades, o Parlamento também terá de escolher os seus representantes em órgãos como o Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal, a Entidade Fiscalizadora do Segredo de Estado, o Conselho de Fiscalização da Base de Dados de perfis de ADN e o Conselho Nacional de Ética para as ciências da vida.

A Assembleia da República terá ainda de eleger os membros do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Nacional pela Proteção da Gravidez e dos Cuidados Perinatais.

Leia Também: Habitação: Manifestantes decidem voltar a montar tendas no Rossio

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Cotação do Brent para dezembro cai 0,69% para 108,79 dólares

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,69%, para 108,79 dólares, perante informações sobre uma possível aproximação diplomática entre o Irão e EUA.

 

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 76 cêntimos abaixo dos 109,55 dólares cm que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent subiu no início da sessão, depois de a Guarda Revolucionária anunciar o derrube de um drone dos EUA que sobrevoava o Estreito de Ormuz.

Depois, os preços baixaram quando o meio The New Arab informou que o Qatar e o Paquistão apresentaram uma proposta de mediação para eliminar as diferenças entre Washington e Teerão, que foi aprovada pelas duas partes.

Leia Também: Cotação do Brent para entrega em dezembro baixa 0,28% para 109,55 dólares

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Habitação? Equipa médica responde a ansiedade, medo e cansaço extremo

A equipa médica e apoio psicológico da acampada do Porto, que desde 10 de outubro tem ocupado a Praça D. João I, mesmo que com interrupções da polícia, tem ajudado com situações de ansiedade, medo e cansaço extremo.

 

"Depois da agressão violenta que se sofreu aqui na madrugada de quinta-feira [carga policial que provocou 39 feridos], houve uma maior necessidade de prestar cuidados. Vimos muitas pessoas com exaustão extrema, situações constantes de ameaças de violência por grupos de extrema-direita, das forças policiais", disse à Lusa Jo Rodrigues, pessoa médica que integra a equipa de resposta da acampada.

A acampada, que esta manhã foi desmontada após ordem policial, tem-se mantido no local desde dia 10 de outubro, apesar de duas ações de desmontagem por ação das autoridades, além da carga policial.

Ali, há mais de uma dezena de profissionais de saúde credenciados ligados à saúde mental que têm dado "algum suporte", mesmo que sem consultas, e encaminhado alguns casos para outros serviços de saúde.

"Nós vemos algumas pessoas com episódios de ansiedade, de angústia, as emoções às vezes ficam um bocadinho à flor da pele quando se relembra ou quando há uma ameaça de voltarmos a ter um encontro ou quando sai uma notícia de que a polícia vai outra vez aparecer aqui… nota-se que as tensões aumentam um bocadinho", revela Jo Rodrigues, com formação em psiquiatria além de trabalhar em urgências.

"Uma cabeça que não descansa é uma cabeça que está alerta e já bastam os estímulos fora, constantes, seja dos ruídos, seja das sirenes, seja das notícias. (...) O cuidado de nós é o cuidado da acampada", lembra.

Além do apoio psicológico, o apoio médico é omnipresente no local, com vários profissionais credenciados, de socorristas a médicos de medicina geral e enfermeiros, assinalados com colete refletor.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, a 10 de outubro, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica "Não dá mais para viver assim" promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

Novas assembleias populares estão também marcadas para hoje em Lisboa e cidades como Coimbra, Braga ou Faro.

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Ministro vai discutir com Tony Blair sobre uso da IA para medir reformas

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou hoje que o Governo está interessado em alargar e melhorar a medição dos resultados das reformas legislativas e que vai discutir o uso de Inteligência Artificial com o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.

 

Matias tem planeada uma visita na quarta-feira em Londres ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, que trabalha com a inteligência artificial em matérias de governação.

O ministro recordou que durante os Executivos de Blair foram criadas 'delivery units', estruturas de apoio ao primeiro-ministro destinadas a acompanhar a execução das prioridades governativas em áreas como a saúde, educação ou criminalidade, e medir se foram cumpridas.

"Para a reforma de estado é fundamental medir o ponto de partida e o ponto de chegada e saber exatamente o que é que uma reforma produziu", sublinhou o ministro à Agência Lusa, explicando que o sucesso de uma reforma se avalia comparando a situação antes e depois da sua implementação.

Segundo Matias, "mais importante do que apresentar os códigos [legislativos] é garantir que são implementados, que produzem efeitos e que esses efeitos chegam realmente às pessoas".

Gonçalo Matias referiu que já existem unidades de medição e avaliação no centro do Governo português, como é o caso da Planapp na Secretaria-Geral e do comité da OCDE que está a monitorizar a reforma do Ministério da Educação.

Também na quarta-feira, o ministro vai encontrar-se com o secretário Parlamentar do Gabinete do Governo britânico, Mark Ferguson, com o qual pretende trocar experiências sobre o desenvolvimento da inteligência artificial.

Do programa da visita de três dias à capital britânica fizeram parte contactos no serviço digital do Governo britânico e no Open Data Institute, uma organização sem fins lucrativos fundada pelo "inventor da Internet, Tim-Berners-Lee.

Sobre esta última, considerou a reunião "muito interessante" para antecipar dificuldades práticas na execução da futura Lei da Interoperabilidade, em apreciação no Parlamento português e com parecer favorável da Comissão Nacional de Proteção de Dados.

A lei visa permitir a partilha de documentos de cidadãos e empresas entre diferentes serviços do Estado, medida implicará passar de 124 entidades atualmente ligadas à plataforma de interoperabilidade para cerca de cinco mil.

«Reconheceram que o nosso projeto era ambicioso e que tínhamos os mecanismos certos, mas alertaram para dificuldades práticas, muitas vezes relacionadas com a resistência dos serviços que detêm a informação», referiu o ministro, sublinhando que a partilha de experiência permite preparar melhor a implementação.

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Leiria une-se em solidariedade com acampadas de Lisboa e Porto

"A habitação é um direito. Sem ela nada feito", "Não se resolve o problema da habitação à bastonada", "A paz, o pão e o direito à habitação" e "Casas para morar e não para especular" foram algumas das frases proferidas pelos manifestantes.

 

Concentradas no Largo da República, as pessoas exibiam também cartazes, realçando que o "Direito à habitação está consagrado na Constituição", entre outras mensagens.

O porta-voz do movimento Porta a Porta, António Gonçalves, afirmou que a "luta pela habitação tem de ser descentralizada", porque o problema "é transversal a Portugal inteiro".

"É um problema nacional e tínhamos de mostrar que em Leiria também existe esse problema", sublinhou.

António Gonçalves lamentou "os pontapés e bastonadas" que aconteceram em Lisboa e Porto, quando os manifestantes foram obrigados a desmobilizar e a retirar as tendas.

Afirmando que este "tem sido um problema recorrente e que voltou a acontecer esta demonstração feia do Governo", o ativista frisou que "tinham de mostrar que em Leiria estão solidários com as pessoas que lá estavam".

Segundo António Gonçalves "não é a violência nem o ódio que vão resolver o problema da habitação".

"O que temos estado aqui a exigir é exatamente o que os nossos amigos estavam a exigir: o direito à habitação, a queda desta lei dos arrendamentos, ou dos despejos na realidade, e o aumento das rendas e temos de continuar a lutar pelo direito à habitação", insistiu.

A queda da lei do arrendamento é a primeira medida que António Gonçalves defende no imediato, apontando também "a criação de habitação pública".

"Portugal tem cerca de 2% [habitação social], o que é baixíssimo para o nível da União Europeia. Além disso, temos também defendido, por exemplo, que a banca seja obrigada a controlar as taxas de juros, porque mesmo os proprietários não estão em grandes situações", observou.

Para António Gonçalves, estas são "medidas viáveis e legítimas".

As cerca de 50 pessoas presentes na concentração, convocada "em cima da hora", "desmistifica o mito de que as pessoas que não trabalham é que estão aqui".

"Todos trabalhamos e viemos a seguir a um dia de trabalho. A adesão que tivemos acaba por ser bastante forte para uma terça-feira, depois de trabalho", apontou.

António Gonçalves revelou que não está prevista uma acampada em Leiria e a desmobilização hoje verificar-se-á antes do final da noite porque "o objetivo é estar aqui em solidariedade com as pessoas que foram vítimas da violência policial injusta".

O porta-voz do movimento lembrou ainda que Leiria também tem "graves problemas no nível da habitação" e, "como em quase todos os outros sítios, a habitação pública quase inexistente".

"Leiria é um dos distritos onde houve um dos maiores aumentos em termos de preço das rendas. Pagar 850 euros, 900 euros por um T2 e, muitas vezes, 1.300 por um T3, não dá. Uma pessoa que esteja numa situação de violência doméstica e queira sair dessa situação não consegue ir para outra casa. Pessoas cuja relação termina, muitas vezes, têm de continuar a viver juntas", criticou.

O ativista abordou ainda "pessoas que trabalham há cinco ou seis anos, com 30 anos, e que ainda vivem com os pais", como assumiu ser o seu caso.

Outras "vivem em quartos, como se ainda estivessem numa situação estudantil".

"Isso não é maneira de viver. É sobreviver", afirmou.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica "Não dá mais para viver assim" promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

Leia Também: Mais de 400 pessoas juntam-se em Coimbra e exigem direito a "teto e chão"

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Noruega autoriza apreensão de ativos russos para indemnizar Naftogaz

A justiça norueguesa autorizou a apreensão de bens imobiliários russos em Oslo, a pedido do grupo energético ucraniano Naftogaz, que procura compensações pelos ativos confiscado em 2014, informou um seu advogado.

 

A apreensão, autorizada em 22 de setembro pelo tribunal de distrito de Oslo, respeita a um imóvel no bairro chique de Frogner e quatro apartamentos na capital norueguesa, indicou o diário VG, que deu a notícia.

"A apreensão foi efectuada. As autoridades russas não contestaram", disse à AFP o advogado da Naftogaz, Aadne Martin Haga.

A apreensão insere-se nas iniciativas da Naftogaz para fazer cumprir na Noruega uma sentença arbitral, datada de 2023, na Haia, condenando a Federação Russa a pagar-lhe 4,22 mil milhões de dólares, além dos juros, como indemnização pelos ativos perdidos pela anexação da Crimeia em 2014.

A Naftogaz já obteve a apreensão de um navio russo, no arquipélago norueguês Svalbard, no Ártico.

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Sismo nos Açores "sem vítimas ou danos materiais"

O sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter sentido hoje nas ilhas de São Miguel, Santa Maria e Terceira, nos Açores, não causou vítimas ou danos materiais, segundo o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

 

O SRPCBA informou em comunicado, emitido pelas 19h37 locais (mais uma hora em Lisboa), que "não há, até ao momento, registo de vítimas ou de danos materiais associados a este evento".

O sismo foi sentido pelas 18h07 locais (19h07 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de 40 quilómetros a oeste de Ginetes, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O SRPCBA adianta que está acompanhar a situação, "em articulação com os agentes de proteção civil e demais entidades competentes" e apela à "serenidade da população".

Para além de recomendar o acompanhamento da informação divulgada pelas entidades oficiais, recorda a importância da adoção das medidas de autoproteção em caso de sismo, disponíveis para consulta no portal do SRPCBA, em https://www.prociv.azores.gov.pt/sensibilizacao/medidas-de-autoprotecao-informacao/.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) referiu em comunicado que o abalo (a que atribuiu uma magnitude de 5.1) "foi sentido com intensidade máxima V/VI (escala de Mercalli Modificada) no concelho de Ponta Delgada", na ilha de São Miguel.

"O evento foi ainda sentido com intensidade V nos concelhos de Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo e Povoação, com intensidade IV/V no concelho de Nordeste, com intensidade IV nos concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (ilha Terceira) e com intensidade III em Vila do Porto (ilha de Santa Maria)", acrescentou.

Um segundo sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido no concelho de Ponta Delgada, São Miguel, às 18:30 locais (19:30 em Lisboa).

O evento teve epicentro a cerca de 37 quilómetros a oeste de Ginetes, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no grupo Oriental dos Açores.

"De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli Modificada) no concelho de Ponta Delgada", indicou o CIVISA.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os "graus de intensidade e respetiva descrição".

Com intensidade VI, considerado bastante forte, o sismo é sentido por todos e muitas pessoas assustam-se e correm para a rua, de acordo com a descrição do IPMA na sua página da Internet.

Já com intensidade V, considerada forte, os sismos são sentidos fora de casa, as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados, as portas oscilam, fecham-se ou abrem-se, ao passo que os estores e quadros se movem e os pêndulos de relógios param ou alteram o estado de oscilação.

Em casos de sismos com uma intensidade IV, considerada moderada, "os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem", indica o IPMA.

Dois sismos sentidos em São Miguel com menos de meia hora de diferença

Dois sismos sentidos em São Miguel com menos de meia hora de diferença

Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido na ilha de São Miguel, em Ponta Delgada, segundo o CIVISA. O evento foi registado às 18:30 locais e teve epicentro a 37 quilómetros a oeste de Ginetes.

Lusa | 20:55 - 20/10/2026

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Habitação: Grupo em Évora convoca nova concentração para sexta-feira

As cerca de 100 pessoas que se concentraram hoje pelo direito à habitação em frente ao edifício da Câmara Municipal de Évora decidiram marcar uma nova concentração para sexta-feira e começaram a desmobilizar.

 

Numa assembleia popular realizada durante o protesto, o grupo decidiu marcar uma nova concentração para as 18:00 de sexta-feira, na Praça do Sertório, no centro histórico de Évora, apelando a uma maior participação.

Pouco depois de ter sido tomada esta decisão, alguns dos manifestantes abandonaram o local.

Durante esta assembleia popular em Évora, os manifestantes que intervieram relataram dificuldades para pagar as rendas e exigiram soluções.

Já em Beja, cerca de 50 pessoas estiveram hoje concentradas na Praça da República pelo direito à habitação e em solidariedade com os organizadores dos protestos realizados em Lisboa e no Porto.

Ana Navas, uma das participantes, relatou à Lusa que, aos 34 anos e com curso superior, o ordenado "nunca foi suficiente" para comprar uma casa e tem sempre de "partilhar quarto ou casa com outras pessoas" e, muitas vezes, com a ajuda dos pais.

"É impossível viver assim. Como é que é possível uma pessoa que tem um curso superior com mestrado não conseguir ter a possibilidade de comprar ou até alugar uma casa? Se eu não consigo, como é que outros trabalhadores que não têm cursos superiores conseguem?", questionou, enquanto segurava um cartaz em que pedia "menos bastão [e] mais habitação".

Para esta arquiteta, a trabalhar na área há cerca de seis anos, foi por estas questões que marcou presença na assembleia popular para "lutar pelos direitos de todos".

A iniciativa, convocada através das redes sociais, arrancou pouco depois das 19:00, com as pessoas, de diferentes faixas etárias, a reunirem-se na Praça da República, no centro histórico de Beja.

"Vivo em Beja desde 2007 e sempre foi difícil arranjar casa, [porque] a oferta também não é muita e são bastante caras, mas nos últimos anos a coisa escalou", referiu Ana Ademar, outra das participantes na concentração.

Admitindo que a situação "tem-se descontrolado por completo", a programadora cultural de 46 anos afirmou estar solidária com todos os acontecimentos ocorridos nos últimos dias em Lisboa e no Porto, pedindo "o mínimo de dignidade pela situação".

"Tenho a mania de não gostar de ver pessoas a levar 'porrada' e menos quando têm razão. Têm que se levar a sério [os jovens que se têm manifestado] porque é a vida deles que está em jogo. Aliás, a vida deles, dos filhos deles e a nossa também", afiançou.

A assembleia popular, que contou com diversas intervenções, terminou por volta das 20:15 e desafiou a população a aderir à manifestação nacional agendada para o dia 14 de novembro.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica "Não dá mais para viver assim" promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

Leia Também: Habitação: Manifestantes decidem voltar a montar tendas no Rossio

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Autoridades do leste da Líbia aprovam acordo marítimo com Turquia

O parlamento líbio, sediado no leste do país, ratificou hoje um acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo entre Trípoli e a Turquia, seis anos depois de o ter rejeitado, num sinal de aproximação nas relações bilaterais.

 

"A Câmara dos Representantes votou, por unanimidade, a ratificação" deste acordo "relativo à delimitação das zonas de jurisdição marítima no Mar Mediterrâneo", referiu o porta-voz do parlamento, Abdallah Bliheq, no final de uma reunião da assembleia realizada hoje em Benghazi.

O parlamento votou ainda, por unanimidade, a revogação da decisão de 2020, na qual se tinha recusado a ratificar os textos assinados entre Tripoli e Ancara, alegando, na altura, uma violação da soberania nacional.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia saudou a ratificação, descrevendo o acordo como algo "baseado nos princípios do direito internacional e da equidade, que protege os direitos e interesses mútuos de ambos os países".

Ancara "continuará a trabalhar com todos os seus parceiros para garantir a segurança, a estabilidade e a paz na bacia do Mediterrâneo", acrescentou a diplomacia turca no comunicado.

A Líbia tem sido marcada por divisões desde a queda de Muammar Kadhafi, em 2011.

Atualmente, dois governos disputam o poder no país, um liderado por Abdelhamid Dbeibah, reconhecido pela ONU e sediado em Tripoli, e outro, a leste, controlado pelo influente marechal Khalifa Haftar e pelo seu clã, com sede em Benghazi.

Assinado em novembro de 2019 com o anterior Governo de União Nacional (GUN), o acordo de delimitação marítima no Mediterrâneo oriental, através do qual Ancara pretende alargar os seus direitos sobre importantes zonas marítimas, foi considerado ilegal pela Grécia e pelo Chipre, além de ter provocado a ira da União Europeia.

Com base em acordos assinados com Tripoli, a Turquia ajudou a repelir, em junho de 2020, a ofensiva das forças do marechal Khalifa Haftar contra a capital.

No entanto, nos últimos anos, as relações entre a Turquia e as autoridades do leste da Líbia registaram uma aproximação significativa, com ambos os lados a intensificarem os contactos políticos e económicos após anos de hostilidade.

O antigo presidente do parlamento, Aguila Saleh, um dos mais acérrimos opositores ao acordo com a Turquia, foi afastado no início deste mês.

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É ele mesmo: Unidade Especial de Polícia acompanhou Obama por cá

O antigo presidente norte-americano Barack Obama esteve em Lisboa, há cerca de uma semana, para participar no final da sexta edição do Game Changers Forum, no Meo Arena, perante uma plateia com dez mil pessoas.

 

Na sua passagem por Portugal, o antigo presidente dos EUA foi acompanhado pelos operacionais do Corpo de Segurança Pessoal da Unidade Especial de Polícia (UEP), que assinalou, no Facebook, o cumprimento desta missão, conduzida com "profissionalismo e discrição". A partilha mereceu muitos elogios dos internautas nos comentários.

"Preparação rigorosa, planeamento minucioso e coordenação permanente: é assim que cumprimos, todos os dias, a missão de proteger quem nos é confiado. A todos os profissionais envolvidos, o nosso reconhecimento pelo empenho e rigor demonstrados", lê-se na partilha.

Recorde-se que o antigo presidente norte-americano foi ao final da tarde do dia 10 de outubro o orador principal na sexta edição do Game Changers Forum, em Lisboa, com uma intervenção sobre liderança, resiliência e impacto.

No mesmo dia, foi ainda recebido no Palácio de Belém, em Lisboa, "para uma conversa informal" e troca de impressões com o Presidente da República, António José Seguro, sobre a atualidade internacional.

A deslocação de Barack Obama a Portugal ocorreu a menos de um mês das eleições para a totalidade da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e um terço dos lugares do Senado (câmara alta) nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro.

As sondagens têm apontado para uma vantagem dos democratas, num momento em que o Presidente republicano, Donald Trump, enfrenta uma forte desaprovação.

Enquanto chefe de Estado, Obama esteve em Portugal em novembro de 2010 para participar nas cimeiras União Europeia-EUA e da NATO (aliança do Atlântico Norte).

Obama voltou a parar em Portugal, em novembro de 2016, numa escala técnica na Base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, numa viagem entre a Alemanha e o Peru.

Em 2018, já depois de ter abandonado a Casa Branca, Obama abordou, numa conferência, no Porto, a importância de agir perante o problema que representam as alterações climáticas para o mundo, uma das prioridades dos dois mandatos presidenciais do democrata.

Seguro recebeu Obama em Belém:

Seguro recebeu Obama em Belém: "Troca de impressões sobre atualidade"

O Presidente da República, António José Seguro, recebeu Barack Obama no Palácio de Belém para uma "conversa informal" sobre a "atualidade internacional". O antigo chefe de Estado norte-americano está em Lisboa para participar como orador principal na sexta edição do Game Changers Forum.

Márcia Guímaro Rodrigues com Lusa | 21:11 - 10/10/2026

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