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Bombeiros de Salto reorganizam direção

VTM

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salto tem uma nova composição da direção, na sequência da renúncia do presidente, Valentim Santos, e do vice-presidente, António Óscar Alves. As saídas foram formalizadas na Assembleia Geral Extraordinária de 17 de outubro, com efeitos imediatos, como a VTM deu conta.

A direção anunciou que se mantém em funções até ao final do mandato, relativo ao triénio 2026/2028, tendo sido chamados os dois primeiros suplentes da lista eleita. A redistribuição dos cargos foi aprovada por unanimidade, respeitando a ordem de eleição dos membros e mantendo-se a tesoureira, Maria Madalena João, para assegurar a continuidade da gestão financeira e contabilística.

Rui Alves passa a exercer o cargo de presidente, enquanto Jaime Fernandes assume a vice-presidência. Maria Júlia Barroso fica como secretária e Alexandre Fernandes como secretário-adjunto, além dos vogais Rui Gonçalves e Abel Barroso.

No comunicado, os elementos que permanecem em funções afirmam ter decidido continuar o mandato para garantir a estabilidade e o normal funcionamento da associação, num momento que classificam como sensível, pouco tempo depois do processo eleitoral.

A direção agradece a Valentim Santos e António Óscar Alves o trabalho desenvolvido durante o exercício das respetivas funções e assegura que a saída dos dois dirigentes não comprometerá o serviço prestado à comunidade.

“O socorro e o serviço prestado à comunidade não serão, em momento algum, comprometidos”, garante a associação, que coloca entre as prioridades o cumprimento das obrigações para com os bombeiros, os associados e a população.

A nova equipa compromete-se ainda a pautar a atuação pela transparência, pelo rigor na gestão e pelo respeito pelos estatutos, apelando à serenidade e à confiança dos associados e da comunidade.

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45 anos como ponto de encontro da aldeia

VTM

Grupo Desportivo e Cultural de Vila Seca Logo
fundação:
1981
SÓCIOS:
cERCA DE 152
sEDE:
VILA SECA, VILA REAL

O Grupo Desportivo e Cultural Vila Seca assinala 45 anos de existência, mantendo-se como uma referência na vida comunitária da aldeia. Criada a partir da iniciativa de um pequeno grupo de jovens que queria jogar futebol, a associação foi crescendo e assumindo um papel que ultrapassa a prática desportiva. É um espaço de encontro, convívio e organização de atividades para a população.

A história começou com quatro ou cinco rapazes que se reuniam numa despensa cedida por um vizinho. “À noite, cinco, seis ou sete e, depois fomos juntando mais alguém, foi assim que foi crescendo o grupo”, recorda José Gonçalves, com aceno de cabeça de Albino Gonçalves, dois dos elementos que se juntaram para dar início à história do GDC Vila Seca e hoje ainda fazem parte da direção. A vontade de jogar futebol acabou por dar origem à ideia de criar uma associação, com o apoio das gerações mais velhas e das famílias.

Sede

A sede tornou-se, desde cedo, um ponto de encontro da aldeia, onde havia espaço para jogar às cartas, ao dominó e ao fito, organizar torneios e conviver. “Era um sítio onde nos juntávamos todos”, recordam, sublinhando a importância que o espaço assumiu ao longo dos anos. O futebol ganhou também importância, com a utilização de um campo que continua a existir, embora atualmente não esteja dedicado à atividade desportiva regular.

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Encontro da Ordem pretendeu aproximar Justiça dos cidadãos

VTM

O acesso à Justiça no interior do país, os desafios da advocacia e o impacto das novas tecnologias estiveram em destaque nas IV Jornadas Jurídicas da Delegação de Lamego da Ordem dos Advogados, que decorreram no Teatro Ribeiro Conceição, no âmbito das comemorações do centenário da instituição.

O bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, marcou presença na iniciativa, que considerou também uma oportunidade para reforçar a proximidade aos profissionais da região. À VTM, recordou o apoio recebido em Lamego durante a campanha para a eleição e destacou a importância que a cidade teve no seu percurso.

Distância

Entre os desafios que se colocam à profissão, João Massano destacou a necessidade de repensar o papel do advogado perante a evolução tecnológica, em particular a inteligência artificial. “A nossa profissão necessariamente tem que ser algo que tem que ser repensado, porque não é a mesma hoje e não vai ser a mesma amanhã”, afirmou.

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Observatório do Poder Local apoia decisões dos municípios

VTM

Paulo Braga, secretário-geral da ANMP, explicou que esta plataforma foi criada para concentrar, num único instrumento, dados que se encontravam dispersos por diferentes entidades. O observatório abrange áreas como a educação, a ação social, a saúde, a governação e a proteção civil, permitindo consultar indicadores relativos a cada município, à NUT III em que se insere e ao conjunto do país.

“Aquilo que pretendemos é agregar num único instrumento dados que andam dispersos por inúmeras entidades”, afirmou à VTM, sublinhando que a ferramenta permite aos utilizadores ter uma visão mais abrangente da realidade dos seus territórios e compará-la com outros níveis de análise.

Realidade

O projeto surgiu inicialmente da necessidade de acompanhar a descentralização de competências para as autarquias, tendo sido posteriormente alargado a outros domínios e áreas temáticas. O objetivo passa por disponibilizar aos municípios o máximo de informação possível sobre a sua realidade, facilitando a identificação de necessidades e a preparação de respostas adequadas.

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“O interior reveste-se de grandes obras, de monumentos”

VTM

Esta é a opinião de D. António Couto, bispo de Lamego, em declarações à margem das III Jornadas da Pastoral dos Bens Culturais da Igreja, que se realizaram no Museu Diocesano.

Em Lamego, a proximidade de igrejas, capelas e monumentos de grande valor reforça a importância de preservar estes bens e de os dar a conhecer às novas gerações, defendem o bispo de Lamego e o presidente da Comissão Episcopal da Cultura e Bens Culturais, D. Nuno Brás da Silva Martins, também presente na iniciativa.

Para o bispo de Lamego, D. António Couto, a realização de iniciativas habitualmente concentradas nas grandes cidades do litoral ou em Fátima constitui, por si só, um sinal significativo de valorização do interior. “O interior reveste-se de grandes obras, de monumentos, de imensos sinais de arte que nós não encontramos facilmente nas grandes cidades”, afirmou à VTM, destacando a existência de igrejas e capelas de grande beleza.

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Presidente e vice-presidente dos bombeiros de Salto renunciam ao cargo

VTM

Contactado pela VTM, Valentim Santos justificou a decisão com um acumular de situações em que deixou de se rever, apesar de ter procurado exercer as funções “com seriedade, calma e dedicação”. Depois de dois atos eleitorais, aceitou continuar a servir a instituição, mas considera que deixou de existir entendimento entre os diferentes responsáveis. “Não remamos todos para o mesmo lado, não estamos em sintonia”, afirmou.

O antigo presidente defende que cada órgão deve respeitar as competências dos restantes e cumprir as suas funções com lealdade institucional. “Cada um deve ocupar o seu lugar e respeitar o espaço de intervenção dos outros”, sustentou, considerando que a associação deve estar acima de divergências pessoais. “Aquilo não é do presidente, não é do comandante. Aquilo é dos bombeiros e da comunidade”, acrescentou.

Segundo Valentim Santos, os desentendimentos com o comandante foram-se agravando ao longo do seu mandato, envolvendo também o vice-presidente. O antigo responsável afirmou ter sentido dificuldades na gestão da instituição e acusou alguns elementos de terem contribuído para o que considerou ser um bloqueio interno. Sobre a assembleia extraordinária, alegou que existiu um “boicote preparado”, apontando responsabilidades ao comandante, ao presidente da mesa da assembleia e a outros participantes.

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PS defende continuidade da habitação pública e critica Governo

VTM

O deputado do PS eleito pelo círculo de Vila Real defendeu a continuidade dos investimentos em habitação pública, na visita integrada no programa nacional de auscultação promovido pelos socialistas para preparar uma estratégia para o setor.

O projeto foi apontado pelo parlamentar como um exemplo a seguir. Rui Santos recordou que a obra foi preparada e financiada pelo anterior Governo, com recurso a verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e executada pela Câmara de Vila Real.

“Este modelo pode e deve ser replicado e continuado no futuro próximo, face à crise que vivemos”, afirmou, defendendo que a habitação pública é essencial tanto para famílias com maiores dificuldades económicas como para quem, apesar de não viver em situação de pobreza, necessita de apoio no acesso ao arrendamento.

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ANAFRE ameaça paralisar juntas de freguesia

VTM

As juntas de freguesia preparam um protesto contra o que consideram ser o incumprimento de compromissos assumidos pelo Governo, estando em cima da mesa o encerramento dos serviços. A contestação surge na sequência da falta de concretização de medidas previstas num acordo relacionado com o financiamento e o reforço das condições de funcionamento das freguesias, na proposta de Orçamento de Estado de 2027.

Hélder Afonso, presidente da União das Freguesias de Mouçós e Lamares, em Vila Real, e membro do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), considera que a situação representa “um rasgar do acordo” e uma desconsideração pelo trabalho desenvolvido pelas autarquias de proximidade.

Entre as reivindicações está o reforço progressivo do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF), com o objetivo de chegar aos cinco por cento até 2029/2030. A atualização pretende responder à subida dos custos, da manutenção de equipamentos e dos salários dos trabalhadores, que tem pressionado os orçamentos das juntas.

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Florestas estão a “criar riqueza, valor e emprego”

VTM

Foram 12 as máquinas entregues depois de assinados os protocolos de cedência da maquinaria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os municípios de Alijó, Chaves, Mesão Frio, Mondim de Basto, Montalegre, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

No âmbito do Programa de Mecanização para a Gestão de Combustível, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cujas máquinas têm vindo a ser entregues em cerimónias um pouco por todo o país, os tratores foram disponibilizados para reforçar a capacidade para a realização de operações de gestão de combustível e prevenção de incêndios rurais.

O secretário de Estado das Florestas salientou que são “80 milhões de euros de investimento a ser colocado no terreno”, que abrange diferentes intervenientes do setor, desde os municípios às organizações de produtores, com o objetivo de modernizar os meios e melhorar a capacidade de intervenção. Trata-se de “um investimento em 285 equipamentos de diversas tipologias”, explicou.

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Segurança agredido nas urgências durante a noite

VTM

Segundo o que apurou a VTM, a agressão terá ocorrido durante a madrugada, perto das duas horas do dia 12 de setembro, numa altura em que aquele serviço não teria muita afluência. A mesma fonte, confirmou à VTM que as agressões não são frequentes dentro da unidade hospitalar, nem existe um clima geral de insegurança, contradizendo a denúncia que foi enviada para a redação.

De acordo com essa comunicação, “é importante dar visibilidade a este tipo de situações, não só pela gravidade desta agressão, mas também pelas condições em que muitos profissionais desempenham diariamente as suas funções, frequentemente em ambientes de grande tensão e sujeitos a situações de violência”.

Respondendo ao pedido de esclarecimento da VTM, a ULSTMAD confirma a agressão, explicando que “o profissional foi prontamente assistido pela equipa do Serviço de Urgência, tendo apenas sofrido ferimentos ligeiros”. Já na primeira denúncia, é descrito que o segurança foi “violentamente agredido” e “atingido com murros e pontapés”, tendo este ficado “inanimado no chão”.

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DTech quer criar uma rede tecnológica em todo o interior

VTM

O DTech 2026 reuniu empresas tecnológicas, profissionais e estudantes para debater os desafios da inteligência artificial (IA), do software e da robótica. O programa incluiu nove palestras, uma feira empresarial, quatro apresentações de projetos jovens e momentos de networking, no Teatro de Vila Real, seguindo-se workshops práticos na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

André Conde, da organização, explica que o objetivo é aproximar o meio académico da realidade empresarial e criar oportunidades de contacto. “É um momento de partilha” que permite perceber como diferentes empresas enfrentam desafios semelhantes, mas encontram soluções distintas, afirma.

A inteligência artificial foi um dos temas centrais, numa altura em que as ferramentas tecnológicas estão a transformar rapidamente os métodos de trabalho. “Hoje em dia, não tem nada a ver com a de há um ano”, refere André Conde, explicando que a sua empresa mudou significativamente a forma de trabalhar. Por isso, considera essencial que os estudantes conheçam as oportunidades e as dificuldades do mercado antes de entrarem na vida profissional.

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Duas raças e uma história de resistência para preservar o território

VTM

Com percursos distintos, mas marcados por desafios semelhantes, Maronesa e Barrosã continuam presentes em explorações familiares de Trás-os-Montes e do Barroso. A produção de carne, a certificação DOP, a adaptação das explorações e o recurso a novas ferramentas de gestão genética convivem com práticas tradicionais de pastoreio e com uma forte ligação aos lameiros e baldios. Entre a necessidade de modernizar e a preocupação em preservar as características das raças, os criadores procuram encontrar formas de assegurar o futuro de um património que ultrapassa a dimensão económica.

Maronesa

A raça Maronesa conta atualmente com 4350 fêmeas reprodutoras em linha pura e 180 machos reprodutores, mantendo um efetivo estável há cerca de duas décadas. Segundo Paula Teixeira, da Associação de Criadores do Maronês (ACM), a raça está presente em 40 concelhos do país, embora cerca de 70% das explorações se concentrem no seu solar, nas regiões de Alvão-Marão e Padrela-Falperra, sobretudo em Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Mondim de Basto.

Apesar da estabilização, a continuidade da raça enfrenta desafios como o envelhecimento dos criadores, a falta de sucessão geracional, os custos de produção e o abandono rural. “A renovação geracional está muito abaixo do ritmo de envelhecimento dos atuais criadores”, alerta Paula Teixeira, que aponta ainda o acesso à terra e a burocracia como obstáculos à entrada de novos produtores.

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Insolvências de empresas aumentam 60% em Vila Real e Bragança

VTM

As insolvências de empresas dispararam nos distritos de Vila Real e Bragança nos primeiros nove meses de 2026. Entre janeiro e setembro, 32 empresas foram declaradas insolventes, contra 20 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 60%.

Bragança registou o maior número de casos, com 18 empresas insolventes, mais sete do que em 2025, uma subida de 64%. Em Vila Real, foram 14, contra nove no período homólogo, um aumento de 56%. Só entre julho e setembro, foram declaradas insolventes nove empresas nos dois distritos.

Entre os casos de maior dimensão estão a Adega Cooperativa de Alijó, no distrito de Vila Real, e o Matadouro Industrial do Cachão, no distrito de Bragança. A lista inclui ainda empresas de transportes, limpeza, agricultura, panificação e comércio, entre outras atividades.

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Cruz Verde testa resposta de emergência em simulacro

VTM

O exercício decorreu nos três turnos de laboração da empresa (durante a manhã, às 16h00 e perto da meia-noite), permitindo testar os procedimentos de primeira intervenção, evacuação e prestação de primeiros socorros, num contexto de preparação para situações de emergência.

A iniciativa teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta e a articulação entre as equipas internas da empresa instalada em Vila Real e os meios de socorro da corporação.

Segundo os Bombeiros da Cruz Verde, exercícios desta natureza são “fundamentais para a prevenção, preparação e segurança de todos os que diariamente trabalham neste espaço”, permitindo testar procedimentos e identificar aspetos a aperfeiçoar na resposta a situações de risco.

A corporação agradeceu à empresa a disponibilidade, o empenho e a colaboração dos trabalhadores envolvidos na realização do simulacro.

A VTM sabe que mais ações deste tipo, entre a corporação da Cruz Verde e outras entidades do concelho de Vila Real, se vão realizar em breve.

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Dois feridos graves após capotamento

VTM

O alerta foi dado às 19h11, de acordo com informação na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Contactado o Comando Sub-regional do Douro, foi confirmada a existência de duas vítimas em estado grave, tendo sido transportadas para o Hospital de Vila Real pelos Bombeiros Voluntários de Vila Real – Cruz Verde.

De acordo com esta fonte, tratou-se de um despiste seguido de capotamento de um quadriciclo ligeiro, vulgarmente referido como “papa-reformas”, que poderá ter rolado diversas vezes. As vítimas seriam os dois ocupantes da viatura, um homem de 78 anos e uma mulher de 49.

O comandante da Cruz Verde, José Salcedas, explicou à VTM que as duas vítimas foram consideradas graves “pelos sinais que apresentavam”. Foram encaminhadas, por isso, para a unidade hospitalar.

O acidente deu-se na CM 1234-1, em Sigarrosa, na União das Freguesias de Mouçós e Lamares. Estiveram presentes os operacionais da Cruz Verde e da Guarda Nacional Republicana (GNR), num total de 6 elementos, apoiados por 3 meios terrestres.


Notícia atualizada às 20h59 com os dados das vítimas

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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PSD diz que adiamento de reunião com ministra foi “oportunidade perdida de diálogo”

VTM

A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real lamenta o adiamento da reunião entre a ministra da Saúde e a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), agendada para quarta-feira, para discutir a organização dos cuidados de saúde na região e a criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) própria.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, os social-democratas explicam que a ministra não pôde comparecer por motivos de saúde pessoal, mas que o secretário de Estado da Gestão da Saúde estava presente e disponível para realizar a reunião. Também o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro tinha sido convocado.

Segundo o PSD, o encontro pretendia esclarecer os autarcas sobre a situação da Unidade Hospitalar de Chaves e os procedimentos necessários à criação da futura ULS do Alto Tâmega e Barroso. Estava igualmente prevista a discussão do plano de negócios e do perfil assistencial da nova entidade.

A estrutura distrital do PSD considera que os autarcas presentes recusaram realizar a reunião apenas devido à ausência da ministra, optando pelo adiamento dos trabalhos. Na sua perspetiva, a decisão representou “uma oportunidade perdida de diálogo, de esclarecimento e de construção de soluções” para a organização dos cuidados de saúde na região.

“Num assunto tão importante como a saúde, o que se exige é diálogo institucional, capacidade de entendimento e disponibilidade para encontrar soluções”, defende o PSD, que considera que o diálogo não deve ser substituído pelo confronto político quando está em causa a resposta às necessidades das populações.

No comunicado, rejeitam ainda que o adiamento possa ser transformado numa acusação política de desconsideração pelo Alto Tâmega e Barroso. Afirmam que o Governo respeita a região e os seus autarcas, mas sublinham que a disponibilidade para o diálogo institucional “não pode significar aceitar ultimatos políticos”.

O PSD de Vila Real espera que a próxima reunião, apontada para a terceira semana de novembro, permita retomar a discussão e encontrar soluções para os cuidados de saúde na região, em vez de alimentar polémicas político-partidárias.

Os deputados eleitos pelo PSD no círculo eleitoral de Vila Real reafirmam, por sua vez, o compromisso de continuar a defender a valorização dos recursos humanos e dos cuidados de saúde prestados na Unidade Hospitalar de Chaves, bem como a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso, tanto na Assembleia da República como junto do Governo.

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Bispo pede “Revalorização” do Domingo

VTM

Na mensagem de novo ano pastoral, D. António Augusto Azevedo assume existirem três linhas orientadoras para o momento atual, “marcado por incertezas e desafios”.

Isso requer da Igreja “um discernimento mais atento e, por parte dos cristãos, maior consciência e um forte compromisso com a missão”.

Destaca o prelado que “o mundo precisa que sejamos testemunhas da vida nova e da paz de Jesus Ressuscitado. Não podemos desistir de ser anunciadores do evangelho da esperança e construtores de uma magnífica humanidade”.

Com o lema para o próximo triénio “Em Cristo (re)construímos comunidades vivas”, o novo ano pastoral na diocese de Vila Real será marcado por três grandes “linhas orientadoras”, como afirmou o bispo, D. António Augusto Azevedo. A “revalorização da celebração do Domingo”, a iniciação da vida cristã para crianças e adolescentes através da catequese e o cuidado pastoral a idosos e doentes.

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Agricultores transmontanos alertam para “situação limite” do setor primário

VTM

As organizações de agricultores, cooperativas e produtores agroflorestais de Trás-os-Montes e Alto Douro manifestaram apoio às reivindicações da CAP, que exige ao Governo um pacote extraordinário de 140 milhões de euros para compensar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade do setor face a Espanha.

Francisco Pavão, da Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), destaca à VTM a “subida abrupta dos fatores de produção, fertilizantes e combustível, que nos limita muito sermos competitivos, sobretudo, perante os nossos vizinhos espanhóis, que têm apoios completamente diferenciados e muito superiores aos portugueses”.

Diz Francisco Pavão que “o agricultor é sempre aquele que é o elo mais fraco da cadeia, aquele que perde, defendendo uma política de apoio aos agricultores que acompanhe as medidas adotadas pelos restantes países europeus.

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“António Cabral é uma referência identitária para o concelho”

VTM

O mural resultou das Oficinas de Cerâmica promovidas em várias localidades do concelho, no âmbito do projeto “Território Vivo – Cultura para Todos”. Cada participante contribuiu com uma peça de barro, posteriormente integrada na composição final, transformando o trabalho individual numa homenagem partilhada à figura de António Cabral.

De acordo com o presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, “António Cabral continua, hoje, muito presente no imaginário deste território e, de um modo muito especial, em Castedo do Douro, a sua terra natal”. O autarca acrescenta que “pela sua poesia, que é intemporal, e pelo seu trabalho no estudo e divulgação dos jogos populares, António Cabral é uma referência identitária para o concelho de Alijó”.

Memória

A inauguração contou com a presença de familiares do escritor, num momento de reconhecimento da importância de preservar e transmitir o seu legado às gerações mais novas. A escolha de Castedo do Douro, terra natal do autor, reforçou a ligação entre a obra, a comunidade e a identidade local.

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The post “António Cabral é uma referência identitária para o concelho” appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

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