Ex-candidata a presidente é presa em meio a escândalo financeiro



O Governo aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que pretende desbloquear imóveis e terrenos presos em heranças indivisas, permitindo que um único herdeiro desencadeie um processo de venda quando não existe acordo entre os sucessores. O diploma prevê avaliações independentes, a possibilidade de um acordo extrajudicial e a venda, em regra, através de leilão eletrónico.
“Este regime é uma verdadeira reforma”, afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, durante o briefing do Conselho de Ministros, sustentando que as novas regras permitirão resolver situações que permanecem bloqueadas há décadas e colocar mais casas no mercado habitacional.
A aprovação do decreto-lei acontece depois de a Assembleia da República ter autorizado o Governo a legislar nesta matéria, através da Lei n.º 49/2026, publicada em 17 de agosto. A autorização legislativa prevê a criação de um processo especial e urgente para a venda de imóveis integrados em heranças indivisas.
A principal alteração consiste em permitir que um herdeiro deixe de ficar dependente do consentimento de todos os restantes para desencadear o processo de venda de um imóvel herdado.
“Agora um único herdeiro passa a poder exigir a venda a partir de dois anos sem acordo”, explicou Leitão Amaro. De acordo com a autorização legislativa aprovada pelo Parlamento, o processo poderá, em regra, ser iniciado depois de decorridos dois anos sobre a abertura da sucessão, ressalvadas as exceções legalmente previstas. Se já tiver sido requerido um processo de inventário, o mecanismo poderá ser iniciado sem dependência desse prazo, nos termos a definir pelo Governo.
O objetivo é ultrapassar situações em que a discordância de apenas um dos herdeiros impede a partilha ou a venda de um imóvel, mesmo quando os restantes pretendem resolver a herança.
Para procurar evitar a venda forçada, o regime prevê um período de seis meses para que os herdeiros tentem chegar a acordo ou concretizar uma venda por negociação particular, segundo explicou o ministro.
Caso não exista entendimento, o processo poderá avançar para a venda judicial. O valor do imóvel será determinado com base em avaliações independentes, procurando assegurar que a operação decorre a preços de mercado. A venda será preferencialmente realizada através de leilão eletrónico, salvo se existirem razões que justifiquem outra modalidade.
O Governo garante também que os direitos dos herdeiros serão salvaguardados. Estes poderão participar na aquisição do imóvel, incluindo através dos mecanismos legais de remição, e o regime prevê proteção específica para a casa de morada de família.
A reforma surge no contexto da crise da habitação e da necessidade de aumentar a oferta de imóveis disponíveis para venda ou arrendamento, mobilizando património que permanece sem utilização.
Leitão Amaro apontou os dados dos Censos de 2021 para destacar a dimensão do problema. Segundo os números invocados pelo ministro, Portugal “tem cerca de 485 mil alojamentos vagos, mais de metade em boas condições de habitabilidade”, sendo que aproximadamente metade estará desocupada sem intenção de venda ou arrendamento.
“Muitas destas casas estão presas em heranças que, por desentendimento de apenas um de vários herdeiros tantas vezes, não conseguem ser colocadas no mercado”, afirmou.
Contudo, estes números não significam que todos esses alojamentos estejam bloqueados por conflitos entre herdeiros, nem permitem quantificar quantas casas poderão efetivamente ser disponibilizadas através da nova legislação. O Governo sustenta que as heranças indivisas constituem um dos fatores que contribuem para a existência de imóveis devolutos.
O Executivo pretende, assim, criar condições para que imóveis que permanecem fechados durante anos possam ser vendidos ou utilizados, sem que a falta de consenso entre os sucessores impeça indefinidamente uma solução.
O problema não se limita à habitação. Segundo os dados apresentados por Leitão Amaro, “existem cerca de 3,4 milhões de prédios rústicos integrados em heranças indivisas, num universo de pelo menos 11 milhões de propriedades rurais”.
A falta de acordo entre herdeiros pode impedir a gestão dos terrenos, a sua limpeza ou o aproveitamento agrícola e florestal, contribuindo também para o risco de incêndios. “Terrenos que, por estarem bloqueados, não há quem decida, não há quem limpe, não são aproveitados”, apontou o ministro, descrevendo uma situação que considera transversal ao país, tanto nas cidades como nas zonas rurais.
Além do mecanismo de venda, a reforma procura dar maior capacidade de intervenção a quem deixa uma herança. O novo enquadramento prevê maior liberdade de planeamento sucessório, incluindo a possibilidade de nomear um testamenteiro com poderes para conduzir a partilha. Permite ainda determinar, através de testamento, que determinados conflitos patrimoniais entre sucessores sejam resolvidos por arbitragem sucessória.
A autorização legislativa determina que as alterações se aplicam, como regra, às heranças já abertas e ainda não partilhadas quando o decreto-lei entrar em vigor. A intenção anunciada pelo Governo é, por isso, não limitar a reforma às sucessões futuras, procurando também resolver os bloqueios que já existem.
A proposta enfrentou reservas durante a discussão parlamentar. O PCP questionou a falta de uma estimativa sobre o número de imóveis habitacionais efetivamente bloqueados por heranças indivisas e alertou para o risco de concentração fundiária associado a algumas das novas regras. Na votação final global, em 17 de julho, o texto foi aprovado com os votos favoráveis de PSD, PS, IL, CDS-PP e JPP, a abstenção de Chega e PAN e os votos contra de Livre, PCP e BE.
Com a aprovação do decreto-lei em Conselho de Ministros, o Governo dá o passo seguinte na concretização da reforma. A sua entrada em vigor dependerá agora da publicação do diploma em Diário da República.
(Notícia atualizada às 16h59)

Da ‘maranza’ a marziano il passo è breve: tanto ci sono estranei i ragazzi delle periferie urbane e delle cosiddette ‘seconde generazioni’ di nuovi italiani, quanto se arrivasse da Marte uno studioso culturalmente preparato e freddamente razionalista, che cosa direbbe di questo grande disordine sotto il cielo?
Esaminando la marea montante di commenti sulle violenze di strada a Milano e sulla stretta repressiva varata dal governo, il maranzanologo alieno sorriderebbe subito divertito per la compiacenza dei nuovi Bakunin nostrani che ripetono ai borghesi indignati il ritornello della canzone di Fabrizio De Andrè sul Maggio francese: ‘anche se voi vi credete assolti/ siete per sempre coinvolti’. Non è come la querelle tra rapper milionario e aspiranti tali, ma è pur sempre una questione di Fede(z) rivoluzionaria. Altrettanto facilmente un marziano individuerebbe il punto debole dei ragionamenti di chi plaude all’inasprimento del controllo sociale con i militari nelle strade, all’ampliamento dei poteri di polizia e a una legislazione che prevede pene giudiziarie più severe.
Se non credete agli ET fate una ricerca con l’IA: la repressione non funziona perché è evidentemente destinata a generare nuovo disagio, per non dire dei costi assolutamente sproporzionati ai risultati. Questo è il dato che si può evincere guardando al periodo storico degli ultimi 30-40 anni con la lente specialistica degli studi di settore che, soprattutto nel mondo anglosassone, sono stati fatti sul campo da sociologi e criminologi di varia estrazione: la repressione ad ampio spettro sociale non ha mai funzionato tout court, ma ha soltanto creato un’altra voragine di debito pubblico.
E a chi rispondesse citando casomai casi specifici italiani, per esempio la durezza nei confronti dei vertici delle organizzazioni mafiose e dei gruppi terroristici, bisogna pur ricordare che la mafia o le Br contavano su un certo quale consenso diffuso ma non hanno mai avuto origine e radicamento in quello che potremmo definire, in senso lato, un movimento del nuovo sottoproletariato urbano.
Il nostro maranzianologo alieno smonterebbe anche la fasulla premessa ideologica dei tifosi della repressione, quando sostengono che l’inclusione si sia rivelata una fandonia, senza portare a conforto di questa tesi nessun dato credibile: è evidente a chiunque che una vera e propria battaglia culturale per l’integrazione e per l’educazione dei giovani non è mai stata tentata seriamente da nessun governo e da nessun potere locale, ché anche la sinistra su questo ha colpe storiche enormi.
Su scala locale a Milano, per esempio, dieci piazze pedonalizzate e ridipinte nei quartieri più degradati valgono anche soltanto una delle speculazioni edilizie per ricchi che il Comune ha varato? Oltretutto la vicinanza causata dalle gentrificazioni non ha fatto che accentuare i contrasti e causare nuovi risentimenti: l’ex scalo ferroviario rivestito a lusso con la Fondazione Prada e i nuovi palazzi nel quartiere ribattezzato ’SouPra’ sono a due passi dal Sud-Est vero del Corvetto; la nuova area ‘hipster’ di Nolo confina con le zone contese tra le gang latine e i giovani delle famiglie musulmane, e via elencando.
Si trovano montagne di soldi per le armi, montagne per un Ponte, montagne per l’edilizia di lusso, montagne per le Fashion Week, montagne persino per coccolare i borghesi con i vizi culturali, ma a qualcuno è mai venuto in mente di finanziare un piano straordinario per la riqualificazione culturale delle periferie dove abitano i ‘maranza’? Quanto costa una bella opera nel Tempio della lirica, o una mostra d’ArtiStar, o la stagione del Teatro d’arte per tutti che mostra una certa amnesia storica? E quanto è stato investito sulle vere emergenze culturali ed educative nel territorio?
Persino Giorgia Meloni, nel presentare il suo ennesimo decreto legge da pugno di ferro, ha ammesso di ritenere necessaria la riqualificazione delle periferie, e ci sta poi persino che abbia in mente di preparare qualche intervento-passerella alla Caivano magari proprio nella Milano di Sala, sai che beffa!
Sia quel sia, alla fine il maranzanologo alieno consiglierebbe: siccome sul piano della follia delle diseguaglianze nel vostro mondo sembra che ci sia ben poco da fare, al momento, nonostante la marea di poveri, veri e potenziali (dato che i debiti degli Stati sono decollati a livelli stratosferici mentre pochi individui più ricchi diventano sempre più sfacciatamente tali!), cominciate a fare qualcosa di concreto almeno per riportare la cultura e l’educazione al centro di una nuova politica.
L'articolo Consigli da marziano sui ‘maranza’: la ricetta fasulla della repressione si smonta in poco proviene da Il Fatto Quotidiano.
A crise da habitação deixou de ser apenas um problema económico. É um drama social que ameaça a estabilidade das famílias, o futuro dos jovens e a sustentabilidade das comunidades algarvias.
Encontrar uma casa no Algarve tornou-se, para muitas pessoas, um desafio cada vez mais difícil. Jovens que adiam a sua autonomia, famílias que destinam uma parte excessiva do rendimento ao pagamento da renda e trabalhadores que não conseguem residir perto do local de trabalho são expressões de uma realidade que exige respostas políticas estruturais.
O Algarve é uma região de enorme riqueza natural, cultural e económica. Contudo, o seu desenvolvimento não pode ser avaliado apenas pelo número de turistas, pelo investimento imobiliário ou pela valorização dos imóveis. Deve também ser avaliado pela capacidade de garantir condições de vida dignas a quem aqui nasce, estuda, trabalha e escolhe construir o seu futuro.
Quando um professor, um enfermeiro ou um trabalhador do comércio não consegue encontrar uma habitação compatível com o seu salário, toda a comunidade sofre as consequências. Quando os jovens são obrigados a adiar os seus projetos de vida, perdemos dinamismo, coesão social e perspetivas de futuro.
Não podemos normalizar uma realidade em que ter emprego já não é suficiente para conseguir ter casa.
Mais do que apoios temporários, precisamos de soluções estruturais
O Volt Portugal defende uma política de habitação que combine o aumento da oferta pública e acessível, a mobilização de imóveis devolutos, o incentivo às cooperativas de habitação e a utilização mais eficiente do património existente.
A nossa visão passa por aumentar o parque habitacional público para 10% até 2029 e reforçar a componente pública e cooperativa nas zonas de maior pressão habitacional. Defendemos também melhores mecanismos de apoio ao arrendamento e uma regulação do Alojamento Local que tenha em conta as necessidades e a realidade de cada município.
No Algarve, estas medidas devem ser acompanhadas por políticas adaptadas às especificidades de cada concelho.
Nas autárquicas de 2025, o programa apresentado para Loulé incluiu uma proposta de construção modular, com um plano estimado de 5.000 apartamentos ao longo de dez anos. A proposta procurava explorar métodos de construção mais rápidos e económicos, com diferentes tipologias e preços acessíveis.
Independentemente dos estudos de viabilidade, do financiamento e da concretização que qualquer projeto desta dimensão exige, importa destacar a ambição de procurar soluções que respondam à escala do problema. Precisamos de passar do diagnóstico à execução, com metas claras, planeamento rigoroso e transparência na utilização dos recursos públicos.
Também Faro deve reforçar a sua capacidade de garantir habitação acessível, reabilitar património existente e promover uma cidade onde viver não seja um privilégio condicionado pelo rendimento.
Habitação também é mobilidade, emprego e qualidade de vida
A resposta à crise não termina na construção de casas. É necessário aproximar a habitação dos transportes públicos, dos serviços, das escolas e dos locais de trabalho. Uma casa aparentemente mais barata pode tornar-se incomportável quando obriga a despesas elevadas de transporte e a longas deslocações diárias.
Precisamos, por isso, de um planeamento territorial sustentável, que articule habitação, mobilidade e ordenamento do território. Precisamos também de criar condições para que os profissionais deslocados encontrem alternativas dignas e para que os estudantes da Universidade do Algarve possam prosseguir os seus estudos sem que o custo da habitação se torne um obstáculo.
Os municípios têm um papel fundamental neste processo: conhecer as necessidades reais da população, identificar imóveis disponíveis, acelerar procedimentos administrativos e trabalhar em articulação com o Estado, as cooperativas e outras entidades.
O direito à habitação tem de sair do papel.
A crise habitacional não se resolve com uma única medida, nem com promessas que ficam por cumprir. Exige investimento, cooperação entre diferentes níveis de governação, avaliação de resultados e capacidade de adaptar as políticas às necessidades de cada território.
O Volt Portugal – Distrital de Faro manifesta a sua solidariedade com todas as pessoas afetadas por esta realidade. Consideramos que a habitação deve ser tratada como uma prioridade social, económica e territorial, e não apenas como um ativo de investimento.
O Algarve não pode continuar a depender de trabalhadores que não conseguem viver na região onde trabalham. Não pode afastar os seus jovens, fragilizar as suas famílias ou comprometer os serviços essenciais por falta de habitação acessível.
Uma região verdadeiramente desenvolvida é aquela onde as pessoas conseguem viver com dignidade, perto das suas comunidades, com perspetivas de futuro.
É tempo de colocar as pessoas no centro das políticas de habitação. Porque o Algarve não pode ser apenas um destino para visitar. Tem de continuar a ser um lugar onde é possível viver.
Leia também: Loulé e os resíduos: entre o discurso ambiental e a realidade | Por Bruno Castelão Santos




Poco antes de las 15.30, el exconsejero Lluís Puig Gordi ha entrado en el hemiciclo del Parlament de Catalunya y se ha dirigido a su escaño donde descansaba desde hace nueve años un lazo amarillo y que solo había visto por televisión. Junto a la butaca del diputado Albert Batet, de Junts, Puig ha alzado el lazo de cartón en señal de victoria en medio de una atronadora ovación de los diputados independentistas de su grupo, de ERC y de la CUP y el silencio de los del PSC y de los pocos que había del PP. Los de Vox expresamente se han ausentado del Pleno. Tampoco la mayoría de consejeros del Govern de Salvador Illa salvo Miquel Sàmper, Eva Menor y Esther Niubó. Puig llegó de Francia este miércoles e Illa ha mantenido una reunión con él, aunque no se sabe ni cuando no dónde. La ausencia del president en el Pleno ha desencadenado una queja de Junts que la ha remitido una carta señalando que esa reunión no reemplaza su “deber institucional” de haber estar en el Pleno.

© Albert Garcia
La Policía Nacional ha localizado a 74 migrantes en situación irregular alojados en condiciones de hacinamiento y precariedad en un inmueble del barrio del Príncipe de Ceuta. Entre ellos, diez menores de edad que podrían haber sido víctimas de agresiones físicas, incluyendo lesiones ocasionadas por mordeduras de un perro. El operativo, que se llevó a cabo el pasado martes, se ha saldado con la detención de un ciudadano ceutí considerado el principal responsable de una organización criminal.

El exconseller Lluís Puig ha removido este jueves por la tarde el lazo amarillo de su escaño en el hemiciclo del Parlament de Catalunya, donde ha participado por primera vez como diputado en una sesión plenaria. La última vez que había estado presente en la Cámara era conseller de Cultura. Fue en octubre del 2017.


Em um clube de tiro, uma dupla de homens armados pratica contra um alvo com o desenho do rosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre risos, eles dizem “Faz o L” e “esse não vai participar da próxima eleição”. A câmera foca no rosto do boneco de Lula, mostrando furos de bala na parte superior da imagem. “Olha a carinha dele. Só na testa.” A legenda do vídeo é “toma essa picanha”.
O homem que postou o vídeo em seu perfil no WhatsApp foi identificado como Maurício Archangelo, dono de empresas na Zona Leste de São Paulo. Ao ser contatado, ele disse não se lembrar do vídeo. A reportagem explicou que ele estava, naquele momento, no dia 21 de outubro, publicado em seu status. Ele disse que ia ver e desligou. Neste intervalo, o vídeo foi apagado.
Em uma nova ligação, Archangelo disse que não sabia do que se tratava, desligou de novo e bloqueou o contato. A reportagem insistiu com outro número de telefone. Desta vez, Archangelo não respondeu às perguntas e se limitou à perguntar como foi feito o acesso ao seu status do WhatsApp.
No perfil do empresário no Instagram, que é aberto, há outra foto de Archangelo em um clube de tiro. Ele também já postou uma imagem de um bebê de poucos meses com uma arma na parte de trás da fralda.
Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz, avalia que a conduta de atirar na foto de um presidente pode ser enquadrada como crime de ameaça, que é prevista como “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”.
“Vindo de pessoas que têm acesso a arma de fogo e se tratando de políticos como Lula, que já tiveram a caravana em 2018 atingida por tiros e que na época da tentativa de golpe, em 2023, foi demonstrado que havia um plano para matá-lo também a tiros, isso é algo bastante grave e que deve ter providências sérias das autoridades”, afirma. Para ele, a investigação deve ser não só contra as pessoas que atiraram, mas também sobre o clube de tiro por permitir o uso dessas silhuetas em alvos de tiro”, complementa.
Em 2021, um vereador de Fortaleza foi condenado a pagar indenização por danos morais após atirar numa foto de Lula. No ano seguinte, quando o petista foi eleito para o seu terceiro mandato, o PT denunciou que clubes de tiro estariam usando a imagem do político em alvos e acionou a justiça.
Para o cientista político da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) o episódio da imagem de Lula ser usada como alvo por bolsonaristas é simbólico do processo de normalização da violência deste grupo. “Passa a ser normal tratar adversários como inimigos a quem se deve eliminar”, aponta.

A gravação ocorreu no Clube e Escola de Tiro 556, localizado na zona leste de São Paulo. O proprietário, Vinicius Monteiro Pires Inácio, afirmou estar viajando e desconhecer o episódio. Ele afirmou que os clientes “podem levar o alvo que quiserem”, desde que sejam caricaturas, e não fotos de pessoas reais. Também enfatizou que não incentiva e nem compactua com atos de incitação ao ódio.
Segundo ele, é comum que usuários do clube levem imagens como demônios ou o coringa, mas os funcionários não autorizam o uso de fotos de familiares e pessoas, famosas ou não.
Logo após ser procurado pela Agência Pública, o clube de tiro fez um post no Instagram dizendo que é “expressamente proibida a impressão e utilização de imagens de pessoas reais como alvos em nossas instalações.” O post cita os artigos do Código Civil e do Código Penal que atribuem a conduta como criminosa. A empresa também diz que o descumprimento “poderá resultar em medidas administrativas e, conforme o caso, responsabilização civil e criminal”.
Inácio, que é influenciador ligado a pautas conservadoras conhecido como Magnata, afirma que a empresa exige que os usuários tenham as permissões regulares para utilizar o recinto, porém “não é possível observar o que os clientes fazem o tempo todo”.
Em sua página pessoal, ele postou um vídeo na semana anterior ao primeiro turno mostrando pessoas com camisetas do Bolsonaro atirando, com a legenda “Domingo vai ser assim de novo”. O clube de tiro fez um evento para exibir a contagem de votos, com cerveja e petiscos.
O proprietário do clube afirma que é de direita, mas não compactua com o episódio. “A minha opinião política e partidária nunca teve sigilo. Tanto que eu perdi uma conta com mais de 800 mil seguidores no Instagram por expor o que eu penso. Mas uma coisa é o Vinícius, pessoa física. Outra coisa é o Magnata, proprietário do clube de tiro 556. Eu não deixo que opiniões políticas interfiram na minha empresa. Todo mundo é bem vindo lá”, disse.
Em 2023, o clube de tiro foi alvo de uma operação policial que apreendeu 38 armas. Segundo o SBT News, o estabelecimento estaria fazendo rifas de armas de fogo com números vendidos a partir de R$ 1 o número, o que é proibido. Também, segundo a reportagem, deixava pessoas sem treinamento usar qualquer tipo de arma.
Segundo a portaria Nº 20.749, de setembro de 2020, “armas e munições, explosivos, fogos de artifício ou de estampido” não poderão ser objeto de operação filantrópica, mediante distribuição de prêmios. A portaria também estabelece que “a distribuição de prêmios mediante sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada realizada por organizações da sociedade civil, com o intuito de arrecadar recursos adicionais destinados à sua manutenção ou custeio, depende de prévia autorização do Ministério da Economia”.

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Regione Lombardia sceglie la leva dell’impresa per affrontare uno dei problemi più persistenti delle aree alpine: la difficoltà di offrire ai giovani prospettive economiche sufficienti a convincerli a restare. Una questione che ora entra nell’agenda della cooperazione europea grazie alla proposta presentata dall’assessore regionale allo Sviluppo economico Guido Guidesi, approvata a Lindau, in Germania, durante l’Assemblea generale di EUSALP. La Dichiarazione adottata al termine dell’incontro riconosce ufficialmente l’iniziativa lombarda e apre un percorso comune per sostenere l’imprenditorialità giovanile nei territori montani. A coordinarlo sarà Regione Lombardia.
Il mandato ottenuto a Lindau ha un peso politico preciso. La Regione guiderà il confronto tra amministrazioni alpine chiamate a individuare strumenti condivisi per favorire la nascita di nuove imprese. Il problema è noto: nei territori montani la possibilità di costruire un’attività economica si scontra con difficoltà che possono scoraggiare gli investimenti e alimentare la partenza delle nuove generazioni. Su queste condizioni Guidesi intende concentrare il lavoro, portando la questione anche all’attenzione della Commissione europea.
C’è però una distanza da colmare tra l’accordo istituzionale e gli interventi concreti. La missione, denominata Giovani imprenditori per le Alpi: valorizzare la prossima generazione di talenti alpini, parte con il riconoscimento delle regioni coinvolte e un programma che dovrà produrre risultati entro il 2027. Le politiche comuni sono ancora da costruire.
Il terreno di confronto è ampio. EUSALP, la Strategia dell’Unione europea per la Regione Alpina, riunisce 48 regioni appartenenti a sette Paesi, dall’Italia all’Austria, dalla Francia alla Germania, fino a Slovenia, Svizzera e Liechtenstein. Amministrazioni che operano in sistemi economici differenti, ma condividono la necessità di mantenere vive comunità nelle quali la presenza di imprese e opportunità professionali può incidere sulle scelte delle nuove generazioni. Regione Lombardia cercherà di individuare soluzioni utilizzabili nei diversi territori, partendo dalle esperienze già maturate a livello regionale.
A Lindau è emersa anche una questione meno immediata, che riguarda le condizioni necessarie per fare impresa. Un giovane può avere un progetto imprenditoriale, ma la scelta di realizzarlo in montagna dipende anche dalla possibilità di trovare casa e dalla disponibilità dei servizi. Il primo laboratorio operativo della missione, organizzato all’Inselhalle, si è concentrato proprio su questi aspetti. Giovani e rappresentanti istituzionali delle regioni alpine hanno discusso delle difficoltà legate alla vita nei territori montani, attraverso domande interattive e momenti di confronto diretto. I contributi raccolti serviranno a orientare le prossime attività.
Per Guidesi, la capacità di trattenere le nuove generazioni passa dalla costruzione di opportunità economiche credibili. «Il futuro dei nostri territori dipende dalla capacità di offrire opportunità concrete ai giovani», ha dichiarato l’assessore, indicando nella collaborazione tra le regioni uno strumento per migliorare le politiche esistenti e rappresentare a Bruxelles le esigenze specifiche delle aree alpine.
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La scelta di Regione Lombardia è dunque quella di mettere l’imprenditorialità giovanile al centro del confronto sul futuro delle montagne. La nascita di nuove attività può contribuire al ricambio generazionale e alla tenuta economica delle comunità, dove la riduzione della popolazione rende più difficile mantenere servizi e occupazione. Resta da individuare quali strumenti possano favorire concretamente questo processo e quali esperienze regionali siano applicabili anche altrove.
La Dichiarazione di Lindau ha formalizzato l’avvio del percorso, approvando la Nota di missione lombarda. Nella stessa assemblea EUSALP ha riconosciuto altre due iniziative, dedicate all’economia circolare nel settore tessile e alla sostenibilità dei grandi eventi sportivi. Per il progetto sull’imprenditorialità giovanile, Regione Lombardia lavorerà con le regioni partner e con il Consiglio dei giovani EUSALP. Saranno coinvolti anche i Gruppi d’Azione della Strategia alpina ed esperti scientifici.
La prima fase prevede la raccolta di dati e una ricognizione delle politiche regionali già adottate. Il confronto proseguirà attraverso consultazioni e laboratori con i giovani, per individuare gli ostacoli più ricorrenti e verificare quali soluzioni possano essere condivise. Un lavoro che dovrà tenere conto delle differenze tra i territori, evitando di considerare le aree alpine come un unico contesto economico.
Il calendario fissa già una scadenza. Entro la fine del 2027 Regione Lombardia dovrà arrivare a un quadro comune di riferimento per le politiche di sostegno all’imprenditorialità giovanile. Il documento sarà presentato all’Assemblea generale EUSALP e potrà essere utilizzato dalle amministrazioni regionali per orientare i propri interventi e avanzare proposte condivise alla Commissione europea.
L’eventuale passaggio successivo è previsto nel 2028, con la possibilità di avviare un progetto pilota sulla base dei risultati ottenuti. Per ora l’iniziativa non definisce nuove misure operative né un pacchetto di finanziamenti. Il confronto dovrà stabilire quali interventi proporre e su quali priorità trovare un accordo. Nel frattempo cambierà anche la guida politica della cooperazione alpina. La presidenza EUSALP passerà dalla Baviera alla Francia per il 2027. Sarà sotto la presidenza francese che Regione Lombardia dovrà portare a compimento il lavoro avviato a Lindau, presentando alle altre amministrazioni alpine le proposte elaborate insieme ai giovani e ai territori coinvolti.
L'articolo La Lombardia prova a fermare lo spopolamento delle Alpi puntando sui giovani imprenditori proviene da Linkiesta.it.
“Riguardo alle infiltrazioni mafiose nelle proteste dei camionisti, direi che vi è una forte probabilità che ci sia una strumentalizzazione e una infiltrazione“. A parlare è il ministro della Giustizia, Carlo Nordio, ospite a Start su Sky TG24. “Un illustre procuratore della Repubblica – prosegue il Guardasigilli – per il referendum aveva detto che per il Sì avrebbe votato la camorra, ma ha vinto il No e quindi vuol dire che la criminalità organizzata non governa proprio nulla. Però che ci siano e possano infiltrarsi e sfruttino questa situazione questo è altamente probabile”. “Da sempre si dice che l’infiltrazione mafiosa in certe regioni d’Italia è tentacolare ed è capillare, addirittura qualche volta si è detto che certe regioni erano governate dalla criminalità organizzata, cosa in cui non ho mai creduto, però – ha sottolineato Nordio – che le mafie ci siano e possano infiltrarsi in una situazione di questo tipo mi pare altamente probabile”.
Per quanto riguarda invece l’intenzione del governo di intervenire sul blocco pacifico dei camionisti, il Guardasigilli ha ricordato che “il diritto al dissenso, allo sciopero, alla manifestazione anche vigorosa non può mai compromettere il diritto al lavoro e il diritto degli altri, quindi in un certo modo bisogna pure intervenire per evitare che a chi vuole lavorare venga impedito di lavorare e chi invece manifesta legittimamente per le situazioni di disagio che tutti conosciamo abbia comunque il diritto di protestare. Non è facile trovare la combinazione ma si è sempre trovata negli anni passati e si troverà anche adesso vista anche un’emergenza, chiamiamola così, alimentare di cui tutti abbiamo conoscenza soprattutto dell’Italia meridionale”.
A rispondere è Debora Serracchiani, deputata e responsabile Giustizia del Partito democratico: “Aver perso il referendum non è servito a niente. Il ministro Nordio continua, giorno dopo giorno, a ricordarci la sua inadeguatezza. Comprendiamo il lutto politico per aver visto bocciare una riforma sulla quale aveva messo la faccia, ma a un certo punto le sconfitte andrebbero anche elaborate, soprattutto quando si ricoprono incarichi istituzionali”. “Invece Nordio continua a essere ossessionato da quel voto e oggi arriva ad associare, in modo del tutto improbabile, la vittoria del No al referendum alle possibili infiltrazioni mafiose nelle proteste dei camionisti. Un ragionamento che non sta in piedi e che rischia soltanto di alimentare confusione su una questione seria come quella della presenza della criminalità organizzata nelle mobilitazioni sociali. Se il ministro è a conoscenza di elementi concreti su possibili infiltrazioni mafiose, li riferisca nelle sedi competenti, con la serietà che il suo ruolo impone. Se invece si tratta soltanto di supposizioni, eviti di lanciare allarmi sulla base di associazioni tanto azzardate. La lotta alla mafia merita rigore, non dichiarazioni estemporanee né il tentativo di riportare continuamente il dibattito sul referendum perso”.
“Le parole di Nordio sono indecenti, ma ci ha abituato a questo e altro. Chi governa quando fa accuse dovrebbe mettere sul tavolo prove concrete. Abbiamo incontrato padri e madri di famiglia, lavoratori dei campi che ci chiedono di portare qua il loro grido di dolore per essere trattati da criminali”, ha commentato Angelo Bonelli, in conferenza stampa alla Camera insieme all’altro leader di Avs, Nicola Fratoianni. “Nordio, Musumeci, Lollobrigida, Piantedosi – ha aggiunto Bonelli – non riusciranno a infangare una legittima protesta parlando di infiltrazioni criminali. È un copione già visto, per nascondere le loro responsabilità e la loro incapacità a dare risposta”. Mentre Francesco Emilio Borrelli, deputato di Avs, dichiara: “Il governo evidentemente ha perso la bussola se un suo autorevole ministro si permette di infangare le proteste al sud”. “Nordio ritiri le sue parole, venga a parlare con chi è nelle strade, se ha il coraggio, e piuttosto si occupi delle tante denunce che arrivano sulle minacce da parte dei clan – prosegue -. Molti cittadini ci riferiscono di essere stati intimiditi anche da soggetti armati, alcuni costretti ad abbandonare i presidi: perché Nordio e il governo non si occupano di questo anziché diffamare chi chiede dignità e lavoro?”.
L'articolo Per Nordio “è molto probabile che la mafia sfrutti le proteste dei camionisti”. Il Pd: “Se conosce elementi concreti vada nelle sedi competenti” proviene da Il Fatto Quotidiano.
“La mia grande preoccupazione non sono gli hacker russi, ma il legame tra comunisti e islamisti”. Il vicepremier Matteo Salvini e la Lega hanno “le idee chiare”. Il timore riguarda “il legame tra estremismo islamico e estremismo di sinistra che in Francia si sta vedendo all’opera”. Ma quando gli si chiede se ci sono evidenze in Italia su questo legame, la prende alla larga: “Quando si affaccia il primo tribunale islamico in Italia a Padova vuol dire che siamo sull’orlo del burrone. E la sinistra ci va a braccetto”. Secondo il vicepremier questo “legame in altri paesi è ormai evidente e non vorrei arrivare anche in Italia”. E quando gli si prova a richiedere quali sarebbero le evidenze di questa connessione in Italia, la risposta è questa: “Quello che accade in Francia, accade anche in Italia”.
L'articolo La grande preoccupazione di Salvini: “Legame comunisti-islamisti”. Ma non ci sono evidenze in Italia: “Quello che accade in Francia può accadere anche qui” proviene da Il Fatto Quotidiano.
“Contemporaneamente ci imbottiscono i crani ma quegli stessi crani poi provano a spaccarli col manganello”. Lo storico Angelo d’Orsi prende in prestito Antonio Gramsci per descrivere il rapporto tra propaganda e repressione, mentre in Italia si discute delle proteste giovanili contro il carovita e delle violenze che hanno accompagnato le manifestazioni di Milano. Ospite di Battitori liberi, su Radio Cusano, d’Orsi, già ordinario di Storia del pensiero politico all’Università di Torino e fondatore del movimento Agorà, contesta duramente le interpretazioni che chiamano in causa la Russia di Vladimir Putin come possibile regista dei disordini, prendendo di mira soprattutto l’ex direttore di Repubblica Maurizio Molinari e le ricostruzioni sulla guerra ibrida evocate dal ministro della Difesa Guido Crosetto.
A innescare la discussione sono le parole pronunciate da Molinari a Tagadà, su La7: Savino Balzano riassume sarcasticamente la lettura delle proteste con un “Ha stato Putin”, mentre Gianluca Fabi chiede a d’Orsi come confuterebbe davanti a una platea di studenti le interpretazioni di Molinari e Crosetto.
“Intanto bisognerebbe superare la crisi di ilarità che queste interpretazioni suscitano – esordisce lo storico, che riserva all’ex direttore di Repubblica parole particolarmente dure – Molinari non è nuovo a questo genere di posizioni. Due settimane fa, intervistato da un’altra sedicente giornalista in televisione, di cui preferisco non fare il nome e neanche il cognome, alla domanda su come interpretasse l’aumento del prezzo del gasolio e della benzina alle pompe, ha risposto con grande sicumera che la responsabilità primaria era certamente di Putin”.
E rincara la dose: “Credo che Molinari andrebbe messo davvero in condizione di smettere di scrivere. È il principale responsabile dell’ondata russofobica che attraversa l’Italia da parecchi anni. E non dal 2022, ma almeno dal 2014. Basta andare a sfogliare i giornali dove lui scrive”.
Ma al di là dell’attacco personale, il professore insiste sulla necessità di sottoporre a verifica le informazioni, a cominciare dalla loro provenienza: “Noi dobbiamo fare sempre la critica delle fonti, che è una delle procedure tipiche dello storico. Quando arriva una notizia, un’informazione, un messaggio, devi capire: da dove arriva? Chi è che ci dà questa informazione? Chi fornisce questa comunicazione? Quindi, già pensando alla fonte, capisci che non è credibile”.
Per spiegare ai suoi studenti quello che considera il carattere “fallace e farlocco” della tesi sulle interferenze russe, d’Orsi si affida ancora a Gramsci e alla distinzione tra senso comune e buon senso. Il primo, osserva, si forma attraverso immagini, parole e messaggi assorbiti quotidianamente dai mezzi di comunicazione, spesso senza alcuna consapevolezza critica:“Entrano dentro di te come una specie di virus. Gramsci usa l’espressione: ‘Ci hanno imbottito i crani’”. E il messaggio che, secondo lo storico, viene inoculato da anni nell’opinione pubblica è che “i russi sono cattivi e ci vogliono aggredire”.
Il professore invita quindi a recuperare il buon senso e a interrogarsi sulle ragioni concrete di un’eventuale interferenza del Cremlino nelle manifestazioni italiane: “Ma perché Putin dovrebbe avere tutto questo tempo e questa possibilità di intervenire in tutti i disordini del mondo?”. E ricorda come il presidente russo venga chiamato in causa anche in vicende politiche assai lontane dall’Italia, comprese le elezioni brasiliane.
Poi ribadisce: “Quale sarebbe l’interesse di Putin? Putin davvero ha tutto questo tempo libero? Lui ha le sue gatte da pelare e problemi seri. E voi immaginate che la Russia si debba mettere a intervenire nelle vicende interne dell’Italia?”. E richiama il recente viaggio in Russia, dove ha constatato una crescente stanchezza per la guerra, pur in presenza di un consenso che descrive come ancora altissimo nei confronti del presidente.
Quando Fabi richiama il possibile ruolo di TikTok, YouTube e degli strumenti digitali, la replica arriva immediata: “Sì, con gli algoritmi. Quando non si hanno spiegazioni credibili si ricorre a questo”.
Il discorso si sposta quindi sul rapporto tra costruzione del consenso e uso della forza. Balzano osserva che le spiegazioni fondate sull’onnipresenza di Putin rischiano ormai di apparire grottesche e chiede quali prove, documenti o elementi fattuali vengano presentati a sostegno di simili ricostruzioni. Ma avverte anche che l’eventuale perdita di efficacia della propaganda non rappresenta necessariamente una buona notizia, perché alla persuasione può subentrare la coercizione.
D’Orsi condivide l’opinione dello scrittore e torna a Gramsci, stavolta attraverso il concetto di moderno cesarismo: “Gramsci diceva che il moderno cesarismo non è più militare ma è poliziesco. Vuol dire che contemporaneamente ci imbottiscono i crani ma quegli stessi crani poi provano a spaccarli col manganello”. Una formula che lo storico applica alle immagini degli scontri di questi giorni: “Ci sono due elementi: l’elemento di persuasione più o meno occulta che lavora e l’elemento di coercizione fisica che abbiamo visto in questi giorni”.
Secondo d’Orsi, però, il meccanismo comincia a mostrare le sue crepe: “Adesso il giochino si sta rompendo, non funziona più. E non ci sono solo io a pensarlo, ma migliaia di persone che dicono: il re è nudo. Non potete continuare”.
Il professore difende quindi le ragioni degli studenti che scendono in piazza, distinguendo il disagio sociale dalle violenze commesse durante le manifestazioni. Alla domanda di Fabi sulla buona fede dei giovani manifestanti, cita il filosofo francese Emmanuel Mounier e una sua riflessione del 1945: “La révolution attire les effusifs, les confusifs, les diffusifs”. In sostanza, spiega, “dove c’è rivoluzione, c’è casino. C’è sempre qualcuno che si infila per fare casino. Sempre”.
Questo, tuttavia, non cambia il suo giudizio sul significato delle mobilitazioni: “Io lodo questi ragazzi che scendono in piazza, perché danno la sveglia al Paese. E non si può dire che questi sono gli sdraiati di Michele Serra o dei bamboccioni. No, sono persone che stanno patendo l’esclusione sociale nella maniera più drammatica che noi vediamo e quindi dicono basta”.
Lo storico, condividendo pienamente le parole pronunciate dal filosofo Massimo Cacciari a Otto e mezzo, cita le proteste in Francia e in Spagna, individuando nel malessere sociale il filo che le unisce: “C’è qualcosa che collega tutto questo e non è certamente Putin o il desiderio di spaccare tutto. C’è il desiderio di dire basta e di dire no. Questi stanno lottando per la propria vita. E non per il futuro ma per il presente, perché gli stiamo rubando il presente. Come si fa a non capire?”.
Per il fondatore di Agorà, il nodo focale resta la condizione materiale di chi protesta. “Qui c’è una rivolta sociale”, afferma, raccontando di essere stato pochi giorni prima in Calabria, dove ha incontrato agricoltori e autotrasportatori impegnati nei blocchi. Uno di loro gli ha riferito di vendere i pomodori a 10 centesimi al chilo, la stessa cifra percepita dal padre quindici o vent’anni prima. D’Orsi osserva: “Oggi sono andato alla bancarella del mercato: sapete a quanto vendevano i pomodori? A 6,5 euro al chilo. E io mi sono rifiutato di comprarli”.
Nella parte conclusiva dell’intervista, Fabi gli chiede quale direzione stia prendendo la guerra in Ucraina. La risposta dello storico è affidata a due scenari, il primo dei quali passa attraverso un accordo tra Donald Trump e Vladimir Putin, senza ulteriori ostacoli da parte dei governi europei: “L’Europa la smetta di mettersi di traverso e accetti che Trump porti avanti la trattativa con Putin. Così si arriva alla fine della guerra”.
D’Orsi racconta di avere parlato durante il soggiorno in Russia con candidati alle elezioni e rappresentanti di partito incontrati nei seggi. E rivela: “Tutti mi hanno detto che non vedono l’ora che finisca la guerra con l’Ucraina. Ma a quali condizioni? Ovviamente mi hanno detto che il Donbass è russo e che non mollano sul Donbass. Gli ho chiesto provocatoriamente: ma la Crimea? Mi hanno riso in faccia. La Crimea per loro è russa, è fuori discussione”.
D’Orsi ritiene quindi che il riconoscimento delle rivendicazioni territoriali di Mosca possa aprire la strada alla conclusione del conflitto: “Se si accetta che il Donbass e le due repubbliche di Lugansk e Donetsk siano, come sono ormai anche a livello costituzionale, parte della Russia, la guerra finisce”.
L’alternativa, nella sua analisi, è la prosecuzione della guerra, con conseguenze potenzialmente devastanti per Kiev. E nel mirino torna l’Europa, insieme al Regno Unito: “Se l’Europa continua a mettersi di mezzo, includendo anche la Gran Bretagna, dove a mio avviso c’è tutta la gran regia, questa guerra non finirà. E vuol dire che l’Ucraina sparirà come nazione”.
L'articolo D’Orsi: “Putin dietro le proteste di Milano? Ci hanno imbottito i crani con la storia dei russi cattivi ma ora il giochino si sta rompendo” proviene da Il Fatto Quotidiano.
El expresidente del Gobierno Felipe González ha entrado en la precampaña, pero no para apoyar al PSOE, el partido del que fue secretario general durante 23 años. Preguntado durante un acto en el Círculo Empresarial de Málaga sobre cuál va a ser su preferencia electoral en las elecciones generales del 29 de noviembre, ha justificado por qué va a votar en blanco: “Si me siento representado, voto por alguien que me represente. Si no, voto en blanco. Es un voto positivo, no es una abstención. Explica lo que siento, la carencia de representación”.

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Cinquecento parà pronti a intervenire anche con i mezzi lince e droni militari. Dopo il consiglio dei ministri a cui ha partecipato in streaming dalla Prefettura di Milano, il vicepremier Matteo Salvini racconta ai cronisti le misure che saranno prese in vista delle possibili proteste del fine settimana. “Avere 500 parà della Folgore, con un’età media superiore ai 40 anni e che hanno fatto esperienze all’estero, in tante piazze milanesi, per me è una garanzia” ha detto Salvini ma quando gli viene chiesto in che modo potranno intervenire a livello pratico risponde così: “Saranno preparati a intervenire in vista della normativa vigente. Non andranno in giro a fare cose strane”. Sabato e domenica Salvini sarà impegnato con il congresso della Lega: “Ho detto al prefetto che avremo anche 1500 delegati leghisti pronti a intervenire in caso di necessità”.
L'articolo Salvini dice che i 500 parà che arriveranno a Milano per l’ordine pubblico saranno “pronti a intervenire con i Lince e i droni” proviene da Il Fatto Quotidiano.