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Veja o que separa o início chocante de Hamilton com a ascensão de Antonelli

22 October 2026 at 13:40

Para entender exatamente qual a diferença entre a estreia de Lewis Hamilton em 2007 e a temporada vitoriosa de Antonelli, basta olhar para o tempo de maturação de cada piloto na Fórmula 1.

O britânico chocou o esporte ao lutar pelo título mundial imediatamente em seu primeiro ano na McLaren, somando vitórias e perdendo o troféu por apenas um ponto.

Já o jovem italiano estreou pela Mercedes em 2025 focado em se adaptar ao carro, terminando o campeonato na sétima posição, para então engatar uma sequência avassaladora e assumir a liderança absoluta do grid na temporada de 2026.

O impacto imediato de Hamilton na McLaren

Quando Lewis Hamilton alinhou seu carro no grid do Grande Prêmio da Austrália de 2007, poucos previam o que estava por vir. O jovem piloto não apenas acompanhou o ritmo de seu companheiro de equipe, o então bicampeão Fernando Alonso, como quebrou o recorde de pódios consecutivos para um estreante, subindo aos degraus dos vencedores nas nove primeiras corridas de sua carreira profissional.

A temporada inaugural do britânico foi construída com base em uma agressividade controlada que surpreendeu os veteranos da categoria.

Hamilton conquistou quatro vitórias impressionantes em pistas exigentes como Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão. Ele também garantiu seis pole positions ao longo do ano, mostrando uma velocidade de volta lançada que rivalizava com os maiores nomes do esporte na época.

O desfecho daquele campeonato entrou para a história como um dos mais apertados do automobilismo moderno. Hamilton somou 109 pontos sob o antigo sistema de pontuação da Federação Internacional de Automobilismo, empatando com Alonso e ficando a apenas um ponto da taça, que acabou nas mãos de Kimi Räikkönen da Ferrari.

A curva de aprendizado de Antonelli na Mercedes

O cenário encontrado por Andrea Kimi Antonelli foi fundamentalmente diferente. Promovido ao assento da Mercedes aos 18 anos, ele carregava o peso de substituir o próprio Lewis Hamilton na equipe alemã a partir de 2025.

Sua temporada de estreia foi marcada por corridas de recuperação e muito aprendizado tático. Ele conquistou um excelente quarto lugar na Austrália, mas fechou o ano de forma discreta na sétima colocação geral, acumulando 150 pontos sob o sistema moderno da categoria.

Foi no ano seguinte que o talento cru do italiano se transformou em resultados consistentes e dominantes. O ano de 2026 marcou a virada de chave definitiva para Antonelli, que conquistou sua primeira vitória no GP da China e não olhou mais para trás.

Com uma leitura de corrida aprimorada e um ritmo de classificação muito superior, ele passou a ditar o ritmo do campeonato mundial.

Antonelli já soma oito vitórias na carreira e lidera a tabela de classificação de pilotos com uma vantagem massiva sobre seu companheiro de equipe. Ele vem provando que a aposta da diretoria da equipe em acelerar sua promoção para a categoria principal foi totalmente justificada.

Raio X do desempenho das duas promessas

Para colocar a evolução de ambos os pilotos em perspectiva, é necessário observar os números exatos de suas campanhas de revelação. Abaixo, listamos os principais marcos estatísticos de cada atleta:

  • Pontuação no ano de estreia: Hamilton somou 109 pontos em 2007, garantindo o vice-campeonato mundial. Antonelli fechou sua primeira temporada em 2025 com 150 pontos (em um sistema que premia mais posições), ficando em sétimo lugar.
  • Vitórias como novato: O britânico venceu quatro grandes prêmios logo em seu primeiro ano. O italiano não venceu em 2025, guardando seu primeiro triunfo oficial na categoria para a etapa de Xangai em 2026.
  • Desempenho no segundo ano: Hamilton sagrou-se campeão mundial na sua segunda temporada (2008). Antonelli caminha a passos largos para repetir o feito, liderando o campeonato de 2026 com ampla margem e acumulando oito vitórias até o momento.

O cenário atual dentro das garagens da equipe alemã

A ascensão de Antonelli representa um alívio estratégico para Toto Wolff e toda a cúpula da Mercedes. A saída de um heptacampeão mundial para a Ferrari deixou um vácuo de liderança que muitos acreditavam que demoraria anos para ser preenchido. No entanto, a maturidade demonstrada pelo jovem piloto italiano acelerou o processo de reestruturação da equipe.

Hoje, o carro número 12 é a principal força do grid. A capacidade de Antonelli de entregar tempos de volta consistentes, aliada ao trabalho de acerto de carro desenvolvido em conjunto com George Russell, colocou a Mercedes de volta ao topo da disputa pelo campeonato de construtores. O legado de excelência construído ao longo da última década encontrou um herdeiro à altura.

O impacto dessa transição bem-sucedida garante a estabilidade técnica da equipe para as próximas temporadas. Ter um piloto capaz de vencer corridas com tamanha autoridade em seu segundo ano tira a pressão dos engenheiros e permite um foco total no desenvolvimento aerodinâmico do carro para os próximos regulamentos.

Dúvidas frequentes sobre os pilotos

  • Quem teve o melhor resultado final em seu ano de estreia na Fórmula 1?

Lewis Hamilton teve um resultado superior em seu primeiro ano. Ele terminou a temporada de 2007 como vice-campeão mundial, enquanto Kimi Antonelli encerrou seu ano de estreia em 2025 na sétima colocação do campeonato.

  • Qual foi a idade de cada piloto ao estrear na categoria máxima?

Hamilton fez sua primeira corrida oficial aos 22 anos de idade pela equipe McLaren. Antonelli estreou muito mais cedo, assumindo o volante da Mercedes no Grande Prêmio da Austrália de 2025 com apenas 18 anos.

  • Por que a temporada de 2026 de Antonelli é comparada ao início de carreira do britânico?

A comparação ocorre porque ambos demonstraram um nível de pilotagem de elite logo no início de suas trajetórias. Enquanto o britânico quase foi campeão no primeiro ano, o italiano assumiu o protagonismo absoluto do campeonato mundial logo em sua segunda temporada.

O paralelo entre essas duas trajetórias reforça como o talento excepcional sempre encontra seu caminho para o topo do pódio.

Seja lutando pelo título no primeiro dia de trabalho ou construindo uma liderança implacável no segundo ano, ambos os pilotos escreveram seus nomes na história recente do esporte a motor com performances inesquecíveis.

Conheça Rafael Câmara, primeiro nordestino a se tornar piloto da Fórmula 1

 

Antonelli busca título da Fórmula 1 em Austin, mas depende de combinação

21 October 2026 at 14:19

Kimi Antonelli está perto de se tornar o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 e o primeiro italiano a conquistar o título em 73 anos. Aos 20 anos, o piloto da Mercedes terá, porém, de vencer e contar com uma combinação de resultados para confirmar a conquista já neste domingo (25), no Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Austin.

Quando Sebastian Vettel se tornou o campeão mais jovem da categoria, aos 23 anos, pela Red Bull, em 2010, Antonelli tinha apenas quatro anos. Agora, o piloto de Bolonha chega à etapa americana com uma vantagem expressiva de 102 pontos sobre o companheiro de equipe George Russell.

Após a bandeirada no Circuito das Américas, restarão no máximo 125 pontos em disputa na temporada. Em seu segundo ano na elite do automobilismo, Antonelli conquistará o campeonato se ampliar a vantagem sobre Russell em pelo menos 23 pontos neste fim de semana.

Para atingir essa margem, o italiano precisa vencer a corrida. Além disso, Russell não pode terminar acima da nona posição, enquanto Lewis Hamilton, heptacampeão mundial da Ferrari, precisa cruzar a linha de chegada em quinto lugar ou abaixo.

Caso essa combinação não aconteça, a disputa pelo título continuará, pelo menos, até o Grande Prêmio do México, no fim de semana seguinte.

“Sei que está muito perto, sei que está ao alcance, mas preciso garantir que continuo fazendo o melhor que posso. A mentalidade é sempre a mesma: ir para a pista, vencer e ter o melhor desempenho possível”, afirmou Antonelli após terminar em terceiro lugar no Grande Prêmio de Singapura, a etapa anterior à prova de Austin.

O resultado em Singapura representou o 14º pódio do piloto na temporada.

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Fórmula 1: Mercedes vê poucas chances de título em Austin

Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, reconheceu a pressão em torno da possibilidade de Antonelli conquistar o campeonato já nos Estados Unidos. Em um podcast da equipe, ele comentou a expectativa da imprensa e a comparação com o chamado match point, expressão do tênis usada para definir uma oportunidade decisiva de vitória.

“Estamos naquela fase muito desconfortável da temporada em que precisamos enfrentar a imprensa na quinta-feira, com todo mundo dizendo: ‘Ah, você pode conseguir… tem o primeiro match point'”, declarou Lord.

“As pessoas adoram essa comparação com os match points do tênis, não é? Mas acho que existe algo como uma chance em 25 de isso ser minimamente possível em Austin”, acrescentou o dirigente, que destacou a prioridade da Mercedes: encontrar o melhor acerto para o carro e somar o máximo de pontos possível.

Russell também terá esse objetivo. O britânico sofreu um acidente na corrida sprint de Singapura e, depois, precisou largar a prova principal do fundo do grid por causa de uma penalidade relacionada ao motor.

Verstappen ganha força na disputa e ameaça a Mercedes

Antonelli venceu oito das 17 etapas disputadas até agora, mas o momento recente favorece Max Verstappen. O tetracampeão da Red Bull venceu as duas últimas corridas, na Malásia e em Singapura, e também triunfou em Austin no ano passado, depois de conquistar a pole position.

Russell reconheceu a força do adversário nas últimas etapas. “Quando você olha para as corridas recentes, a Red Bull tem sido claramente a melhor. Em Baku, Max estava em um nível parecido com o meu. Fomos para a Malásia, uma pista totalmente diferente, e depois para Singapura, outra pista diferente, e ele dominou os dois últimos fins de semana”, afirmou.

Verstappen está 119 pontos atrás de Antonelli e já declarou que pretende apenas se divertir nas etapas restantes, agora que não sente mais a pressão pela disputa do campeonato.

Do 19º ao 1º: Antonelli protagoniza 2ª maior reação da história da F1

Mercedes e McLaren preparam atualizações para o GP dos Estados Unidos

Os dois pilotos da Mercedes terão à disposição o pacote mais recente de atualizações do carro no primeiro de três fins de semana consecutivos de corrida. Depois de Austin, a Fórmula 1 seguirá para o México e, na sequência, para o Brasil.

O atual campeão mundial, Lando Norris, da McLaren, terminou em segundo lugar em Austin no ano passado, enquanto Charles Leclerc, da Ferrari, foi o terceiro colocado. Os dois podem voltar a brigar pelas primeiras posições neste fim de semana.

Hamilton também chega com um histórico de destaque nos Estados Unidos.

Rob Marshall, diretor-técnico da McLaren, afirmou que a equipe espera apresentar evolução após resultados recentes abaixo das expectativas. “As últimas corridas não foram muito boas para nós, mas acho que estamos voltando a melhorar, e Austin provavelmente é um circuito mais favorável ao nosso carro”, declarou. A equipe também levará algumas atualizações.

MotoGP terá participação especial no fim de semana da Fórmula 1

O Grande Prêmio dos Estados Unidos também terá uma iniciativa inédita de aproximação entre a Fórmula 1 e a MotoGP. Quatro pilotos da categoria de motovelocidade participarão de uma volta de demonstração no circuito no sábado (24).

As duas competições têm um proprietário em comum: a Liberty Media, empresa americana responsável pelo controle da Fórmula 1 e também ligada à MotoGP.

Toto Wolff compara Kimi Antonelli a Ayrton Senna: “É fascinante”

 

Com Antonelli, Itália busca encerrar frustração que já dura 73 anos na F1

21 October 2026 at 14:13

A Itália não tem um campeão mundial de Fórmula 1 há exatamente 73 anos. A última vez que um piloto italiano ergueu o troféu máximo do automobilismo foi em 1953, quando Alberto Ascari conquistou o bicampeonato correndo pela Ferrari.

Desde então, a nação que sedia a mítica equipe de Maranello e o circuito de Monza vive um longo período de frustrações na categoria.

Para o torcedor que se pergunta há quantos anos a Itália não tem um piloto campeão do mundo na Fórmula 1 desde Alberto Ascari, a matemática da temporada de 2026 confirma mais de sete décadas de espera ininterrupta.

O dono da marca e o último título italiano

O nome de Alberto Ascari é sagrado na história do automobilismo mundial. O piloto milanês dominou a Fórmula 1 em seus primórdios, vencendo o campeonato mundial de forma consecutiva nas temporadas de 1952 e 1953 a bordo da Ferrari 500. Sua precisão ao volante o transformou no primeiro bicampeão da história do esporte.

O título de 1953 foi selado com um desempenho avassalador, garantindo a taça com folga sobre seus adversários.

O fato mais impressionante é que, após o trágico acidente que tirou a vida de Ascari em Monza, no ano de 1955, nenhum outro italiano conseguiu repetir o feito de levantar o troféu.

Kimi Raikkonen celebrando a vitória em Interlagos, em 2007
O finlandês Kimi Raikkonen foi campeão pela Ferrari • Darren Heath/Getty Images

A escuderia italiana Ferrari continuou colecionando campeonatos de construtores e de pilotos ao longo das décadas seguintes, mas sempre com estrangeiros ao volante, como Niki Lauda, Michael Schumacher e Kimi Räikkönen.

O jejum italiano, portanto, contrasta diretamente com o sucesso absoluto da Ferrari como equipe.

O ranking dos italianos de maior sucesso

Embora o título mundial não venha desde a década de 1950, o automobilismo italiano revelou grandes vencedores de corridas que chegaram perto de quebrar o tabu. Abaixo, estão os pilotos italianos com maior número de vitórias na Fórmula 1:

  1. Alberto Ascari (13 vitórias): O último campeão mundial do país lidera a estatística histórica, tendo vencido 13 corridas em sua breve e intensa carreira na categoria, consolidando o recorde italiano inalcançado até hoje.
  2. Riccardo Patrese (6 vitórias): Com uma das carreiras mais longas da F1, Patrese competiu entre 1977 e 1993. Ele foi o vice-campeão mundial em 1992, correndo pela equipe Williams, na mesma temporada em que Nigel Mansell ficou com o título.
  3. Michele Alboreto (5 vitórias): Outro nome que esteve perto de encerrar o jejum. Alboreto venceu cinco grandes prêmios e foi o vice-campeão da temporada de 1985, correndo com a icônica Ferrari vermelha, mas acabou superado pelo francês Alain Prost.
  4. Giancarlo Fisichella (3 vitórias): Destaque nos anos 2000, Fisichella venceu três corridas e foi peça fundamental para os títulos de construtores da Renault em 2005 e 2006, ao lado de Fernando Alonso.

Elio de Angelis (2 vitórias): O habilidoso piloto romano completa o top 5 com duas vitórias marcantes pela equipe Lotus na década de 1980, antes de falecer precocemente em um acidente durante uma sessão de testes.

A nova geração e a chance de quebrar o tabu

O ano de 2026 trouxe uma mudança drástica nesse cenário com a consolidação de Andrea Kimi Antonelli na equipe Mercedes. Após pular etapas nas categorias de base e assumir a vaga deixada por Lewis Hamilton, o jovem nascido em Bolonha reacendeu a esperança de todo um país apaixonado por velocidade.

O automobilismo italiano não via um piloto local com equipamento capaz de disputar vitórias regularmente desde o início do século.

Com Antonelli entregando resultados expressivos na pista e assumindo o protagonismo no campeonato, a pressão por um título volta a ser o assunto principal nas arquibancadas de Monza e Imola.

O jejum de 73 anos desde a glória de Alberto Ascari representa a maior seca de uma potência tradicional na história do esporte a motor. Encerrar essa contagem não seria apenas uma conquista esportiva para a nova geração, mas a cura de uma ferida histórica para a nação que ajudou a fundar as bases da Fórmula 1.

Crianças e palhaços: Verstappen detona ação com carros de Lego na F1

Honda NSX usado por Ayrton Senna vai a leilão por até R$ 5,6 milhões

20 October 2026 at 21:47

Um Honda NSX vermelho que fez parte da vida de Ayrton Senna fora das pistas será leiloado em Londres, na Inglaterra, em 31 de outubro. O esportivo de 1991, associado ao tricampeão mundial de Fórmula 1, tem valor estimado entre 500 mil e 800 mil libras, faixa equivalente a aproximadamente R$ 3,5 milhões a R$ 5,6 milhões. O leilão será realizado pela RM Sotheby’s.

A história do veículo ganhou notoriedade com fotografias de Senna lavando a carroceria com uma mangueira de jardim, vestido de jeans e camisa. A cena se tornou uma das imagens mais lembradas do piloto em momentos longe das competições.

O NSX também aparece no documentário Ayrton Senna: Racing Is in My Blood, de 1992. Nas imagens, o brasileiro dirige o modelo e faz manobras ao volante do esportivo japonês.

Carro acompanhava Senna na Europa

A Honda disponibilizou o veículo para uso pessoal do piloto na Europa durante o período em que fornecia motores à McLaren. Foi pela equipe britânica que Senna conquistou os três campeonatos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991.

O carro tem carroceria vermelha, teto preto e bancos revestidos de couro escuro. Registrado em Portugal em 22 de março de 1991, com a placa SX-25-59, ficava guardado em Lisboa e era colocado à disposição do piloto durante suas passagens pelo país.

A ligação de Senna com o modelo não se limitava ao uso pessoal. Segundo o repórter especial da Folha de S.Paulo Eduardo Sodré, o brasileiro também contribuiu para o desenvolvimento do NSX, com observações sobre a rigidez da carroceria e o comportamento dinâmico do veículo.

Outro NSX de Senna está no Brasil

O exemplar que irá a leilão na Inglaterra não é o único Honda NSX que pertenceu ao piloto. Uma segunda unidade, também de 1991, está no Brasil. O carro é preto e tem placa iniciada pelas letras BSS, referência a Beco Senna da Silva, apelido de Ayrton Senna.

O modelo japonês leiloado tem motor V6 de 3 litros, cerca de 270 cavalos de potência, câmbio manual e tração traseira.

Depois da morte do piloto, em 1994, o esportivo permaneceu em Portugal e passou pelas mãos de diferentes proprietários. O britânico Robert McFagan o comprou em 2013. Três anos depois, o veículo recebeu registro para circular no Reino Unido.

Em 2019, o NSX voltou ao circuito de Ímola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Senna. Na ocasião, Giancarlo Minardi, fundador da equipe Minardi, dirigiu o carro. Em 2024, o esportivo foi adquirido pelo atual proprietário, um colecionador de Nagoya, no Japão.

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Horner, o "Darth Vader da F1", está a contar tudo o que pode

19 October 2026 at 12:59
Um ano depois de ter sido despedido da Red Bull e sujeito a um contrato milionário que o impede de contar muita coisa, Christian Horner escreveu um livro. E revela que podia ter ido para a Mercedes.

© NurPhoto via Getty Images

O britânico de 52 anos deixou a Fórmula 1 no verão de 2025

Elon Musk revela novo carro voador da Tesla

16 October 2026 at 17:57
Com tecnologia de propulsão aeroespacial, o novo Roadster 2 é "o primeiro carro voador" do mundo e acelera em tempo recorde, de acordo com Musk. Produção começa em 2028 e reserva já está disponível.

O novo carro "tem controlo de altitude, propulsores e propulsores principais na parte traseira. Basicamente, consegue voar como um foguetão, fazer acrobacias, uma ginástica surreal."

Rafael Câmara é anunciado pela Haas e Brasil terá dois pilotos na F1 em 2027

15 October 2026 at 16:54

O brasileiro Rafael Câmara foi anunciado nesta quinta-feira (15) como piloto titular da Haas para a temporada 2027 da Fórmula 1. O pernambucano de 21 anos ocupará a vaga do francês Esteban Ocon e dividirá a equipe com o britânico Oliver Bearman.

Natural do Recife, Câmara será o primeiro piloto nascido no Nordeste a disputar a principal categoria do automobilismo mundial. A contratação coroa uma trajetória de destaque nas categorias de formação, com títulos na Fórmula Regional Europeia, em 2024, e na Fórmula 3, em 2025.

O brasileiro também faz parte da Academia de Pilotos da Ferrari desde 2021. Nesta temporada, ele disputa a Fórmula 2 pela Invicta Racing e lidera o campeonato.

Após o anúncio, Câmara afirmou que pretende manter o ritmo de trabalho e se preparar para o desafio na categoria. O piloto também destacou o desejo de representar o país e conquistar bons resultados em sua estreia.

“Vou continuar trabalhando, como sempre vim trabalhando, evoluindo. Se Deus quiser, vou fazer um bom ano no ano que vem e trazer bastante orgulho para o Brasil e todo mundo que estiver acompanhando”, declarou.

Sobre a adaptação à nova equipe, o brasileiro disse que pretende se preparar da melhor maneira possível, aprender sobre o carro e trabalhar em conjunto com os integrantes da Haas.

Brasil terá dois pilotos no grid

A chegada de Câmara fará com que o Brasil volte a ter dois pilotos titulares na Fórmula 1. Ele se juntará a Gabriel Bortoleto, da Audi, e encerrará um intervalo de 11 anos desde a última temporada em que o país contou com dois representantes na categoria.

Em 2016, Felipe Massa corria pela Williams, enquanto Felipe Nasr defendia a Sauber. Desde então, o Brasil passou por períodos sem pilotos titulares, embora Pietro Fittipaldi tenha disputado duas provas pela Haas em 2020.

Câmara será o 34º brasileiro a competir na Fórmula 1. O pioneiro foi Chico Landi, que estreou em 1951.

O país não conquista o título mundial de pilotos desde 1991, quando Ayrton Senna venceu pela terceira vez, pela McLaren. A nova geração brasileira busca recolocar o país entre os protagonistas da categoria.

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Fafe volta a receber “Eco Rally”

15 October 2026 at 10:27

O “Fafe Eco Rally” vai realizar-se nos dias 07 e 08 de novembro.

É um evento com organização do Município de Fafe, da My Time/Classic Clube de Portugal, com o apoio da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

Na apresentação do evento, o vereador Parcídio Summavielle destacou a “grande visibilidade que este tipo de evento desportivo traz a Fafe”, referindo que este é “campeonato virado para o futuro”.

Paulo Almeida, responsável da  My Time/Classic Clube de Portugal, referiu que esta prova “comporta uma mensagem de sustentabilidade”, agradecendo a forma como foram recebidos, reiterando que o “Município de Fafe esteve sempre de portas abertas para o Campeonato Novas Energias”.

Esta será a terceira vez em que Fafe recebe uma prova destas caraterísticas. Em 2019 a cidade de Fafe recebeu a primeira Taça de Portugal de Novas Energias, competição que marcou a história do automobilismo em Portugal e que deu origem ao agora Campeonato de Portugal de Novas Energias.

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Ni Amorim critica decisões de títulos de ralis, mas garante cumprimento da FPAK

13 October 2026 at 21:50

O presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, criticou hoje a diferença entre as decisões judiciais sobre os títulos nacionais de ralis de 2024 e 2025, mas garantiu que a federação cumprirá as determinações do tribunal.

Em declarações à margem da apresentação do Rally 6 Cities North of Portugal, em Guimarães, o dirigente manifestou surpresa com a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) de atribuir o título de 2025 a Armindo Araújo, em detrimento do espanhol Dani Sordo.

“Como é possível o mesmo tribunal julgar dois casos exatamente iguais e ter duas posições diametralmente opostas, de 2024 para 2025?”, questionou.

Segundo Ni Amorim, a FPAK atribuiu inicialmente o título de 2025 a Sordo, seguindo o entendimento adotado pelo TAD no ano anterior, quando determinou a entrega do título ao britânico Kris Meeke.

“Não resta à FPAK outra alternativa que não seja cumprir a determinação do TAD e nem irá, logicamente, contestá-la”, afirmou, acrescentando que a direção também não recorreu da decisão relativa a 2024.

O dirigente indicou, contudo, que os processos poderão prolongar-se nas instâncias superiores, devido às contestações dos interessados.

Ni Amorim rejeitou ainda a possibilidade de, caso o vencedor seja estrangeiro, resolver a questão distinguindo o vencedor do campeonato do campeão de Portugal, título reservado ao português mais bem classificado.

Segundo o presidente da FPAK, o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) intimou a federação, em 2023, a retirar a designação de “vencedor do Campeonato de Portugal”, dando-lhe 15 dias para o fazer, sob pena de perder o estatuto de utilidade pública.

“Os tempos evoluem e as regulamentações também. O que era nessa época já não é agora, não é permitido e já nem é possível”, sustentou.

O dirigente defendeu a participação de pilotos estrangeiros no Campeonato de Portugal de Ralis, por considerar que elevam o nível competitivo e proporcionam referências aos jovens portugueses.

Considerou também injusto que pilotos portugueses possam conquistar títulos no estrangeiro e que concorrentes estrangeiros sejam impedidos de o fazer em Portugal, indicando que a federação levou essa preocupação ao IPDJ e à tutela governamental.

“A FPAK fez aquilo que lhe competia, mas não pode alterar leis do Governo nem deixar de cumprir as decisões do tribunal”, sublinhou.

Sobre a exclusão do Rali de Portugal do calendário do Mundial de 2027, Ni Amorim classificou-a como uma notícia “inesperada e triste” e uma “perda brutal” para o país, manifestando esperança num regresso em 2028.

O presidente da FPAK revelou ter contactado o presidente do Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, e trocado mensagens com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o promotor do campeonato.

Em contraponto, saudou o anunciado regresso da Fórmula 1 a Portimão, em junho de 2027, atribuindo o mérito ao Governo e à capacidade organizativa do Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

Ni Amorim adiantou que está previsto aumentar a lotação do recinto para acolher entre 80 mil e 90 mil pessoas, antecipando a maior assistência de sempre numa prova de Fórmula 1 em Portimão.

O presidente da FPAK falou à margem da apresentação da prova de encerramento do Campeonato da Europa de Ralis (ERC), o Rally 6 Cities North of Portugal, que se realiza de 23 a 25 de outubro.

É, também, a penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e conta com 41 viaturas Rally2 inscritas, 12 das quais correspondentes ao CPR. O título já está decidido a favor do finlandês Teemu Suninen.

O evento decorre em Guimarães, Fafe, Felgueiras, Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena.

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Dupla de Fafe triunfa no Rali de Famalicão

11 October 2026 at 22:46

A dupla fafense Mário Castro e Ricardo Cunha conquistou, este domingo, a vitória no Rali de Famalicão entre os concorrentes do Campeonato Norte de Ralis, alcançando também o primeiro lugar nas Duas Rodas Motrizes (2RM).

Aos comandos de um Renault Clio R3T, Castro e Cunha estiveram desde cedo na disputa pelos lugares da frente. A passagem para a liderança aconteceu na sexta prova especial de classificação, numa fase decisiva do rali.

A partir daí, a dupla manteve um andamento rápido e consistente, assegurando a posição até ao final e confirmando o triunfo nas duas classificações.

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Maldição quebrada, recorde batido: Max vence em Singapura

11 October 2026 at 14:48
Max Verstappen fez as duas poles e ganhou as duas corridas no Grande Prémio de Singapura, onde nunca conseguira vencer. Leclerc ficou em segundo, Antonelli ainda acabou no pódio, Hamilton foi sexto.

Max Verstappen conseguiu vencer sprint e corrida em Singapura. Desde 2021 que Red Bull não vencia na Marina Bay, então com um triunfo de Sergio Pérez

Sem WRC, Rali de Portugal cancelado em 2027

8 October 2026 at 19:27

A exclusão do Rali de Portugal do Mundial de Ralis (WRC) leva ao cancelamento da edição de 2027, segundo uma resposta escrita do Automóvel Club de Portugal (ACP), reiterando a responsabilidade do promotor do campeonato pelo sucedido.

Em 29 de setembro último, o ACP anunciou que “um dos mais emblemáticos ralis do campeonato do mundo” tinha ficado fora do calendário de 2027, devido a uma “alteração de última hora”, admitindo o regresso em 2028.

Hoje, o ACP apresentou a justificação usada na altura, em resposta a duas das perguntas da Lusa, incluindo uma sobre os incidentes que perturbaram a edição de 2026, como a presença de um reboque num troço ou de um militar da GNR noutro.

“Já com data prevista entre 13 e 16 de maio, fruto de alterações feitas pelo promotor no último dia da preparação da próxima temporada do WRC, com o objetivo de a tornar geograficamente tão diversa e intercontinental quanto possível, o Vodafone Rally de Portugal foi uma das provas cuja calendarização foi afetada”, repetiu o ACP, reforçando que as referidas ocorrências não influenciaram a decisão.

Recorrendo, novamente, a essa afirmação, recusa ainda que a exclusão do Rali de Portugal fique a dever-se a motivos financeiros ou à mudança anunciada do centro nevrálgico da prova de Matosinhos para Viseu, assegurando ainda que nenhuma entidade será indemnizada.

“Não há lugar a qualquer tipo de indemnização, uma vez que, apesar dos contratos, os calendários desportivos são ratificados anualmente pelo promotor e pela FIA [Federação Internacional do Automóvel]”, assegurou o ACP.

O próximo ano vai ser o segundo, desde a primeira edição do Rali de Portugal, em 1967, que a prova não vai realizar-se, tal como em 2020, então devido à pandemia de covid-19, vincou o ACP.

“O Vodafone Rally de Portugal não se vai realizar em 2027”, vincou o ACP, excluindo a possibilidade de a prova integrar qualquer outro calendário nacional ou internacional.

O Rali de Portugal integrou o WRC desde a sua criação, em 1973, tendo ficado afastado do calendário entre 2002 e 2006.

Depois do regresso ao WRC, ainda no Algarve, em 2007, apenas tinha ficado fora do calendário em 2008, devido à rotatividade promovida pelos promotores.

A prova rumou, depois, ao Norte, em 2015, e, a partir de 2019, voltou a passar pela região centro – após 18 anos de ausência.

O ACP lamenta o desfecho, advertindo que “o impacto é para o país” e recordando que “o estudo de impacto na economia nacional registou em 2025 um retorno superior a 193 milhões de euros”.

Apesar de não se ter disponibilizado para prestar declarações, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, partilhou com a Lusa, na referida resposta por escrito, “um sentimento de grande surpresa e de choque, do qual resultou uma sensação clara de frustração” com este desfecho.

O francês Sébastien Ogier é o recordista de triunfos no Rali de Portugal, com sete vitórias, num historial que conta ainda com a francesa Michèle Mouton, a única mulher a vencer etapas do WRC.

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Dani Sordo estreia-se no ralicross em Montalegre

8 October 2026 at 17:06

VTM

O espanhol Dani Sordo, um dos nomes de referência do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), vai estrear-se oficialmente no ralicross durante a RallyX Global Final, que decorre de 23 a 25 de outubro, no Circuito Internacional de Montalegre.

Com três vitórias no WRC e uma carreira de mais de duas décadas ao mais alto nível, Dani Sordo chega a Montalegre para enfrentar um novo desafio, ao volante de um FC1 Hypercar, um veículo 100% elétrico com 1.100 cv de potência, capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 1,4 segundos.

“Estrear-me no ralicross em Montalegre torna tudo ainda mais especial, pois é uma pista que conheço bem e que normalmente atrai milhares de adeptos espanhóis e portugueses”, destacou o piloto espanhol.

A competição reúne alguns dos melhores pilotos europeus e norte-americanos, que vão disputar os títulos da “Final dos Campeões” em oito categorias, num programa que contempla cerca de 55 corridas ao longo do fim de semana. Entre os momentos mais aguardados está a realização, no sábado, 24 de outubro, da primeira prova noturna da história do Circuito Internacional de Montalegre, com corridas disputadas sob iluminação artificial.

O evento internacional promete atrair milhares de adeptos ao concelho e reforçar a projeção de Montalegre como território de referência no panorama mundial do ralicross.

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Piloto de Braga sagra-se campeão nacional absoluto de automobilismo em montanha

5 October 2026 at 12:14

O piloto bracarense José Correia sagrou-se campeão nacional absoluto de automobilismo em montanha ao vencer, no domingo, a Rampa da Arrábida, em Setúbal.

José Correia, o líder da JC Group Racing Team, é campeão português de montanha absoluto e campeão de Portugal de montanha nos protótipos A competindo ao volante de um Osella PA30.

No final da prova, na Serra da Arrábida, o piloto bracarense afirmou: “Estou muito feliz com este resultado e com o título de campeão nacional, estivemos sempre com um excelente ritmo”.

“Não foi um título nada fácil, mas era algo que desejava muito”, salienta José Correia a O MINHO, acrescentando: “Este ano fiz 60 anos e esta era a melhor prenda que poderia ter tido”.

“Agradeço a toda a equipa e a todos os que nos apoiaram durante este ano”, refere José Correia, revelando que “na próxima temporada esta equipa estará de novo na estrada”.

Beatriz Correia em segundo lugar

Entretanto, a jovem piloto Beatriz Correia, também da JC Group Racing Team, terminou em segundo lugar nos Grandes Turismos (GT), assegurando terceiro posto final neste campeonato, na sua época de estreia na categoria, mais exigente, apostando na tática de evolução na continuidade.

Beatriz Correia voltou a confirmar a evolução demonstrada ao longo da temporada na categoria GT, ao volante do Porsche 911 GT3 Cup, em que a jovem piloto alcançou o segundo lugar na Arrábida, fechando a época com o terceiro lugar no campeonato, um resultado particularmente positivo numa época de estreia nos GT, marcada por uma progressão constante, pela conquista de vários pódios e pela adaptação cada vez mais sólida a uma categoria já de grande exigência.

Beatriz Correia afirmou “estar muito contente por terminar a época com mais um pódio e por conseguir o terceiro lugar no campeonato de GT”.

“Foi um ano muito importante para mim, porque era a minha estreia nesta categoria e sabia já que teria muito para aprender””, acrescenta.

“Sinto que evoluí bastante ao longo das provas, ganhei mais confiança com o carro e percebi as exigências dos GT, sendo este resultado excelente forma de terminar a época e deixa-me muito motivada para continuar a trabalhar e regressar ainda mais forte”, conclui.

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