Nova plataforma disponibiliza informação sobre património natural e cultural, projetos científicos e propostas de percursos nas áreas protegidas do concelho.
Sítio na internet lançado a 18 de outubro, no 16º aniversário das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola
O Município de Loulé lançou hoje o website areasprotegidas.cm-loule.pt dedicado à promoção e divulgação das cinco áreas protegidas locais do concelho.
São cinco a áreas do concelho de Loulé que têm essa denominação: a Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena, a Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal, a Reserva Natural Local da Nave do Barão e ainda, o Monumento Natural Local da Gruta de Vale Telheiro.
Cada área protegida tem uma página dedicada, com o seu património natural e cultural, informação técnica e galerias de fotografias e vídeos. Estão também disponíveis os projetos científicos e de monitorização desenvolvidos nestas áreas, propostas para as explorar através de percursos pedestres, paisagens sonoras e rotas do Geoparque Algarvensis, e as notícias sobre a atividade nas áreas protegidas.
“Investir no ambiente e na preservação dos recursos naturais é investir num futuro de qualidade. Com este website, queremos aproximar as pessoas das nossas áreas protegidas, para que as conheçam, as valorizem e nos ajudem a cuidar delas”, afirma Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.
O website responde a uma lacuna há muito identificada pelo Município de Loulé, agregando num só lugar toda a informação disponível sobre estas áreas e facilitando o seu acesso. Afirma-se, assim, como uma ferramenta de transparência e proximidade, que permite à população, à comunidade científica e a todas as entidades envolvidas consultar e acompanhar a informação e as atualizações sobre cada uma destas áreas.
Refira-se ainda que esta iniciativa do Município de Loulé é apoiada pelos Fundos Europeus, no âmbito do Programa Regional ALGARVE 2030. Para entrer no website das Áreas Protegidas louletanas clique aqui >areasprotegidas.cm-loule.pt
Entre 22 e 24 de outubro, o Festival Política regressa a Loulé com a Constituição da República Portuguesa, que completa 50 anos, como tema transversal. Ao todo serão 17 atividades de entrada gratuita em Loulé, Quarteira e Geoparque Algarvensis.
De acorco com a nota chegada ao nosso jornal, de teatro à música, do humor ao cinema, das conversas às exposições, a programação deste ano do Festival Política de Loulé pergunta o que os direitos proclamados no texto constitucional significam no quotidiano, o que prometem e o que ainda falta cumprir. A Constituição da República Portuguesa, que completa 50 anos em 2026, é o ponto de partida da programação.
A maioria das atividades decorre no Cineteatro Louletano, mas o festival percorre outros espaços e freguesias do concelho de Loulé.
No primeiro dia, 22 de outubro, às 19:00 hrs, no foyer do Cineteatro Louletano, “Artigo 1.º” apresenta-se como uma releitura do texto constitucional, proposta por Mariana Martins, vencedora do concurso de bolsas para jovens artistas, ativistas e criadores promovido pelo Festival Política.
Pelas 21:00 hrs, Sara Barros Leitão sobe ao palco do Cineteatro Louletano com o novo monólogo “Nós, Sozinhas”. A partir de um verso de Maria Teresa Horta, revisita os julgamentos, os dois referendos e a mobilização da sociedade civil que levaram à despenalização do aborto, há quase duas décadas.
Já na sexta-feira, 23 de outubro, às 18:00 hrs, o spoken word de D’sousa (Dário de Sousa), natural de Quarteira, transforma a palavra dita em presença e encontro, no Café Calcinha. Às 21:00 hrs, dá-se o regresso ao Cineteatro, pela artista dragSincera Mente que apresenta “LIVRE MENTE”, um stand-up que toma o livre arbítrio como mote para falar das escolhas, boas e menos boas, que fazemos em liberdade.
E às 22:30 hrs, também no Cinetreatro Louletano, a sessão Corpos em Trânsito reúne três curtas-metragens sobre as vidas na periferia, a violência que levou à morte de Odair Moniz e as decisões impossíveis no Portugal pré-25 de Abril.
O último dia do Festival Política, 24 de outubro, decorre em vários pontos do concelho. Às 10:30 hrs, arranca uma visita guiada ao Geoparque Algarvensis, gratuita e com transporte incluído (inscrição em participa.politica@gmail.com; transporte gratuito às 09:45 htrs, na Avenida 25 de Abril, Loulé).
Durante a tarde de sábado, o Festival instala-se em Quarteira. As atividades arrancam às 15:00 hrs, no CALQ III , com a sessão Direito à Cidade, que apresenta três curtas sobre o dia a dia de comunidades migrantes em Portugal, entre a pertença e a precariedade. Às 16:00 hrs, na Praça do Mar, António Brito Guterres e Emma Andreetti apresentam o resultado da residência “Mapeamento Cultural Simbólico de Quarteira”, com um fanzine e uma conversa aberta ao público sobre as diferentes formas de habitar a cidade.
Ainda em Quarteira e também na Praça do Mar, mas às 18:00 hrs, o concerto-conversa “Artigo por Artigo” junta Selma Uamusse e António Brito Guterres para uma conversa a duas vozes, com música pelo meio, sobre os 50 anos da Constituição.
Às 21:30 hrs, no Cineteatro Louletano, emmy Curl encerra o festival com “Solarpunk – Um Pastoral do Futuro Regenerativo“, que imagina um futuro em que a política ambiental e a gestão dos recursos se alinham com o bem-estar humano.
Importa referir ainda que duas exposições acompanham o Festival Política. “A Nossa Constituição É a Mais Bonita do Mundo”, no Cineteatro Louletano, parte de uma ideia da agência Edson Tech & Soul e reúne dez fotografias de Frederico Martins (Lalaland Studios), com curadoria de António Romano, protagonizadas por artistas, atletas e modelos da Central Models. “Constelações Parlamentares”, de João Bernardo Narciso, estará patente no Mercado de Loulé e consiste num conjunto de mapas de rede construídos a partir de milhares de votações, que convida a ler visualmente as relações de poder no Parlamento Europeu.
“Cinquenta anos depois, a Constituição continua a ser um texto que precisamos de conhecer, discutir e pôr à prova no dia a dia. O festival é um convite para perguntar o que os direitos prometidos significam nas nossas vidas e o que ainda falta cumprir. Fazemo-lo através da arte e do diálogo, de forma gratuita e aberta a todas as pessoas”, refere Rui Oliveira Marques, codiretor artístico do Festival Política.
Todos os espetáculos têm interpretação para língua gestual portuguesa e todos os filmes, incluindo os falados em português, estão legendados em português. O Festival Política de Loulé resulta de uma coprodução entre a Associação Isonomia e o Cineteatro Louletano. A programação completa encontra-se disponível em festivalpolitica.pt.
Depois de Loulé, o Festival Política passa por Coimbra (12 a 14 de novembro) e por Torres Vedras (28 e 29 de novembro).
O Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO, que integra os municípios de Loulé, Silves e Albufeira, foi distinguido com o Prémio Geoconservação 2026, atribuído