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Jorge Palma: Uma vida feita de canções e palavras

Rita Carmo/Blitz

Jorge Palma, 76 anos, mais de meio século de carreira e uma obra que deixa uma marca profunda na música portuguesa. A notícia da sua morte foi avançada pela família do músico e compositor, numa mensagem publicada nas redes sociais, onde a mulher, os dois filhos e os agentes assinalam a sua “obra assinalável” e pedem que Palma seja recordado, sobretudo, pelas “canções e palavras” de uma vida dedicada à música.

Jorge Palma é um nome incontornável do panorama musical português. Ao longo de décadas, construiu uma obra onde se cruzam a música, a poesia e uma forma muito própria de olhar para a vida. Temas como “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” e “Encosta-te a Mim” tornaram-se parte da memória coletiva e atravessaram gerações.

Compositor, poeta, intérprete e pianista exímio, a sua vida e a sua arte sempre se fundiram num único caminho. Começou a aprender piano com apenas seis anos e, mais tarde, percorreu a Europa de guitarra às costas, atuando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Concluiu o curso superior de piano em 1990, editou diversos discos de originais, acumulou discos de ouro e atingiu a dupla platina com o álbum Voo Noturno.

Em abril deste ano, e em reconhecimento de uma carreira com mais de cinco décadas, Jorge Palma recebeu o Prémio Carreira nos Prémios Play, numa cerimónia realizada no Coliseu de Lisboa. Um reconhecimento que se junta a muitos outros ao longo de um percurso artístico singular.

Em 2019, tivemos oportunidade de conversar com Jorge Palma. Recuperamos agora algumas das palavras que nos deixou nessa entrevista, numa homenagem à sua vida, à sua música e ao homem por detrás das canções. Quando falava sobre a sua carreira, Palma definia-se com a modéstia que também o caracterizava: “Eu sou um mutante… No fundo, sou a mesma pessoa que era aos dez anos. Mas, como passei por tanto, atravessei tanto espaço, tempo e aventuras, acho que as coisas nos vão moldando. Felizmente, posso dizer que até agora tenho tido uma vida excelente.” Para Jorge Palma, a criação musical era um processo misterioso e contínuo. A inspiração podia surgir nos momentos mais inesperados, até naquele instante entre o sono e a vigília. “Um gravador ou ditafone dá muito jeito, nem que seja quando estou a acordar”, contava-nos. “Muitas vezes, naquele ponto em que já estou praticamente a dormir, ouço coisas e penso: ‘Epá, não me apetece levantar.’ Tenho preguiça e digo para mim mesmo que amanhã me lembro. Faço um memorando mental da pauta e, no dia seguinte, não me lembro de nada!” Sobre a origem das melodias e das palavras, explicava que o processo podia nascer de diferentes formas. Às vezes, surgia um texto que já parecia trazer consigo a música. Outras vezes, tudo começava pela construção de uma linha de baixo, seguida da harmonia e da melodia. Depois, vinha a espera, a procura pela palavra certa: “Ficar meses em ‘banho-maria’, à espera da letra certa.” A grande fonte de inspiração era, afinal, a própria vida. As pessoas, o amor, as experiências, os livros que leu, o cinema, o teatro e até as artes plásticas. Chegou mesmo a compor uma canção inteira depois de observar um quadro. 

Mas a vida de Jorge Palma também foi feita de confrontos pessoais e de escolhas difíceis. Em 2014, decidiu fazer uma pausa e procurar ajuda para cuidar da sua saúde e ultrapassar a dependência do álcool. “O álcool, por acaso, não me estragou a vida, mas podia ter estragado. Tive a sensatez de olhar para mim e dizer: ‘Chega'”, recordava. A consciência da possibilidade de uma recaída levou-o a manter uma atenção permanente sobre si próprio. “Podemos estar quatro ou cinco anos sem beber e, numa festa, tomar um copo. Eu já sei qual é o percurso. Quando percebo que me está a apetecer ou começo a pensar em álcool, tenho o telefone do meu psiquiatra e vou falar com ele para dizer que estou a escorregar.” Nesse caminho, a presença dos amigos revelou-se fundamental. Alguns afastaram-se por falta de paciência durante a fase da “onda líquida”, mas os verdadeiros amigos permaneceram por perto, disponíveis a qualquer hora. “Isso é muito reconfortante”, dizia. Nos últimos anos, o palco ganhou também uma dimensão familiar e particularmente emotiva. Vicente Palma partilhava o palco com o pai há vários anos, revelando um talento crescente. Francisco, o filho mais novo, seguiu igualmente o caminho da música, tendo estudado piano e guitarra. Sobre os filhos, Jorge Palma brincava: “Toca muito sozinho e toca melhor guitarra do que eu, o que também não é difícil!” E acrescentava: “É muito bom ter dois filhos bastante musicais. O Francisco vai ser tão bom músico como o Vicente.” Jorge Palma tinha ainda um baú cheio de novas canções e ideias. 

Até ao fim, manteve o desejo de criar, de partilhar novas músicas com o público e de colaborar com outros artistas. É também por isso que, para além dos discos, dos palcos e dos prémios, ficam as palavras. As que escreveu, as que cantou e aquelas que nos deixou numa conversa em 2019. Uma obra feita de música, poesia, histórias, fragilidades, encontros e vida. Uma obra que permanece e que continuará a fazer de Jorge Palma uma das figuras incontornáveis da música portuguesa.

Para relembrar: pode voltar a ouvir a entrevista de Madalena Balça a Jorge Palma no programa Café Com, da Camões Rádio, e revê-la na Camões TV+. Uma produção MDC Media Group e de Paulo Perdiz, com som e imagem de Guilherme Ferro.

Paulo Perdiz/MS

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Morcela com Ananás

Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 1 morcela
  • 3 rodelas de ananás
  • Azeite q.b.
  • Manteiga
  • Açúcar
  • Lascas de queijo
  • Tomate-cereja
  • Fatias de pão

Modo de preparação

Aqueça um sauté em lume médio e cozinhe a morcela até ficar bem dourada dos dois lados. Retire e reserve. Cozinhe a morcela em lume médio para ficar estaladiça sem queimar. Noutro sauté, coloque um fio de azeite, a manteiga e o açúcar.

Junte os pedaços de ananás e deixe cozinhar até ficarem ligeiramente caramelizados. Retire do sauté e reserve. Vire o ananás com cuidado para caramelizar uniformemente dos dois lados. No mesmo sauté, salteie os tomates-cereja até começarem a amolecer e a ganhar uma ligeira cor dourada. Torre ligeiramente as fatias de pão até ficarem douradas.

O pão rústico é ideal porque mantém a textura estaladiça com os ingredientes por cima. Coloque um pedaço de ananás caramelizado sobre cada fatia de pão. Coloque uma rodela de morcela por cima do ananás.

Decore com lascas de queijo e tomate-cereja salteado antes de servir. Utilize um queijo português de cura média para um sabor mais tradicional. Sirva de imediato para manter o pão estaladiço e os ingredientes bem quentes. Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

Clique AQUI para ver como se faz!

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Clooney a viver em Portugal?

CBC

Parece que há mais uma figura de Hollywood a querer mudar-se para Portugal. George Clooney e a mulher Amal terão comprado um apartamento de luxo em Lisboa, na zona de Campolide, e podem estar prestes a viver no nosso país. A informação foi adiantada por Adriano Silva Martins no programa “V+ Fama”, do canal V+, que explicou todos os detalhes.

Segundo o apresentador, o casal visitou a casa, gostou do que viu e aproveitou ainda para ir almoçar a um famoso restaurante da capital. “George Clooney e Amal Clooney estão a ponderar vir morar para Portugal. Estiveram, no princípio de setembro, a visitar uma casa fabulosa, um apartamento no Infinity Tower em Lisboa. Trata-se da penthouse desde edifício, um dos mais caros de Lisboa”, começou por explicar. “Foram visitar a casa, que custa mais de 6 milhões de euros, e gostaram muito, muito, da casa. Dizem-nos que o negócio está fechado”, acrescentou.

Adriano confessou que os dois podem em breve “mudar-se do castelo onde vivem em França para vir morar em Portugal”. “Depois de visitarem esta casa foram almoçar à Taberna Preciosa, um restaurante típico muito próximo da Infinity Tower e, à tarde, fizeram uma visita ao liceu francês”, disse ainda o comunicador, possivelmente para os dois filhos do casal, os gémeos Alexander e Ella, de nove anos.

MS

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Ler por prazer faz bem à saúde (e nunca é tarde para começar)

DR.

Uma boa notícia para quem gosta de livros: um novo estudo sugere que ler por gosto, seja um romance ligeiro, um clássico ou até banda desenhada, traz benefícios reais para a saúde. A investigação da Universidade de Cambridge associou a leitura a melhor saúde mental, maior empatia e menor risco de desenvolver demência. 

Os investigadores não fizeram apenas uma experiência isolada; analisaram dados de estudos já existentes, que envolveram milhares de adultos e crianças. Um deles associou a leitura a uma redução de 33% no risco de doença de Alzheimer. Houve ainda uma descoberta inesperada: além de melhorar a literacia, a leitura foi também relacionada com melhores resultados em matemática, já que ambas partilham processos cognitivos semelhantes. 

A líder do estudo, a professora Barbara Sahakian, defende que o hábito deve ser incentivado desde cedo, mas sublinha que nunca é tarde para começar, e que os benefícios se podem sentir ao longo de toda a vida, até à velhice.  Há países que já estão a transformar esta ideia em política pública. Em Singapura, os habitantes podem agora acompanhar os seus hábitos de leitura e até ganhar recompensas através da nova plataforma Read SG, uma iniciativa da biblioteca nacional para contrariar o tempo passado a fazer scroll no telemóvel. O objetivo inicial é simples: ler apenas 15 minutos por dia, no autocarro, antes de dormir ou ao almoço. Uma meta ao alcance de qualquer pessoa.

MS

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O novo telescópio da NASA já “vê” as estrelas

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA. (NASA)

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, acaba de passar um dos testes mais importantes da sua missão. Lançado a 30 de agosto de 2026, o observatório está a caminho do ponto L2, a cerca de um milhão e meio de quilómetros da Terra, e já ligou a sua principal ferramenta. A equipa ativou com sucesso o Wide Field Instrument, uma câmara de infravermelhos de 300 megapíxeis capaz de explorar grandes áreas do cosmos rapidamente sem perder detalhe. 

Para isso foi preciso paciência: a 11 de setembro, os engenheiros desligaram os aquecedores do instrumento e deixaram-no arrefecer até cerca de 143 graus negativos, o que permitiu ativar os 18 detetores de infravermelhos. As primeiras imagens de teste mostram os primeiros fotões de luz estelar a atingir os sensores, e a equipa confirmou também que o controlo térmico está a funcionar como previsto. 

O que torna o Roman especial é a escala. Cada imagem abrangerá uma porção de céu maior do que a Lua cheia, com a nitidez de telescópios como o Hubble. Em cinco anos, deverá cartografar mais de 50 vezes a área de céu que o Hubble observou em 30 anos. Há ainda uma surpresa agradável: uma primeira correção de trajetória muito precisa, juntamente com outras poupanças de combustível, deverá mais do que duplicar a vida útil potencial da missão.  O próximo passo é calibrar os instrumentos. As primeiras imagens deverão chegar por volta da época natalícia, e as operações científicas estão previstas para janeiro de 2027, com foco na matéria escura, na energia escura e em planetas fora do Sistema Solar. 

MS

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Ontário investe $11M em novo complexo de processamento de cobre e paládio

Photo: @copyright

O governo de Ontário anunciou um investimento de $11 milhões para apoiar a construção do novo complexo de processamento de cobre e paládio da Generation Mining, avaliado em $410 milhões, em Marathon, Ontário.

O projeto é o primeiro beneficiário do novo Fundo de Processamento de Minerais Críticos (CMPF) e, quando estiver totalmente operacional, o projeto de Marathon criará mais de 450 postos de trabalho, além dos 800 empregos inicialmente apoiados durante a fase de construção.

“O cobre e o paládio têm uma vasta gama de aplicações industriais, tornando-se cada vez mais importantes para o futuro económico de Ontário, à medida que a procura por sistemas de transmissão de energia, veículos elétricos, infraestruturas de energia limpa e tecnologias de defesa continua a crescer”, explica um comunicado.

A instalação de processamento também desempenhará um papel no avanço do Projeto Marathon da empresa, num valor global de $992 milhões.

O CMPF, dotado de $500 milhões, é gerido através da Invest Ontario.

DCN/MS

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Tarifas de retaliação aumentam custos das casas em ambos os lados da fronteira

Photo: @copyright

Um novo relatório preparado recentemente pelo Conselho de Construção Residencial de Ontário (RESCON) mostra que o constante “toma lá, dá cá” de tarifas entre o Canadá e os EUA está a aumentar significativamente o custo das casas novas.

As contra-tarifas impostas a 8 de setembro vão adicionar entre $9.000 e $14.000 ao custo de uma casa unifamiliar típica em Ontário, e entre $18.000 e $28.000 a um apartamento num edifício de média altura. Isto junta-se ao encargo de $15.000 a $25.000 que as habitações já suportavam devido às medidas impostas em março de 2025, nota um comunicado.

“Isto não deve, de forma alguma, ser interpretado como uma crítica à decisão do governo canadiano de responder aos EUA com contra-tarifas”, explica o presidente do RESCON, Richard Lyall, em comunicado. “Enfrentando tarifas substanciais dos EUA, o Canadá tinha pouca escolha a não ser agir, já que nenhuma nação soberana pode simplesmente ficar de braços cruzados enquanto indústrias-chave são alvo de medidas comerciais punitivas.”

“No entanto, esta não é uma boa situação para o setor da construção residencial. As tarifas causam danos em ambas as economias. Não são medidas de prosperidade e vão tornar a construção de casas mais dispendiosa, tanto no Canadá como nos EUA.”

Os custos vão subir para tudo: desde aço estrutural e varões de ferro a cablagem e produtos de vinil, radiadores e ferragens de armários, alcatifas e bombas de calor.

O comunicado refere que a modelação feita pela Associação de Municípios de Ontário e pela Oxford Economics estima o impacto em Ontário em $2,68 mil milhões de PIB e na perda de 14.000 empregos na construção em 2026 – isto antes da implementação das contra-tarifas de 8 de setembro. Uma leitura preliminar sugere que o início da construção de habitações em Ontário em 2027 poderá ficar 8.000 a 12.000 unidades abaixo da linha de base atual da CMHC (Sociedade Canadiana de Hipotecas e Habitação), caso não seja concedida nenhuma isenção para o setor residencial.

Lyall alerta que os construtores não conseguirão absorver os aumentos sem passar os custos para os compradores de casas e inquilinos. Isto vai agravar ainda mais a crise de acessibilidade tanto nos EUA como no Canadá.

“Tanto o Canadá como os EUA estão a lutar contra graves desafios de acessibilidade à habitação; a última coisa de que precisamos é de uma guerra tarifária em escalada que aumente o custo de construção de casas”, acrescenta Lyall. “No entanto, é precisamente onde nos encontramos hoje. A guerra comercial entre os dois parceiros económicos mais próximos do mundo só vai piorar a crise da habitação.”

Um relatório elaborado pela Oxford Economics para o Conselho Empresarial Canadiano-Americano sublinha a importância da longa relação comercial entre o Canadá e os EUA. Um colapso total do Acordo Canadá-Estados Unidos-México (CUSMA/USMCA) poderia resultar em perdas económicas acumuladas de até $1,4 biliões (USD) nos EUA e $523 mil milhões (CAD) no Canadá. Em contrapartida, um acordo melhorado poderia adicionar $432 mil milhões (USD) ao PIB americano e $253 mil milhões (CAD) ao PIB canadiano ao longo da próxima década, apoiando dezenas de milhares de postos de trabalho adicionais em ambos os lados da fronteira.

“A imposição de tarifas criou um problema onde ele não existia”, diz Lyall. “É o equivalente a dar um tiro no próprio pé. As tarifas não são a resposta. E apenas agravam a nossa crise de oferta e acessibilidade à habitação. Não se constroem mais casas impondo tarifas e aumentando preços.”

DCN/MS

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Bodyboard: Luana Dourado é campeã mundial de bodyboard

CBC

Luana Dourado conquistou o título de campeã mundial júnior de bodyboard no Brasil, na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na última etapa do circuito.

Depois de três anos consecutivos como vice-campeã do mundo, a bodyboarder lusa de 17 anos está finalmente na posse do troféu, tendo sucedido à compatriota Alice Teotónio, terceira classificada este ano.

Luana Dourado impôs-se na final à brasileira Melissa Souza por 12,50 pontos contra 8,75. «Não sei o que dizer. Estou muito contente. Treinei muito para obter este troféu», disse muito emocionada, sem conter as lágrimas, a nova campeã do mundo júnior.

Ao longo da competição, a atleta do Clube Naval Povoense evidenciou consistência e qualidade nas ondas brasileiras. Nas meias-finais afastou a francesa Emie Padois, depois de já ter eliminado a brasileira Karen Souza nas rondas anteriores. Na fase de grupos, superou ainda uma bateria que contou com as portuguesas Carolina Dias e Sofia Pinheiro.

A conquista reforça o estatuto de Luana Dourado como uma das maiores promessas do bodyboard feminino português. Aos títulos nacionais e europeus já conquistados junta agora a mais prestigiante distinção do escalão júnior mundial e o feito foi celebrado pelo Clube Naval Povoense nas redes sociais.

A Bola/MS

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FIFA: Final do Mundial 2030 afasta-se da Península Ibérica

FIFA

Casablanca ganha terreno a Madrid na corrida pelo jogo decisivo, reconhece o presidente da Câmara da capital espanhola

A final do Mundial 2030, organizado em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos, está a afastar-se da Península Ibérica. Casablanca ganha força na corrida para receber o jogo mais importante do torneio, enquanto Madrid vê crescer a incerteza em torno do Santiago Bernabéu.

José Luis Martínez-Almeida, presidente da Câmara de Madrid, considera mesmo que Casablanca tem atualmente mais possibilidades de acolher a final do que a capital espanhola. «Não sou otimista porque considero, e isto é legítimo por parte de Marrocos e do Rei de Marrocos, que eles querem essa final e, logicamente, estão a atuar a nível político e institucional para conseguir essa final», afirmou.

«O que eu não tenho é nenhuma prova de que o Governo se esteja a movimentar nesse mesmo sentido», disse, acrescentando: «Se a final não se celebrar em Madrid, acho que deveria haver consequências.»

A escolha do palco da final do Mundial 2030 está, assim, a transformar-se num verdadeiro tema de Estado. Portugal, Espanha e Marrocos foram escolhidos para organizar conjuntamente o Campeonato do Mundo, mas a luta pelo jogo decisivo ameaça transformar-se num foco de tensão entre os dois lados do Estreito de Gibraltar.

E Marrocos não esconde a ambição. Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Marroquina de Futebol, afirmou recentemente que a final do Mundial 2030 será disputada no Grande Estádio Hassan II, em Casablanca, recinto que ainda está em construção.

A arena, situada em Benslimane, deverá ser inaugurada no final de 2027 e terá capacidade para cerca de 115 mil espectadores, tornando-se potencialmente o maior estádio do mundo. É precisamente este gigante que Marrocos coloca agora na corrida com o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid e principal candidato espanhol a receber a final.

A Bola/MS

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Andebol: Portugal conquista bronze no Mundial

JN

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas, que detém o título de campeã europeia, melhorou o 7.º lugar obtido na edição de 2024 e o treinador Danilo Ferreira pede mudanças nos paradigmas do desporto português

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas garantiu o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 2026, ao derrotar o Chile por 2-1 num encontro decidido no terceiro e último set. A partida, disputada no Palau d’Esports de Granollers, em Espanha, valeu a medalha de bronze à equipa das quinas.

Depois da derrota na meia-final frente ao Japão, Portugal entrou determinado no jogo de atribuição do bronze. A equipa lusa, na variante ACR4, venceu o primeiro parcial por 7-5, mas cedeu no segundo por uma margem mínima de 11-12, decidido em golo de ouro. No set decisivo, a superioridade portuguesa foi evidente, com um triunfo por 6-2 que selou a conquista da medalha.

O quarteto inicial de Portugal foi composto por Rui Rodrigues, Ricardo Queirós, João Jerónimo e Diana Machado. A equipa nacional entrou forte e adiantou-se rapidamente para 4-0, com dois remates em rotação de Ricardo Queirós. Apesar da resposta chilena, que reduziu para 5-3, Portugal manteve o controlo e fechou o primeiro set na frente (7-5). Este parcial ficou ainda marcado pela expulsão de Rui Rodrigues e por um livre de 7 metros defendido por Queirós.

O segundo set foi o mais renhido da partida, com sucessivas trocas na liderança do marcador. O Chile chegou a ter uma vantagem de dois pontos (3-5 e 5-7), mas Portugal, com Queirós e Rodrigo Vieira em destaque, conseguiu levar a decisão para os momentos finais. Um golo de Jorge Carrasco, com a baliza lusa desguarnecida, acabou por dar a vitória ao Chile por 12-11, forçando a realização de um terceiro set.

No parcial decisivo, a Seleção Nacional não deu hipóteses. Com uma defesa sólida e eficácia no ataque, Portugal construiu uma vantagem de 4-0. O Chile ainda reduziu para 4-2, mas um novo golo de Queirós fixou o resultado final em 6-2, confirmando a vitória e a medalha de bronze para a equipa das quinas.

A Bola/MS

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The offerings many don’t know about and therefore miss out on

 

Cooking, recording a podcast, publishing a book, digitizing family cassettes, or bringing a telescope home. Public libraries across the Greater Toronto Area and beyond have reinvented themselves and now offer—almost always free of charge—services that many residents are unaware of. We took a look at six of them. Here’s a tip… enjoy!


Toronto Reference Library
Toronto Reference Library (DR)

TORONTO | Toronto Reference Library

The home of writers and creators

The largest reference library in the country, located right by Bloor-Yonge station, is a true cultural hub.

  • Publish your own book: The Asquith Press service allows you to print self-published books.
  • Author talks: The Bram & Bluma Appel Salon regularly hosts renowned writers and academics.
  • Free recording studio: You can record a podcast or song, take a professional headshot for your resume, or film a video project for school.
  • Tech to take home: You can check out Arduino kits, Raspberry Pi sets, audio recording gear, and Artificial Intelligence learning kits.
  • Culture without a ticket: With tpl:map passes, cardholders get free admission to the city’s artistic and cultural attractions.

Useful Information

  • Address: 789 Yonge Street, Toronto (corner with Asquith Avenue, Yorkville neighborhood). Located one block north of Bloor Street; the nearest subway station is Bloor-Yonge.
  • Hours: Monday to Friday, 9:00 AM – 8:30 PM; Saturday, 9:00 AM – 5:00 PM; Sunday, 1:30 PM – 5:00 PM.
  • Free membership eligibility: Anyone who lives, works, attends school, or owns property in Toronto, upon presenting ID with their name and address.
  • Non-residents: $50 for three months or $150 for 12 months. This card does not grant access to musical instruments, tpl:map passes, Ontario Parks passes, or Wi-Fi hotspots.
  • Digital alternative: Toronto residents aged 13 and older can apply online for a free digital card for immediate access to digital resources.

Hazel McCallion Central Library (DR)
Hazel McCallion Central Library (DR)

MISSISSAUGA | Hazel McCallion Central Library

A library for cooking, gaming, and starting fresh

Renovated and reopened in 2024, Mississauga’s central library has become one of the most surprising spaces in the region.

  • Community kitchen: The Kitchen is fully equipped and hosts programs on health, nutrition, and food literacy.
  • Gaming and virtual reality room: Offers free access to gaming PCs, consoles, and virtual reality stations.
  • Support for those in need: The Open Window Hub connects unhoused individuals or those facing mental health challenges with community services and organizations.
  • A quiet space: A multifaith prayer room is open to people of all faiths to pray, reflect, or meditate.
  • Art in the makerspace: Beyond 3D printers, the space hosts the Art Hub program, featuring digital, visual, and performing arts activities.

Useful Information

  • Address: 301 Burnhamthorpe Road West, Mississauga (across from City Hall). Contact: 905-615-3500.
  • Hours: Monday to Friday, 9:00 AM – 9:00 PM; Saturday, 9:00 AM – 5:00 PM; Sunday, 1:00 PM – 5:00 PM.
  • Free membership eligibility: Residents and anyone who studies, works, or owns property in Mississauga.
  • Non-residents: $40 per year.
  • How to sign up: Simply bring a document showing your name and address to any branch; non-residents must also bring proof of employment, property ownership, or enrollment in a local school. An Ontario driver’s license or Photo Card is accepted.
  • Parking: Paid, but free on weekdays after 6:00 PM and on weekends.

Brampton Public Library - Springdale Branch (DR)
Brampton Public Library – Springdale Branch (DR)

BRAMPTON | Springdale Branch

Late-night studying and taking care of nature

With its green roof and undulating architecture, the Springdale branch is one of the most unique in the Brampton network.

  • Science serving conservation: In partnership with the Toronto and Region Conservation Authority (TRCA), the library 3D-printed models of snapping turtles, which were placed in nesting areas at the Heart Lake Conservation Area.
  • Late-night study room: The After Hours Study Hall opens on Saturdays and Sundays from 6:00 PM to 10:00 PM for ages 14 and up. During exam season, hours extend until 1:00 AM, Monday through Thursday.
  • Free legal advice: In partnership with the South Asian Legal Clinic of Ontario, low-income individuals and families can receive a free one-on-one consultation.
  • An unusual “Library of Things”: In the Brampton network, you can check out telescopes, GoPro cameras, radon detectors, birdwatching kits, memory support kits, and passes to the ROM.

Useful Information

  • Address: 10705 Bramalea Road, Brampton. Contact: 905-793-4636.
  • Hours: Monday to Thursday, 10:00 AM – 9:00 PM; Friday to Sunday, 10:00 AM – 6:00 PM.
  • Free membership eligibility: Registration is free for all Ontario residents. This is the most open policy among all six libraries.
  • How to sign up: Online or at any branch with a document showing your current address. Online registrants have limited access until they visit a branch to verify their address.
  • Bonus: Members get a 10% discount on tickets at The Rose Theatre.

Hamilton Public Library (DR)
Hamilton Public Library (DR)

HAMILTON | Central Library

Seeds, music, and welcoming spaces

Hamilton’s central library, located downtown, focuses heavily on community and sustainability.

  • Seed library: In partnership with Green Venture, patrons can take home seeds to plant and, at the end of the season, return harvested seeds to renew the collection.
  • Lunchtime music: Every Friday at noon, the library hosts live concerts.
  • Newcomer center: The Newcomer Learning Centre on the 4th floor offers resources and programs for learning English.
  • The city’s memory: The Local History & Archives department has been collecting and preserving Hamilton’s history since 1914.
  • Senior fitness: The SMART program helps improve strength, balance, and flexibility for all fitness levels.

Useful Information

  • Address: 55 York Boulevard, Hamilton. Contact: 905-546-3200.
  • Hours: Monday to Thursday, 9:00 AM – 8:00 PM; Friday, 9:00 AM – 6:00 PM; Saturday, 9:00 AM – 5:00 PM; Sunday, 12:00 PM – 5:00 PM.
  • Free membership eligibility: Anyone who lives, works, studies, or owns property in Hamilton, with proper identification.
  • Non-residents: $100 per year. This is the most expensive option among the six.
  • Note: Cardholders from selected neighboring municipalities can also borrow books in Hamilton.

Oshawa Public Library McLaughlin Branch (DR)
Oshawa Public Library McLaughlin Branch (DR)

OSHAWA | McLaughlin Branch

Saving family memories

Gifted to the city in 1954 by R.S. McLaughlin, founder of General Motors of Canada, Oshawa’s main library is a historic building featuring Frank Lloyd Wright architectural influences.

  • Memory Lab: In the Local History Room, patrons can convert old photos, VHS tapes, vinyl records, and audio cassettes into digital formats.
  • Motor City history: The local collection features unique materials on the McLaughlin family and the history of General Motors of Canada.
  • Internet for those without: Connect Kits include a tablet and a Wi-Fi hotspot, available for six-week loans to residents without home internet.
  • Books and ideas for seniors: Every month, seniors can discover a new author, listen to a reading, and participate in a Q&A session.
  • The big book sale: The Friends of the Library organize an annual fall book sale to support the library.

Useful Information

  • Address: 65 Debwewin Miikan (formerly Bagot Street), Oshawa. Contact: 905-579-6111, ext. 5200.
  • Hours: Monday to Thursday, 9:00 AM – 8:00 PM; Friday to Sunday, 9:00 AM – 5:00 PM.
  • Free membership eligibility: Anyone who lives, works, studies, or owns property in Oshawa or anywhere within the Region of Durham.
  • Non-residents: $40 per year. Does not include museum passes, Ontario Parks passes, or Wi-Fi hotspots.
  • Renewal: Memberships must be renewed every two years.

Aliston Beeton Seed Library (DR)
Aliston Beeton Seed Library (DR)

ALLISTON | New Tecumseth Public Library – Memorial Branch

A small library with a Nobel prize treasure

Located in a town of about 23,000 residents, the Alliston library proves you don’t have to be big to impress.

  • The legacy of insulin’s co-discoverer: In 1988, the library inherited letters, diaries, photographs, and personal items belonging to Sir Frederick Banting from his widow, including his pipes and eyeglasses. Today, the collection can be explored online through the Banting Digital project, which also includes Banting’s drawings and paintings.
  • Borrowing… cookware and ukuleles: The Library of Things in the New Tecumseth system includes Instant Pots, ukuleles, bongos, telescopes, VR headsets, sewing machines, meditation kits, and Ontario Parks passes.
  • Educational computers for kids: Donated in memory of two local children, these stations feature educational games focused on reading and math.
  • English conversation: An ESL Conversation Circle for non-native English speakers.
  • Books at the potato festival: The library sells donated books during the annual Alliston Potato Festival in August.

Useful Information

  • Address: 17 Victoria St. E., Alliston. Contact: 705-435-5651.
  • Hours (subject to confirmation): Monday, 10:00 AM – 6:00 PM; Tuesday to Thursday, 10:00 AM – 8:00 PM; Friday, 10:00 AM – 5:00 PM; closed on weekends.
  • Free membership eligibility: Anyone who lives or pays taxes in New Tecumseth, as well as the municipalities of Adjala-Tosorontio, Mono, and Mulmur. Free membership is also extended through reciprocal agreements to residents of Bradford-West Gwillimbury, Caledon, Essa, Innisfil, and King Township.
  • Non-residents: $30 per year. The lowest fee for non-residents among the six libraries.
  • How to sign up: Bring a document showing your current address (driver’s license, health card, utility bill, etc.). Applicants under 16 require a parent’s signature.
  • Fines: The library has eliminated overdue fines.

Madalena Balça/MS

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