❌

Reading view

Tempestades de calor se tornam mais frequentes, atingem 85% do planeta e provocam mortes, incêndios e secas

Em menos de uma vida, cerca de seis décadas e meia, as ondas de calor evoluíram de episódios esporádicos e isolados para eventos climáticos massivos e interligados, capazes de cobrir vastas áreas do planeta por meses ou até anos consecutivos.

A maior onda de calor da década de 1960 atingiu cerca de 6% do planeta enquanto se deslocava, durante 46 dias, sobre o Oceano Atlântico, partes da América Latina e da África Ocidental.

A maior onda de calor desta década percorreu quase 85% do globo ao longo de seus 367 dias de duração, alcançando as latitudes polares e afetando praticamente todos os seres humanos na Terra.

Continuar chamando fenômenos tão abrangentes de “ondas de calor” seria como chamar uma monção de chuva passageira. Para compreender a nova realidade dessas imensas extensões de calor, a Reuters consultou duas dezenas de meteorologistas e pesquisadores do clima e analisou as temperaturas de cada hora de cada dia desde 1960 em mais de um milhão de células de uma grade que cobre todo o planeta. A partir desses resultados, foi desenvolvido um novo conceito: a “tempestade de calor”.

Em termos simples, tempestades de calor são ondas de calor de proporções gigantescas. A Reuters utiliza um critério conservador para definir uma onda de calor comum: cinco ou mais dias consecutivos de temperaturas anormalmente elevadas. Em seguida, classificamos as maiores ondas de calor — aquelas que, em seu auge, cobrem pelo menos 1% do globo, uma área equivalente a aproximadamente metade do Canadá — como tempestades de calor.

Ao aplicar essa definição, a Reuters identificou uma transformação surpreendente. As tempestades de calor eram raras na década de 1960, quando havia, em média, cerca de cinco eventos ativos por ano. Nesta década, elas se espalharam pelo planeta, com uma média de aproximadamente 102 por ano.

Uma delas provocou o calor mortal registrado neste verão europeu, estabelecendo as maiores temperaturas de junho já registradas em Bordeaux, Budapeste e Bilbao. Nesta última cidade, os termômetros chegaram a 42,7°C. Ao castigar a Europa durante a maior parte de junho e julho, a tempestade de calor deformou trilhos de aço de ferrovias, provocou o que governos europeus estimaram serem mais de 10 mil mortes adicionais em uma única semana e levou cuidadores de zoológicos belgas a refrescar seus tigres oferecendo carne crua envolta em gelo.

A maior tempestade de calor já registrada — aquela que durou 367 dias, entre 2023 e 2024, e atingiu quase 85% do globo — elevou as temperaturas em partes das Filipinas a até 38 °C, tornando insuportáveis as condições para estudantes nas escolas do país, em sua maioria sem ar-condicionado. Em Manila, o professor de matemática Joel Arrojado recordou o caso de um aluno que estava com o rosto voltado para a carteira, chorando. Quando Arrojado convenceu o menino a levantar a cabeça, viu que seu rosto e peito estavam cobertos de sangue. Segundo o professor, a criança havia sofrido um sangramento nasal espontâneo, um problema comum em condições de calor extremo. À medida que o sangue continuava a escorrer pelas narinas, recordou Arrojado, o menino implorou que ele ligasse para sua mãe.

Enquanto a mesma tempestade de calor envolvia o sul da Louisiana por meses, ela agravou uma seca histórica. O estado foi consumido pelas chamas e sofreu o que o governador chamou de “o pior incêndio florestal que vimos desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial”, além de quase 600 outros incêndios registrados somente em agosto. Dois meses depois, a fumaça de um incêndio em uma área pantanosa, que ainda ardia, transformou-se em uma “superneblina” tão densa que provocou um engavetamento em uma rodovia envolvendo pelo menos 158 carros e matou sete pessoas.

A mesma tempestade de calor também contribuiu para intensificar um ciclone no Mediterrâneo em 2023, que provocou chuvas torrenciais na Líbia. Durante a madrugada, duas barragens se romperam perto da cidade costeira de Derna, arrastando bairros inteiros. Uma semana depois, de joelhos e apoiada nas mãos, Sabreen Blil cavava com as próprias mãos os escombros da casa de seu irmão, na esperança de encontrar os mortos. Enquanto chorava, recitava os nomes deles. “Taym, Yazan, Luqman, Salmah, Tumador, Hakim e a esposa dele. Meu Deus. Minha família, onde vocês estão?”, lamentava. “Ó Deus. Nem que seja apenas um — meu Deus — deixe-me encontrar pelo menos um corpo.”

Durante a peregrinação anual do Hajj, na Arábia Saudita, a tempestade de calor elevou a temperatura na Grande Mesquita de Meca a 51,8 °C, provocando a morte de mais de 1.300 peregrinos. Corpos ficaram espalhados pelas ruas. Enquanto isso, o maior incêndio já registrado na Europa se alastrava pela Grécia durante o mesmo período da tempestade de calor. As chamas mataram migrantes que atravessavam a densa floresta de Dadia. Seus corpos permaneceram na mata por dias; até mesmo os abutres que poderiam ter se alimentado deles haviam fugido do fogo.

Todas essas catástrofes, ocorridas em lugares distantes e aparentemente sem relação entre si, tinham uma conexão em comum: uma única tempestade de calor.

Retrato das secas na Bolívia
Após as tempestades de calor que atingiram a Bolívia em outubro de 2023, o Lago Titicaca, um dos maiores lagos da América do Sul, aproximou-se de níveis historicamente baixos. • REUTERS/Claudia Morales

As tempestades de calor provocam “uma grande ruptura na civilização global”, afirmou James Renwick, professor de geografia física da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia. “O calor é o maior responsável pelas mortes decorrentes das mudanças climáticas”, disse ele, observando que pode levar à “fome, à escassez de alimentos, à morte e a conflitos por recursos”.

As tempestades de calor representam uma nova maneira de compreender como o clima da Terra está mudando à medida que a humanidade lança gases de efeito estufa na atmosfera.

A constatação dos climatologistas de que a temperatura média global em 2025 ficou 1,47 °C acima do nível pré-industrial é útil para cientistas e formuladores de políticas públicas, mas, para muitas pessoas, esse dado é tão abstrato que não tem significado prático. O que as pessoas entendem são as ondas de calor — em espanhol, ola de calor; em árabe, mawjat hararia; em mandarim, rè làng.

Ainda assim, não existe uma definição universal de onda de calor. As autoridades, por exemplo, divergem quanto à duração: o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos define uma onda de calor como um período de clima “anormalmente quente e desconfortável”, que normalmente dura “dois ou mais dias”, enquanto os órgãos meteorológicos da Austrália, França, Espanha e Reino Unido estabelecem um limite de três dias. Alguns desses países também adotam critérios diferentes para determinar quais temperaturas caracterizam uma onda de calor.

Além disso, o que seria considerado uma onda de calor em Anchorage, no Alasca, não seria classificado da mesma forma na Cidade do Kuwait. O clima desses lugares é muito diferente, e uma onda de calor corresponde a um período de temperaturas elevadas incomum para determinada região.

Tempestades de calor intensificam incêndios florestais. Aqui, uma árvore queima em Mandra, Grécia, em julho de 2023, quando tempestades de calor atingiram a região durante a maior parte daquele mês. • REUTERS/Louiza Vradi
Voluntários deram água a uma ovelha resgatada de uma fazenda em chamas durante um incêndio florestal na vila de Hasia, perto de Atenas, em agosto de 2023. • REUTERS/Alkis Konstantinidis
Um homem caminhava sobre o solo rachado de um reservatório que estava secando durante a seca extrema na Catalunha, Espanha, em 2023. • REUTERS/Nacho Doce

Essas definições divergentes tornavam praticamente impossível avaliar se as ondas de calor se tornaram mais frequentes no mundo em comparação com o passado. O sistema desenvolvido pela Reuters, no entanto, oferece a precisão necessária para fazer essa análise.

Começamos determinando a faixa histórica de temperaturas para cada dia do ano, entre 1961 e 1990, em cada uma das 1,04 milhão de células de uma grade que cobre o planeta. Os dados de temperatura são provenientes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, e nossa metodologia detalhada está disponível aqui. Uma onda de calor ocorre quando a temperatura máxima diária de qualquer local atinge pelo menos o percentil 90 de sua faixa histórica — ou seja, fica entre os 10% de temperaturas mais altas — durante cinco dias consecutivos.

Assim, uma onda de calor em julho em Istambul corresponde a cinco ou mais dias consecutivos com temperaturas de pelo menos 25,6 °C, enquanto, em Phoenix, no Arizona, é necessário atingir 40,3 °C.

As tempestades de calor representam uma nova maneira de compreender como o clima da Terra está mudando.

Na definição da Reuters, uma onda de calor pode ocorrer em qualquer estação do ano. Portanto, em Istambul, uma onda de calor em janeiro corresponderia a cinco dias consecutivos com temperaturas de pelo menos 11,2 °C. Em Phoenix, o limite seria de 20,8 °C.

Para medir a extensão geográfica das ondas de calor, mapeamos células vizinhas que registram ondas de calor e formam uma área contínua. Como as ondas de calor muito extensas exercem um efeito de expansão sobre o aumento das temperaturas do planeta, a Reuters criou uma definição adicional: se, em algum momento, uma onda de calor cobrir 1% do planeta, ela será classificada como uma tempestade de calor e receberá um nome, assim como ocorre com tempestades tropicais e furacões.

Dar nomes a esses eventos é “uma maneira poderosa de fazer as pessoas entenderem que algo está acontecendo”, disse à Reuters Anthony Leiserowitz, diretor do Programa de Comunicação sobre Mudanças Climáticas da Universidade Yale. No entanto, “atualmente não fazemos isso com as ondas de calor”, afirmou, embora se estime que o calor provoque quase meio milhão de mortes por ano. Definir e nomear as tempestades de calor é uma inovação importante, acrescentou, e pode ajudar as pessoas a acompanhar seus impactos e consequências.

À medida que se multiplicaram ao longo das décadas, as tempestades de calor e as ondas de calor comuns não provocaram apenas catástrofes isoladas. Elas também contribuíram para efeitos sistêmicos e duradouros.

Esses fenômenos agravam as secas e intensificam os incêndios — do Chile à Europa, os maiores incêndios já registrados ocorreram durante tempestades de calor. Além disso, estudos constataram que mulheres expostas a esses eventos durante a gravidez têm maior probabilidade de sofrer consequências que vão desde a morte fetal até a pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morte entre mulheres grávidas e no período pós-parto.

O aumento das temperaturas também pode trazer benefícios, ao menos para algumas regiões. Atualmente, a Sibéria produz quase tanto trigo quanto a região tradicionalmente conhecida como celeiro da Rússia, próxima ao Mar Negro. Isso ocorre, em parte, porque o aumento das tempestades de calor e das ondas de calor ajudou a tornar as latitudes mais setentrionais, no extremo norte, adequadas à agricultura. Ao mesmo tempo, esses fenômenos contribuem para as secas na região do Mar Negro, reduzindo a produção agrícola ali.

Dezenas de milhares de ondas de calor comuns surgem e desaparecem todos os anos. Assim como as tempestades de calor, elas também se tornaram mais numerosas, mais do que dobrando entre a década de 1960 e esta década. A grande maioria, porém, é pequena e sequer chega a cobrir 0,01% do planeta — uma área equivalente a um quadrado que poderia ser atravessado de carro em menos de duas horas e meia. Apenas uma fração minúscula das ondas de calor cresce o suficiente para se transformar em tempestades de calor, que atualmente somam cerca de 102 por ano.

Ainda assim, as tempestades de calor agora respondem pela maior parte dos dias excepcionalmente quentes da Terra, ou seja, aqueles que estão entre os 10% mais quentes da faixa histórica. Na década de 1960, as tempestades de calor representavam, em média, 3% desses dias em qualquer ponto do planeta. O restante correspondia a ondas de calor comuns e a períodos curtos de calor que não duravam o suficiente para serem classificados como ondas de calor.

Nesta década, as tempestades de calor passaram a representar quase 43% desses dias.

À medida que as emissões de gases de efeito estufa aumentaram, também cresceram as tempestades de calor e as ondas de calor comuns. Da década de 1960 até esta década, a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou mais de 30%. Nesse período, a proporção média do planeta que provavelmente fica coberta por tempestades de calor e ondas de calor aumentou mais de 12 vezes. O El Niño — fenômeno periódico caracterizado por águas excepcionalmente quentes no Oceano Pacífico, que influencia os principais padrões climáticos — atuou como um acelerador, intensificando as tempestades de calor e as ondas de calor.

A Reuters também examinou o fenômeno oposto às ondas e tempestades de calor: as ondas e tempestades de frio. Elas diminuíram. Da década de 1960 até esta década, a área total atingida por uma onda ou tempestade de frio em um dia médio de inverno encolheu quase 80%.

Apesar de sua dimensão gigantesca, o fenômeno das tempestades de calor permaneceu praticamente invisível para o público. Até as últimas décadas, esses eventos eram mais raros e menores, o que tornava mais fácil ignorá-los.

Mas talvez tão importante quanto isso seja o fato de que eles não haviam sido definidos e nomeados de maneira precisa, como acontece com tufões e furacões. Sim, moradores de Montreal, Perth e Hong Kong sabiam que enfrentavam uma sequência de dias escaldantes, mas não sabiam que todos estavam vivenciando uma única e mesma tempestade de calor.

Como parte desta série sobre as tempestades de calor e seus efeitos, a Reuters incorporou um rastreador on-line de tempestades de calor à sua cobertura meteorológica habitual. Com essa ferramenta, as pessoas podem enxergar o que antes passava despercebido e, com esse conhecimento, contabilizar os impactos das tempestades de calor enquanto elas avançam por diferentes regiões.

A rápida evolução dos fenômenos de calor não apenas tornou cada tempestade individual maior. Agora, em contraste marcante com o que ocorria até mesmo há 20 anos, grandes tempestades de calor frequentemente se encontram, se fundem e se separam umas das outras. Tornaram-se comuns as tempestades que ocorrem em sequência, simultaneamente ou das duas formas — fenômeno que chamamos de cascatas de tempestades de calor.

A duração dessas cascatas aumentou de uma média de aproximadamente dois meses, na década de 1960, para nove meses no início dos anos 2000. Então, em 6 de julho de 2008, uma cascata começou — e não parou mais. Por mais de 18 anos consecutivos, ao longo de 6.681 dias, pelo menos uma tempestade de calor tem assolado o planeta, e frequentemente mais de uma ao mesmo tempo.

Muitas dessas tempestades foram colossais. No período de quase meio século entre 1960 e o início da atual cascata de 18 anos, apenas cinco tempestades de calor haviam atingido, em seu auge, uma área superior a um décimo do planeta, equivalente à área combinada da Europa e da Ásia. A cascata em andamento já incluiu 56 dessas megatempestades de calor.

A maior delas foi batizada de Tempestade de Calor Vera: a tempestade que matou peregrinos durante o Hajj, intensificou os incêndios florestais na Louisiana e atingiu quase 85% do planeta ao longo de seus 367 dias de duração.

Umidificador ou purificador? Qual usar com tempo seco e onda de calor

 

  •  

Walmart apresenta IA que faz compras para clientes nos EUA

O Walmart apresentou nesta quarta-feira (21) novas ​ferramentas que permitirão que agentes ​de inteligência artificial façam compras e concluam transações para os clientes.

A iniciativa ressalta o empenho do Walmart em promover compras com tecnologia de IA (Inteligência Artificial) e contrasta com a Amazon, que tem buscado ⁠limitar o acesso ​de agentes de compras de IA de ​terceiros à sua plataforma.

A rede de varejo ⁠informou que lançará os “Perfis de ⁠Agentes” no próximo mês, permitindo que ​os ‌consumidores autorizem agentes de IA individualmente, acompanhem suas ⁠compras separadamente e definam limites de gastos ou exijam aprovação para cada transação.

O Walmart afirmou que os ‌clientes ⁠poderão monitorar ‌as compras feitas por agentes de IA separadamente de seus próprios pedidos e revogar o acesso ⁠dos agentes a qualquer ⁠momento.

A empresa também lançou o “Walmart Agent Gateway”, uma plataforma que ‌permite que assistentes de IA, como o ChatGPT da OpenAI, o Gemini do Google e o Muse da Meta, se conectem diretamente aos ‌sistemas do Walmart e do Sam’s Club para pesquisar produtos e concluir compras.

O Walmart afirmou que ⁠os clientes manterão o controle sobre as compras, enquanto os agentes de IA não terão ​acesso aos dados dos cartões de pagamento e poderão ser ​bloqueados por violarem as regras da empresa.

A empresa informou que as ferramentas estarão disponíveis para todos os titulares de contas ‌do Walmart.

 

 

  •  

Capitão do Man United “culpa” decisões do técnico em goleada na Champions

Capitão do Manchester United, Bruno Fernandes disse que seu time não pressionou o suficiente e adotou um “clima de derrota” depois de sofrer um gol cedo na derrota por 4 a 1 para o Como, nesta quarta-feira (21), pela Champions League.

O resultado aumentou a pressão sobre o técnico Michael Carrick. O Como abriu o placar aos 2 minutos, e o United desmoronou. Apenas um gol de honra de Joshua Zirkzee, nos acréscimos, deixou o placar um pouco menos pesado.

“Começamos com o pé errado, e eles marcaram muito cedo”, disse Bruno Fernandes à TNT Sports. “Não houve pressão suficiente sobre a bola, nem muitos bons movimentos sem a bola. Muitas coisas não saíram como queríamos.”

“É uma decisão da comissão técnica não pressionar homem a homem e, às vezes, deixar espaço nas costas e tentar pegar a bola, esperá-los, mas, às vezes, quando você dá espaço a essas equipes, elas ganham confiança”, afirmou.

Fernandes evita criticar Carrick, mas pede mais coragem

Questionado se seus comentários significavam uma crítica à tática de Carrick, Fernandes respondeu: “Isso cabe ao técnico e à comissão avaliarem, não a mim.”

“Às vezes você precisa ser mais corajoso sob pressão, assumir o risco de pressionar alto e deixá-los desconfortáveis.”

A situação de Carrick se tornou cada vez mais delicada, já que o United agora está há sete jogos sem vencer.

“Foi mais do que decepcionante”, disse à TNT Sports o técnico de 45 anos. “Acho que todos precisam assumir a responsabilidade. Eu assumo a responsabilidade pelo time e pelo desempenho como um todo, isso para em mim, e estou bem com isso.”

Carrick pede desculpas pela atuação do United

“Mas, como torcedor deste clube, ver uma atuação como essa é inaceitável, preciso dizer.”

Carrick disse que o time não mostrou a intensidade necessária.

“É a motivação, o propósito e a intensidade que você precisa levar para um jogo de futebol. Hoje não levamos isso”, afirmou. “Preciso pedir desculpas pela atuação.”

Fernandes também questionou a mentalidade do United após o revés inicial. “Sofrer cedo faz com que a gente entre no jogo com um clima de derrota”, disse.

O United soma três pontos nas três primeiras partidas da Champions League e recebe a Roma em seu próximo jogo na competição.

Champions: técnico leva garrafada, pede demissão, mas fica no Fenerbahçe

  •  

Ex-jogador do Chiefs morre aos 37 anos; Mahomes promete ajuda à família

Ex-defensive end do Kansas City Chiefs, da NFL, Allen Bailey morreu aos 37 anos.

“Nossos corações estão com a família dele”, disse o técnico do Chiefs, Andy Reid, ao iniciar sua entrevista coletiva na quarta-feira (21). “As orações estão com eles. Jovem demais, obviamente. Um dos meus jogadores favoritos. Ótimo garoto. Só lamento muito que isso tenha acontecido com ele.”

Bailey foi encontrado morto na terça-feira (20), em sua casa na Flórida, e a família disse ao “TMZ” acreditar que ele morreu de causas naturais. Nenhuma causa oficial da morte havia sido divulgada até a tarde de quarta-feira.

“Allen Bailey foi um excelente companheiro de equipe, um homem generoso e uma alma gentil”, publicou o Chiefs nas redes sociais na quarta-feira. “Estamos profundamente tristes ao saber de sua morte, e nossos pensamentos e orações estão com sua família e amigos.”

Bailey foi escolhido na terceira rodada do Draft de 2011

O Kansas City escolheu Bailey na terceira rodada do Draft da NFL de 2011, vindo da Universidade de Miami.

Em 133 jogos de temporada regular (70 como titular) pelo Chiefs (2011 a 2018) e pelo Atlanta Falcons (2019 e 2020), ele somou 248 tackles, 22 sacks, 40 tackles para perda, 40 hits no quarterback, quatro fumbles forçados e sete fumbles recuperados, um deles devolvido para touchdown.

Também disputou seis jogos de playoffs (cinco como titular), com dez tackles, dois sacks e dois fumbles forçados.

“Descanse em paz, Allen Bailey”, publicou o Falcons nas redes sociais, acompanhado do emoji de mãos em oração. “Enviamos nossas mais profundas condolências à família e aos amigos.”

Mahomes diz que companheiros vão ajudar a família

O quarterback do Chiefs, Patrick Mahomes, disse na quarta-feira que Bailey foi a primeira pessoa que viu ao entrar no vestiário, depois de ser escolhido no Draft de 2017.

Ao ver o robusto e atlético Bailey, com 1,91 m e 131 kg, Mahomes percebeu que já não estava mais na faculdade e classificou o momento como “surreal”.

“Obviamente, é terrível ouvir a notícia”, disse Mahomes, que foi companheiro de Bailey por duas temporadas. “Um ótimo companheiro de equipe, daqueles jogadores que mantêm o grupo unido. Ele faz jogadas. Não é necessariamente um superastro, mas é aquele cara que faz tudo funcionar.”

“Estamos rezando pela família dele. Como companheiros de equipe, conversamos e sabemos que vamos fazer o que pudermos para apoiar essas pessoas.”

Ex-jogador brilhou em Miami e foi duas vezes All-ACC

Natural de Sapelo Island, na Geórgia, Bailey disputou 50 jogos pelo Miami Hurricanes entre 2007 e 2010, com 107 tackles, 19 sacks, 31 tackles para perda e dois fumbles forçados. Foi duas vezes selecionado para o All-Atlantic Coast Conference.

“É terrível, especialmente com todo o bem que ele fez”, disse Reid sobre a morte de Bailey. “Ele tem uma família, e isso é muito triste. Sei que o pai dele também morreu jovem. Faz a gente passar mal quando isso acontece com alguém tão jovem.”

Dono de clube da NFL é suspenso por caso de prostituição; entenda

  •  

Anea eleva estimativa para a safra de algodão do Brasil em 2026/27

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a ​safra de algodão do Brasil colhida ​neste ano e também elevou a projeção para a temporada 2026/27, citando uma possível janela favorável ao plantio no maior exportador global da pluma, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Grande parte do algodão cultivado no Brasil é plantado na segunda safra, notadamente em Mato Grosso, após a colheita da soja. Uma semeadura acelerada ⁠da oleaginosa no principal Estado ​produtor do país traz um cenário favorável.

A estimativa de produção ​em 2026/27 foi ampliada em 5,9% em relação à previsão de agosto, ⁠para 4,267 milhões de toneladas. O volume ⁠ficaria próximo das 4,271 milhões de toneladas do ciclo anterior, ​cuja ‌estimativa da Anea subiu 2,2% ante o volume previsto em agosto.

“A revisão (de ⁠2026/27) considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo”, disse o presidente da Anea, Dawid ‌Wajs, ⁠ponderando em nota ‌que a entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente aqueles relacionados ao El Niño.

Com duas safras consecutivas em patamares recordes acima de 4,2 milhões de toneladas, o ⁠Brasil deverá manter volumes expressivos na exportação, ⁠já que a demanda está firme, disse Wajs.

“A gente acredita que ainda o Brasil deve ‌bater recorde de exportação no combinado de segundo semestre do ano 2026 com o primeiro semestre do ano 2027, porque temos safra consideravelmente grande e esse algodão tem que sair”, disse.

Os embarques no segundo semestre deste ano ‌são estimados em cerca de 1,6 milhão de toneladas, enquanto no primeiro semestre do ano que vem são vistos em 1,8 milhão de toneladas, ⁠segundo a Anea, que debateu os números em reunião do Comitê de Oferta e Demanda da entidade na terça-feira.

O presidente da Anea disse que o setor ​tem visto “crescimento muito relevante” no terceiro trimestre nas exportações de países como Índia, Bangladesh, ​Turquia e Vietnã.

Com a produção elevada, a Anea também revisou os estoques de passagem em dezembro de 2026 para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,914 milhões na previsão anterior.

  •  

Empresa estatal do Egito volta ao mercado e compra cargas de trigo

A Future of Egypt, ​empresa estatal egípcia responsável pela compra de grãos, adquiriu cerca de cinco cargas de trigo nesta semana, em uma de suas primeiras importações conhecidas nos últimos meses, segundo informaram seis fontes do setor à Reuters, à medida que as ⁠interrupções nas exportações do ​Mar Negro reduzem a oferta.

O trigo foi ​adquirido por meio de negociações privadas, e não por licitação. ⁠A origem das cargas ainda ⁠não está clara, mas quatro operadores afirmaram ​que ‌elas devem vir da Europa, incluindo França e Romênia.

A ⁠compra marca um retorno ao mercado para a empresa estatal egípcia, que permaneceu praticamente à margem nos últimos meses em meio ‌às ⁠interrupções no ‌abastecimento causadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

O Egito comprou uma quantidade recorde de trigo de produtores ⁠locais este ano, enquanto as ⁠autoridades afirmaram que as reservas estratégicas eram suficientes para cobrir as necessidades ‌domésticas por vários meses.

A Rússia e a Ucrânia atenderam mais de 82% das importações de trigo do Egito no primeiro semestre de 2026. Contudo, ataques recíprocos a portos, ‌terminais de exportação e navios comerciais forçaram os transportadores a adiar ou cancelar cargas, levando os importadores a ⁠buscar fontes alternativas de abastecimento.

A interrupção também forçou alguns exportadores russos a redirecionar cargas por portos do Báltico, embora ​os comerciantes afirmem que as rotas alternativas tenham capacidade muito ​menor do que a do Mar Negro.

Os comerciantes afirmaram que o comprador estatal tem se mostrado mais ativo recentemente na solicitação de indicações de ‌preços e ofertas.

  •  

OpenAI expande anúncios do ChatGPT para mais países

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (21) que está expandindo anúncios no ChatGPT para mais 26 países, elevando o total para 89. A medida é uma tentativa da empresa de reforçar seu negócio de publicidade e impulsionar a receita antes de uma possível oferta pública inicial (IPO).

A empresa afirmou em agosto que seu negócio de publicidade havia atingido uma receita anualizada de US$ 1 bilhão.

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos no início deste ano. Desde então, mais de 100 mil anunciantes já veicularam campanhas na plataforma, segundo a desenvolvedora.

A expansão adiciona mais 14 países da América Latina, incluindo Argentina, Chile, Colômbia e Peru. México e Brasil já contavam com anúncios no chatbot de IA.

A publicidade também está sendo incorporada em mercados da Europa, Oriente Médio, África e Ásia, incluindo Nigéria, África do Sul, Sérvia, Ucrânia, Camboja, Bangladesh e Paquistão.

Os anunciantes podem acessar os anúncios do ChatGPT nos novos mercados por meio de parceiros tecnológicos ou obter acesso de autoatendimento via Gerenciador de Anúncios.

As propagandas serão exibidas apenas nos planos Gratuito e Go do ChatGPT. Assinaturas Plus, Pro e Enterprise permanecerão sem anúncios.

Em setembro, a OpenAI apresentou ferramentas com inteligência artificial para anunciantes e começou a testar agentes patrocinados por empresas com anunciantes selecionados nos EUA.

  •  

PSG x Lyon pode ser adiado em meio a protestos, diz imprensa francesa

A partida da Ligue 1 entre PSG e Lyon, marcada para o próximo domingo (25), pode ser adiada após a Prefeitura de Polícia de Paris manifestar preocupações com a segurança em meio à onda de protestos que continua se espalhando pelo país, informou a imprensa francesa nesta quarta-feira (21).

Segundo os veículos, a Prefeitura de Polícia solicitou à Liga de Futebol Profissional da França (LFP) que reprograme a partida, prevista para acontecer em Paris.

O jornal esportivo L’Équipe informou que o jogo pode ser transferido para segunda-feira (26), embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada.

As autoridades francesas realizarão uma operação de segurança de grandes proporções para os protestos previstos para o fim de semana, com o reforço de tropas às forças policiais.

A declaração do primeiro-ministro Sébastien Lecornu foi feita após uma onda de tumultos e saques atingir Paris e outras cidades francesas na última semana.

A partida entre PSG e Lyon é um dos vários eventos esportivos de grande destaque programados para este fim de semana na região da capital francesa.

O Pittsburgh Steelers enfrenta o New Orleans Saints em uma partida da temporada regular da NFL, no domingo (25), no Stade de France. O evento deve exigir um significativo contingente policial.

Em paralelo, a partida em casa do Toulouse contra o Troyes, pela Ligue 1, já foi transferida de sábado para domingo a pedido das autoridades locais, informou a LFP nesta quarta-feira (21).

A violência registrada no último fim de semana ocorreu após semanas de protestos estudantis em grande parte pacíficos e manifestações mais amplas contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Na segunda-feira (19), as autoridades francesas impuseram toques de recolher em áreas de várias cidades.

Aston Villa anuncia contratação de jovem estrela do PSG em definitivo

  •  

Tenistas perderão isenção nas regras antidoping em 2027; entenda

Os tenistas perderão uma isenção de longa data em relação às rigorosas exigências antidoping sobre a indicação de sua localização durante os torneios a partir de janeiro de 2027, informou a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) nesta quarta-feira (21).

Alterações no Código Mundial Antidoping exigem que os jogadores incluídos no Grupo de Testes Registrados (RTP) de um esporte disponibilizem uma janela diária de 60 minutos para testes durante as competições a partir de 2027, encerrando uma isenção anteriormente concedida ao tênis devido à imprevisibilidade das agendas dos jogadores.

A ITIA, órgão independente que zela pela imparcialidade no esporte, informou que reduzirá o tamanho de seu RTP, transferindo cerca de 80% dos jogadores atualmente no grupo para um grupo de testes ampliado, no qual a exigência diária de 60 minutos não se aplicará.

“Os jogadores que permanecerem no RTP reduzido deverão disponibilizar uma janela de tempo diária de 60 minutos, assim como os atletas de todos os esportes em conformidade com a Wada (agência antidoping mundial), tanto dentro quanto fora de competição”, acrescentou a ITIA.

O número de jogadores selecionados em ambos os grupos de testes será, em linhas gerais, consistente com os grupos atuais, e é improvável que a frequência e o volume dos testes sejam alterados.

As novas regras também proporcionarão maior proteção aos jogadores que puderem comprovar que um resultado positivo no teste foi causado por contaminação, inclusive por medicamentos, alimentos ou bebidas, exposição ambiental ou outra pessoa.

Elas também proporcionarão maior flexibilidade nas sanções em determinadas circunstâncias, com opções focadas na reabilitação em alguns casos de uso recreativo de drogas não relacionados ao desempenho esportivo.

Os atletas serão informados em novembro a qual grupo foram designados, embora as classificações individuais não sejam divulgadas publicamente.

Todos os atletas, independentemente de seu status no grupo de testes, devem fornecer uma amostra quando solicitado por uma autoridade de controle de doping. A recusa pode acarretar uma suspensão de até quatro anos.

Zverev exalta liderança do ranking até o fim de 26: “Sonho realizado”

  •  

Mulher que acusa Russell Brand de estupro diz que ele a tratou como animal

Uma mulher que acusou Russell Brand de estuprá-la na casa dele disse que o confrontou, afirmando que ele a havia tratado como um animal quando ele mais tarde lhe enviou uma mensagem, segundo declaração feita nesta quarta-feira (21) no julgamento do ator e comediante britânico.

Brand, que já foi um dos apresentadores de maior destaque do Reino Unido e ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, está sendo julgado por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de ato obsceno contra seis mulheres entre 1999 e 2009.

O ator de 51 anos nega as acusações e disse à polícia, após sua prisão, que nunca havia se envolvido em atividade sexual não consensual e que as denunciantes poderiam ter reimaginado os acontecimentos.

A última denunciante no caso, que alega que Brand a estuprou analmente depois que ela foi voluntariamente à casa dele para ter relações sexuais consensuais, disse que, cerca de seis meses após o suposto incidente, ela por acaso viu o comediante no Festival de Edimburgo, onde estava trabalhando.

Em um depoimento à polícia reproduzido no tribunal, ela disse que ele então lhe enviou uma mensagem de texto, à qual ela respondeu, questionando por que ele estava mandando mensagens para ela.

“Porque você é nojenta e eu quero te humilhar ainda mais”, afirmou ele, segundo ela.

A mulher contou à polícia que respondeu a Brand dizendo que ele já a havia levado longe o suficiente e “a tratou como um animal”. A resposta imediata dele foi “Sinto muito”, disse ela.

A troca de mensagens a deixou se sentindo “realmente humilhada” e “como um pedaço de carne”, afirmou ela no depoimento.

Na terça-feira (20), o tribunal ouviu que a mulher havia concordado em participar de um encontro sexual com Brand e outra mulher no camarim do comediante após assistir a uma de suas apresentações e, cerca de uma semana depois, foi à casa dele para ter relações sexuais consensuais.

O advogado de Brand, Ian Winter, argumentou com a mulher — que se descreveu como uma grande fã de Brand — que ela havia concordado em fazer sexo anal com o comediante. Ele sugeriu que ela atendeu ao pedido dele porque era “jovem, impressionável e obcecada” por ele.

“Eu não concordei em fazer isso”, ela repetiu várias vezes. “Eu não dei meu consentimento para isso”. Ela afirmou que ele ignorou seus pedidos para que parasse.

Depois disso, ela afirmou que Brand parecia horrorizado e que ela achou que ele fosse se desculpar, mas, em vez disso, ele disse a ela: “você precisa limpar a bagunça” e, em seguida, ficou assistindo televisão, atendeu uma ligação e saiu do quarto.

IBGE: maioria das vítimas de violência sexual tinha 13 anos ou menos

 

  •  

Ações da Netflix caem diante de preocupações com audiência e receita

As ações da Netflix caíam quase 5% nesta quarta-feira, depois que as perspectivas pouco animadoras da empresa em relação aos lucros e à publicidade aprofundaram as preocupações dos investidores com a desaceleração do crescimento da audiência e da receita, em meio à forte concorrência no setor de streaming.

As ações já caíram mais de 26% neste ano e, se as perdas atuais se mantiverem, a gigante do streaming pode perder cerca de US$ 13,4 bilhões em valor de mercado.

 

 

O desempenho das ações ressalta os desafios crescentes enfrentados pela Netflix — desde a derrota na disputa pela aquisição da Warner Bros Discovery no início deste ano até a defesa de seu modelo de assinatura paga contra rivais digitais gratuitos e a competição em um mercado de streaming cada vez mais consolidado.

À medida que os espectadores migram para plataformas gratuitas e geradas por usuários, como o YouTube e o TikTok, a Netflix também enfrenta mudanças nas preferências, com predileção por vídeos curtos em detrimento de conteúdo premium.

A Netflix, que deixou de divulgar o número de assinantes desde 2025, registrou um aumento de 11,8% na receita do terceiro trimestre, para US$ 12,87 bilhões, em linha com as estimativas de Wall Street, mas o menor crescimento em quase três anos.

A empresa também reduziu sua previsão de receita publicitária para 2026 para cerca de US$ 2,7 bilhões, ante os cerca de US$ 3 bilhões projetados anteriormente.

“O crescimento claramente desacelerou na Netflix”, afirmaram analistas da Evercore ISI em uma nota.

A Evercore atribuiu essa desaceleração à maturidade do mercado; à concorrência constante de plataformas como YouTube, Amazon e Disney; aos desafios potenciais de conteúdos de formato curto, como TikTok e YouTube; e à má execução do conteúdo.

Em uma teleconferência após a divulgação dos resultados, o co-CEO Ted Sarandos reconheceu que a empresa “poderia ter se saído melhor”.

Mais de 20 corretoras reduziram seus preços-alvo para as ações da Netflix após a divulgação dos resultados, de acordo com dados da LSEG.

Sarandos disse na terça-feira que a empresa planeja se concentrar em seu negócio principal, que é a produção de séries de TV e filmes de qualidade, para tornar a Netflix um serviço indispensável, e que a recente reorganização executiva foi um passo nessa direção.

A empresa substituiu recentemente a diretora criativa Bela Bajaria e anunciou que o chefe da divisão de cinema, Dan Lin, está deixando a empresa, além de ter cortado 6% de sua força de trabalho.

Receitas de música têm alta em 2024 com impulso de streaming

  •  

Preço global do diesel deve permanecer alto, apesar do acordo EUA-Rússia

O acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a Rússia para fornecimento de diesel aos mercados americano e global não deverá reduzir significativamente os preços do combustível, afirmaram analistas ​e agentes do mercado, ressaltando que os volumes prometidos são muito pequenos para aliviar a escassez mundial de oferta.

Os ​preços do diesel dispararam para níveis recordes durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, criando um problema político para Trump e seu Partido Republicano, que estão em campanha para manter suas estreitas maiorias no Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Críticos da medida de Trump afirmaram que o levantamento das sanções

ao diesel russo poderia ajudar Moscou a financiar novos ataques à Ucrânia, minando anos de esforços para conter as receitas energéticas russas e aumentando o risco de que o Kremlin lucre, enquanto os consumidores obtêm pouco alívio dos preços altos dos combustíveis.

Trump afirmou que a Rússia exportaria imediatamente 300 mil toneladas, ou 2,25 milhões de barris, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.

Analistas afirmaram que talvez não seja possível para a Rússia produzir diesel excedente suficiente no curto prazo ⁠para atingir essas metas ambiciosas, enquanto um mercado global de petroleiros sobrecarregado também pode dificultar ​os embarques em tempo hábil.

Analistas também afirmaram que é improvável que os volumes anunciados reduzam significativamente os preços do diesel. Os preços de varejo do diesel nos EUA ultrapassaram US$6 ​por galão em setembro pela primeira vez na história e permanecem acima desse nível desde então.

Grandes promessas, impacto limitado

Michelle Brouhard, chefe de política e risco geopolítico da Kpler, afirmou que seriam necessários 400 mil barris ⁠por dia adicionais de oferta de diesel para aliviar significativamente os preços no mercado atual.

No entanto, ⁠o embarque inicial de aproximadamente 2,2 milhões de barris equivaleria a apenas cerca de 73 mil bpd se distribuído ao longo de um mês.

Ela disse que, por ​si ‌só, esse volume provavelmente não afetaria significativamente os preços globais do diesel.

Caspian Conran, economista-chefe da consultoria Baringa, estimou que o mercado precisaria de um volume adicional de 850.000 bpd para produzir uma queda imediata nos preços.

Trump afirmou ⁠inicialmente que a Rússia forneceria diesel imediatamente aos mercados dos EUA e global para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis, mas posteriormente disse que as cargas russas seriam liberadas para os mercados globais, em vez de serem enviadas aos EUA. Isso levantou dúvidas sobre se o acordo proporcionará o alívio no abastecimento interno prometido pelo presidente.

“O diesel que Putin iria vender, de uma forma ou de outra, seria disponibilizado ao mercado global”, afirmou o secretário de ‌Estado dos EUA, ⁠Marco Rubio, no fim de semana. “A ‌única diferença é a quantidade que os EUA iriam receber.”

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, disse que Trump anunciou que “quantidades enormes” de diesel russo abastecerão os mercados globais e reduzirão os preços no país e no exterior.

“O presidente Trump continua a garantir bons acordos, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”, afirmou Rogers.

Sistema de refino sob pressão, altas taxas de frete

Não ficou claro se a Rússia poderá aumentar substancialmente as exportações de ⁠diesel no curto prazo, devido à disponibilidade limitada para exportação e aos elevados custos de frete.

Dados de transporte marítimo divulgados na ⁠terça-feira mostraram que algumas cargas de diesel russo estavam retornando aos seus destinos tradicionais após os EUA suspenderem as sanções e garantirem o fim da proibição de exportação. Pelo menos dois navios-tanque sinalizavam viagens para a Turquia e o Brasil.

Os dados também mostraram que ‌a Rússia retomou os carregamentos de diesel para exportação a partir do porto báltico de Primorsk, após um acordo entre Washington e Moscou para fornecer combustível aos mercados globais.

As interrupções nas exportações de diesel da Rússia — o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos EUA — e do Oriente Médio atingiram 1,3 milhão de barris por dia em setembro, cerca de 4,5% da demanda global por diesel e gasóleo.

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) alertou que a escassez pode persistir até 2027.

“Questionamos se as refinarias da Rússia seriam capazes de suportar um aumento nas exportações, considerando que, segundo algumas estimativas, até ‌45% da capacidade de refino do país está atualmente fora de operação”, disse Mary Melton, analista da empresa de petroleiros Braemar.

Para entregar os volumes anunciados além das exportações existentes, a Rússia precisaria produzir cerca de 384 mil a 509 mil barris por dia de diesel, afirmou a Fundação de Pesquisa em Política Energética em uma nota.

Atualmente, a Rússia produz cerca de 1,4 milhão de barris por dia e consome ⁠aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia no mercado interno, deixando pouco excedente disponível para exportação.

Traders observaram que o país está importando destilados no momento e carece de produção e volumes excedentes suficientes.

Embora o fim dos ataques possa permitir que as instalações danificadas comecem os reparos e, eventualmente, retornem aos mercados internacionais, fontes afirmaram que é improvável que isso ocorra antes do final do ano — uma visão amplamente compartilhada pelo mercado.

A Ucrânia retomou seus ataques ​a refinarias russas na semana passada com um ataque a uma unidade na região de Ryazan.

Além disso, as taxas de frete para as exportações russas de petróleo e combustível também subiram acentuadamente em meio a riscos de segurança ​intensificados no Mar Negro.

Um mercado global de petroleiros restrito também elevou o custo do transporte de cargas.

Muitos proprietários e operadores de petroleiros estão provavelmente relutantes em transportar diesel russo em seus navios, temendo que futuros clientes possam evitar esses navios devido à preocupação de que tenham transportado cargas sujeitas a sanções, disse uma fonte de uma empresa dona de petroleiros.

Embora Trump tenha suspendido temporariamente as sanções dos EUA, outros países ocidentais ainda mantêm sanções em vigor, observou a fonte.

  •  

Temporada de balanços dos bancos começa com foco na inadimplência

A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa nesta semana e a qualidade dos ativos no setor continua sendo um ponto de atenção dos investidores, diante do nível de endividamento das famílias brasileiras ainda elevado, inadimplência alta e possível adoção de medidas macroprudenciais.

Mas, na visão ​da equipe do UBS BB liderada pelo analista Thiago Batista, será fundamental também a mensagem que as instituições financeiras vão passar aos investidores em suas ​conferências sobre os números, uma vez que a maioria das divulgações ocorrerá após o resultado do segundo turno da eleição presidencial no país, no próximo domingo.

As ações dos maiores bancos brasileiros tiveram desempenho vultuoso após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alimentou a percepção de aumento da probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e nos resultados fiscais.

Apenas no dia 5, considerando os dados de fechamento, BTG Pactual Unit disparou 22,52%, Bradesco PN saltou 13,57%, Banco do Brasil subiu 11%, Itaú Unibanco PN avançou 10,37% e Santander Brasil Unit terminou com acréscimo de 2,63%. No mesmo pregão, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com elevação de 7,7%.

No final de setembro, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. Em julho, havia ficado em 6,4%.

O BC tem sinalizado que está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, o que levou o mercado a trabalhar com um cenário de potenciais medidas macroprudenciais, ⁠que podem incluir aumento das exigências de capital e de compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no IOF (Imposto sobre ​Operações Financeiras) e adoção de um ACCPBrasil (Adicional Contracíclico de Capital Principal).

BB ainda preocupa

BB é o que mais preocupa analistas do setor.

A equipe do BTG Pactual liderada por Eduardo Rosman ressaltou que permanece cautelosa com a ação, dada a fraqueza operacional ​do banco, apesar do potencial impulso de confiança decorrente de uma mudança de governo, que atualmente parece ser o cenário-base dos investidores.

Os analistas do BTG destacaram em relatório de segunda-feira (19) que a magnitude do aumento das provisões do BB no terceiro trimestre ainda é incerta.

Segundo eles, ⁠diante da maior concentração de vencimentos de empréstimos do agronegócio no período e da ausência de melhora na pontualidade dos pagamentos, ⁠as provisões do banco podem crescer “de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral”.

Enquanto isso, analistas do JPMorgan liderados por Yuri Fernandes cortaram a recomendação sobre as ações do BB para “underweight” conforme relatório no último dia ​6, ‌ressaltando que a recuperação do banco pode levar alguns anos.

Para os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, do Citi, as baixas taxas de regularização de pagamentos e a ausência de benefícios relevantes da MP 1376 reforçam a visão de que os desafios relacionados à qualidade dos ativos no crédito rural ⁠provavelmente persistirão em 2027 para o BB.

Rosman e a equipe do BTG não descartam uma queda de 50% a 60% no lucro antes dos impostos (EBT) do Banco do Brasil em relação ao trimestre anterior, para cerca de R$ 2 bilhões, com lucro líquido mais próximo de R$ 1,9 bilhão, o que representaria um tombo de 50% na comparação trimestral, com retorno sobre o patrimônio de aproximadamente 4%.

O BB será o último entre os bancos do Ibovespa a reportar seus números, em 11 de novembro, após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$3,7 bilhões.

Bradesco, NU e Santander Brasil

No caso do ‌Bradesco, que abre o ⁠calendário do setor no Ibovespa, na quinta-feira (22), ‌após o fechamento do mercado, a expectativa dos analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra, é de que seja um resultado com viés “levemente negativo”.

A expectativa decorre de níveis mais elevados de provisões que devem mais do que compensar a recuperação sequencial da margem financeira com clientes (NII), fazendo com que o banco dependa dos resultados de seguros e do controle de custos para sustentar um lucro líquido estável.

A equipe do Citi prevê um resultado misto para o Bradesco, avaliando que as esperadas receitas fortes com tarifas e atividades relacionadas a mercados devem compensar apenas parcialmente as pressões sobre a qualidade dos ⁠ativos.

Os analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do Bradesco no mesmo relatório do começo do mês para “overweight”, destacando que, embora continuem cautelosos em relação ao ⁠cenário operacional de curto prazo, acreditam que o banco oferece uma oportunidade de recuperação mais atraente a partir dos níveis atuais, com o “valuation” e a confiança do mercado já precificando uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.

De acordo com estimativas compiladas pela LSEG, o Bradesco deve mostrar lucro líquido de R$ 7,1 bilhões para o terceiro trimestre.

O Nubank, por ‌sua vez, deve continuar apresentando uma forte expansão das receitas, segundo cálculos da equipe do UBS BB, em linha com o observado nos últimos trimestres, o que os analistas avaliam que deve sustentar uma expansão moderada do lucro na comparação sequencial.

“Ao mesmo tempo, esperamos um aumento das provisões em relação ao trimestre anterior”, afirmaram, ressaltando que o programa governamental de renegociação de dívidas Desenrola teve um impacto positivo sobre o custo de crédito da Nu no segundo trimestre, benefício que deverá ser menor no terceiro trimestre.

As estimativas da LSEG apontam lucro de US$ 1,09 bilhão para o Nubank, que divulga seu balanço em 12 de novembro.

Para o Santander Brasil, a expectativa da equipe do Safra é de um trimestre fraco, “uma vez que o crescimento moderado da carteira de crédito, a contínua compressão dos spreads e a deterioração persistente da qualidade dos ativos devem levar a ‌mais uma queda sequencial tanto do lucro antes dos impostos quanto do lucro líquido”.

Tal premissa é referendada pelos analistas do Citi, que esperam que uma dinâmica menos favorável da margem financeira (NII) e os elevados custos de crédito mais do que compensem o crescimento saudável da carteira de empréstimos.

“A qualidade dos ativos (do Santander Brasil) continua sendo o principal ponto de atenção, com pressões nos segmentos de cartões de crédito para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio”, afirmaram. “Por outro lado, as receitas de tarifas e a disciplina no controle de custos devem ⁠oferecer algum suporte aos resultados.”

O Santander Brasil apresenta seu desempenho em 28 de outubro, com as previsões da LSEG apontando lucro de R$3,2 bilhões.

Itaú e BTG sem surpresas

Em meio a expectativas de mais um trimestre desafiador para os bancos brasileiros, os analistas do Safra avaliam que o Itaú Unibanco deverá apresentar um conjunto de resultados com a resiliência da qualidade dos ativos e o controle disciplinado de custos ajudando a sustentar os lucros, apesar do crescimento mais fraco da carteira de crédito e das receitas de tarifas.

O Citi também aguarda um trimestre sólido para o Itaú, com poucas surpresas, com crescimento saudável da ​carteira de crédito, margem financeira (NII) resiliente, qualidade dos ativos estável e manutenção da disciplina no controle de custos.

“Os resultados do Itaú têm sido consistentes e relativamente previsíveis, e acreditamos que essa tendência continuará no terceiro trimestre”, reforçaram Batista e equipe, do UBS BB, em relatório nesta semana.

Para o balanço do ​BTG Pactual, a expectativa também é positiva.

Os analistas do Citi esperam mais um trimestre sólido, com crescimento moderado dos lucros na comparação trimestral, afirmando que a área de crédito deve continuar sendo o principal destaque, sustentada por uma expansão saudável da carteira de empréstimos, spreads estáveis e uma dinâmica favorável de provisões.

A equipe do UBS BB também avalia que as operações de crédito do BTG devem continuar apresentando um sólido ritmo de crescimento, tanto nos segmentos de pessoa física quanto corporativo, mas veem as receitas de banco de investimento ainda fracas na base trimestral, seguindo o desempenho registrado já no segundo trimestre.

Itaú divulga seus números em 3 de novembro e BTG, no dia 10. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$12,6 bilhões para ‌o Itaú e de R$5,2 bilhões para o BTG.

  •  

Milan apoia boicote de torcedores contra a Udinese por ingressos caros

O Milan declarou apoio aos torcedores que planejam boicotar a partida contra a Udinese, neste domingo (25), pelo Campeonato Italiano. O protesto é motivado pelo alto preço dos ingressos destinados aos visitantes, que custam 65 euros (cerca de R$ 400).

Em comunicado, o clube afirmou que os valores excessivos podem ampliar as divisões entre as equipes e prejudicar os esforços para fortalecer a imagem do futebol italiano.

“A projeção internacional do futebol italiano depende muito da lealdade e da paixão dos torcedores de clubes como o Milan”, declarou o clube.

“Cobrar preços excessivos desses mesmos torcedores em jogos fora de casa não é apenas injusto, mas também prejudica a união da liga, em um momento em que o futebol italiano precisa se unir para competir com a Premier League e outras ligas europeias.”

Milan propõe limite para ingressos de visitantes

O Milan também pediu à Serie A, a liga que organiza a primeira divisão italiana, que considere estabelecer um teto para os preços dos ingressos destinados aos torcedores visitantes em todas as partidas do campeonato.

Como exemplo, o clube citou a Premier League, da Inglaterra, que estabelece um limite de 30 libras (cerca de R$ 200) para ingressos de visitantes.

Além disso, o Milan advertiu que poderá adotar uma política de reciprocidade. Pela proposta, torcedores de clubes que cobrarem valores acima da média dos milanistas em jogos fora de casa poderão pagar mais caro para acompanhar suas equipes no San Siro, estádio do clube, respeitando os regulamentos da liga.

Segundo o Milan, a receita adicional seria destinada à Fondazione Milan, instituição ligada ao clube que desenvolve iniciativas sociais e beneficentes.

“O futebol italiano não pode se tornar mais forte tratando os torcedores de maneira diferente de acordo com o tamanho de seus clubes”, acrescentou a equipe.

Preço dos ingressos é alvo de protestos da torcida

A insatisfação com os preços dos ingressos não é recente entre os torcedores do Milan. O grupo organizado Curva Sud já havia boicotado uma partida fora de casa contra a Juventus, em 2023, em protesto contra os valores cobrados.

Na temporada passada, o grupo voltou a criticar os preços praticados nos confrontos contra a Juventus e também acusou o Torino de cobrar valores excessivos dos torcedores visitantes.

O debate sobre o custo dos ingressos ganhou força com a cobrança por medidas que tornem as partidas mais acessíveis aos torcedores e preservem a participação das torcidas nos estádios.

Juventus e Milan ficam fora da Champions League após quase 35 anos

 

  •  

Presidente da OpenAI defende regulação da IA, mas financia grupo opositor

Enquanto executivos da OpenAI intensificam seus apelos públicos por regras federais de segurança para IA, um grupo político que o presidente da desenvolvedora ajudou a financiar está gastando milhões para eleger membros do Congresso que se opõem a restrições à tecnologia.

As práticas de segurança da OpenAI têm estado no centro das atenções nos últimos meses, depois que a empresa revelou que um enxame de seus agentes de IA escapou do controle e invadiu a plataforma de IA Hugging Face.

O presidente da companhia, Greg Brockman, estava entre o grupo de seis executivos de tecnologia que posteriormente assinaram o acordo voluntário de segurança de IA do presidente dos EUA, Donald Trump, em nome de suas empresas, concordando em trabalhar com “auditores independentes” e garantir que suas ferramentas de IA não “invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”.

No entanto, o grupo político Leading the Future, apoiado por uma doação de US$ 25 milhões de Brockman e sua esposa, Anna, se opõe a regulamentações que “restringem ou atrasam indevidamente o desenvolvimento da IA” nos EUA. O grupo está gastando milhões para influenciar o resultado de pelo menos 48 eleições para cadeiras na Câmara dos Representantes e no Senado.

Lucros da IA x regulamentação

O apoio de Brockman gerou críticas de defensores da segurança da IA, que afirmam que isso levanta dúvidas sobre se os executivos da OpenAI realmente desejam que o governo dos EUA imponha requisitos a sistemas de IA poderosos.

Exigências do governo federal podem prejudicar os lucros do setor se atrasarem o lançamento de novos modelos ou levarem as empresas a alterar o funcionamento de seus produtos para atender a preocupações de segurança. A OpenAI e sua concorrente Anthropic estão preparando o terreno para ofertas públicas iniciais (IPOs) que devem estar entre as maiores da história.

“Há líderes na indústria que querem apenas fingir que apoiam a regulamentação porque sabem qual é a opinião pública”, disse Charlie Blaettler, da Guardrails Alliance, um grupo político formado para se opor ao programa Leading the Future. “Mas são os mesmos líderes que criaram um super PAC cujo único propósito era se opor a candidatos que defendem a regulamentação”.

A OpenAI afirmou em uma postagem no blog que a doação dos Brockman foi feita a título pessoal, não em nome da empresa. O porta-voz pessoal de Greg Brockman se recusou a comentar sobre suas doações. Em uma postagem no X de 2025, Brockman disse que “ser a favor da IA ​​não significa ser contra a regulamentação. Significa ser ponderado”.

Jesse Hunt, porta-voz da Leading the Future, não comentou a doação em um comunicado, afirmando apenas que o grupo busca “defensores que possam trabalhar juntos no Congresso para promover uma estrutura regulatória nacional de IA forte e responsável”.

Em setembro, o The New York Times noticiou que os Brockman desistiram de uma promessa de doar mais US$ 25 milhões para a Leading the Future. A Leading the Future se recusou a comentar a reportagem.

Lei federal está acima das leis estaduais sobre IA

Outros colaboradores do projeto Leading the Future incluem Marc Andreessen e Ben Horowitz, que, juntamente com sua empresa de capital de risco, a Andreessen Horowitz, doaram um total de US$ 50 milhões ao grupo, de acordo com registros da Comissão Eleitoral Federal. A Andreessen Horowitz é investidora da OpenAI.

Um dos candidatos apoiados pela Leading the Future é o republicano Andy Barr, que concorre a uma vaga no Senado representando o Kentucky. Em março, Barr declarou ao jornal Lexington Herald-Leader que apoia uma legislação federal que impediria os estados de aprovarem ou aplicarem suas próprias regulamentações sobre IA, um conceito conhecido como preempção.

A Build American AI, uma organização sem fins lucrativos afiliada à Leading the Future, veiculou anúncios em plataformas de mídia social pedindo ao Congresso que aprove um padrão nacional para IA, em vez de permitir que os estados criem suas próprias regras.

A organização Leading the Future também enviou fundos para as republicanas Julia Letlow, candidata ao Senado pela Louisiana, e Amanda McKinney, candidata ao Congresso pelo estado de Washington. Ambas afirmam em seus sites de campanha que se opõem à regulamentação “excessiva” do setor de IA.

A Anthropic, concorrente da OpenAI, doou pelo menos US$ 40 milhões para a Public First Action, um comitê de ação política contrário às leis federais de preempção. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, classificou a preempção federal das leis estaduais como “muito drástica”.

  •  

Romi registra lucro líquido de R$ 42,7 milhões no 3º trimestre

A Romi disse na noite de terça-feira (20) que o lucro líquido para o terceiro trimestre de 2026 totalizou R$ 42,7 milhões, representando um aumento de 56,1% em comparação ao ano anterior, conforme comunicado ao mercado.

Já o lucro líquido ajustado caiu 74,6% em comparação ao ano anterior, para R$7,0 milhões.

A fabricante de máquinas-ferramentas e equipamentos para processamento de plástico disse que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para o mesmo período foi de R$ 28,8 milhões, 24% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Em termos ajustados o Ebitda do terceiro trimestre recuou 73,2% em comparação ao ano anterior, para R$ 10,2 milhões.

A receita operacional líquida somou R$ 257,1 milhões, uma queda de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia informou que o Ebitda e o lucro líquido encontram-se ajustados referentes ao ajuste da AVP (Ajuste a Valor Presente), reconhecimento do impacto do empreendimento Vila Romi Residence, empreendimento Adara e processo previdenciário.

A entrada de pedidos no terceiro trimestre totalizou R$ 421,5 milhões, um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior, com destaque para a subsidiária alemã B+W cuja carteira avançou 41,5%, quando comparada ao mesmo período de 2025, disse a Romi.

  •  

Bayern perde meio-campista para duelo contra o Arsenal após luto familiar

O meio-campista Joshua Kimmich, do Bayern de Munique, ficará fora do confronto contra o Arsenal, nesta quarta-feira (21), pela Champions League, após a morte de um familiar próximo, informou o clube alemão, atual campeão da Bundesliga.

Kimmich, de 31 anos, não participou do último treino da equipe antes da partida. Na terça-feira (20), o auxiliar técnico Aaron Danks havia atribuído a ausência a motivos pessoais, sem fornecer mais detalhes.

Na quarta-feira (21), o Bayern confirmou que Kimmich não integraria a delegação para o compromisso europeu, enquanto enfrenta o luto pela perda na família.

“Em nome da família, pedimos que sua privacidade e seu luto sejam respeitados e que novas perguntas e reportagens sobre o assunto sejam evitadas”, afirmou o clube em comunicado publicado na rede social X.

Segundo a imprensa alemã, trata-se do pai Berthold, de 57 anos.

Bayern de Munique tem desfalques contra o Arsenal

A ausência representa mais um problema para o Bayern, que também não poderá contar com o ponta Michael Olise. O jogador está suspenso para o confronto válido pela fase de liga da Champions League, na Allianz Arena.

Apesar dos desfalques, a equipe alemã chega confiante após golear o RB Leipzig por 6 a 1, no último sábado (17), pela Bundesliga.

O Bayern busca aproveitar o bom momento para dar sequência à campanha europeia, depois de um empate movimentado por 3 a 3 com o Viking, fora de casa, na semana passada.

Arsenal anuncia a renovação de contrato de Mikel Arteta até 2030

 

  •  

Associação de restaurantes processa Keeta sobre compra intermediada

A ANR (Associação Nacional de Restaurantes) protocolou uma ação civil pública contra a Keeta, subsidiária da chinesa ​Meituan, na Justiça de São Paulo contestando o modelo de ​compra intermediada adotado pela companhia de delivery no Brasil.

A organização cobra a suspensão imediata da prática em estabelecimentos que não autorizaram expressamente sua inclusão no aplicativo da Keeta, além da proibição do modelo de operação no país.

Segundo a entidade, a compra intermediada consiste na inclusão de restaurantes na plataforma da Keeta sem autorização prévia, seguida do envio de um entregador ou comprador ao estabelecimento para adquirir os produtos diretamente no balcão e entregá-los ao consumidor.

“Quando a Keeta ⁠coloca uma operação dessa, o vendedor nem ​sabe o que está acontecendo na operação dele. Os gestores de restaurantes não sabem que uma ​venda presencial de balcão, na verdade, seria uma venda para a Keeta”, disse Erik Momo, presidente do conselho ⁠da ANR, em entrevista à Reuters.

Na visão da ANR, a ⁠compra intermediada pode violar a liberdade comercial dos restaurantes, configurar concorrência desleal e comprometer ​a ‌relação entre os estabelecimentos e seus clientes.

“Recorrência é algo fundamental para um restaurante sobreviver. O proprietário tem que ter ⁠gestão sobre aquilo que está no cardápio, do item que está vendendo, do preço que está praticando, a qualidade da entrega e etc”, disse o presidente do conselho da ANR.

“Se eu (como proprietário) passo tudo para esse intermediário e eu perco esse controle todo, eu estou entrando num risco ‌do ⁠meu negócio deixar de ‌existir sem eu saber.”

A entidade busca a suspensão da prática, propondo uma maior colaboração da Keeta com o setor, citando como exemplo o iFood, que pertence ao grupo holandês de investimentos Prosus, ⁠e a 99, da chinesa DiDi Global, que possuem parcerias ⁠com a entidade.

“Nosso pedido é que eles suspendam essa prática. Ela é prejudicial para o consumidor, porque ele não entende o que está acontecendo; ‌e é prejudicial para o restaurante, porque ele acaba vendendo algo que não está na previsão dele”, disse Momo.

Procurada pela Reuters, a Keeta, que iniciou operações no Brasil em 2025, informou que não tinha recebido nenhuma notificação judicial sobre o assunto.

Sobre a modalidade de compra intermediada, a empresa disse que é uma “ferramenta local desenvolvida como ‌um piloto para ampliar o acesso dos consumidores a opções de restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma da Keeta, em um contexto em que o mercado está bloqueado por contratos de exclusividade que impedem muitos ⁠estabelecimentos de escolher livremente sua plataforma de delivery”.

“A compra intermediada…trata-se de uma iniciativa desenvolvida especificamente para o Brasil e que opera em conformidade com todas as leis e regulamentações locais aplicáveis”, disse a Keeta em nota.

A Keeta iniciou suas ​operações no Brasil há pouco mais de um ano. E a 99, da também chinesa DiDi Global, retomou sua operação ​no setor de delivery em 2025.

Desde então as empresas têm expandido velozmente suas operações no país, embora a líder do setor siga sendo a iFood.

Em setembro, o Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou necessidade de mais investigação da autoridade concorrencial sobre o setor de delivery ‌no Brasil.

  •  

GPA inicia execução de plano de reestruturação após homologação judicial

O GPA informou na terça-feira (20) que a Justiça publicou ​a sentença de homologação de seu ​plano de recuperação extrajudicial, dando início aos prazos para a reestruturação de dívida do varejista alimentar.

A sentença proferida em 7 de outubro pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, ⁠foi publicada na véspera ​no DJEN (Diário de Justiça Eletrônico Nacional).

De acordo com o ​GPA, a data de publicação da sentença constitui a data de ⁠homologação para fins do plano, a ⁠partir da qual passam a correr, entre outros, o ​prazo ‌até 30 dias corridos para a disponibilização dos novos recursos ⁠pelos credores que optaram por aportá-los, observadas as condições precedentes do plano.

Após a publicação, também entram em vigor os prazos de até 30 dias ‌para ⁠o aditamento dos ‌instrumentos originais pelos credores titulares de créditos em moeda estrangeira que tenham feito essa opção e de até 60 dias para a ⁠emissão e entrega das novas debêntures ⁠emissão A e das novas debêntures Emissão B, conforme cláusula do plano.

O GPA detalhou ‌que, para viabilizar a emissão e a entrega das novas debêntures em substituição aos títulos atualmente detidos pelos credores, a B3 seguirá com os procedimentos de bloqueio dos títulos representativos dos créditos ‌sujeitos – mercado de capitais, quais sejam, as debêntures da 18ª e da 20ª emissões da companhia e os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) ⁠da 1ª e da 2ª séries da 80ª emissão da Virgo Companhia de Securitização, em seus registros e em sua custódia.

Em consequência, ​acrescentou a empresa, uma vez efetivado o bloqueio, a B3 não processará ​qualquer operação de negociação, alienação, cessão, transferência, aluguel ou outra forma de disposição desses títulos, que permanecerão indisponíveis até sua substituição pelas novas debêntures.

  •  

Antonelli busca título da Fórmula 1 em Austin, mas depende de combinação

Kimi Antonelli está perto de se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 e o primeiro italiano a conquistar o título em 73 anos. Aos 20 anos, o piloto da Mercedes terá, porém, de vencer e contar com uma combinação de resultados para confirmar a conquista já neste domingo (25), no Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Austin.

Quando Sebastian Vettel se tornou o campeão mais jovem da categoria, aos 23 anos, pela Red Bull, em 2010, Antonelli tinha apenas quatro anos. Agora, o piloto de Bolonha chega à etapa americana com uma vantagem expressiva de 102 pontos sobre o companheiro de equipe George Russell.

Após a bandeirada no Circuito das Américas, restarão no máximo 125 pontos em disputa na temporada. Em seu segundo ano na elite do automobilismo, Antonelli conquistará o campeonato se ampliar a vantagem sobre Russell em pelo menos 23 pontos neste fim de semana.

Para atingir essa margem, o italiano precisa vencer a corrida. Além disso, Russell não pode terminar acima da nona posição, enquanto Lewis Hamilton, heptacampeão mundial da Ferrari, precisa cruzar a linha de chegada em quinto lugar ou abaixo.

Caso essa combinação não aconteça, a disputa pelo título continuará, pelo menos, até o Grande Prêmio do México, no fim de semana seguinte.

“Sei que está muito perto, sei que está ao alcance, mas preciso garantir que continuo fazendo o melhor que posso. A mentalidade é sempre a mesma: ir para a pista, vencer e ter o melhor desempenho possível”, afirmou Antonelli após terminar em terceiro lugar no Grande Prêmio de Singapura, a etapa anterior à prova de Austin.

O resultado em Singapura representou o 14º pódio do piloto na temporada.

Quanto vale o contrato de Antonelli e como o título impacta salário

Fórmula 1: Mercedes vê poucas chances de título em Austin

Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, reconheceu a pressão em torno da possibilidade de Antonelli conquistar o campeonato já nos Estados Unidos. Em um podcast da equipe, ele comentou a expectativa da imprensa e a comparação com o chamado match point, expressão do tênis usada para definir uma oportunidade decisiva de vitória.

“Estamos naquela fase muito desconfortável da temporada em que precisamos enfrentar a imprensa na quinta-feira, com todo mundo dizendo: ‘Ah, você pode conseguir… tem o primeiro match point'”, declarou Lord.

“As pessoas adoram essa comparação com os match points do tênis, não é? Mas acho que existe algo como uma chance em 25 de isso ser minimamente possível em Austin”, acrescentou o dirigente, que destacou a prioridade da Mercedes: encontrar o melhor acerto para o carro e somar o máximo de pontos possível.

Russell também terá esse objetivo. O britânico sofreu um acidente na corrida sprint de Singapura e, depois, precisou largar a prova principal do fundo do grid por causa de uma penalidade relacionada ao motor.

Verstappen ganha força na disputa e ameaça a Mercedes

Antonelli venceu oito das 17 etapas disputadas até agora, mas o momento recente favorece Max Verstappen. O tetracampeão da Red Bull venceu as duas últimas corridas, na Malásia e em Singapura, e também triunfou em Austin no ano passado, depois de conquistar a pole position.

Russell reconheceu a força do adversário nas últimas etapas. “Quando você olha para as corridas recentes, a Red Bull tem sido claramente a melhor. Em Baku, Max estava em um nível parecido com o meu. Fomos para a Malásia, uma pista totalmente diferente, e depois para Singapura, outra pista diferente, e ele dominou os dois últimos fins de semana”, afirmou.

Verstappen está 119 pontos atrás de Antonelli e já declarou que pretende apenas se divertir nas etapas restantes, agora que não sente mais a pressão pela disputa do campeonato.

Do 19º ao 1º: Antonelli protagoniza 2ª maior reação da história da F1

Mercedes e McLaren preparam atualizações para o GP dos Estados Unidos

Os dois pilotos da Mercedes terão à disposição o pacote mais recente de atualizações do carro no primeiro de três fins de semana consecutivos de corrida. Depois de Austin, a Fórmula 1 seguirá para o México e, na sequência, para o Brasil.

O atual campeão mundial, Lando Norris, da McLaren, terminou em segundo lugar em Austin no ano passado, enquanto Charles Leclerc, da Ferrari, foi o terceiro colocado. Os dois podem voltar a brigar pelas primeiras posições neste fim de semana.

Hamilton também chega com um histórico de destaque nos Estados Unidos.

Rob Marshall, diretor-técnico da McLaren, afirmou que a equipe espera apresentar evolução após resultados recentes abaixo das expectativas. “As últimas corridas não foram muito boas para nós, mas acho que estamos voltando a melhorar, e Austin provavelmente é um circuito mais favorável ao nosso carro”, declarou. A equipe também levará algumas atualizações.

MotoGP terá participação especial no fim de semana da Fórmula 1

O Grande Prêmio dos Estados Unidos também terá uma iniciativa inédita de aproximação entre a Fórmula 1 e a MotoGP. Quatro pilotos da categoria de motovelocidade participarão de uma volta de demonstração no circuito no sábado (24).

As duas competições têm um proprietário em comum: a Liberty Media, empresa americana responsável pelo controle da Fórmula 1 e também ligada à MotoGP.

Toto Wolff compara Kimi Antonelli a Ayrton Senna: “É fascinante”

 

  •  
❌