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Gasto com logística no Brasil deve chegar a R$ 2,2 tri em 2026, diz estudo

Os gastos com logística no Brasil devem evem alcançar a marca dos R$ 2,2 trilhões em 2026, segundo estudo do ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain).

O montante equivale a 16,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e representa o maior patamar estrutural desde 2022, de acordo com o Instituto.

O levantamento do setor considera os custos de mover, armazenar e financiar estoques no país.

Para Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pela pesquisa, esse avanço nos gastos acompanha o ciclo de aperto da política monetária. Ou seja, a taxa de juros em patamar elevado constante tem ajudado ao aumento de custos no setor logístico.

“Com a Selic nesse patamar, o capital imobilizado em mercadoria deixou de ser um custo secundário e passou a pesar de forma estrutural no resultado das empresas. Não é apenas o volume de estoque que explica a alta, mas também o custo de carregá-lo”, disse Lima.

Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, mesmo após cortes feitos pelo BC (Banco Central) neste ano.

Do ponto de vista das empresas, o estudo mostra que a logística consome, em média, 9,5% da receita líquida dos negócios brasileiros.

Por um lado, o segmento que mais pesa é o de construção. Na outra ponta, tecnologia e telecomunicações registram a menor pressão nos custos.

Esse quadro tende a se agravar a partir do ano que vem, segundo o ILOS. No Brasil, 69% das empresas acreditam que o custo de transportes aumentará em 2027, com aumento médio esperado de 9,6%.

Já em armazenagem, 44% das empresas esperam aumento de custos, com alta média de 5,7%. No segmento de estoque, 31% das empresas acreditam em uma alta média de 7,0%.

Essa perspectiva se dá em um cenário em que o e-commerce tem modificado a cadeia logística exigida para a mercadoria chegar ao destino.

O Brasil recebeu quase 110 milhões de remessas postais e expressas apenas no primeiro semestre de 2026, segundo a Receita Federal.

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Associação argentina se manifesta contra plano de demissões voluntárias

O Governo da Argentina anunciou no início desta semana um plano de demissões voluntárias para os funcionários que integram o quadro permanente da administração pública do Estado.

O presidente argentino Javier Milei diz que a medida faz parte de um pacote de reorganização do país, buscando reduzir gastos e alocar os recursos públicos de forma mais eficiente.

 

A ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado) da Argentina criticou a medida. Em nota, a entidade disse que o plano do governo de Milei “é um acordo multimilionário” que ameaça os direitos trabalhistas.

A Associação explica que esse plano de desligamento voluntário atinge mais de 21 mil funcionários e ponta que quem não aderir fica impedido de retornar à administração pública por oito anos.

“Além disso, foi confirmado que os cargos desocupados não serão substituídos e que aqueles que ocuparem um cargo sindical em vigor ou forem candidatos a eleições deverão renunciar para se inscrever na aposentadoria”, escreveu a ATE.

O decreto do governo da Argentina também determina que o plano de demissão voluntária pode ser prorrogado apenas uma única vez por mais 30 dias.

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Éder Militão retorna ao Real Madrid após 180 dias afastado por lesão grave

O zagueiro do Real Madrid e Seleção Brasileira Éder Militão voltou a disputar jogos pelo seu time após superar mais uma lesão grave em sua carreira. O atleta entrou nos minutos finais no confronto contra o Sevilla onde o Real goleou por 4 a 1, no Santiago Bernabéu.

O camisa 3 fez uma publicação em suas redes sociais, ainda sobre o efeito da emoção de sua reinserção nos gramados.

Segundo Éder, os três pilares que teve para superar essa fase foram: a fé, a família e Jaime Salón, fisioterapeuta que o acompanhou. Seu trabalho foi prestigiado pelo técnico José Mourinho, que abraçou o brasileiro antes de entrar em campo.

“Muito obrigado a todos por esta noite tão especial. Voltar depois de tanto tempo e receber esse carinho da nossa torcida foi inesquecível. Graças a Deus, à minha família, à minha esposa e a toda a equipe por esta grande vitória. E, acima de tudo, obrigado a vocês, madridistas, por estarem sempre presentes. Vocês são incríveis!”, declarou Militão.

A lesão sofrida pelo atleta foi a ruptura no tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda no duelo contra o Alavés em abril, que o afastou do campo por 180 dias. Anteriormente, o jogador passou por duas rupturas de LCA (Ligamento Cruzado Anterior).

Éder Militão se lesiona em jogo do Real Madrid
Éder Militão se lesiona em jogo do Real Madrid • Foto: Susana Vera/ Reuters

Seu retorno pode ser a melhor notícia para o elenco Merengue, a expectativa é que ele também eleve a força defensiva, e podendo competir por posição com seus concorrentes Huijsen, Rüdiger e Konaté.

Desafio na Recuperção

Para Mourinho a maior dificuldade foi controlar a ansiedade do atleta. Há aproximadamente duas semanas Militão já estava apto para retornar, porém seu histórico fez com que o time tivesse cautela.

“Ele é muito bom. Está treinando com o grupo apenas três semanas depois de ter passado tanto tempo afastado. Ainda falta muito, mas, nos treinamentos, é possível perceber o potencial que ele tem. É um jogador muito importante para o grupo. Precisamos esperar um pouco e dar a ele essas pequenas oportunidades para que recupere a confiança”, disse Mourinho após vitória do Real.

O próximo compromisso da equipe de Madri e oportunidade para Éder, será nesta quarta-feira (21) pela 3ª rodada da Champions League. Os Merengues enfrentam o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, às 16h (de Brasília).

Mourinho toma decisão sobre o futuro de Endrick no Real Madrid

 

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