Pesquisa Real Time Big Data desta sexta-feira (23) aponta que 36% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum no presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Outros 33% rejeitam o senadorFlávio Bolsonaro (PL), enquanto 28% dizem que não votariam em nenhum dos dois.
Os entrevistados que não rejeitam nenhum dos candidatos representam 3%.
Veja os resultados:
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva se enfrentam neste domingo, dia 25, no segundo turno das eleições presidenciais.
Metodologia
A Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 19 e 22 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09670/2026.
Veja a íntegra do levantamento abaixo:
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O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apoia o senadorFlávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio ocorreu em um evento em Goiânia, em 6 de outubro.
Caiado ficou em quinto lugar no primeiro turno, com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos. Sem avançar na disputa, passou a integrar o grupo de apoiadores do senador.
Como foi anunciado o apoio?
Ao formalizar sua posição, Caiado afirmou que as convergências com Flávio superavam as diferenças e apresentou o apoio como uma escolha para derrotar o PT.
“Estarei com Flávio de corpo inteiro. Vou, sem dúvida nenhuma, estar ao seu lado“, declarou o ex-governador. Na ocasião, ele entregou ao candidato uma pasta com sugestões de propostas e agendas.
O encontro reuniu também o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Foi o primeiro evento público de Flávio após a votação do primeiro turno.
Qual foi o resultado do primeiro turno?
Na votação de 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões, enquanto Lula alcançou 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões.
O escritorAugusto Cury (Avante) apoia o senadorFlávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi anunciada em 8 de outubro, após uma conversa por videochamada entre os dois.
Cury terminou o primeiro turno na terceira posição, com 3.448.569 votos, equivalentes a 2,89% dos válidos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A votação ocorreu em 4 de outubro.
Quais compromissos foram negociados?
O apoio foi condicionado a uma carta com oito compromissos. Entre eles estão a defesa do fim da reeleição presidencial, a ampliação da educação integral e do ensino técnico, a valorização dos professores e a expansão da telemedicina integrada ao SUS.
O documento também contempla proteção às mulheres, incentivo às cooperativas, financiamento de micro empreendimentos, aumento da produção de alimentos e pacificação nacional. O texto afirma que o entendimento não envolve troca de cargos ou vantagens pessoais.
“O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos“, estabelece a carta.
Apesar do apoio, eleitores de Cury têm demonstrado outra preferência. Pesquisa da Ideia mostrou, nesta semana, que 48% dos votantes do escritor escolhem Lula mesmo com a sinalização dele de apoiar seu rival, que leva 36% do sufrágio.
Os eleitores de Augusto Cury são também os que mais aprovam o governo do presidente Lula entre os grupos analisados pela pesquisa Real Time divulgada após o primeiro turno. Segundo o levantamento, 44% dos eleitores de Cury aprovam a atual gestão, enquanto 56% desaprovam.
Como foi o primeiro turno?
Flávio avançou à segunda etapa com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos. Lula recebeu 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões. A diferença foi de 1,87 ponto percentual.
O PDT (Partido Democrático Trabalhista) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para contestar as regras de distribuição das sobras eleitorais, cadeiras que permanecem disponíveis após a divisão inicial das vagas nas eleições proporcionais.
Em ação nesta quarta-feira (21), o partido pede a suspensão do método e argumenta que o cálculo pode provocar desequilíbrios entre a votação recebida pelas legendas e a representação conquistada no Legislativo. A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 8036 será relatada pelo ministro Gilmar Mendes.
A ação direta de inconstitucionalidade questiona três incisos do artigo 109 do Código Eleitoral e dispositivos da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que regulamenta o preenchimento das cadeiras. O pedido inclui uma liminar para suspender as normas até o julgamento definitivo.
Segundo a legenda, a aplicação sucessiva do método das maiores médias pode concentrar mandatos nas agremiações mais votadas, prejudicando a participação de outras correntes políticas.
O que está em discussão
Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, os votos dos candidatos e os votos de legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. Assim, uma votação individual superior à de um concorrente de outra sigla não assegura, necessariamente, a eleição.
As vagas que não forem preenchidas na distribuição inicial passam pelo cálculo das sobras. Pelo sistema atual, a votação total de cada partido ou federação é dividida pelo número de cadeiras já conquistadas, acrescido de um. A vaga remanescente é atribuída à legenda que obtiver a maior média, e o cálculo é repetido, com a atualização do número de cadeiras conquistadas, até que todas as vagas sejam preenchidas.
O partido defende que o Supremo examine se a fórmula respeita a igualdade de voto, a proporcionalidade da representação e o pluralismo político. Após a possível suspensão, o PDT defende que a fórmula seja considerada inconstitucional, mas sem expressar a adoção de outra fórmula.
“A questão não consiste em substituir a votação partidária pela votação nominal, tampouco em conferir mandato parlamentar aos candidatos simplesmente mais votados”, registra a petição.